CATÓLICO DEFENDE A MANUTENÇÃO DO PATRIMÔNIO DO VATICANO, EM 30 DE ABRIL DE 2001 :
Caros senhores da lista desconhecida,
Venho por meio desta informar-lhes que estou recebendo alguns e-mail's de vossa lista que, até onde minha memória possa me ajudar, não tinha me
escrito.
Será que alguém que se inscreveu colocou o endereço errado?
O meu é flaviojl.
Bem, assim mesmo, já que o assunto me interessa bastante, se me permitem, posso oferecer uma humilde contribuição ao tema, pois já tinha comentado a mensagem do sr. Benneton, que a meu ver, ou não conhece a Doutrina Católica ou conhecendo-a usa de má-fé querendo rotular outras pessoas que ao discordem categoricamente do conteúdo do seu pensamento - visto que, a
princípio, dizer que alguém tenha um pensamento "conservador", não diz
realmente nada, sendo uma afirmação oca.
Só se para o caríssimo "conservador" seja um palavrão, ficando assim a seu encargo demonstrar por vias filósoficas o que o senhor quer dizer com "conservador" e pel amesma via demonstrar a invalidade deste pensamento.
Sem mais, agradecendo a atenção oferecida e muito mais os devidos esclarecimentos, subscrevo-me cordialmente.
De seu
Flávio José L.
RESPOSTA AO SENHOR FLÁVIO, EM 30 DE ABRIL DE 2001 :
Prezado Sr.Flávio
Minha intenção, ao enviar a primeira mensagem, foi a de
ressaltar algo que considero inaceitável, com relação ao Site Montfort, ou
seja, a Defesa do Ouro e Luxo no Vaticano.
O Senhor acha que Deus prefere manter Ouro e Luxo nas suas
Igrejas ( católicas ) ENQUANTO BOA PARTE DE SEUS FILHOS MORREM DE FOME PELO
MUNDO ? Será que é isso mesmo que Deus quer ? O Sr. Fedeli, do Site Católico Montfort, acha que sim !!!
Além disso, existe no site Montfort, 20 teses contrárias à
reencarnação, as quais foram baseadas em ACHISMOS do Sr. Fedeli. Ele não leu os livros básicos de Kardec e quis emitir opiniões ARRAIGADAS EM
PRECONCEITOS totalmente absurdos. As refutações às vinte teses foram
enviadas em anexo na primeira mensagem : Defesa contra as 20 teses.doc.
Não quero me estender. Apenas respondi às suas indagações.
Atenciosamente
Jefferson
NOVA MENSAGEM ENVIADA PELO CATÓLICO FLÁVIO, EM 01 DE MAIO DE 2001 :
Prezado Sr. Benetton
Primeiramente, peço-lhe desculpas por ter digitado o nome do senhor
erroneamente. Ademais, a minha primeira indagação - que ainda permanece - é
saber como o meu endereço foi parar nesta suposta lista. Até agora ninguém
me explicou, e caso alguém tenha alguma explicação, por favor, envie-me um
e-mail.
Well, indo direto ao assunto, conforme o que o senhor escreveu, a sua
"intenção... foi a de ressaltar algo que [o senhor] considero inaceitável,
com relação ao Site Montfort, ou seja, a Defesa do Ouro e Luxo no Vaticano."
Como acesso já algum tempo o site da Montfort, creio ter ciência de onde o senhor tenha lido, cabando por ressaltar tal idéia, no entanto mui
equivocada - não em relação à Montfort pois não me compete falar, e sim a
Igreja Católica.
Parece-me ambíguo o que o senhor queira dizer com "Ouro e Luxo no Vaticano".
Bem, vejamos o que se pode deduzir desta expressão utilizada duas vezes:
1) com tal expressão o senhor se refere às riquezas da Igreja Católica, o
que aparentemente nos parece uma contradição com o voto de pobreza proferido
por ela. Primeiro, a Igreja precisa de um capital para manter suas várias
obras pelo mundo, que é normalmente provindo de doações de seus fiéis. Mesmo
assim, o saldo do Banco do Vaticano (se não me engano, em torno de 40
milhões de dólares) não chega nem perto de qualquer banquinho tupiniquim.
