WORDS SERIES 09
BEYOND OF WORDS 3/3 NC17
Por Karen Rasch
krasch@delphi.com

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Scully procurava, desajeitada, pela chave em sua bolsa. Mulder estava
segurando ela pelo cotovelo, como uma verso mais alta da sombra dela.
Ele estava ao lado dela assim que o carro tinha parado, antes mesmo
dela sair do automvel. E com o brao dele colocado de maneira
protetora sobre o ombro dela, ele a apertou contra si e a pastoreou
para dentro do prdio.

Enquanto ela achou a proximidade fsica dele confortante como sempre,
ao mesmo tempo a urgncia de Mulder a deixou atenta, extremamente atenta
de que a msica estava terminando. Eles tinham danado esta dana em
particular at que a faixa estava quase no fim.

E agora estava na hora de ir pra casa, com o cara que a levou
para o encontro.

Ela sorriu secretamente ao pensar nisso, e abriu a porta do
apartamento dela, com Mulder um passo atrs, que no demorou e fechou
a porta, trancou, e ainda passou o trinco.

"Com medo de sermos interrompidos?" ela perguntou no que esperava ser
um tom brincalho, mas temeu que tivesse sado mais um coaxar.

Ele sorriu secamente, os olhos quase ardendo na luz fraca que
entrava pelas cortinas da sala de estar. "No quero me arriscar."

Ela acenou com a cabea, e comeou a ir para a mesa, pretendendo
acender uma luz para tirar as sombras que caam sobre as paredes.

"No."

Mulder estava de novo atrs dela, a mao sobre seu ombro, contendo 
o movimento dela para longe dali, para junto dele.

"Deixe assim."

Ele tinha razo.  A escurido da sala lhes dava o humor da noite,
o ar ligeiramente perigoso que tinha penetrado horas antes. Ela
acenou com a cabea mais uma vez.

As mos dele tiraram o casaco dela. A jaqueta do terno foi logo
depois. Ambos jogados num monte sobre o sof, assim como o sobretudo
dele tambm. Mulder alisou as mangas da blusa dela, para cima e para
baixo, o calor das mos grandes esquentando Scully atravs do tecido
delicado, a respirao dele mexendo em seu cabelo.

"Isso  seda, Scully?" ele perguntou contra a tmpora dela, um momento antes
de apertar os lbios sobre a pele.

"Hmm," ela zumbiu, esperando que ele notasse que a resposta fosse
afirmativa, mas incapaz de ser mais especifica dada a distrao 
da lngua dele contra a orelha dela.

"Nem se compara com a sua pele" ele assegurou depressa, enquanto
capturava o lbulo dela com os dentes, e lambiscando com cuidado.

Ela respondeu com um suspiro, e inclinou a cabea pra trs,
deitando sobre o trax dele, encorajando-o silenciosamente
para que ele continuasse a seduo na orelha dela. Ele deslizou
o brao ao redor dela, apertando-a na cintura, segurando-a contra ele,
como se pensasse que ela poderia precisar do apoio dele para continuar
de p. Nem um segundo depois, a outra mo desceu lentamente, tirando a
blusa da saia, e ela meditou nisso enquanto seus joelhos estavam
tremendo.

Scully sentiu ele movendo a cabea dela pra frente, tirando o cabelo
de sua nuca, parecido com o que fez naquele caso terrvel no Plo Norte.
Um onde ela traiu a confiana dele, onde sua falta de f quase custando
a vida dele.

Expondo o arco gracioso do pescoo dela aos lbios curiosos dele, Mulder
explorou. Cheirando a pele delicada, testando com os dentes. E se
encantando, quando recebeu, como resultado, um calafrio nela.

"Eu te quero louco por mim, Scully" ele murmurou contra o cabelo dela,
as mos debaixo da blusa de seda, o movimento delas seguro e liso.
"Quero voc fora de si. Sentindo algo que nunca sentiu antes."

