A LOST OF WORDS (1/15) NC-17
por Karen Rasch
krasch@delphi.com

* * * * * * * *

Scully estava atrasada. 

Muito atrasada.

O avio dela tinha pousado h mais de duas horas. Quando ele soube
que o vo estava atrasado, ele ligou para a companhia area, e tentou
checar a lista de passageiros. E a voz esperta do outro lado no achou
incomum nesse pedido. Sua parceira tinha entrado no avio em Atlanta, assim
como eles tinham planejado.

Ento, onde ela estava?

Deus. Ele sabia que eles seriam incapazes de fazer isso. Deveria ter percebido
que o plano deles era apenas um sonho. E ainda assim, na hora, o assunto parecia
ter pouco risco. Eles saram de Washington em avies diferentes, de dois aeroportos
diferentes, ambos usando nomes falsos. Duas passagens para dois destinos 
diferentes, e eles fariam suas conexes em Atlanta. E de l, pousariam em
Nova Orleans. Mulder estava vrias horas  frente de Scully.

Bem, ele tinha chegado sem problemas na Cidade Crescente. Sem problema nenhum.

E agora, ele nao fazia idia de onde ela poderia estar.

Com uma sensao roendo dentro de si, ele tentou falar com ela pelo
celular, mas s conseguiu receber de volta aquela gravao chata dizendo que
o cliente do celular estava indisponvel. Ele at pensou em chama-la pelo
aeroporto internacional de Nova Orleans, mas isso seria como jogar uma enorme
seta de nen sobre a cabea dela, acabando com qualquer pretenso de segredo.
E por isso ele ficou contido, decidindo recorrer  esta idia somente se
a necessidade ficasse medonha o bastante.

Ele olhou para o relgio. Passava das onze horas.

Fazendo careta ao ver o quanto era tarde, Mulder passou a mo pelo cabelo,
e andou sem proposito pelo chao polido aos seus ps. Nem mesmo o doce e sensual
cheiro de jasmin que entrava pelas portas da sacada do quarto poderiam distra-lo
das auto-recriminaes que tocavam dentro de sua cabea.

Ele nunca se perdoaria. Nunca. Nunca se perdoaria se alguma coisa tivesse acontecido
com ela, por causa disso tudo. Por causa dele.

Deus.  Era tudo to desnecessrio.  Eles nem precisavam fazer esta migrao.
Foi tudo idia dele. Assim como a maioria das decises erradas e que levavam eles
para situaes horrveis. Eles poderiam estar seguros em D.C., mas no... Ele tinha
que insistir em vir pra c. Tinha que arrastar Scully para o meio de outro grande fiasco.

Talvez ele devesse fazer aquela ligao. Ele poderia pedir para chama-la
pelo nome falso dela, ao invs do verdadeiro. Mesmo que chamasse a atenao para
ela, dificultaria a identificao para quem mais estivesse interessado nela.

Ele foi at a cmoda e tinha acabado de pegar o celular quando ouviu a batida
fraca na porta.

"Sim?"

"Mulder? Sou eu."

Jogando o telefone de qualquer maneira para o lado, ele correu para a porta.
Respirando fundo, e tentando se acalmar, ele abriu a porta.

E l estava sua parceira, despreocupada. Vestida numa saia longa, uma blusa
de algodo com um decote baixo e redondo, e sandlias, ela parecia cansada,
mas completamente inclume. Ela olhou pra ele, uma mala a seus ps, uma bolsa
sobre o ombro.

"Hi".

"Onde voc estava?"

Dana Scully elevou uma sobrancelha finamente curvada e observou o homem
diante dela. Ele estava no que ela imaginava ser uma sobra de um dos seus
ternos. A cala comprida azul marinho, e a camisa ajudavam nesta primeira
impresso. Mas o estado emocional dele parecia desmentir a sofisticao aparente
de suas roupas.

Ele parecia... bem... frentico.

Os olhos de Mulder olhavam pra ela de maneira selvagem, com um carranca
de aborrecimento, ou possivel interesse. Os cabelos estavam para trs, obviamente
sem o uso de algum pente. E a postura dele era to firme, rgida, que ela
quis saber se, caso ela passasse um dedo pela espinha dele, ela poderia de fato
tirar uma nota musical dali.