Quando a pessoa se ordena padre, por exemplo, ela se desfaz de seus bens
materiais, e daí em diante ficará dependente somente da Igreja: eis voto de
pobreza. Agora, diga-me: conheces alguma instituição na história da
humanidade deste porte que tenha conseguido dar cabo de suas obras ao redor
do mundo e ajudar os seus filhos ordenados sem nenhum recurso que condiga
com tais gastos?
Segundo, colocando as finanças vaticanas ao lado, os imóveis e objetos que fazem parte do patrimônio, acumulados ao longo dos séculos, avaliando-os, a grosso modo, não tem dinheiro que os pague. Quanto vale o teto da Capela Cistina pintado por Michelangelo? Quanto vale a Catedral de Nortre-Drame? Ou as inúmeras peças barrocas folheadas a ouro nas Igrejas e capelas de Olinda, Ouro Preto e Salvador? Se era este ouro que se refere?
2) com tal expressão o senhor contrasta com as lamentáveis mortes de seus
filhos pela fome. Ora, que é lamentável é lamentável mesmo. Mas daí dizer
que a Esposa de Cristo “prefere” a morte as “suas riquezas” chega a ser
hipócrita e de uma ignorância histórica enorme. Se o objetivo dela é salvar
as almas, colocando-as no reto caminho de Deus, que é nada mais que a sua
missão real neste mundo, percebe-se que outras coisas são de importância
secundária – pior que a morte do corpo é a morte espiritual. Assim mesmo, é
histórica a ajuda dada pela Igreja aos seus filhos mais carentes. Com o
advento do Cristianismo, inaugura-se a primeira civilização que sabe haver
mais justiça no perdão do que na vingança, mas verdade no amor ao próximo do
que na rejeição. O senhor se esquece das várias ordens mendicantes que
ajudam os pobres e doentes do mundo inteiro, ou até onde a Igreja chegou.
Esquece-se de S. Francisco de Assis que se juntava aos leprosos ou de Madre
Teresa de Calcutá que ajudava os miseráveis da Índia.
Acusar de omissão da Igreja às mortes por fome ocorridas no mundo é de uma leviandade que me pergunto com que autoridade o senhor vem questionar logo esta uma das maiores características desta instituição divina.
A três, quatro séculos atrás era impossível salva as pessoas que morriam de fome pelo mundo - coisa que se pode remediar nos dias atuais. E se houve famintos moribundos no século passado, como houve e muitos, creio que o
senhor deva analisar melhor aonde ocorreram as mortes, as causas e o estado
de coisas que levaram a tal. Não vou dizer que esta é a tarefa do senhor.
Um bom livro que aconselho adquirir é “Opção Preferencial pela Pobreza” do embaixador e filósofo político José Osvaldo de Meira Penna. Comenta de forma clara as idéias sobre e entre riqueza e religião.
Encurtando a carta que já vai longa, iremos à reencarnação. Sem cair nos méritos “em si” da doutrina, ciência, religião ou seja lá o que for o
espiritismo, ainda mais o de linha kardecista, toco no que diz respeito à
Doutrina Católica. Se uma outra igreja protestante com sua doutrina mescla
com idéias espíritas, isto é problema dela, e não diz respeito à Doutrina da
única, verdadeira e santa Igreja Católica – e é dela que me refiro.
Ela é incompatível com a Fé Cristã porque sabemos que "Para os homens está estabelecido morrerem uma só vez e logo em seguida virá o juízo." (Heb
9,27); porque nega o valor dos Sacramentos (por exemplo, o Batismo: uma
pessoa seria batizada novamente em cada "encarnação"), nega Céu, Purgatório
e Inferno, nega a criação da alma humana, nega a união substancial entre
corpo e alma, nega a existência de anjos e demônios, nega os privilégios da
Santíssima Virgem Maria, nega o pecado original, nega a graça divina, nega
toda a doutrina do sobrenatural, nega o juízo particular depois da morte, a
ressurreição da carne e o juízo final; porque nega a Misericórdia divina e o
perdão dos pecados e prega um deus que se existe não age, e se age não
perdoa.
