Vem,
vem logo, desaba em mim teu manto.
Deixa
cair sobre minha fronte o anoitecer eterno.
Livra-me dos tormentos que essa cálida luz me proporciona.
Toma
meu sopro em tuas mãos,
E
consentires que me vá ao repouso infinito.
Arrancai
do meu corpo essa condição,
Dilacera
meu peito e desnuda a ilusão
De
sonhar com o dia mais bonito.
Já
sinto cair sobre mim o ocaso.
Não
preciso de luz por acaso,
As
trevas me terão por companhia.
Não
permita que o arrebol se declare aos meus olhos,
Deixa-me
cair de uma vez em uma cacimba de breu,
Que
eu, não seja eu,
Que
meu despertar seja apenas lamurias e tormentos.
Que
eu jamais brande em lamentos
Por
assistir á minha derrota.
Vem,
Por favor, se apresse em chegar,
Não
tardai,
Ver
se não se retrai, e aproxima de mim o teu manto.
Já
me sinto tão feliz
Por
saber da tua inexistência,
Em
minha consciência,
Bem
sei que tu não tens poder;
Que
o meu querer, não tem favorecimento,
Teu
poder não é a contento
E
que tu estais á mercê do meu destino;
Sinto
vontade de ir de encontro á ti.
E apressar teu trabalho, não pensai que atrapalho
Só
quero tua clemência
já
não tenho paciência aproxima-se de mim.
Por fausto (poti)