SANTA DOR DE BARRIGA!

Cap. 1

Eram 3:30 h da madrugada de 27 de Novembro de 2005 e, desde as 5 da tarde do dia anterior, Carolina e Karolina estavam no aeroporto esperando por um vôo que vinha de São Paulo. Elas já estavam cheias de sono quando chega um vôo de SP.

- Será que é esse?

E elas ficaram observando as pessoas que estavam saindo: um cara barrigudo, uma família, um loiro gato, alguns idosos...

C – Karol, não é esse?
K – Sei lá...

De repente, elas vêem o Billy.

- Aaaaaiii!!

Sai o Joel e o Benji conversando. E elas vão correndo em direção a eles.

K – Ai, a gente pode tirar umas fotos com vocês?
C – Me dá um autógrafo?!

Quando elas iam tirar as fotos, Joel se abaixa apertando a barriga e diz que está sentindo uma dor horrível. Os seguranças vão correndo ver o que estava acontecendo e todo mundo tenta ajudar. Eles pedem, então, pros empresários para levarem o Joel pro hospital. Só que, como eles não sabiam falar Português, Carol e Karol se oferecem pra chamar um táxi. Eles entram no táxi. Todos esquecem das meninas menos o Billy, que fala pra elas entrarem já que os empresários iam em outro táxi.
Joel passou o caminho todo gritando de dor. Chegando ao hospital, o Joel é imediatamente levado para ser examinado numa sala, enquanto os outros esperam do lado de fora do prédio.
Carolina senta ao lado de Benji, que está muito preocupado, e o tranqüiliza.

- Calma... Esse médico é ótimo. Vai ficar tudo bem.

Carolina, então, começa a conversar sobre outros assuntos com Benji, que vai ficando mais calmo. Mas enquanto isso as outras pessoas ficam naquela expectativa, em silêncio.

B – Cara, o Joel tem que ficar bom senão a gente cancela o show!
C – Claro... A saúde dele é mais importante.

A banda entra no hospital pra falar com o médico e os empresários aproveitam para expulsar as meninas. De lá, elas foram pra casa já que o show foi mesmo cancelado.
Quando o Joel pôde deixar o hospital, a banda e toda a equipe retornaram aos EUA com a promessa de que voltariam ao Brasil na próxima turnê.

...

Aproximadamente um ano após o acontecido, o Good Charlotte pisa em terras brasileiras novamente. E quem vai ao aeroporto?! Karolina e Carolina! Mais uma vez, eles chegam de madrugada. Quando eles aparecem, as meninas se aproximam e Carolina logo diz:

C – Joel, não passa mal, por favor!

As meninas os cumprimentam, os abraçam.

- Lembram da gente?...
J – Não...
K – Ah...
C – Benji! A gente ficou conversando no hospital!
J – Vocês são as meninas que estavam aqui?
K – Isso!
J – Claro que lembro!
B – Lembro, claro! Você até falou que o médico era bom...
C – É. Mas eu nem conhecia! Era só pra você ficar tranqüilo.

E eles se abraçam.

K – Passou um ano... E a gente não tem foto com vocês... Nunca fomos a um show de vocês...
J – Vamos tirar fotos então! Vocês merecem!
C – Merecemos? A gente não fez nada!
K – É. A gente teria feito o mesmo por qualquer pessoa.
Billy – Eu que mandei vocês entrarem no táxi!
C – Você lembra?!
Billy – Claro, pô.

Elas tiram as fotos, pegam os autógrafos e vão se despedindo.

B – Até o ano que vem no mesmo local de sempre?!
C – Claro! Hehehe

Elas vão andando e o Joel grita:

J – Espera!!
K – Oi?!
J – Vocês vão no show?
K – Aham.
J – A gente se vê lá então!
C – Hahahaha... Eu, você e mais 10,000 pessoas!

Elas chegam mais perto de novo.

B – Sério! A gente se encontra!
K – Impossível!
C – É... Vai ter muita gente! Vocês nem vão ver a gente.
J – Quem disse que não?!
K – E quem disse que vocês vão saber onde nós estamos?!
B – Pô...

