WORD SERIES 04

"SAYING THE WORDS" (2/3)
by Karen Rasch
krasch@delphi.com  
NC17
  
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"Obrigada, Mulder. Eu sabia que podia contar com voc."
Scully falou suavemente, seu sorriso crescendo ligeiramente ao mesmo
tempo em que se aproximava dele. "E eu prometo - nao vai doer nem um 
pouquinho."

Ele nao estava to certo disso. Ela estava demorando demais, e ele tinha
certeza de que s a espera poderia mata-lo.

Mesmo assim, ele esperou, observando-a, fascinado pelas sutis mudanas
em sua parceira. Foi embora a empregada eficiente do governo federal.
A minscula ruiva que estava enrolada em couro preto ao seu lado irradiava
calor. Os olhos dela estavam azuis, as pupilas dilatas, e um pouco ofuscadas.
Seu rosto estava corado, os lbios num sorriso enlouquecedor de Mona Lisa,
o que deixou to nervoso quanto excitado.

Ela ficou ajoelhada ao lado dele, a nica maneira deles poderem ficar
no mesmo nvel de altura. Colocando uma pequena mo no canto da mandbula
dele, ela puxou a cabea de Mulder para ela, rosto colado no rosto.
Scully olhou para ele por um segundo ou dois, e ento enfiou os dedos sobre
a mecha de cabelo que estava cada sobre a testa dele.

Mulder teve que lutar contra a urgencia para fechar os olhos, e se entregar
s sensaes que o toque dela gerou, as fascas de prazer e fogo que viajaram
pelo corpo dele, como um pulso eletrico num fio. Mas ele nao queria perder
um minuto disso. Ele queria - precisava - v-la, ver as emoes
que passavam pelo lindo rosto.

A pequena carranca de concentrao, a maneira como a boca estava aberta e 
relaxada, o branco dos dentes pouco visivel atrs dos labios; a maneira como
os olhos estavam quase fechados, as palpebras escondendo o profundo azul,
e a intensidade e inteligencia que ele tinha testemunhado tantas vezes neles.

Ele estava contente por ter resistido  tentao de fechar os olhos,
pois ela se aproximou, e beijou a sua tmpora. Ele seguiu a boca dela com
o olhar, at que notou, pela milsima vez, desde que tinham se encontrado,
se esses lbios eram to doces quanto pareciam. E ele fez de tudo para
nao agarrar o rosto bonito, puxando estes lbios contra os dele.

Mas ele ficou quieto, socando o desejo, nao querendo afastar a mulher
perto dele, que estava indo infinitamente devagar em sua seduo promissora
sobre ele. Os lbios de Scully eram to quentes quanto ele pensou que seriam,
e macios, e embora a caricia nao fosse nada alm como de uma me dando um
beijo numa criana teimosa, ele j podia sentir o corpo acelerando.

"Prontinho" ela sussurrou, a respirao contra a orelha dele, 
induzindo estranhos calafrios contra o calor que subia pelo corpo dele,
assim como o mercurio dentro de um termometro. "Isso doeu?"

"Acho que nao" ele falou numa voz baixa, sentindo a garganta arranhar como
papel. "Mas por que voc nao tenta fazer isso de novo, s para ter certeza?"

Scully deu risada, como um som bobo de uma criana, e que fez Mulder querer
que ela fizesse de novo. "Mas que homem ganancioso" ela repreendeu suavemente
antes de beijar o rosto dele mais uma vez, desta vez abaixo da ma do rosto
dele, bem na frente da orelha.

Ele fez um zumbido curto, que mais soou como uma choradeira. A necessidade
de fazer mais do que apenas ficar sentado e desfrutar os gestos dela
estava comeando a roe-lo por dentro. Ele queria poder toca-la tambm,
faze-la sentir a mesma coisa que ele estava sentindo.

Incapaz de aguentar mais, ele a agarrou pela cintura com as duas mos. 
Ela balanou contra ele como um salgueiro. Os polegares de Mulder subiram
sobre o suter dela, provocando, livre para ousar mais.

No momento em que as mos dele se fecharam sobre sua cintura, Scully
olhou pra baixo, e com a ponta do nariz, encostou no rosto dele, cheirando,
da maneira afetuosa como um gatinho podia fazer com a mo de seu dono.
E para surpresa de Mulder, e infinito prazer tambm, ele descobriu que suas
fantasias estavam se tornando realidade.

