
  
Nota da traduo: Esta fic est sendo traduzida sem a devida    
autorizao do autor. Contatos foram feitos, mas o email que consta  
nesta fic no foi respondido. Mas, mesmo assim, vou traduzir a fic.  
A histria pertence ao autor, e todo crdito deve ser dado a ele  
por isso. Eu estou apenas traduzindo.   
Edna Barros (ednabarros@uol.com.br)     
Para outras tradues, visite: www.wfics.hpg.com.br  

 
Translation's notes: This fic is being translated without the due    
the author's authorization. Contacts were made, but the email that consists  
in this fic it wasn't answered. But, even so, I will translate the fic.  
The history belongs to the author, and every credit should be given to him  
therefore. I am just translating.   
Edna Barros (ednabarros@uol.com.br)     
For other translations, visit: www.wfics.hpg.com.br 

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TITULO: WATCHED
Autor: RHONDA LAKE
honilak@icontech.com

Catagory: Crossover/Ao/Thriller/MSR (desculpe, eu sou
shipper - nao posso impedir)

Resumo: O cachorro que Scully pega na rua  mais do que
aparenta ser. E os que procuram este animal esto dispostos
a matar para te-lo de volta.

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Retratao: CC  dono de tudo relacionado aos Arquivos X.
Este  um crossover, e todo crdito deve ser dado para
os autores dos personagens originais.

Alerta de M/S Romance. Se voc passa mal com isso, nao leia mais
nada aqui. Partes desta historia so nc17.

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WATCHED
by Rhonda Lake
(Parte 1/21)

Ele estava assustado. Muito assustado. Seu corpo estava
machucado, e ele mancava, quase certo de que sua perna ou
estava quebrada, ou deslocada. Mas ele tinha que pensar rpido.
Ele no podia se render. Se isso acontecesse, ele cairia nas maos
dos caadores. Seus irmos, tios, primos... todos eles pagariam o
preo se isso acontecesse.

Ele se esquivou na ruela, choramingando um pouco com a dor, mas
sufocou o som depressa. Eles poderiam estar por perto. Seus sentidos
estavam entorpecidos por causa do acidente. Ele no podia contar
com eles. Ele se sentia perdido. Talvez ele devesse ir para uma rua
mais movimentada. Um caminho deveria ajudar... mas mesmo isso nao
era certo. E se ele se ferisse ainda mais, e pior - se Eles o pegassem?

Ele pensou muito em se matar nos dois ultimos dias. Desde que perdeu
Joe. O maravilhoso e leal Jose Doddard. Joe, o veterinrio. joe, o que
sabia e entendia. Joe, que forou o proprio carro para fora da estrada,
para salva-los de outro carro que estava atrs deles. E ele morreu,
para proteger seu melhor amigo.

Emoo crua ferveu sobre seu peito quando ele pensou em Joe. E ele
queria chorar. Chorar parecia ser um alivio, mas tudo que ele podia
fazer era abaixar a cabea, e choramingar. 

Ele estava to sozinho... com tanto medo.... ele precisava de ajuda.
Mas onde ele poderia conseguir?

Ele mancou mais adiante na ruela, cambaleando, e bateu numa lata
de lixo. Ele gelou ao subito barulho da lata batendo contra o asfalto.
Como um cervo pego pelos faris de um carro, ele nao podia se mexer,
nao podia respirar.

Ento uma porta se abriu, encobrindo-o com uma luz forte. Ele
vacilou e piscou contra o claro. Ele viu uma figura, uma silhueta, l.
Uma mulher. Ele tentou correr, mas caiu sobre a perna machucada. Ele chorou.
A mulher chegou mais perto...

                             X

Mais uma tarefa simples e mundana, s para fazer a vida parecer
mais normal. Dana Scully equilibrava os dois sacos de lixo numa mo,
enquanto abria a porta que dava para o beco, e a caamba.

Ela esqueceu de sua tarefa quando escutou o som de uma lata de
lixo caindo no cho. O barulho alto a assustou. Ela deixou os sacos
carem, e levou a mao para trs, tentando pegar a arma, s para
descobrir que nao a estava usando. Nao precisava para tirar o 
lixo...

Ela mordeu o lbio, indecisa por um momento. Qualquer coisa
poderia estar ali fora, e ela estava desarmada. Mas ela nunca
foi uma mulher de fugir do perigo, e ento ela abriu a porta
dos fundos completamente.

A luz atrs dela clareou o que parecia ser um cachorro sujo, velho.
O co piscou contra a luz, e tentou fugir.

Ela se sentiu uma boca, at que o cachorro soltou um ganido e
parou.

Ele estava ferido. A perna estava inchada e havia lama ou sangue sobre
o plo. Scully sentiu pena pelo pobre animal. Provavelmente ele morreria
sozinho, ali fora, ou ficaria com raiva e atacaria algum.

Antes de perceber o que estava fazendo, ela estava indo para o animal,
devagar. O cachorro choramingou e ela comeou a falar uma litania
de palavras tolas.

"Shhhh... calma, garoto. Voc  um garoto ou uma garota?
Nao vou te machucar. S quero dar uma olhada em voc."

Os tremores do cachorro se acalmaram, seu olhar parecendo calcular o que
Scully queria fazer com ele. A intensidade dos olhos do animal fez ela
se lembrar muito de Mulder, por uma razo desconhecida.

Ento o cachorro abaixou a cabea, comeou a abanar o rabo, e mancou
para ela.

Scully foi cautelosa. Ele poderia morde-la, especialmente ferido.
Quando mais perto ele chegava, mais ela podia ver o longo corte
na perna, e com certeza estava inflamada.

Ela deveria levar isso para o canil municipal para
ser sacrificado, caso nao tivese uma coleira.

Ela esticou a mao e tocou o plo da cabea. Debaixo da sujeira,
ela podia perceber que este era um co de caa, dourado. Raa pura.
O olhar perspicaz dela olhou as propores e linhas. Este animal
era um animal muito bom, mesmo nestas condies. Seria uma vergonha
sacrificar tal criatura.

Suspirando, ela se levantou. "Voc consegue subir uma escada?
Eu vou te limpar, e te dar um pouco de comida. Posso ter algo
na minha bolsa para cuidar dessa sua perna." ela bateu de leve
na propria perna para chamar o cachorr, que ficou, humilde, ao lado
dela. Scully sorriu. Ele era bem treinado.

Dana Katherine Scully... o que voc est fazendo? Voc nao
precisa de outro cachorro. Queequeg tinha morrido fazia uma ms..
e ele era PEQUENO. Ela tremeu a cabea. Ela limparia este
cachorro, talvez o levasse para um veterinrio, e ento ela
colocaria um anuncio no jornal. O cachorro esperou ela no
lado de dentro, enquanto ela colocava os sacos de lixo na caamba.
E andando do lado dela, ele subiu os degraus.

Seria uma vergonha sacrificar um animal to obediente.

                                     X

O cachorro era, sem dvida, o animal mais bem comportado que
ela j tinha visto. Ele nao pulou nos mveis dela. Na verdade,
ele mancou na cozinha dela, como se temendo que a sujeira dele
pudesse manchar seu tapete. Ela tremeu a cabea ao pensamento
tolo. Os ultimos donos dele devem te-lo banido para a cozinha.

Ela examinou os ferimentos do cachorro com todo cuidado, e ele nao
chiou. Tudo bem - ele lamentou, e ganiu quando ela tocou um local
bem dolorido. A perna estava deslocada, e nao quebrada - e estas
eram boas noticias.

Ele mesmo se lambeu, limpando a ferida um pouco, e nao havia
sinal de infeco no corte.

"Bem, garoto" Scully sorriu, depois de dar uma olhada e perceber
que ele era macho. "Eu vou tentar te colocar na banheira. Vou
ser to suave quanto puder, mas voc precisa tomar um banho, e
ento eu posso decidir se preciso colocar algum ponto no seu
corte. Nao sei se alguma veterinaria fica aberta at to tarde.
Ento, se voc for bonzimho, eu posso cuidar do ferimento. Nao
se preocupe, eu sou mdica."

Scully riu de repente: ela estava falando com se ele pudesse
entende-la. Assim como ela fazia com Queequeg. Ela realmente precisava
de uma vida.

Uma hora depois o cachorro estava muito mais limpo, e se fosse visto apenas
do lado sem corte, ele passaria numa competia de raa pura. O plo
dourado brilhava. Ele ficou quieto enquanto ela o secou com o secador.
Scully decidiu fazer isso para nao ter cheiro de cachorro molhado em
casa, e o animal ficou quietinho. Ela teve que raspar a rea do corte,
e dez polegadas de  pele de cachorro apareciam fora do plo lustroso.
Ele lamentou, mas nao se moveu enquanto ela lhe dava uma anestesia local.
Quinze pontos limpos. Ela fez um curativo na perna dele.

Scully estava pasma, alm da convico. O cachorro nao se torceu,
ou tentou remover o curativo. Nao vacilou quando ela usou a navalha
para raspar a rea do corte, ou deu os pontos, nem mesmo quando ela
lhe deu a injeo. Ele era um paciente melhor do que Mulder.

Uma vez limpo, seco e com os ferimentos bem cuidados, o animal
ficou passeando pelo apartamento dela, fuando as coisas. Ela pensou
que ele realmente parou sobre a mesa de centro, onde estava a
arma e o distintivo dela, que ela deixou ali quando chegou em
casa. O cachorro olhou para isso, olhou pra ela, e ento olhou
de volta para o distintivo e a arma. 

O gesto a fez ficar arrepiada. Ento, ele saiu dali. Cheirou ao
redor mais um pouco, antes dela alimenta-lo com uma bolsa de rao
seca que Queequeg comia, e que ela nao tinha jogado fora ainda. 
Mesmo estando em bvia fome, ele nao se lanou na comida. Ele comeu
devagar. Ento, depois de estar abastecido, ele foi para
a sala de estar, se enrolou na frente do sof dela, e dormiu rapidamente.

Scully se sentou na cadeira, estudando a criatura. Ele era um enigma,
mas era inofensico. "O que deu em voc?" ela se perguntou.

Ela se repreendeu mentalmente, e se comprometeu a ligar para
o jornal, colocando o anuncio sobre um cachorro perdido. Ela tentou
nao se importar com a parte dela que nao queria fazer isso.

Fim da parte 1


WATCHED (2/21)
by Rhonda Lake

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O telefone tocou com urgncia. Ele no tinha certeza por que
pensou que o telefone tocou assim, mas ele sabia. Ele cruzou o
escritorio e atendeu.

"Jonhson's Security" o homem preto e magro falou claramente ao
telefone, passando a mo pelo cabelo quase cinza. Ele estava
cansado, tinha sido uma longa noite. O sistema que ele montou
para um de seus cliente tinha dado erro, e ele passou a noite
tentando entender o que estava errado, e trabalhando para consertar
o erro.

Ele ficou tenso ao ouvir as palavras do outro lado do telefone, 
enquanto pensava numa lista de nome. "Tem certeza disso?"

Ele suspirou. Olhando, ele viu Karen de p na porta. Sua esposa estava
fazendo cara feia ao ver a linguagem do corpo do marido, e ela acariciou,
distraida, a cabea do cachorro ao lado dela. "Droga. Tem algum jeito
de saber se Buster escapou ou foi levado?"

Quando a mulher e o cachorro ouviram o nome, eles ficaram alertas.

Johnson acenou com a cabea, e escutou com ateno durante algum
tempo. "Vou fazer as malas e pego um aviao para Washington, agora
mesmo." ele olhou para Karen e o cachorro. "Yeah, pode deixar que
vou levar Scooby. Ele j est querendo descobrir o que aconteceu,
tanto quanto ns."

O co de caa pisou adiante e deu um latido afiado. 

Lemuel Johnson desligou o telefone e encontrou os olhos de
sua esposa. "Era Travis. Temos um problema. Temos um amigo em
Annapolis que pode precisar de nossa ajuda."

"Tenha cuidado, Lem. Vocs dois" Karen coou o plo da cabea
de Scooby."

 
                                 X

Harold Cook se ajoelhou, o sobretudo preto se arrastando na lama.
Ele olhou para as marcas de pata na terra macia. Ele usou um lapis
para erguer a coleira que estava ali, perto de uma cerca, com um gancho
quebrado. A coleira foi serrada at que o couro estalou.

"Eu te disse que estvamos na cola deles, Cook. Voc est me
dizendo que um cachorro comum perderia a propria coleira, de 
proposito?" 

Cook olhou para seu parceiro, Frank Webb. Webb era alto, moreno, um
bigode grosso compensando seus olhos italianos. Cook nao gostava
muito dele como parceiro, ou desta tarefa. Caar um cachorro
idiota que pode ter sido infectado com algum perigo biologico,
assim como o cachorro que escapou dos laboratorio de Banodyne h
uns dez anos atrs. Se a maldita infeco era to
perigosa assim, porque insistiam em usa-la? Alem disso, se o
pessoal da mdia soubesse disso... isso era um trabalho terrivel.
Webb insistiu que havia um efeito colateral sobre o contaminante
biologico, que aumentava a inteligencia do portador.

"Parece que o cachorro se soltou.  o que parece." Cook leu
as placas. Todas as com as vacinas, e uma placa com um nome.
BUSTER. O dono do cachorro tinha sido um veterinario...
se o cachorro estivesse doente, o dono no deveria saber?
Tinha alguma coisa estranha neste caso.

Webb bufou. "Voc est pensando que vamos perder este aqui
igual a Johnson, quando ele perdeu o portador original h dez
anos."

Cook ignorou os delirios de seu parceiro, e jogou a coleira num
saco. Ele ajeitou os oculos sobre o nariz, e ficou de p.
Sendo baixo, ele tinha que olhar pra cima para ver Webb, mas nao
ficava intimdado com o fato. O que o assustava era que a NSA 
dava armas para pessoas como Webb...

"Vamos ver se conseguimos algumas pistas. O sangue no local do
acidente indica que o cachorro est machucado. Ele no deve ter ido
muito longe. Com sorte, talvez o canil da prefeitura ou um
veterinario vai ligar pra ns. Todos eles receberam os avisos."

Cook voltou para o carro, deixando Webb para segui-lo ou
nao, mas ele no se importou.

                                  X

Dana terminou de escovar o cabelo. Ela levantou cedo, e levou
o cachorro para dar um passeio. Ele no parecia se incomodar
com a coleira, mas parecia que ele fez um esforo para aguenta-la,
um esforo estoico. Na volta, ela ligou para trs jornais diferentes,
para colocar um anuncio. Este animal nao era apenas de pura raa, 
mas estava com a sade excelente, exceto pelos sinais de luta ou
acidente.

Ele estava bem alimentado, e tinha as unhas cortas. Este cachorro
tinha um dono que se importava com ele. Agora, se este dono 
estivesse pensando em dar o cachorro para algum = ou para ela =,
toda a situao estaria resolvida.

"Olha s - eu volto hoje  noite. Sinto muito por ter que te deixar
o dia todo sozinho, mas eu tenho que trabalhar" Scully se abaixou e correu
os dedos pelo plo sedoso ao redor do pescoo do cachorro. "Seja um
bom menino, e se voc estragar o meu tapete, vou usar seu plo para
cobrir a mancha."

O cachorro na verdade parecia insultado, e bufou, ruidosamente.

"Ento... at que alguem aparea, dizendo que  seu dono, como
vou te chamar?" ela sorriu e checou mais uma vez a perna machucada.
"Voc  um sobrevivente... eu sei. Vou te chamar de Ishmael. Que tal
Ishy como apelido?"

O cachorro empurrou a cabea suavemente contra o trax dela, 
quase jogando ela pra trs. "Ok, vai ser Ishy. Agora seja um
bom menino enquanto eu estiver fora. Espere at eu contar pra
Mulder sobre voc. Ele vai ter uns sete ataques, e eu vou ter
um s de ver ele tentando no mostrar todos eles."

Scully bateu de leve na cabea do cachorro e saiu, fechando a porta atrs dela.

                                       X

Ela foi embora. Ela era legal. Mas ela era problema, tanto quanto era
a salvao. Ele sabia sobre o anncio de achados e perdidos que ela
tinha colocado. ELES estariam procurando por esse tipo de coisa.

Ele olhou para a escrivaninha perto da janela. Havia um computador
l. O cachorro, antes conhecido como Buster, pareceu sorrir.

                                       X

Mulder j estava vadiando por uma pilha de papelada quando ela chegou. 
Ele olhou para ela sobre os oculos de leitura, e apontou o lapis
para a mquina de caf. Ela olhou para  a cafeteira, ento para
a pilha de arquivos que a esperavam, e foi pegar uma caneca.

Depois de abastecida, ela se sentou do lado oposto a Mulder, e ligou
seu laptop.

Papelada. Ela odiava este lado da burocracia. Eles tinham acabado de
voltar de uma tarefa de campo, ontem  tarde, em Wyoming. Se tivessem
sorte, eles poderiam se livrar rapidamente destes documentos,s para
terem o fim de semana livre.

Scully pegou o arquivo do topo da torre, e olhou para o que deveria
ser um relatorio de despesas, entregue h um ms atrs, a data do caso
a que este relatorio se referia.

"Mulder, h quanto tempo ns estamos com isso?"

Ele sorriu de leve, nem mesmo olhando pra ela, enquanto digitava
alguma coisa. "Tem o bastante para que Skinner nos ameace com
uma tarefa no Alasca se os relatorio nao estiverem na mesa dele
antes da segunda de manh."

Scully abriu a boca. Ela olhou para as pilhas ao redor deles,
e de volta para Mulder. "O CCD confiscou minha roupa intima logo
depois da nossa ultima caada. Parece que eu deveria ter comprado
um pouco mais de roupas."

Mulder riu. "Sua roupa intima tinha aquele buraco na parte de trs?
Para facilitar o acesso?"

Ela ameaou jogar caf nele.

"J que eu duvido que consigamos terminar tudo hoje, vamos
para o seu apartamento ou o meu?" ele falou numa voz baixa,
quase um sussurro.

"Ummm... melhor ser na minha casa. Tenho que fazer uma coisa..."

Mulder fez cara feia. "Voc tem um encontro?"

Yeah, mais ou menos. Ela quis saber o que ele diria caso ela dissesse
que sim. "No. Eu s tenho um..."

"Scully, voc est dividindo o apartamento?"

Ela olhou para ele, em silencio, assustada, por dois segundos.
"O que?"

Ele ficou de p e deu a volta na mesa. Ele estava de p, de cara
feia, as rugas na testa muito lindas. Ele correu o dedo suavemente
sobre a blusa dela, sobre o seio esquerda. Scully prendeu a respirao
por um eterno segundo antes que ele tirasse a mo.

Entre o polegar e o indicador, estavam dois fios de cabelo 
vermelho/dourado. "No  sua cor. Voc tem algo para me
contar?"

Quando ela conseguiu ter o poder da falar novamente, Scully
ergueu uma sobrancelha, e encontrou o olhar de Mulder. "Bem...
eu chamo ele de Ishamel." ela lutou contra um sorriso.

"Eu sabia que esta sua obsesso com Moby Dick ainda te meteria
em problemas. Ele tem um nome de verdade?" o tom dele era de
brincadeira, mas havia uma decepo ou dor em seus olhos... ou as
duas coisas? E que direito ele tinha de ter essas emoes nos
olhos?

"No sei -  ainda no conversamos sobre isso. Mas ele  muito
bonito, com aquela cor de cabelo e os olhos castanhos mais
lindos que j vi. No sei se h uma conexo..." ela sorriu e
tirou os fios dos dedos de Mulder. "Ele  baixinho, mesmo pra
mim... mas ele compensa isso com mais de uma maneira."

O olhar na face de Mulder quase fez ela soltar o riso, e arruinar a
brincadeira. Aquele olhar de cachorrinho abandonado ganhava de
dez a zero em comparao a Ishmael.

"Onde voc conheceu este homem misterioso?"

"No beco atrs da minha casa. Ele estava perdido, sozinho e
machucado. Ento eu levei ele pra casa, limpei-o e o alimentei."
ela teve que sorrir. Isto era perfeito demais.

O olhar de horror e choque no rosto de Mulder quase fez
Scully perder o frgil controle. "Voc fez o que?" Mulder
ficou de p e comeou a andar em circulos pelo escritorio,
correndo as maos pelo cabelo, mostrando uma raiva pouco
controlada. "Voc levou pra dentro de sua casa uma pessoa
das ruas? Scully, nunca pensei que voc fosse estupida... ele poderia
ter ficado violento, louco ou podia ser at mesmo um assassino...
Deus, Scully, esta deve ser a coisa mais desmiolada que eu..."

Scully riu. Um som raro de ser ouvido, especialmente no escritorio,
e isso fez Mulder parar. Ele olhou pra ela como se ela tivesse
ficado louca.

" um cachorro Mulder. Ishmael  um cachorro. Ele  um pastor alemo,
pura raa, e o cachorro mais doce que j encontrei. Acho que ele
foi atropelado ou algo assim, mas ele est bem alimentado, e apesar
dos recentes sinais de trauma, est em boa sade. Tenho certeza de
que ele tem um dono atrs dele, ento vou ficar com ele at que
os anuncios que coloquei no jornal tenham algum resultado. Voc pode
se acalmar agora, e tentar terminar um pouco desta porcaria de papelada?"

"Um cachorro?" ele parecia perdido, at que deu um sorriso, que iluminou
seu rosto. "Voc levou um animal abandonado pra dentro de casa? Nunca
pensei que voc tivesse um corao mole, Scully."

"Bem, eu te abriguei, no foi?" ela se ajeitou para comear a rever
a papelada.

Ela estava esperando que ele dissesse qualquer outra coisa, pelo
menos algo como 'pelo menos ele  um co de caa de verdade', mas
nada apareceu. Ele nunca gostou muito de Queequeg, e ele nao mostrou
nenhuma pretenso de ter pena de sua morte. Mas ele respeitava
os sentimentos dela sobreo assunto, e ele sabia que ela ainda estava
sensvel sobre isso.

Ele voltou para a propria mesa, e eles trabalham juntos, em silencio,
por uma meia hora, antes que Scully olhasse pra ele sobre um dos 
arquivos. "Chins, hoje  noite? Meu apartamento, meus pratos, 
e voc compra e paga."

"Claro, Scully, pode tirar vantagem de mim."

Ela tremeu a cabea e pegou outro arquivo.

Fim da parte 2



WATCHED 
by Rhonda Lake
(Parte 3/21)

Scully abriu a porta. O cachorro estava sentado na frente da
porta, longe o suficiente para ela no tropear sobre ele.
Ela sorriu para o animal e segurou a porta para Mulder. O
cachorro ficou de p quando Mulder entrou no apartamento, 
carregando a caixa que antes servia para colocar formulario
de computador, e que agora continha apenas a papelada
que eles nao conseguiram terminar no escritorio, alm
das caixas com comida chinesa.

Mulder colocou a caixa no cho e ficou de p,
mos nos quadris, encarando o cachorro. "Scully, ele
 um vira-lata."

O cachorro bufou pelo nariz e mancou para Mulder, olhando pra ele. Ele no agia
como um cachorro normal, que cheirava cada pessoa que conhecia.
Ele apenas fitava.

"Mulder, eu tive que raspa-lo para tratar do ferimento dele.
Ele  de pura raa."

Mulder no tinha se movido. "Scully... Ele est me encarando. Mulder no 
olhou para outro lado. Ele no queria ser vencido pelo cachorro, mas
tinha alguma coisa nos olhos do animal que o deixou arrepiado. 
Aqueles olhos no eram... normais. 

Mulder fez cara feia, procurando olhar direto para os olhos que
o perfuravam. Os olhos do animal eram castanhos, do tamanho certo,
nada incomum. Ento, qual era o problema. Expressivos. Aqueles
olhos tinham uma profundidade que nao havia nos olhos de cachorros
comuns.  Mulder nao conseguia parar de encarar. Alguma parte dentro
dele registrou o fato de que qualquer cachorro nao prestava ateno a nada
por muito tempo - ento, porque este aqui nao se mexia?

"Voc no tem que fitar de volta, sabia?" Scully bateu de leve
na perna, e mostrou a corrente. "Vem c, Ishy. Voc foi um
bom menino?"

O cachorro bufou de novo e desistiu da competio, optando pelo
passeio para se aliviar. Enquanto Scully enganchava a corrente
nele, o cachorro deu um olhar para Mulder que s podia ser
interpretado como um olhar presumido.

Assim que eles saram, Mulder pegou a caixa de volta, e retirou
a comida. Colocando o jantar na cozinha, ele se sentou no
sof, e tentou comear o trabalho, e ignorar a idia de que havia
mais naquele cachorro do que podia ser ver.

                                          X

Cook tomou um gole do caf, sentado no dinner sujo, lendo a 
seo de classificados, enquanto Webb olhava a mesma seo 
em outro jornal. Webb declarou que o exercicio era como procurar
uma agulha dentro de um celeito inteiro!

Cook empurrou os oculos sobre o nariz, e passou a mo pela
cabea calva. Ele estava comeando a concordar com Webb. O diabo
devia estar comprando um par de patins para patinar no inferno, pois
ele estava concordando com seu parceiro.

Webb estava mordendo o labio debaixo do bigode grosso, e olhou
para seu parceiro.

"Voc vai me dizer o motivo de estarmos atrs deste vira-lata?
Se  um 'perigo biologico' como me contaram, quem devia estar
atrs dele tinha que ser o CCD. No vejo como um cachorro 
possa ser uma ameaa para a segurana nacional."

"Eu nao te devia falar isso, mas o cachorro original que foi
infectado estava sendo testado como uma nova forma de guerra
biologica. Nao podemos deixar que o CCD saiba disso. Ou mais
ninguem." Webb olhou de volta para o jornal.

"Mas, o portador original escapou de Frank j dez anos. Se
aquela experiencia fosse tao mortal assim, j teria se
espalhado como fogo durante este tempo.

Webb ia dizer uma coisa quando foi impedido por Cook, que lhe
deu um sorriso e leu. "Olha s. Co de caa encontrado. Area de Anapolis.
Boa saude. Ligue para 555-3636."

"Vamos l ento. Temos que conter esta coisa."

                                      X

Dana colocou uma moeda na caixa no fim de sua rua, puxando
a edio da noite. Ishy ficou sentado, quieto, aos ps
dela, olhando pra ela.

Colocando uma mecha ruiva atrs da orelha, ela olhou nos
classificados. Fazendo cara feia, ela comeou a voltar do curto
passeio, para seu apartamento.

"Quando voltarmos, vamos tentar no brigar com Mulder, t
legal? Ele no gosta de ser vencido por um cachorro."
Scully sorriu, e Ishy deu um 'woof' suave.

                                      X

Weeb ligou para o nmero que estava no jornal. Um homem tinha
atendido, confirmando todos os dados, e dizendo que o cachorro 
no parecia ser um animal perdido. Webb disse que eles passariam
para pegar o cachorro da filha dele.

