FAMÍLIA
BATTAGLIA

Esta história é parte de uma pesquisa que começou com as seguintes indagações:
Se meu sobrenome é Bataglia, então eu sou descendente de italianos. Mas quem foi o primeiro imigrante?
E por onde eu deveria começar?
Meus avós paternos já haviam falecido. Meus tios pouco sabiam sobre a família paterna. Meu avô era um tanto quanto lacônico e não me lembro de quando criança ter recebido algum tipo de atenção ou carinho por parte dele. Minha avó, que faleceu em 1984, nunca conversou comigo sobre este assunto.
 Na casa onde moravam os meus avós, na época morava a Tia Telva (apelido de Etelvina), e foi ela quem respondeu as minhas primeiras perguntas.
" - Seu bisavô, pai do vô, veio da Itália, de Bérgamo. Ele se chamava Hércules e ela Clarice. Olha a foto deles aqui na parede”.
Imediatamente peguei a foto e tirei uma xerox colorida. Era um casal muito bonito. Ele um rapaz de aproximadamente 25 anos, e ela não mais do que 20.

Antonio Ercole e Clarice Semeghini
ANTONIO ERCOLE E CLARICE SEMEGHINI

O INÍCIO DA PESQUISA

Eu queria obter um passaporte vermelho que pudesse dar aos meus filhos Thiago e Thomás a possibilidade de um dia morar ou estudar fora do país. A forma de obter esse passaporte seria fazer um processo de dupla cidadania. A lei  italiana prevê que descendentes de italianos são italianos. Então, mãos à obra.
Fui ver no mapa onde era Bérgamo. Norte da Itália. O filho de um amigo, chamado Marcelo, morava em Milão. Pedi a ele que me mandasse via Internet uma cópia da lista telefônica de Bérgamo, onde constassem os nomes dos Battaglia ou Bataglia de lá. Milão fica a 55 km de Bérgamo.


Percurso de Milão a Bergamo pela A4

Na época eu não sabia que o correto era escrever Battaglia. No mundo existem variações tais como Bataglia, Batalia, Battle e Batalha. Cartorários no mundo todo são iguais.
Conversando com a Tia Telva, ela me deu o telefone de pessoas que poderiam me ajudar. Uma das pessoas era a Cida, filha de Tia Albina, que era filha de Ércole, na época ainda viva, e que morava em Santa Fé,  distante 50 Km de Maringá, onde moro.
Outra pessoa era o Tio Dede: filho de Ércole e ainda vivo,  que mora em Mandaguari, também perto de Maringá, 30 km.
Ela me deu o telefone de Terezinha, filha de Geraldo Bataglia, que mora em Fernandópolis - SP, e de Olívio Bataglia, netoo de Ércole, que hoje tem 78 anos e mora no Sítio Santa Terezinha, em Itajobi, Estado de São Paulo, na localidade chamada  Roberto.

A colcha de retalhos começava a se formar. Não imaginava quanto tempo demoraria, nem quanto custaria todo aquele trabalho.
Para fazer o processo de dupla cidadania, preciso provar que sou descendente de um italiano. E para provar, preciso conseguir uma sequência de documentos do primeiro ascendente até o pretendente interessado, no caso, eu. Obtive o roteiro no vice-consulado, fiz a lista daqueles documentos, e comecei a telefonar e procurar certidões em cartórios do Estado de São Paulo e do Paraná.

Depois de um ano e meio, obtidas as certidões, foi necessário regularizar os nomes. Contratei uma advogada em Londrina, a Dra. Enedina, que corrigiu todos os nomes judicialmente. Não se imagina como as coisas são feitas no Brasil.  Os nomes na maioria dos casos são trocados e escritos de forma errada, tudo complicado. Hoje mudou. Depois de registrar a criança é pedido à pessoa que fez o registro para que confira os dados, e explicado que dali em diante, qualquer modificação só pode ser feita judicialmente. No meu caso, eu precisava de quatorze certidões. Precisei retificar doze. E algumas, mais de uma vez, porque após a análise final, ainda ficaram alguns dados incorretos.
Meu pai deveria se chamar Waldomiro Walter Battaglia, e no entanto foi registrado como Waldomiro Walter, sem o sobrenome. Minha mãe, Leonilda Eugênio Batalha. Datas e localidades não batiam. Tudo precisava ser corrigido.
Meu bisavô Ércole era Antonio Ércole Battaglia, casado com Cenícia Semeghini, que em verdade se chamava Clarice. O mais terrível foi regularizar, deixando o nome da minha bisavó Cenicia porque no primeiro documento que constava o nome dela, e iria originar os demais, estava errado.
Corrigi tudo.
Os imigrantes italianos vindos para o interior de São Paulo se casavam, e o assento havia sido feito na Igreja de São Carlos. E para se conseguir esta informação? Depois de “n” telefonemas, descobri.
Bem, depois de mais de um ano juntando e acertando nomes nas certidões, estava tudo pronto. A burocracia é um tanto quanto irritante. Em Londrina, depois de tudo pronto, ainda precisei de uma autorização judicial para alterar o nome da minha avó de Benedita para Benedicta. Um “c” que me incomodou um bocado.