Ela esticou os braos para cima da cabea, procurando, cegamente,
o rosto, cabelo dele. O corpo dela estava esticado. Os
seios, erguidos, mais pesados de repente. Sem entender entender
a velocidade de como essa mudana pudesse ser to rpida, eles
pareciam mais cheios para ela, inchados, e inexplicavelmente sensveis.

Quando as mos de Mulder se fecharam sobre eles, as palmas dele 
cobrindo os seios dela com suavidade, ela no conseguiu impedir o
gemido sair de sua boca, como gua saindo de uma represa.

"Eu j estou" ela sussurrou, os olhos fechados, a respirao rasa
e rpida, as costas contra o peito dele. "Eu estou agora."

Ele apertou os mamilos dela, sobre o tecido cetinoso do suti, rodando
com cuidado entre os polegares e indicadores, sentindo os mamilos
ficarem ainda mais duros debaixo das ministraes dele.

Ela arqueou as costas, empurrando os seios contra as mos dele,
as ndegas dela contra a virilha de Mulder.

Ele riu, esfregando o rosto contra o cabelo dela.
"No. Voc no est. Voc nem mesmo est perto."

Ele colocou os dedos sobre o suti, baixando as taas, soltando os
seios dela, e agora s a seda leve da blusa dela os escondia. Os
seios balanaram suavemente, suspensos apenas pelo suti. Ele queria
colocar a boca sobre eles.

E ela tambm queria que ele fizesse isso.

Mas aquele prazer ia ter que esperar. Assim como vrios outros,
Mulder jurou silenciosamente, mesmo querendo saber se iria 
conseguir fazer isso.

Ele enfiou as mos debaixo da roupa dela. Achando os botes da
blusa, abrindo-os, um por um. A outra mo pegando o queixo dela,
virando seu rosto para cima e para trs, para poder beija-la.

"Voc no est nem mesmo perto, Scully" ele murmurou enquanto
dava pequenos beijos nos lbios dela. "Mas voc vai estar... voc
vai. Eu vou fazer voc implorar."

Ela se recolheu nos braos dele, a blusa pendurada, aberta, os seios
subindo e descendo suavemente contra o movimento da respirao. Ela
torcia os dedos contra os cabelos sedosos na nuca dele. Ela o puxou
para ela.

"Estou preparada para desfrutar dos seus melhores esforos, Mulder"
ela respondeu, a respirao acariciando seus lbios, a voz baixa
e gutural. Se segurando at que ela viu ele meio que sorrindo, pela
declarao dela, e o beijando, molhado, fundo.

Ela se virou, e aprofundou o beijo, os seios contra a camisa dele,
a gravata, as lapelas do terno, os lbios dela batalhando para 
controlar o beijo.

Mulder no sabia onde tocar primeiro. O cabelo, a cintura, os
quadris, o rosto dela... Cada parte do corpo dela era mais
atraente do que a outra. No esperando por uma deciso consciente,
ele deslizou a mo debaixo da blusa dela mais uma vez, para
as costas, os ombros. Descendo um pouco, ele descobriu o zper da
saia. O som do zper quando ele o baixou parecia muito alto 
nos quietos confins do apartamento de Scully.

Suas mos comearam a tremer em antecipao, e Mulder quase
empurrou a saia para baixo, com fora. Scully saiu de dentro da
saia, o salto do sapato ficando preso, at que ela chutou fora.

Ele apertou amorosamente o traseiro dela, a doce curva redonda
que enchia a calcinha perfeitamente. E suas maos. Mulder apertou. E
Scully balanou. Baixos e estrangulados sussurros saam de ambas as
bocas. Ele agarrou o tecido sedoso da saia dela, esfregando sobre
a calcinha, apreciando a maneira como cada tecido deslizava sobre
o outro, antes de empurrar saia e tudo mais para baixo. Para o chao.
As maos dele voltaram para a poro provocante da anatomia dela, que
ele tinha abandonado to recentemente.