Os cabelos dela, cheirosos, macios, eram frios contra a pele quente dele,
pendurando diante dele como cortinas. Impotente contra o sonho que se
tornava realidade, ele finalmente fechou os olhos, se rendendo.

Os lbios dela continuaram a exploraao pelo rosto dele, na sobrancelha,
linha do cabelo, no canto do olho, na ponta do nariz, no queixo... em todos
os lugares, menos onde ele mais queria sentir - contra os lbios dele.

"Eu ainda estou te assustando, Mulder?" ela perguntou numa
voz lisa, a bochecha esfregando suavemente contra a dele, a respirao
atormentando sua orelha.

Agora foi a vez dele rir, as maos apertando ao redor da cintura dela.
"Yeah. Yeah, mas  um susto bom."

Oh Deus... a boca dela estava em sua orelha, mordendo bem fraquinho, e 
Mulder sentiu o coraao voar e ento mergulhar, como se estivesse num
elevador sem freios.

"O que voc quer dizer com 'susto bom'?" ela perguntou quase dentro
da orelha dele, falando to de perto, que ele sentiu as palavras, tanto
quanto as ouviu.

"Voc sabe..." ele deu um sorriso tremulo, suas maos inquietas indo para
os ombros dela, e descendo pelo suter, at a cala jeans dela. "...como
uma casa assombrada no Dia das Bruxas."

Ela se afastou dele, e o olhou com um meio sorriso, os lbios j inchados
devido ao contato com a pele dele. Ela o abraou pelo pescoo, de maneira
"No sabia que voc falava assim, Mulder. J fui chamadas de muitas coisas,
mas nunca de 'casa assombrada'."

"Ei, isso foi um elogio," ele brincou, o sorriso inclinado, mas tenro. 
"Qualquer criana sabe que as melhores casas assombradas so as mais emocionantes.
E depois que voc entra numa delas, voc quer voltar sempre."

Ela sorriu mais amplamente, decidindo que a comparao a agradava.
"Bem, nao sei se posso competir com coisas como essa, mas vou fazer
o que puder para te dar tal emoo."

Embalando o rosto de Mulder nas mos, ela finalmente lhe deu o que
ele estava desejando com tanto desespero, desde que tinham comeado.
Ela escovou os lbios contra os dele, ligeiramente, o suficiente para
deixa-lo provar a textura deles, mas nao o suficiente para ele
aprender mais. Scully se afastou e olhou pra ele. 

Seus olhos se pegaram, e ela ficou satisfeita com o que viu, descendo a
cabea mais uma vez, desta vez afundando o contato. E mesmo assim, o beijo
ainda tinha inocencia e doura. Eles continuaram este jogo suave,
cada um percebendo que isto era um tipo de intruda, uma maneira 
de conhecer o outro lado deles, que nao era o profissional.

Eles se mexiam um contra o outro, cada um descobrindo o que levava o outro
a ficar sem respirao, ou dar suspiros.

Gradualmente, as maos de Mulder subiram pelas costas de Scully, e se 
enterraram em seu cabelo. Ela deve ter sentido a crescente urgencia
dele, pois mordeu o lbio inferior dele entre os dentes, e lambiscou, 
puxando com cuidado. Um suspiro de surpresa virou gemido e ela sorriu
contra  a boca dele.  Mulder sentiu os lbios dela se curvando contra
os dele, e decidiu que era hora dele virar o jogo.

Achando que era mais do que justo, ele comeou a imitar as aoes de
Scully, pegando o lbio inferior dela, mordendo com cuidado. Ento, 
lentamente, ele correu a lingua por cima, para acalmar uma possvel dor.
Ele sentiu o calafrio passando por ela, e com o mais suave dos beijos,
soltou ela de seu aperto.

Scully se afastou um pouco, mas nao muito longe, com um olhar sonhador.
"Eu posso estar louca, Mulder. Mas eu acho que voc no est mais com
medo de mim."

Ele queria falar que ela estava errada. Que ela o assustava mais do que
tudo, pois ele precisava dela mais do que tudo. Ela era mais importante
para ele do que o ar, ou gua, ou luz, ou amanh. Ele sempre olharia sua
vida como se dividida em duas partes: antes e depois que ele a conheceu.
Como ela e s ela tirava o melhor dele. Como ela o fazia mais forte,
melhor do que ele tinha o direito de ser. E quando eles estavam juntos,
ele se sentia seguro e amado, e compreendido, e como se com ela ao seu
lado,ele pudesse realizar qualquer coisa.
    
