LEMBRAN�AS ...
O Trem

Um av� conta,
como conta um av�,
Que o trem um dia j� foi rei.
Na mesma linha,
Hoje, do min�rio -
S� de carga,
Seguia a fumacenta,
Arrastando risos e esperan�as.
Nas janelas colavam olhos,
Nos bancos sentavam ternos,
Nas cabe�as iam chap�us e,
Envolvendo tudo,
O Guarda p�.
Nas ribeiras tudo parava e,
Que Pena!
T�o r�pido.
Hoje o trem longo e,
Que raiva!
T�o lento.
Antes era Rio,
Era S�o Paulo,
Eram todos os lugares.
Hoje � s� carga,
Que as cidades ignoram e,
De soslaio viram as costas.
Pois o trem,
Do av�,
N�o existe mais.
            
               Eduardo Gon�alves David
                  Juiz de Fora 1979
COLABORADORA
DO MARIA-FUMA�A


Terezinha homenageia a
Nossa Senhora num poema de F�

Querida Virgem Maria
Ao contemplar t�o linda!
Aos meus olhos e na minh' alma
Vem uma ternura infinda.

Vejo-teassim t�o pura
E trago-te no meu cora��o
�s na minha estrela guia,
�s na minha vida uma ora��o.

Olha teus filhos, Virgem Maria
Nessa terra t�o sofrida
D�-lhes a m�o, M�e querida
Protege-os por toda vida.

E, olhando a tua imagem
Dentro de mim, com alegria
Sinto que na minh' alma nasce
Uma vontade infinita
   De contemplar-te face � face!
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