"Eu estava aqui" ela respondeu, seca, enquanto entrava no quarto, notando
a elegncia da decorao. "Foi minha bagabem que teve problema em achar o lugar."

"Como?" Mulder perguntou enquanto pegava a bolsa do ombro dela, e a mala
que ela puxava atrs de si.

"Minha bagagem ficou em Atlanta quando eu troquei de avio para Nova Orleans"
ela falou com um sorriso torto enquanto fechava a porta atrs dela. "Ento, achei
melhor esperar. Com todas as precaues que estamos tomando, parecia tolo deixar
um endereo para eles mandarem as malas."

Mulder se virou de onde estava colocando as coisas dela, as mos nos quadris,
claramente no tranquilizado pela explicao dela. "Por que voc no me ligou?"

"Eu tentei" ela insistiu, as mos estendidas para ele. "Estou ligando pra c
desde que pousei. Mas o nmero estava sempre ocupado. Quando entrei aqui, uma garota
estava na recepo, pendurada no telefone com algum chamado Marh, e ela no parecia
muito feliz. Acho que ela pode ser a culpada. S espero, para o bem dos donos, que 
a chamada seja local."

Mulder apertou os lbios. "Voc poderia ter ligado para o meu celular.
Tentei ligar para o seu, mas no consegui nada."

Scully tremeu a cabea, divertida. "Voc trouxe seu celular, Mulder?"

A carranca dele intensificou; os olhos, em contraste, ficaram um pouco
embaraados. "Yeah. E voc, no?"

Ela tremeu a cabea lentamente, mais uma vez, e o sorriso dela ficou maior.
"No". Com isso, ela foi para ele, e disse, baixo. "Ns estamos de frias, lembra?"

Ele torceu os lbios. "Eu sei---"

"Aposto que voc trouxe sua arma, no ?" ela afirmou, consciente, os olhos
cheios de humor.

"Sim, mas--"

Ela suspirou, o som tempestuoso e exagerado, o sorriso ainda no rosto.
"S voc, Mulder, atrairia uma garota para a cidade mais romntica dos
EUA, e dormiria com uma 45 debaixo do travesseiro."

"Scully, ns precisamos ter cuidado," ele a lembrou, obstinado, as
mos agarrando os braos dela  com fora, a mandbula tensa.

A diverso dela diminuiu um pouco. Mulder estava certo. Apesar deles
estarem a milhares de milhas longe de seus inimigos, eles ainda tinham
que tomar cuidado. Tudo bem, parecia que eles conseguiram fugir de maneira
inteligente. Mas esse tipo de coisa poderia mudar de um momento para
o outro. Eles tinham que permanecer vigilantes. Ela sabia disso. E aceitou
o fato como parte da pechincha. Parte do que ia junto com o amor do 
homem diante dela.

O que a olhava como se tivesse passado a maior parte da noite 
rastejando pelas paredes do quarto enquanto a esperava.

"Eu sei" ela respondeu, as maos sobre o trax forte. "Eu sei que precisamos.
E eu sinto muito. Sinto muito por voc ter ficado preocupado por minha
causa."

Ele no disse nada por algum tempo, e ficou olhando para ela, os olhos
esverdeados bebendo do azul tranquilo dos dela. "Voc est be?"
   
"Sim, claro".

"Tem certeza?" ele perguntou de novo, as mos correndo pelos braos dela,
alisando a pele.

"Sim" ela disse um pouco mais enftica, condescencia rastejando pela voz dela.
"Estou bem."

"Bem, mas eu no" Mulder murmurou quando a beijou com violencia pouco controlada.
Ele esmagou a boca dela com a dele, pegando Scully de surpresa. Cegamente, ela
agarrou-lhe os braos, buscando equilibrio, enquanto ele a beijava como se 
achasse que poderia marca-la desta maneira, como sendo dele.

"Acho que envelheci uns dez anos nas ltimas horas, Scully" ele admitiu,
enquanto dava beijos urgentes na boca, bochecha, sobrancelha. A pontaria dele
estava irregular. "Eu sei que  loucura... mas eu fiquei com um troo na cabea me
dizendo que alguma coisa terrvel tinha acontecido."