E como tudo se tornaria p no dia em que ela fosse embora.

Mas para fazer esta confisso, ele teria que parar de beija-la.

E Mulder descobriu que eles eram muito bom em fazer isso.

Ento, ao invs, ele somente murmurou, olhos meio fechados. "Vamos testar
esta teoria, no ?"

Antes que ela tivesse oportunidade de perceber as intenoes dele,
Scully se encontrou cada no colo de Mulder, os braos fortes dele apoiando
os ombros e costas dela, as pernas penduradas ao lado dele, encostadas no
sof. Ela s teve um momento para se ajeitar na nova posio, 
e reconhecer o proposito dos olhos esverdeados, que a assistiam to
atentamente, antes que a boca dele a reivindicasse mais uma vez.

Ela o encontrou a meio caminho, a urgencia fazendo ela o abraar pelo
pescoo, puxando a carne que estava ainda curando. Ela ignorou a dor,
focalizando no calor mido de seus lbios, e na brincadeira de um contra
o outro, o acariciar constante, o deslizamento lento sobre os dentes
dela, no cu da boca, nos lbios. Ela se encontrou apertada sinuosamente
contra o dele, buscando a frico do trax dele contra os seios dela
para acalmar as pontas doloridas.

Scully o queria tanto que ela estava quase delirando. Seus dedos
se enroscaram no cabelo sedoso, agarrando com fora para manter
o rosto de Mulder onde ela queria. Ele deixou ela fazer o que queria,
e ento, pegando o controle de volta, ele se afastou o suficiente
para comear a beijar o pescoo de marfim. 

Ela se dobrou pra trs em seus braos, dando-lhe acesso, confiando que ele
a apoiaria, oferecendo o pescoo como sacrificio. Ele aceitou isso de bom
grado, achando, como um bom investigador, todos os segredos da sensibilidade
de Scully, levando a mulher em seus braos a se torcer, e gemer com prazer,
dando suspiros que escavam dos lbios dela, caindo direto nas orelhas dele.

Ento, a boca dele sentiu um remendo de pele diferente do resto.

Mulder parou, erguendo a cabea para encarar o pescoo dela. 
A respirao dele mudou para suspiros, como se ele tivesse corrido
por muito tempo. Scully saiu do mundo de sensao e sensibilidade em que
estava, e olhou pra ele, a respirao dela tambm rpida.

"O que foi?"

Mulder no lhe respondeu diretamente.  Mas as aes dele  lhe disseram
o que estava errado. Ele levou o indicador dele e encostou abaixo da mandibula
dela, afastando uma mecha de cabelo ruivo que trabalhava como
camuflagem para disfarar a mentira por debaixo dele.
E ento, com o mais leve dos toques, ele escovou a marca.

Seguindo o caminho bravo e disforme de uma ferida quase curada de
faca.

Ainda silencioso, ele empurrou o cabelo dela pra trs, com cuidado,
sobre os ombros dela, procurando pelas outras cicatrizes. Ele achou uma
sobre o decote do suter. E, como antes, ele tocou a cicatriz com o
polegar, pressionando to levemente, que ela quase nao podia sentir o toque.

Scully se ajeitou no colo dele, e virou para olhar pra Mulder, montada em seu
colo, os joelhos descansando sobre o sof. Com olhos azuis, solenes, ela
esperou at que o olhar assombrado dele encontrasse o dela. Ento, muito
lentamente, ela levou as maos para cima, sem nunca deixar de olha-lo,
e desfez os dois primeiros botoes, as perolas pretas saindo facilmente
pelas casas. E com calma, ela abriu, revelando uma ferida vermelha mais
enrugada.

E a cruz dela.  

Mulder no tocou neste abuso adicional de Rigg, preferindo tocar
a delicada corrente de ouro com o polegar e o indicador, 
ao redor do pescoo dela, e que fez Scully se lembrar de alguem lendo um
rosrio.  Finalmente, ele resmungou algo que ela nao entendeu.

"O que?" ela perguntou, suave.

Ele abaixou os olhos para a corrente que brilhava em seus dedos,
sabendo que a dor da faca de Rigg a feriu mais profundamente.
"Eu disse, 'perto demais'. Muito... perto... demais."