AS PRIMEIRAS DESCOBERTAS

Fui conversando com todas as pessoas que poderiam me dar respostas. A Tia Telva me deu uma foto de um casal, quase destruída, e que no verso constava: "moreo no rio izonso na grande guerra 5º regimento Bersaglieri Luigi Battaglia".  Quem seria este Luigi?

A foto e a inscrição enigmáticas
 

Liguei para a Terezinha em Fernandópolis. Ela me deu um endereço onde moraria uma pessoa com quem se correspondia. Rachele. Deu-me o nome dos filhos de Rachele. E um endereço: Via Maggio Del Lato. Não consegui localizar. Rachele era filha de Luigi.

A Cida e a Tia Albina pouco puderam me ajudar. A Tia Albina, apesar de filha de Ércole, e da segunda mulher, Elvira Chiarelli, não se lembrava de muita coisa. Ela se lembrava de uma oração em italiano que Elvira, sua mãe, havia lhe ensinado.
Liguei para Olívio em Itajobi. Na casa dele, Ércole viveu uma parte da vida antes de morrer. Ele e Ângela, sua esposa, cuidaram de Ércole até sua morte. Sabia que Ércole veio de Bérgamo, e mais nada. Ele não falava da família deixada na Itália. Os documentos após sua morte foram queimados por uma empregada.
De concreto até agora somente a foto dos meus bisavós, e a foto do tal  Luigi e a esposa. Depois, vim a saber que o  nome dele era Annibale.
O Marcelo me mandou de Milão um e-mail com todos os Battaglia de Bérgamo. E agora? Com quem eu me comunico? Tinha cinqüenta e quatro opções de nomes. Voltei para a árvore genealógica parcialmente feita, e vi que o sobrenome da minha tataravó Santa era Togni. Na lista, havia uma Maria Togni Battaglia. Pedi para um amigo italiano, o Sr. Aurélio, que ligasse para ela. Começaram a conversar, e naquela época eu não falava nem entendia nada de Italiano. Ela falou que cuidava do marido, um senhor já de idade, doente, e que procurássemos Ângelo, seu filho para maiores esclarecimentos.
Começamos a nos corresponder. Ângelo, casado com Margherita, parecia um maluco. Ele me mandou uma foto de camiseta, tocando violão, com um sorriso esquisito. Pensei comigo: - Este cara é maluco de tudo. Pedi para ele conseguir para mim a certidão de nascimento de Ércole, que era a peça chave para montar o processo de dupla cidadania. Sem este documento nada feito. Ele me perguntava onde conseguiria. Afinal, Bérgamo tem 249 comunes onde  poderia ter nascido Ércole, e outro tanto de igrejas onde ele poderia ter sido registrado também.
Antes de 1870 a pessoa poderia ser registrada em uma Igreja. Após, precisava ser registrada também na "Comune". Sabe em que ano nasceu Ércole? 1.869.
Um dia Ângelo me disse que tinha um tio chamado Mafio, que morava em Curno, um Comune vizinho de Bérgamo. Falou com ele, e Mafio foi ao Comune. Fez uma pesquisa e encontrou um tal de Antonio Ércole Battaglia, filho de Francesco e Santa Togni, nascido em 20-10-1869. Pensei que pudesse não ser meu bisavô. Afinal ele se chamava Ércole. Os nomes dos pais batiam. Poderia ser. Mas fiquei em dúvida. Finalmente pensei ter encontrado parentes. Maria Togni, Ângelo e Mafio. Era o começo.
Continuamos até hoje a nos corresponder.
Em contacto com Olívio, este me disse que um engenheiro italiano, descendente dos Battaglia italianos,  cujo nome não se lembrava tinha ido ao sítio Santa Terezinha em 1971. Quem seria este engenheiro?
Um dia, olhando o e-mail do Marcelo, peguei o endereço de Luigi Battaglia e Danielle Battaglia e escrevi perguntando sobre o tal engenheiro. Estes nomes faziam parte dos nomes que me foram dados por Terezinha. Pensei que Danielle fosse mulher, mas é homem.
Algum tempo depois eu estava em Guaíra, e minha esposa Sônia me telefona no hotel:
" - Chegou uma carta da Itália para você.  O  documento que você esperava chegou."  A certidão de nascimento de Antonio Ércole Battaglia estava comigo. O resto dos documentos que faltava para compor o processo agora parecia sem importância. Tudo seria mais fácil, porque havia encontrado e elo, a ligação da Itália com o Brasil estava feita. Naquele dia, sozinho no hotel, senti uma emoção muito forte. Uma sensação de ter vencido mais aquele desafio, e ao mesmo tempo uma sensação de vazio. O que teria acontecido naquele período a partir de 20.10.1869, dia que nasceu meu bisavô, até onde eu sabia? Mas aquela dúvida persistia. Seria esta pessoa realmente meu bisavô?
O tempo foi passando, e depois de uns seis meses, recebi um pacote da Itália. Abri. Havia uma carta e um livro. «Quel fiume lagigu´ in Patagonia» de Annibale Battaglia. “Un montadore di alta tensione nel sud del mondo”. (Tradução: Aquele rio lá embaixo na Patagônia – um montador de alta tensão no sul do mundo).  Li a carta rápida e ansiosamente. Annibale era o tal engenheiro. Uma carta que eu havia mandado para Luigi e Danielle, seus irmãos, havia chegado às mãos dele. Eu conseguira finalmente fazer o contacto. Agora eu tinha certeza de ter achado meus parentes. A parte da família que havia ficado na Europa. Depois de quatro gerações eu conseguira reestabelecer o contacto, atar os elos perdidos..
Fiz uma carta que demorou todo um dia para ser montada, anexando fotos escaneadas no computador, contando toda a história que eu sabia a partir de Ércole no Brasil. Fizemos a conexão.
No livro há um capítulo que conta a vinda de Annibale para o Brasil, e o contacto dele com os Battaglia de Itajobi.