"Nada aconteceu, Mulder. Eu estou bem, j disse" ela sussurrou, os olhos
tremulando fechados enquanto Mulder continuava a exorcizar os prprio demonios,
a beijando intensamente.

E de maneira deliciosa.

Bem, era oficial - Mulder pensou enquanto se divertia na sensao da pele
macia de Scully debaixo de sua boca. A curva tenra da mandbula. A abundancia
dos lbios. O pequeno arco arrogante do nariz. Ele estava louco. Finalmente.

Que diabos estava errado com ele?

Afinal de contas, no era como se ele e Scully no tivessem enfrentado
antes coisas que a maioria das pessoas s encontraria em seus sonhos.

Corrigindo.

Pesadelos.

Pelo amor de Deus! Esta mulher tinha lutado contra mutantes, vrus assassinos,
loucos com a fora de entrar dentro da mente de uma pessoa.

E no minuto que ela estava fora de sua vista por algumas horas, ele se desfaz como
uma casa de cartas, numa ventania. 

Totalmente desfeito por apenas um par de malas.

Mas ele tinha uma desculpa, ele falou enquanto beijava o pescoo dela, sentindo o 
prazer de Scully contra os lbios enquanto ela zumbia de prazer. Ele tinha um
motivo para a preocupao dele, principalmente no que se referia a Scully.

Afinal de contas, no meio da rotina diria deles, Mulder sempre pensava no pior.
Se conscientemente ou no, ele reconhecia que o trabalho deles era perigoso.
Eles ganhavam seus salrios caando criminosos, os que infringiam a lei e, 
com frequencia, aqueles que ameaavam outras vidas. Ento, ele estava
pronto para isso. Sabia que poderia ser chamado a qualquer hora para
defender qualquer um.

E Scully.

Mas, esta noite, seria diferente. Esta noite, ele no precisava ser o Federal
de sempre. Ele achava que no precisava. Como a linda ruiva em seus braos tinha
sucintamene recitado, eles estavam de frias.

Cristo.

Quem diabos tirava frias?

Com certeza no o Spooky Mulder, 'o mais indesejvel do FBI.'

E mesmo assim, para sua delicia, h vrios meses, o ttulo tinha provado
ser imprprio. Porque mesmo que fosse de sua natureza questionar a boa sorte,
mesmo quando estava na sua cara, a agente especial Dra. Dana Scully teve
sucesso em convence-lo o quanto ela o desejava.

Quase tanto quanto ele a almejava continuamente.

E mesmo sendo difcil para Fox Mulder confiar em algum, ele nunca duvidaria dela.

Ela disse que o amava. E ele acreditou.

E faria qualquer coisa, absolutamente qualquer coisa, para que esta verdade
em particular nunca fosse ameaada, de maneira nenhuma.

Infelizmente, manter uma relao nunca foi fcil para ele, no como um
cara normal. No que Sully fosse muito exigente ou necessitada. No. Deus sabia
que ela aguentava coisas que teria deixado qualquer outra mulher no
planeta rangendo os dentes de raiva ou exasperao.

Mas eles estavam algemados pelo destino. Pelos papis que foram forados
a jogar para manterem suas vidas intatas.

Deus, era muito difcil fingir que eles eram amigos. Bons amigos, com certeza.
Mas s isso.

s vezes, ele achou que aquele dia chegaria, um onde ele iria enlouquecer e
ataca-la ali mesmo sobre sua mesa. Ele tiraria tudo de cima da mesa, varrendo tudo
com o brao, e a colocaria ali. O corpo pequeno, macio e disposto. A saia deslizando
para cima, sobre a coxa branca. Os cabelos vermelhos espalhados como um rio sobre
a mesa. Os olhos esfumaados e sem foco. Esperando por ele. Dando-lhe boas
vindas. Nos braos e corpo dela.

Mas mesmo que quisesse, ele no passou aquela linha. Nem uma vez. E nem ela.
Pelo contrrio - quando estavam no prdio J. Edgar Hoover ou no campo, eles se
comportavam como os agentes que eram. Eles mantinham seus sentimentos
escondidos. Afinal de contas, eles estavam juntos o tempo todo. O tempo todo
mesmo. E mesmo assim, ainda conseguiram manter a conduta dentro dos prprios
padres do Bureau. 