Ela acenou com a cabea, nao concordando, mas aceitando. 
"Mas eu sobrevivi."

"Desta vez."

"Ns levamos a vida, Mulder. Dia a dia.  o melhor que qualquer um pode
fazer."

Ele franziu a sobrancelha, os dedos ainda agarrando a cruz e a corrente.
"E se eu quiser o melhor pra voc?"

"Melhor? Como assim?"

"Melhor do que isso. Do que eu."

E ela finalmente entendeu seu medo, to parecido com a propria verso
dela, que vivia isso todos os minutos de seus dias. Querendo saber se
desta vez eles seriam rpidos o bastante, inteligentes o bastante, 
ou s levemente sortudos para passarem por outro caso intatos.

Ela colocou a mao sobre a bochecha de Mulder. "Gosto muito que voc pense
assim, Mulder. Mas no  voc que decide isso. Eu sou uma garota crescida.
Posso fazer minhas proprias escolhas" ela se levantou nos joelhos, e beijou
a testa dele. "E eu escolhi voce."

Mulder a encarou, com um sorriso sentido. "Mas um engano seu."

"Ei-- melhor tomar cuidado com o que fala!" ela advertiu numa voz risonha,
se ajeitando no colo dele de novo, a mao embalando o rosto dele.
"Voc est falando do homem que eu amo."

Por um momento, ele nao se moveu.

Ao invs, ele apenas olhou pra ela, uma mistura complexa de emoes que
ela viu ser impossvel de nomear, que brilhavam nos olhos dele.

Ento, a represa se quebrou.

"Eu estou to contente" as maos dele foram para o rosto dela.
"To contente" ele fechou os olhos, escondendo um suspeito brilho.
"To contente". os lbios dele encontraram os dela, os agarrando com
fora, a apertando nos braos dele, esmagando-a.

O resto do canto foi uma confuso silenciada de suas bocas, mas as
palavras ecoavam eternamente dentro da cabea de Mulder. 
Inmeras vezes, fortalecendo seu significado, ao invs de diminuir.

Scully o agarrou, sentindo-se ficar pesada e mida com a necessidade
para ele que a fez mexer o fundo contra o colo dele. Mulder gemeu dentro
da boca dela, e a beijou mais fundo. Ela sorriu, com um toque de triunfo
feminino, alguma parte de seu cerebro meditando sobre a natureza do
corpo dela em amolecer e se preparar para a uniao dele, enquanto urgindo
que a dele ficasse mais rgida.

Ele passou as maos sobre os braos dela, quadris, costas, e ela devolveu o
gesto. Os movimentos agora eram mais rpidos, menos fluido do que tinha sido
apenas momentos antes. Os dedos dele acharam a frente do suter dela.    
Tremendo, ele abriu os pequenos botoes, tirando-os de suas casas. Scully
o incitou, lambiscando e lambendo seu pescoo. Mulder ofegou, 
jogando a cabea pra trs para deixa-la fazer isso.

Finalmente, o cardig estava aberto, mostrando o recatado suti preto
e a expanso de pele marfim do torso dela. Erguendo a cabea mais uma
vez, Mulder colocou as maos sobre a cintura dela. Desta vez, o contato
era pele contra pele. Scully parou sua agressao amorosa no pescoo dele,
e se afastou para olhar pra Mulder. Ele a contemplava de volta, arquejando.
Seus olhos estava dourados, parecendo ouro fundido na meia luz da sala.
A antecipao do que ele poderia pensar dela a deixou cheia de ansiedade.

Debaixo de circunstncias normais, Dana Scully estava contente com
o proprio corpo. Com certeza ela nao se importaria com algumas polegadas
a mais, preferivelmente nas pernas. Mas no geral, ela estava contente
com o proprio corpo, sabendo que era forte, suavemente curvilineo, e que
era capaz de tirar olhares do sexo oposto.

Ela no era cega. J tinha visto Mulder olhar pra ela dessa maneira,
sabendo que ele a achava atraente. Mas ela tambm conhecia as mulheres
com que ele passava a maior parte do tempo fantasiando.

Sempre imortalizadas em fitas, todas com sua perfeio em silicone.

Ela nao tinha nenhuma inveja escondida de Barbie, Bambi, e o resto
das garotas, e iso ela reconheceu com toda honestidade, mas quando
comparada com estas rainhas, ela nao era capaz de... combinar.

