Verte das minhas chagas Abertas
Meu sangue, minha vida, meu ser
Pelas pontas sempre alertas
Por eu está cego de ver.
Embora estando ferido
Em busca da cura estou
Vejo-me pela dor vencido
Jogado ao dissabor
Sem rumo, sem tino, sem rastros
Olho pra dentro de mim
Não mais encontro meus lastros
A dor parece não ter fim
Por que? Fico a me perguntar
Só quis te entregar meu amor
Não posso mais agüentar
Suportar toda essa dor
Plantei em meu pomar
A semente de uma flor em botão
Tentei por tudo adubar
Dar seqüência á nossa paixão
A flor se abriu linda e bela
Vi florir todo meu caminho
Tentei acariciar a rosa
Mas fiquei com seqüelas
Pois me furei nos espinhos.
Por fausto (poti)