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Amor Real
Amor Real





Século XIX, uma época onde o que importava era o brasão de cada família. Entre elas, destacava-se a Família Albuquerque, família composta por Afonso Albuquerque, um militar e político português, um homem importante e sem escrúpulos, mas diante de sua família mostrava-se completamente diferente, amava sua esposa Maria Elizabeth de Albuquerque, e seus filhos Leopoldo, Demetria e de Albuquerque.

Um exemplo de família a ser seguido pelas demais da corte portuguesa, filhos educados, Leopoldo o primogênito era casado com uma linda Maria Antonieta Rabelais, suas filhas tinham os dotes mais cobiçados pelos senhores da corte, uma delas , morava em Paris,pois ainda estudava, lá existiam uma das melhores escolas para damas de toda a Europa, tanto que sua irmã mais velha já tinha estudado na mesma. Depois de dez anos finalmente sua querida e amada filha voltaria a morar com o resto da família, ela adora cavalgar, pensando nisso seu pai mandou fazer um Haras com as mais belas raças de cavalos, tudo teria que ser perfeito inclusive o grande baile de mascaras em sua homenagem.
Tudo estava pronto, estavam todos na sala principal, a senhora Albuquerque bordando uma linda e delicad Romeu & Julieta, já Demetria estava escrevendo seus amados poemas, Afonso e Leopoldo estavam tomando licor e falando, claro, sobre política.

De repente ouve-se o barulho de uma carruagem com o brasão da família se aproximando pelo jardim principal, todos levantam-se e dirigiram-se a entrada da grande mansão,ela havia chegado, a garota que quando partiu era uma garotinha se tornara uma linda jovem.


[Narração 1ª pessoa]

“Estava tão feliz de voltar a minha casa, estava com tanta saudade de todos, e ainda mais com o baile que meu pai organizou para o meu retorno. Chegamos!”


O Cocheiro abriu a porta da carruagem para mim e pegou minha mão para me dar apoio, desci não me importei, corri em direção a minha família, estava morrendo de saudades de todos, conversamos muito e meu pai me disse que tinha uma surpresa para mim; o que será?

Pai: Filha queira me acompanhar, por favor.
Eu: Claro pai... Vamos. - disse pegando meu chapéu.

Fomos até uma parte onde antigamente havia um lindo jardim enorme e agora, um Haras no lugar, eu adorei, ele sabiam da minha adoração por cavalos. Voltei para a Casa Grande e coloquei minha roupa de cavalgar, mas quando voltei, notei que havia alguém lá dentro, parecia um homem, me aproximei mais ainda e vi que ele deveria ser um pouca mais velho que eu.

Era lindo. Tinha cabelos castanhos, alto, estava cuidando dos cavalos, enquanto eu estava tão distraída observando-o que não percebi quando se virou e, parou fixando seus olhos no meu, me perdi neles, eram tão lindos castanhos, enigmáticos, ficamos estáticos.

Ele: Mil perdões senhorita, não sabia que estava ai. Mas já estou de saída... - ele começou a andar e, num ato impensado chamei sua atenção.
Eu: Espere! – ele parou e se virou em seguida - Qual é o seu nome?
Ele: .- deu um meio sorriso, lindo fiquei completamente encantada.
Eu: Sou . É você que cuida deles? - disse apontando para um dos cavalos.
: Sim senhorita.
Eu: Não precisa me chamar assim. Por favor, me chame de você. Você sabe cavalgar?
: Sim, eu adoro cavalos e pelo visto não sou o único.
Eu: Tenha certeza disso; não quer ir comigo? - já estava montando no cavalo.
: Não posso, Sr.Albuquerque brigaria e preciso do emprego.
Eu: Venha, meu pai não fará absolutamente nada contra você, ele nem saberá. - ele então aceitou, fomos em direção ao campo.

Corremos muito conversamos um pouco também. Eu adorava aquilo, o vento batendo contra meu rosto, o perfume das flores, a liberdade que eu sentia era única. Decidimos então levar os cavalos para um breve descanso. Sentamos-nos em uns troncos de árvores que estavam derrubadas perto do lago, olhando dali, era uma vista espetacular.

Eu: Terá um baile,gostaria que você estivesse lá, afinal você é a primeira pessoa que eu conheci.
: Não posso sou empregado.
Eu: Por favor,estou implorando.
: Tudo bem,eu vou.

Ficamos em silencio por um tempo. O Sol já estava se pondo quando decidimos voltar a fazenda. E assim foram se passando os dias, nos estávamos cada vez mais unidos. Passávamos os dias inteiros conversando e cavalgando, até que o dia do baile chegou, foi o pior dia de minha vida, por que não o tinha visto.
Já era tarde e todas aquelas pessoas desconhecidas estavam alegres. Tentei ser o mais agradável possível, com um sorriso estampado no rosto, mais na verdade estava um pouco triste.

