Tantos são os mistérios, que regem o mundo,
Abismos profundos, tantos hemisférios,
Desertos etéreos, mares moribundos,
Todos oriundos, de vales estéreos.
Bichos que nadam em areais salgados,
Morrem afogados em extensos milharais,
Tantos animais que ditam as regras,
Mas que não se apega aos seus ideais.
Poetas profetas, profetas poetas,
Filhas e netas, netas e filhas,
Percorrem as trilhas, veredas trilhadas,
E deixam nas estradas seus filhos em pilhas.
Serpentes que voam em mares revoltos,
Gritos que ecoam por choros envoltos,
Perdas de vidas, alegrias malditas,
Sempre revidam a dor dos abortos.
Pais que criam suas crias á punho,
Seus próprios rascunhos, reflexo perfeito.
Batem no peito e diz: - isso é meu!
Ó fariseu teu penar é bem feito.
São esses mistérios que me causam espanto,
Por eles meu pranto derramo abundante,
A cada instante procuro saber,
Queria entender todos esses mistérios,
Quais são os impérios que querem conceber.
Por fausto (poti)