Se alguém é Católico realmente, deve abomina esta doutrina e rezar por aqueles que a seguem.
O senhor citou uma passagem de um pronunciamento ou carta do Papa J. Paulo II. Mas fora de contexto, posso usar qualquer citação até para poder matar uma pessoa.
Bem, então eu cito uma (e bem contextualizada). Em 1953 a Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil reafirmou o que afirmara em 1915 e em 1948:
"Os espíritas devem ser tratados, tanto no foro interno como no foro
externo, como verdadeiros hereges e fautores de heresias, e não podem ser
admitidos à recepção dos sacramentos, sem que antes reparem os escândalos
dados, abjurem o espiritismo e façam a profissão de fé."
Segundo a Lei da Igreja, "chama-se heresia a negação pertinaz, após a
recepção do batismo, de qualquer verdade que se deve crer com fé divina e
católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dela" (CDC cân. 751). Ora, "o
herege incorre automaticamente em excomunhão" (CDC cân. 1364 §1), ou seja,
deve ser excluído da recepção dos sacramentos (cân. 1331 §1), não pode ser
padrinho de batismo (cân. 874), nem de crisma (cân. 892) e não pode casar na
Igreja sem licença especial do bispo (cân. 1071) nem ser membro de
associação ou irmandade católica (cân. 316).
Veja senhor que não estou avaliando as premissas da doutrina espírita em si, mas apenas colocando os desígnios do outro lado: a Doutrina professada peja Igreja. Para qualquer verdadeiro católico, isso basta! Não tem blá-blá-blás !
Já para quem possui algum interesse ou afinidade em estudos mais
aprofundados em Religião comparada, Filosofia, Metafísica e afins, eu
convido a estudar, seguindo o conselho de B. de Espinosa: "Não rir, não
chorar, nem condenar - mas compreender."
Sem mais, colocando-me a disposição, subscrevo-me cordialmente.
No Coração de Maria, sempre, Flávio José.
RESPOSTA ENVIADA POR MIM, AO SR. FLÁVIO, EM 01 DE MAIO DE 2001 :
Prezado Sr. Flávio José
Qual seria a razão para um indivíduo que, movido pelas mais
sinceras e honestas intenções, com a finalidade de levar novos ângulos de
visão, sem qualquer objetivo de fazerem as pessoas mudarem suas crenças,
ser julgado como um inimigo com intenções agressivas, e se procura por isso
fazê-lo calar ?
Fazer observações, com uma finalidade boa, para compreender e
esclarecer, seria na prática entendido como uma crítica agressiva, uma
ofensa ? Quem cai em semelhante mal-entendido deve então ser um ingênuo que
se deixa iludir pelas aparências e não vê que outra verdade está oculta
atrás delas.
É por isso que a exposição de uma idéia e a procura da verdade
tende a transformar-se em polêmica, pois o instinto humano leva a interpretar tudo em sentido agressivo; a paixão é vencer para submeter e dominar, não é subir espiritualmente.
Se o interesse fundamental é o aperfeiçoamento, e a busca de um
ideal superior, então uma crítica razoável, com um fim benéfico deveria ser
grata e considerada como uma amigável oferta da qual se poderia aproveitar (
ou não ) para ascender. Mas o ideal interessa a bem poucos, e o melhorar-se,
menos ainda, pelo que a crítica é entendida como um estorvo inoportuno que
se deve afastar, pois exige um esforço que não se quer enfrentar, ou pior
ainda, como ataque de um rival, que julga somente para mostrar deficiências
e aproveitar-se para deturpar o que foi dito.
