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Tipo de Jogo
- Card Games
- Family Games
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- Party Games

Zendo
Fabricante: Looney Labs
Designer: Kory Heath
Ano: 2003
Jogadores: 3 - 6

por: Daniel Karp

Zendo possui um conceito diferente de qualquer outro jogo comercialmente lançado que já encontrei – existem muitos que envolvem a lógica dedutiva (Sleuth, Detetive e Mystery of the Abbey por exemplo), mas Zendo é o único que usa o mecanismo da lógica indutiva. Enquanto a lógica dedutiva envolve a eliminação das possibilidades até uma única conclusão possível (“Ahá, só pode ter sido o Coronel Mostarda com a corda na cozinha”), a lógica indutiva envolve tentar descobrir uma regra geral a partir de observações específicas

Um conjunto de peças chamadas de Icehouse é o principal componente do jogo – 60 pirâmides de plástico, com 3 tamanhos e 5 cores diferentes. É originalmente um kit para uma infinidade de jogos abstratos publicado pela Looney Labs, que na caixa do Zendo são complementados com pedras de vidro e um deck de cartas (que não tem tanta utilidade prática), tudo apresentado em um material de excepcional qualidade.
E agora, pequeno Gafanhoto?

Joga-se da seguinte forma: um jogador é detrminado o mestre – e não compete com os outros jogadores, que são eus estudantes. Então o mestre monta duas estruturas diferentes usando as Icehouses (arranjos simples, com 2 ou 3 peças) – cada estrutura é chamada de Koan.

O mastre marca então um dos seus koans com uma pedra branca e outro com uma pedra negra. Ao posicionar uma pedra branca próxima de um koan, ele indica que este tem a ‘essência de Buda’, e o que recebe a pedra negra não a tem.

Mas o que determina que um koan tem a essência de Buda? O mestre secretamente irá bolar uma regra para o arranjo das pirâmides – que será a essência de Buda. Por exemplo, uma regra simples pode ser: “Um koan tem a essência de Buda se possuir uma única peça vermelha”, ou “Um koan tem a essência de Buda se possuir um número ímpar de peças”. O objetivo do jogo para os estudantes então é descobrir qual é a regra inventada pelo mestre - compreendendo assim a essência de Buda. .

Master ou Mondo?
Assim que os koans são marcados pelo mestre, os estudantes irão, em turnos, construir seus próprios koans e questionar o mestre sobre a essência das suas construções na seguinte forma: durante o seu turno, após a construção, o jogador deve dizer para o mestre “master” ou “mondo”.

Se o estudante disser “Master”, o mestre irá marcar o koan recém construído pelo aluno com uma pedra branca ou preta, indicando assim se ela obedece à regra ou não. Ao dizer “Mondo”, todos os jogadores opinam se a estrutura recém criada está de acordo com as regras selecionando secretamente uma pedra branca ou preta na mão. Quem acertou recebe uma pedra verde, que lhe permite tentar adivinhar qual é a regra – e dizê-la em voz alta para o mestre.

Quão legal é o jogo? Depende muito pra quem você vai perguntar. Opiniões tem sido bastante polarizadas, mas geralmente pode-se dizer: se o jogo pareceu interessante pra você baseado na descrição acima, é quese certeza que irá gostar dele. Ou então você pode descobrir que o jogo é, como um dos jogadores o descreveu, uma “forma lúdica de tortura”.

Na minha opinião é um jogo brilhante e meu favorito ultimamente.
Brincando com padrões no caos.

- Daniel Karp é um colecionador de jogos de Maryland, EUA e membro do GCOM.
Seu passatempo favorito é bolar regras simples, que mesmo assim “torturam” seus alunos por horas a fio.
Esse texto foi publicado originalmente na lista Spielfrieks e traduzido com autorização
.


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