
PLANEJAMENTO FAMILIAR
O planejamento familiar não se restringe apenas em determinar o número de filhos, mas trata-se de um conjunto de fatores que precisam ser refletidos com serenidade: a missão do casamento, a dimensão da sexualidade, o sentido da relação sexual do casal, o ser homem e o ser mulher, as questões sociais e da saúde.
O planejamento natural familiar é uma proposta de vida que busca estabelecer um relacionamento harmonioso entre homem e mulher, e criar condições para uma programação responsável dos filhos, educação e dignidade são direitos iguais de todos os filhos.
A todos que quiserem fugir das atitudes de manipulação da pessoa humana, sobretudo a mulher, existe a alternativa do planejamento natural, que ganha importância no sentido humanitário, valorizando e respeitando a vida.
Os filhos precisam ser planejados com responsabilidade e amor, eles são fruto do amor que une o casal e sustenta a família.
Planejamento Familiar não pode ser confundido com controle de natalidade que acaba sendo uma imposição aos casais, muitas vezes limitando o número de sua família, não permitindo a liberdade e o direito dos pais deterem os filhos que desejarem, recebendo, ao mesmo tempo, o necessário para educa-los dignamente.
No Controle de Natalidade, muitas vezes são usados técnicas de contracepção, que tem por objetivo evitar novos nascimentos, e interferem na saúde de quem a utiliza (geralmente a mulher). Tem total dependência da medicina e quando fora de seu controle, representam grande ameaça à saúde e à vida das pessoas. As técnicas vão desde método, que evitam a gravidez até aqueles que eliminam a vida já concebida. Tais métodos de controle são condenados pela igreja.
É triste ver como a mídia e a falsa praticidade levam muitas pessoas a buscarem Métodos anticoncepcionais que agridem a natureza de seus corpos, muitas vezes deixando graves seqüelas ou até mesmo tirando deles seu próprio filho já concebido (fecundado). Por isso dizemos “falsa praticidade” pois como pode ser prático algo que pode trazer vários distúrbios físicos, psicológicos a até problemas de relacionamento por gerar certo individualismo.
Devemos também lembrar que todo medicamento deve ser receitado para cura de uma enfermidade ou doença, portanto não podemos considerar pílulas anticoncepcionais como “remédio”, pois um filho não é uma doença, por mais que ele não seja desejado ou o momento não seja oportuno.
O que dizer da camisinha? Fala-se nela como se fosse a solução para tudo, mas não se fala dos riscos reais que se corre.
E assim poderíamos falar de vários outros Métodos artificiais de controle, que às vezes podem ser considerados como “exterminadores de vida” pois atuam, dentre outras funções no endométrio, parede interna do útero, deixando-o não receptível nidação, implantação, de um óvulo já fecundado, embrião, ou seja, a nidação da vida de um novo ser. Isso ocorre sem que nem mesmo seu usuário saiba.
Para aqueles que realmente quer respeitar e defender a vida, desde sua concepção, mesmo que ela ainda não tenha forma humana, alertamos que busquem o conhecimento de seus corpos, isso mesmo! Conheçam o que de maravilhoso Deus tem para lhes mostrar, e assim contemplar a vinda de seus filhos no momento escolhido.
Deus nos fez dotados dessa capacidade! Saibam mais sobre isso.
O QUE PRECISA SABER SOBRE MÉTODOS NATURAIS.
Método Natural – É uma maneira de autoconhecimento do corpo, onde o casal consegue entender as diferentes fases do ciclo menstrual, podendo identificar o período fértil, tudo isso valorizando as forças oferecidas pela própria natureza, sem que o corpo sofra qualquer reação negativa ou mutilação de órgão sadio.
Os métodos naturais mais conhecidos são:
Ogino Knaus – (tabelinha) – baseia-se no fato de que a ovulação ocorre entre 10 e 16 dias antes da próxima menstruação. É preciso observar vários ciclos para se confirmar à ovulação.
Método Biliings – Observa-se à presença do muco cervical que representa a fertilidade quando sai pela vagina com aparência de clara de ovo crua.
Método Sinto-Térmico – Sinto, de sintomas (sentir); Térmico, de temperatura, este método baseia-se nos vários sinais que a mulher apresenta no período ovulatório: o aparecimento do muco cervical, a elevação de temperatura e a modificação do colo uterino.
