Fuga

 

Sou um covarde que se esquiva,

Que foge do real aparente

Por se sentir incapaz de mudar.

Não mudo a mim nem o mundo

Só me sinto sempre no fundo

De um poço escuro

Ou preso entre muros.

Me comunico pouco,

Às vezes me sinto oco,

Sem cérebro, sem coração

Vivendo num mundo louco,

 

Onde somente os rotos

Se comunicam com os anjos.

E na angústia só "não"

Mais atravesso a ponte

E preso perto no “fim"

Fujo para dentro de mim.

 

 

 

 

Bruna Juliana Carneiro do Nascimento

aluna do 1º ano “C” do turno da noite

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