|
|
Der
Fliegende
Hollander
Fabricante:
Parker
Designer: Klaus Teuber
Ano: 1992
Jogadores: 3 - 6
|
Por
Eduardo Loureiro Jr.
Jogo bom é aquele que você vê as pessoas
jogarem e tem vontade de estar jogando junto. Jogo melhor
ainda é aquele que é bom até de se
assistir. Claro que a qualidade de um jogo, segundo esse
princípio, depende também da qualidade dos
jogadores, do ritmo que eles conseguem imprimir e da alegria
que podem manifestar enquanto estão jogando. O Holandês
Voador, do Klaus Teuber, é um desses jogos que dá
vontade de jogar e até de ver jogar, principalmente
quando se consegue juntar 6 pessoas ao redor de uma mesa.
| O
Holandês Voador tem como tema a lenda de um navio
pirata e fantasma que amedronta os navios do norte da
Europa. Para se livrar de um possível encontro
com o navio fantasma, as outras embarcações
fazem uso de ferraduras, que acreditam ser amuletos
suficientemente potentes para afastar o Holandês
Voador de seu caminho. |
|
No
jogo, cada pessoa possui ações de três
dos seis navios mercantes diferentes desenhados no tabuleiro.
Sua missão é valorizar as ações
de seus navios, evitando que eles se encontrem com o navio
fantasma, que se movimenta pelo tabuleiro; ou então
trocar as ações de seus navios na iminência
de um encontro com o Holandês Voador por ações
de navios que estejam navegando em mares mais tranqüilos.
Ao final, o jogador que tiver mais dinheiro, incluindo a
conversão das ações que tiver em mãos,
é o vencedor.
|
|
Numa
rodada de jogo, acontece o seguinte. Lançam-se
uns dados especiais, cujo resultado dará um número
entre 21 e 49. Esse número é o número
da sorte para aquela rodada. Os jogadores que quiserem
influenciar o próximo movimento do Holandês
Voador devem dispor à sua frente, com a face
virada para baixo, ferraduras numeradas cuja soma totalize
o número da sorte, ou um número inferior
mais próximo dele. |
Quando
as ferraduras forem reveladas, os jogadores que atingiram
o número da sorte, ou o número mais próximo
dele decidem para onde vai o Holandês Voador. Essa
decisão pode ser consensual (os vários jogadores
querendo ir na mesma direção), negociada (envolvendo
a troca de dinheiro entre os jogadores) ou conflituosa (com
os jogadores dispondo novas ferraduras para tentar alcançar
ou se aproximar novamente do número da sorte). Logo,
quanto menos acordo houver, mais ferraduras serão
descartadas pelos jogadores. Decidido o destino do navio,
processa-se a (des) valorização das ações.
O navio
que foi atingido pelo Holandês Voador tem o valor
de suas ações reduzido a zero, e os jogadores
que tiverem ações daquele navio deverão
revelar tais ações e perder o valor em dinheiro
equivalente. As ações dos barcos não
atingidos são então valorizadas: os navios
começam valendo 2 e podem chegar a valer até
18. Além do encontro com os navios coloridos, o navio
fantasma pode aportar numa ilha. Nesse caso, os jogadores
que influenciaram seu destino, e apenas estes, podem ganhar
dinheiro, revelando uma de suas cartas de navio e recebendo
o valor correspondente em dinheiro. O jogo acaba quando
o navio fantasma se encontrar pela 9ª vez com um navio
colorido.
| Ao
invés de tentar influenciar o Holandês
Voador, um jogador pode entretanto optar por trocar
duas de suas ações de navio ou então
por recolher ferraduras que foram dispostas e descartadas
em rodadas anteriores. No entanto, só poderá
realizar cada uma dessas ações no máximo
três vezes durante a partida.
|
|
Por
ser um jogo com elementos de muitas mecânicas, misturando
blefe, dedução, administração
de ações e negociação, O Holandês
Voador apresenta um equilíbrio delicado, que depende
muito do tipo de interação que se estabelece
entre os jogadores. O resultado é que pode haver
tanto partidas tensas e silenciosas quanto partidas animadas
e polêmicas, depedendo de quais elementos do jogo
sejam mais enfatizados pelos jogadores.
- Eduardo Loureiro Jr. é conhecedor
das melhores coisas do mundo - reveza seu tempo livre entre
os jogos da Alemanha e as praias do Ceará.