BEYOND THE WORDS (1/3) NC-17
por Karen Rasch

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Nas palavras de uma de nossas escritoras mais talentosas de XF, 
Kelli Rocherolle-- isso  puro doce. Puro (bem, talvez nao to puro assim)
Esta  uma sequencia para a serie Words. Esta parte eu categorizo como
erotica e classifico como nc17, pois est cheio de insinuaes, e descrioes
grficas de vrios e vrios atos sexuais. Nada de spoilers. Nada de caso do
XF. S luxuria de um Mulder e Scully apaixonados. Se voc gosta disso,
ento v em frente. Voc foi avisado.


Nota da traduao:
Pessoal, pulei duas partes da srie, pois na poca em que a autora
a escreveu, ela criou duas partes sobre o natal. Como nao estamos no
natal, e a sequencia da conversa do Mulder e da Scully no telefone  esta
parte aqui, ento vou traduzir assim. No final de tudo, vou traduzir esta
parte do natal, ok? Beijos, Edna

* * * * * * * *

Ele deveria ter notado no momento em que a viu sorrindo que havia
alguma coisa no ar.

No que Dana Scully no sorria com frequencia. Ao contrario - a mulher
era capaz de dar sorrisos que te tiravam o flego; do tipo de que 
iluminava um quarto; do tipo que, quando ela lhe dava um, o fazia
se sentir um pouco tonto, como se o oxignio tivesse diminudo, 
deixando a respirao difcil.

Mas este no era um desses sorrisos.

Ao invs disso, era um que Mulder sempre pensava como 'sorriso perigoso'
de Scully. A curva dos lbios dela era mnima; s os cantos se
levantavam. Era o resto do corpo dela que dava a aparncia 
desestabilizadora. Ela abaixaria a cabea, virando ligeiramente de lado,
uma mecha de cabelo ruivo deslizando sobre a bochecha dela, e olharia
para ele pelos clios; os olhos azuis inteligentes, vivos com humor,
e uma sugesto de desafio. Aquele olhar, junto com a promessa macia dos
lbios dela, o reduzia a um menino de doze anos.

Era um sorriso muito sexual, que dizia: 'eu sei algo que voc
no sabe, Mulder. E eu s vou compartilhar com voc quando eu for boazinha
e estiver pronta.' Um sorriso que trazia  sua lembranas as curvas
sedosas e mornas, o sussurro  da pele sobre o lenol, o cheiro de corpos
ansiando um pelo outro.

O deixava ansioso.

O deixava quente.

Ele ficava muito contente que esta mulher, em particular, tinha
escolhido ele para mostrar este sorriso.

E assim ela fez, logo antes que ela tivesse entrando em seu carro,
do lado de fora do Tribunal de Justia de Washinton, D.C.

"Hi."

"Oi. Como foi?"

"Acho que foi bom" ela falou com um sorriso, este aqui bem mais
claro, e menos cheio de segredos. "Claro que a audiencia vai
se arrastar at a prxima semana, ento no vamos saber o veredito
por algum tempo. Mas, pesando todas as coisas, acho que ajudei ao
invs de prejudicar o caso."

Ele acenou com a cabea, e ento entrou no transito. Assim que
eles estavam a caminho, ele olhou para ela. Scully estava colocando o
cinto, sem olhar pra ele. Ela com certeza parecia uma 'testemunha
especialista', ele pensou, com aprovao.

O tempo estava moderado para o comeo de dezembro, e ela tinha deixado
o sobretudo em casa. Ela usava um terno cinza, uma saia fina, e uma blusa
vinho por baixo do terno. A julgar pelo brilho, ele achava que podia
ser seda. A meia cala preta e aqueles sapatos de salto alto completavam
o traje, e ele nunca podia entender como ela conseguia andar com
aquele sapato to alto. O jri teria visto uma agente que irradiava
porte, confiana, inteligencia e profissionalismo.

Mas tudo que ele viu era uma mulher que tinha, quarenta e oito hora
mais cedo, montado nele, nua da cintura pra cima. O que tinha olhado
fundo em seus olhos, e urgiu para que ele a 'levasse'.

Com essa imagem em sua mente, Mulder apertou o acelerador, e comeou a
manobrar o carro mais agressivamente pelo transito. Notando a pressa
aparente de seu parceiro com uma expresso de confuso e humor torto,
Scully firmou a mo no painel.

"Para onde estamos indo, Mulder?"

"No tenho certeza. Vou te avisar quando chegarmos l."

Arqueando uma sobrancelha ruiva, ela no disse mais nada, apenas ficando
quieta.

