Oi, todo mundo! Esta  uma seqncia para "Saying The Words" que
foi uma seqncia de "Three Little Words". Eu no sei... acho que
estou criando uma srie aqui. Se voc no leu as duas historias,
s precisa saber que nossos agentes favoritos do FBI admitiram seus
sentimentos um para com o outro, e deram aquele grande passo -
dormiram juntos. Aqui no tem angustia como as historias anteriores.
Ao contrario, o que voc vai ler aqui  apenas uma conversa de
travesseiro. Eu s achava que Mulder e Scully precisava de mais um
pouco de oportunidade para falar sobre o que tinha acontecido. 

Eu classificaria isso aqui como PG-13. Uma palavra de oito letras, e
muita insinuao. Nada grfico. Nada de spoilers da terceira temporada.
S coisa fofa! 

* * * * * * * *
Words on The Wire (1/1)
por Karen Rasch

"Al?"

"Ei, Scully!"

"Mulder? Hi!"

"O que voc est fazendo?"

"Exatamente o que te falei que ia fazer.  como se eu tivesse voltado 
faculdade --- estou estudando para a audiencia de amanh. Estou sentada,
cercada por fotos da cena do crime, relatrios forenses, perfis de
suspeitos, um laptop que est praticamente inchando com toda informao
que eu digitei hoje  noite - eu ainda estou surpresa que ainda tem
espao na cama para mim."

"Voc est na cama? O que voc est usando?"

Dana Scully riu, um sorriso afetuoso nos lbios, e cansada, colocou
uma mecha do cabelo ruivo atrs da orelha. J tinha passado da hora
de dormir dela. E ela passou uma longa noite de domingo preparando 
uma audio no tribunal para amanh  tarde. Ela estava listada
para apresentar evidencia forense num caso que ela deu consulta
como um favor para um velho amigo da academia. 

Normalmente, ela no se importava em fazer este tipo de trabalho
em sua folga. Na verdade, este tempo coincidiu perfeitamente com as
frias abruptas de Mulder. As horas que ela passou estudando os 
achados na autopsia da vitima, e a papelada que se seguiu preencheram
o vazio que surgiu pela ausncia dele. 

Porm, alguns horas antes, ela e o homem que estava indagando muito
sugestivamente sobre o que ela estava usando, estavam nus, nos braos
um do outro, sobre os lenis amarrotados da cama dele.
Eles descansaram l, saciados, sangue voltando ao normal nas veias, os
membros relaxados, incapazes de se movimentar, exceto para se juntarem,
apenas escutando o som da respirao do outro, a batida dos coraes,
e eles ficaram deitados, a cabea dela no peito dele, a mo dele
enterrado no cabelo dela, e vendo a noite terminar o dia como um
amante. Ela no queria deixa-lo.

"Desculpe te desapontar, Mulder" ela falou numa voz um pouco mais baixa
que o tom habitual dela. "Mas se voc est querendo uma resposta excitante
para sua pergunta, voc apertou o numero errado no seu telefone."

"Voc  a nico que tem um numero no meu dial de velocidade."

Ela no disse nada, no sabendo se ele estava falando literalmente
ou figuradamente, mas ela ficou satisfeita de qualquer maneira.

"Voc e a pizzaria do Tony" Mulder emendou logo depois. "Afinal de
contas, um cara tem que comer. E pode acreditar em mim, qualquer coisa
que voc est usando...  muito mais inspirador do que esses chapus
idiotas que o Tony faz os motoristas dele usarem."

Ela riu novamente.  "Bem, nesse caso, deixe-me te inspirar --- estou
usando uma cala de moletom cinza, com um buraco num joelho,
uma camisa de flanela velha, azul, meias, nenhuma maquiagem,  meu
cabelo est num rabo de cavalo e estou usando culos."

"Oooh-pare com isso. Voc est me matando aqui."

Ela deu risada.  "Voc  muito fcil."

"S com voc" ele respondeu suavemente. "Embora voc possa ter ouvido
o contrrio."

"O que voc est fazendo?"

Ele suspirou. "Surfando entre os canais. Tentando pegar alguma onda."