"Deixa tudo comigo. Voc s pega o cachorro."
Webb falou enquanto Cook segurava a focinheira na mo.
Eles estavam no endereo que o homem tinha dado.

Webb bateu e a porta se abriu, mostrando um homem sorridente.
"Vocs devem estar aqui por causa do cachorro. Ser que vocs
se incomodariam se eu pedisse para vocs chama-lo, s para ter
certeza? Ns nos apegamos a ele, se voc me entende."

Webb sorriu facilmente, e s Cook notou que o sorriso nao
alcanou seus olhos. "Claro. Onde ele est?"

"Nos fundos. Ele acabou de voltar de uma volta na rua."
o homem segurou a porta, permitindo que Webb e Cook entrassem
no apartamento.

"Buster" Webb chamou. "Buster, aqui garoto."
No havia reao. Webb fez cara feia. Ele foi avisado que
o objetivo era bem inteligente para ser enganado por qualquer
um. "Voc disse que ele estava aqui?"

Uma mulher pequena saiu do que parecia ser uma cozinha. "Voc
deve ser o sr. Jones. Ele no reagiu. Talvez voc devesse
vir aqui e verificar, s para ter certeza."

Webb e Cook foram pra cozinha. O lugar estava
muito limpo. O cachorro estava bebendo agua de um recipiente plastico
limpo. O animal olhou pra ele e choramingou.

" ele mesmo. Olhe, eu agradeo por tomarem conta dele.
Minha filha estava desesperada esta semana. Ela gosta muito dele."
Webb acenou para Cook colocar a focinheira e a coleira no
cachorro.

"Precisa fazer isso? Ele  um cachorro muito educado, e acho
que nao precisa colocar a focinheira nele" A mulher falou.

"Normalmente ele nao d trabalho, mas quando ele entra
no carro, ele nao para. Mike, por que voc nao leva ele pra
fora. Eu termino aqui."

Cook olhou para Webb confuso. E sentiu um gelo no corao.
"Vamos, Mike. Voc sabe, a recompensa" Webb deu de ombros.
"Ns oferecemos 500 dolares de recompensa para quem trouxesse
Buster para ns."

Cook nao falou nada. Havia mesmo uma recompensa, mas estava
nos cartazes das carrocinhas e dos veterinarios da area. Mas ele
nao esperava que o casal fosse pago.

"Tudo bem. Obrigado, pessoal. Ns agradecemos que vocs
trouxeram Buster de volta pra ns." Cook levou o cachorro,
que protestava, para o carro.

Assim que seu parceiro estava l fora com o cachorro, Webb
sorriu. "Agora, sobre a recompensa..." ele tirou a arma com
o silenciador, e deu dois tiros.

Havia um momento de medo e choque no rosto do homem
antes que um buraco aparecesse na testa dele, com uma nevoa
de sangue saindo de trs da cabea. A mulher nao gritou,
embora o rosto dela fosse uma mascara de horror, e ela tentou
se esconder, correndo para a cozinha.

Webb deu dois tiros nas costas dela, que caiu. Ele colocou a arma
atrs da cabea dela, e apertou o gatilho mais uma vez.

Tirando o silenciador, ele conferiu a casa. Nem ele nem Cook
tocaram em nada. Parecia que o trabalho deles estava 
terminado. O casal aqui nao teria que se preocupar sobre o cachorro
que eles encontraram.

                                 X

Mulder olhou pra porta quando Scully entrou. Ela jogou o jornal no
sof, perto dele. "Meu anuncio nao est l. Vou ligar para o jornal
e ver se foi extraviado ou algo assim." ela soltou Ishmael e pegou
o telefone, discando o numero que ela achou esta manh.

"Al, aqui  Dana Scully. Estou ligando para falar sobre um
anuncio que eu pedi para ser colocado no jornal. Foi nesta
manh."

Mulder viu Scully carranqueadno de novo. "Eu nao entendo...
eu nao cancelei nada. Espere um minuto - como foi cancelado?
Por email? Deve haver algum engano..."

De repente, o cachorro pulou sobre Scully, lambendo o 
rosto e queixo dela, batendo a pata acidentalmente 
sobre o gancho do telefone.

"Ishy... Ishy, desa." ela o afastou. "Olha o que voc fez... voc
desligou o telefone" ela tremeu a cabea, e bateu no botao de
rediscagem.

O cachorro bateu a pata sobre o gancho de novo, e latiu desta
vez.

"O que voc tem?"

"Se eu nao achasse loucura, Scully, acho que ele nao quer
que voc ligue para o jornal" Mulder sorriu pra ela, at que
o cachorro latiu de novo. Mulder estreitou os olhos
e estudou o cachorro, e ento tremeu a cabea.

"Liga pro jornal de manha, Scully. Ainda temos que arrumar esta
baguna aqui." Mulder ofereceu um arquivo pra ela.

"Tudo bem. Mas eu vou esquentar o jantar. Ei, Ishy, voc gosta
de carne de boi?" ela esbarrou nos dois e foi para a cozinha.

Fim da parte 3


WATCHED
by Rhonda Lake
(Parte 4/21)

Scully desapareceu na cozinha, e o cachorro comeou a brincar com
uma bola pequena e  vermelha que foi de Queequeg. Ele parecia 
estpido brincando com aquilo. A bola era pequena demais para um
cachorro daquele tamanho.

O cachorro ficou jogando a bola pra cima e tentava pega-la
antes de cair no cho, mas perdeu o alvo algumas vezes, pois
a bola estava murcha. Mulder tirou os olhos do estpido vira-lata
e comeou a preencher o relatorio  mo. Ele sorriu pra si mesmo -
pelo menos ele nao tinha que passar por uma tonelada de notas de
campo, como Scully tinha que passar.

O micronndas estava tocando na cozinha, mas nenhum som
veio por parte do cachorro. Mulder parou de escrever e bateu a caneta
contra o arquivo em seu colo, olhando ao redor. O cachorro no 
estava em parte alguma. Aquele animal o deixava nervoso. Ento,
ele o viu. O cachorro estava com o focinho enfiado em seu sobretudo.

"Ei!" Mulder colocou o arquivo de lado e se levantou. "Isso
a no  pra voc brincar!"

At chegar l, o cachorro estava jogando o distintivo
de Mulder no cho. O agente gelou - tinha alguma coisa muita
estranha por aqui. O cachorro abriu o distintivo com o nariz, fazendo
Mulder ficar ainda mais carranqueado. Como diabos um cachorro sabia
como abrir uma carteira?

O animal olhou do distintivo para Mulder. Bufando, o cachorro
pegou a carteira com a boca e andou at parar diante do homem
confuso. Ishy empurrou a cabea contra a mo de Mulder, que tirou
a carteira da boca do cachorro.

"O que est acontecendo aqui?" Mulder murmurou, baixo.

O cachorro andou mais alm e comeou a retomar seu jogo com a bola.
Era quase como se um boto tivesse sido apertado. Num minuto o animal
estava exibindo um comportamento estranho, quase inteligente, e no outro
ele estava agindo como um tpico cachorro.

Mulder colocou a carteira ligeiramente mida no bolso interno do
sobretudo, e voltou ao sof.

Scully saiu da cozinha equilibrando dois pratos de comida 
requentada. Colocando um prato na mesa de centro diante de Mulder, ela
se sentou perto dele com o outro prato nao mo, pegando um arquivo
para comear a ler.

"Aquele cachorro no tinha coleira nenhuma?" Mulder perguntou para
sua parceira. Scully tinha comido uma garfada de mein de lo e ela 
negou, enquanto chupava um macarro particularmente longo entre
os lbios. Ela nem mesmo se incomodou em falar alguma coisa. Mulder
se forou a olhar em outra direo. Pensamentos nada 'parceirsticos'
vieram  sua mente, repetindo-se sem parar.

Scully engoliu e comeou a procurar as anotaes de campo no
arquivo. "Nenhuma coleira, nenhuma cicatriz, nem identificao.
Nada."

O cachorro tinha parado de brincar, e olhava pra ele, como se
entendesse que estavam falando sobre ele.

"Ele se comporta de maneira estranha pra um cachorro."
Mulder comeou a comer.

O cachorro quase sorriu, e ento surgiu na frente deles, 
choramingando.

"Srio? Mulder, ele  um cachorro. E agora mesmo est nos vendo
comer e est implorando por um pouco de comida. Voc nao tem que
ver arquivo X em todas as coisas, sabia?"

Mulder olhou de novo pro cachorro. Ela estava certa - o animal
estava l, fazendo pequenos barulhos, choramingando na 
garganta. Mulder pegou um pedao de carne e jogou pro cachorro.
Ishy pegou a comida com facilidade. Ento o cachorro se
aproximou ainda mais.

Scully riu. "Agora voc est ferrado. Ao dar comida pra
ele, com certeza ele nao vai largar o seu p at que seu prato
esteja vazio."
      
                                     X

Lem desceu do avio em D.C. e pegou sua bagagem, e o portador onde
estava Scrappy. Assim que pegou o carro alugado, ele soltou o cachorro, e 
colocou a mala no porta-malas.

Ao se afastarem do aeroporto, Lem comeou a esboar a situao.
"Primeiro, vamos achar um hotel, ento ligamos pra casa e vemos se
Travis tem alguma novidade." Scrappy olhou pra ele de maneira
acusadora, com seus grandes olhos castanhos. "Oh, desculpe."

Lem pegou um laptop, e abriu entre eles. Pegando uma caneta
no bolso do casaco, ele deu ao cachorro. Scrappy pegou a caneta
na boca e comeou a digitar no teclado. Lem tentou dirigir suavemente,
ignorando os cliques lentos ao seu lado. Ele sentiu uma pata
na perna, e olhou para a tela.

ONDE JOER ENCONTRADO? / BOM IR LAA.

Lem riu e Scrappy rosnou pra ele. "Desculpe. Eu sei que digitar
num carro em movimento no  nada fcil. Ok. Joe foi
encontrado numa estrada em Annapolis. Assim que eu achar
um lugar para ficarmos, eu te levo l."

Ele riu sozinho. H dez anos, se alguem tivesse lhe
falado de que ele estaria dirigindo por DC com um superco,
e um laptop, ele provavelmente entregaria sua arma, e esperaria
pelos homens de branco. Mas muita coisa podia acontecer em
dez anos. O mundo estava mudando. Ele olhou para seu 
companheiro. O mundo estava mudando mesmo, mas para melhor.

Ele disse para seu amigo Walt que o homem estava querendo ser
Deus, e que merecia ter este stauts, caso pudesse criar algo como
um cachorro com inteligencia humana. Mas ele aprendeu, durante os
anos, que o homem nao era o tipo benevolente de deus com a sua
criao. Ns criamos vida... e ento negamos sua liberdade.

Ele tentaria fazer com que isso nao acontecesse de novo. Ele tinha
que tentar impedir que o governo colocasse as mos sobre qualquer um
parecido com Einstein, ou o proprio. Se ele falhasse...

Lem sentiu as mos ficarem midas no volante, e
o cabelo da nuca se arrepiando. Se ele falhasse, isso seria
escravido para outra raa. Ou exterminao. Lem tremeu a 
cabea de leve. De jeito nenhum ele deixaria isso acontecer.
E rezou para que Buster estivesse vivo e seguro...

                                      X

Eles trabalharam por horas. Mulder tirou o culos e esfregou
os olhos.

"As palavras esto comeando a nadar diante de mim. Acho que est
na hora de pararmos" ele fechou o arquivo e colocou-o sobre a pilha de
'trabalhos feitos'.

Scully suspirou e fechou o prprio arquivo tambm. " meia-noite e meia,
Mulder" ela se esticou, dando um bocejo, tentando esconde-lo
atrs da mo. "No falta muito. Por que voce no passa a noite aqui?
Assim podemos terminar logo pela manh, e ter o fim de semana livre.
Assim que acabarmos com tudo isso, eu nao quero pensar em trabalho
at segunda-feira de manh."

"Ooo, voc vai me acordar ou me cutucar?" ele lhe deu seu melhor olhar
lascivo.

Ela elevou a sobrancelha, como s ela conseguia fazer. "O sof, Mulder.
Voc vai ficar no sof."

Mesmo com a oferta tentadora, ele nao tinha certeza se aguentaria ficar
ali, tendo aquele maldito cachorro vigiando-o a noite toda. J foi dificil
trabalhar com o animal em cima deles. Mulder nao conseguia parar de
pensar que estava sendo avaliado. "Tudo bem. Vou pra casa, onde posso
tomar banho e trocar de roupa. Mas eu termino isso pela manh."

Scully o observou indo embora, e comeou a limpar a pequena 
baguna que eles fizeram, inclusive depositando o saco com
sementes de girassol dentro do lixo. Ishy a seguiu, olhando
enquanto ela checava as trancas das portas e janelas. Ele
a seguiu para o quarto, e se deitou, entre a cama e a porta.

SCully mudou de roupa e tremeu a cabea, olhando para o
cachorro. "Se eu tropear em cima de voc quando for
ao banheiro no meio da noite, voc vai se arrepender."

O cachorro deu um 'woof' baixo e deitou a cabea sobre as patas.

                                          X

Mulder no conseguiu dormir quando chegou em casa. Bem, isso no
era nada incomum. Mas desta vez, o motivo no era o medo 
de alguma coisa, ou sobre o trabalho que tinha pra fazer, ou
qualquer outro motivo identificvel. E demorou quase uma hora para
Mulder entender que foi o cachorro que Scully pegou que o estava
incomodando.

Ele nao sentiu nenhuma ameaa ou hostilidade por parte do 
animal. No havia nenhum sentido intuitivo que o animal era
prejudicial. Mas Mulder estava inquieto.

"Deus, voc pode ser to pattico a ponto de sentir cimes
de um co?" ele resmungou contra as sombras de luz que vinha de sua
televiso. Ser que era isso? Por que ele estava se sentindo ciumento?
POR QUE ele sentiria cimes?

<Nem pense nisso> sua mente consciente o advertiu.

No, no era apenas cimes. Era a estranha inteligncia nos
olhos do animal. A maneira misteriosa como o animal procurou e olhou
para o distintivo de Mulder antes de devolve-lo. A ateno que
ele demonstrou ao ve-los examinando os arquivos, a maneira como os
vigiou a noite toda. Era... spooky. Mulder sorriu ao pensar nisso.

Yeah, t legal. Scully tinha razo. Estou procurando algo incomum em
tudo, mesmo num cachorro estranho.

Mas o sono no estava vindo. Sentindo-se ligeiramente envergonhado,
ele pegou o telefone, apertando o numero que sabia de cor, sendo
atendido pela secretria eletronica.

                                    X

Cook se sentou pesadamente em sua poltrona. Ele colocou um
copo de usque e tentou no pensar. Eles tinham dado o  cachorro
para a chefia regional do NSA, e toda a reuniao deixou um gosto 
de leo em sua boca. Talvez fosse por eles terem entregue o animal
numa garagem subterranea, e no a garagem da sede. Talvez
fosse a presena dos outros. 

No apenas o diretor Simms, mas os trs homens que 
empurraram o cachorro apavorado para dentro da gaiola, e os dois
homens que assistiram tudo. Todos eles usavam sobretudos e
ternos, e em DC isso era o mesmo que colocar um sinal de nen sobre
eles, dizendo que era do governo. Onde estavam os mdicos?
Se o cachorro estivesse carregando algum tipo de doena 
biologicamente criada, no deveria ter pelo menos um mdico 
presente, para avaliar a sade do animal?

Dois dos homens fizeram sua pele rastejar. Um deles era
um homem preto e alto e o outro era uma velha chamin. Nenhum
deles disse nada. Assim que o cachorro foi engaiolado, e colocado
na parte de trs de um furgo sem marca, esses dois entraram
l tambm.

O diretor lhes deu um tapinha nas costas, dizendo como era
bom ver um trabalho bem feito, e os dispensou. Eles encontrariam
novas tarefas, segunda de manha, em suas mesas.

Harold Cook bebeu o resto do usque, e fechou os olhos. Toda esta
tarefa parecia um trabalho sujo, algo j armado. E Harold Cook
no gostava de armao. No mesmo.

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Fim da parte 4


WATCHED 05
BY RHONDA LAKE

(Parte 5/21)


Scully tomou banho depressa, e vestiu uma cala jeans, e uma camisa
branca de algodo, folgada. Ela sabia que Mulder iria aparecer a
qualquer momento. Ligando a cafeteira, ela cortou uma laranja 
para o caf da manh. Colocando tudo de lado, ela pegou
a corrente, ela foi para Ishmael.

"Vamos, hora de passear" ela o checou enquanto colocava a
coleira. O cachorro nao estava mais mancando tanto esta manh,
e a ferida estava curando rapidamente.

Ela andou lentamente pela rua, deixando o cachorro fazer o que
queria. Ele cheirou o rastro de cem cachorros que passaram ali
diante dele, mas marcou cada canto do lado de fora do apartamento
de Scully. Em menos de dez minutos eles estavam de volta, e
Scully estava olhando o jornal. 

Ishmael entrou na sala. Ele olhou as fitas e CDs na estante perto
do som. Ele abanou o rabo, animado, quando viu um ttulo
que conhecia. Joe adorava msica clssica.

Mulder chegou s 8h30. Quando ela abriu a porta, ele sorriu.
"Moa da Avon."

"Voc dirige um carro rosa tambm?" Scully o deixou entrar.

Ele passou por ela, seguindo o cheiro de caf at a cozinha,
falando por cima do ombro. "Scully, quem dirige carro rosa
so as meninas da Mary Kay - voc devia saber disso."

"E como voc sabe tanto sobre as vendedoras de comsticos que
vo de porta em porta, Mulder?" ela foi alm dele, sentando-se
na mesa, enquanto ele colocava uma xicara de caf para si.

"Bem, se eu te dissesse, teria que te matar" ele abriu um
dos armarios e tirou uma caixa de cereais, antes de pegar uma
tigela e uma colher."

"Sirva-se, Mulder" ela sorriu enquanto comia a outra metade
da laranja.

"Nao se incomode comigo" ele respondeu, enfiando a cabea na
geladeira, procurando leite. "Geez, voc no tem leite de verdade?"
ele pegou a caixa de papelo que continha leite com 1% de gordura, 
e foi para a mesa, resignado.

" leite de verdade. Saiu de uma vaca." ela voltou a ler o jornal.

"Yeah, e ento este leite teve todo seu gosto retirado por algum
processo cientifico, que provavelmente envove radio, e uma nova
marca de controle de pureza." ele colocou o leite sobre o cereal,
que nem fez barulho. Ele tomou um gole do caf, e ofegou, com
o rosto vermelho.

Mulder conseguiu ofegar, "gua!"

Scully lutou para nao rir enquanto pegava a gua pra ele.
Ele agarrou o copo da mao dela, e engoliu tudo de uma vez.

"Cuidado, Mulder - o caf est quente."

O claro que ele lhe deu disse pra ela tomar conta do proprio
nariz. "Muito obrigado pelo aviso, Scully. Eu deveria te
processar por agresso. Acho que nunca mais vou poder usar
minha lingua de novo."

Scully riu. "Voc est falando bem agora."

Ele colocou um pouco do 'pseudo' leite na xicara, apesar
do fato de nao gostar muito, e o sorriso preguioso que ele
deu pra ela fez o corao de Scully correr mais rapido. "No
foi isso que eu quis dizer."

Scully quase sufocou na laranja que comida. Mulder sorriu para ela,
triunfante.

" melhor terminarmos antes do meio dia. Combinei com o pessoal
de jogar basquete. Quer ver? Voc pode torcer para o outro time."

"Com quem voc vai jogar desta vez?"

"Alguns caras do laboratorio forense. Ei, talvez voc possa
torcer por Pendrell."

Ela rodou os olhos. 

Quando eles passaram pela sala, no notaram quando Ishamel puxou
o jornal da mesa e comeou a olhar para o papel de uma maneira
nada comum para um cachorro.

                                             X

O telefone tocou. Era sbado, pelo amor de Deus!

Cook pegou o telefone no criado mudo. A mo achou o fone, e 
levou-o para sua orelha.

" melhor ser bom" ele trovejou.

"Aquele cachorro que vocs trouxeram... era o cachorro errado. Nao
estava... infectado, e era pelo menos dois anos mais jovem do
que o co que buscamos. A caa continua. Quero voc e Webb no
meu escritorio, em uma hora." Simms desligou antes que Cook
pudesse protestar.

Droga! Cook saiu da cama, e foi para o chuveiro. Ele pensou
que tinha se livrado do fedor de Webb ontem.

                                           X

Mulder assinou o nome dele no ultimo relatorio, fazendo um adorno.
Terminado, C'est fini, concludo, LIVRE! Ele fechou o arquivo e
se sentou, olhando SCully trabalhar. Ela estava no ultimo arquivo
dela. Ele sorriu - ele tinha ganho a corrida nao declarada entre
eles.

Ela estava sentada na cadeira, os oculos refletindo a luz que entrava
pela janela. Aquela mesma luz fez o cabelo ruivo brilhar. Ela parecia
completamente absorvida no relatrio. A caneta em sua mo danava 
ligeiramente pelo papel. Ela parecia uma estudante de faculdade fazendo
um exercicio para a prova final. Ou uma pintura de Raphael.

Ela estava inegavelmente linda ali, sentada, e Mulder se mexeu, 
incomodado. Ele tentou pensar num jogo de basquete, como distrao.

Ele no notou Ishmael perto do som, ou que o cachorro apertou o
botao de 'power' com o nariz. Mas o ar quieto do apartamento foi
quebrado pelo som feroz de uma guitarra da maneira que s Jimmy
Hendrix podia tocar.

Os dois agentes pularam ao ouvirem o sbito som. Felizmente
o som nao estava alto demais. Mas os dois ficaram com uma
expresso atordoada e estupida nos rostos.

//She is a little heartbreaker. She is a little heartbreaker//
Scully ficou de p como um raio, e mergulhou para delisgar o
som. //Ooo, the Lady Foxy// Scully desligou o aparelho antes
de apertar o boto de stop.

"Que diabos foi isso?" Mulder estava  beira de uma risada.

"Deve ter sido um pique de luz ou algo assim" Scully estava
com as maos nos quadris, olhando para o som, fazendo cara feia. "Mas
nao me lembro da ultima vez em que coloquei aquela fita l
dentro."

Ishmael sentou perto de Mulder, e colocou a cabea na perna
dele. Mulder coou atrs das orelhas do cachorro, distrado. Se
o cachorro pudesse sorrir...

Scully deu de ombros. "Bem, estamos quase acabando. Que tal pularmos
o almoo, e ento Ishy e eu poderemos escolher para qual time ns vamos torcer?"

"Pra mim est timo. O que voc acha, cara peluda?" Mulder moveu a 
perna debaixo do queixo do cachorro.

O co de caa latiu uma vez, abanando o rabo.

Scully terminou o ltimo relatrio dela e colocou a coleira no cachorro.

"Voc dirige". Mulder sorriu. "Se voc vai levar o vira-lata, 
no quero ele sujando o meu carro."

Eles foram para a porta, o cachorro olhando pra trs, para o telefone.
Scully se esqueceu de ligar para os jornais esta manh.

                              X

Scobby bufou enquanto subia pela cerca. Ele olhou para trs,
e viu Lem atrs dele.

"Voc tem um faro e tanto. Este rastro deve ter cinco dias. Tem certeza
de que voc nao tem um parente sabujo?"

O cachorro lhe deu um olhar sujo, mas o sorriso branco de Lem 
lustrou pela cara escura dele.

"Ento, para onde ele foi, a partir daqui?" ele olhou para o
cachorro. Scooby lamentou. "Droga... voc perdeu o cheiro?"

O cachorro abaixou a cabea, e colocou o rabo entre as pernas,
abatido.

"Bem, no estamos to mal assim. Ns sabemos onde ele morava, e era
longe do acidente. Agora vamos confiar no bom e velho lado humano.
Vamos ver os jornais. Acho que os veterinarios e os canis esto
com aqueles avisos sobre doena, igual a dez anos atrs, alegando
que Buster  um cachorro de laboratorio, que pode estar levando a cura
para o cancer. Mas temos vantagem aqui... Buster nao tem tatuagem.
E podemos ligar para os mesmos locais, s que dando mais detalhes.
Sabemos que Buster tem uma pinta em forma de meia lua no nariz dele.
Eu aposto que ELES nao sabem disso." Lem tentou alegrar seu amigo.
"Mas nao vamos desistir deste caminho. Bem, eu nao posso pensar
como Buster, mas voc pode. Voc est com medo, ferido e sozinho...
para onde voc iria?"

Scobby olhou com cuidado, e comeou a caminhar para o oeste.


Fim da parte 5



WATCHED 
BY RHONDA LAKE
(Parte 6/21)

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A viagem no carro foi feito em silencio agradvel. Ishy enfiou
a cabea pela janela do carro, e suas orelhas se agitaram na brisa.

Assim que estacionaram, eles foram para um vendedor no muito
longe do banco favorito deles. Ela s ergueu uma sobrancelha
quando Mulder pediu trs cachorros-quentes. Eles se sentaram,
vendo os turistas.

Scully viu Mulder alimentar o cachorro dela com um dos sanduiches, e
tentou no gritar com ele. Cachorros quentes eram as piores coisas
que se devia dar para um cachorro, mas ao alimenta-lo, Mulder
estava mostrando mais aceitao. Ele estava mostrando uma certa
camaradagem. Ontem  noite ele deu comida para o cachorro tambm. Scully
tremeu a cabea - ela estava comeando a pensar em ficar com o cachorro.

Depois de uma hora andando, quase todo o passeio em silencio,
eles foram para a quadra onde iria acontecer o jogo.

Quatro pessoas estavam l, vestidos como Mulder - bermudas largas e
camisas sem manga. Normalmente, ninguem se aproximaria de Mulder
e Scully durante algum tempo, mas Ishy parecia atravessar a linha
invisivel entre eles e os outros agentes.  Agente Stiles se aproximou
primeiro, se agachando para acariciar o cachorro.

"No sabia que voc tinha um cachorro, Dana" ele olhou para a parte
de trs do animal. "Ele  um bonito animal. O que aconteceu com ele?"

"Eu no vi, mas acho que ele foi atropelado, e o motorista fugiu."
Scully se forou a ser corts.

"Qual  o nome dele?" Agente Heckman perguntou enquanto se abaixava
para afagar o cachorro, que parecia estar adorando a ateno.

"Ishmael" Scully olhou para Mulder. O que havia com cachorros, crianas
e mulheres grvidas que faziam as pessoas pensarem que elas poderiam
ser tocadas em publico - e sem permisso?

"Ei, Mulder: ouvi dizer que a Forense pegou Collins pra jogaar com eles.
Acho que eles ficaram nervosos." Stiles sorriu, malicioso. Collins tinha
mais de dois metros de altura.

"Yeah, acho que somos ns que devemos ficar nervosos. Collins  bom."
Mulder deu de ombro.