E assim eles dirigiram, silenciosos, nem mesmo o radio como companhia,
andando pelo transito do centro da cidade de DC, na hora do rush. E como
Scully tinha suspeitado, ela no foi chamada at o meio da tarde. At
que a defesa a dispensasse, o dia de trabalho tinha quase terminado.
Por conseguinte, Mulder no a pegou at depois das cinco. Antes disso,
a noite tinha cado na capital. Veludo. Mesmo assim, 
ainda haviam carros e pedestres disputando um lugar para ir pra
casa.

De repente, sem aviso, Mulder virou o carro numa ruela estreita e 
longa que dividia um prdio de apartamentos de uma farmcia do bairro.
Dirigindo at quase bater na parede nas paredes de concreto, ele
desligou o motor, e se virou para olhar para a mulher ao seu lado.

"O que  isto, Mulder? Uma vigilncia improvisada?" Scully perguntou,
suave.

Mulder no disse nada, e somente olhou pra ela, o interior do carro
escondendo os olhos dele da viso dela. Ento, lentamente, ele
negou com a cabea.

Depois de um segundo, ela no olhou para ele.

"Ok..." ela demorou, sobrancelhas elevadas, uma luz do poste perto da
janela dela incidia sobre seu cabelo, acendendo sua cor. "Ns vamos
ficar aqui, sentados, a noite toda, ou voc planeja me contar sobre
o que  isso tudo?"

"Desculpe, Scully" ele murmurou enquanto com um movimento, ele se 
soltou do cinto de segurana e se aproximou dela, a mo possessiva
sobre a nuca de Scully.  "Mas as palavras me fogem neste momento."

Antes que Scully pudesse se soltar do cinto que a seguravam firme
contra o banco, Mulder a beijou. E ela ofegou. No havia saudao
no beijo. Nenhuma introduo. Era como se ele j estivesse
no pice de uma seduo que j tinha sido comeada h algum tempo.
E, na verdade, talvez ele estivesse.

Seus lbios eram urgentes contra os dela, necessitados, cheios de presso.
Sem prembulo, sua lngua entrou na boca de Scully, procurando a dela.
Ela o encontrou sem hesitao. Mulder rosnou, respondendo com demanda
silenciosa, a agarrando com firmeza pela cintura com a outra mo,
a boca dele tendo a inteno de chupar a ultima gota de doura dos
lbios dela. E por vrios e drogados minutos, nem deles falou. 

O sussurro do tecido; os lbios molhados deslizando um contra o outro,
s para se soltar, e se encontrarem outra vez; e a pressa emudecida 
do abrao deles, a respirao rota sendo os nicos sons ecoando dentro
do carro. 

"Estava querendo fazer isso o dia todo" Mulder murmurou contra a
boca de Scully quando finalmente conseguiu se forar a se afastar dos
lbios criminalmente convidativos dela.

"Por que voc demorou tanto?" ela sussurrou, ofegante, os olhos sonhadores.

Ele riu. Ela gostava quando ele ria, e o beijou de novo como smbolo de
sua aprovao. "S tentando sustentar nosso acordo, Scully. Ns dois
decidimos que era melhor manter este segredo para fazer isso dar certo.
E a melhor maneira de fazer isso era no te seduzir num estacionamento."

Ela sorriu um pouco. "No sei no, Mulder - mas este deve ser o
pior estacionamento que eu j vi na minha vida."

Mulder beliscou a orelha dela em vingana. Scully pulou, surpresa.
Ele suavizou a mordida passando a lngua sobre a orelha. Ela suspirou
com prazer. "Bem, isso  uma questo totalmente diferente. Era o melhor
que eu podia fazer em to pouco tempo."

"No estou reclamando" ela colocou as mos sobre os braos que
a cercavam, pra cima e pra baixo, o movimento impedido pelo cinto
dela. "Embora eu tenha que admitir que no me importaria em tirar
o cinto" com uma toro dos lbios dela, ela olhou para baixo, e
ento levou a mo para abrir a fivela. Mulder parou a tentativa.
dela.

"No to rpido," ele murmurou perto da orelha dela antes de 
beijar na linha do cabelo. "Acho que gosto de onde voc est, 
Scully. Assim, voc est completamente  minha merc."

Ela se mexeu sobre o banco, enquanto a mao dele descia da cintura
dela para o quadril. "Eu estou eternamente  sua merc, Mulder.
Voc no percebeu isso ainda?"

"Estamos falando pessoalmente ou profissionalmente?" a mao dele
desceu mais ainda, pousando solidamente sobre o joelho dela.
A sensao macia da fibra sinttica lutrosa sobre a perna veio
at seus dedos, e ele planou os dgitos apertando contra a perna dela,
se lembrando de como estas pernas tinha embalado ele enquanto seus
corpos tinham gozado pela primeira vez.