"Teve sorte?"

Ele imitou a abertura de um show, um som de guitarra.

Ela riu de novo. "J passa das onze." ela disse, tentando ajudar.
"Tem noticias novas no ar."

"E ver os skinreds serem derrotados de novo? No, obrigado."

"Coitadinho," ela fala em falsa condolncia. "J  tarde. Talvez
fosse melhor voc ir pra cama."

"Mmm. Eu sei que devo, mas minha mente se recusa a dormir."

"Por que? No que voc est pensando?"

Silncio.  

Ento, como se uma palavra tivesse sido dita, a imagem dele
apareceu na mente dela, a cabea dele pra trs, os olhos fechados,
a boca aberta num grito sem som. Ela tremeu. Por um momento, ela quase
poderia cheirar sua pele. E quis saber que imagem dela ele estava
colocando na prpria mente.

"Oh".

Mais silncio.

"Tenho que te contar uma coisa, Scully. Antes de ontem  nite, 
eu nunca percebi que voc tinha sarda." a voz dele tinha um tom
baixo, escuro.

"Eu =no= tenho sarda, Mulder."

"No adianta negar."

"No estou negando. Eu tenho certeza. Conheo meu prprio rosto.
Se eu tivesse sarda, pode ter certeza de que eu as teria notado."

"Eu nunca disse que ela estava no seu rosto."

Ela sentiu uma onda quente passar do dedo do p at a ponta do cabelo.
" mesmo? E onde voc acha que eu tenho sarda?"

"Hmm, vejamos..." ele fala. O tom intimo trabalha nela como uma
caricia. "Bem, voc tem uma atrs do seu joelho direito. Na dobra.
Um pouco fora do centro."

Scully tirou o oculos e o colocou no criado mudo, e entao tirou
a pilha de documentos do colo para se sentar na cama. Da maneira como
estava indo esta conversa, no havia jeito que ela iria fazer mais
qualquer trabalho esta noite. "Uma pessoa no tem =uma= sarda, Mulder."

"E onde voc aprendeu isso, dra. Scully. Anatomia 1? Aula de Sarda?"

Ela manteve a voz leve e o tom completamente racional, ainda que um
sorriso estivesse aparecendo nos lbios dela. "No.  s bom senso.
Como voc mesmo disse, uma pessoa pode ou no ter 'sarda'. Porm,
voc nunca ouve dizer que eles tm 'sarda'. Falo isso como algum
que lutou durante toda sua vida, acredite em mim - as sardas vivem
juntas, agrupadas.  Voc deve estar falando de uma pinta."

"Marca de beleza."

"Batato, batata."

Ela o ouviu rir.  "=Mas, bem= voc no me deixou terminar."

"Oh, eu sinto muito" ela falou numa voz que no mostrava nem um
pingo de arrependimento. "Continue por favor."

"Voc tem sarda=s=. Bem no seu ombro. Ombro esquerdo. Bem na
juno do pescoo."

"Acho que isso  uma conspirao, Mulder. Voc est espiando essas
supostas sardas em lugares que voc sabe que eu no posso ver sem ter
que me contorcer como um pretzel."

"Voc est trabalhando tempo demais comigo, Scully. J est vendo
conspiraes em todos os lugares."

"O que posso dizer? Voc me influenciou."

"Considerando o ltimo dia ou algo assim, diria que isso  quase
uma possibilidade fsica."

Ela se apoiou contra os travesseiros que tinha empilhado na
cabeceira, e sorriu. Maldito homem. Fazia anos que ela tinha corado.
E aqui estava ela, corando de novo. E o mais importante - ela podia 
fazer o mesmo com ele?

"Entao  assim, Mulder?" ela perguntou, secamente, esticando
as pernas, e relaxando preguiosamente as costas. "Esta  a soma 
total das minhas sardas?"

"No, no," ele a assegurou.  "Deixei o melhor por ultimo. Tem at
um agrupamento delas."

"Onde?"

"Abaixo das suas costas?"

"Um agrupamento?"

"Bem... duas."

"Duas no so um agrupamento."