Quando trabalhavam juntos, eles eram profissionais consumados. Eficientes,
focalizados, completos. E cada um amava seu trabalho, reconheciam o valor
do que faziam. As verdades que se esforavam para descobrir. E, o mais 
importante: eles entendiam que qualquer mudana em seus comportamentos, qualquer
alterao no ritmo estabelecido de suas vidas seriam notados. Eles no tinham
certeza por quem, ou mesmo se tais aes deveriam importar. Mas eles sabiam que suas
vidas estavam quase sempre debaixo de vigilncia.

E assim eles se controlaram.

E aos seus desejos.

Eles precisaram. Um passo em falso, e eles se entregariam.

E isso seria um convite aberto para mais preocupaao.

Ento, eles viveram seu amor nas sombras. Momentos roubados. Interldios.
Uma preguiosa tarde de sbado na cama de Scully. Uma luta aquecida na
frente da tev, no cho da sala dele. O sexo era incrvel. Sempre foi. A
intimidade positivamente devastadora em seu poder, sua ternura. Mas as outras
coisas, as coisas que a maioria dos casais possuiam, estavam faltando nessa
relao. A liberdade para desfrutarem um do outro.

No comeo, o aspecto clandestino da relaao deles tinha segurado uma
certa fascinao, um certo perigo. Mas eles estavam vivendo assim h meses,
e era apenas uma questo de tempo antes que o assunto viesse  tona.

E isso tinha acontecido h umas trs semanas.

Scully estava tentando convence-lo a jantar e ver um filme. Com ela.

"Vamos l, Mulder" ela bajulou. " s um filme. Talvez uma pizza antes. Ns podemos
escapar com isso. Ora, ns j fizemos isso antes de..."

Mas Mulder tremeu a cabea, a sobrancelha franzida. "Scully, ns no podemos.
No devemos. J ficamos juntos na tera  noite. Duas vezes na semana vai levantar
suspeitas."

Ela tinha apertado os lbios antes de desviar os olhos dos dele, tristes, os
ombros curvados. "Isso  loucura, Mulder. Sabe o que mais? Acho que te via mais
antes.... antes disso - ns - do que eu vejo agora."

Ele teve que concordar. E mesmo assim, precauo prevaleceu. Pelo menos naquela noite.
Mas o descontentamento de Scully para aquilo, e a falta de contato, fez algo dentro dele
brilhar. E pouco disposto a deixar que aquele descontentamento crescer em qualquer coisa
difcil de controlar, ele se ocupou em curar a situao. Como sarem de folga, um fim
de semana longe de tudo parecia ser a soluo perfeita.

"Ento, o que voc achou do lugar?" Mulder perguntou enquanto seus lbios deslizaram
para debaixo de uma mecha de cabelo ruivo, para beliscar e morder a orelha pequena.

Ela riu baixo, os dentes e lngua dele fazendo ccegas, e algo mais.
"No vi muito ainda, Mulder. Voc fica... me incomodando."

Ele sorriu contra a pele dela, correndo as mos para cima e para baixo do corpo dela,
de maneira urgente. "Eu te *incomodo*?"

"Mmm," ela ronronou no afirmativo, um sorriso ainda nos lbios. "Constantemente."

Ele gostava da ideia de provocar a sria agente Scully. E num capricho, decidiu
provar para ela como ele poderia mesmo incomod-la. Apoiando-a contra a parede mais
prxima, ele a prendeu com as mos perto da cabea dela, e apertou os quadris contra os
dela. Balanando contra ela. Circulando. At que ambos gemeram, e as mos pequenas
dela apertaram as ndegas dele em reao, segurando-o possessivamente contra ela.

"Engraado. Voc parece ter o mesmo efeito sobre mim" ele falou, rouco,
sussurrando enquanto ela o agarrava sobre a cala.

Scully riu mais uma vez. Os olhos fechados. A cabea inclinada para trs.
"Hmmm. E o que voc acha que deveramos fazer sobre isso?"