Mais pessoas chegaram para o jogo. Mulder abriu o gatoraide que
ele comprou mais cedo, dando para Scully segurar, antes de ir para
a quadra. Scully ficou l, e logo umas duas dzias de esposa, namoradas
e agentes se uniram a ela, s querendo ver o jogo, e torcer para
seu time.

Ishy chamou muita ateno. Ele s parecia ficar aborrecido quando as
pessoas obstruiam sua viso do jogo. Dana quase riu - voc poderia
pensar que o cachorro estava prestando ateno ao jogo de verdade.

                              X

Cook fez cara feia enquanto fazia a ltima chamada. Eles tinham seis
possibilidades em DC e nas reas vizinhas. Simms despachou os homens
para conferir cada um deles. Webb estava sentado na frente de Cook,
olhando os classificados. Nenhuma pista vindo das veterinrias.
Tentar achar um cachorro numa rea to povoada era perto do impossvel.

Webb estava mastigando seu bigode enquanto jogava o jornal
no lixo, pegando outro. Cook tremeu a cabe. Ele no sabia por que
estava neste caso. Sua rea de percia era encontrar PESSOAS
que no queriam ser achadas. Um cachorro no valia o esforo. E
com certeza o animal no seria inteligente o suficiente para mudar
sua identidade, no importava o que dizia Webb.

"Ns poderiamos colocar cartazes do cachorro se tivssemos uma foto.
Ser que no podemos arrumar uma onde Doddard morava?" Cook perguntou.

"Nope. Nenhum". Webb estava irritado. Ele nao estava a ponto
de contar que algum passou pela casa e escritorio do veterinario antes
da unidade de busca e limpou todos os lbuns de foto, deixando apenas
algumas manchas de quadros suspeitas na parede e livros. Algum
estava protegendo o cachorro. A filha de Doddard estava sendo vigiada.
Mas ela s entrou na casa do pai depois que o time de busca tinha
terminado.

Ento, quem estava contra eles? O dono do cachorro ou alguem que s
quer manter o segredo? Quem quer que fosse, era inteligente o 
suficiente, e sabia o que eles estavam fazendo. E ele no podia
deixar Cook saber disso, mesmo sendo ele seu parceiro nesta busca.

                                   X


Depois que Scooby admitiu ter perdido o rastro, eles voltaram ao
motel para revisar as opes que tinham. Isto trouxe Lem at aqui.

Ele se sentou com Lisa Doddard enquanto Scooby estava no motel. Lem sabia
que Lisa estaria sendo vigiada, e aparecer na casa dela com um co
seria claramente estpido.

Lem conhecia muito bem os mtodos de vigilncia, ento as unicas
palavras ditas entre ele e Lisa eram sobre o pai dela, suas condolncias,
planos para o funeral e outros detalhes enfadonhos. O que estava
acontecendo num caderno na frente deles era o que realmente contava.

Outra conversa completa. Ele tentou lhe oferecer um pouco de
confiana, mas ambos sabiam que as promessas seriam vazias. Lisa
sabia sobre Buster, pois ele foi amigo dela tanto quanto foi
de seu pai. Ela deu para Lem uma lista de todos os lugares para
onde Buster poderia ter ido.

"Ento, seu tio de Cleveland est vindo para o funeral?" Lem
rabiscou 'eles vo examinar tudo sobre Joe.'

"Sim. Ele e tia Carol devem chegar amanh cedo." ela rabiscou
uma nota, 'eles no conseguiram nada. Papai tinha muitos amigos
que sabiam da verdade. Eles limparam tudo quando ouviram sobre o
acidente, usando um rdio da polcia.'

"Ento voc no vai ficar sozinha. Isso  bom, Lisa. Voc precisa
de pessoas ao seu redor." ele olhou pra ela. Essas palavras estavam
cheias de significado. 'Quem? Eles poderiam se meter em problemas'.

Ela acenou com a cabea ao ler a nota, e ento escreveu uma
resposta enquanto falava. "No se preocupe. Eu vou ficar com
amigos e famlia por algum tempo". 'Nada de nomes. Queria protege-los,
mas eles querem assim. Desculpe, Lem. S sei que eles vo ter
cuidado'.

Ele acenou com a cabea, saindo da casa de Lisa com o caderno na
mo. Apesar da lista das pessoas e locais referentes a Buster,
ele no tinha muita esperana. Buster era muito inteligente para 
ir a algum lugar previsvel.

                                 X

S nos ltimos quatro minutos foi que VC estava sobre o Forense com
uma diferena de trs pontos. Dana tentou no se alegrar enquanto via
Mulder roubar a bola debaixo de Collins, e ir para a cesta. Pendrell o
bloqueou e Mulder passou a bola para Heckamn, que marcou mais dois
pontos para o lado deles.

No demorou e a bola voltou ao dominio da equipe Forense. Foi Danny
quem fez a cesta e elevou a contagem para dois pontos de novo. Dois 
minutos para o final, e a diferena ainda era de trs pontos. Os espectadores
ao redor de Dana e Ishmael estavam gritando, incentivando seus times.
Isy saltava para cima e para baixo no banco perto de Dana, e comeou
a latir, acrescentando sua voz  baguna, para diverso de todo
mundo.

No fim foi Collins quem fez a diferena. A equipe Forense marcou seis
pontos em dois minutos, ganhando sobre VC.

Os times apertaram as mos (embora alguns apertos parecessem
cansados) e terminaram o jogo. Ao redor de Dana o dinheiro estava
voando, trocando de mos devido s apostas amigveis. Ela suspirou
enquanto tirava uma nota de cinco dlares do bolso, e ergueu o dinheiro.
Agente Jenkins pegou o dinheiro com um sorriso.

"No precisa ficar assim, Scully. Eu j vi Collins jogar antes"
ele sorriu, sem rancor, e se afastou.

Scully ofereceu o resto do Gatoraid para Mulder enquanto se
aproximava dele, e ele bebeu tudo, secando o suor do rosto com
a camisa suada.

"Ento, para quem voc estava torcendo?" ele jogou a garrafa vazia
numa lata de lixo.

"Cala a boca, Mulder. Voc me custou cinco dlares" ela foi em
direo ao carro.

                                     ###

Scully levou Mulder para a casa dela, onde ele pegou o proprio carro
para fazer o resto de suas atividades de fim de semana. Depois de dar
comida a Ishmael, ela finalmente entendeu que tinha evitado  o assunto
de propsito, e que no dava mais para esperar. Ela pegou o telefone,
e comeou a discar para o jornal mais uma vez.

"Sim, eu queria colocar um anncio..."

Ishy, mais uma vez, estava sobre ela. Ele colocou a pata sobre o
gancho do telefone. "Pare com isso, garoto" ela o afastou e
comeou a rediscar. O telefone ficou mudo.

Scully olhou para baixo e viu o co com o fio de telefone na boca. Ele
havia puxado o fio da parede. Levou um segundo para ela entender o que
ele tinha feito, e ao fazer isso, Scully sentiu o peito apertar, e a garganta
tambm.

O cachorro estava, desde ontem, arruinando as tentativas dela
para colocar anuncios no jornal... era coincidncia demais? Puxar
a corda no foi um avidente, foi deliberado. Mas como um cachorro
poderia saber que o fio dava linha ao telefone? A mente de Scully
estava bobinando, e ela ficou tonta. Isso no estava acontecendo.
Isso nao podia estar acontecendo.

Ishy sumiu na cozinha, e voltou, com o jornal na boca. 
Ele colocou o jornal no colo dela, e ficou mexendo o papel
com o focinho, lamentando.

"Mas que diabos?" ele continuou mexendo com o papel. Havia
uma reportagem sobre um assassinato duplo em Annapolis. Scully lanou o
jornal longe. Ishy pegou o jornal de volta, na mesma reportagem. Tremendo,
ela leu as palavras, no querendo reconhecer nada disso. Nenhuma pista
do assassinato duplo. No foi roubo. Havia uma meno de que o assassino
usou um cachorro como desculpa para entrar na casa. O cachorro no
foi encontrado.

"Isso deve ser uma aberrao" ela jogou o jornal longe. "Ele no
pode entender nada disso. Acho que tenho ficado tempo demais com
Mulder. Estou comeando a pensar como ele. Daqui a pouco eu vou achar
que foi voc que colocou aquela fita no som.

Ishy foi para o aparelho, e apertou o boto com o nariz. O tocafitas
se abriu, e ele retirou a fita com cuidado, colocando-a no colo de
Scully.

Ele  inteligente, muito inteligente. Bem treinado. "Voc  um
cachorro treinado? Para shows? Isso faz parte de uma encenao?"
ela quis saber, em voz alta. "Voc no pode entender as coisas, no
? Voc s foi treinado para pegar a fita. Seno, se voc tivesse
me entendido mesmo, voc traria a caixa da fita pra mim."

O cachorro fez um 'woof' e foi para a prateleiras de cassetes e cd, 
perto do som, pegando uma caixa de fita, e levando pra ela. Era
a caixa da fita de Hendrix.

"Um... Que tal algo relacionado a Loreena McKennit?" Scully
comeou a rir. Isso era impossvel - era loucura!

Ishy foi para a estante e pareceu estudar tudo por l antes de
agarrar um cd com os dentes, colocando "Mscara e Reflexo" no colo dela.

Scully olhou boba para o cachorro, e pegando instintivamente o celular,
ela apertou o primeiro boto do dial de velocidade.

Fim da parte 6 



WATCHED
BY RHONDA LAKE
(parte 7 /?)

Mulder saiu de toalha do banheiro, e vestiu um short, antes 
de notar que a luz na secretria eletrnica estava piscando. 
Ele apertou play enquanto vestia uma cala jeans.

BIP. "Mulder, liga pra ns. Tem uma coisa que voc deveria 
saber em relao ao que voc estava indagando." Mulder 
reconheceu a voz de Langly. No havia outra mensagem.

Ele pegou o telefone, e discou o nmero de memria.

"Oi, fale rpido."

"Frohike,  Mulder." Mulder sentou e comeou a calar o 
tnis.

"Mulder? Espera um pouco - vou falar pra Byers pegar na 
extenso..."

Mulder suspirou enquanto ouvia a outra linha ser atendida. 
"Ok, pessoal, o que est acontecendo?"

"Ei, Mulder. Voc j ouviu falar dos Laboratrios Banodyne?" 
Byers parecia entusiasmado.

Mulder carranqueou e mordeu o lbio inferior. "Hmmm... eles 
foram fechados h uns dez anos atrs. Eles faziam pesquisa 
sobre recombinar o DNA, certo?"

"Sim. Tem alguma idia do motivo deles terem sido fechados 
h dez anos?" Frohike devia ter continuado na linha.

"Bem, oficialmente eles ficaram sem fundos e a pesquisa 
deles ficou estagnada depois que um fogo no laboratrio 
acabou com muitos dos projetos de pesquisas. Existem boatos, 
no-oficiais, de que uma ou duas das experincias escaparam 
e mataram pessoas." Mulder vestiu uma camisa preta de algodo.

"Duas experincias fugiram, ambas do mesmo projeto, cujo 
nome era Francis. O projeto foi nomeado assim devido a So 
Francisco de Assis, protetor dos animais. Eles estavam 
trabalhando para criarem os perfeitos espies, e a mquina 
de guerra mortal e mais perfeita do mundo, geneticamente 
falando." Byers no cabia em si de tanto entusiasmo.

"E esses 'espies' fugiram e mataram algumas pessoas. Eles 
tentaram esconder tudo debaixo do tapete. Acho que tenho um 
arquivo sobre isso em algum lugar no escritrio. A NSA alega 
que as mortes foram feitas por um serial killer. Mas assassinos 
como este no aparecem e somem de repente." Mulder esfregou 
os olhos. A histria de sempre. Mesma msica, e mesma dana. 
"E o que isso tem a ver com...."

"Temos fontes que nos disseram que eles conseguiram recuperar 
o corpo de uma das experincias. Uma criatura chamada 'The 
Weird', ou A Estranha. Trabalho bem estranho. Eles entenderam 
que parte dessa coisa era babuna, e a outra parte, co. 
Foi isso que matou as pessoas, ou rasgou. Foi morta por 
um civil sortudo, quando a coisa o atacou e  sua esposa, 
dentro da casa deles. A histria comea a ficar confusa a 
partir da."

"Mas a segunda experincia nunca foi recuperada. O cara 
que matou a coisa, um Samuel Hyatt, informou que a segunda 
experincia estava morta tambm. Esta criatura era simplesmente 
chamada de The Dog. Parece que a mquina mortal estava atrs 
do Cachorro, atravessando o pas com o nico propsito de 
mat-lo. Os Hyatt adotaram o Cachorro, provavelmente sem 
saberem o que tinham nas mos. Mas eles ficaram apegados 
ao animal, tanto que mesmo depois que The Weird matasse o 
cachorro, e eles se recusaram a entregar o corpo, ameaando 
irem a pblico e contarem sobre o que realmente aconteceu, 
se insistissem em pegarem o corpo do cachorro de volta."

"Espero que esta histria tenha um motivo para ser contada." 
Mulder colocou o relgio no pulso.

Frohike riu. "Mulder, h evidncias bem fortes de que os 
Hyatts mentiu. Que eles sabiam o que tinham nas mos, e que 
estavam protegendo o cachorro. A casa deles era como uma 
fortaleza, como se esperando essa coisa mortal aparecer, e 
ser morta. O Cachorro era o outro espio da metade da equao, 
geneticamente alterado para ser inteligente. Humanamente 
inteligente, mas mesmo assim ainda parecer ser um cachorro. 
J se passaram dez anos, e a maior parte dos amigos de 
Hyatt tem cachorros da mesma raa que o cachorro original. 
Nossas fontes dizem que no s acham que o cachorro original 
est vivo, mas que as crias dele so inteligentes tambm. Um 
dos amigos de Hyatt era um veterinrio, e por causa dele eles 
conheceram outro veterinrio, Joseph Doddard." Frohike parou. 

"O carro de Joe Doddard sofreu um acidente bem na estrada nos 
limites de Annapolis. Batida de carro, e o outro motorista 
fugiu. Ele morreu na hora. Mas Doddard tinha um cachorro."

"Da mesma raa que 'O Cachorro'?" Mulder sentiu o cabelo da 
nuca ficar arrepiado.

"Sim. O nome dele era Buster. Estava no carro com ele, 
quando Joe deixou a casa da filha na noite em que morreu, 
mas no havia sinal do co na cena do acidente. Ns temos 
quase certeza de que algum idiota quer reconstruir o projeto 
Francis, e decidiu verificar se o Cachorro morreu de verdade, 
e querem que a ascendncia do animal como base para recomearem 
as experincias." Byers falou, no muito contente.

"Eu sei que sua parceira nunca vai acreditar neste tipo de 
coisa, Mulder, mas se nossas fontes estiverem corretas, se 
este cachorro for cria ou descendente do original, ele  
to inteligente quanto qualquer ser humano. Se eles existem, 
esto bem escondidos. Pense nisso. Uma raa de cachorros que 
possuem inteligncia igual a nossa, emoes possivelmente 
completas e um senso de moralidade, caso os rumores que 
ouvimos sejam verdade."

Mulder sorriu. Esta coisa toda estava alm dele mesmo acreditar. 
Eles sabiam sobre experincia envolvendo misturas de DNA, 
mas se isso fosse possvel... "Ento vocs acham que este 
cachorro que Scully pegou..." antes que ele pudesse concluir, 
o sinal de outra ligao buzinou em sua orelha. "Olhe, tenho 
outra chamada. Eu vou verificar tudo. Mas digam rpido: o 
que esses cachorros podem fazer?"

"Pensar, dialogar, possivelmente at ler. As possibilidades 
so infinitas." Frohike respondeu.

"Certo. Obrigado, pessoal" Mulder apertou um boto. "Mulder."

"Mulder?" era Scully, e a voz dela parecia... estranha. Havia 
um tremor ali que o fez ficar tenso. "Voc pode vir at aqui?"

"O que foi, Scully?" ele agarrou a arma e carteira enquanto 
falava.

" s que... s venha pra c, rpido. Aconteceu uma coisa 
estranha aqui e..."

" o cachorro? O cachorro fez alguma coisa?" ele agarrou o 
receptor com fora.

"Ss...sim. Como voc sabe?"

"Scully, acalme-se e fique alerta. No acho que Ishmael  o 
que parece ser. No acho que ele seja perigoso. Na verdade, 
acho que ele mesmo pode estar em perigo. S feche a porta da 
frente e no abra pra ningum, a no ser pra mim, ok?"

                              X

"Sabe de uma coisa? Isso seria muito mais fcil se o latido 
de Twilight fosse real." Lem esfregou os olhos e checou o 
mapa na cama.

Scooby espirrou e virou para seu laptop.

EU NO TENHO PINTA DE DALMATA.

Lem sorriu. "Yeah, Dlmatas so mais bonitos e tm medo de 
virarem casacos."

HA, HA. VOC  UM EDDIE MURPHY COMUM.

Lem localizou o curso que o cheiro de Buster os levou ontem. 
"Ok, ele estava machucado, e sozinho. Ns tentamos at aqui, 
sem sorte, e o caminho vai por aqui e por aqui."

ELE NO VAI PELAS ESTRADAS. ELE DEVE TER USADO BECOS, QUINTAIS, 
QUALQUER LUGAR ONDE NAO SERIA PERSEGUIDO FACILMENTE.

Johnson teve que concordar. Fazia sentido. Era o que ELE 
faria. "Tudo bem. Ento ns temos toda esta rea aqui para 
entender que caminho um cachorro poderia escolher."

CANSADO. COCE MINHA BARRIGA. 

O homem riu enquanto Scooby deitava de costas e oferecia o 
estmago, como um cachorro comum. Era to fcil se esquecer 
como ele era inteligente, especial, e que ele era, no fundo, 
um cachorro. Ele gostava de ser coado, acariciado e rolar 
na grama, andar e ficar cheirando tudo, e colocar a cabea 
pra fora do carro.

Cedendo, Lem comeou a coar a barriga de Scooby.

                                   X

Cada um dos cachorros capturados foram testados e saram 
limpos do teste de 'contaminao.'

"E se o cachorro no estivesse infectado de verdade? Nos 
disseram que isso era apenas uma possibilidade." Cook 
desligou o telefone depois de receber um pouco de informao 
recente.

"Ento no vamos achar nada. Mas temos que ter certeza" Webb 
segurava um cartaz de cachorro perdido.

                               X

Scully ficou encarando o cachorro desde que ligou para Mulder. 
Ele a fitou de volta durante algum tempo, bocejou e se enrolou, 
tentando cochilar, parecendo seguro de que ela, evidentemente, 
no iria ligar para nenhum jornal, pelo menos no nesta hora. 

Ela foi em velocidade mxima para atender a batida na porta. 
Ishy acordou, e parecia esperar, paciente.

"Abra Scully, sou eu." a voz de Mulder passou pela madeira 
enquanto ela olhava pelo buraco. Ela destrancou a porta e o 
deixou entrar.

"Mulder... Ishmael..." Ele ergueu um dedo para silenci-la 
por um momento. Havia uma mistura curiosa de medo e excitao 
nos olhos de Scully.

Mulder viu o cachorro.

"Buster, venha aqui, por favor." Mulder no gesticulou nem 
se moveu.

O cachorro ergueu as orelhas e pulou pra cima, equilibrando 
as patas da frente no peito de Mulder, antes de comear a 
lamber seu rosto com afeto.

"Mulder, o que est acontecendo aqui?" Scully estava levando 
a coisa toda muito bem, considerando que ela ainda tinha 
que escutar a histria completa.

"Scully, conhea Buster. Do que percebi da sua chamada, voc 
descobriu que ele no  um cachorro comum." Mulder abaixou 
o cachorro, e foi para a sala, no deixando escolha para 
Scully a no ser segui-lo.

Mulder sentou-se no sof. Buster se sentou na frente dele, 
dando completa ateno ao homem.

"Ok, at eu saber mais, um latido significa 'sim' e dois 
latidos significam 'no'. Entendeu?" ele falou com o cachorro.

Um nico latido.

"Voc finalmente enlouqueceu? E eu tambm?" Scully se sentou 
na poltrona. O cachorro latiu duas vezes.

"Seu nome  Queequeg?" Mulder perguntou, tentando, sem dvida, 
convencer Dana sobre o que estava acontecendo na sala de estar 
dela. Dois latidos.

"Seu nome  Buster?" Um latido.

"Meu time perdeu no jogo de basquete esta tarde?" Um latido, 
e desta vez Buster colocou a cabea de lado, e quase sorriu.

"Algum de vocs quer me contar o que est acontecendo aqui?" 
Scully estava tendo a sensao de que ela era a nica que no 
sabia o que estava acontecendo aqui. E ficou aborrecida de 
novo quando Buster latiu uma vez pra ela.

"Scully, o que voc sabe sobre mistura de DNA?" Mulder tirou 
os olhos da maravilha diante dele. Ele estava sentindo-se 
vertiginoso. Era incrvel, absolutamente incrvel.

Fim da parte 07



WATCHED
BY RHONDA LAKE
(Parte 8/21)

Dana Scully escutou o recital de seu parceiro sobre o Projeto 
Francis completamente ofuscada. Ela at queria discutir sobre 
a parte cientfica e  analtica do projeto, mas este tipo 
de manipulao gentica era impossvel h dez anos, e no 
deveria ser possvel nunca, mas o era agora. Algum mexeu 
com o prprio cdigo gentico dela, e quase a matou. E deve 
ter sido possvel h dez anos pois Ish... Buster estava 
sentado aqui e agora. Olhando pra ela com aqueles olhos 
castanhos enormes, cheios de apreenso.

"Ento, basicamente, o que voc est dizendo  que estas 
pessoas esto dispostas a matar para colocarem as mos neste 
cachorro. E que j mataram." Scully olhou pra Mulder.

Buster cheirou o jornal, pegou-o com a boca e colocou sobre 
o colo de Mulder, abrindo o jornal mais uma vez.

Mulder leu depressa. "Meu Deus, Scully, eles estavam filtrando 
os anncios de achados e perdidos, e se o seu anncio estivesse 
aqui..."

"Como voc fez isso? Voc fez isso, no fez? Cancelou os 
anncios." Ela se sentia estranha por falar com um animal, 
e mesmo assim ela esperava entender tudo, mesmo depois da 
demonstrao que teve mais cedo, e que no deixava nenhuma 
dvida.

Buster latiu uma vez e foi para a escrivaninha dela. Usando 
o nariz ele puxou a cadeira pra trs, e pulou no assento 
acolchoado. Apertando o nariz, ele ligou o computador. E 
se sentou, paciente, enquanto o computador era ligado.

A face de Scully era uma mscara de choque, mas a de Mulder 
estava iluminada, como uma criana no Natal. "Voc  um 
hacker?" ele perguntou, incrdulo.

Buster puxou uma caneta do porta-lpis e comeou a digitar, 
usando a boca. A contra senha de Scully foi escondida por 
asteriscos enquanto cada letra era digitada. O cachorro usou 
uma pata para manusear o mouse, e o nariz para clicar no 
cone de e-mail.

VOC ME CHAMOU ISHMAEL. O CACHORRO QUE VOC TINHA ERA 
QUEEQUEG. EST NA TIGELA. VOC TEM MOBY DICK AO LADO DA 
CAMA. NO SOU HACKER. MAS POSSO SOMAR 2 E 2.

Ambos os agentes assistiram, extasiados, enquanto cada 
letra era digitada pela caneta de Buster. Ento Scully 
ficou corada. Mulder olhou pra ela, depressa, para ver se 
ela estava compartilhando este sentimento de maravilha, e 
viu que ela estava vermelha. Ela nunca ficava com vergonha.

" melhor eu mudar minha maldita senha se um at um cachorro 
pode decifr-la." ela murmurou.

"Scully, voc no entendeu... ns estamos falando com um 
cachorro. Ele nos entende, e pode se comunicar. Ele pode 
ler, e digitar. Durante toda minha vida eu queria me 
comunicar com outra vida inteligente" Mulder se ajoelhou 
perto da cadeira e olhou de uma maneira para Buster, que 
parecia adorao. "No era bem isso que eu esperava, nem 
o que estava procurando... mas... isso... ISTO  comunicao 
com vida no-humana."

O cachorro se virou para o computador de novo.

ELE  SEMPRE ASSIM? PORQUE SE FOR, EU TENHO QUE DIZER QUE 
SE ELE COMEAR A BEIJAR MINHAS PATAS EU VOU MORDER NELE.

Scully riu. Ela no conseguiu se segurar. Ela comeou a 
rir e se dobrou com a fora do riso. Lgrimas saram de 
seus olhos. Fox Mulder tinha sido colocado no lugar que 
merecia... por um CACHORRO. Havia um cachorro digitando 
no laptop dela. Um cachorro fazendo piada no computador 
dela. Um cachorro que ela pegou no beco atrs da casa dela 
estava fazendo piadas no computador dela!

Mulder sorriu  piada, e olhou pra Scully, comeando a rir 
tambm. Mas quando ela continuou rindo, ele comeou a ficar 
um pouco preocupado.

"Scully?" ela olhou pra ele e conseguiu se controlar, 
esfregando a umidade dos olhos, e ignorando o fato de 
que o rosto dela doa de tanto rir. Ela tremeu a cabea. 
"Estou bem, Mulder.  s que...  estranho. Mas eu estou 
bem." ela viu a preocupao nos olhos dele. "Srio." ela 
insistiu.

Foi Scully que os levou de volta ao cachorro. "Voc pode 
identificar as pessoas que tiraram seu dono pra fora da 
estrada?"

JOE NO  DONO. AMIGO. VOC ACEITARIA UM DONO?

ESTAVA ESCURO. MAS EU VI UM ROSTO. BATI A CABEA. FIQUEI 
TONTO. NO TENHO CERTEZA SE CONHECERIA O HOMEM CERTO.

"Mas voc acha que eles ainda esto atrs de voc" No era 
uma pergunta. Ela comeou a coar o plo macio ao redor do 
pescoo de Buster.

SIM. NO VO PARAR AT ME PEGAREM OU UM DA FAMLIA. HOMENS 
MAUS. QUEREM FAZER OUTRO 'ESTRANHO'. QUEREM FAZER OS CACHORROS 
E FILHOTES DE CACHORRO COMO ESCRAVOS. NO SOMOS PROPRIEDADE. 
VOCS NOS FIZERAM, MAS NS PENSAMOS. NS VIVEMOS, AMAMOS, 
QUEREMOS SER LIVRES. NO A EXPERINCIA DE ALGUM OU ANIMAL 
PARA TESTES. PREFERIMOS MORRER ANTES.

Ele demorou cinco minutos para digitar a mensagem. Mas o 
que foi escrito balanou os dois agentes. Esses cachorros 
no eram apenas animais, e Buster acabou de admitir que 
haviam outros, no s inteligentes, mas sensveis tambm. 
Eles eram indivduos. Eles entendiam os princpios do 
certo e do errado. Voc aceitaria um dono? Se eles se 
tornassem escravos, eles lutariam por seus... direitos?