"Quem foi que te nomeou a Policial das Sardas?" ele exigiu, 
fingindo afronta.

Ela riu. E ele riu tambm.

E de novo, eles ficaram calados.

"Sabe, Scully" ele falou, depois de um momento. "Mesmo sem as sardas,
este local seria... memorvel."

Ela sentiu todo seu corpo ficar tenso. A sensao de inquietao
que ela estava comeando a associar cada vez mais exclusivamente
ao homem do outro lado da linha do telefone, estava de volta. Ento
 assim que o sexo por telefone acontece, ela pensou, achando 
graa. Apesar dos fatos de que as palavras dele eram de censura livre,
ela sabia que ele a estava seduzindo, como se estivesse falando 
explicitamente.

"Voc acha isso, ?" ela perguntou, suave, soltando o cabelo, e correndo
os dedos para soltar as mechas.

"Mmm, acho sim. Deus sabe que no fui capaz de parar de pensar em outra
coisa."

"Me conte o motivo" ela falou, ousando-o a compartilhar isso com ela.
Este tipo de intimidade era novo para eles, e dava um pouco de medo.
Mas era viciador. Ela queria mais.

Ele parou por um momento, e Scully quase podia ouvir sua mente
preparando a resposta. " a curva, eu acho. Inclina pra dentro, e ento
sobe...  como se essa curva fosse feita para a minha mo, sabe? O
ajuste  perfeito. E a suavidade... voc tem a pele muito macia, Scully..."

Outra onda de calor passou por ela. Isso no era justo. Ele a estava
excitando to facilmente e o pior, ela sabia que isso s a levaria
para a frustrao. Isso tinha que ser idia de Mulder mesmo, ela meditou.

Ela fechou os olhos, e tentou imaginar como ele devia estar
naquele momento. Ele estava sem duvida deitado no sof, cabelo bagunado,
olhos sonolentos, mas com fascas de diverso e inteligencia queimando
neles como pequenas chamas, talvez um brao atrs da nuca para almofadar
a cabea. 

Ele estava usando cala jeans e uma camisa preta manga longa, gola 
alta, quando ela o deixou. E ela se lembrou de como as roupas estavam
naquele corpo maravilhoso. As longas pernas esticadas na frente dele.
Os ps dentro das meias, apoiadas no brao do sof. Ele tinha feito a
barba quando a fome bateu ao meio dia. O rosto dele ainda deveria estar
liso. Imaginando-o dessa maneira, ela quase teve um desejo opressivo
para correr a mo pelo rosto dele, e testar sua hiptese.

"Voc quer saber o que no consigo esquecer?" ela perguntou,
abrindo os olhos mais uma vez, mostrando a sombra profunda de
azul.

"Hmm?"

"Da sensao dos msculos das suas costas se movendo debaixo das
minhas mos."

Pausa.

" mesmo?" a voz dele estava rouca de repente, como se tivesse
sido raspada de repente.

"Mmhmm - mmm. Posso fechar os olhos e quase posso sentir os msculos
debaixo dos meus dedos.  Me lembro do calor da sua pele, da textura, 
como ficou suada, e difcil de segurar. A maneira como voc se curvou,
mais depressa, enquanto voc... chegava ao clmax. Posso me lembrar
de tudo, Mulder. Quase como se estivesse acontecendo agora. Neste
minuto.  muito... vvido."

Por um momento ela no ouviu nada mais do que o som da respirao dele.

"Voc fez isso de propsito," ele acusou finalmente, com uma leve 
sugesto de humor na voz dele, que de repente estava desigual.

Ela sorriu no telefone. Talvez sim. Mas  a pura verdade. Cada palavra.
E alm disso, voc merecia."

"Eu? O que eu fiz?"

Ela abaixou a voz de propsito, um pouco tmida com a confissao.
"Voc me fez sentir a sua falta."

"Ah," ele falou, na mesma altura de voz. "Bem... ento est bem."

Ela quis rir de como satisfeito com ele mesmo Mulder parecia
ser. "Fale por voc mesmo."

Ele riu.  "Ento, voc acha que est pronta? Para amanh?"