Ele lambiscou o pescoo dela, descendo. Agarrando a saia e angua, ele puxou
os tecidos pra cima, at conseguir tocar a coxa dela, um pouco acima do joelho.

"Voc no est usando meia-cala" ele murmurou com um toque de surpresa, os olhos
pesados. Quando notou isso, ele ficou ainda mais rgido no saco.

Em resposta, ela deu aquele pequeno sorriso mau que ela parecia reservar
s para ele.

Graas a Deus.

"No era preciso usar" ela respirou suavemente, os lbios apertando contra
o seu queixo, sua mandbula. "A saia  longa. Alm disso, eu queria ficar
 vontade. E todo mundo sabe como Nova Orleans fica morno nesta
poca do ano."

Ele tremeu a cabea, lentamente, a mo dele voando para cima e para 
baixo sobre a coxa de Scully, com uma leve presso, e um sorriso muito
sensual nos lbios.

"Morno, no" ele corrigiu, uma luz brincalhona brilhando nos olhos dele.
"Se esta noite for alguma referncia, eu diria que este lugar ... quente."

"mido" ela contraps numa voz cascuda, abraando-o pelo pescoo.

"Abafado" ele sussurrou antes de beija-la, os lbios esfregando lentamente
contra a boca macia de Scully.

Ela respirou fundo, tremula, e quando seus lbios se separaram, ela o contemplou,
os olhos pesados.

"Abafado?" ela perguntou, a palavra sendo a personificao do significado.

Mulder olhou para baixo, para a mulher que ele amava. Seus seios provocavam
seu trax a cada respirao que ela levava. Os lbios inchados e rosados devido
aos beijos que ele deu. A cor da pele dela muito alta.

"=Definitivamente= abafado" ele desceu a mo mais ainda sobre a saia dela, e a outra
mo foi junto, agarrando a calcinha dela, e puxando para baixo.

Scully prendeu a respirao. Seus olhos mostraram que a ao de Mulder no a chocou.
Em silncio, ela saiu de cima do pedao sedoso de lingerie e chutou-o para o 
lado. As mos dele estava debaixo da saia e angua, planando sobre os quadris dela,
alcanando ao redor para apertar o fundo redondo e liso dela.

Tremendo ligeiramente, as plpebras dela se fecharam por um momento, escondendo
sua expresso. Ento, se movendo numa sbita urgncia, ela se apoiou nas pontas dos
ps e apertou a boca na base da garganta dele, a lingua deslizando para fora,
para provoca-lo. Mulder gemeu, spero, rouvo, as mos apertando com fora os 
quadris dela. Scully ofegou.  

Os dedos dela encontraram o cinto de Mulder e abriram a tira de couro. O ziper
da cala foi o seguinte. Em momento, ela o agarrava dentro do short.

Desta vez, o gemido dele soou desesperado. Como se em dor, e no prazer,
tivesse incitado tudo. Scully, sorriu, e continuou sua tortura.

Por um curto tempo eles ficaram contentes em se afagarem. Cada um deles
permitindo que as maos corressem um sobre o outro, sobre as partes mais
sensveis de seus corpos. Os lugarea que ansiavam serem tocados. Os toques,
suaves. Lentos. Um contraste marcante sobre a necessidade que os instigou
at aqui.

E ainda assim, isso no queria dizer que o ardor deles tinha esfriado.

Deus, no.

O fogo entre eles crescia continuamente. As chamas, cada vez mais altas. At que
a paixo sem chama, que sempre queimava entre eles, estivesse totalmente desenvolvida.

Mulder ficaria assim o tempo que pudesse. Afinal de contas, as mos de Scully
eram maravilhosas contra seu corpo. Depois que ela o encontrou, ela o acariciou
sem parar. Seus dedos alisavam seu membro para cima e para baixo. No comeo, s
o indicador tocava a cabea do penis, mas a velocidade aumentou quando ela
o agarrou completamente. At que Mulder descobriu que precisava de mais.

Agora.

Ofegando para se controlar, ele empurrou os dedos dentro dela, o movimento
to sbito, to forte, que o corpo dela bateu contra a parede enquanto ele deslizava
dentro. Ele ficou meio temeroso de que poderia te-la assustado ou machucado,
e, ansioso, ele a buscou com o olhar, as palavras de desculpas pronta para sair
de seus lbios.

