ENVIEM SEMPRE PARA N�S OS POEMAS QUE EST�O GUARDADOS NAS GAVETAS (Todos queremos desfrutar!)
DOA��O

Enid Lara Diniz

Quando chegar da minha morte a hora
Quando eu sentir que me abandona a vida,
Quero partir com a alma leve
E sentir que fui �til, uma vez ao menos!

Quero deixar para voc�, meu irm�o cego,
Estes meus olhos que tanto viram
E que, com eles, voc� s� veja da vida,
O que ela tem de belo...
Que voc� possa com eles ver
A beleza do brilho dos outros olhos...

Com eles eu descobri a pessoa amada,
Com eles eu chorei tanto pela vida afora.
Com eles vi mis�ria, vi beleza,
Vi tamb�m, com eles, os olhos sem vida,
do meu irm�o que � cego.

e, � por isso que meus olhos,
Que j� n�o me servem,
A voc�, meu irm�o cego,
Que eu lego, a voc�, entrego!
MORTE PROFANA

Helder Lara Barbosa

A morte vem, leva uma vida,
Mas morre � quem fica,
� quem sente e chora,
� quem lembra e n�o entende;

A morte n�o pergunta
Agente pergunta: por que?
A morte n�o responde,
Agente cala e n�o se conforma;

A morte vem silenciosa
Ou vem num grito surdo;
A morte vem lenta
Ou explode em rocha, fulminante;
Vem rica ou vem pobre;
Vem preta ou branca;

E quem perdeu ontem,
Hoje sente que o tempo passou,
Mas amanh� sente o tempo voltar,
E neste vai e vem a vida que foi n�o volta,
E o tempo n�o passa;

E agente ouve dizer que morreu a exist�ncia e
N�o a ess�ncia;
Escuta dizer que a morte � vida,
Mas agente n�o acredita e por isso sofre,
Por isso chora a d�vida.

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