"Yeah. Acho que sim. S no quero ser pega de surpresa. Alan diz
que o advogado de defesa  muito esperto. Ele deve ter feito a 
lio de casa. Fui avisada para estar pronta para qualquer coisa."

"Alan?"

"Alan Barnes, o advogado assistente. Ele  bom. E com a evidencia
que temos, acho que pegaremos este sujeito."

"Eu o conheo?"

Scully hesitou, ouvindo algo que ela achou que reconheceu, mas que
normalmente no associava com Mulder, na voz dele. "Alan? Acho que
no. Quando eu falei pra ele que trabalhvamos juntos, ele disse
que tinha ouvido falar de voc. Mas ele nunca mencionou que vocs
dois j se encontraram."

" mesmo? E o que exatamente ele ouviu?"

Ela pausou de novo, se chutando mentalmente. Ela tinha tropeado
feio agora. Embora Barnes, na opinio dela, fosse um advogado
compreensivo, e basicamente um colega decente, ele caiu depressa
em todos os rumores que flutuavam sobre Mulder e suas obsesses.
E logo, ele, como tantos outros antes dele, achavam que o parceiro
dela era meio =spooky=. 

Ela argumentou que Mulder, apesar de saber sobre esses comentrios,
no gostava muito da idia atrs deles. Ento, ela peneirou entre as
observaes do advogado e encontrou uma resposta segura. "No muito.
Ele me perguntou como era trabalhar com voc. Ele disse que ouviu
dizer que voc era... intenso."

O som de um riso mordido passou pela linha telefonica. Scully sabia
que, apesar de seus esforos, Mulder j tinha enchido os espaos em
branco sobre o que o advogado tinha dito provavelmente. "E o que voc
disse pra ele?"

Ela desejou saber o motivo deste sbito interesse
na opinio de um homem que Mulder sequer tinha encontrado. Ele no
podia estar to inseguro assim, ela pensou... Mesmo assim, isso no 
era novidade entre eles. 

"Eu falei que gostava da sua intensidade" ela respondeu num tom baixo,
no mostrando graa nas palavras, s querendo que ele soubesse o efeito
que ele fazia nela. Faze-lo entender o seu poder. Para assegura-lo.
"Que eu acho isso... excitante. Como quando voc focaliza em algo
que faz com que o resto do mundo desaparea."

"Foi isso que acontecem ontem  noite para mim" ele falou depois
de um momento. "E hoje. Quando voc esteve aqui."

"Como se no tivesse mais nada no mundo, a no ser ns dois?"

"Yeah. Como se toda dor e conversa fiada tivesse sumido. Como se
a nica coisa real era voc, deitada ao meu lado."

Ela sentiu as lagrimas aparecerem nos olhos. "Foi assim para mim
tambm, Mulder. Voc tem que saber isso."

Ela quase poderia v-lo acenando com a cabea. "Sim... bem, de
qualquer maneira... eu esperava que fosse assim. Mas me faa um
favor - lembre-me disso de tempos em tempos, ok? Para um cara com
memria fotogrfica, s vezes parece que eu esqueo de coisas
muito importantes, sabia?"

Ela sorriu ternamente.  "Yeah. Eu sei. No se preocupe. Eu vou fazer
a minha parte. Alm disso, eu te devo um favor."

Ele riu, e murmurou. "Ei--- est tudo bem."

"Oh, e Mulder--?"

"Hmm?"

"Alan Barnes tem um casamento feliz, e  pai de duas crianas."

Ele tentou rir. "Eu no perguntei---"

"Eu sei," ela disse rapidamente, fazendo o melhor para acalmar o ego
masculino dele, e suas duvidas. "Eu s achei que voc precisava saber,
s isso. No importaria se ele fosse solteiro."

Desta vez o riso de Mulder foi verdadeiro. " mesmo?"

"Mmhmm. O cara no teria chance, Mulder. Voc arruinou todos os
outros homens para mim."

A voz dele assumiu aquele tom gostoso que ela tanto amava.
"Acho que gosto do som disso. Quer falar dos detalhes?"