E encontrou o cinto de liga dela.

" Venha aqui, Scully ".

Nao tendo certeza de onde estava, Mulder a virou e conduziu-os
para sobre as roupas dela, enquanto iam pela sala, at a porta da
frente. Ela o seguiu, nao oferecendo resistencia, os labios dela
nunca perdendo contato com a dele, os braos ao redor do pescoo de
Mulder, buscando equilibrio.

Com um pouco de sorte, eles acabaram num dos quadros de luz que
entravam pela janela aberta. Relutante, ele parou de beija-la e
olhou para sua parceira, emoldurada pela fonte de luz da rua, e ele 
comparou a luz a um brilho de refletor.

Respirando fundo, Mulder se afastou um pouco da mulher
diante dele, e olhou pra ela. S olhou. Scully estava de p, com as costas apertadas contra a parede,
o cabelo selvagem por causa dos movimentos dos dedos dele, o rosto corado,
os labios cheios e brilhantes. O seios macios e redondos eram moldados pela
blusa escarlate dela, sustentados por um suti de seda preto.
O torso marfim dela vislumbrava, contrastando com a blusa dela. E as pernas...

Oh, Deus, as pernas. Elas estavam vestidas no par mais sedutor de meias
finas pretas que ele tinha visto alguma vez. As meias cobriam os membros
dela do p at a meia coxa, acentuando os atributos que escondiam.

E as nicas coisas que as seguravam, que as mantinham no lugar, eram aqueles
fios de tecido. As ligas. Trs em cada perna, duas na frente, uma atrs. As seis
estavam presas para a faixa estreita de elastico, preta, na cintura, um pouco
acima do triangulo da calcinha dela.

Estranho quanto to pouco tecido fazia tanto para a mente
dele.

Ela ficou de p, esperando, observando-o, os olhos escuros, meio fechados,
balanando sobre os saltos dos sapatos. Aqueles saltos... os que nunca 
pareciam tao sensuais enquanto estava junto com os ternos dela, mas que
que agora eram incrivelmente sexy, fazendo maravilhas para o contorno
das pernas dela. Mulder estava comeando a entender o motivo de alguns
homens eram obcecados por sapatos femininos como esse.

"Voc est usando muitas roupas, Mulder" ela murmurou de onde estava,
a voz parecendo estar forada, como se fosse preciso muito esforo para
falar, os olhos nunca deixando os dele. 

Depressa, e eficaz, ele encolheu os ombros para fora do terno, jogando
a jaqueta no chao, nao muito longe da saia dela. A gravata foi junto
um momento depois, e ele abriu dois botoes de cima da camisa. Fazendo isso,
ele andou para ela, enrolando as mangas de maneira negligente.
Assim que estava ao alcance dela, Scully esticou a mao e agarrou a
camisa dele, se preparando para puxar da cala dele. Mulder a impediu.

"Uh-uh."

Ela olhou pra ele, confusa, a mao pequena ainda agarrando a blusa
branca, imaculada.

Mulder sorriu pra ela, safado. "Voc j  tentao demais."

Ela ergueu uma sobrancelha, a voz rouca, o tom fazendo coisas ms
para a velocidade do pulso dele. "E isso  uma coisa ruim."

Ele se aproximou mais enquanto removia com carinho, mas firmeza,
a mao dela da camisa. Ele pegou a outra mao dela tambm, e as
segurou contra a parede, ao nivel da cintura dela, prendendo-a
facilmente, e querendo ter o mesmo sucesso com alguns dos proprios
impulsos mais incontrolaveis dele.

"Eu quero isso por ultimo" ele murmurou contra a sobrancelha dela.  
"E vamos ter uma chance maior se um de ns ficar vestido."

Ela lutou ligeiramente contra o aperto dele, querendo toca-lo
quando ele estava to perto, o corpo solido e quente esquentando a pele
nua dela, e incapaz de fazer mais nada do que encostar o rosto dela
contra o dele.