Transcrevo aqui capítulo do livro onde Annibale vê e relata o encontro com seus parentes distantes:

"Três cabanas baixas.
Da sede vem a ordem de ir para Jales, uma localidade no interior do Estado de São Paulo, ao lado do Mato Grosso. Procurando o nome no mapa, noto que a estrada passa ao lado de Itápolis, o nome que aparece na carta enviada para minha Tia pelo irmão emigrado.
O taxista japonês me acompanhará por 600 km. Depois de 400 km, peço para o motorista fazer um desvio. Uma estradinha de terra coberta por quatro dedos de poeira vermelha, e ladeada de plantações de cana de açúcar. Entramos. Depois de alguns quilômetros de túneis verdes, encontramos um pequeno local disperso entre os campos de terra vermelha. Também o céu parecia não ter borda. Fios paralelos de nuvens iguais a flocos de algodão alinhados avançavam sobre o planalto, recobrindo de tiras brancas o azul.
O núcleo é habitado por três cabanas baixas.
<< Tudo isto é Itápolis?>> pergunto a um velho quando saio do carro. Ele está na janela de uma das casas.
<<Sim>>
<<Sabe nada sobre um tal de Ércole Battaglia, um italiano?  Pergunto.
<<Os Battaglia que procura habitavam ali primeiro, mas faz tempo que se transferiram para Itajobi, mais para frente.>> disse em uma língua mais veneziana que portuguesa, acenando para outra casa.
<<Meus Deus>> digo e menos mal penso, porque o isolamento da área era realmente desesperador. Mas pelo menos o primeiro contacto, o primeiro gancho foi feito. Voltamos para a estradinha poeirenta, e fomos para Jales.O taxista japonês com quem a muito custo eu troquei algumas palavras, volta para São Paulo.
Nos poucos dias de permanência em Jales, um frio gelado me impede de trabalhar. Só o calor de um pulôver esburacado emprestado de um operário. (me põe em crise toda vez que ponho uma malha)