Assim o que prevalece não é a procura do verdadeiro, que é
sufocada porque tende a inverter-se em ataques demolidores, mas o princípio
de autoridade, porque a preocupação principal na Terra não é conhecer e
subir, mas manter a disciplina e os súditos em obediência.
O Evangelho fala clara e repetidamente a respeito de posse de
bens, de um modo que não deixa dúvidas. "Se quiseres ser perfeito, vai,
vende o que tens e dá-o aos pobres (....)". "Em verdade vos digo que
dificilmente um rico entrará no reino dos céus. Sim, repito-vos: é mais
fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no
reino dos céus". "Não acumuleis tesouros na Terra (....)". "Ninguém pode
servir a dois senhores: ou amará um e odiará o outro; ou se afeiçoará a este
e desprezará àquele. Não podereis servir a Deus e a Mamom". "Quem entre vós
não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo".
É evidente que toda Instituição do Porte do Vaticano, precisará
de recursos para manter programas de evangelização e de ajuda a
necessitados. Em meu primeiro e-mail, citei que a Cúria Romana faz algumas
doações pelo mundo, mas são ínfimos diante das riquezas do Palácio Papal.
O Senhor faz referência às inúmeras peças barrocas folheadas a
ouro nas Igrejas e capelas de Olinda, Ouro Preto e Salvador. Verdade seja
dita : A venda em um leilão dessas peças móveis já arrecadaria um bom volume
de recursos para Instituições Assistenciais. Mas não é sobre esses bens, que
são insignificantes perante a riqueza do vaticano, que me refiro ...
O Senhor está enganado, Sr. Flávio José Lindolfo. O Vaticano não
possui somente algo em torno de 40 milhões de dólares...
Os banqueiros melhor informados calculam as riquezas do Vaticano entre DEZ A QUINZE BILHÕES ( Eu disse BILHÕES ) DE DÓLARES. Ele ( Vaticano ) possui grandes investimentos em bancos, seguros, produtos químicos, aço, construções, imóveis etc. SOMENTE OS DIVIDENDOS servem para manter de pé toda a organização, INCLUÍDAS AS OBRAS DE BENEFICIÊNCIA. Tal fortuna vem sendo ACUMULADA em função das reaplicações no mercado.
Por que, ao invés de reaplicar o dinheiro, o Vaticano não o
redistribui para os mais carentes ? Será que é mesmo necessário ACUMULAR
CERCA DE 15 BILHÕES DE DÓLARES para manter a Igreja Romana ?
  E a própria Revista "Isto É - Dinheiro" revela a situação financeira do Vaticano, que apesar das dificuldades, mantém um Patrimônio, revelado pela própria Cúria Romana, de 5 bilhões de dólares mais 3,2 bilhões de dólares depositados no Banco do Vaticano. E se essas cifras são reveladas pela própria Igreja, então, é sinal que o montante pode ser muito maior. E a Revista ainda diz : "... O pontífice tem ainda 1 mil apartamentos registrados em seu nome na capital italiana, Roma."   Para confirmar, acesse :
http://www.terra.com.br/istoedinheiro/255/negocios/255_santa_crise.htm
O maior banco privado do Brasil ( Bradesco ) possui um Patrimônio
Líquido ( Eu disse Líquido ) de aproximadamente 8 bilhões de Reais ( mais
ou menos 4 Bilhões de Dólares - maio/2001). Como o Senhor vê, o maior banco privado tupiniquim ( expressão utilizada pelo Senhor ) não chega nem perto do
volume financeiro administrado pelo Vaticano.
O padre Marcelo Rossi, vai periodicamente a Brasília solicitar
verbas ( milhões de Reais ) para a sua Igreja. Ou seja, mesmo aqueles que
NÃO são católicos, são obrigados, através de impostos, a manter o
Catolicismo no Brasil. Enquanto que as outras religiões são obrigadas a
pedir auxílio aos seus seguidores. Será que isso é justo ?