S para ver que nao eram necessrias. Sua parceira o observava, lnguida, de
onde a cabea dela descansava contra a parede, os lbios separados e mido.
Ela sorriu com confiana.

E ento tirou o short dele.

Deus... ela amava o peso quente na mo dela, a pele to macia e to responsiva
 sua carcia. Ela alisou o polegar sobre a ponta. A voz dele quebrou num
soluo de prazer enquanto a mo dele deslizava mais dentro dela em resposta, at
que ele estava com a palma toda sobre o sexo dela, cutucando.

Ela choramingou alto e indefesa.

Seus olhos se encontraram.

E suas mos continuaram os movimentos suaves.

"Voc confia em mim, Scully?" Mulder perguntou, rouco, sua pele brilhando com
suor, a mo libre sobre o rosto dela.

Com um brilho de humor nos olhos, ela acenou com a cabea.

Ele devolveu o aceno, satisfeito pela resposta sem hesitao dela.
E sorrindo, ele tirou a outra mo. Scully ofegou ao sentir a retirada, sentindo
a falta dele na mesma hora. Ento, antes que ela pudesse lamentar a perda,
ele deslizou as duas mos debaixo da roupa dela, agarrando suas ndegas, e a
ergueu, apoiando-a contra a parede enquanto fazia isso. Assustada, ela soltou o
membro dele, e se apoiou em seus ombros.

"Passe suas pernas ao meu redor" ele instruiu, olhos mostrando desafio.
Como os ps dela estavam oscilando atrs das coxas dele, no demorou muito para
ela fazer o que ele queria. E quando fez, ela podia senti-lo intimamente aconchegado
entre as pernas dela, duro e necessitado, enquanto Mulder a embalava contra ele.

Sem dvida, o homem diante dela estava atento desta proximidade. E ele gemeu
profunda e desesperadamente quando ela se moldou contra ele, a cabea ruiva 
sobre seu ombro, as pernas se fechando ao redor da cintura. Scully o beijou,
e ele deu boas vindas a ela, explorando sua doce boca to completamente quanto
ela fazia com a dele.

Como sua estimulao corria pelas veias como gua descendo pela calha, Scully
balanou os quadris contra ele. Arqueou as costas. Esfregou os seios sobre ele,
provocando a ambos. Mulder cambaleou.

"Espera... espera..." ele falou, querendo rir. "Espera. Espera um minuto."
E lutando para se equilibrar, e aguentar, ele ergueu a mulher em seus braos ligeiramente
antes de desce-la mais uma vez.

Para coloca-la sobre ele. Ela estava quente e molhada.

Ofegando, Mulder apoiou a cabea dele contra a parede,
bem ao lado da dela, freneticamente buscando controle antes de continuar.

"Voc est bem?" ele sussurrou, a voz apertada, como uma catapulta prestes a
ser acionada.

As palavras de Scully fluram sobre seus sentidos. O deixando tonto. Bbado.
Por ela. "Hmm... isso  maravilhoso... mas se voc cair, Mulder, Deus me ajude...
eu te mato."

Os braos finos dela estavam ao redor de seu pescoo, seus labios apertados contra
a garganta dele,abaixo de sua orelha. As coxas macias o agarravam, tremendo ligeiramente
com o esforo, circulando seu corpo.

Mulder apertou as mos com fora ao redor da cintura de Scully.

E a ergueu mais alto.

E ento, deixou-a deslizar lentamente mais uma vez.

A coisa toda era to incrvel que ele tinha que fazer de novo.

E de novo.

At que ele estava implacvel contra ela. As costas de Scully deslizavam contra
a parede com a fora de cada empurro. 

No querendo alarmar a mulher que o montava to confiadoramente, Mulder
decidiu no dizer que ele nunca tentou algo assim antes. No que ele
fosse um amante sem idias, ou temia tentar algo diferente. Pelo contrrio -
ele gostava de pensar que era um cara razoavelmente ousado. Por outro lado,
ele no era o homem mais musculoso do mundo, e era lgico que isso no 
dava certo com alguem perto da altura dele. Assim como as mulheres que
ele tinha namorado no passado.