E de repente era muito importante que o homem diante dela nao ficasse
desapontado.

Ela descansou as mos contra o trax dele, sentiu a respirao
erguer e baixar num ritmo rpido, raso, o corao dele batendo forte,
em contraponto s maos calmas dela. Ele correu as maos dele 
lentamente para cima e para baixo dos lados dela, da cintura at a 
beirada do suti. Mulder deixou os dedos deslizarem livremente sobre ela,
ento Scully experimentou a sensaao do toque dele. Era eltrico. 
Ela podia sentir arrepios cobrindo as costas e braos dela.

E mesmo assim, ele nao fez nenhum movimento para transformar a 
caricia em algo mais sedutor, e ir para o que as crianas no 
segundo grau chamam de segunda base. Ele parecia estar
esperando. Talvez por um sinal dela.

Um covarde morre mil mortes, um homem valente morre apenas uma, ela se
falou, com um toque ironico de humor, querendo saber por que um
dos sermoes expressivos de seu pai escolheria este momento para
vir  sua mente. Olhando pra ele, ela tirou o suter, e deixou isso
cair no chao atrs dela. Ar fresco veio para cima de sua pele nua.
Scully sentiu os mamilos formigando, e algo indescritivel e excitante
brilhou nos olhos de Mulder.

E ento morreu quando ele olhou para o ombro dela.

L estava o pior ferimento de Rigg. A ferida tinha quase quatro polegadas.
Cortou fundo, e precisou de um monte de pontos precisos e minsculos.
Apesar dos melhores esforos do mdico em dizer o contrario, ela sabia
que iria ter uma cicatriz. E mesmo assim, nao era a deformao fisica
que a preocupava naquele momento.

Era a emocional.  

Mulder virou a mao, e com as costas dela, passou sobre a carne cor de
rosa, torturada. Para os olhos dele, a fila preta de pontos pareciam obscenos contra
a pele de marfim dela.

"No di," ela disse suavemente.  

"Mentirosa," ele desafiou sem qualquer rancor, os dedos ainda danando
ligeiramente sobre o brao dela.

Ela sorriu, meio sem jeito, a sobrancelha erguida, vendo que ele
tinha pego sua mentira. "Pelo menos na maior parte do tempo."
ela emendou.

Ele acenou com a cabea, ainda sem olhar pra ela.
Usando o brao incolume, ela ergueu a mao e penteou os cabelos dele.
Mulder aceitou a caricia, mas ela nao podia alivia-lo de seu pesar.
Finalmente, ele apoiou adiante, e apertou os labios sobre a ferida,
um toque de pena. Ela, em troca, beijou o topo da cabea dele,
as mechas sedosas e curtas coando o nariz dela.

"Talvez voc devesse tentar tirar minha mente disso" ela sussurrou
contra a tmpora dele.

"O que?"

Ele olhou para ele com pura malicia nos olhos. "A dor. Talvez voc
possa me distrair, Mulder."

Ele sabia o que ela estava fazendo, compreendeu que ela estava colocando
humor, e uma dose de provocaao sexual no momento em que as esperanas ameaavam
sair dele.  Mulder achou que a consciencia dele para as taticas dela deveria
ter dmiminuido a efetividade delas. Mas nao havia nada que o impedisse de avanar
na mulher meio nua, e que ele amava com desespero, que estava estava
montada no seu colo. E dizendo para ele fazer o que ele queria fazer mais
do que qualquer coisa no mundo.

Ele olhou para baixo, do rosto para a cintura, e ento para cima de novo.
Na viagem de retorno, as maos dele seguiram tambm, deslizando at pegar os
seios, os erguendo ligeiramente. A carne dela subiu at a borda do suti,
cheia, cremosa, branca, suavemente arredondada. Ele apertou. E Scully
fechou os olhos. 

As mos dele apertaram com cuidado, de novo.
"Hmm... e o que voc acha que poderia te distrair, agente Scully?"
a suave massagem continuou, os polegares encontram os mamilos dela
por cima da lingerie, e varrendo lentamente sobre eles, persuadindo
as pontas a ficarem mais duras.

A voz dela, baixa e gutural, soava como se ela precisasse de toda
concentrao que tinha s para formar as palavras. "Oh, eu nao sei...
mas este no  um mau comeo."
 
(Continua na parte III)  
  
== == == == == == == == == == == == == == == == == == == == == == =  
  