Mulder olhou pra ela. Havia um brilho suspeito nos olhos 
esverdeados. "Scully, no podemos deixar ningum pegar 
ele. Temos que mant-lo seguro."

Scully no podia dizer nada. Ela acariciou o plo de Buster, 
olhando para o cachorro por algum tempo antes de olhar para 
Mulder. Ela acenou com a cabea, solene. "Ento, por onde 
comeamos?"

SEGREDO. EM DEZ ANOS NS SEREMOS MUITOS, TODOS PODERO 
SABER, E SABERO SOBRE NS. MAS AGORA  MELHOR SEGREDO. 
SEGREDO  LIBERDADE. NADA DE IMPRENSA. NADA DE PBLICO.

Mulder concordou, acenando com a cabea. A primeira idia 
que teve foi de levar o assunto para a imprensa, e jogar 
tudo no ventilador. Mas Buster tinha razo. Quantas pessoas 
se sentiriam ameaadas pelo que Buster representava? O 
gnero humano no era a nica inteligncia superior ao 
redor agora. Havia uma igualdade. Uma disputa. Tudo bem, 
foi o homem que fez isso, mas ainda haveriam aqueles que 
veriam estes animais como uma intruso na soberania humana. 
Uma abominao a ser exterminada.

Mulder lambeu os lbios. "Voc conhece mais algum que 
saiba sobre vocs? Amigos que cuidam dos outros como voc?"

SIM. EU CONHEO MUITOS, MAS NO  BOM IR ATRS DELES. 
NO ENQUANTO EU AINDA ESTOU SENDO SEGUIDO.

"Mas voc poderia nos dar um nome ou dois? Eles poderiam 
nos dar alguma idia. Eles esto mais acostumados a lidar 
com isso" Mulder insistiu.

Foram acrescentadas mais cinco frases na tela.

SAM-TRAVIS HYATT E O PRIMEIRO, TATARAV EINSTEIN. ELES O 
ESCONDERAM. MAS ELES ESTO SENDO VIGIADOS. TATARAV TEM 
QUE BANCAR O IDIOTA. O TELEFONE DEVE ESTAR GRAMPEADO.

                                    X

Lem seguiu atrs de Scooby. O cachorro podia ter perdido 
o cheiro mas estava tentando ver as coisas do ponto de 
vista de Buster. Ele foi pelas ruelas, atrs de caambas 
e jardins durante toda a noite. Lem estava ficando cansado. 
Ele tinha cinqenta anos, ora bolas! "Estou ficando velho 
pra isso" foi murmurado vrias vezes enquanto ele tentava 
passar por uma rea onde s um cachorro pudesse passar.

Ele ligou para todos os abrigos e o canil, dando a descrio 
de Buster, inclusive a meia lua no nariz, um detalhe que 
Lem tinha certeza que a NSA no mostrou em seus cartazes. 
Ele achava irnico ter servido durante vinte e cinco anos 
a NSA e acreditar no que fazia. Cada nova morte o fazia 
sofrer. Ainda havia homens bons na agncia, mas algum 
estava puxando os fios agora. Algum que usou seus colegas 
anteriores e amigos como bonecos. E pela primeira vez Lemual 
Johnson estava trabalhando contra eles. E estava pensando 
como ele sabia que a NSA agiria num caso como esse.

Ele pensou mais uma vez na ironia da vida quando Scooby 
entrou por uma cerca quebrada. Estava escurecendo, e a 
viso de Lem de noite no era muito boa.

"Chega" ele bufou. "Chega. No posso ver mais. Vamos voltar 
aqui de manh."

Scooby cutucou a cabea de volta no buraco onde tinha sumido 
segundos antes, soltando um 'woof' suave.

"Olhe pra mim - estou todo sujo, minhas roupas esto rasgadas 
e cheias de buracos. Pareo um mendigo. Voc tambm est 
horrvel" ele olhou para o cachorro cheio de lama. "Vamos 
voltar, tomar um banho, e comear de manh - descansados. 
J se passaram seis dias, e eles ainda o esto procurando. 
Eles no o pegaram ainda, ento eu no vou aceitar nenhuma 
notcia a no ser as boas."

Scooby entrou na ruela e bufou, mas abanou o rabo. Um abano 
significava sim.

Cansado, sujo e sentindo-se ligeiramente derrotados, eles 
saram dali e deixaram pra trs o beco do apartamento de 
Dana Scully, voltando para o hotel.

Fim da parte 8


WATCHED
BY RHONDA LAKE
(Parte 9/21)

"Ento, voc tem algum plano brilhante?" a expresso de Scully
o desafiava a propor alguma coisa.

Mulder sorriu. "Tenho recursos que me permitem enviar um email para
este Travis Hyatt sem deixar pistas."

Ela rodou os olhos. "Mulder, se voc der meu email para Frohike, eu
te dou um tiro. De novo."

"Voc acha que ele no sabe seu email?"

Buster ficou olhando de um para o outro, tentando entender a
conversa.

" verdade. Tudo bem... o que posso fazer? Acho que voc
vai ficar comigo at que tudo isso acabe" ela coou Buster atrs
das orelhas.

PODE DEMORAR.

Scully acenou com a cabea. "Eu sei. Mas voc foi um dos
meus melhores hspedes at agora, e voc nao ronca."

Buster lambeu o queixo dela.

Mulder usou o prprio telefone para falar com os pistoleiros.

Escondido entre as tbuas e fio do computador de mesa dela estava
um transmissor que enviava um sinal de rdio muito afiado.

                               X

Demorou apenas alguns minutos para que a equipe de vigilancia
muito entediada enviava o que eles esperavam ser a informao que
os faria correr com aquela tarefa. Em dez minutos, outro telefone
tocou.

"Sim" o homem respondeu no numero nao-listado, soltando uma nuvem
de fumaa. Ele pegou o copo de scotch enquanto estudava o relatorio.

"Quero uma unidade de recuperao enviada para l imediatamente. Voc tem
certeza de que eles sabem com o que esto lidando? O que vo fazer?
Muito bem ento."

Ele desligou, esperando que o time agisse da maneira correta. Ele
nao queria Mulder morto. A obsesso do agente se transformou numa
cruzada e sua morte traria um grande risco, para nao dizer curiosidade,
aos seus negocios. A mulher tambm era de valiosa ferramenta, ainda
mais acompanhada de Mulder.  E ele meio que esperava, neste momento,
que qualquer acidente infeliz que a envolvesse faria de Mulder uma
ameaa ainda maior do que ele era.

"Se for possvel, traga todos vivos. Podemos tirar as lembranas deles.
J foi antes. Mas nossa prioridade  pegar o cachorro."
ele desligou. No fim das contas, o cachorro era a coisa mais valiosa
ali.

Uma unidade de recuperao, composta de quatro homens, foi
despachada imediatamente.

                                      X

Mulder acenou com a cabea, o movimento de subida e descida
lembrando Dna daquelas coisas bregas que ficavam na parte de trs
do carro, com o pescoo de mola. Ela reprimiu o sorriso.

"Ok, voc est escrevendo agora?" Mulder olhou para Buster.
"Voc tem o e-mail do cara?"

DELTAF2COLLINS.COM

O dois  um arroba?

SIM. EU GOSTARIA DE TER POLEGARES.

Dana sorriu  mensagem. Claro que Buster nao poderia manipular
a tecla shift.

"Yeah, mas se tivesse, voc ficaria meio esquisito" ela respondeu.

"Delta f @ collins ponto com. Ok, mande esta mensagem. Buster est
seguro. Ele ainda est sendo caado. Preciso de instrues de como
proceder. Existe algum lugar para onde podemos leva-lo?" Mulder
cobriu o bocal com a mao, olhando para o cachorro. "Tem alguma
mensagem que possamos enviar e que vai convencer este cara de que 
somos amigos? Ele pode achar que isso  uma armadilha, e nao seria
bobo de cair nela."

O cachorro virou-se para o teclado e digitou STEAMBOAT WILLIE 
com cuidado.

Mulder falou de novo ao telefone. "Acrescente as palavras 
Steamboat Willie no fim da mensagem." Mulder sorriu. "Este cara
 um f do Mickey Mouse?"

Ele escutou enquanto Langly lia a mensagem de volta, e desligou.

"Ento... tudo que temos que fazer agora  esperar..." Mulder olhou
para a janela, cheio de energia. Ele era capaz de esperar, e fazia
parte de seu trabalho. Mas ele nunca gostou disso.

Mulder carranqueou. "Scully, voc pediu pizza?"

Buster saiu da cadeira e correu para a janela num segundo. Ele
lamentou com um som na garganta. Correndo de volta ao computador,
ele o desligou, nao salvando nenhum documento.

As aes dele fizeram Mulder ficar ainda mais alerta. Ele puxou a arma
na mao. "Acho que isso quer dizer que temos companhia."

SCully agarrou sua arma e identificao, e correu para a bolsa,
mas voltou, agarrando o laptop.

"Vamos para os fundos."

Mulder acenou co a cabea e eles abriram a porta, vendo o 'homem'
de entrega acabar de entrar na frente do predio. Mulder fechou e
trancou a porta.

"Droga."

"Janela do quarto" Ela foi para o quarto de trs quando Mulder viu
a primeira exploso silenciosa perto da fechadura da porta.

Scully j tinha aberto a janela e saltado pra fora. Ele viu o rabo de
Buster do outro lado ao mesmo tempo em que ouviu 'pare!' gritado
atrs dele.

Mulder nao teve tempo para virar e atirar, e nem de olhar para
onde ia. A unica coisa que pde fazer era se jogar pela janela, e
esperava que Scully e o cachorro tivessem sado do caminho.

Ele bateu no chao de lado. Uma dor atingiu seu brao, e ele quase
ficou cego quando a bochecha bateu na grama. Ele olhou e viu uma
forma escura na janela, e de repente viu um monte de pelo na
sua frente. Buster estava se colocando entre ele e a janela.

"Nao atire no cachorro! Nao atire no cachorro!" Veio uma
voz de dentro do apartamento.

Um tiro encheu o ar e Mulder rolou, ficando de p, nao sabendo se
tinha sido atingido, e olhou para Buster, vendo se o cachorro levou
um tiro ou nao. O cachorro olhou e Mulder procurou um abrigo, s ento
vendo Scully apontando a arma para a janela, dando cobertura. Foi a arma
dela que ele ouviu.

Logo ele estava ao lado dela, com Buster junto.

Os homens nao estavam mais na janela.

Mulder, Scully e Buster correram para o carro de Mulder, que estava mais
perto. Eles tinham acabado de fechar as portas quando quatro homens
saram do predio de Scully.

Mulder apertou o acelerador, cantando pneus, e quase batendo em outro
carro. Scully olhou pra trs e viu os homens correndo para o furgao de pizza.

"Eles vo nos seguir."

"Claro que eles vo nos seguir!" Mulder murmurou. Rumo a EU-50.
Ele deu o telefone para Scully, tentando olhar a estrada enquanto passava
pelos sinais. "Aperte redial. Diga o que est acontecendo, e veja se eles
podem ajudar."

Scully mordeu, querendo saber quem iria ajuda-lo. Quem eles poderiam
chamar? Skinner? Se ele acreditasse na histria, ele poderia ajudar agora?
Nao era provavel, pelo menos nao to de repente.
        
                                 X

Vinte minutos depois Mulder parou num posto 24 horas. Graas ao seu 
treinamento como motorista em situaes de risco, e o trnsito, eles
conseguiram se livrar dos perseguidores, mas no por muito tempo.
O carro deles seria localizado mais cedo ou mais tarde.

Frohike saiu do lado do motorista da velha kombi. Ele sorriu para
eles, enquanto os agentes saam apressados do carro de Mulder.

"Por favor, tome conta dela. Ela  uma dama muito especial" Ele olhou
para Scully.

"Pega leve, Frohike. Ela salvou o meu pescoo l atrs" Mulder murmurou,
agarrando as chaves do homem mais velho.

"Oh, a agente Scully  uma dama muito especial tambm, mas eu estava
falando da minha kombi. E eu espero que o tanque esteja cheio quando
ela for devolvida" Frohike olhou para Buster e parecia acenar com
a cabea. O cachorro olhou da janela para o homem, e latiu uma
vez.

"Obrigado. Te devemos uma." Mulder ligou a kombi e comeou a sair, quando
Frohike gritou. "Um dia destes ns vamos cobrar."

Ento o pequeno homem cruzou o posto at a banca de revistas. Havia
uma nova edio de Hustler saindo hoje.

Dois minutos se passaram antes que o furgao de pizza e um carro azul
parassem, e quatro pessoas sassem para examinar o carro de Mulder,
agora abandonado. Frohike sorriu amplamente para a raiva e frustrao
bivas dos perseguidores, enquanto alguem batia no cap do carro de
Mulder.
                                  X

Quando eles estava dirigindo h meia hora, eles nao viram nenhum sinal
de seus perseguidores, e ento Mulder e Scully comearam a relaxar. Mulder
apertou os dedos sobre o brao ferido. Nada quebrado, mas ele tinha
certeza de que havia uma contuso, assim como em seu quadril. Se a palpitao
no rosto fosse alguma indicao, ele tinha uma contuso ali tambm.

Quando eles comearam a relaxar, Dana notou o bilhete no porta-luvas.

"Olhe, est com seu nome" ela mostrou o envelope.

"Ento leia. Duvido que eles estejam me mandando uma carta de amor."
ele sorriu quando Buster empurrou a cabea para frente, para tentar
ler sobre o ombro de Scully.

"Aqui diz: mensagem entregue. E j que duvidamos que voc tem dinheiro
de emergencia suficiente para um vo inesperado, abra o porta-luvas. 
Considere isso um emprstimo" Scully abriu a portinha e sorriu, pegando
um rolo de notas. Ela tirou o elstico e ofegou. "Mulder, tem trs
mil dlares aqui. Ser que eu quero saber como eles podem ter tanto
dinheiro  mo?"

"Provavelmente no. Scully, eles esto preparados para fugirem e montar
um novo escritorio num piscar de olhos. Eles acham que o governo os est
vigiando. Quem sabe eles podem estar certos? Acho que esse dinheiro faz
parte do 'fundo para emergencias.'" ele manteve os olhos colados na
estrada. Mulder nao esperava por isso. Os rapazes estavam se saindo
melhor do que ele esperava. "Voc deve ter notado que seu apartamento
est debaixo de escuta."

Scully colocou o dinheiro vivo no envelope, e colocou tudo dentro de
sua bolsa, acenando com a cabea.

"Bem, esta kombi est limpa. Ento, nao temos que nos preocupar com
ela."

"Mulder, Mulder. Para onde vamos? Voc tem alguma idia?"

Ele acenou com a cabea. "Eu conheo um lugar que nao est e nem pode
ser ligado a nenhum de ns."

"Onde?"

"Um amigo meu de Oxford tem um chal de esqui em Vermont. Estamos fora
da temporada, e ele est na Grcia. Mas eu sei onde ele esconde a chave."

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FIM DA PARTE 09


WATCHED
BY RHONDA LAKE
(Parte 10/21)

Mulder passou meia hora trocando de estrada. Finalmente 
ele parou num mini-mercado num posto de gasolina, e parou 
a kombi.

"O que foi?" Scully se ajeitou no banco. "Onde estamos?"

"West Virgnia. Estamos a umas quarenta milhas fora do 
nosso caminho. Ligue pra Skinner. O telefone dele deve 
estar grampeado, e eles podem localizar meu celular. Ento, 
use o telefone pblico. Diga o que voc quer." ele deu 
de ombros. "Enquanto isso eu vou comprar uma aspirina e 
um ch gelado. E VOC vai dirigir." ele abriu a porta 
e saiu, sem estremecer de dor, se felicitando por isso. 
Seu lado contundido estava fora da viso dela, mas Mulder 
no ia poder continuar a dirigir com o brao, quadril e 
rosto pulsando como estavam.

Buster lamentou suavemente.

"Ok, eu vou arrumar gua, tigela e carne pra voc." ele 
olhou para o cachorro, ouvindo Scully ofegar, surpresa. 
"Est to ruim assim?"

Ela luziu a ele, "Por que voc no me disse antes que 
estava machucado?"


"Eu vou viver. Alm disso no  nada, comparado com meu 
quadril e ombro." ele deu um sorriso leve. "Ns temos que 
dar o fora daqui em menos de trs minutos depois que voc 
fizer a ligao, ento no ligue at que eu saia. E voc...! 
Esconda-se, cara peluda. No deixe ningum te ver."

Buster latiu uma vez, e foi para a parte de trs da kombi.

Mulder estava mancando ligeiramente quando entrou na loja. 
Ele pegou vrios chs gelados, um galo de gua, um pacote 
de tigelas, copos, dois vidros de aspirina e um pouco de 
carne. Somando um pacote de sementes de girassis, e um 
pouco de granola, ele foi para o caixa.

Ele estava bem atento da cmera de segurana da loja, e 
tentou, deliberadamente, esconder o rosto, exceto duas 
vezes, onde ele teve a certeza de que era visto. 
Esperanosamente pareceria acidental. Era isso que ele 
queria. Que pensassem que eles estavam indo para o oeste, 
no na direo oposta. Isso seria bvio demais.

"Espero que quem te bateu esteja pior" o balconista sorriu 
enquanto dava as bolsas pra Mulder, e o troco.

"Yeah bem, pelo menos eu tive a ltima palavra com ela. 
Ai!" o jovem riu enquanto Mulder saa.

Scully viu ele saindo, e colocou as moedas no telefone. 
Como ela ia explicar isso tudo? Ns estamos fugindo com 
o SuperDog?

                       ####

Mulder tomou trs aspirinas com meia garrafa de ch, e 
ento abriu o saco de tigelas, colocando um pouco de gua 
numa delas.

"Servio com um sorriso" ele tremeu quando teve que se 
virar de lado, e apoiar no quadril para colocar isso na 
parte de trs da kombi. Buster comeou a beber gua na 
mesma hora, e Mulder olhou para o que tinha dentro do 
veculo.

Havia um colchonete, e uma estante, onde estavam presos 
vrios equipamentos eletrnicos. Uma cmera, uma que ele 
reconheceu ser um dos modelos mais velhos e menos 
sofisticados de Frohike. Poderia haver mais coisas, mas 
os rapazes devem ter tirado tudo que precisariam.

Scully sentou atrs do volante e ajustou o banco vrias 
vezes pra frente antes de ligar o motor.

"Ento, o que voc disse?" ele lhe ofereceu ch gelado, 
e a bolsa de granola.

"Que ns temos uma testemunha de um assassinato. A vtima 
estava ligada a uma pesquisa ilegal do governo sobre 
manipulao de DNA de naturezas diferentes. Um atentado 
foi feito contra nossas vidas, e no iramos voltar at 
que a testemunha esteja a salvo." ela tomou o ch antes 
de voltar a olhar pra frente.

"Conseguiu falar tudo isso sem dizer uma mentira?" Mulder 
ficou impressionado.

"Eu no minto, Mulder. Agora, pra onde vamos?" ela saiu 
do posto.

"Agora ns vamos vinte milhas nesta direo e comear a 
procurar um centro comercial. No fizemos malas para esta 
ocasio. Vamos comprar algumas roupas e ter certeza de 
sermos visto pelas cmeras de segurana, e sairmos to 
rapidamente possvel de l."

                             X

"Parece que estamos na ativa de novo" Webb mostrou duas 
fotos para Cook. "Estes dois esto com o cachorro. Eles 
sabem sobre tudo, e podem at saber sobre a arma biolgica. 
Eles devem ter tido a viso de dlares ao verem o cachorro, 
pois assim que entenderam tudo, fugiram."

Cook pegou os dossis presos s fotos. "Cristo, Webb. Eles 
so federais. Voc est me dizendo que dois agentes vo 
vender segredos do governo?"

Frank deu de ombros. "Eles podem conhecer alguns interessados. 
O cara no  muito estvel, e o registro dele deixa muito a 
desejar. Olhe por este lado: seu trabalho ficou mais fcil. 
Voc disse que sabia como localizar pessoas. Voc  o melhor 
nisso. Ento... localize."

Cook luziu. Ele era o melhor, mas Frank estava fazendo seu 
estmago embrulhar. Todos os alarmes estavam a mil. Mas o 
que ele podia fazer? Simms autorizou isso. Simms era o chefe 
regional. Ele sabia o que estava fazendo.

Cook suspirou e comeou a trabalhar no computador. Primeiro 
ele precisava de um banco de dados sobre os agentes, e 
qualquer carto de crdito que eles poderiam ter. Ele 
duvidava que os agentes fossem estpidos para usarem 
qualquer coisa que os levasse at eles.

Mesmo achando isso tudo muito errado, o corao dele cantou. 
Agora sim ele estava em seu elemento. Ele conseguia achar 
98% de qualquer pessoa que ele tentasse localizar. Claro 
que poderia levar alguns meses, o ltimo caso dele levou 
trs anos, mas sua taxa de sucesso era ainda muito grande 
para ser desacreditada.

                          X

Lem secou o cachorro e estava a ponto de limpar o plo da 
banheira quando o telefone tocou.

Ele atendeu no terceiro toque. "Johnson." ele sorriu. "Bom 
te ouvir, filho. Como esto Nora e as crianas?" ele viu 
Scooby erguer a cabea pra ele. "E o primognito?"

Se algum estivesse ouvindo, poderia entender que era sobre 
o filho deles, de nove anos. Porm, ele estava se referindo 
ao membro da famlia, que tinha onze anos.

"Ele diz, Oi Scooby" Lem sorriu ao cachorro, que acenou com 
a cabea e foi para a tigela de comida seca que havia sido 
deixava para ele mastigar.

"Voc tem certeza? Travis, pode ser um truque" ele parou. 
"Entendo. Voc respondeu?"

Lem se sentou na beirada da cama do motel. "Droga. Sim, eu 
vou tomar mais cuidado. Voc tem certeza de que no est 
em perigo? Talvez fosse melhor mudar sua conta de e-mail... 
certo, certo. Voc sempre soube o que est fazendo. E 
obrigado. Eu precisava disso." Lem desligou.

"Travis recebeu um e-mail de um remetente annimo. Parece 
legtimo. Buster estava seguro e encontrou aliados. Mas 
quando Travis tentou entrar em contato com o remetente, 
foi informado por algumas pessoas, que so intermedirios 
para Buster e seus amigos, que eles estavam com problemas 
e poderiam ficar escondidos por algum tempo. A situao 
est quente."

Scooby esfregou a cabea na perna de Lem, lamentando 
suavemente.

"Tudo vai ficar bem. Temos que checar os jornais para ver 
qualquer coisa incomum na nossa rea." Lem bateu de leve 
na cabea do cachorro, como se para acalmar seu amigo.

                                     X

Scully conseguiu terminar antes. Ela forou um sorriso 
quando Mulder jogou um monte de bolsas nos fundos da kombi.

"Nem quero ver nossas contas de carto de crdito no fim do 
ms" ela tentou julgar os machucados de Mulder pelo andar 
dele. A aspirina parecia ter ajudado, e se os ferimentos 
fossem ameaadores, ele teria falado com ela.

Mas ela tinha uma suspeita de que ele estava tentando 
disfarar ao mximo. Ser o grande macho. Isso a irritou. 
E o que a aborrecia ainda mais era que no havia tempo 
para ela dar uma boa olhada nele, e nem fazer mais nada 
do que lhe dar a aspirina que ele j estava tomando. Sua 
bolsa mdica estava em seu apartamento. Na primeira parada 
ela iria checar o ombro e quadril dele, nem que tivesse 
que segur-lo sob a mira de uma arma.

"Yeah, mas  melhor us-los agora do que o nosso dinheiro. 
Alm disso, eu quero que eles saibam que estamos aqui. 
Daqui pra onde eu quero ir  s mudar de direo."

Scully acenou com a cabea e foi para o norte, na estrada 
principal mais prxima.

"Gastei dinheiro vivo numa coleira e corrente, algumas 
tigelas, e comida pra vocs, rapazes." Scully sorriu pelo 
espelho retrovisor. "E algumas coisas extras para o meu 
plano."

Mulder carranqueou. "O que voc vai fazer? Transform-lo 
num cordeiro?"

"Quase isso" ela pegou alguma coisa entre os bancos, e deu 
para Mulder uma bolsa de drogaria. "Planejo mudar a raa 
dele."

Buster tinha avanado e olhou, curioso, enquanto Mulder 
puxava as caixas para fora da bolsa. O cachorro latiu uma 
vez. Sim.

Mulder sorriu ao ver o que tinha nas mos. Ele tinha que 
admitir que nunca teria pensado nisso. Cinco caixas de 
tintura para cabelo. Cor bano.

"Dana Scully, a esteticista de caninos, vai atender a 
domiclio. Consulta exclusiva." Mulder sorriu pra ela, 
que sorriu de volta. Buster olhou de um lado para o outro, 
antes de deixar sair outro latido, e colocou a cabea 
debaixo do brao de Scully, aninhando-se o suficiente 
para no atrapalhar a conduo dela.

                                 X

Bem, eles estavam seguros por enquanto. E isso era tudo 
que importava. Ele gostava da idia de ficar pretinho. 
Nunca tentou algo assim antes. Deve ser um procedimento 
interessante.

Sentado, mastigando outro pedao de carne, Buster olhou 
para seus novos amigos. Boas pessoas. Sem dvida nenhuma. 
Eles estavam arriscando muita coisa por ele. Assim como a 
primeira famlia arriscou-se pelo primeiro cachorro. Ele 
se sentiu amado. E no hesitou em pular entre o homem e 
os bandidos com armas. Foi natural, instintivo. Um amigo 
ajudando um amigo.

Mas ao ver estes dois humanos falando, a linguagem dos 
corpos, a mudana sutil de seus cheiros, assim como a 
comunicao dos olhos, ele estava convencido de que ele 
tinha uma maneira de retribuir toda esta ajuda que eles 
estavam lhe dando.

Estes dois humanos foram feitos um para o outro, eram 
destinados a ficarem juntos, mas mesmo assim, eles ficavam 
agindo como amigos. Era errado. Tudo errado. Ele viu a 
conexo entre eles no momento em que o bom homem com o 
nome de animal entrou pela porta.

Sim - Buster decidiu - ele reembolsaria a bondade e amizade 
deles. Ele os ajudaria a ver o que estava na frente dos 
seus patticos e curtos narizes.

Fim do capitulo 10


WATCHED
BY RHONDA LAKE
(Parte 11/21)

A primeira parada para descanso foi na Pennsylvania. Scully 
parou no posto e Mulder se sentou mais pra cima.

"Qual o problema?"

"Nada. L atrs, agora. Eu quero ver o seu machucado" Vendo 
o claro de Scully, Mulder deu um longo suspiro de sofrimento 
e se moveu, indo para a parte de trs da kombi.

"Voc est com segundas intenes? Eu acho que te vi olhando 
pra aquele colcho de maneira bem estranha..." Mulder sentou 
no colchonete.

Buster se sentou do lado inclume de Mulder, e ficou olhando 
para os procedimentos, interessado.