A sopa sem queijo
Voltando de São Paulo de ônibus, num cruzamento desço no cruzamento da Estrada de Itajobi. Um militar que patrulha o cruzamento me vê e me pede aonde vou. Tendo a informação, para o primeiro carro que passa e impõe ao motorista que me leve ao lugar. Neste caso a ditadura está jogando ao meu favor. Eu deveria recusar, porém não é assim que se faz. Mas não posso, porém recusar, e no final agradeço.
O lugar desta vez é um lugarzinho decente. Pergunto pelos Battaglia, com o meu português de poucos dias. Indicam-me um prédio de madeira, que creio fosse uma venda de produtos agrícolas. Penso que alguma coisa vai se suceder. Entro e falo com um rapazinho que está na casa. Uma foto minha pendurada na parede, tirada quando eu era pequeno. Pálido e magro. Aqui estamos!
Ele me indica um rapaz ao balcão. O homem entende qualquer coisa quando digo, porque de repente me traz a uma bela casinha murada, com o pátio e o jardim; uma típica casinha brasileira. Encontro finalmente Cleante, o primeiro filho de Ércole, o imigrante anárquico.
Nos dois passados com eles, foi um sucessivo visitar de irmãos e irmãs na cidadezinha um pouco longe. O português, portanto, em fase de aprendizagem não me ajuda muito.Entendo, porém que um dos irmãos é morto.
No Sítio Santa Terezinha, propriedade deles, mostram-me orgulhosos as plantações de café e as árvores de muitas laranjas, os pés de mamão, e as vacas, com a corcova; da raça zebu.
Enquanto me mostram os amendoins tirados da terra, me passa pela mente o barulho dos nós da espinha, durante a colheita.
Com o velho Cleante eu me entendo bem. Uma das primeiras coisas que me pede é como se escreve nosso sobrenome italiano. Pronuncia-se Batalha e o italiano exige que se escreva Battaglia. E aqui o velho Ércole deve ter um problema doloroso. Ou adaptava-se a ouvir o próprio nome errado, ou vê-lo escrito errado. E, portanto tinha um ódio às cartas escritas. Dava preferência ao ouvido.
Ao jantar, Cleante recorda que o pai dizia um ditado Bergamasco, sozinho dizia: <<La sopa sensa formai, l è come uma caròza senza caai>> queria dizer: «a sopa sem queijo é como uma carroça sem cavalo»; e punha queijo na sopa. Confesso que escutar aquele meu Bergamasco do lado de lá do oceano, e em boca de parentes brasileiros, me comoveu; nem meus filhos sabem este ditado...
Ércole morreu três anos antes da minha chegada. Sinto muito por não tê-lo conhecido antes.
Devia ser um personagem. Um neto me conta que ultimamente não se lavava e que precisava levá-lo ao banho vestido.Conta agora Cleante; que o pai, que falava bem o toscano, tinha em seu tempo acumulado uma discreta fortuna: terrenos, e um negócio de agricultura. Mas como bom anárquico que era vendia o material fiado, só pela palavra para gente que acreditava ser honesta como ele. Em seguida sem documento nas mãos, não mais recuperou o quanto havia vendido, e terminou mal. Os filhos que receberam pouca instrução, agora faziam os netos estudar. E com as economias juntadas, compravam mais terras. Aquela escola agrária lhes atrasou.
Sem dúvida este ramo da minha família pôs vigorosas raízes nesta terra. Eu me pergunto se entre tantos descendentes não haja pelo menos um saído de cor café com leite. Queria ver um moreno.
Depois do almoço do sábado, o filho mais velho de Cleante, sentou-se em uma cadeira e cochilou. Encontro-me de perfil, e ele com a cabeça sobre o peito. Fazia calor, e eu observo.
Ele bebeu muita cidra no almoço, e eu também: então vou imitá-lo. Aquele homem tem uma coisa que não me deixa acordado; parece uma pessoa que conheço de longa data, mas não sei de onde.  Aqueles cabelos cinza curtos penteados à direita, a barba não cortada, aquela testa, o nariz, a fronte... Sinto-me culpado. O sono acaba. Diante de mim, a cópia fiel do meu tio avô Bigio; tal e qual, eu me lembro dele quando eu era um menino. Já velho, ele tinha vivido conosco seus últimos anos.Trinta anos depois, ele aqui: saciado e cochilando com algumas rugas a menos!
Quando em casa, contei o fato para o meu pai, ele não disse nada. Simplesmente sorriu, com sua face larga, e logo depois, eu vejo que pareceu se perder em um ponto impreciso da sala, Eu percebo que sua mente vai e volta, como um turbilhão de pensamentos que eu trouxe de longe... Em um tempo e um espaço onde só ele pode chegar".
("Quel fiume lagigu´ in Patagonia", de Annibale Battaglia)

 

Bom, o contato estava feito.
Mas eu notei uma coisa estranha. Eu só precisava e queria os documentos que fariam parte do processo de dupla cidadania. De repente eu estava conhecendo pessoas diferentes, e me envolvendo em amizades. Os Battaglia que conheci eram motoristas de caminhão e pedreiros. O mais diferente era o meu pai, que era fiscal da Prefeitura de Londrina. Os Bataglia que eu estava conhecendo eram diferentes. Agricultores, médico, agrônomo, pessoas simples, mas extremamente educadas e atenciosas.
Em 1998, Olívio, que tem uma irmã em Rondon, nos visitou em Maringá com a família. Vieram Ângela, sua esposa, Ondina sua filha, Luís Carlos, o marido e os dois filhos, Renam e Rodrigo. Passamos uma tarde juntos, e ouvimos mais histórias de Ércole, e de Cleonte, filho de Ércole, pai de Olívio. No domingo seguinte, fomos para Santa Fé, onde na casa da Cida, comemos e encontramos com a Tia Albina.
Fui em 1998 à Campinas a negócios. De noite, procurei na lista os nomes de Ondino e Waldir, primos que eu não conhecia. De noite consegui fazer com que o Waldir (médico) fosse ao Shopping tomar um chopp comigo. Na outra noite, foi o Ondino. (engenheiro agrônomo)
Tinha em mente sempre procurar saber da história de Ércole: antes e depois da sua vinda para o Brasil. Sempre perguntava e sempre descobria algo novo.



 

ALGUMAS HISTÓRIAS

Antonio Ercole e Filhos
Ercole e Família
Atrás (da esq. para a dir.): Isabel com Santina no colo, Francisco, Maria, Cleante, Rômulo e Leonello.
Albina, ?, Elvira Chiarelli, Deusdédite, Ercole, ?, ?, e Ideali (filho de Elvira)

