Minhas desculpas

 

 

 

Na lapide fria, volto a chorar,

As letras escritas que eu mesmo o fiz

Mas que eu não quis, imortalizar,

Porem deitei no meu eterno lar.

 

Hoje volto, as minhas vidas,

Esvaziadas, tristes, esquecidas,

Por onde nunca imaginei andar,

É meu descanso, meu novo lar,

 

Vejo ainda, o sangue descendo,

E seu sorriso, a me fitar,

O taio grande predizendo o atalho,

Ceifando o sopro do antigo amar.

 

Quem dera eu, voltasse aqui,

E vislumbrasse teu choro novo,

Me dispusesse á te ver de novo,

Na lapide fria que eu construir.

 

Não sei se devo, te pedir perdão,

Ou apenas sigo na solidão

Do mármore frio, que eu construí,

Ou se nunca mais retorno á ti...

 

Hoje estou, aqui deitado,

Por minha obra, imortalizado,

Fugir de tudo, e me tranquei da sorte,

Agora choro por minha morte.

 

A mesma letra que escrevi,

Na lapide fria que reservei á ti.

 

 

 

               Por fausto (poti)

 

 

 

 

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