"Voc est brincando, no ? Essa coisa  de Frohike. S 
Deus sabe o que aconteceu a. E me deixa logo ver isso." 
ela comeou a puxar a camisa dele pra fora da cala.

Mulder ganiu quando o movimento sbito fez o ombro dele se 
mover rapidamente. "CARAMBA, SCULLY, pensei que voc fosse 
daquelas que gostam de uma seduo lenta e agradvel."

"Cala a boca, Mulder" ela carranqueou ao que viu. Ainda era 
dia, e o sol entrava pelas janelas, lhe dando uma boa viso. 
Impressionante - o ombro dele estava ligeiramente inchado, 
com uma sombra de preto e azul. "Voc pode mover seus dedos?"

Mulder dobrou os dedos e girou o pulso antes de dobrar o brao. 
O cotovelo e o lado do brao estavam contundidos tambm, mas 
no tanto quanto o ombro. "No vejo nada quebrado...." ela 
falou e ele moveu o ombro, obviamente incomodado, mas tinha 
todos os movimentos.

Ela acenou com a cabea. "Mas  melhor colocarmos gelo nisso. 
Vamos ver sua perna."

"No at que voc pague o meu jantar antes."

Buster comeou a abanar o rabo, e os dois agentes tiveram a 
sensao de que ele estava divertindo-se muito com a conversa. 
"No comece" Scully o advertiu. O cachorro teve o bom sendo 
de abaixar o olhar. Mas ele tambm parecia estar sorrindo.

"Mulder, j te vi de short antes. Agora, me deixa logo ver se 
est to ruim assim."

Mulder pegou a camisa e a vestiu, num simples gesto defensivo. 
"Olhe, eu posso mover os dedos dos meus ps, dobrar meu joelho... 
no tem nada quebrado. Est como o ombro. Uma imensa contuso. 
Olhar no vai adiantar nada. Eu j tomei a aspirina. E pra ser 
franco, se eu tirar minha cala, no tenho certeza se vou poder 
colocar de volta, ok? Deixa pra l" Mulder coou o ombro de 
Buster. "Voc acha que pode pegar o mapa da Pennsylvania no 
porta-luvas?"

O cachorro foi para a frente da kombi. Cutucando o boto, 
ele abriu o compartimento, que revelou uma pilha de mapas 
de estrada. Provavelmente tinha um para cada estado dos EU, 
assim como Canad e Mxico. Usando o nariz, ele cutucou at 
encontrar o mapa pedido. E voltou aos humanos.

Mulder pegou o mapa com um 'obrigado' antes de pegar a caneta 
presa na estante. Ele parou antes de localizar a rota deles. 
Yep, o equipamento eletrnico era um rdio da polcia/bombeiro.

"Ok. Daqui voc vai dirigir..." ele localizou o caminho no mapa 
usando a caneta. Eles tinham muitas horas de estrada pela frente.

                                    X

Webb olhou por cima do ombro de Cook para ver os vdeos 
de vigilncia do centro comercial no West Virgnia. Eles 
estavam numa sala nos fundos do centro comercial Menswear. 
Cook conseguiu localizar os dois federais aqui. Eles usaram 
os cartes deles aqui. Cook tinha uma lista completa do 
que foi comprado. Tudo, desde artigos de toalete at roupas, 
o tipo de coisa que algum que est com pressa, e que no 
teve tempo de fazer as malas, compraria.

A fita mostrava uma loja cheia de pessoas, e era difcil 
ver o objetivo, at que o rosto dele apareceu na cmera. 
Parecia que ele se meteu numa briga. E mesmo que Webb 
soubesse o que tinha acontecido, ele deixou Cook tirar 
suas prprias concluses.

"Ok, ento por que eles esto indo para o Noroeste? Famlia? 
Algum que pudesse estar conectado com os cachorros?"

Cook tremeu com a cabea, mas notou o uso da palavra cachorros, 
no plural. "No. Isso  uma brincadeira" ele estreitou os 
olhos ao vdeo, rebobinando a fita para rever o agente Mulder 
pagando as contas no caixa.

"O que voc quer dizer que isso  uma brincadeira? Tudo 
mostra que eles esto fazendo exatamente o que era esperado."

Cook bufou em desgosto. "Exatamente. Do que eu li nos dossis 
que voc me deu, estes dois so inteligentes, muito inteligentes. 
Acho que eles poderiam ter vindo at aqui, fazer suas compras, 
e sair sem mostrar o rosto em nenhuma das cmeras. Mas eles 
no fizeram isso. Parece que eles esto evitando as cmeras, 
mas mesmo assim eles ainda aparecem uma meia dzia de vezes. 
E eles tinham que saber que os cartes seriam localizados."

"Ento, eles esto deixando um falso rastro" Webb mordeu as 
pontas do bigode de novo. "E ns estamos de volta  base um."

Cook olhou Webb sair e carranqueou. Ele checou algumas coisas. 
Nenhum desses agentes estava sendo acusado oficialmente de 
crime nenhum. Cada vez mais sinos de alarme estavam tocando 
em sua cabea. Depois de tudo isso, ele no estava muito 
seguro de que isso era a procura por um cachorro doente.

Ele leu o jornal. Webb cuidou do casal l atrs. Ele no 
tinha dvida de que foi Webb que matou aquelas duas pessoas 
inocentes sem o mais leve remorso. Quem poderia dizer que 
ele no estaria num acidente 'fatal' tambm?

Cook estava andando sobre gelo fino, e sabia disso. Ele 
queria saber o que estava acontecendo de verdade, para o 
que ele estava sendo usado, e o porque. Ele sabia que Webb 
no iria lhe dar nenhuma resposta, e ele estava perdendo 
a f no Diretor Simms. Tudo isso ficou descontrolado demais, 
num curto espao de tempo.

Tudo que ele podia fazer agora  dar uma de bobo, fingir 
que no estava ligando as peas. E j que os agentes Mulder 
e Scully no estavam sendo acusados de nenhum crime, e 
ningum do Bureau os estavam procurando, eles provavelmente 
seriam meros e inocentes espectadores tambm. Cook TEVE que 
mostrar o uso do carto de crdito, e TEVE que mostrar o 
erro no caminho. Mostrar que ele era um cara bom da NSA e 
fazendo o seu trabalho. Mas se ele no pudesse fazer mais 
nada, se ficasse preso, ele daria tempo para esses dois 
fugitivos. Tempo para eles fazerem um movimento.

E Cook esperava que eles tivessem um plano, porque ele no 
tinha certeza de quanto tempo ele poderia ganhar pra eles...

                             X

Scully ficou no volante nas seis primeiras horas. Eles 
pararam para jantar, e Mulder pegou o volante. O lado dele 
ainda doa, mas ele podia agentar. Alm disso, ele dormiu 
um pouco enquanto Scully dirigiu, e ele sabia que no 
alcanariam seu destino at por volta das trs.

Era trs e meia quando ele parou na estradinha do chal de 
esqui, feito de madeira. Ele esteve aqui por seis vezes, 
normalmente para desfrutar da paz e quietude, esquiar um 
pouco e desfrutar da hospitalidade de Lenny.

Lenny Kravitz sempre dizia que a porta estava aberta para 
qualquer um do pequeno crculo de amigos que quisesse usar 
o local como um 'descanso' de frias, mas ele deu a entender 
que os caras poderiam trazer esposas ou namoradas aqui.

Scully estava dormindo no banco do carona, e ele no queria 
acord-la. Ela parecia to calma no luar fraco. Ele no 
podia ver Buster l atrs, mas ao ouvir a respirao regular 
do cachorro, Mulder percebeu que ele dormia tambm.

Ele tocou o ombro de Scully, e ela despertou logo.

"Huh?"

"Chegamos. Venha, me ajude a pegar as coisas."

Buster bocejou uma vez, e ficou de p, seguindo os humanos 
para a cabana.

"Este  um lugar bem bonito" Scully podia ver alguma coisa 
por causa da lua cheia.

"Espere at ver de dia.  mais bonito ainda." Mulder tirou 
o vidro do lampio de fora, e pegou uma chave. Ele abriu a 
porta da frente sem problema nenhum.

"Onde esto as camas? Eu sinto muito, Mulder, mas a esta 
hora, eu deixo a explorao para amanh."

"J  manh, Scully." ele ligou o interruptor. "Escada 
acima. Abra as portas at encontrar um cmodo que tenha 
uma cama."

Ela pegou as bolsas e marchou escada acima, dizendo um 
pouco audvel, "Boa noite, Mulder."

Ele viu Buster cair na frente da lareira vazia. Ele sabia 
como eles estavam se sentindo. Mas antes, uma coisa.

Ele foi para a unidade de refrigerao da grande cozinha. 
Ele estava com sorte. Haviam cinco pacotes l. J que a 
maioria dos amigos de Lenny vinham pra c para esquiar 
no inverno, haviam pacotes de gelo disponveis para 
deslocamentos e contuses das quedas. Mulder agarrou 
duas bolsas azuis e sentiu o gel, indo para o sof. Ele 
no tinha vontade de subir os degraus mesmo.

Fim de Watched 11



WATCHED 
BY RHONDA LAKE
(Parte 12/21)

Chuva. Estava chovendo. Ele podia ouvir o barulho fraco l fora. 
Com cuidado ele saiu do sof, felizmente livre de dor. O som de vidro
quebrado escada acima, e um grito de terror enviou lanas de gelo por
seu intestino, e para sua espinha. Ele correu pelos degraus.

"Scully!" Deus, ela no. Faa com que ela esteja bem, s por favor,
deixe ela estar bem...

Sons baixos de animal, e uma choradeira canina vieram por trs da
porta  sua esquerda. Sem hesitar, Mulder chutou a porta.

O quarto estava escuro. Apenas o luar iluminava o local e a chuva que
entrava pela janela com o vidro quebrado, as cortinhas voando ao vento
como grandes asas. Como um drago da morte.

Buster estava deitado ao cho, numa piscina de seu proprio sangue.
As pernas do cachorro se contraam, e ele lamentava bem no fundo
da garganta. Seus olhos inteligentes encontraram os de Mulder,
implorando perdo. No eram necessrias palavras. 'Eu sinto muito' -
diziam aqueles olhos. 'Me perdoe', 'eu sinto muito'. Diante da luz,
o brilho que rivaliza a inteligencia de Mulder enfraqueceu naqueles
olhos.

Mulder olhou de lado. Havia algo curvado sobre a cama. Era uma sombra,
mas um raio breve esboou uma coisa horrivel com garras curvadas. Ele
apontou a arma para as costas da coisa, sentindo o aperto frio contra a
palma. A mo dele estava louca para atirar. Matar a coisa. A
coisa estava curvada sobre alguma coisa, fazendo alguma coisa...
onde estava Scully? Onde estava...

A coisa se virou. E outro flash iluminou o quarto, e fez o mundo de
Mulder se esmigalhar. Scully estava deitada sobre a cama. Havia sangue
em todos os lugares. A garganta dela nao estava mais l, e o peito dela estava
todo aberto. A coisa estava sorrindo pra ele, os dentes ainda gotejando
com a essncia de Scully.

"NOOOOOOOO!" ele atirou, empurrando o dedo no gatilho, esvaziando
a arma na criatura, e continuou empurrando at que s o click era
escutado.

A coisa foi empurrada pra trs com o impacto das balas, mas nao caiu.
Seus olhos brilhavam com raiva. Mulder olhou para a forma mutilada sobre
a cama, e abaixou a arma.

Quando a coisa pulou sobre ele, Mulder nao se defendeu. Morrer. Ele
queria morrer... antes de sentir a agonia da navalha rasgando seu
estomago, o semblante da criatura obscureceu, se transformando no 
rosto daquele Canceroso desgraado...

Mulder se sentou, de repente, respirando fundo. Seus pulmoes doam.
Seu ombro, quadril e rosto pulsavam. Uma mao foi instintivamente para
o abdomen, s para alisar a camisa de algodo. Do lado de fora, o 
sol estava brilhando. Sem chuva, sem escurido. O relogio perto
da televiso  sua frente dizia que eram 9h17 da manh. Como ele conseguiu
dormir at to tarde?

Escada acima ele ouviu os sons do chuveiro. Bem, mais ou menos. 
Parecia estranho, como a chuva num plastico. Chuva... ok, voc
 psicologo, ento, entenda isso. Uma historia de horror sobre a coisa
que foi criada junto com o cachorro original, ansiedade e o som da gua
lhe deram um pesadelo novo e agradvel para sua coleo cada vez mais
crescente.

Ele pegou os pacotes de gelo, que estavam quentes, e colocou-os na geladeira
antes de subir os degraus. A gua ainda estava correndo, mas a porta estava
aberta.

Ele olhou pela entrada, e se deparou com uma das vises mais divertidas
em sua vida. Scully tinha revestido a banheira com uma cortina de
box antes de vestir ela um poncho de plastico, e luvas de borracha.
Ela tinha coberto Buster com tinta preta e estava passando uma escova
nele, tendo a certeza de cobri-lo completamente enquanto enxaguava a
tintura com o chuveirinho. Mulder no sabia como ela conseguiu pintar
o pelo perto dos olhos, nariz e boca, mas o cachorro estava completamente
coberto. Ele teve que rir. Depois de seu pesadelo, isso era demais.

Scully se virou e ergueu uma sobrancelha. "Isso mesmo. Pode rir.
Mas  voc quem vai limpar isso tudo. Eu fiz a minha parte."

Buster olhou para Mulder acusadoramente. Mas o acusando de que? De
deixar Scully fazer esta tarefa sozinha? Deixar o pobre Buster ser
coberto em meleca preta? O que quer que seja, ele s acenou com
a cabea. "Claro. Eu limpo. Mas que toma banho depois dele?"

Scully luziu pra ele desta vez. "*Eu*. Voc dormiu at mais tarde.
Eu estive ocupada. Voc leva Buster pra fora. Assim vocs dois podem 
se deitar na terra ou fazer qualquer coisa que vocs machos fazem juntos."

"Legal. Ei, Buster, tem uma videolocadora na cidade, a umas vinte milhas
daqui. Quer ver se eles tem alguma coisa sobre os habitos de acasalamento
dos cachorros?" ele sorriu at que um pano molhado veio direto contra
seu torax.

"Voc no vai viciar ele em pornografia de cachorro. V caminhar."

"Muito sutil, Scully." Mulder se apoiou contra a pia
enquanto ela o enxaguava. O cheiro de cachorro molhado, misturado
com o cheiro da amonia da tintura deixaria marcas em seu nariz.
Se ele tivesse sorte, at ela terminar, o ar teria ficado mais limpo.

Quando toda a gua foi pelo ralo, o pelo claro de Buster agora era 
escuro.  O cachorro comeou a se balanar at que Scully falou
nitidamente. "No OUSE fazer isso! Eu vou te secar com a toalha, e ento
usar o secador de cabelo. Mas voc no vai sujar o banheiro todo,
entendeu bem?"

Buster pendurou a cabea dele e soltou um 'woof' suave, uma vez.

                            X

Lem olhou para os carros na frente da estrada. Ele estava levemente
desapontado por eles nao terem visto ele os seguindo. Claro que ele
era treinado pra isso, mas isso mostrava falta de atenao.
Scobby lamentou contra a janela fechada ao seu lado. Ele sabia o
por que de nao poder colocar a cabea pra fora, mas reclamou mesmo
assim.

Depois de perder o rastro de Buster, Lem disse para seu amigo que
seguir os caadores era a melhor coisa a fazer. Se eles achassem o
cachorro perdido, e os que o ajudavam, ento Lem poderia ser capaz
de fazer alguma coisa. Scobby concordou. 

Os dois estavam colados ao furgao preto. Nada original. O mais alto
dos homens deixou Lem arrepiado. Ele os pegou no centro comercial,
baseado na propria investigaao que estava fazendo sobre os cartoes
de credito de Mulder e Scully.

Mas o que ele descobriu sobre os dois agentes era impressionante. Ele
s esperava que os agentes pudessem se esconder durante algum tempo.

                                         X

Webb deu as paginas de fax para Cook, que falou.

"Isso mesmo. Mas eles sabem que vamos tentar localiza-los atravs
de seus parentes e familiares. Eles so inteligentes demais para fazerem
isso. Eles vo dormir em hoteis baratos. Lugares onde ninguem faz
perguntas, e provavelmente os que aceitam animais.  Quero uma lista
para cada hotel com diaria abaixo de $40 por noite. Quero uma lista
completa sobre os casos que eles trabalharam, apontando onde eles
ficaram. E os que permitem animais ficam no topo da lista. Vamos ver
se posso  pensar como eles pensam."

Webb olhou para Cook de maneira estranha, e Cook manteve o rosto 
cuidadosamente neutro.

"Tudo bem. Vamos fazer isso."

Cook suspirou. Era como fazer um movimento pra frente e outro pra
trs. Ele pensava em como estes dois eram inteligentes, e o que eles
fariam, mas e se ele fizessem  a escolha errada, e chegasse at eles?
Afinal de contas, ele nao podia ser enganado. Bem, ele esperava
que pudesse pega-los vivos. 

                                  X

Buster apareceu, parecendo a Pantera Cor de Rosa quando ela saiu
do secador de roupas. Mulder jogou a cortina do chuveiro e o poncho
para um saco de lixo. O olhar que Buster lhe deu dizia que o cachorro 
sabia muito bem como era sua aparencia e que estaria contente em
morder Mulder caso o agente dissesse uma palavra. Dois banhos,
tintura e um secador de cabelo nao fizeram nada bem para o pobre 
sujeito.

"Vamos l, feioso. Vou te levar pra passear. Assim voc pode matar
um pouco de vida vegetal."

L fora Buster pulou por um caminho de cervos com uma energia
ilimitada, cheirando coisas interessantes e marcando quase toda
rvore como sendo sua.

Mulder murmurou alguma coisa e Buster olhou pra trs, querendo saber
por que o agente estava demorando. Mas Mulder nao ia admitir
para um cachorro que ele ainda estava duro e dolorido.

"Vamos voltar. J ficamos aqui fora por quinze minutos."

Buster viu uma abelha e deu para Mulder um olhar que dizia
'mas eu quero brincar agora' antes de perseguir o inseto. Mulder
tremeu a cabea. Dez minutos depois eles voltaram.

Mulder entrou. Scully no estava no computador, mas ela ligou o laptop
na mesa, e saiu. Mulder ouviu a agua. Ela ainda estava no chuveiro.

Buster pulou sobre a mesa e pegou o lapis nos dentes. Ele comeou
a digitar. Mulder pegou ch gelado e foi para trs do cachorro,
ver o que ele estava escrevendo.

ELA  LEGAL. POR QUE VOC NAO CASA COM ELA E FAZ BEBS.

Mulder vomitou o ch pela cozinha e comeou a tossir. O ch tinha
entrado no tubo errado. Ele sentiu lgrimas nos olhos enquanto tossia
para recuperar a respirao, e a voz.

"O que?! Buster, ela  minha parceira e minha amiga. No pensamos um
no outro dessa maneira. Agora apaga isso a antes que voc nos
envergonhe."

VOC PENSA NELA COMO COMPANHEIRA O TEMPO TODO. EU VEJO VOCE OLHANDO 
PRA ELA. EU VEJO VOCE TENTAR TOCA-LA QUANDO ELA DORMIU NO CARRO.
VOCS SE PERTENCEM.

Mulder agarrou a parte de trs da cadeira com muita fora. Ele pensou
que Buster estava dormindo tambm. Maldito cachorro. Ele apagou a tela.

"Olhe, ela est fora de alcance. Mesmo se eu... me sentisse dessa maneira,
ela nao sente. Fim de papo." Mulder estava falando baixo, perto da orelha
de Buster, com medo que Scully pudesse ouvir. "O que ns fazemos faria
desse tipo de relao algo perigoso demais."

Buster voltou ao laptop, digitando as teclas com cuidado.

ELA SENTE A MESMA COISA. ELA TE OLHA QUANDO VOC DORME.

Mulder assobiou e fechou os olhos, engolindo em seco. Ele nao queria
ler isso, e nem saber. 

VOCS ESTO LIGADOS UM NO OUTRO. CORAOES E VIDAS. POR QUE NAO MUDAR ISSO.
SERIA PIOR.

"Voc sabia que voc  um p no saco?" Mulder apagou a tela
de novo.

E VOCE  IDIOTA. TEIMOSO. VOCE DEVERIA MORDER O PESCOO DELA
E MONTAR NELA.

A sugesto queimou uma imagem mental na mente de Mulder. Oh-oh.
Mulder nao podia acreditar. Um cachorro estava deixando ele sem
jeito. ELE. Isto estava ficando ridiculo.

"Da prxima vez que eu precisar de conselho pra sexo, cachorro, pode
deixar que vou te observar direitinho."

Mulder ouviu a entrada afiada de respirao atrs dele e girou. Scully estava 
na entrada da cozinha, os cabelos ainda umidos do banho. Um roupao
enorme estava fechado sobre o corpo pequeno dela, aberto em cima o
suficiente para lembrar Mulder do por que ele estar tendo esta conversa
estupida com o cachorro em primeiro lugar.

Mas a viso o fez se lembrar da imagem mental. Os olhos dela estavam
colados na tela do laptop.

Mulder correu uma mo pelo cabelo e xingou, enquanto apagava a tela.

"Que diabos est acontecendo aqui? Eu deso pra pegar minhas roupas e
acho isso acontecendo na cozinha?" ela cruzou os braos e luziu pra
eles.
         
Mulder ignorou o tap,tap das teclas do laptop. Virando de costas
pro cachorro, ele falou pra sua parceira. "Buster estava tentando fazer
outra piada."

Scully olhou para algo atrs dele e empalideceu. Mulder girou para olhar
na tela do computador.

ELE TE AMA. VOC O AMA. PAREM DE SER TEIMOSOS.

J chega. Ele ia fazer o trabalho do Sindicato e da NSA agora mesmo, 
e estrangular o cachorro aqui e agora.

"J chega! A partir de agora, voc vai usar focinheira e viajar dentro
da gaiola." Mulder rosnou ao cachorro, que ficou sentado e bocejou
s ameaas.
             
fim do capitulo 12



WATCHED
BY RHONDA LAKE
(parte 13/21)

"Buster, voc tem muito o que aprender sobre a natureza humana."
Scully comeou. Ela ficou um pouco agitada, mas se recuperou logo.
"Mulder e eu nos importamos um com o outro, e somos melhores
amigos. E sim, ns temos um forte lao entre ns. Acho que poderia
ser chamado de amor. Ns confiamos tanto um no outro, e j vimos tantas
coisas juntos... mas nao  esse tipo de relao que voc pensa. Eu
posso entender como isso pode confundir qualquer um." ela acariciou
a cabea do cachorro.

Mulder nao tinha certeza se queria aplaudir a explicao perfeita, ou
choramingar. Isso mostrava os pensamentos dela, nao que ele j nao
suspeitasse disso. Ento, ele s pde fazer uma coisa: guardar pra
si qualquer pensamento nao 'parceirstico' sobre ela.

"Tenho que ir na cidade para comprar comida. Fiz um pouco de ch
gelado que tinha a, em p, mas nao tem nada enlatado ou comida
seca por aqui." Mulder decidiu fazer uma sada graciosa enquanto podia.

"Ah, nao! Nao vou te deixar escolher a comida. De jeito nenhum!"
Scully tremeu a cabea, enftica. "V tomar um banho e trocar de roupa.
Eu vou com voc."

"E o Buster? Voc acha que devemos deixa-lo sozinho?"

Tap... tap... tap...

Mulder estava com medo de olhar para a mensagem dessa vez.

NAO PRECISO DE BABA. SOU ADULTO. PODE IR. COMPRE COMIDA. COMPRE MUITOS
MUITOS MUITOS CACHORROS QUENTES.

Mulder tentou suprimir um sorriso ao ler isso, mas se segurou.

"Cachorros quentes no so bons para voc. Que tal um pouco de carne
de boi? Eu posso cozinhar e tirar a gordura pra voc." Scully
perguntou, solcita.

VOC TIRA A DIVERSO DE TUDO.

Mulder decidiu se mover furtivamente para tomar o banho antes de rir
e Scully bater nele.

                                     X

Quando o furgo parou os outros saram. Os times s se juntavam
quando era preciso. Dava muito na cara ficarem todos juntos. Eles
pararam num restaurante para um rapido almoo. L dentro, Cook estava
olhando uma lista de hoteis que s aceitava dinheiro vivo nos estados
vizinhos. Ele marcava com um marca-texto qualquer nome provavel para
eles investigarem.

Webb no gostou nada disso. O cachorro estava muito mais mvel dessa
vez. Ele e seus dois guardioes podiam estar no Canad a esta hora. Ele
puxou Hernandez de lado, o motorista do furgo, e lhe deu a lista
que Cook tinha colocado de lado.

"Leve isto para Simms. Diga pra ele colocar uma equipe para checar estes
endereos, e checar as pessoas da lista. Diga que Cook acha que
 um beco sem sada, mas eu quero ter certeza."

Hernandez acenou com a cabea e foi para o furgo, esperanosamente sem
Cook notar. Se Webb conseguiu falar sem ele escutar, ento Cook
nao precisaria saber sobre isso.

                               X

Lem estava fazendo umas palavras cruzadas enquanto Scobby estava
no laptop jogando trivia. O jogo preferido do cachorro era
JEOPARDY. Eles j tinham comido, pois Lem sempre mantinha
um frigobar cheio.

Quando o motorista do furgo saiu do restaurante, Lem fez cara feia.
Quando ele sumiu dentro do furgao durante cinco minutos, sem
sair de l, Lem ficou confuso.

"Mas que diabos...?"

Scobby parou de jogar e colocou uma pata na perna dele.

TALVEZ ELE ESTEJA DOENTE. OU TALVEZ ELES ACHARAM ELE.

Mas os dois homens da NSA que Lem viu liderando a equipe saram trs
minutos depois e entraram no fogo.

"Tem alguma coisa aqui que est ficando feia. Muito mais feia
do que pensamos" Lem murmurou enquanto ligava o carro e se
preparava para segui-los.

                               X

Estpidos. Humanos podiam ser to estpidos s vezes. Esses dois precisavam
de uma mordida em seus traseiros. Buster andou pelo chal de um lado para o 
outro. Explorando tudo. Quem eles pensavam que enganavam? No a ele. 

Quando Dana apareceu naquele roupao grande, nao havia nenhum engano sobre
o cheiro que saiu de Fox. Era um cheiro sutil, liberado pelos hormonios do
corpo. Buster conhecia a biologia por trs disso, e tambm a idia mais
bsica e simples: Fox era macho, Dana era fmea.  Ele a queria. E se os
olhos de Buster, e focinho nao falharam, ela o queria tambm. Eles
se gostavam. E se respeitavam. Isso era mais do que apenas luxria.
Eles estavam apaixonados. QUAL ERA O PROBLEMA COM ESTES HUMANOS?

