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Impacto Social No Brasil não há profissionais especializados com graduação na produção de florestas, cuja característica fundamental é a qualificação para a produção e produtividade.
Como a produção de florestas plantadas está em franco processo de crescimento nacional e mundial, a implantação de um curso de graduação com a especificidade necessária à produção e produtividade caracteriza-se como exponencial possibilidade de gerar empregos aos egressos deste curso.
Na região Sudoeste do Estado de São Paulo, está localizado um dos pólos de produção de florestas mais expressivos do País. Diversas empresas do setor mantêm a concentração da sua produção nesta região.
Em recente censo divulgado pelo IBGE (relatado no Jornal O Expresso, edição de 15/10/2005), realizado por amostragem em julho de 2005, o Município de Capão Bonito registrava aumento populacional, nos últimos cinco anos, de apenas 182 habitantes, quando comparado com os dados coletados entre 2000 e 2001.
Este crescimento acanhado é atribuído à forte migração de jovens para outros centros urbanos, devido a problemas sociais e desemprego. A ausência de opções de formação técnica/tecnológica pode também estar contribuindo para o não crescimento populacional e estimulando a migração.
A região Sudoeste do Estado de São Paulo possui natureza exuberante e tem na sua área a maior reserva ambiental paulista. Em especial, a administração municipal de Capão Bonito está investindo maciçamente no ecoturismo, turismo de aventura e turismo cultural. Esta ação implicará na implantação de infra-estrutura voltada para o atendimento ao ecoturismo, em que se inclui a preservação das florestas e a produção de mudas nativas para a recuperação do ecossistema.
Paralelamente a este contexto ambiental, é característica da região a atividade agropecuária, com ênfase na produção florestal. O binômio reserva ambiental e produção florestal constitui um expressivo campo profissional em que a carência de mão-de-obra especializada é notória.
A crescente demanda por profissionais especializados na área florestal, na região está em processo de franca ascensão, haja vista o artigo publicado no DOE, edição de número 219, de 23 de novembro de 2005, onde se informa o investimento de US$ 15 milhões (quinze milhões) nos parques paulistas Carlos Botelho da Ilha do Cardoso, Intervales do Jacupiranga, Turístico do Alto Ribeira e de Ilhabela, pelo Governo do Estado de São Paulo.
No que concerne à produção florestal para fins industriais, observam-se, nos grandes produtores locais, ações de expansão significativa. Devido às limitações geográficas das áreas cultivadas por estas empresas, os proprietários das pequenas áreas têm realizado contratos com os estes grandes produtores de florestas da região, para sublocação de suas propriedades, destinando-as ao plantio de espécies arbóreas para a produção industrial.
O artigo citado informa, ainda, que os recursos financeiros serão investidos nos próximos quatro anos, iniciando pelo Projeto de Ecoturismo na Mata Atlântica, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Dos seis parques citados na publicação, cinco estão localizados em 13 municípios da região do Vale do Ribeira, a qual vem enfrentando, ao longo dos anos, grandes obstáculos ao desenvolvimento humano. Ainda conforme o artigo, os recursos vão ampliar o ecoturismo, prevendo-se construções e reformas de pousadas, restaurantes e centros de visitantes, dentre outras ações.
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