Carolina olha pro Benji com cara de deboche e ele ri.

K – Não dá, cara! Mas se a gente for V.I.P. na parada... hehehe
J – Ok!
K – Ok?!
J – É... Mas vocês vão ter que ir no hotel com a gente pra pegar os crachás porque eles estão com os nossos empresários.
C – Por mim, sem problema!
K – Nem precisa pedir!
B – Vamo então.

Elas e eles vão em carros diferentes. Chegando ao hotel, eles pegam os cartões magnéticos das portas dos quartos e chamam as meninas. No caminho para o quarto...

C – Da outra vez, vocês nem conheceram o hotel, né?
B – É. A gente foi do hospital pra casa mesmo.
K – Com o doentinho...
J – Mais respeito, hein, menina!
K – Menina, não. Karolina!
J – “Karolina”!...
K – Assim é melhor...
C – Nossos nomes são “Carolina”.
B – Hummm...
J – Os nossos são...
B – Benji e Joel!
Billy – Idiotas...
C – Não fala assim do Benji!
J – E de mim pode falar?!
C – Do Benji, não!
J – De mim pode?!
K – Ah, fala sério! Se defende sozinho!
J – Ui....
K – Você que permite.
J - “KA-RO-LI-NA”...
C – Joel tá te zoando, Karol.
K – Deixa ele... Tá muito engraçadinho pro meu gosto...
C – Pode deixar, Benji, que eu não deixo ninguém te zoar.

Eles chegam ao quarto. Quando Joel vai abrir a porta, ele deixa cair o cartão magnético.

J – Shit! *palavrão básico*

Ele pega o cartão do chão e, aí sim, abre a porta. Não tem ninguém dentro do quarto.

K – Movimentado isso aqui, hein...
C – Ahhhh... VÁRIOS EMPRESÁRIOS!...
B – Hehehe
C – Você tá rindo?!
J – Vocês caíram!!
C – Como assim “caíram”?!
K – Ai, não acredito... Que ridículo...
B – É! Nós vamos te seqüestrar! [fazendo cara de mau pra Carolina]
C – Muito bobo...
J – Sério... É porque não dava pra pegar as paradas lá no aeroporto. [rindo]
C – Aham... [Benji olha pra ela e ri]

Joel abre a mala dele.

J – Ih, que pena!... Agora que eu lembrei! Os empresários marcaram de aparecer amanhã!... Vão ter que dormir aí!
K – Aham... [ironia]

[Benji morrendo de rir]

C – Ah, pára de zoação! Vocês não vão dar as paradas pra gente, né?
B – Que isso?! Tá duvidando de mim?!
C – De você, não. Do Joel!
J – “KA-RO-LI-NA”, me defende...
K – Porque eu?!
B – Não adianta, Joel... Só eu que tenho defensora!
C – Só você! [sorrindo pra ele] “Meu gordinho...” [em Português]
B – Que?
J – Assim não vale! A gente também vai ficar falando em Russo aqui pra vocês não entenderem!
K – Hahaha!... Russo?! Como se VOCÊ falasse Russo!...
B – Carolina, não vai defender o meu irmão, não?
C – Eu não!
K – Hahaha!...
J – “KA-RO-LI-NA”, você vai ficar sem crachá também!...
K – Ai!... Tô morrendo!... Ai, ai... [debochando do Joel]
C – Pô, Joel! Você tá enrolando a gente!...
B – Eu não deixo ele te enrolar, não...
K – É, só enrolando...
J – “KA-RO-LI-NA”, eu tô TE enrolando mesmo!...
K – Dá pra parar de falar o meu nome assim?!
J – Ihhh... Ficou irritada...
K – Que chato!...
C – Chega... Sem violência...
K – Agora já era! Vamo cair na porrada aqui! [zoando]
J – Pô, sério mesmo... Se vocês quiserem um drink...
C – Eu não bebo.
K – Nem eu.
J – Ihhh...
B – Isso aí... Meu irmão é alcoólatra...
J – Sou porra nenhuma!

Cap. 2

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