Vidas
Vidas passadas, não sabes de nada,
Por que me atormentas?
Vidas antigas, só me trazes intrigas
E não me alimentas.
Já sóis idas, lidas passadas...
Não aumenta em nada á experiência presente
Tantos amores, e outros tantos tumores
Volumosos ardores que deviam estar ausente.
Se fazem constantes em meus pensamentos
Trazendo momentos de tristes rumores.
Sussurros gritantes ao meu ouvido
Pensamentos estridentes que às vezes duvido
Serem lembranças, vivência passada.
Por que trazes fincada em meu consciente
Mesmo incontinente me vem as lembranças
Quando criança vivia contente
Aventuras de outras vidas deixadas.
Rei cavaleiro, príncipe encantado
Vassalo guerreiro, verdugo malvado,
Padre mensageiro, filho parricida,
Entreguei minha vida por um ente amado.
Rainha poderosa, esposa fiel,
Filha desrespeitosa, noiva do céu,
Bruxa asquerosa, madrasta cruel,
Libidinosa de boca de mel.
É isso que trago em minha bagagem?
Pra mim, tudo isso parece bobagem,
Eu sou o que sou, e sinto o presente,
Indiferente, vivendo me vou
Meus carmas não trazem tesouros deixados
Sempre fechado, esquecido estou.
Vagas lembranças, rostos conhecidos
Com alguém parecido entre os meus,
São tantos ateus que ás vezes crêem
Olha e não vêem, o que sucedeu.
Por fausto (poti)