Mas Scully era leve e pequena o suficiente para fazer tudo ser possvel.
Se no plausvel. E assim, a inspirao o atingiu. Ele pensou - por que no 
tentar?

E eles estavam de frias, ora bolas.

Sorrindo de lado s de pensar no que eles poderiam fazer juntos, Mulder permitiu
sua concentrao escapar s um pouco. E o desastre quase veio quando ele cambaleou
ligeiramente.

Scully gritou, numa combinao de risada e alarme.

"Que beleza" Mulder murmurou, os labios perto da orelha dela, cheio de 
humor. "Aqui estou eu tentando te mover para novas alturas da paixo, e tudo
que consigo com meu esforo  uma risada."

"No... No" Scully o assegurou, sem flego, os olhos brilhando com calor, a
boca torta num sorriso. "Nao estou rindo... de voc."

Como se para pontuar esta declarao, Scully cavou os calcanhares abaixo das costas dele,
o apertando contra ela. Ela teve sucesso em faze-lo gemer, mas tirou o pouco equilibrio que
tinham. Eles cambalearam, a cala presa nos quadris de Mulder no ajudando nem um
pouco.

Outra risada feminina apareceu mais uma vez.

"Voc =est rindo=, Scully" Mulder desafiou, sorrindo, a respirao desigual.
Mesmo estando meio tortos, ele continuou empurrando nela, fazendo-os se aproximar
daquele lugar onde coisas como gravidade, equilibrio e chos de taco eram coisas 
irrelevantes. "Voc *est* rindo de mim".

"Nao de voc. De ns." ela sussurrou com um sorriso e um suspiro, os dentes
apertando os lbios, os dedos cavando no cabelo dele.

"Nao importa" ele disse, parando tudo de uma vez. Ento, apoiando a cabea
contra a parede, para pegar fora, ele se afastou e deu na sua mulher um
beijo fundo, lento e molhado. Ela choramingou quando seus labios finalmente
se separaram.

"Nao posso ter voc rindo enquanto fao amor com voc, Scully"
ele falou suave, a luz nos olhos dele dizendo a ela que ele no estava falando
srio. "Isso mata o ego de qualquer cara."

Ela sorriu mais ainda. O olhar dela ficou brincalho, com malcia. Tirando uma mo
do cabelo dele, ela passou o dedo pela testa, pelo nariz e pelos lbios, esfregando
o lbio inferior.

"Bem - ento, Mulder" ela murmurou com um erguer assassino da sobrancelha dela.
"Acho que voc vai ter que me fazer parar de rir."

Rosnando com uma mistura de diverso e excitao, Mulder desceu a cabea
e pegou o dedo dela em sua boca, chupando. Observando-a com puro desafio nos
olhos, ele esperou at ver os olhos dela se fechando em rendio antes dele soltar
o dedo e sair da parede, indo para a direo onde ele achava que estava a cama.

Oh, por favor Deus, no deixe que eu quebre nossos pescoos, Mulder
implorou em silencio e com fervor enquanto tropeaca num sapato de Scully, e
no montinho da calcinha dela.

De algum jeito, ele conseguiu achar o caminho para a cama, vivo e inteiro. Preocupado
em manter seus corpos unidos, ele desceu Scully sobre a cama com tanta suavidade
que conseguiu, e entao se apoiou sobre ela com as maos no colchao, os ps
plantados no cho. Debaixo dele, sua parceira o olhava, olhos nublados pela
paixo. Esperando por ele.

Igualzinho quela fantasia que ele tinha sobre o escritrio.

"S me avise caso esteja com vontade de rir" ele falou numa voz
rouca e spera, empurrando os quadris pra frente, a apertando na roupa de
cama. Se apertando no corpo impossivelmente macio e aquecido.

"Acho que isso no vai ser problema" Scully gemeu, as pernas dela
apertadas ao redor dele.

E por incrvel que parea, no foi.

* * * * * * * * *

Enquanto isso, num canto do quarto, e no sendo vista, uma
presena observava. 

E pensava.
* * * * * * * *
Continua na parte II