Ele veio para o Brasil para tocar roças de café em Rincão, Município de Araraquara. Juntou- se em sociedade com seu cunhado Teodósio Semeghini, mas logo se separaram. Não agüentou a dureza do serviço. Em seguida foi trabalhar para um engenheiro chamado Cesarino Barbulho, fazendo divisão de glebas.
A história mais engraçada foi quando Ércole soube que um político ia fazer um discurso no cinema da cidade. Desenhou o político mamando na teta de uma vaca, e com a mão, segurando as outras três tetas, para que ninguém mais mamasse. Colou o desenho nas costas da cadeira em que o político ia se sentar. Quando o político se sentou o desenho ficou preso às suas costas. Quando ele saiu do cinema, imaginem a cena...
Em outra ocasião, Ércole, então viúvo de Clarice, que morreu com 26 anos de tifo, juntou-se com outra mulher. Como ela não satisfazia as exigências do italiano, ele viajou dizendo que ia lutar em um combate. Dias depois mandou publicar no jornal da cidade notícia de que havia morrido. Ela juntou-se com outro. Aí Ércole voltou e eles se separaram.
Em seguida casou-se com Elvira Chiarelli, com quem teve mais cinco filhos.
Ércole media terras. Certa vez, o engenheiro que o acompanhava disse a ele que estavam sobrando 300 alqueires. Propôs que ficassem com a terra. Ércole recusou-se dizendo que o que ele precisava era de dinheiro no bolso. O resto não interessava. Aquelas terras hoje devem valer pelo menos U$ 600 mil.
Desde quando morava na Itália Ércole era conhecido com anarquista. Procurei saber a razão. Como um rapaz de 18 anos pode ser taxado de anarquista? Não consegui entender ainda. E ainda soube que ele saiu fugido da Itália. Um menino de 19 anos foge do que?
Quando Rômulo, meu avô, tinha três anos minha bisavó pediu para que Ércole fosse a Tapinas, um vilarejo de Itápolis, para comprar remédio para o garoto. Na ida, soube que a Itália havia vencido uma guerra (1903) e começou a festejar. Ficou fora de casa sem remédio e notícias por oito dias. Foi achado bêbado no carreador do sítio, ainda comemorando a vitória da Itália.

Outra história: Ercole foi preso 24 vezes, sem responder por nenhum inquérito. Costumeiramente promovia bailes, contratava o conjunto musical, vendia as entradas e quando recebia o dinheiro na portaria sumia no mundo. Por outra vez foi preso por atravessar uma procissão a cavalo.
Aos 60 anos aproximadamente foi lutar na revolução de 31. Diz-se que seu cavalo levou um tiro e morreu. Aí, roubou o cavalo de um companheiro para continuar a combater.


Ercole aos 60 anos
ANTONIO ERCOLE BATTAGLIA AOS 60 ANOS

 

O PROCESSO DE DUPLA CIDADANIA

Enquanto eu ia conseguindo reconstituir, ainda que com esparsos detalhes, a vida do meu bisavô, eu ia juntando documentos para concluir o processo. De repente, após mil tropeços e problemas, consegui juntar o último documento. Era a certidão de óbito do meu avô. Aquele documento era o último. Após conversar com cartorários, padres, advogados, passar pelo cartório onde meu pai e minha mãe haviam se casado em Sertanópolis, eu havia conseguido juntar tudo. Agora, era só mandar traduzir e encaminhar. Fiz uma revisão geral e entreguei ao vice-consulado em Londrina para a Helena, uma japonesa (sim japonesa). Ela me elogiou pela correção e capricho nos documentos, todos em ordem e com os nomes, datas, e locais rigorosamente em ordem, obedecendo a uma cronologia e uma ordem impecáveis. E realmente eu merecia o elogio. Fiz tudo aquilo com um capricho ímpar.
Isto ocorreu em maio de 1.998. Até hoje, o processo está como o deixei em Londrina. Parado. Dizem que as pessoas que não têm pressa são preteridas às que têm pressa. Então, estamos aguardando.
Mas nestas alturas dos acontecimentos, o processo de dupla cidadania já não tinha a mesma importância para mim. Eu estava feliz com os amigos novos, com os correspondentes italianos. Comprei um programa de computador que traduz meio que desajeitadamente tudo quanto você pede, o que me deu a liberdade de não precisar mais incomodar o Sr. Aurélio para me traduzir cartas. E a esta altura, eu me correspondia com o Ângelo, com o Danello Canalini, e agora com o Annibale.
Um dia recebi uma carta de Annibale, que contava ter ido ao comune de Curno, e visto o livro e o registro de nascimento de Ércole. Sómente então eu tive a certeza de ser bisneto do Antonio Ércole Battaglia. Todos no Brasil desconheciam o verdadeiro nome do meu bisavô. Ele falava muito pouco de si e da família.

O Danello é um engenheiro italiano que mora em Castelnovo NE Monti, região do queijo parmesão. Ele leu na Família Cristã um anúncio onde eu pedia ajuda para achar os documentos de Ércole. Até hoje eu não sei como aquele anúncio foi parar na revista. Imagine quanto atirei para conseguir acertar o alvo.
Concluído o processo, tirei cópias e as mandei para a Ondina, para a Terezinha  e para a Tia Telva.
Espero que algum dia, algum outro descendente de Ércole possa se interessar e procurar saber um pouco mais sobre nossa história.


ÁRVORE GENEALÓGICA

Nossa genealogia pode ser escrita desta forma, pelo menos até onde pude chegar. Gostaria que você, após ler estes dados, me ajudasse a concluí-la.

