Se não poeta, menos plagiador.

 

 

 

Que digam que não sou poeta,

Que nada sei sobre métrica,

E muito pouco sobre rima.

Que a poesia me alucina,

(que sou um alucinado)

Porem eu não sou culpado,

Por escrever seus sentimentos,

Se profetizo seus momentos

Se adivinho seu estado.

 

Se você não tem talentos

Não aprendeu  a’escrever,

Fale apenas por você,

Não levante desconfianças;

O que tenho é heranças,

É uma dádiva do céu,

Não jogue meu nome ao leu,

Fale apenas por você,

Mesmo não sendo poeta,

Aprendi á escrever.

 

Fale que nada presta

Do meu vocábulo indecente,

Que minha palavra atesta,

O que tens em tua mente,

O que gostarias de escrever,

Mas não podes conceber,

Na tua cabeça doente.

 

Mas dizer que sou ladrão,

Roubando o que’é alheio,

Um poeta sem esteio,

Infame plagiador;

Que não sou dono e senhor,

Da minha própria criação;

A Deus peça perdão,

E ao mundo peça desculpas,

Eu não ando em garupas,

Espero meu galardão.

 

 

Por fausto (poti)

 

   

 

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