Buster quase coou a queimadura sarnenta na perna mas resolveu andar. No
rasgue os pontos. A tinta tinha queimado um pouco, mas ele achou que
estava curando bem.

Ok, e o que fazer sobre Banana 1 e Banana 2? Pensar ajudava a distrair
da coceira. Ser que ele poderia fazer alguma coisa? Buster suspirou.

Com um sorriso canino, ele comeou a planejar alguma coisa. Agora,
se ele conseguisse abrir a caixa de fora...

                               X
      
Eles compraram tudo e voltaram. E o silencio entre eles, pela primeira
vez, era incmodo. Ela olhou para Mulder, que estava olhando a estrada
ou pensando. E j que ele estava dirigindo, ela esperava que fosse
a primeira opo.

Beleza. Eles nao disseram mais do que duas palavras desde que partiram,
e eles tinha que agradecer Buster por isso. Era estupidez. Por que eles
estariam to sem jeito por causa de um simples engano? Nao era a primeira
vez que a relao deles era vista de maneira errada por alguem. Talvez fosse
por causa das perguntas de Buster, e do que Scully pde ver - sugestes tambm.

Ela olhou para longe de Mulder, para nao pensar em como o cabelo umido
estava caindo sobre sua testa, e que dava vontade para levar a mao e
tirar a mecha dali... ou como o pomo de adao dele subia e descia ligeiramente
quando ele engolia, ou as linhas do perfil... Droga, Dana, pare com
isso - ela se repreendeu.

Tudo bem - havia uma atrao fsica. Pelo menos por parte dela.
Mas uma pequena dose de luxuria nao significava que era amor... nao ?
Mas o que era amor? Colocar as necessidades e felicidade do outro acima
das proprias? Conhecer alguem completamente e aceitar tudo apesar de
suas faltas e falhas? Pensar muito naquela pessoa, mesmo e especialmente
se ela nao estivesse por perto?

Ela mordeu o lado de dentro da bochecha. Oh, droga. Pense racionalmente.
Ela estava apaixonada. Mas isso nao mudava nada. Nao mesmo. Mulder
nao sentia a mesma coisa por ela.

Sim, ele gostava dela e a respeitava. Sim, ele era exageradamente protetor. Mas
a prioridade dele sempre foi encontrar a irm, e a 'verdade', e Mulder
ficava cego quando isso acontecia. E ele nao tinha espao ou
desejo em sua vida para qualquer coisa a nao ser uma transa aqui ou
outra ali, e fantasias de filmes. E mesmo que ela estivesse disposta a se
conformar com isso, o que ela nao estava, Scully nao era a morena com 
pernas esculturais que Mulder parecia adorar.

"Um quarto pelos seus pensamentos" a voz de Mulder a assustou.

"Pensei que fosse um centavo" ela olhou pra ele, forando uma
expresso suave.

"Bem, voc sabe, inflao, impostos, tudo isso conta lucro" ele a
desarmou com um sorriso pro lado.

"Buster."

"Buster." ele repetiu.

"Agora voc  um papagaio? Sim, Buster. Voc sabe: uma coisa
peluda, baixinha, inteligente, e que d um olhar de cachorrinho
abandonado melhor do que voc."

"OOOOH Aquele Buster! Pensei que voc estava falando de Buster Keaton.
Pensei que voc tinha uma queda pra essa coisa de Tarzan." o brilho
de diversao estava de volta aos olhos de Mulder. Estava tudo bem.

"Keaton? De jeito nenhum. Agora, se fosse Christopher Lambert...
aquilo sim era Tarzan" um sorriso languido apareceu nos labios dela.

"Ento, voc gosta de homens de tanga?" ele parou em frente  cabana.

"Depende do homem". Ela se virou para o banco de trs, para pegar
duas bolsas de mercado.

"J ouviu minha imitao de Tarzan?" ele sussurrou perto da orelha
dela, antes de abrir a porta e sair com duas bolsas.

Ela gelou durante alguns segundos e recuperou a compostura. Que diabos
ele pensava que estava fazendo?

                                      ####

Que diabos ele pensava que estava fazendo? 'J ouviu a minha imitao de Tarzan?'
Belo movimento, Mulder. Ele estremeceu por dentro. Mas parte dele s
queria ver como ela reagiria. Um pequeno joguinho de choque. Era inofensivo.
Ento, por que ela estava corada, e congelada por um momento?

Mulder abriu a porta e foi pra cozinha antes de notar que o local
parecia um pouco escuro. S quando chegou na cozinha e abriu a geladeira
para guardar o leite e perecveis foi que ele notou a falta de energia.

Buster estava sentado na mesa, com o laptop ligado, graas s baterias.

LUZ ACABOU ASSIM QUE VOCES SAIRAM. OLHEI A CAIXA. CONFERI TUDO. NAO TEM
NADA ERRADO. DEVE SER PROBLEMA EXTERNO.

Grande, que beleza. Mulder colocou tudo na geladeira, fechando a
porta logo em seguida para manter a temperatura.

"Qual o problema?" Scully colocou as bolsas na mesa e leu a tela.
Ela tremeu a cabea. "Bem, ento  melhor desligar o laptop. Vamos
economizar a bateria." ela desligou o computador.

"Ser que eles nos localizaram aqui?" Mulder carranqueou, ficando 
alerta.

"Mulder, se eles cortaram a luz, eles teriam entrado e levado
Buster quando ele estava sozinho. No,  s uma simples falta de luz."
Scully tirou tudo das bolsas e carranqueou para o sorvete que ela comprou.

"A geladeira deve ficar legal at amanh" Mulder falou.

O jantar foi galinha grelhada. At terminarem, estava escuro, ento eles
comeram  luz de velas. Durante o jantar Mulder continuou dando olhares
suspeitos para Buster, que estava ignorando os dois. Estava tudo bom.
Muito bom mesmo.

Depois do jantar, Scully acendeu um fogo. Estava quente para
isso, mas pelo menos eles teriam luz.

Mulder encontrou um velho jogo de palavras e colocou o tabuleiro
na frente da lareira.

Era estranho, pois Buster quis jogar. Ele at mesmo ganhou o primeiro
jogo, principalmente porque os humanos nao pensaram que ele poderia
jogar. Mas depois que ele colocou a ultima pedra na palavra que ele
montou 'racional', eles viram que o cachorro nao era to inofensivo assim.

Mulder ganhou o segundo jogo, montando as palavras mais estranhas que
conseguia se lembrar, mantendo Scully de olho no dicionrio. Buster
desistiu do terceiro jogo. Ele mancou para a cozinha, depois de escrever
'cansado' com as peas de madeira.

Quando eles se preparam para um terceiro jogo, Scully suspirou.
"Ento, o que ns vamos fazer agora? Nao podemos ficar aqui para
sempre."

"Vamos esperar alguns dias, e esperar que este cara, esse tal de
Hyatt, mande uma mensagem para os pistoleiros. Eles podem nos localizar
pelo seu computador. E pelo menos teremos um lugar para leva-lo."

Scully acenou com a cabea. O fogo da lareira brincava no cabelo dela,
jogando sombras em seu rosto. Ela estava linda. "Vou sentir a falta
dele." ela parecia triste.

"Yeah, bem, voc no pode ficar com ele. Mesmo ele estando disfarado.
Acho que o fato de que estamos aqui  prova o bastante disso."

"Quando voltarmos..." ela olhou pra ele, como se o desafiando a
falar alguma coisa. "Prometo nao tirar sarro, novamente, da sua excessiva
paranoia. E eu apreciaria muito se voc der uma busca no meu apartamento."

"Claro. Pode deixar que Frohike vai ter o maior prazer em fazer uma
busca por escutas na sua gaveta de roupa ntima." Mulder colocou sua
primeira palavra: 'danger'

"Eu acho que nao" ela colocou 'devil'.

Mulder se virou para olhar a palavra dela, e percebeu que eles estavam
bem juntinhos, com os braos se tocando. Muito perto. Era s ele se
aproximar um pouquinho e pronto: seus labios se tocariam.
Ao pensar nisso ele sentiu um calor que nao tinha nada a ver com o
fogo na lareira.
         
FIM DA PARTE 13


WATCHED
BY RHONDA LAKE

(Parte 14/21)

O que estava acontecendo aqui? Ela estava brincado de um simples
jogo de palavras, quando de repente, do nada... Fox Mulder a estava beijando.
Seu parceiro a estava beijando. E ela estava gostando muuuuito. Muito mesmo.
Os lbios dele eram macios e quentes contra os seus. E se moviam ligeiramente
para morder os lbios dela.

Ento ela o sentiu se mexer devagar, os dedos dele tocando seu rosto.
Scully sentiu formigamentos em cada nervo em que seus dedos encostavam.

Mas o que... ela pulou pra trs, como se tivesse sido queimada. E de certa
maneira ela foi. Queimada por ele. O que estava acontecendo aqui? Ela sempre
pensou que ele a respeitava demais para tentar alguma coisa como essa.
O que estava incentivando-o? E o que ela faria se ele estivesse realmente
interessado? Se, apesar da avaliao que ela fez mais cedo, ele estava 
interessado nela mais do que uma parceira e amiga?

"Mulder, que diabos est acontecendo aqui? Eu no vou ser a distrao 
de ninguem, muito pelos por uma noite, e eu com certeza acho que esta
 uma linha que no queremos cruzar."

Os olhos dele tinha uma mistura de medo e ... aqui era desejo? Oh, droga. Isso
no era bom. Ele respirou fundo e se afastou. "Voc est certa." ele
passou a mo pelo cabelo. "Voc tem razo. Eu sinto muito. Estou cansado,
e voc, o fogo, o cheiro de madeira... tudo isso foi demais pra minha
cabea."

A desculpa rpida dele doeu nela? Mas por que doeu? No era isso
que ela queria?

Claro que no. Ela queria Mulder. S que no era uma atitude muito inteligente.
Alm disso, ele nao estava interessado. Mas ento, por que ele a beijou?

"No acho que foi s a sua cabea que estava cheia com o que estava
acontecendo aqui" 

"Claro que sim, Scully, s que no a que voc est pensando" a rplica
no mascarou a decepo e dor nos olhos dele.

Ela o amava. Completa e desesperadamente. Ela confiava nele com sua propria
vida. Com sua sanidade. No seria nada demais confiar nele com seu corao?

"Eu estava falando srio, Mulder. No sou uma qualquer."

Mulder carranqueou, "E nunca, nem em um milho de anos, eu vou pensar
isso de voc."

Scully sorriu um de seus raros e iluminados sorrisos. "Se isso  verdade,
ento, o que voc estava querendo?"

Mulder parecia um pouco agitado. Ele olhou para baixo, para as maos deles,
to pertos no chao. "Eu estava querendo voc." ele falou isso to 
baixo, que parecia estar com medo de que suas palavras quebraria alguma
coisa entre eles. Como a amizade.

Scully no conseguiu achar voz para responder. Ento, ela moveu a mo para
cobrir a dele. Mulder olhou pra ela, e seu corao estava nos olhos, e
Scully quis saber como ela nunca notou isso antes. Ou ser que ela
tinha medo de ver? Mas no importava. Era mtuo. E com absoluta compreenso,
ela podia ver, finalmente, o que estava sempre l.

Desta vez, foi ela quem se aproximou para beija-lo. Sim, ela podia
confiar seu corao a ele. Ela podia confiar tudo a ele.

O beijou ficou mais profundo. Ao ver este sinal, Mulder deixou o medo
pra l, e Scully sentiu a mao dele na nuca. A palma morna e fresca
e ligeiramente spera contra a pele dela era maravilhosa. O gosto, o toque,
o cheiro dele... era to bom, to certo.

A boca de Mulder estava exigente, a lingua entrando para provar e buscar
a alma dela. Ela se mexeu e percebeu que o cho era muito incmodo.
Relutante, ela parou o beijo.

"Vamos subir, e ir para longe do cho duro e de olhos curiosos."
ela acenou para a cozinha escura.

Scully ficou de p e Mulder a seguiu, estremecendo ligeiramente
quando ficou de p. "No estou cem por cento em forma pra isso, 
Scully" o sorriso torto era meio triste. Ela acenou com a cabea
e acariciou o rosto dele, bem sobre a contuso. Ela se lembrou da perna
dele.

"No se preocupe... eu sou mdica e tenho certeza de que posso
achar uma sada." ela entrelaou os dedos com os dele e o levou para
os degraus, bem depressa, antes que ela perdesse a coragem.

Quando eles subiram a escada, Buster saiu da cozinha - abanando
seu rabo a uma velocidade muito grande, com um sorriso canino em
sua cara.

                                       X

O andar de cima estava escuro, e ela no conhecia o chal muito bem.
Mulder parou, soltou a mao de Scully, sentiu a parede e achou a cmoda.
Ele foi direito para a terceira gaveta, onde tinha
velas. Falta de luz no era novidade por aqui, e ele passou um inverno
nesta cabana, quando as linhas de fora foram prejudicadas durante uma
tempestade de neve. Ele se lembrava onde ficavam as velas.

Voltando, ele bateu em Scully, que nao tinha se movido. Ela pegou a 
mo dele mais uma vez.

Dentro da sute, Mulder achou uma caixa de fosforos na gaveta de cima da cmoda.
Acendendo a vela, ele encontrou duas velas decorativas nas pontas da cmoda
e as acendeu tambm. Scully achou um cinzeiro, e usando a certa, eles colocaram
mais trs velas ali.

O quarto ficou com um brilho mbar. Ele olhou para Scully, e ficou
sem flego. Enquanto estava acendendo as velas, ela aproveitou e 
tirou a propria camisa. Ela estava perto da cama, apenas de cala
jeans e suti. Naquele momento, ela parecia muito menor do que o 
normal. Ou talvez ele estava olhando para ela de maneira diferente.

Ela andou at ele, e tirou sua camisa da cala jeans. Ele terminou
o trabalho, puxando a camisa sobre a cabea. Colocando os dedos debaixo
do queixo de Scully, ele ergueu o rosto dela para ele, para poder olhar
em seus olhos. Haviam lgrimas, mas o desejo obscurecia o medo.
Ele beijou as lgrimas, provando o sal delas, antes de beija-la na
boca mais uma vez.

Ele a abraou, sentindo o suti contra o peito dele, enquanto ela se
moldava contra se corpo. Ela o beijava com fome, abraando-o pelo
pescoo, baixando-o mais um pouco. Mulder beijou-lhe a garganta, 
encontrando cada local que fazia Scully suspirar e tremer contra sua
boca. Ela arrastou as unhas sobre a cabea dele, e mordeu Mulder
no ombro.

Ele achou e abriu o gancho do suti, tirando a pea de roupa para
longe do corpo dela. Mulder deu um passo pra trs, para ver o que havia
revelado. Ela sorriu quando ele correu um dedo sobre a curva externa
de cada seio antes de mover para dentro, para tocar cada mamilo endurecido.
Scully mordeu os labios e fechou os olhos para saborear as sensaes das
leves carcias.

Ele a levou para a cama, e se sentou, ento ela estava de p,
diante dele, entre suas pernas. Ele beijou cada um dos seios, pegando
o peso morno em cada palma da mao, apertando ligeiramente.
Mulder inalou o rico cheiro. O aroma macio que era pura Scully. Ele saboreou
o aroma, mas ele conhecia o cheiro. Mas aqui estava mais forte. 
Quando ele finalmente levou um seio na boca, brincando com a lingua,
amamentando, ela gemeu, baixo.

Aquele som, junto com o movimento das costas dela, e os dedos
apertando a cabea de Mulder fizeram com que sua cala jeans
ficasse ainda mais apertada. Ele podia sentir a aspereza do ziper
contra si.  Ele passou as maos sobre o corpo macio, memorizando cada
curva e msculo antes de comear a abrir a cala jeans dela. Mas 
o tempo todo ele manteve a boca ocupada, dando beijos, chupando
e lambendo cada seio.

Scully sentia seus joelhos ficando fracos. No era uma reao que
ela estava acostumada. A doce dor e o calor feito pelas mos e boca
de Mulder era o suficiente para tirar qualquer pensamento coerente de
sua cabea.

Scully sentiu quando ele puxou a cala jeans dela, junto com
a calcinha, para baixo, e ela saiu de cima da roupa antes de 
empurra-lo na cama. Ela notou o flash de dor dele ao movimento, e
quando comeou a puxar a cala jeans dele pra baixo, junto com
o short, ela aproveitou para dar uma olhada em seu quadril. A 
contuso estava escura e funda. Tirando toda a roupa dele,
ela se inclinou para olhar o ombro de novo.

"Oh Deus, Scully, no OUSE se transformar em dra. Scully agora"
ele agarrou a base do cranio dela com a mo e a puxou para outro
beijo sensual, tirando a preocupao mdica da cabea dela. Finalmente
conseguindo respirar, ela lhe deu um sorriso lento e sedutor.

"Eu ia beijar e fazer isso melhorar" ela curvou-se para beijar o ombro,
erguendo o brao dele para beijar-lhe o cotovelo tambm. Seus olhos se
encontraram por cima do brao dele e ela sorriu ao ver como ele estava
prendendo a respirao.

Mulder estava tocando o corpo dela em todos os lugares que sua
mo podia alcanar - acariciando, apertando, experimentando.

Ela soltou-lhe o brao e comeou a chover beijos no peito dele, sentindo
os msculos saltarem debaixo de sua boca, que desfrutou o cheiro e 
gosto salgado e almiscarado. Ela deu ateno aos mamilos dele, assim
como ele fez com ela antes, e ela sorriu quando ele gemeu debaixo dela.
Ela podia senti-lo - duro e pesado, apertado contra o estomago dela.

Ela deslizou o corpo contra ele. Carne quente contra carne quente. Ela beijou
a contuso do quadril enquanto corria as mos entre eles, e finalmente ela
o agarrou, passando o polegar sobre a cabea do pnis dele.

"Deus, Dana". Ele assobiou, se empurrando para cima. 

Ela o soltou e pegou suas mos. "Sente-se. Costas contra a cabeceira."
o tom dela no admitia argumentos. Ele fez isso, e ela se ajoelhou diante
dele, montando-o, e entao Mulder podia sentir o calor mido dela apertando
contra si. Ela beijou a bochecha contundida. "Voc  to sensual, sabia?
Mesmo contundido. E eu te quero muito. Muito mesmo."

Mulder beijou-a de novo, devagar e bem fundo, antes de olhar
em seus olhos. "Contanto que voc possa me aguentar..."
ele desceu a mo pelo corpo macio, buscando e encontrando a lisa
prontido dela.

Scully sorriu quando o amor dos olhos, combinado com as palavras, encheu 
seu corao a ponto de quebrar. Ela se ergueu e avanou - apoiando
uma mo sobre o ombro incolume dele, e a outra mo na cabeceira
da cama - e lentamente se abaixou sobre ele, apoiando o peso nos
joelhos. Mulder colocou as mos na cintura pequena, e Scully jogou
a cabea pra trs quando sentiu ele entrando dentro dela, mas se
forou a olhar nos olhos dele, para ve-lo.

Fazia tempo desde a ultima vez que ela fez isso, e mesmo muito
molhada, ainda era um pouco incmodo pra ela. Ela o alojou lentamente,
se acostumando com a abundancia. Ele a encheu completamente, e mordia
os labios, concentrado. Seus corpos estavam em completo contato, os
torsos apertados juntos, para que ela pudesse sentir os cabelos do
trax dele contra os mamilos dela.

Ela o beijou quando comeou a se mover. O gemido que saiu da garganta
de Mulder fez ele vibrar contra ela, dentro dela.

Rapidamente eles encontraram um ritmo em sincronia. Ela sentiu as mos
dele se movendo para pegar um dos seios, enquanto a outra ficava
na curva das costas. Seus olhos nunca se afastaram um do outro. 
Eles procuraram as expresses um do outro para aprender que movimento
trazia maior prazer para o outro. Palavras no eram necessrias.
Seus olhos diziam tudo. 

Dana sentiu o clmax vindo, e Mulder viu isso. Ele comeou a se forar
mais pra dentro dela, mandando-a para o gozo completo, e Scully chorou
o nome dele enquanto ela explodia.

O som da liberao dela e os movimentos dos msculos agarrando seu membro
fizeram Mulder gozar depois dela. Ele clamou enquanto gozava, o corpo 
tenso, os braos ao redor dela, puxando-a contra ele. Ele queria ser
parte dela, e se peder dentro dela tambm.

Finalmente, exausto, ele deitou-se na cama, sem solta-la. Ele nunca
mais queria deixar ela ir embora.

FIM DA PARTE 14


WATCHED

BY RHONDA LAKE
(parte 15/21)

Lem podia sentir Karen acariciando seu rosto, toques puros e macios
indicando um prospecto agradvel para uma pequena diverso matutina.
Sua esposa lambeu sua orelha. Ele sorriu. "Karen..."

Ele abriu os olhos e deu de cara com os olhos escuros e divertidos de
um cachorro.

"Cruzes, Scooby - quer me matar do corao?" ele sentou. Suas juntas
doam por dormir a noite toda num banco de carro.

"Eles j partiram?" ele perguntou para o cachorro, que pegou 
o segundo turno da vigilia.

Scobby latiu. Isso significava no. Ento por que ele... oh.

"Voc precisa sair?" Um abano de rabo. Sim.

Lem abriu a porta para o cachorro, e conferiu o relgio. 8 da manh. Eles
deveriam estar acordando. Ele ouviu seu celular e respondeu depressa.
"Al."

A voz do outro lado da linha era familiar. "Lem, se conseguirmos
marcar uma reuniao com os dois que esto com Buster, voc acha que
pode leva-lo para a Carlifornia? Keene pode arrumar documentos falsos, assim
vai parecer que ele esteve l fora durante alguns anos."

"Claro, claro. Eu posso fazer isso. Voc sabe onde esto os nossos
fugitivos?" Johnson correu a mao pelo rosto. Lidar com o cara pelo telefone e
seus parceiros sempre o deixavam nervoso. Eles eram to... estranhos. Mesmo
assim eles conseguiram ajudar a manter os cachorros em segredo durante os
ultimos oito anos, desde que localizaram Einstein, e foram convencidos de
que a exposio de Einstein e sua progenie na midia seria um desastre.

"No tecnicamente. Mas sabemos como contata-los. Este  o plano de Hyatt..."

"Espere um minuto: por que vocs nao vo l e pegam o Buster, se vocs podem
falar com os dois?" Lem estava sentindo os dias de frustrao atingi-lo.

"No queremos nos expor a menos que seja absolutamente necessrio. Mas
estamos atrs deles. E correndo riscos. Alem disso, estamos sendo vigiados.
Ele nao estaria seguro conosco. As pessoas que esto com eles podem controlar
esta situao melhor do que ns."

Lem estava surpreso. "A casa de Doddard... voc arrombou e removeu todos as
evidencias fotograficas de Buster."

Um riso na linha. "E registros mdicos, dirios pessoais de Doddard que
catalogavam os testes de QI e grficos de crescimento. Nao deixamos nada
para trs."

Lem tremeu a cabea, assombrado. "Ok, marque o encontro. Liga pra mim para dizer
onde e quando."

                                   X

Cook olhou para sua lista, esperando nao achar nada de util. Ele gastou um tempo
conferindo os relatorios de despesa de Mulder e Scully. Lugares por onde eles
passaram antes. Marcando os lugares onde eles poderiam ficar se tivessem um
animal. Qualquer hotel ou motel que tem um nome associado ao espao.
Luz Estrelada, Lua Cheia, SkyView, e assim por diante... algo que poderia 
atrair o homem devido ao seu passado. Ele tambem estava checando qualquer coisa
com tema nutico. Scully era de uma familia de marinheiros.

Webb foi para o banheiro, levando o celular, obviamente nao querendo que
Cook ouvisse suas ordens tortas. Ele sentia como se estivesse caindo cada
vez mais dentro de um buraco, uma cova. Uma cova com areia macia, pois
dessa maneira quando ele tentasse rastejar pra fora, mais areia ele puxava
pra cima dele.

                                    X

A luz do sol clareou o quarto devagar. Esta iluminao mexeu no sono
de Mulder. Sem pesadelos - pelo menos do que ele podia se lembrar.
Ele sentiu o calor macio e cheiroso ao seu lado, e abriu os olhos, s
para ver uma massa vermelha de cabelo deitado sobre seu peito. Vrias
pores da noite prvia, e muito longa, passaram por sua mente, com
detalhes perfeitos. Ele sorriu, como um gato que pegou o canrio - e tinha
certeza de que ela lhe daria um tiro se visse esse sorriso.

Scully se mexeu. Ele acariciou as costas dela com as pontas dos dedos, e ela
gemeu, suave, e o som fez a libido de Mulder crescer ainda mais.

Ele sentiu ela se mexendo, e olhou pra baixo, s para encontrar um
par de penetrantes olhos azuis olhando de volta pra ele.

"Bom dia" ele sorriu, preguioso.

"Yeah, eu acho que " Scully sentou e se esticou, sinuosa, como uma
gata. Ele olhou o arco gracioso das costas, os musculos lisos, e a maneira
como ela levantava os braos, fazendo seus seios ficarem erguidos de maneira
encantadora. Ele se mexeu, e comeou a correr os dedos sobre o pescoo e ombro
dela.

"Voc  to bonita..." ela olhou para baixo, para ele, e corou. A cor
rosa nao s coloriu seu rosto, mas sua garganta e trax.

"Voc no  de todo ruim, Mulder" ela saiu da cama, deixando os lenois frios.

"O que - nao tem beijo de bom dia?" ele lhe deu um olhar de filhote de cachorro,
que ele aperfeioou durante anos.

"Bafo. Eu vou escovar meus dentes e tomar um banho. Se voc
conseguir arrastar esse seu corpo preguioso pra fora da cama, voc
pode tomar um banho comigo."

Mulder saiu da cama em tempo recorde, com quadril contudido e tudo.

A gua j estava correndo quando ele chegou. Ele podia ver a silhueta de 
Scully do outro do vidro do box. Mas o som da gua o deixou incomodado.

Scully poderia ouvir o que ele estava fazendo, mas foi educada o 
suficiente para nao rir, principalmente por que ela mesmo estava
com a escova de dentes e espuma de menta na boca. Ela enxaguou a boca,
e foi pegar o xampu, s para ter seu pulso agarrado por uma mao forte.

Ela olhou pra Mulder, que fechou o box e pegou o vidro de xampu dos dedos
dela. Ele ficou de p contra a gua quente, o spray batendo em suas costas,
descendo pelo corpo musculoso. Scully mordeu o lbio inferior da boca. Nao era
justo que ele poderia fazer isso com ela. Nao era justo mesmo. Tudo que
ele tinha que fazer era ficar parado ali, contundido e molhado, apertando o 
xampu na mao, e ela o queria. Queria ser a gua que deslizava sobre o corpo
maravilhoso.

