Pequena morena

 

 

Pequena, pele morena e olhos castanhos

Jeito profano de se entregar

Como menina, em um corpo ardente,

Perfume pujante me faz inebriar.

 

Curvas perfeitas, onde derrapo,

E não escapo do teu feitiço

Nos teus toques precisos

Vejo-me em farrapos.

 

Mãos ágeis e macias, igual toda pele,

Buscam utopias que nossos poros expelem

 

Percorro vagaroso os caminhos do amor

Olhando teus olhos sentindo o calor

Buscando prazer, te dando prazer,

Esquecendo o pudor.

 

Pequena morena és minha rainha

Minha princesa! És a vida minha.

Meu alimento, matas a minha sede,

Na cama ou na rede, somos um só.

 

O nosso suor, em grande corrente,

Deixando-nos  quentes e lubrificados

Sentimentos guiados pela paixão.

 

No sofá ou no chão, deixamos fruir.

O que há de vir, pois estamos á sós.

Manchamos os lençóis e sem desistir

Deixamos cair o amor sobre nós.

 

Avidamente beijo tua boca

Tal qual uma louca, gemes baixinho,

Em nosso ninho, esquecemos lá fora,

Chega a aurora e nos encontra a amar.

 

Pequena morena de corpo medonho

És o meu sonho, as minhas vontades,

Meu santuário, minha cidade.

 

 

Por fausto (poti)

 

 

 

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