Teu amor é minha vida

 

 

 

 

Da tua boca solvi, o veneno da paixão,

Em teus lábios bebi, todo amor sem ilusão;

Adormeci em teu colo, calei-me em teus desejos,

Aumentou a minha sede, ao provar teus doces beijos.

 

Cansei  por cavalgar-te, nos teus braços sucumbi,

Todo meu ser sugastes, sem vida esmoreci.

Estou aqui envenenado, consumido de amor,

Por teu perfume embriagado, amparado em teu calor.

 

Cá estou eu, apaixonado, por ti ó anjo celeste,

Minha diva, minha musa, minha deusa do agreste;

Esse teu jeito trigueiro com teu sorriso faceiro,

Tão linda quanto uma flor campestre.

 

Desabrochei-te numa manhã, á beira de um grande lago,

Provei de tua maçã, sem sofrer nenhum embargo,

Debutei o teu amor, te banhei com meu suor,

De todo o dissabor esquecemos o gosto amargo.

 

Deitados na relva fria, você, com sua alegria,

Presenteou-me com um sorriso,

E eu ainda cansado, em teus seios aconchegado,

Mas agora escravizado, por teu amor cativo.

 

Estou de veras envenenado, porem não quero triaga,

Permanecer entorpecido, viver do que esse amor me traga,

Quero morrer em teu colo, sentindo o teu calor,

Quero finar nos teus beijos sem morrer no teu amor.

 

 

 

 

Por fausto (poti)

 

 

 

 

 

 Índice

 

 

Hosted by www.Geocities.ws

1