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Fuga
Sou um covarde que se
esquiva,
Que foge do real
aparente
Por se sentir incapaz de
mudar.
Não mudo a mim nem o
mundo
Só me sinto sempre no fundo
De um poço escuro
Ou preso entre muros.
Me comunico pouco,
Às vezes me sinto oco,
Sem cérebro, sem coração
Vivendo num mundo louco,
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Onde somente os rotos
Se comunicam com os
anjos.
E na angústia só "não"
Mais atravesso a ponte
E preso perto no “fim"
Fujo para dentro de mim.
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