Sou nada mais que eu mesmo
Nesse meu mundo fechado
Nem sei olhar para o lado
Não vislumbro meu redor.
Falo na boca de outrem
Meu paladar é amargo
Sofro mais com os embargos
Que apenas por si só.
Ando por caminho aberto
Por dantes muito pisado
Nem sei o que é achado
Antes me encontro pior.
Nuvens sempre carregadas
Muitas chuvas pra regar
A carcaça alimentada
Tudo me vem numa mó.
E vivo dessa maneira
Olhando os outros viverem
Quando não, padecerem;
Pelo que fazem sem dó.
Arre lá...
Sou nada mesmo
Nasci para morrer
Moro por está vivo
É pelos outros meu viver.
Por Fausto (poti)