Sobre essas informações do Vaticano, pelo menos até hoje, desde
1965, na Itália, o Palácio Papal não paga impostos. Que se deveria dizer dos
séculos passados, quando a Igreja, com o poder temporal, tinha se submergido
no mundo até ao pescoço, exigindo impostos, armando exércitos, ligando-se à
política ? A contradição justifica-se, mas é evidente.
Os recursos são indispensáveis à Igreja para cumprir a sua
função. Mas então o erro de previsão é de Cristo, pois que o cristianismo,
para poder funcionar na Terra, devia renunciar a ser perfeito, como Cristo
aconselha.
Se um representante do Vaticano perguntasse a Cristo: "Que devo
fazer para obter a vida eterna ?" Certamente que Cristo não poderia
responder de um modo diferente deste: Se quiseres ser perfeito, vai, vende o
que tens "(....)". E a Igreja lhe deveria objetar : "Se queres que eu cumpra
a tua ordem de representar-Te na Terra, devo possuir os meios do mundo".
Pergunto-lhe, Sr. Flávio : É lícito arrogar-se à posição de representantes de Cristo sem seguir os Seus ditames ?
Isto significa que o Cristianismo atual não é feito só por
Cristo, mas é o seu produto, manipulado e adaptado pelos homens para seu
uso.
Em nenhum momento disse que a "esposa de cristo" prefere ver a
morte de seus filhos. Lamentável, Sr. Flávio, é ter que repetir o que já
foi dito e não compreendido. Aquele que assim entendeu é digno de pena e
orações para que Deus tenha compaixão da ignorância ou mesmo leviandade que
leva a esse tipo de raciocínio.
Deliberadamente, a Igreja não quer que seus filhos morram de
fome. MAS ao mesmo tempo não abre mão de seus BILHÕES DE DÓLARES, os quais vem aumentando em uma escala assustadora. Tal fato faria qualquer banqueiro, capitalista experiente, roer-se de inveja. Isso, não é ao menos, uma contradição ? Reaplicar recursos no Mercado Financeiro ( MILHÕES DE
DÓLARES QUE SOBRAM ) ao mesmo tempo em que muitos morrem de fome pelo
mundo ? Afinal, qual seria uma das funções básicas da Igreja ? Tornar-se
expert no mundo dos negócios ou ajudar àqueles que sofrem privações ? E
não me refiro às mortes que ocorreram nos séculos passados. Refiro-me sim às
mortes que ocorrem HOJE, e que são, proporcionalmente maiores que as do
passado.
O Senhor cita Madre Tereza de Calcutá, São Francisco de Assis e
outros que se despojaram de seus bens em prol dos mais carentes. Muito bem.
ELES SIM são exemplos do verdadeiro Cristianismo ! Mas não deveria ser a Cúria Romana o maior exemplo de cristianismo ? No entanto, pelo o que foi
citado acima ...
Se o Senhor gosta de exemplos de ajuda ao próximo, talvez o
Senhor tenha "se esquecido" de Chico Xavier, que não precisa ser católico para dar mostras inequívocas de sua real intenção de socorro aos mais
carentes. Como disse no anexo que enviei no meu primeiro e-mail : Defesa das
20 teses.doc, Chico Xavier poderia ter uma vida de opulências, com uma
conta bancária de mais de 20 milhões de dólares, obtidos pela venda de seus
livros, os quais foram traduzidos para diversos países, e no entanto, Chico
Xavier vive de forma simples e humilde. ELE DOA
TUDO PARA INSTITUIÇÕES DE CARIDADE, e sobrevive com a sua aposentadoria.
CHICO XAVIER NÃO POSSUI OBRAS DE ARTE VALIOSÍSSIMAS, COMO É A
CAPELA CISTINA OU NORTRE-DRAME, OBRAS DE MICHELANGELO OU PEÇAS BARROCAS
FOLHEADAS A OURO. SIMPLESMENTE PORQUE CHICO XAVIER NÃO É APEGADO A OURO E
LUXO, COMO É O VATICANO E SUAS IGREJAS...
