Dor
de amar
Nada mais tenho a dizer, pois que eu pareço calar.
Minha voz emudece meu semblante desfalece
Meu corpo todo estremece e não consigo demonstrar.
Perco todos os sentidos, meus momentos se abalam.
Aparecem-me os precipícios meu chão não deixa vestígios
Nem sem do que eu preciso, medo, meus poros exalam.
Tenho que falar, preciso de qualquer modo dizer.
Não posso mais suportar ta difícil de agüentar,
Nada pode atrapalhar, pois é triste meu sofrer.
Sonho a todos os momentos, vivo só devaneando.
Como é grande meu tormento choro até em pensamentos
Meus dias se tornam lentos um modo vivo buscando.
Para poder lhe dizer o que está me afligindo.
Essa dor que fez morada e vem me diminuindo
Que esmaga meu coração que me enche de paixão
Que cria ilusão e continua resistindo.
Essa dor que poderia (e sei bem que poderá)
Trazer-me toda alegria, que o mundo possa me dar.
Essa dor que arrebenta meu peito me deixando assim desse jeito
É a dor de te amar.
Por fausto (poti)