Pietro Battaglia *1.820

Francesco Battaglia *1.845/Santa Togni

Giuseppe - Domenico - Antonio
 

BRASIL:

ANTONIO ERCOLE BATTAGLIA  *1.869

Filhos com Clarice Semeghini: Cleante -  Francisco  - Rômulo -  Leonello e Maria

Filhos com Elvira Chiarelli: Clarice - Judite - Irma - Albina - Deusdédite e Ideali (filho de Elvira somente)
 
 

ITÁLIA:

LUIGI BATTAGLIA

Filhos: Francesco - Luigi - Guido - Rachele - Palmina - SSantina - Angelo - Annibale

A partir de Luigi, temos os seguintes descendentes:

Francesco - ?

Luigi – Gianni Guido Jole Silvana Giuleta

Guido- Giancarlo Bruno Iside (Guido era aviador)

Rachele- Neva Franco

Palmina- Annibale Gionvanni Ernesto Bruno Maria

Ângelo – Ângelo Annibale Luigi Carolina e Danielle

Santina- ?

Annibale (morto no rio Izonso)  Morreu em 23.08.1915

 

Fiquei muito surpreso em saber até onde pude chegar em nossa genealogia: 1820. E fiquei mais surpreso ainda em não saber muito da parte mais recente: a parte brasileira.

Stalo del Piazzolo, local onde tudo começou. Nestas casas em 1.820 morava a Família Battaglia. Veja ilustração


Em Curno existe um senhor chamado Vitório Foiadelli. Ele deve ter perto de 80 anos e é historiador. Soube dele quando em visita a Curno, em uma livraria procurei comprar um postal de lá. A moça me disse que fazia mais de 15 anos que não tinha postais de Curno para vender, porque ninguém procurava. Gentilmente, me deu dois mapas da cidadezinha. Achei simpática a atitude dela, e fiquei sem graça em sair sem comprarmos nada. Compramos um presente para a filha de um casal amigo. E ao sair, ela me disse que o pai dela era historiador, e que se chamava Vitório Foiadelli. Peguei seu endereço e em seguida, chegando de volta ao Brasil, escrevi para ele.
A minha surpresa foi enorme, porque soube de detalhes que jamais iria pensar em conseguir.
Soube que o tetravô chamava-se Pietro, e vivia em Curno, na Stalo Del Piazzolo de nº 66 a  77.  Me mandou uma cópia do mapa da cidade, assinalando o local.
Soube que o padre que batizou meu bisavô foi Ângelo Caironi, no dia 21 de outubro de 1.869, um dia depois dele ter nascido.
Soube que eram vizinhos de uma família chamada Finassi, e que esta família teve um filho padre, hoje nome de rua em Curno.
Soube ainda que Pietro teve quatro filhos: Francesco, casado com Santa Togni, meus tataravós, e Antonio, Giuseppe e Domenico.Pietro nasceu em 1.820. Isso mesmo: 1820. Faz apenas 180 anos. Para nós é muito, mas na Itália isto é um estalo de dedos. Tudo lá é muito velho. As tradições contam. Sem dizer que a força da Igreja Católica é muito grande. Em Bérgamo a Igreja Católica não autoriza uma discoteca na cidade. Existe uma distante da cidade cinco km.

NOSSA VIAGEM

Em maio de 99 eu resolvi! Eu tinha muita vontade de ir para a Itália. Passei em uma agência de turismo, e vi o preço, e comprei as passagens para 3 de setembro sem falar com a Sônia. Claro que nos desentendemos porque ela é super preocupada com os detalhes da viagem. Aluguei um carro na Hertz, reservamos os hotéis na chegada em Roma, e na partida em Paris. Pela internet reservei o Hotel Piemontese em Bérgamo e viajamos.
Em Roma apanhei como gente grande para sair da cidade. Nunca vou me esquecer da Via Salaria. A rua de saída de Roma sentido norte para chegar na auto-estrada A1. Passamos em Cascia, Assis, e fomos para Milão pela Auto Estrada A1. Seiscentos e cinqüenta quilômetros depois, nós estávamos em Bérgamo.
Chegamos às 10 hs. da noite. Liguei para o Annibale. Pensei: agora preciso testar meu italiano. Será que consigo? Em Roma falamos pouco: só com porteiros, atendentes e motorista de ônibus. Pouca coisa. Mas agora o diálogo teria que fluir. Se não conseguisse em Italiano, poderia ser Espanhol ou Inglês. Mas pensei que fosse mais difícil. O Annibale chegou por volta das 8:30 hs. Nos cumprimentamos e fomos para a Cidade Alta. Paramos em um posto de onde se avistava toda a cidade baixa. Uma visão magnífica. Conversamos um pouco.
Dei a ele algumas lembranças que compramos. Entre elas a famosa cachaça e um quilo de café. Em seguida fomos para a casa dele. Anna, sua esposa nos recebeu muito bem. Começamos a prosa. A Sônia não conseguia se comunicar. Ela não fala absolutamente nada em italiano. A toda hora eu precisava traduzir.
Fomos apresentados para a Rossana,  para o Enéa (netinho) e para o Carlo, marido da Rossana. Almoçamos juntos.
Depois do almoço, Luigi, irmão de Annibale (aquele para quem eu mandei a carta procurando o tal do engenheiro) chegou. Quando fui apresentado, ele me beijou. Eu não sabia da tradição italiana. É muito esquisito sentir um beijo de homem. Não gostei nada da sensação. Passamos a tarde juntos: eu Annibale, Anna, Luigi e Sônia. Sentamos no jardim à sombra e proseamos.
Uma coisa curiosa: Sobre aquela foto do casal toda corroída pelo tempo, que a tia Telva me deu
Annibale tem este nome em homenagem a outro Annibale, morto no rio Izonso na Guerra de 1915-1918 no dia 23-8-1915, filho de Luigi Battaglia, filho de Francesco Battaglia. No front de guerra, ele almoçava, e um avião austríaco jogou uma bomba perto dele. Ele morreu. Pertencia ao quinto Regimento Bersaglieri. Vi uma placa em uma Igreja em Curnasco, em homenagem a ele. Annibale tem na garagem uma foto dele também. Mais um mistério acabava de ser resolvido. Aquela foto tinha 85 anos.
Outra coisa interessante. O Annibale me mostrou um álbum de fotos do funeral de Luigi, pai do Annibale da foto. Foi por volta de 1.935. Na época o funeral era todo fotografado. Estranho.
Em seguida fomos à casa de Dario, filho de Annibale. Ele trabalha como «gladiatore». Um pesquisador de artes marciais e armas antigas. Ele trabalha para universidades e museus em pesquisas. Os pais têm um grande orgulho dele. É um rapaz de aproximadamente 30 anos. É casado e tem um filho de um ano.
Depois fomos à casa da Irmã de Annibale. Não me recordo o nome dela. A visita foi apressada.
De tarde, nos despedimos. Annibale ia sair de férias para o sul da Itália. Lamentavelmente pudemos ficar juntos apenas por um dia. Mas foi muito bom.