Mudando de assunto, o Senhor cita Heb (9,27) : "Para os homens
está estabelecido morrerem uma só vez e logo em seguida virá o juízo". É
citada também a negação do Céu, Purgatório e Inferno, nega a criação da alma
humana, nega a união substancial entre corpo e alma, nega a existência de
anjos e demônios, nega os privilégios da Santíssima Virgem Maria, nega o
pecado original, nega a graça divina, nega toda a doutrina do sobrenatural,
nega o juízo particular depois da morte, a ressurreição da carne e o juízo
final; porque nega a Misericórdia divina e o perdão dos pecados e prega um
deus que se existe não age, e se age não perdoa.
Como disse anteriormente, lamentável é ter que repetir o que já
foi dito. Em meu anexo enviado no primeiro e-mail, explico a maior parte de
tudo o que o Senhor citou acima. Não vou repetir tudo aqui para não tornar
este e-mail mais extenso.
Com relação a um Deus que, se existe não age, e se age não
perdoa, é plenamente aplicável à doutrina católica, pois os Kardecistas
acreditam em um único Deus que age SIM e que perdoa SIM. Tanto perdoa que dá oportunidades de reajuste àqueles que erraram. Já a Igreja Romana acha que Deus condena definitivamente ao suplício do inferno àqueles que morreram em pecado.
Se quiser falar de Espiritismo Kardecista, procure ler os livros
básicos de Kardec. Agora, se não quiser ler por achá-los sem importância,
não fale baseado em suas próprias opiniões, muitas vezes alicerçadas em
preconceitos e em ensinamentos baseados em fé cega, ou seja, aquela fé em
dogmas que não admitem contestação e que exigem a renúncia de uma das mais
valiosas prerrogativas do homem : O raciocínio e o livre-arbítrio.
Católicos como o Senhor aceitam todas as imposições da Igreja.
Não tem blá-blá-blá, como o Senhor mesmo disse. Os católicos devem dizer
amém, amém a tudo o que vier da Igreja, não é mesmo ? Pois é assim que
pensavam os religiosos medievais quando mandavam para o suplício da fogueira
todos os que não concordavam com os dogmas da Igreja. E o sacerdócio romano
quer que continue da mesma forma. Que todos se calem, deixem de pensar e
aceitem que os "infalíveis de Roma" pensem por nós.
Por outro lado, a Fé raciocinada, a que tem por base os fatos e a
lógica, não deixa atrás de si nenhuma obscuridade, ou seja, cremos porque
estamos certos, e assim podemos compreender. Eis porque a Fé raciocinada não
se dobra : Ela pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da
Humanidade. É a esse resultado que o Espiritismo conduz, superando a
incredulidade todas as vezes que não encontra oposição sistemática e
interessada.
Já chega por hoje. Se quiser manter um diálogo construtivo,
estarei disposto a uma troca de idéias. Mas sugiro que os e-mails fiquem
restritos a nós, para evitarmos de enviar mensagens tão grandes como essa,
para outros que, com razão, não querem ser importunados.
É verdade que fiz isso no início, mas agora penso que as
discussões de bases filosóficas devem se limitar somente àqueles que querem
discuti-la.
ENXERGAMOS COM MUITA FACILIDADE OS DEFEITOS NAS AFIRMAÇÕES ALHEIAS, MAS SOMOS CEGOS DIANTE DA FRAGILIDADE DAS NOSSAS PRÓPRIAS " CERTEZAS ".
Há muitos desafios, é verdade, basta que saibamos encará-los com
seriedade, desarmados de preconceitos e com visão crítica renovada que todo
homem diligente possui...
SOMENTE NA CONSCIENTIZAÇÃO DOS OPOSTOS PERTENCENTES A CADA UM É QUE SE PODE VISLUMBRAR O EQUILÍBRIO.
Atenciosamente
Jefferson