"No..." ela sussurrou, pedindo docemente, escovando os labios
contra a bochecha dele, implorando. "Nao desta vez."

Ele riu, localizando a sobrancelha dela com a ponta do nariz. "Estou ouvindo
voc implorar, Scully?"

Ela pegou o labio inferior dele com os dentes, e puxou. " o melhor que
voc pode fazer, Mulder?"

Um latido curto de risada ecoou contra a bochecha dela enquanto ele
deslizava os labios contra os dela, queixo e pescoo. A lingua dele
localizou as cicatrizes finas e vermelhas, e ele as beijou. Ela
suspirou e inclinou a cabea pra trs, descobrindo o pescoo em rendio.

Mulder soltou as maos dela, e deslizou a blusa sobre os ombros, beijando
cada polegada de pele que aparecia em visao, at que ele entrou em
contato com o dano meio curado dela. Ele hesitou por um momento, mas
foi o suficiente para Scully elevar a mao para a bochecha dele, preocupada.

"Deixe a blusa."

"Ficou timida de repente comigo, Scully?"

Ela sorriu suavemente e tremeu a cabea. "Nao. Eu s nao quero que voc
pense nisso."

Ele pensou por um momento, os olhos nos dela, e entao acenou com a cabea.
"Tudo bem."

Ela sorriu mais uma vez, os lbios curvando suavemente. "Que bom."

Mulder devolveu o sorriso, s que o dele era mais provocante.
"Entao, onde ns estavamos mesmo?"

Ah, sim.  Ele estava correndo os labios sobre o corpo dela. E tinha 
parado ao norte dos seios.

Scully viu a antecipao brilhando nos olhos enquanto ele estudava
os seios dela, e quase teve que fechar os proprios olhos com a fora
da emoo que chocou sobre ela. Oh, Deus... Ele ficou tocando, brincando,
apertando, lambendo, passando os dedos sobre os mamilos, mas s provocando.
Fazendo-a esperar. Os dedos dele passaram sobre os mamilos dela de novo.

"Sim," ela assobiou suavemente quando ele apertou-lhe os mamilos.

"Isso  bom?" ele murmura asperamente enquanto os lbios comeam
uma decida tortuosa e lenta sobre a frente do corpo dela, da clavcula
para o vale entre os seios.

"Sim," ela repetiu sem pensar, querendo saber para onde foi o
resto do vocabulrio dela, os dedos cavando nos cabelos dele, o
segurando contra ela.

"Bom," ele disse, baixo, a palavra manca contra a pele macia, 
a mo agarrando o seio, inclinando ele para a boca vida, esfregando
a bochecha contra eles. "Por que eu sinto a mesma coisa."

Ento ele cobriu o mamilo dela com a boca. Scully chorou  e cavou
os dedos nos ombros dele, buscando equilibrio. Mulder brincou com ela,
cutucando com alingua, amamentando, lambiscando. Os quadris dela se
moviam sozinhos, balanando de um jeito que ela nao podia controlar.
Ele moveu o rosto, indo para o outro seio. Ela colocou a mao sobre seu
rosto, sentindo o movimento da mandibula enquanto ele sugava.

Scully apoiou a cabea contra a parede, seu pescoo tendo problemas para
apoiar o peso de sua cabea, a respiraao rapida, fazendo os seios subirem
e descerem debaixo da boca e maos de seu parceiro.

Mulder podia sentir a resistencia dela debilitando, a necessidade subindo.
Ele caiu de joelhos diante dela, a boca aberta e avida contra a pele branca,
as maos ainda atormentando os seios dela. Arrastando os labios mais para
baixo, para a barriga, ele sentiu os musculos pulando e se contraindo debaixo
de sua boca. Ela estava gemendo agora, desamparada. E Mulder achou que podia
se segurar.

S para ouvi-la fazer aquele som de novo.

E de novo.

