Mamãe minha guardiã

 

 

 

Quando eu te conheci, nem sabia o teu nome,

Saciastes minha fome, no teu corpo me aqueci,

De tua vida bebi, enxerguei com teu olhar,

Tua voz á me ensinar às coisas que aprendi.

 

Os meus medos acalmastes, curastes a minha dor,

Dedicastes-me imenso amor, aflições por mim passastes,

Os meus passos caminhastes, doastes-me teu coração,

Segurando em minhas mãos, meu futuro vislumbrastes.

 

Tantas lagrimas rolaram por teu rosto entristecido,

Ao ver meu corpo ferido devido ás fatalidades,

Vendo tanta ´´brutalidade`` em meu aprendizado,

Com meu corpo enfadado após brincar e correr,

Aconchegava-me em você, e adormecia saciado.

 

O tempo passou depressa, hoje veio o cansaço,

Agora me embaraço á procura de aconchego,

Quando se achega meus medos, quero achegar-me á ti,

Tua proteção pedir; escudar-me com teus dedos.

 

Ainda sinto em meus cabelos, as tuas mãos deslizarem,

Os teus olhos  me fitarem, como quem fita á um tesouro,

Á uma jóia de ouro, um filho, melhor dizer...

Pois não existe mor prazer, ser mãe... Para qualquer mulher,

 

Hoje os meus temores, vivem á me assombrar,

Quem dera poder voltar, á minha morada antiga,

Ainda em tua barriga, tuas mãos á me afagar,

Ouvindo tuas cantigas á me acalantar...

 

 

 

Por fausto (poti)

 

 

 

 

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