"Os dois" ela respondeu numa voz baixa e rouca, tendo dificuldade
de lembrar da pergunta, as pernas deslizando abertas, s um pouquinho,
lhe dando permisso. "Os dois, quando voc me toca assim."

"Assim como?" Mulder perguntou, inocente, os olhos esfumaados
com o fogo dentro deles, a mao ousando deslizar sobre a saia dela.
"Assim?"

Scully mordeu o labio inferior, fechando os olhos, trmulos, em reao
 sensao das pontas dos dedos de seu parceiro dentro da perna dela
dela, sobre a coxa. "Oh, yeah... exatamente assim."

Deus, ele no podia se lembrar da ultima vez em que tinha feito isso
dentro de um banco de carro, e dando mais que um beijo. Mas agora,
se ambos no tomasse cuidado, isso ia terminar como um clssico
encontro dentro do carro, enquanto voc estava na faculdade. E ele
estava muito velho para lutar contra o volante para poder arrumar
espao para a perna. 

Mesmo assim, ainda era muito difcil desistir, principalmente com
Scully sentada, olhando pra ele com olhos to largos, os lbios separados,
inchados e midos dos beijos dele. A mo dela sobre o cabelo dele...
s mais um minuto e vamos dar o fora daqui, ele prometeu, em silencio.
 melhor mesmo. Antes que algum decida tirar o lixo.

Decidindo aproveitar um pouco mais do tempo que tinham no atual
local deles, ele a beijou de novo, subindo a mo mais um pouco sobre
a perna dela.

Onde ele encontrou pele.

"Mas o que---" ele murmurou, afastando a boca. Ele mexeu as pontas dos
dedos mais para o centro da perna dela. Isso no pode ser o que eu
acho que , ele meditou. Mas era.

E era mesmo. Uma faixa fina de renda e elstico. A mo dele vagou
mais adiante, para a extremidade da coxa. Uma tira de tecido e renda.

Ligas.
	
Ele olhou para Scully, cheio de perguntas nos lbios.

S para ver que ela estava dando aquele maldito sorriso de novo.

Bem, agora parecia que eles nunca mais iriam sair desta rua, ele
pensou, enquanto duvidava de sua parte mais baixa do corpo estaria
disposta a cooperar e esperar por mais um pouco.

"Voc estava, de proposito, tendo a inteno de me deixar maluco?"
ele murmurou, seco, a respirao ficando fora de controle, a mao dele
apoiada contra a parte de trs do banco dela. "Ou isso  apenas 
algum tipo de presente?"

"Foi voc que falou sobre lingerie, Mulder" ela ronronou, tocando
a gravata dele, o sorriso dela agora positivamente letal. "Achei que
voc gostaria.... elas so pretas."

Eu vou arruinar tudo isso se comear a rir, Scully pensou, os olhos
brilhando com divertimento. Mas no era difcil no rir, pois 
Mulder parecia estar como se todo nervo dentro dele estivesse pulsando,
deixando-a sem ar.

"Voc quer ver?" ela perguntou com falsa inocncia, descendo a
propria mo para a bainha da saia.

Mulder tirou a mo dele debaixo da saia dela rapidamente, e deu um
leve tapa sobre a mo dela. Ela tirou a mo e esperou. Ridicularmente
orgulho de que sua mo no estava tremendo devido  antecipao que
ele sentia correr em suas veias como algum tipo de droga que aparecia
em desenhos,  Mulder agarrou o tecido fino e o ergueu lentamente pra cima
da perna dela, revelando as coxas dentro das meias. At que, finalmente,
a meia-cala terminou. 

Uma faixa de renda marcava o topo da meia, e o comeo de pele macia
e branca. Atravessando o topo, estavam duas tiras minsculas de tecido,
cada um com uma ptala de rosa rosa. Querendo saber se podia estourar
em chamas, devido  maneira como seu sangue batia na cabea, o ar ao
redor de Mulder se recusava a entrar em seus pulmes, e ele sentiu
como se um caminho de lodo tivesse sido enfiado em sua garganta.

Ele passou o indicado sobre o pequeno adorno floral, e tentou se
controlar de seus pensamentos selvagens.

"Ganhei isso quando fui dama de honra do casamento da minha
prima h alguns anos." Scully explicou, tentando ficar quieta embora
sentisse o calor da mo de Mulder queimando a sua coxa. "Ela deu
um par para cada uma das damas de honra, como um tipo de presente
de grego - voc sabe, a noiva e a liga dela... Bem, ela disse que
s porque ela no estava mais solteira, no havia razo para que
ns no pudessemos usar aquilo. Acho que ela achou que isso nos
poderia ajudar."