Ele se sentou sobre as canelas, e olhou pra ela, correndo as maos por trs
das coxas macias, lentamente, para cima e pra baixo. Ela olhou pra baixo,
os olhos brilhando com a fora da estimulaa dela,
as maos descansando sobre a cabea dele.

"Isso aqui" ele murmurou, deslizando um indicador no elastico do cs da
calcinha dela, esfregando de lado a lado. "Est no meu caminho.

Ela o encarou, sem palavras. Lutando para respirar, para controlar o pulso
e o corao, com cada pedao de energia que ainda possuia,.

Mulder baixou a cabea e beijou o centro da coxa direita dela, bem entre
duas das ligas. Entao, ele apertou a palma contra o estomago de Scully,
o peso, o calor da mao contra a pele delicada, e ele olhou pra ela.

"No se mexa."

Depois que ele tivesse certeza de que ela seguiria sua
instruo, Mulder baixou os olhos e lentamente, e com muito 
cuidado, desatou as ligas. Uma de cada vez. As meias ficaram no
lugar, seguradas pela renda elstica delas. Enquanto as ligas
penduravam, livres, ele agarrou a calcinha dela e puxou para
baixo, para longe das ligas, sobre as coxas, para o chao. Scully
ficou ali, doce, parada, de um jeito que Mulder no via todos
os dias, incapaz de se mover. Os olhos dela estavam enormes,
lquidos. Suavemente, ele primeiro ergueu uma das pernas dela e
ento a outra, tirando a calcinha, e jogando pro lado. Ele beijou
a coxa esquerda dela.

"Por outro lado, isso aqui" ele comeou, pegando uma das ligas
com o polegar e o indicador, puxando suavemente, circulando a rosa
minscula do enfeite, estudando o pedao franzino de lingerie com
o olho de expert, "Definitivamente deve ficar."

E assim ele recolocou as ligas nas meias, demorando o tempo que quis,
acariciando as coxas dela cada vez que prendia uma liga, como se
para lembra-lo de que ele estava l. Entre as pernas dela. Quando 
terminou, Mulder se sentou pra trs, e admirou seu trabalho
manual.

"Voc," ele murmurou, a mo dele sobre o estomago dela,
os dedos largos, abertos, como se tivesse tentando tocar
tanto quanto de pele plida quanto possvel. "Est ridiculamente
linda, Scully."

Isso fez ela rir, fracamente, mas um riso era um riso.

"Voc no precisa falar doce comigo, Mulder."

Ele sorriu, a cabea no nvel dos quadris dela. "No preciso?"

Lentamente, ela tremeu a cabea contra a parede atrs dela,
os olhos pesados, a voz mais respirada do que sonora. "No. Pensei
que voc j soubesse. Eu j sou sua."

O olhar dele escureceu, a mandbula dele apertou como se tivesse
tentando decidir se soltava as palavras que clamavam para serem
libertadas. No fim, ele simplesmente varreu as mos dele para trs
dela, agarrando as ndegas macias, e apertou a boca dele sobre
o ninho de cachos entre as coxas dela.

"Oh..." o corpo de Scully arqueou nitidamente, como se tivesse sido
um chicote que a atacou, e no a lngua dele, as palmas dela apertadas
contra a parede, procurando apoio. Mulder enfiou o rosto todo sobre
ela, suavemente, localizando as dobras escondidas ali dentro, procurando
cada local para o prazer dela. Quando ele encontrou, ele colocou
a boca sobre isso, e amamentou.

Ela clamou mais uma vez, as mos dela voando ao cabelo dele, 
os quadris dela empurrando descaradamente adiante.  Mulder agarrou, ento 
libertou as ndegas dela, massageando como tinha feito antes com os seios
dela, puxando Scully para um tipo de estimulao que a deixou
tonta, onde tudo que existia era a dor entre as pernas dela, e a sensao da
boca de Mulder, e sua lingua, brincando sobre seu sexo.

E ento, quando ele sentia como se ela no pudesse mais agentar, que no
podia agentar a agresso, e quebrar, esperando que ele estaria l
para pega-la, recolher os pedaos...