“Ele ainda não chegou, mais prometeu estar aqui. Será que não vai vir?”

Estava perdida em meus pensamentos quando escuto uma voz, suave que eu conhecia muito bem.

Alguém: A senhorita me daria a honra desta dança?- me virei, sorri e disse.
Eu: Claro. - Sim, era ele, estava lindo, totalmente diferente e com aquele sorriso que era capaz de me fazer esquecer tudo e todos a minha volta. me guiou ate o centro do enorme salão de festas da fazenda. Estávamos dançando e nos olhando fixamente... Ele dançava tão bem, parecia que só havia nós dois ali.
A música acabou, mais ainda estávamos nos olhando, ate que ouço aplausos o que me fez despertar de meus pensamentos. Olhei em volta e todos estavam sorrindo, elogiando e aplaudindo, depois de um tempo voltamos para a sacada.


Eu: À noite esta linda. - dizia olhando para aquele céu totalmente iluminada pela rica quantidade de estrelas acompanhando a lua cheia.
: Sim, esta, mais não se compara a você! - ele foi se aproximando delicadamente, e eu apenas aceitei sua aproximação, nossos lábios estavam quase se tocando ate que...
.....
Pai: Filha. - nos assustamos e nos distanciados bruscamente - Queira me acompanhar, quero apresentá-la a alguém.
Eu: Claro papai. Estou indo - sorri fracamente e quando estava saindo, e ele segurou meu braço.

: Quando o baile acabar, e todos dormirem, me encontre no jardim, estarei te esperando. -apenas sorri, e segui o meu caminho ate meu pai.

Meu pai estava acompanhado de um senhor, aparentando ter 50 ou mais anos de idade, com uma barba tão branca como a gola de sua roupa. Não o reconheci; na verdade eu não reconhecia a maioria das pessoas ali presentes.

Pai: Filha este é Francisco Pizarro González. -disse
Eu: Encantada. - fiz a referencia. Estava tentando ao menos parecer interessada no assunto; respondia com um dos meus melhores sorrisos no rosto. Em certo momento me distrai com uma figura alta, andando rapidamente e graciosamente até a porta, e indo embora, a inda me perguntava se seria correto encontrá-lo no jardim. E se alguém visse? Ou pior: E se meu pai visse? Não quero imaginar o que aconteceria.
{...}
“Todos estão dormindo, menos eu, será que devo mesmo ir?”
Era o que eu pensava; decidi arriscar. Peguei a lamparina e sai me certificando que ninguém me via. Corri para o jardim, não havia ninguém, estava frio, o vento era forte. Desapontada comecei a caminhar para fora do jardim, quando escutei um barulho, que fez com que eu levasse um susto.

Eu: Quem esta ai?

Perguntei em vão. Então andei mais rapidamente para fora quando estava quase saindo, ouço o mesmo ruído, só que agora estava mais próximo. Virei-me e vi. Sim, era ele, sorrindo, não consegui dizer nada apenas corri, corri e ele me envolveu em seus braços.

: Eu sabia que você viria!-{N/a Eu tb sabia q você iria*--*}

Eu: Como você poderia saber, se eu não respondi? - então olhei para ele, que colocou sua mão em meu rosto, não respondeu, Mas se aproximou e selou nossos lábios delicadamente. Até que ouvimos o barulho de vidro se quebrando, provavelmente uma lamparina. Nos separamos bruscamente.

Eu: Você?
Alguém: Posso saber o que você faz aqui?
Eu: Leopoldo!

estava parado olhando. Por um lado estava apavorada, meu irmão, ele poderia contar a meu pai, que por sua fez proibiria, pelo fato de ser empregado da fazenda, ou seja, nos pensamentos do meu pai ele não estava a minha altura.{N/a:Leopoldo,é em homenagem ao Leopoldo Pacheco...amo ele...:D} Leopoldo: Venha, está frio e tarde. Se papai vê-la a esta hora aqui... Bom você já sabe, vamos!
Não respondi, apenas peguei a lamparina e o segui, ficou lá parado nos observando ir embora. Acho que Leopoldo deduziu que se não me levasse ate a porta do quarto, eu sairia outra vez. Durante todo o caminho não pronunciou uma palavra se quer a mim.

Continua...

N/a Paty:Gente eu sei q eu separo d+ os dialogos,mais eu gosto de pular linhas,eh legal....:B,entao eu nao queria colocar N/as no meio,mais nao resisti,entao prometo q serao poucos N/;as,apesar de eu ser um pokinho maniaca por ele,entao eh isso.....Ah!E eu sei q essa fic ta MTO parada,ou seja,chatinha,mais prometo q vai melhorar,pq vai chegar a parte emocionante,mais pra ela chegar tem q ter o começo neh gentem,pra nao ficar sem pé nem cabeça....entao eh isso bjus...e comentem por favor!
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