Foto em Mozzo: Walter-Annibale-Anna-Luigi
WALTER-ANNIBALE-ANNA-LUIGI
MOZZO (BG) - 1999

Comune di Curno: Walter e Annibale
WALTER E ANNIBALE NO COMUNE DI CURNO
 

Ângelo e Margherita.
No dia seguinte, fomos à casa de Ângelo e Margherita. E soubemos do caso de maior coincidência que poderia haver. Mafio, Maria, e Ângelo não são nossos parentes. A casa de Máfio é no máximo 100 metros longe do Stalo Del Piazzolo. Duas famílias de mesmo sobrenome na mesma Comune, e não são parentes. Annibale fazendo piada por eu ter achado a certidão de nascimento de Ércole via Mafio, me disse: tu porta uno culo di Elefante per trovare il certificato di nascita. Preciso traduzir? Realmente, 249 lugares para procurar, mais outro tanto de igrejas, e no primeiro telefonema eu consigo resolver. Estranho não?
Após três anos de correspondência, era chegado o momento de conhecer Ângelo e Marghe. Eu sempre pensei que ele, um técnico de iluminação do Teatro Prova fosse um cara... digamos excêntrico. Ela sabíamos que trabalhava como babá. Tínhamos visto algumas fotos deles, e não sabíamos muito. Em nossas cartas, sempre problemas de nossos filhos, eles com problemas de sobrevivência na Itália, que tem um custo de vida muito alto, e amenidades assim.
Foi difícil achar a casa deles. Pegamos o mapa da cidade, e fomos. Quando achamos a rua, não achávamos o número. Por fim, achamos, mas eles não estavam em casa. Voltamos depois, e de novo não estavam. De tarde, conseguimos fazer contacto. Margherita desceu, e nos recebeu com um abraço e um beijo. Ângelo estava com o braço queimado. Foi a um camping e machucou-se com um bujão de gás. Nos apresentamos, trocamos um abraço. Desta vez, sem beijo.
Começamos a conversar. Demos a eles também alguns presentes, entre eles a cachaça e o café, e ficamos para o jantar.
Marghe perguntou: -Pasta? -Si, respondi. Comemos. No meioo do jantar, Ângelo põe um pedaço de carne vermelha em meu prato. Corto a metade e como. –Carne de cavalo, ele fala. O que eu fiz? Comi! A Sônia, de quarta feira, fez uma promessa e não estava comendo carne. Sorte minha, porque sei que ela ia dar vexame.
Eu me enganei todo o tempo. Ângelo é uma pessoa boníssima e educadíssima. Depois vim, a saber, porque. A mãe dele é encantadora, e deu a ele uma educação finíssima. Margherita também é de uma educação e de uma simpatia ímpar.
No dia seguinte, ele não foi trabalhar, e fomos a San Pelegrino e Cornélio de Tasso. Almoçamos com Dona Maria, Máfio e Il Papá. Na apresentação, outro beijo de Máfio. Conversamos e em um ponto da conversa, Máfio, que crê em Deus, mas não na Igreja, falava alto e gesticulava, parecendo que estava brigando. Comemos pasta com ostra e funghi. (funghi é cogumelo seco). A Sônia, que não é muito chegada em mariscos e afins deu tão claras mostras que não gostou do prato, que o Ângelo falou para que ela não comesse se não gostasse. E por sermos convidados, Dona Maria pôs muita, mas muita ostra em nossos pratos. Eu gostei e comi, mas a Sônia...
Em resumo: Máfio mora a mais ou menos 100 metros do lugar onde morava Pietro, Francesco e Ercole. Mas apesar de ter o mesmo sobrenome ele não faz parte de nossa família.