Ele parava.

E voltava a brincar de novo, provocando-a. Brincando com o cinto de liga
com os dentes, beijando a carne sensvel da barriga dela, lambiscando ao
redor. Passando a lngua sobre as coxas plidas, mordendo.

Mas nada mais.

No era o que ela queria. O que precisava. O que tinha que ter 
desesperadamente, com uma violncia que a chocou.

Scully olhou para baixo, para ele, as palavras prontas para sair,
mas no disse nada.

Mulder olhou para ela, o rosto dele muito perto de onde ela queria
ele.

E ainda assim, no to perto o bastante.

Ele apertou os lbios, como se tivesse lido os pensamentos de Scully,
e enterrou o nariz nos cachos encaracolados dela. E Scully fechou
os olhos, reagindo a este movimento.

"Mulder..." ela gemeu, a palavra carregando a mais leve sugesto de 
demanda.

Ele se retirou de novo. Mas manteve as pontas dos dedos deslizando,
provocantes, sobre a abertura inchada do corpo dela, o toque dele uma
lembrana constante de como ela estava perto para se liberar.

"Voc quer alguma coisa, Scully?" ele murmurou, a voz rouca.

Ela conseguiu arquear uma sobrancelha pra ele, de alguma maneira.
Mulder sorriu  expresso familiar.

"Tudo que voc tem que fazer  pedir" ele sussurrou, a respirao
quente contra a coxa dela, os dedos continuando a deslizar sobre ela.

Scully abriu a boca num riso silencioso. Bastardo, ela pensou
sem rancor de verdade. Tanto quanto ela queria se soltar, ela
no cederia to facilmente, e tremeu a cabea, apertando os dedos
sobre o cabelo dele.

Mulder abaixou a cabea para esconder o prprio sorriso. E esperou.
Com uma pacincia que o aturdiu. Mantendo as mos nela. Os lbios
de vez em quando. Mas, na maior parte do tempo, ele se segurou, a
observando. Esperando a hora em que ele poderia sentir o ardor
dela comear a enfraquecer lentamente.

E ento ele comearia a alimentar o fogo de novo. Pequenos pedaos
de madeira, de cada vez.

Ele devia ter repetido o ciclo umas trs vezes ou mais. Scully
no tinha certeza. Infelizmente, ela descobriu que no podia contar
quela altura. No agora. Mulder tinha apagado as funes mais bsicas
dentro dela. A transformou numa mulher consumida por sensaes, e nada
mais.

"Tortura..." ela sussurrou, as mos puxando o cabelo de Mulder,
querendo fazer com que ele sentisse tambm os tremores de prazer
que ela sentia.

As mos dele deslizaram dos quadris para a cintura dela.  Os olhos dele 
sombrearam num momento de preocupao.  "To ruim assim?"

Ela tremeu a cabea, tentando dar um sorriso, mas que saiu mais como
uma careta, os quadris dela pulsando. "Bom demais."

Ele esparramou os polegares sobre ela. E colocou os lbios sobre
o sexo dela mais uma vez, a lngua fazendo crculos fortes. Ela
choramingou o nome dele.

Mesmo adorando v-la assim, a viso de sua parceira engolfada pela
paixo que ele mesmo induziu nela, ele estava perigosamente perto 
demais do limite tambm. A parte de seu corpo que buscava liberao
tinha crescido muito, dura, dolorosa, empurrando o tecido da cala
comprida dele. Mulder sabia que tinha que deslizar para dentro dela,
e experimentar aquela sensao molhada e quente dela o alojando,
o embalando. Logo. Rpido.

E assim ele redobrou seus esforos.

Quem disse que trabalho duro no valia a pena? Ele pensou,
satisfeito, quando, alguns momentos ofegantes depois, ele ouviu,
finalmente, e muito fraca, a palavra que ele estava esperando ouvir. 

"Por favor..."

