Meus
pequeninos
Ninguém sabe meu sofrimento,
Nem ao menos procura saber,
Porém todos condenam minha vida,
Castigam-me, devido o modo do meu viver.
Vem o calor á me queimar,
O frio á matar meu suspiro;
A fome á me consumar,
A sujeira retira meus brios.
Sou somente por que sei,
Mas ninguém sabe de mim,
Todos querem saber meu começo,
Mas não aliviam o meu fim.
Chegam com um prato quentinho,
Uma colcha doada por quem
Não sabe realmente o que sofro,
E nem querem realmente meu bem.
Alardeiam á todos a boa ação,
Que nem acabaram de fazer,
Contudo a fome é minha,
Pela sede, tenho que agradecer.
Sou eu quem te traz vergonhas,
E por isso que vens até mim,
Para que sejas exaltado,
É preciso que eus não tenhamos fim.
Por fausto (poti)