Ela sorriu.  "Bem, achei que isso era obvio. Durante todo o
tempo em que estivemos juntos, voc me mostrou mutantes,
bestas,  um OVNI aqui, e ali, e s Deus sabe quantas mentiras do
governo. Nossas vidas podem ter seu lado arriscado, mas nunca so
estpidas. No posso voltar para o cotidiano, Mulder. A iluso de
segurana - de uma vida normal - no  mais aceita por mim."

Ele considerou o que ela disse. "Hmmm, e eu aqui pensamento que 
voc estava se referindo aos meus talentos viris."

Ela mastigou o labio para segurar uma risadinha. "Oh, yeah. Bem...
isso tambm."

Ela sabia, mesmo sem ver o rosto dele, que ele sorriu. Ninguem
disse nada durante algum tempo, cada um contente que o outro estava
do outro lado da linha.

Finalmente, Mulder falou. "Isso  real, no ?"

Ela sorriu ternamente. "O que?"

"Ns dois. Juntos. Tudo" antes que ela pudesse responder, ele continuou,
as palavras saindo como se estivessem doidas para serem ditas, 
balanando nos lbios dele, e de repente caram para fora. "Voc sabe.
Acho que  por isso que eu no queria ir pra cama. Fiquei com medo
de fechar meus olhos, achando que quando eu acordasse, descobriria que
o que acontecem ontem  noite... voc vindo aqui... o amor que a gente
fez... que tudo isso tinha sido um sonho."

"No," Scully disse suavemente.  " real.  Eu sou real".

"Eu queria que voc estivesse aqui. Ou que eu estivesse a."

Ela sorriu novamente.  "Eu tambm."

Ele suspirou. "Voc vai estar no escritrio amanh?"

"Acho que no. Alan quer me interrogar para me treinar antes de
eu ir para o tribunal, ento eu planejo ir primeiro para o escritrio
dele, e depois para a corte."

"Que pena. Bem, que hora voc acha que vai sair de l?"

"No sei. Fim de tarde, eu acho. Estou programada para estar
no tribunal depois do almoo. Mas voc sabe como isso pode demorar."

"Yeah. Ento, voc tem algum plano para amanh  noite?"

O corao dela deu um pequeno pulo. "Depende. O que voc tem em mente?"

"O que voc acha de eu te pegar no palcio de Justia, e ns comermos
alguma coisa?"

"Acho que gostaria disso."

"Bom" ele falou, satisfeito. "Liga pra mim quando voc estiver terminando,
e ns nos encontraremos."

Ela sufocou um bocejo com a mao. Mesmo que estivesse desfrutando da
conversa, ela tinha dormido pouco na noite anterior. Ela estava
exausta. "Tudo bem. Eu ligo."

Ele ouviu o que ela tinha tentado esconder. " melhor eu desligar."

"Desculpe. Acho que estou mais cansado do que pensei."

"No se desculpe. Eu  que deveria pedir desculpas. Voc
precisa descansar. S mais uma coisa."

"O que ?"

"Eu j falei como voc fica bem de preto?"

Um sorriso torto inclinou os cantos dos lbios dela.  "Voc
est se referindo ao meu suter ou... o que eu estava usando por baixo?"

"Oh. Bem, no me entenda mal --- o suter era bem bonito. Mas, 
acho que eu estava me referindo mais especificamente a... a algo mais...
intimo."

Ela riu.  "Preto, huh?"

"Fica muito bem contra sua pele, Scully."

"Hmmm," ela falou em falsa considerao. "Bem, acho que
vou ter que checar minha gaveta de lingerie e ver se consigo
achar alguma coisa que possa te agradar."

"Oh, no!" ele gemeu, cmico. "No fale de sua gaveta de lingerie
e espere que eu v dormir."

Ela riu.  "=Boa noite=, Mulder. Eu ligo pra voc."

"Boa noite, Scully" ele disse calorosamente, o humor ainda na voz.
"Doces sonhos."

De alguma maneira, ela suspeitou que esses seriam os nicos tipos
de sonhos que ela teria esta noite.

FIM