Quando uma mo tocou em seu ombro, Scully sentiu uma onda de desejo passar
por seu corpo. Ele a virou devagar, e agora ela estava de costas pra ele. Ento
ela sentiu os dedos dele no cabelo dela, massageando. Ela sentiu um calor e uma
letargia ao sentir o toque, e ela quase pulou quando sentiu um beijo no
pescoo e ombro. Ela sentiu os joelhos ficarem moles, e ouviu uma choradeira.
Demorou um momento para ela perceber que ela era que estava gemendo.

Isso nao era sobre sexo, embora fosse altamente erotico. Era sobre
proximidade, sobre intimidade. O ato reverente de um amante. Os dedos dele
continuaram lavando e enxaguando o cabelo ruivo.

Quando ela sentiu os dedos sarem de sua cabea, comeando a acariciar
seu pescoo, ela se virou, ficando de frente pra ele.

"Sua vez" ela sorriu e pegou o xampu. Os olhos dele estavam escuros
de desejo. Ele gostou disso mais do que ela. Colocando uma poro generosa
de xampu na palma da mao, Scully percebeu, com um pouco de desanimo, que ele
era alto demais, e seus braos se cansariam depressa se ela tentasse
alcanar o topo de sua cabea. Mas o lado pratico dela resolveu o problema.
"Seria mais fcil se voc... ajoelhar."

"Voc me tem de joelhos o tempo todo" havia um brilho de diversao nos
olhos de Mulder enquanto ele se ajoelhava diante dela, e ela sentiu um
frio no estomago ao ver onde o rosto dele estava agora. O sorriso torto
dele mostrou que Mulder sabia muito bem onde estaria depois que ajoelhasse.
Mas nao houve relutancia quando ela deu um passo para frente, e comeou
a passar o xampu. Scully sentiu os braos dele cercando-a, indo para suas
costas, fazendo ela tremer. A mao dele estava fazendo lentos circulos nas
costas, em sua espinha.

"O que voc est fazendo?" ela perguntou, erguendo uma sobrancelha enquanto sentia
as pontas dos dedos dele deslizando entre as ndegas dela.

"Suas habilidades investigativas esto ficando enferrujadas. Eu estou lavando
as suas costas, agente Scully. Voc sabe - eu lavo as suas,e voc lava as minhas."
o calor que estava dentro do corpo dela ameaou se transformar num inferno ao
ouvir as palavras dele.

Ela fingiu ignora-lo enquanto ela corria os dedos pelo cabelo macio, 
raspando as unhas pelo couro cabeludo, enquanto sentia a boca dele no lado
inferior do seio. 

"Isso nao  justo" ela ofegou.

"Vale tudo no amor e na guerra" ele foi para o outro seio, a mao ensaboando 
as costas dela.

Ele mordeu um mamilo e ela gemeu, apertando os cabelos dele. Scully podia sentir
todo movimento que ele fazia, principalmente quando ele chupava mais forte.
Mulder foi para o outro seio, enquanto ensaboava os corpo dela com as maos.

Ela tirou o sabonete das maos dele e se afastou, quase rindo ao ve-lo ajoelhado,
fazendo beicinho - o cabelo todo cheio de espuma.

"Enxague seu cabelo". Ela ordenou. 

Ele obedeceu, parecendo um pouco derrotado e muito excitado enquanto os
olhos dela o comiam vivo. Ela correu os dedos pelo cabelo curto dele, enxaguando-os.
"Ok, fique de p."

"Acho que voc gosta muito de mandar" ele murmurou enquanto ficava
de p.

"Yeah, mas parece que voc gosta de obedecer. Vire-se, e coloque as maos
contra a parede."

"Voc tem sorte por eu confiar em voc" ele fez como ela disse, e Scully
ficou quieta por um momento, admirando os musculos das costas, os ombros largos,
os quadris estreitos, as nadegas mais lindas e cheias que ela j teve o prazer
de observar. Fazendo espuma nas maos, ela comeou com os ombros, apertando os
dedos, sentindo ele tremer. Descendo, ela sorriu quando colocou uma mao
ensaboada entre as pernas dele, e o agarrou. Ele jogou a cabea pra trs
e gemeu enquanto a mo pequena de Scully mexia nele. Ela beijou sua espinha
quando o soltou.

Assim que ela fez isso, Mulder se virou e pegou em seus ombros, puxando-a
pra cima, dando-lhe um beijo. Ele tinha gosto de hortel. Mulder se mexeu,
e logo os dois estavam debaixo do spray, s que agora ela estava de frente para
a parede. Ela sentiu as maos grandes e ensaboadas de Mulder se moverem sobre o 
estomago dela, sobre seus seios e garganta. E logo elas desceram, bem no
meio de suas coxas. Scully sentiu os dedos dele procurando seu sexo, e quando
o encontraram, ela pinoteou, soltando pequenos sons de prazer. Logo as maos
dele foram embora, deixando ela doida por mais um toque.

Ento as mos dele estavam em seus quadris, e com um suspiro de satisfao
ela sentiu ele se empurrar adiante. Um dos braos veio ao redor da cintura
dela, segurando-a no lugar enquanto ele empurrava de novo, e de novo e de novo.
A outra mao deslizou entre as dobras dela, bem onde eles estavam unidos. Os
golpes de Mulder eram lentos e profundos.  Seus corpos estavam lisos com
gua e sabao. Seus dedos continuaram trabalhando at que ela clamou, seu
mundo explodindo numa luz muito forte, e Scully perdeu o controle do 
proprio corpo, sentindo os joelhos ficarem moles. Mas Mulder nao a soltou,
s ficou se contraindo dentro dela, que convulsionava. Ele mordeu o pescoo
dela enquanto gozava.

Ambos afundaram lentamente no chao. Completamente saciados. E permitiram a gua morna
fluir sobre eles.

                                      X

Buster olhou Mulder descer a escada e registrou a eletricidade no ar.
Ele viu o cabelo mido do homem, e o cheiro de sabonete, que quase anulava
o cheiro almiscarado de sexo. Buster sorriu pra si mesmo. Ele era um cachorro
muito feliz.

Enquanto ia para a cozinha, Mulder viu a mensaem soletrada com o jogo
de letras. 

VOC FICOU INTELIGENTE

"Sabe de uma coisa, cara peluda? Ns temos que arrumar uma vida pra voc, assim
voc vai parar de se meter na vida das outras pessoas." ele pegou alguns ovos da
geladeira, que estava quente, apesar dos esforos. "Eu vou checar os fusveis, s para
ter certeza de que voc nao perdeu alguma coisa. Se no tivermos luz de novo, 
a geladeira vai ser intil." o cachorro olhou o homem sumir no poro, levando uma
lanterna.

Buster ficou perto da lareira. As brasas restantes da noite anterior lhe davam
pouco calor. Ele quase nem olhou quando Dana desceu. O cabelo dela estava
amarrado num rabo de cavalo, os cabelos meio midos, e ela tinha um cheiro semelhante
ao de Mulder. Buster abanou o rabo, feliz. Naquele momento, as luzes voltaram.
Buster soltou um 'woof' suave e correu para a porta dos fundos.

Dana sorriu. "Acho que todo mundo precisa ir ao banheiro de manh"

Sim, sim - Buster pensou - me deixe sair, rpido, antes que ele volte.
Abra a porta... abra a porta...

Dana estava alcanando a maaneta da porta quando ele ouviu a porta do poro
bater. Com fora.

"E aonde diabos voc pensa que vai?" Buster olhou para o homem, humilde. 
Mulder estava lvido. Buster tentou parecer confuso, e nao mostrar o sorriso
presumido em seu rosto.

                                #####

Mulder correu e colocou a mo sobre a porta, mantendo-a fechada. "Voc por
acaso sabe de alguma coisa sobre a caixa de fora?" ele estava irritado.
O maldito cachorro tinha manipulado a situao de ontem para conseguir algum
tipo de iluso torcida. Ele planejou tudo desde o comeo. Mulder se sentia
usado e trado. Manipulado.

H quanto tempo eles estavam sendo manipulados? Ser que isso fazia
parte de algum plano? O Cachorro os estava usando desde o comeo?

Buster abaixou a cabea, mas o rabo enfiado entre as pernas ainda balanava
na ponta.

"Do que  que voc est falando, Mulder?" Scully carranqueou enquanto olhava
pra ele.

"Nosso amigo aqui mexeu na caixa de fora e desligou a energia" Mulder cruzou
os braos. Mas sua raiva inicial estava enfraquecendo rapidamente enquanto
ele pensava sobre como gastou aquela manh com Scully.

"Mas.... por que?"

"Voc no entendeu ainda, Scully? Ele est dando uma de casamenteiro!
Ele fez tudo isso s para ficarmos juntos!" Mulder deu um claro para o
cachorro, determinado a nao deixa-lo escapar facilmente.

Scully olhou para o cachorro, olhos arregalados. "Isso  verdade?"

Buster abaixou a cabea mais ainda, mas a ponta do rabo continuou batendo
ritmicamente no chao. Um macio 'woof'. Um sim.

O olhar chocado na face dela deu lugar a um sorriso. Deus, ela estava fazendo
isso demais ultimamente. Mais do que o habitual.

"Bem, deu certo, no foi? E voc nao est com tanta raiva assim, nao , Mulder?
A menos que voc v dizer que se arrependeu do que aconteceu..." ela parou
de sorrir, os olhos atentos, sentindo o corao bater forte no peito.
O que ela faria se ele dissesse que sim?

"No! Claro que no! Voc faz idia de quanto tempo eu queria fazer isso? Sonhei
com isso?" ele acariciou o rosto dela.

"Ento, se Buster nao tivesse forjado tudo ontem  noite, ns dois estariamos
sentados, sem fazer nada a respeito disso. DE fato..." Dana fez o inesperado, e se
abaixou, abraando o cachorro pelo pescoo, apertando forte. "Ns temos que
te agradecer. Obrigada, Buster" ela beijou o topo da cabea de plos negros.

Mulder se abaixou na frente deles. "S no se acostume com isso" ele deu um
meio sorriso, pois nao estava a ponto de admitir que tinha levado o conselho que
o cachorro fez no dia anterior. Pelo menos nao nesta vida.
       
FIM DA PARTE 15

WATCHED
BY RHONDA LAKE
(Parte 16/21)

Com a fora de volta, Scully ligou seu laptop e comeou a checar os
emails. Com um pouco de sorte, este Hyatt teria como levar Buster logo.

"Voc quer alguma coisa na sua omelete?" ele perguntou enquanto rachava
ovos na frigideira.

"Uma angiosplatia grtias?" ela foi para a conta que Mulder insistiu que eles
criassem h algum tempo. Era pra ser anonima, feito por alguem em Michigan.
Langly criou o email pra eles, e s ele sabia o endereo.

"Queijo, toucinho e cogumelos" ele comeou a colocar um pouco de queijo
e tiras de bacon.

Correio... eles tinha correio. "Acho que temos alguma coisa" o tom dela
era distrado enquanto ela abria o email e lia a mensagem. "Mulder, alguem quer
marcar um encontro. Hyatt colocou algum em busca de Buster, e quer que nos
encontremos com ele. Aqui diz que ele vai onde voc quiser, e provar a identidade.
Ele vai levar Buster para outro estado, onde ele vai ter uma nova vida.
Pede para dizer que Scooby diz 'hi'."

Buster saltou sobre a cadeira perto dela, olhando pra tela.

"Reuniao?" Mulder olhou pra ela da cozinha. Isso poderia ser uma armadilha.

Buster pegou uma caneta, e comeou a digitar.

SCOOBY  AMIGO DE LEMUEL JOHNSON. SCOOBY  UM CACHORRO COMO EU. LEM VAI TE ENCONTRAR.

"Ok, Buster parece saber mais do que ns" Mulder murmurou enquanto deslizava
uma omelete pelo prato. "Marque a reuniao, diga para ir ao Dinner Fontes Frescas.
Ele marca a hora. Mas eu vou l sozinho. Voc e Buster vo ficar aqui.
Assim, se for uma armadilha, voc pode manter Buster seguro." ele colocou
o prato e um garfo na frente de Scully.

"Por que  VOC que vai, e nao eu?" havia uma sugestao de raiva na voz dela.
"Eu nao preciso que voc me embrulhe em algodo. Nao vou ficar quieta no
meu canto, Mulder."

Ele suspirou e correu uma mo pelo cabelo. Ele sabia que isso poderia
acontecer. Mulder, normalmente, era super-protetor em relao a ela. E sabia
que depois da ultima noite, ela seria duplamente sensvel a qualquer sugestao
de protege-la, vindo da parte dele. Ele sabia que ela poderia se proteger.

Ele voltou ao fogao, antes de responder. "Scully, eu conheo a cidade melhor
do que voc. E se eu tiver que fugir de repente, posso me enfiar nas ruas
ou ir para as montanhas. Eu conheo a rea. Alem disso, se for uma armadilha,
e eles puderem localizar este email, eles podem nos localizar aqui. Ficar no
chal nao  to seguro assim, e j que vou estar com a kombi, voc e Buster s
tem o bosque como refugio." E ele odiou isso. Haviam 'se' demais nesta equao.

"Voc tem razo" Scully cutucou os ovos com um garfo. " melhor eu nao ficar
doente com a sua comida, Mulder."

Ele tentou parecer relaxado quando ela colocou uma garfada de omelete na
boca. E tentou nao pensar nos perigos de deixa-la aqui, sem transporte.

Ela elevou as sobrancelhas, surpresa. "Isso aqui est muito bom. 
Insalubre, mas bom."

Ele se curvou na cintura. "Eu pensei em nao cozinha pra voc. Eu nao
fao isso sempre, mas posso me acostumar." ele sorriu enquanto levava o proprio
prato para a mesa, em frente  ela.

Ela comeou a digitar uma mensagem de resposta quando Mulder viu Buster 
encarando-o. O cachorro lambeu a boca, olhou para os ovos e lamentou.

Mulder suspirou, picou a omelete dele e empurrou o prato pela mesa.
Buster comeu, feliz. Scully tentou nao rir, e ficou quieta, tentando nao
reclamar sobre um cachorro comendo na mesa. Buster nao iria gostar muito disso.

                                      X

Scobby virou o laptop com o nariz, para que Lem pudesse ler o email que eles leram.

"Vermont? Que diabos eles esto fazendo em Vermont?" Lem pegou um mapa do porta-luvas
e tentou fazer um calculo rapido. Uma viagem de seis ou sete horas. Era melhor
comear logo. Lem dirigiu para a estrada, saindo do hotel. "Scobby, v se voc
consegue digitar a, e dizer que vamos encontra-los ao meio-dia, para almoar.
Tenho que chegar l antes." Lem xingou. Pelo menos cinco horas na estrada. 
Ele estava ficando velho para esta droga. 

                                       X
    
Cook reduziu a lista de hoteis de milhares para centenas. Nao era o suficiente,
e Webb estava dando olhares furiosos para ele. O homem alto e escuro passou
a metade da manh no telefone, e ele nao estava dizendo o que fazia, ou sobre
o que. E isso estava deixando Cook nervoso tambm. 

Webb olhou para seu 'parceiro' com desgosto. Ele sabia que pesquisas demoravam
um tempo,mas havia algo errado na maneira como Cook estava chegando nas coisas.
Mas ele nao sabia o motibo. Nao havia provas de que o homem mais velho estivesse
fazendo menos do que devia. Talvez ele estivesse mal-humorado demais - Webb
pensou, enquanto mastigava o proprio bigode.

A ateno dele estava de volta ao telefone, e para a voz do Diretor Simm. 
"Entao as familias deles esto checadas. Nao posso manter equipes vigiando
eles o tempo todo, mas parece que eles nao esto escondidos na casa de
familiares. Quanto a amigos intimos, eles nao tem muito. E os que 
checamos nao os estao escondendo tambm. S tem mais alguns nomes que queremos
checar. Eu ligo de volta."

"Sim, senhor. Obrigado, senhor". Webb desligou. No havia muito que ele pudesse
fazer enquanto Cook trabalhava, ento ele ligou a tev e ficou olhando os canais
at achar um filme de horror muito ruim.  

Cook conseguiu ignorar tudo, enquanto olhava as listas, mantendo um
olho para qualquer atividade com carto de crdito ou banco.

                                       X

Scully retransmitiu o e-mail de retorno antes de apanhar os pratos.

"Ento temos algumas horas para matar. Tem algum plano?" ele lhe deu
um meio sorriso. Mulder conseguiu sentar e comer seu caf da manh.

"Na verdade, sim. Podemos dar um passeio no bosque. Mostre-me o lugar."

Mulder fez beicinho, e ela abafou um sorriso enquanto terminava de
limpar os pratos. "Eu, foi idia sua eu ficar aqui. Conhecer a rea nao
 uma idia to ruim."

Mulder acenou com a cabea, admitindo sua derrota temporaria. "Eu nao quero
voc caindo no rio. Claro. Por que nao? Vou te levar ao velho moinho. 
Fica perto do rio, a umas trs milhas daqui. Nao funciona tem uns cinquenta anos,
e eu recomendo nao entrar l dentro, mas o lugar  bem interessante.
Alem disso podemos fazer alguma coisa l at chegar a hora de eu partir."

"Alguem j te disse que voc tem uma mente suja?" Scully esfregou as maos
num pano de prato, jogando contra a cabea dele.

"Yeah, mas eles normalmente dizem que  brilhante, tambm."

                                    ####

O passeio foi muito bom. Mulder teve a certeza de ir pelos caminhos dos cervos.
Eles ficariam perdidos se a memria dele nao fosse o que era. Era muito bom,
andar pelo bosque de mos dadas com Mulder, logo de manh. Scully saboreou cada momento, 
pois algo como um contato to simples lhes foi negado durante muito tempo.

Eles nao falaram sobre isso. No precisavam. J era sabido que a nova
dimenso de sua relao teria que ficar escondida. E se eles
mantivessem seus apartamentos livres de escuta (Ela ainda se xingava por
ter rido da parania de Mulder) eles poderiam fazer isso dar certo.
Tinha que fazer. Nao dava para voltar.

Buster apareceu mais uma vez l na frente. Ele estava pulado como qualquer
cachorro solto nos bosques. s vezes ele vinha pra trs, s vezes andava
pra frente. Eles nao ligavam. Nao havia motivos para se preocupar sobre ele
se perder.

Depois de uma hora e meia de um passeio lento, Mulder mostrou marcos
para ela memorizar, e que levavam para um moinho. At agora o som de um rio
era distante, mas crescia  medida em que se aproximavam. Agora o som estava
forte. Quase pitoresco. O moinho estava cado meio dentro meio fora
do rio, todo disforme. Parecia que tinha sido empurrado.

Scully soltou a mo de Mulder e foi para a margem rochosa. Ela se abaixou
e colocou a mo na gua. Estava gelada.

"Acho que nadar est fora de cogitao" ela apertou as maos.

"Esqueci de trazer minha sunga" ele sorriu. "Mesmo assim, a corrente  muito forte.
Esse rio levava os troncos montanha abaixo."

Scully foi at o moinho, olhando para os destroos. "No  perigoso andar por
aqui? Crianas podem achar que  divertido, e se machucar."

"Nao acho que tenha algum perigo. Poucas pessoas conhecem este lugar.
Lenny e eu descobrimos quando viemos esquiar aqui h alguns anos. Olha s -
nao tem latas ou garrafas de cerveja, nem marcas de fogueira... ento ninguem
veio at aqui."

Scully verificou o moinho. A parte de trs estava apoiada contra uma rvore,
e um toldo velho e enferrujado ainda estava apoiado em trs vigas. Ela olhou
ao redor das pedras, e o telhado quebrado. "Este seria um lugar ideal para
festinhas. Mas voc tem razo. No existe sinal nenhum aqui."

Mulder colocou as maos nos bolsos. "Caramba, Scully. Voc sabe como achar
sinais de festas de adolescentes? No me diga que voc era rebelde."

Scully riu. "s vezes eu queria ter sido. Nao - eu tinha que vir para estas
festas pois Missy estava nelas. Quando papai ficava nervoso quando ela
saa e demorava para voltar, eu escapava e a levava de volta antes que ele
tivesse um treco."

"Ento, basicamente, ela te preparou para trabalhar comigo."
o rosto dele era cuidadosamente neutro.

"Yeah, basicamente ".

Scully olhou para Buster, que estava cheirando a rea. "Ei, Buster, voc se 
importa em ir para algum lugar por uns minutos? Sozinho?"

O cachorro olhou pra ela, e abanou o rabo rapido o suficiente para mostrar
seu agrado. Ele latiu uma vez e ento trotou para longe. Ele estava mancando um
pouquinho.

"Quer me mostrar o que eu perdi, Mulder?" Scully ofereceu a mao. "Ainda temos
uma hora para matar..."

"Voc est querendo namorar como um casal de adolescente? Aqui?" ele pegou
a mao dela. 

"Voc entende as coisas bem rpido" ele nao lutou quando ela o puxou pelo
brao.

Fim do capitulo 16
WATCHED
BY RHONDA LAKE
(Parte 17 /?)

Dana tinha trocado de roupa quando eles voltaram, e planejou lavar
um pouco de roupa enquanto Mulder estava fora. Eles sujaram muitas delas.
Da prxima vez que eles decidissem fazer amor em lugares incomuns, 
temos que levar uma manta, ela se repreendeu. Ela nao planejava ter ido
to longe. Mas  que tudo isso era novo demais, e a atrao mutua era
grande, e era dificil parar depois de comear. Mulder foi tomar banho
e trocar de roupa tambm, mas eles decidiram fazer isso separadamente, 
seno ele nunca iria chegar a tempo de encontrar este tal de Johnson.

Buster continuou olhando para fora da janela. Ele parecia um pouco ansioso.
Dana o chamou, e o levou para o laptop.

"Qual o problema? Voc est ansioso desde que voltamos."

Buster usou a caneta. NAO SEI. SINTO FRIO POR DENTRO. ERRADO.

"Voc acha que esse encontro do Mulder  uma armadilha?" ela dobrou
as maos sobre a mesa.

NO. O ENCONTRO EST OK. S SINTO... ALGO RUIM VINDO. 

"Voc acha que.... aquela coisa que escapou junto com seu antepassado pode
estar viva?"

NO. ELA ESTA MORTA. FOI EMBORA. SE ELES FIZESSEM OUTRA, NOS SABERIAMOS.

"Como voc saberia? Se eles fizeram segredo disso como antes..."

As teclas fizeram ela parar.  NOS SABERIAMOS. SENTIRIAMOS POR DENTRO. NEM TODOS
OS MONSTROS SAO FEITOS EM LABS. ALGUNS SAO HUMANOS.

Scully nao tinha certeza por que ela desligou o computador quando Mulder
desceu a escada. Ele usava uma Levis e uma camisa de denim, aberta, sobre
uma camisa branca.

"Eu pareo comum?" ele ergueu os braos e virou. A camisa de denim escondia
a arma no cs da cala, nas costas.

"Sim, embora parea que voc saiu de uma briga" ela levantou a cabea dele
pro lado. A contusao no rosto estava sumindo, mas ainda aparecia.

"Ento, que tal se eu me sentar, ficar bebendo uma cerveja e ficar olhando
at o cara aparecer? Nao sei como ele ."

"Yeah, voc fica sentado, bebendo cerveja sozinho. E ele disse que voc
poderia acha-lo do lado de fora." Dana foi com ele at a porta. "Divirta-se, e
tente nao levar um tiro."

Ele se abaixou para beija-la na testa, antes de sair com a kombi.

                                        X

Cook olhou para o telefone quando este tocou. Webb quase agarrou o fone
do aparelho.

"O que voc conseguiu?"

Webb reconheceu a voz de Simm. "Temos uma possivel pista. Parece que um
velho amigo da faculdade de Mulder, Leonar Kravitz - um fotografo, est 
trabalhando na Grecia. Mas algumas pessoas que eu mandei checar a casa
de inverno dele dizem que viram fumaa saindo de l.  um chal de esqui.
Bem isolado."

Webb xingou. Cook foi inutil, afinal de contas. "Eu vou verificar."

"Quero que voc v pra l agora, junto com Cook e Hernandez. Tem um
helicoptero esperando por vocs no aeroporto de Scranton. Voc vai encontrar
mais cinco l. Kravitz trabalha para a National Geographic, e eu nao preciso
dizer que tipo de publicidade vamos ter caso vocs apareceram com armas
por l. Suas ordens so para tentar pegar todos vivos. Uma equipe vai estar
esperando no hospital para executar os procedimentos da segunda etapa. Fui
bem claro?"

"Como cristal, senhor. Voc pode contar comigo" Webb sorriu, olhando para os dossies
na cama. Vivos... se possvel. Muitas coisas podem dar errado. E ele odiava deixar
fios soltos.

"Espero que sim. Agora, ande!"

"Senhor... voc tem certeza de que nao  melhor Cook ficar aqui? No caso de 
ser uma pista falsa?" Ou real. Principalmente.

"Se eles conseguirem escapar dessa vez, Cook vai ajuda-lo a acha-los. Isso
 tudo." o click mostrou o fim da conversa.

"Faa as malas, Cook. Voc est de folga. Acho que os encontramos." Webb jogou
a jaqueta para o homem mais velho. "Em Vermont."

"Vermont?" Cook franziu a sobrancelha. Merda, merda, merda, merda.

"Yeah  a lista de amigos e familiares que voc descartou. Eu mandei
checar mesmo assim. Pssimo palpite, amigo." Webb zombou, e foi acordar
Hernandez.

                                      X

O homem preto e cego se sentou num canto. Os oculos escuros escondiam seus
olhos. De vez em quando ele corria uma mao sobre o prato e pegava uma batata
frita, ou mordia o hamburguer. Ele foi notado s porque nao era uma
pessoa conhecida ou familiar na rea.

Ele ficou sentado, de frente pra rua, com seu co sentado ao seu lado. Muito
bem comportado.

O cachorro lamentou suavemente uma vez, e se mexeu quando um homem alto,
de cabelos escuros, usando roupa jeans entrou e sentou de costas contra a parede,
e olhando para a rua tambm.

O homem cego pegou algum dinheiro do bolso e colocou sobre a mesa. Ento,
agarrou a guia do cachorro, permitindo o animal conduzi-lo para a mesa onde
estava Fox Mulder.

Mulder observou, momentaneamente surpreso ao ver a aproximao do homem
cego. Quando o homem agarrou o banco perto dele, Mulder esticou a mao para
as costas, querendo pegar sua arma.

"Voc nao vai precisar disso, senhor Mulder." o homem sorriu, mostrando
os dentes brancos, que contrastavam com a pele negra. "Eu sou Lemuel Johnson.
E este..." ele acariciou a cabea do cachorro. " Scooby. Scooby Doo, para
ser mais exato."

O cachorro ergueu a pata, e Mulder nao sabia o que fazer, a nao ser
aceitar o cumprimento. Ele apertou a pata, e depois soltou, confuso.

"Eles sao incrveis, nao ? Eu sempre gostei de Einstein. Mesmo quando fui
enviado para caa-lo. Fiquei maravilhado. Foi por isso que eu disse que ele
morreu, e entreguei meu distintivo. Scooy  da mesma gerao do seu amigo.
Ele me ajudou a tentar achar seu amigo desde que ouvimos falar do que
aconteceu.

