Dia 8 de Outubro Dia Nacional da Vida
Reflexão
Justificativa
Neste dia vamos refletir sobre o mais belo dos dons: a vida, num mundo perspassado de agressão, violência e guerra. Esta compreensão nos faz viver agradecidos e responsáveis pelas nossas vidas. Nunca vivemos sozinhos. Estamos num mundo que nos é dado e que deve ser preservado por todos e para todos.
Muitas vezes não reconhecemos nossa própria dignidade e nem a do próximo. Sentimo-nos como cacos. Às vezes o nosso coração parece com uma pedra. Isso acontece quando cultivamos, o orgulho, a omissão, a inveja, ciúmes, vícios e enfim, o pecado. E o pecado mata. Pela dureza de nossos corações.
Deparamo-nos com a fome, com o aborto, tantas misérias, e tantos crimes contra a vida e parece que isto não nos atinge. Constantemente vemos pela TV cenas de fome e abandono em favelas, cortiços, áreas de invasão, acampamentos, nas calçadas, embaixo de pontes e em lixões. Vemos crianças e adultos, com as faces cansadas e já sem forças. Sabemos que estas imagens já não chocam muitas pessoas, uma vez que se tornaram cotidianas e banais. Porque não ficarmos indignados e chocados, com a comodidade do nosso cotidiano, suficientemente abastecido de alimentos e de bens? A soma das omissões de cada um acaba por totalizar num gigantesco abismo de insensibilidades, de erros, de crimes. Um dia todos teremos de responder, diante da Justiça Divina. É necessário que tenhamos sempre em nossas vidas a obrigação cristã de nos comprometermos pela justiça, pela promoção da vida, sem nos omitirmos da obrigação da denúncia dos que agem contra estes princípios.
A vida é o maior Dom que cada um de nós recebeu. Inicia aqui na terra, mas é eterna. Vamos valorizar e priorizar a vida em todas as circunstancias de nosso dia a dia. O início da vida, a concepção, é um valor que precisamos reconhecer sempre, em qualquer situação. A criação se renova em cada novo ser. A criatura é louvor ao Criador. Vamos respeitar e acolher todo ser indefeso, que é gerado. A vida da criança deve ser respeitada em toda a sua plenitude, bem como os direitos de brincar e estudar. Temos responsabilidade na formação das crianças e adolescentes como novos cristãos e cidadãos para a sociedade. A vida em abundância dada por Deus, muitas vezes é agredida por nossa omissão. Crianças, mulheres, idosos, desempregados, famintos, os mais fracos da sociedade sofrem com a nossa omissão. Temos um compromisso de conversão pessoal e comunitária. Construamos juntos, ainda nesta vida, o Projeto de Deus. Ele passa pelo nosso relacionamento com Deus, conosco mesmos, com os outros e com a natureza. Vamos louvar e agradecer a Deus pelas nossas vidas, pela vida de cada um em nossas famílias, pelos dons que recebemos. Vamos assumir compromisso, em gestos concretos diários, para resgatar o valor da dignidade da vida em todos os aspectos e dimensões.
Desde o Congresso Macro Regional, do Setor Família e Vida da Pastoral Familiar, em Joinville, em Setembro de 2001, o dia 8 de Outubro foi escolhido com o Dia Nacional da Vida; foi colocado como prioridade e ressaltado no plano bienal da Pastoral Familiar para 2002/2003, por isso, também, a Comissão do Regional Sul I no Congresso da Pastoral Familiar em Sorocaba abordou este tema.
No início de 2002 o Conselho Pontifício da Vida organizou um Seminário de Bio-Ética no Rio de Janeiro, para os bispos do Brasil. Também diversas atividades foram executadas pela Pastoral Familiar através de Encontros, Seminários e Congressos relativo a este tema. No Congresso Nacional da Pastoral Familiar nos dias 7 e 8 de setembro de 2002 em Recife, muitas oficinas abordaram os assuntos da Vida, como: aborto, fecundação assistida, gravidez na adolescência e outros. E, a seguir, em Brasília tivemos através da CNBB – setor Vida e Família e o Conselho Pontifício da Família e realização do Congresso de Bio-Ética, destinado a professores e moralistas. Em Presidente Prudente segui-se as diretrizes tomadas pelo Plano Bienal por ocasião do 6º Encontro Anual da Pastoral Familiar do Sub-regional de Botucatu no mesmo ano.
Para falarmos sobre o assunto é necessários abordar também a Bio-Ética e a posterior refletir sobre o tema Bio-Ética em defesa da vida, porque em defesa da vida? A Bio-Ética não é uma só? Vamos a definição. Bio vem da palavra Vida. Ética vem da palavra que significa moral e costume no sentido de mentalização de um povo em uma época. É estudo da vida considerando os estudos e a ciência.
Precisamos analisar no contexto em que vivemos. Por exemplo: Se formos cristãos, temos que levar em consideração a Bíblia, a doutrina da Igreja através de seus documentos e ensino e a tradição da Igreja. É necessário dizermos se somos cristãos somente de nome ou se somos cristãos conhecedores da palavra de Deus e se somos cristãos com conhecimento do que se diz na Igreja a respeito do assunto. Somos agentes comprometidos em analisar e estudar os assuntos da Bio-Ética, como prioridade neste ano, a luz do que a Igreja nos diz? É necessário discutirmos se o que a Igreja nos diz é certo ou errado em relação a Bio-Ética, será que a Igreja esta nos enganando?