Meu Pai do Cu - a coxa plida dela brilhava sobre a luz
do poste. E essas meias... tudo que ele podia pensar era sobre 
as pinturas de artistas como Toulouse-Lautrec ou esses cartes postais 
vitorianos malcriados que eram colecionados em livros, nos dias de
hoje, e se passavam como um tipo de pornografia de alta classe.
Todas as mulheres usavam meias escuras contra pele branca como leite.
No era exatamente um tipo de imagem usada hoje dia, pois hoje
a cultura de bronzeado era mais buscada por todos. Mesmo assim,
combinava perfeitamente com Scully.

E pra ele.

"Entao, isso ---?" ele olhou, diverso no olhar, a ponta do dedo
deslizando debaixo do objeto de sua atual obsesso, entre pele e
liga, comparando a textura de ambos enquanto ele puxava ligeiramente
entre eles. "Armas na guerra entre os sexos?"

Scully encolheu os ombros, os olhos brilhando com uma mistura de humor
e excitao. "Minha prima pode ter entendido assim. Mas eu sempre fui
de paz."

"Faa amor, no faa guerra" ele murmurou, abaixando a cabea, fazendo 
deste ditado o dele tambm.

Ela enroscou os dedos no cabelo dele, e o puxou para ela, a lngua
lambendo os lbios dele. "Eu j te disse como adoro a maneira como
sua mente trabalha?"

Ele sorriu, um sussurro da boca dela.  Logo antes dele cruzar essa
distancia escassa, seus lbios se moveram mais uma vez. Ela pensou
que sentiu a palavra 'mentirosa' vibrar contra a boca dela.
Um momento depois, tudo mais foi esquecido.

Mal eles estavam desfrutando a reunio de seus lbios, quando uma
luz branca verteu sobre a janela de trs do carro. Parecia que o pequeno
interldio deles dentro da ruela estava no fim.

Mulder suspirou, e passou uma mo pelo cabelo. O choque dos faris
de outro carro se intrometendo no pequeno santurio deles sacudiu
seu corpo o suficiente para ele poder se mover e leva-los para casa
em segurana, sem enfiar o carro dentro do Potomac por engano.
Agora, a nica pergunta era - para a casa de quem?

Ele ligou o carro. O motor rugiu. "Com o risco de soar como se
estivesse falando sobre sinais astrolgicos - seu lugar ou o
meu?"

Scully ficou sentada, alisando a saia de volta ao joelho, o 
cabelo ruivo no lugar, a cabea tremendo lentamente.

E dando aquele sorriso.

O carro atrs deles brilhou os faris.

Mulder piscou pra ela. "Ento pra onde-?"

"Voc me prometeu um jantar, Mulder."

"H?"

"Voc disse, 'que tal se eu te pegar no tribunal, e comermos
alguma coisa?"

"Bem, yeah... mas---" Mulder no conseguia falar. Ele estava
muito ansioso.

"Ento me alimente, Mulder."

Ele a encarou sem expresso por um momento. E ento, percebeu tudo -
ela tinha toda inteno de faze-lo esperar.

Um sorriso aflito apareceu nos lbios dele.  "Este  algum tipo
de castigo?" ele perguntou, seco, estreitando os olhos enquanto via a
diverso nos dela. "Eu quero dizer ---- no esqueci seu aniversario
ou algo assim, no ?"

O motorista do carro de trs estava ficando sem paciente, pois apertou
a buzina.

Scully olhou por cima do ombro, e ento sorriu para seu parceiro.
"O nico que vai estar dando castigo  aquele cara, se no sairmos
da frente dele."

Mulder fez careta ao absurdo da situao, e comeou a andar com o
carro. Ele no tinham avanado muito mais do que alguns metros quando
Scully colocou a mo sobre a coxa dele. Felizmente, o carro atrs dele
no os seguia de perto, pois Mulder freou, de repente.

"No estou fazendo isso pra te ferir, voc sabe disso" ela sussurrou
num tom intimo que o derretia. "Eu s estou me divertindo um
pouco."

"Voc est me provocando, Scully." ele rosnou, mostrando que
ele estava controlando a surpresa melhor do que ela esperava.

"Estou provocando a ns dois." ela sussurrou, os olhos azuis 
enormes e quentes.

Ele tirou a mo dela de sua coxa, e beijou as costas da mo.
O motorista atrs deles comeou a fazer serenata com a buzina mais
uma vez. Mulder tirou o p do freio e acelerou. O carro deu um
solavanco pra frente e foi obediente pela ruela, para a rua mais 
adiante. 

"Acho que voc no se importaria de uma---?"

"S dirija, Mulder. S dirija."

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