Por que

 

 

Não sei mais o que sou, perdi toda razão.

Não lembro do que restou, a vida toda passou

Tudo que tinha acabou...Estou só, na imensidão.

 

Sou nada mais que um errante, nesse caminho de dor

Do fim estou diante pois os espinhos perfurantes

Que antes estavam distantes aumentam o meu torpor

 

E meu coração flagelado, todo rasgado em meu peito

Cheio de sangue gelado, vive agora atormentado

Já está quase apagado e nada há ser feito á despeito.

 

Sinto verter no meu rosto, todo fluxo do meu ser

Perco sempre meu conforto existo só em desgosto

O meu fracasso exposto em nada mais posso crer.

 

Me pego a perguntar, o porque das ilusões

Quando o bem querer acabar, e tudo se esgotar,

E nada mais restar...por que? Por que morem os corações?

 

 

 

 

 

                    Por fausto (poti)

 

 

 

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