AS ORIGENS BERGAMASCAS
DA FAMÍLIA BATTAGLIA

Esta história, recebi do Ângelo. Foi publicada no jornal L´Eco di Bergamo (O Eco de Bergamo):
A Família Battaglia Bergamasca foi provavelmente oriunda da cidade de Treviglio.
Girolano, que viveu na segunda metade do século XV pertencia a família Grassi, (Gordos) junta o sobrenome de Battaglia pelo ardor com que os ascendentes eram distinguidos nos combates. Girolano dedicou-se às armas sustentou diversas posições militares e se transferiu também para Veneza, onde a família obtém a cidadania e entra para a nobreza.
E o “trevigliese” (nascido em Treviglio) foi Aronne Battaglia, professor em Milão, autor das 64 oitavas que recordam o milagroso evento verificado em Treviglio em 1522. Em 28 de fevereiro, a troupe francesa, guiada pelo general Lautrec, estava por saquear a cidade, quando sob o vulto da Madona com o Menino Jesus de um afresco em um muro não muito longe do convento dos Agostinianos notaram-se lágrimas. O povo notou o milagre e o general Lautrec, diante daquele milagre extraordinário, voltou com os seus soldados. Em 1612 se recorda também Pietro Paolo Battaglia de Bergamo. De Brembate Sopra era Giuseppe, nascido em 1890 e Bispo de Faenza. Um dos sobrenomes mais antigos foi aquele de Borgazzano, vila de Riminese: Tem o nome de uma batalha do início do século XII. Daqui veio Gozio, patriarca de Constantinopoli, eleito cardeal em 1338. Outros ramos foram aqueles de Veneza, provenientes de Cotignola di Romagna, agregados em 1439 ao Veneto; então a linha de Bolonha, Pisa, Sicília, Treviso e Senigallia. Em 1810 Napoleão nomeou o torinense Gaetano Giuseppe Battaglia, originário de Milão, já comandante da Real Guarda de Honra, Cavalaria da Coroa Férrea e da Legião de Honra. Morreu em 1812 em Smolensko durante a retirada da Rússia.
Na base os nomes medievais Battaglia e Battaglieri derivados da participação e fatos de guerras da capacidade e do espírito combativo. No Bergamasco se encontra a variante Battaglini, Battaino, Battaglini, Battaino e Battaglioni. Na nossa província existem 306 familias Battaglia. Na Itália, 9839.


A HISTÓRIA CONTINUA

Venho recebendo sempre novas informações, principalmente do Sr. Vitório e do Annibale. Eu gostaria de ter também toda a história após a segunda geração, vale dizer, dos nossos pais para frente. Talvez você possa me ajudar com mais alguma coisa. E quem sabe, daqui a mais 180 anos, alguém que se interesse por este assunto ache estes papéis velhos, ou um disquete de computador, e nesse caso vá até um museu e consiga, assim como eu consegui, olhar pela janela do passado, fechar os olhos, e sonhar com uma viagem sem volta, que foi, está e continuará a acontecer: a viagem dos Battaglia.
Como diz Annibale no seu livro: Este velho computador não tem janelas, mas eu viajo igualmente.

A SUA PARTICIPAÇÃO

Convenhamos, é muito mais fácil obtermos os dados que estão em falta no Brasil do que na Itália. Vamos recuperar esta parte perdida?. Vamos deixar esta história completa.
Caso possa ajudar a contar melhor esta história, por favor, me escreva:

Walter Battaglia
 

Minhas fontes de pesquisa, que de alguma forma tornaram possível este trabalho:

Tio Deuseditde  filho de Ércole, residente em Mandaguari;
Cida, neta de Ercole, residente em Santa Fé;
Nair;
Aglacir, de Catanduva;
Olívio Bataglia, que reside em Itajobi;
Roberto, filho de Cleante;
Ondino Bataglia, Agrônomo, filho de Olívio, residente em Campinas;
Ondina Battaglia Barreira
Waldir Antonio Bataglia,  Médico, filho de Elpídio, residente em Campinas;
Geraldo Bataglia, filho de Cleante, residente em Fernandópolis;
Terezinha, filha de Geraldo, residente em Fernandópolis;
Ofélia Battaglia,  irmã  de Olívio, residente em Rondon - Pr;
Maria Battaglia, viúva de José Francisco Battaglia, residente em Maringá;
Maria Bataglia, residente em Maringá;
Santina Mgá, filha do Tio Chico;
Nadir, filha do Tio Chico;

Especiais agradecimentos:
Ao Sr. Vittorio  Foiadelli - Historiador, residente em Curno, Província de Bérgamo, Itália;
A Annibale Battaglia, filho de Ângelo, neto Luigi (irmão de Ercole), residente em Bérgamo, Itália

VISITE:

JORNAL DE BERGAMO
 

SOBRENOMES BERGAMASCOS
 

20/02/2002
republicada em março/2004

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