O pedido saiu to suave dos lbios dela que, por um momento, ele
pensou que poderia ter pensado isso. Ento, ela repetiu.

"Por favor..."

Ele olhou, a boca continuando sua leve dana atormentadora sobre
ela. Scully virou a cabea pro lado, para se apoiar contra a parede,
os olhos fechados, a sobrancelha franzida enquanto se concentrava 
nos movimentos e sensaes traioeiras de seu corpo, a corrente
enganosa de prazer que prometia tanto e exigia ainda mais como 
retorno. A boca dela estava aberta, o rosto corado e mido.

A palavra foi gemida novamente.  E novamente.  O 
fio de slabas se transformando num canto.

"Porfavorporfavorporfavorporfavor..."

Ele a agarrou com mais fora, e aumentou a presso dos lbios e lngua.

Os joelhos dela estavam curvados, os quadris arqueados para frente, as mos
dela sobre o rosto dele, o segurando como se tivesse medo de que ele
poderia mudar de idia. Deixa-la ali, balanando eternamente na extremidade
do precipcio.

Sem parar, ele a acariciou. Ele podia sentir o rugir dentro da cabea.
Podia sentir a excitao que saa da mulher diante dele, e ir diretamente
para o sexo dela. Finalmente, os lbios dele voltaram para o pequeno ndulo
com que ele tinha brincado antes, se fechando sobre ele. E puxou com 
fora.

Ela gritou.  E ficou rgida.  Todo msculo esticado, os quadris
de movendo de maneira selvagem. Ele a agarrou pelas ndegas e esperou
a tempestade dela passar. 

Finalmente, toda gasta, os joelhos dela falsearam. Mulder a pegou
nos braos, e a baixou com um brao ao redor da cintura dela. Com
a outra mo, ele abriu a cala, baixou o short na frente e num
nico movimento, ele deslizou pra dentro dela, manobrando a mulher
em seus braos como uma boneca de pano, os membros dela mancos e pesados.

Scully montou nele, o rosto enterrados no pescoo de Mulder, os
braos dela agarrando os ombros dele. Ele apertou a cintura
dela, com fora, e a ergueu, bombeando dentro dela. Rpido, furioso.
Grunhidos aquecidos pontuando cada movimento. No levou mais do que
meia dzia de golpes. Ento, o corpo dele estourou tambm. Seu
grito estrangulado de liberao ecoou rouco na orelha dela.

Por longos e silenciosos minutos, eles descansaram um contra o
outro, Mulder tentando acalmar a respirao, a mo dele alisando o
cabelo dela lentamente.

E, certo como um relgio, as duvidas e auto-recriminaes
dele comearam a rastejar por sua mente, como velhas amigas que
sabiam o caminho, e tinham a chave. 

Por que ela no diz nada? Ele quis saber. Com certeza, ela estava
provavelmente exausta. Mulder achou ter sentido um lnguido tremor
nos membros dela. Mas mesmo assim... ser que isso no foi to
excitante para ela, como ele tinha esperado que seria? Como ele tinha
sentido? E se ela no gostasse de jogos de poder? Da sensao de ter
a paixo dela exibida ao invs de compartilhada? E que diabos foi
aquela ultima parte? Bem, ele no iria sentir culpa. Suas coxas
estavam tremulas tambm.

Suspirando com uma mistura de satisfao e medo, ele a abraou
at mais firme, e ela devolveu o abrao, embora a presso parecia
menos feroz do que o habitual para ele. O que s aumentou sua
preocupao.

"Eu te amo" ele sussurrou, os lbios tocando o cabelo dela.

Ela se afastou para olhar para ele.  O rmel dela meio borrado debaixo
de um olho,  o batom, completamente apagado. Mas, a pele dela ardia,
a cor muito alta. Ele nunca viu ela to linda assim antes.

Ela sorriu aquele sorriso especial. No o perigoso. O outro.

"Isso foi divertido. Podemos fazer de novo?"