Se analisarmos a Bio-Ética em um contexto não cristão, é certo que não se levara em conta a Bíblia e Encíclicas da Igreja e sim a ciência e estudos filosóficos e sociológicos. Quem está certo à religião ou a ciência? A Igreja está certa ou errada? A ciência está certa ou errada? Por isso podemos perguntar se a Bio-Ética está ou não em defesa da vida? Toda Bio-Ética deve ser em defesa da vida ou não? Pode existir Bio-Ética contrária a vida? A ciência está a favor ou contra a vida? E a religião, ela está a favor ou contra a vida? Existe polêmica neste assunto?
Quando dizemos que o assunto é polêmico, em geral queremos dizer que existem diversas maneiras de interpreta-lo, por exemplo, esporte, política e religião. Uma pessoa neutra diria que todas as posições são válidas tanto no esporte, quanto na política e na religião. Como ns deveremos nos portar frente aos assuntos da Bio-Ética: de uma maneira neutra ou de maneira cristã? O que é ser cristão: ser neutro, ser morno, ser frio ou ser quente? Como Cristo quer que nos comportemos? Será que somos Cristãos meramente dentro da maioria dos brasileiros considerados católicos, de nome simplesmente ou estamos dentro daqueles que procuram se formar como agentes de Pastoral Familiar, que com Fé procuram se aprofundar e procurar o “Caminho, a Verdade e a Vida” em Cristo, através do estudo bíblico e prática cotidiana coerente com o ensino da Igreja. O livro de Charles e Elisabeth Rendu, “Léglise nous à t’elle trompé?” nos demonstra que a Igreja não nos engana e que a ciência confirma que ela está certa. Como exemplo disso temos a encíclica Humanae Vitae, Familiaris Consortio, Donnum Vitae, e o Evangelim Vitae, Familiaris Consortio, Donnum Vitae, e o Evangelium Vitae, entre outras. É um verdadeiro espetáculo excatedra de que tudo se aclara no momento necessário, por isso nunca devemos nos desanimar e pensar por modismo que a Igreja é retrograda ou conservadora, por isso não confiável e desatualiza a nos assuntos da Vida, por exemplo, em relação à Biotecnologia moderna.
Se tivermos paciência Deus nos dará a graça de entender com o coração o verdadeiro significado da Vida e assuntos correlatos. Um Cristão não deve se acomodar com o que a mídia deixa transparecer como verdade muitas vezes o que se quer é passa a mentalidade do ter e não o do ser, a mentalidade do Hedonismo, prazer a todo custo, Copulismo ou Copulação ao invés de população. Alguns dizem que a Igreja está errada em relação ao “Controle de Natalidade” o que na verdade é uma insensatez, pois a Igreja quer sim não um Controle de Natalidade, mas sim que o casal esteja aberto a Vida usando Métodos Naturais que não agridam a natureza do próprio corpo e que o ser humano cinge respeitado como imagem e semelhança de Deus, verdadeiro templo do Espírito Santo. O Planejamento Familiar deve ser entendido dentro da Ética Cristã e no sentido de regular os nascimentos com naturalidade, espaçando os nascimentos dos filhos.
É necessário também dizer que a teoria Mathusiana é furada e desacreditada por todos os movimentos em prol da Vida e da Família, ou melhor, ela é mesmo nefasta para o bem da humanidade, pois ajuda com que haja um complô oligárquico orquestrado contra os mais indefesos no globo terrestre.
A Carta da Terra é um dos exemplos que se visa um desenvolvimento auto sustentável visando não o Homem, simples objeto da evolução da história, mais sim a própria Terra, como “Deusa Gaya”, da Grécia Antiga, ou seja, no cosmo o Homem não é o mais importante e sim o meio ambiente.
Na questão do gênero, termo este bem discutido na conferência do Cairo, o indivíduo é importante pelo que produz, independente do sexo. O ser humano não é importante para o estado se ele é homem ou mulher, pai ou mãe, esposa ou esposo, que interessa é se ele produz, pode ser considerado assexuado, podendo até mesmo casar-se ou juntar-se com o mesmo sexo e por que não adotar nessa situação um outro indivíduo, quando não já se fez reprodução independente ou se optou por uma gravidez de aluguel, quem sabe após ter tido acesso a um banco de óvulos ou espermatozóides. Se fecundação in vitro ou o bebê de proveta é fruto da fusão de um óvulo com um espermatozóide após uma meia de 50 fecundações como poderíamos nós casais cristãos viver com a consciência tranqüila sabendo que 49 foram jogados nos lixos, usados para pesquisa, manipulados geneticamente, ou usados para produtos cosméticos?
Como explicar que em um país como a nossa a laqueadura e a vasectomia crescem assutadoramente a níveis de até 70% em determinadas regiões, sendo que com todas as indicações médicas e gerais não deveriam passar de 30% como preconiza a organização mundial de saúde – OMS. Dentro da ética cristã é grave o problema médico, psicológico e espiritual que uma população de cobaias quase que castrada ideologicamente e na sua saúde passa a viver em caráter irreversível por que não dizer pecaminoso de morte que destrói sim, o ente no mais íntimo do seu ser e no âmago da sua família.
Estas entre outras são reflexões de Bio-Ética que todos deveríamos levar em consideração, refletir e estudar.
Vamos procurar ser missionários da Vida e da Família, tendo como referência à Família de Nazaré, com Jesus, Maria e José. A família é o santuário da vida, é nela que existe a melhor defesa da criança, da pessoa com necessidade especial, da gestante e do idoso. Acreditar na família é acreditar no futuro, parabéns querido papa João Paulo II, papa da Vida e da Família. Evangelizemos para a Vida pela Família.