Existem outros, e todos trazem uma grande eficácia para o planejamento familiar natural, pois a partir do momento que a pessoa passa a conhecer seu corpo e seus períodos: fértil e infértil, se torna fácil para o casal escolher o momento para gerar espaçar ou evitar um filho (a).
Não podemos negar que existe o conceito de que método natural não funciona, isso se deve ao fato de que muitas mulheres ensinam umas as outras, cálculos próprios, e se esquecem que cada uma tem seu ritmo, e o dia da ovulação não é o mesmo para todas as mulheres.
Para que os métodos naturais tenham melhor eficácia, cada mulher deve conhecer seu próprio ciclo a partir da observação.
É bem verdade que o método requer um pouco de paciência por parte dos esposos, mas também é certo que os ajuda a crescer como pessoas e a amarem-se mais e melhor; gera companheirismo e não individualismo que acarreta responsabilidade somente para a mulher.
A contracepção poderia ser substituída pelo Planejamento Familiar Natural, isso faria muito bem para o relacionamento harmonioso do casal e para os filhos que hão de vir!
O auto conhecimento através dos métodos sinto-térmico
O método sinto-térmico baseia-se nos sinais que a mulher apresenta no período ovulatório: o aparecimento do muco-cervical, a elevação de temperatura e a modificação do colo uterino.
Podemos dizer que os diferentes períodos da mulher podem ser comparados com a mãe natureza, onde, o período de terra seca é infértil, a mulher também com secura vulvar é considerada em período infértil, já nas temporadas de chuva vemos que a terra está fértil, a mulher também quando está úmida, molhada, pela presença do muco cervical está em período fértil.
Para entender melhor sobre as regras para ser usuários do método sinto-térmico, é bom ter noção de como segue o ciclo na mulher. O ciclo inicia-se no primeiro dia da menstruação e termina no dia anterior da próxima, independente do número de dias.
No início do ciclo a mulher apresenta um certo período de secura e a temperatura do corpo é considerada baixa, devido à presença do hormônio da foliculina ou estrógeno, sob influências hormonais os ovários com seus folículos que contém o óvulo vão amadurando, então se rompe o folículo e libera o óvulo o que chamamos de ovulação. (pode ser por uma ilustração da ovulação).
Ao romper o folículo é liberado também o hormônio do progesterona que eleva a temperatura do corpo, por isso é necessário ter a temperatura todos os dias, pois vendo que ela se elevou por mais três dias, ocorreu então a ovulação.
Simultaneamente a camada interna do útero (endométrio) vai se tornando receptível a nidação, e também as criptas no colo do útero já vão produzindo muco cervical, que extremamente é um forte sinal para se observar à fertilidade, pois ele só aparece quando está próximo a ovulação.
Este muco percebe-se pela sensação de umidade na vagina, a princípio pode parecer uma massa branca que vai se tornando transparente, aquoso, elástico e se tem a sensação de estar molhada, depois vai se tornando consistentes opaco e desaparece.
Quando se passa a observa-lo é fácil diferenciar das ovulações secreções vaginais. (Ilustração do muco)
O colo uterino também muda no período fértil, tanto o seu posicionamento quanto a sua consistência.
Esta auto-observação da mulher faz com que ela possa definir com facilidade seus diferentes períodos; pré-ovulatório, ovulatório e pós ovulatório, ou seja fértil ou infértil. Por isso este método é considerado bastante eficaz (85 a 99%), pois independente do tamanho de seu ciclo (curto, médio, longo), ou das irregularidades que ela passa apresentar, a mulher observa diariamente (sem muito trabalho e custo) o que está ocorrendo, e não simplesmente aprende uma regra que é vivida igual por todas, o que não é certo, pois cada uma tem seu ritmo próprio.
No sinto-térmico todas essas observações são passadas em um gráfico que se inicia marcando o 1ºdia do ciclo e preenchendo a cada dia com a:
Temperatura bucal que deve ser tirada pela manhã antes de se levantar;
Aparência e as sensações na região da vagina;
Relações sexuais, distúrbios, dores e sensibilidades, o que tornará possível à identificação dos períodos (fértil e infértil) em qualquer situação.
O acompanhamento de um (a) monitor(a) é necessário no início do aprendizado pois poderá estar dando algumas dicas importantes.
Este método é aprovado pela Igreja, pois promove a vida e o bem-estar da família!