Ele gemeu, e ambos caram no chao, os corpos enroscados, a cala
dele meio dentro, meio fora dos quadris dele. "Eu criei um monstro."

Ela riu, se aconchegando nos braos dele. "Ahhhhh... Mulderrrr" ela bajulou,
abrindo os botes da camisa para poder passar os dedos sobre
o trax dele. "Eu pedi direitinho." ela beliscou a orelha dele.
"Ou voc prefere me pedir?"

Ele riu debilmente.  "Oooh. Isso  tentador. Com certeza " ele
falou, pegando a mo dela, e beijando a palma. "Me pea de novo
em uma semana. Eu posso ter me recuperado at l."

Ela sorriu com sono e o beijou suavemente, deitando a cabea sobre
seu ombro. Ele a abraou forte, passando a mo sobre o corpo pequeno
dela para cima e para baixo, incapaz de se cansar de toca-la.

"Oh, desculpe."

A mao dele tinha ido para a coxa dela, onde seus dedos passaram
numa corrida muita obvia e muito apreciativa, sobre as meias,
que estavam num estado impossvel para qualquer uso.

"Tudo bem" ela murmurou, ajeitando os lbios sobre a clavcula
dele, dando uma serie de beijinhos. "Eu compro outra depois."

"Quando  mesmo o seu aniversrio?"

Ela riu. "Natal est mais perto."

"No sei se Papai Noel entrega meia cala. Afinal de contas, 
ter uma coisa como esta ao redor da fbrica dele vai distrair os duendes."

Ela se junto a ele num sonolento riso, e o beijou mais uma vez.
Se apertando mais contra ele, Scully descansou a cabea sobre seu
corao, e comeou a dormir, seus sonhos comeando com uma
floresta de rvores de natal. S que, ao invs da guirlanda, tudo estava
coberto com meias de seda, longas, presas com cintos de liga, ao
invs de enfeites.

     * * * * * * * *

De algum jeito eles conseguiram trabalhar na manh seguinte. Mulder
saiu alguns minutos atrasados pois ele tinha sado do apartamento dela
perto do amanhecer, para volta com roupas, ao que parecia tendo decidido
que podia tomar banho e fazer a barba na casa dela, lotando o 
banheiro.

Eles conseguiram passar as oito horas completas no escritrio,
a primeira vez desde que voltaram de Chicago, e como amantes.
No foi to difcil como Scully pensou. Afinal de contas, eles
eram profissionais, e adultos. Eles conheciam seus trabalhos, e se
orgulhavam do que faziam. Na verdade, eles conseguiam se envolver
na outra parte da relao deles to completamente, que s vezes
ela quase acreditava que as horas que eles passaram no apartamento
dela, depois na cama dela, era apenas um dos sonhos que ela sempre
tinha.

Porm, aquele pensamento desapareceu quando ela abriu a porta
do apartamento e descobriu uma caixa branca, grande, na sua mesa
de centro; do tipo que vinha de uma floricultura, cheio de rosas.
Ela no precisava perguntar quem tinha deixado aquilo ali. Mulder
saiu cedo do trabalho, murmurando que tinha algo para fazer, e
prometendo parar no apartamento dela mais tarde, com uma pizza
nas mos. 

Colocando a bolsa no sof, ela foi para a caixa, e abriu, tremendo
a cabea em maravilha a este novo lado de seu parceiro, como romntico.

Bem, no era to romntico, pelo menos no do tipo sentimental. E
mesmo assim, ela no o queria de outro jeito. Dentro da caixa,
ela achou uma nica rosa cor-de-rosa, perfeita, precisamente
igual s que decoravam o cinto de liga dela na noite anterior.
E como fundo para a rosa, estavam pacotes de meias 7/8.

Onze delas.

Todas pretas.

Scully jogou a cabea pra trs e riu, percebendo que alguma coisa 
estava cheirando a pepperoni, e que estava vindo da cozinha dela.
 
FIM