Mulder tirou os olhos do cachorro ao ouvir as palavras de Lem.
"Voc estava atrs dele?"

"Eu o cacei. Eu era da NSA. Mas eu sabia que se eu achasse o cachorro,
eu acharia a coisa. E eu estava certo. Mas cheguei tarde demais.
Voc nao trouxe o cachorro. Que bom. Eu nao poderia ter respeito por
voc caso voc o trouxesse." a garonete apareceu, trazendo uma cerveja,
colocando na frente de Mulder, que lhe deu alguns dolares, mandando-a embora.

"Ento como voc..." ele indicou Scooby.

"Hyatt aprendeu a confiar em mim. Eles tm que ser adotados. O mundo  muito
perigoso para eles. Eles precisam de familias que gostem deles, e queiram manter
seus segredos. Quando Scooby era um filhote, ele gostou de mim. E me escolheu.
Eu fui honrado.  uma honra, sr. Mulder. Eles so inteligentes, mas nao maus.
Eles so, de alguma maneira, mais puros do que ns. Eles tem as  caracteristicas
de um co, como a lealdade fiel, junto com a compaixao humana. Eles olham para
as pessoas, e dizem se elas so boas ou nao. Eu sei que posso confiar em
voc, sr. Mulder, porque Buster confia em voc. Eu sei que voc nao est
prendendo Buster contra sua vontade, pois Scooby teria me avisado se ele
cheirasse o medo dele em voc."

Mulder parecia meio envergonhado. "Ele  bem esperto, nao ?"

Johnson riu. "Sr. Mulder, todos eles parecem ter inteligencia e senso
de humor... deve ser gentico."

Mulder sorriu. Ver Scooby  lhe mostrou o que ele precisava saber.
"Vamos, eu vou leva-los at ele."

Lem parou de fingir que era cego enquanto seguia Mulder.

"Ento, Lem... por que diabos voc chamou ele de Scooby Doo?"

Lem riu. "Nao fui eu. Foi a me dele. Eles adoram desenhos. Ento, eles
chamaram seus filhotes com os nomes de personagens. Voc sabia que os nomes
dos irmaos de Buster so Lilica, Frajuto, Atchum, Shirly e Minerva. A me
deles  obcecada pelos Tiny Tooms."

                              X

Scully arrancou as roupas deles do secador e de repente sentiu-se domstica
demais. "Se voc acha que eu vou lavar e passar toda sua roupa, Fox Mulder,
voc est completamente louco... pelo menos mais do que o normal" ela murmurou.
Claro que ela estava sorrindo enquanto tirava os lenois da cama. A cama
que eles dividiram ontem  noite.

Levando a cesta para a sala ela sentou no sof para dobra-las. Buster
estava na janela. Choramingando de novo.

"O que foi agora?" ela derrubou os lenois e foi para o lado do cachorro.
Olhando pela janela, ela gelou. Um furgao escuro estava aparecendo na estrada,
e ela ouviu um helicoptero ao longe.

Depressa ela saiu da janela, e Buster foi junto. Ela agarrou a arma na
mesa da cozinha, enquanto ambos corriam pela porta dos fundos.

Buster estava esperando por ela. 

"O MOINHO! VAI PRA L! EU TE ENCONTRO L!" ela estava ansiosa demais
para sentir alivio ao ve-lo pular nos bosques, para uma relativa segurana.
Ela foi pelo caminho dos cervos, onde esteve apenas algumas horas antes,
tentando nao deixar muitas pistas.

FIM DA PARTE 17

WATCHED
BY RHONDA LAKE
(Parte 18/21)

Mulder abriu a kombi e virou-se, s pra ver Lem olhando pra ele
de maneira estranha. A expresso dele seria mais legvel se ele nao estivesse
usando culos escuros.

"Voc pegou o furgo de Frohike?"

Ao ouvir as palavras de Lem, Mulder quase deixou as chaves carem. Que diabos
estava acontecendo aqui?"

"Como voc sabe..."

"Os Prncipes da Parania? Eles caaram informaes sobre o cachorro original. Eles
gostam de fuar em coisas que nao so da conta deles, e eu conversei com eles
depois. Levou Hyatt, eu e o cachorro para convence-los de que contar a verdade
neste caso s iria machucar mais inocentes, e possivelmente at mesmo ajudar
os inimigos a criarem outros cachorros e 'coisas'."

"Eles nao me contaram nada. Como eles puderam fazer isso? Eles esconderam
o que sabiam" Mulder abriu a porta.

Ele sentiu a mo de Johnson em seu ombros. "O segredo nao era deles
para eles ficarem contando por a. Eles te ajudaram no que puderam. Nao
seja duro com eles. Eles te ajudaram a fugir, marcaram a reuniao, e esto
me ajudando a arrumar um lugar seguro para Buster. Eu diria que eles
fizeram muito mais do que deveriam, e poderiam. Especialmente para um grupo
de caras que Elvis vai voltar, para se candidatar pelos Democratas na
proxima eleio." Johnson jogou a pasta dentro, e deixou Scooby subir primeiro.

Mulder deu um sorriso torto enquanto ia para o lado do motorista. Scooby
encontrou o colchao, e deitou-se sobre ele.

"Voc tem razo. Afinal de contas, todo mundo sabe que Elvis vai ter 
uma chance melhor se concorrer independente, do que ter algum partido
por trs dele."

Lem olhou para o homem que tinha ligado o motor, com uma sugesto de choque,
principalmente porque, pelo olhar no rosto deste cara, ele parecia estar falando
srio.

                                X

O helicoptero pousou na estrada da cabana, enquanto Cook parava logo atrs. Hernandez
foi o ultimo dos cinco homens a se aproximar, cada um com um rifle potente nas maos.

"Destrave e arme" Webb ordenou enquanto soltava a trava de sua propria
arma, indo para o primeiro round.

Hernandez seguiu perto. Cook preferiu a propria arma, e esperou em Deus
que nao precisasse usa-la.

O helicoptero subiu, pairando sobre a casa, tentando vigiar tudo.

Os cinco homens se espalharam. Trs circularam a casa. O grupo de Webb foi
para a porta da frente. Eles entraram, armas a postos. Webb viu a roupa
para lavar ainda desfeita, e xingou. "Voc e voc vasculhem a casa" ele apontou
para os dois homens. "Cook, olhe tudo, e veja para onde eles poderiam ter ido.
Hernandez, voc vem comigo. Temos que pentear os bosques."

Webb e Hernandez saram pela porta dos fundos. Cook ficou olhando os dois
homens se dividirem, um indo para uma porta que deveria conduzir a um porao, e
o outro subindo os  degraus. Se arriscando, ele olhou pela porta dos fundos,
vendo o grupo de Webb entrar no bosque. 

Ele tinha que seguir Webb. Ele via isso claramente agora. Se ele ficasse
sentado naquela casa, seguindo ordens, ele seria menos que um homem - e to
culpado de assassinto quanto Webb. Se lembrando de seu treinamento militar,
ele foi para os bosques, com cuidado. 

                                   X

Os pulmes de Dana queimavam, e o lado do corpo estava com uma dolorosa cimbra.
Correr em chao plano era uma coisa, mas ela estava subindo uma trilha com
pedras, mato e buracos. Se tivesse sorte, ela teria uns dois minutos de 
vantagem enquanto eles procuravam na casa.

Sua palma suava. Ela nao podia ver Buster  sua frente. Isso era bom. Se ela
fosse pega, ela nao saberia onde ele estava.

Enquanto ela corria, a dor no lado do corpo era estupida, comparada ao terror
em seu corao. Ela nao tinha medo por ela. Ok, admita, Dana, voc est 
apavorada, mas voc ainda nao foi pega. Ela olhou para trs. Nada.

O medo que sentia era por Mulder. Eles foram achados e localizados.
O que, provavelmente, dizia que ele caiu numa armadilha. Ele tinha escapado?
E se ele foi pego? Ele estava ferido?

Estpida. Ela se repreendeu enquanto esquadrinhava o caminho, procurando uma
arvore cada que Mulder usava como referencia. Nao havia nada que ela pudesse
fazer por Mulder agora. Ela tinha que se concentrar em manter-se, e a Buster , vivos.

Um galho de rvore vindo de lugar nenhum bateu contra seu rosto,
e ela xingou, sentindo a pele picando.

Ela segurou o brao diante do rosto enquanto corria. Scully sabia
que teria que parar em breve, pelo menos para respirar, senao ela desmaiaria.
Ela s esperava que Buster estivesse longe.

                           X

Buster sentiu o vento em seu rosto, cheirou o ar rico de terra
e plantas ao seu redor. Ele estava assustado, mas uma parte dentro de
si reconhecia tudo isso. Esta corrida pela floresta. Caar ou ser  caado.
Algo primitivo o atingiu. Ele poderia argumentar, saber que tinha que
fugir, mas tambm que precisava ajudar Dana tambm. Ele sabia que eles
tinham que ficar escondidos at Fox vir ajudar - isso se ele pudesse
vir ajudar. Ele conhecia todas as razoes logicas e racionais para sua
fuga.

Mas ele tambm era CACHORRO. Mesmo separado, por milhares de geraes, do lobo,
ele ainda tinha um toque primitivo. Algo que o homem e a ciencia nao conseguiram
tirar. O instinto o fazia querer jogar a cabea pra trs e uivar.
Ele reduziu a velocidade, e reconheceu que seu plo, agora preto, seria
uma vantagem a mais. Ele deslizou entre as rvores, misturando-se com as
sombras.

                                    X

No furgo, Lem desligou o radio na estao em que Mulder tinha colocado,
uma com rock clssico, e olhou para o homem mais jovem. "Ento... voc suspeitou
de Buster antes que nossos mtuos conhecidos preenchessem os espaos em
branco. Como aconteceu isso?"

"Um grupo de pequenas coisas. Como tirar meu distintivo do bolso, e abri-lo,
como se estivesse me confirmando. A fita no som da minha parceira. Mas foram
os olhos... eles eram..."

"Muito inteligentes" Lem terminou pra ele, acenando com a cabea. " a maior
armadilha pra eles. Eles podem agir como qualquer cachorro, at
mesmo desfrutar tudo que os outros cachorros fazem... mas qualquer um que
olhasse em seus olhos por muito tempo, descobre que tem alguma coisa
com eles. Ento, por que voc decidiu ajuda-lo e nao entrega-lo?"

Mulder deu de ombros, e parecia sem jeito. "Ele era... incrivel. Depois de
confrontado, ele provou sua inteligencia, usando um computador. Eu nao sei...
acho que foi temor... era sobre finalmente ter uma prova do impossivel na
minha frente. Mas principalmente - foi porque ele pediu ajuda."

Johnson sorriu. "Eles do lealdade absoluta, mas eles tendem a inspirar isto
em ns, nao ?" Lem olhou para os fundos da kombi, onde Scooby bocejo, como
se entediado pela conversa.

"Merda!" Mulder mudou a direo de repente, pra fora da estrada,
direto num fosso.

Lem soltou um palavrao enquanto Mulder saa como se o furgo estivesse
em chamas. Lem abriu a porta e saiu tambm.

"Filho da me! Eu nao posso acreditar que ca no seu papo-furado!"
Lem ficou assustado ao ver a arma na cara dele.

"Mas o que..." Scooby estava com eles, mostrando os dentes para Mulder.

"Mexa-se ou eu estouro a sua cabea, e eu sei que voce pode me entender."
o cachorro deu um passo pra trs.

S ento Lem notou um som suave, quase distante - whap, whap, whap. Um helicoptero.
Mulder apontou pra cima, onde um helicoptero preto estava parado, sobre as
arvores, a duas milhas dali.

"Se um deles estiver ferido, voc morre" Lem olhou para
Mulder, e viu a propria morte nos olhos frios do homem mais jovem.

"Escute, Mulder... eu nao trouxe eles aqui. Eu nao sei onde voc
est escondido. Eles tinham Cook na sua cola, e ele  bom, o melhor
que a NSA tem para localizar desaparecidos. Eu sei disso pois estava 
atrs deles, esperando, seguindo, s para intervir quando eles te encontrassem.
Voc conhece Buster. Voc confia nele. Olhe para Scooby" Lem viu Mulder olhar
cautelosamente para o cachorro que estava no furgo. Ele parou de rosnar,
mas os pelos estavam arrepiados. E os olhos do animal estavam bravos e 
desapontados.

"Eu conheci o furgao de Frohike... e eu sei o nome dele. E Langly, e Byers... voc acha
que eles deixariam algum que nao fosse de confiana chegar to perto deles? 
Eles tem camaras de vigilancia dentro do banheiro! E enquanto voc est
apontando esta arma pra mim, eles esto prendendo sua parceira e Buster, ou
mesmo os caando."

A arma de Mulder oscilou. "Eles precisam da nossa ajuda Sr. Mulder. Voc
acha que pode vencer um helicoptero e todos os homens que eles tem l?
Sozinho?"

A arma abaixou. "Primeiro, ns temos que ir pelos bosques, para ver
se eles foram pegos." Mulder entrou nas arvores, nao se importando para ver
se Lem estava atrs dele ou nao.

"E se eles no foram pegos?" Lem fez a pergunta para ninguem em particular,
soltando a coleira de Scooby. "Fique atrs dele se puder, garoto. Eu vou
atrs o mais rapido que puder."

Scooby abanou o rabo uma vez e correu atrs de Mulder.

Lem respirou fundo algumas vezes, agradecendo a Deus que Mulder nao lhe
deu um tiro, e ento comeou a quase correr. "Estou ficando velho demais para
essa coisa" ele murmurou enquanto tentava ver para onde Mulder e Scooby tinham
ido, pela posio do helicoptero.

Fim da Parte 18
WATCHED
BY RHONDA LAKE
(Parte 19/21)

Lem olhou para cima, onde os galhos das arvores escondiam ele
e seus amigos da viso do helicoptero, cujo vento movia as folhas
com violencia.  sua frente, Mulder estava abaixado atrs de uma rvore.
Scooby estava deitado no chao. Dois homens estavam perto da cabana, procurando
pela rea da cabana.

Lem se moveu devaar, esperando que o som do helicoptero escondesse o
barulho dele se aproximando. Ele chegou a dois ps de Mulder, que
se virou depressa, apontando a arma para Lem, que ergueu as maos,
a arma dele numa delas.

Mulder nao relaxou ao ver que era Lem, s abaixou a arma.
Com uma voz baixa, ele anunciou. "S vejo dois, e talvez o piloto
do helicoptero. Nao tem sinal de Dana nem buster."

Um dos dois homens de uniformes escuros passou no limite do bosque
e gritou pela rea. "Para onde diabos Cook foi? Voc tem certeza de que
ele nao est na casa?"

"Voc acha que eu nao posso fazer uma simples busca? A po**a do lugar est
vazio, cara! Talvez Cook tenha achado alguma coisa, e foi atrs de Webb.
O nosso trabalho  ficar aqui, e cuidar da rea." o outro gritou
enquanto olhava para o bosque.

Mulder parecia estar mordendo os labios, e ento pensou em alguma
coisa. Ele olhou para Scooby.

"Voc acha que pode chegar perto o suficiente de Larry e Moe para
faze-los te perseguir at aqui?"

O Cachorro inclinou a cabea de lado, e estreitou os olhos.
Ele tremeu o rabo.

"Bem?" Mulder parecia impaciente. "Rabo abanado quer dizer sim"
Lem sussurrou na orelha de Mulder. "Uma emboscada direta? Tudo bem,
mas o piloto vai ver que tem alguma coisa errada quando eles nao voltarem."

"Melhor ainda. Ele vai falar direto pelo radio, com quem est
no bosque. Eu sei para onde Scully e Buster foram. Ns poderiamos blefar,
faze-los voltar pra c, e ter uma chance maior de fuga. De qualquer maneira,
ns temos que ir atrs deles."

Lem acenou com a cabea, incapaz de discordar da lgica do rapaz.
"Scooby, espere at que estejamos em posio, chegue perto o suficiente
para ser visto, pegue a ateno deles e volte correndo pra c."

Mulder se afastou, colocando as costas contra um velho carvalho.
Lem ficou onde estava. 

Scooby correu, dando trs latidos altos para o ar.

"Merda!  o cachorro!" Lem podia ouvir um dos homens. "Webb, aqui
 base dois. Vimos o cachorro. Merda, ele est correndo. Eu vou
atrs dele. Repito, eu vou atrs dele."

Scooby correu por Lem, que foi na direo do pistoleiro. O homem
deve ter visto Lem pelo canto do olho, pois girou, mostrando a arma.

"Solta a arma" a voz de Mulder era suave, mas mortal. Lem sorriu
quando expos a propria arma, j fazendo pontaria. "Um movimento em
falso - e voc vira adubo. Eu disse solta a arma."

O rifle bateu no chao.

"Agora, chame seu amigo aqui, e diga que voc pegou o cachorro, mas
precisa de ajuda para arrasta-lo de volta. Estou te avisando - qualquer
truque, e voc nao vai ter tempo de piscar antes que eu estoure seus
miolos. Coopere e voc vai viver." o refm deles deu olhares mortais
para Lem, que estava na sua frente.

O homem moveu uma mao para o radio em seu ombro. "Base um, aqui  base
dois. Eu peguei o cachorro, mas ele est lutando. Eu vou precisar
de ajuda se quisermos ele vivo."

                                          ####

Logo Mulder tinha os dois homens inconscientes, dando golpes em
suas cabeas. "Acho que vou trocar de arma. E voc?" Lem perguntou
para Mulder, que estava amarrando os dois homens contra uma arvore.

"Nope. Eu prefiro a minha, obrigado. Se eu pegar uma dessas, posso
tropear" ele sorriu, tenso, mas Lem nao entendeu a piada. "Muito bom eles
virem preparados" ele terminou o ultimo n, usando um fio sintetico
que estava no bolso de um dos homens.  Ele nao ligava se eles
nao sentissem as maos quando acordassem.

Lem aprovou e fez algo totalmente inesperado. Ele pegou sua Sig Sauer
e atirou duas vezes, na coxa de cada homen. As pernas deles saltaram,
mas eles permaneceram inconscientes.

Chocado, Mulder empurrou o homem mais velho para o chao. "Que diabos
voc est fazendo?"

"Eles vo viver, at mesmo andar, mas quando o amigo deles
l em cima descobrir onde eles esto, e solta-los, estes dois vo ser
dois a menos para nos preocuparmos em seguir-nos pelos bosques.
O que me lembra -  melhor sairmos daqui antes que ele pouse."

Mulder ainda no sabia o que dizer. Ele tinha razao, e os tiros nao
eram letais, mas atirar em homens inconscientes...

Ele tremeu a cabea e decidiu manter um olho em seu suposto aliado.
Sem mais discussao, eles se embrenharam nos bosques, rumo ao moinho.

                                  X

Dana tinha parado, respirando fundo novamente, sentindo a garganta
e pulmoes queimando. Ela tinha que descansar. Mas precisava ganhar
vantagem. Ela nao sabia onde Buster estava, e ficou contente por
isso. Ela tinha certeza de que ele estava  sua frente. Ele estava
seguro.

Ela olhou ao redor  e continuou a andar. Nao faltava muito para
o moinho. Ela estava quase l.

                                        X

"Base um, base dois, relatorio" Webb segurou o radio numa mao, a arma
na outra. "Base um, base dois, relatorio" Dois minutos de silencio no
radio, depois de uma viso presumida do cachorro.

O rdio voltou  vida. "Senhor, eles nao saram do bosque ainda." o piloto
do helicoptero informou.

"Voc consegue ver alguma coisa?" Webb perguntou.

A linha se abriu de novo. "Negativo. S folhas. Eu te disse que o 
vero  a pior epoca para visibilidade area."

Webb olhou para os trs homens com ele. "Sommers, mantenha um olho na rea
atrs de ns - podemos ter problemas vindo por trs. Qualquer sinal 
do nosso objetivo?"

Thompson olhou de onde estava agachado, procurando um rastro. "Parece que
alguem correu por aqui. Os sinais so muito pequenos, quase nada
foi mexido no caminho. Muito pouco. Provavelmente a mulher."

"Algum sinal do cachorro?"

"No, senhor."
 
                                    X

Dana Scully teria rido se pudesse. A segunda melhor viso do mundo estava
 sua frente. O moinho abandonado. Ela apoiou as maos nas coxas, e descansou.
Esperou at que sons diferentes da batida de seu corao entrasse em suas
orelhas. Havia uma caimbra no lado do corpo, incomodando quando ela respirava.
Olhando a margem rochosa, ela nao viu sinal de Buster. Provavelmente ele
estava escondido.

"Buster?" a chamada pareceu fraca para suas proprias orelhas. "BUSTER!"
Dessa vez foi melhor. 

Nenhum som. Nem movimento. Droga, onde ele poderia estr?
Por favor, ela rezou - nao deixe ele se perder no bosque.

                                    X

Buster encontrou um buraco na terra. Pelo cheiro, deve ter sido de uma
raposa. Ele viu Dana se mover alm dele, e nao fez nenhum movimento
para alerta-la de sua presena. Ele esperaria eles passarem, e ento
ele viria por trs e...

Ele nao precisou esperar muito tempo. Buster ficou surpreso ao ver
como eles a localizaram depressa. Eles devem ter um perito com eles.
Droga. Ela nao tinha quinze minutos de distancia.

Ao ver os quatro homens com armas e rifles, nervosos, ele xingou.
Droga, droga... era como se eles esperassem que ele viesse por trs.
Isso seria mais dificil do que ele pensou. Ele esperou por mais uns cinco minutos,
at eles estarem longe da vista para poder se mover. Antes que ele fizesse
isso, outro homem apareceu. Parecia que ele estava caando os homens que
caavam Dana e a ele. Mas com certeza ele nao agia como se fizesse parte
do grupo anterior.

Depois que aquele homem passou, Buster saiu da cova... e seguiu silencioso.

                  X

"Buster?" Scully olhou debaixo do moinho. A madeira velha e fezes
de animais enchia a parte cada. Ela se afastou do cheiro. Ela
olhou a area e o moinho, mas nao havia sinal de Buster.

Ela pisou com cuidado ao redor dos escombros, subindo sobre uma
das ps, ganhando elevao o suficiente para olhar melhor ao redor,
tanto pra cima quanto pra baixo no rio.

"Maos pra cima, sra. Scully" a vz aspera a assustou, e ela quase
perdeu o equilibrio. Quatros homens, todos carregando rifles, miravam
em sua direo. DROGA!

Scully elevou as mos.

"Agora, venha at aqui... devagar." O homem que falou parecia o lider,
o rifle apontado pra ela.

Ela olhou ao redor, procurando uma sada. O resto da p do moinho nao
protegia nada. Outra leva de xingamentos passaram por sua mente - uma
que s um parente de marinheiro poderia falar em to pouco tempo. Ela
jogou a arma no chao.

Ento outra voz apareceu. "Solta a arma Webb!"

                                X

Cook tinha ele na mira. Ele nao ligou para os outros do time. 
Eles no se moveriam sem a ordem de Webb. Ele sorriu quando mandou
Webb soltar a arma. "Eu sei que voc matou aquelas pessoas
em Annapolis. E agora, eu estou com minha arma apontada contra sua
cabea. Abaixem as armas, todos voces, ou o chefe aqui vai ficar
com um buraco na cabea."

Buster olhou pra cena diante dele. O homem de trs nao estava com os bandidos.
Isso facilitou seu trabalho.

O humano baixinho e calvo tinha uma arma apontada para o homem alto, que
estava com a arma apontada para Dana, assim como os outros trs homens.

"Eu disse pra soltarem as armas" o homem do rifle comeou a balanar a arma.
Cook mirou pra l, e foi quando o homem do outro lado entrou na rixa.
   
Buster estava perifericamente atento de Dana mergulhando para pegar a arma
dela. Ele ia para o segundo homem com o rifle. Ao mesmo tempo em que o segundo
homem apontou a arma, o homem baixo atirou duas vezes no homem que se
mexeu antes, jogando ele pra trs. O segundo homem s viu uma massa de plos
pretos e dentes afiados. Ele nao teve chance de gritar antes que seu corpo fosse
batido contra o chao, e dentes afiados afundarem em sua garganta.

Webb, vendo o que estava acontecendo, viu Dana pegando a arma. Ele atirou
uma, duas vezes,e foi recompensado com a viso do corpo dela sendo empurrado
pra trs uma vez, e depois outra. Ele viu o spray de sangue antes que
ela girasse e casse no rio. Ela foi puxada depressa para o fundo, devido
 rpida correnteza.

Fim da parte 19

WATCHED
BY RHONDA LAKE
(Parte 20/21)

Dana sentiu como se estivesse sendo perfurada nao uma, mas duas vezes.
Um tiro pegou seu ombro, o outro, no lado das costelas. A fora dos tiros
fez seu corpo girar e ela nao conseguiu se segurar. A mente dela apenas
registrou o fato - Oh, meu Deus, eu levei um tiro! - antes que a gua fria
a engolfasse.

                                    X

Os tiros soaram dbis ao longo dos bosques. Mulder parou por um segundo,
para ouvi-los. Ento, toda cautela desapareceu enquanto ele corria como
um louco. Lem viu a maneira como o homem mais jovem estava correndo. Ao
ver a maneira como ele se movia, Lem podia apostar que ele estava
acostumado a correr. E sabia que nunca poderia pega-lo.

"Scooby, v atrs dele... nao deixe ele se meter em problemas."

O cachorro abanou a cauda, e correu atrs de Mulder.


                                    X

O terceiro pistoleiro apontou para o cachorro, que tinha acabado de rasgar
a garganta de um dos homens, mas caiu quando Cook lhe deu um tiro.

Webb girou e golpeou contra a tmpora de Cook, mandando o pequeno homem
para o chao, os oculos voando pelo ar. Webb apontou a arma para Cook, que
moveu as pernas, tirando o equilibrio de Webb. Cada homem fechou a mao livre
deles no pulso da arma de seu oponente. A luta comeou.

                                     X

Buster estava correndo para a gua. No. No. No era assim que devia
acontecer. Nao para Dana. Nao para a Dana doce, gentil e de bom corao.

O cachorro mergulhou na gua quando viu ela aparecer de novo, antes de
ser puxada pra baixo. Ele nadou junto  corrente e lutou para mergulhar
at estar perto dela. Ele s viu a camisa dela debaixo da gua.

Buster mergulhou. Ele sentia a perna ferida, mas ignorou isso. Ele nao podia
ver muito pela gua barrenta, mas sentiu quando seu nariz tocou contra um
tecido, e ele fechou os dentes sobre isso. Chutando e nadando com toda
sua fora, ele chegou  superficie, sentindo gua entrar no seu nariz,
mas se recusou a soltar Dana, sentindo a gua queimando seus pulmoes.

Ele tentou nao soltar o aperto que tinha na camisa de Dana enquanto 
sufocava, tentando nadar com ela para a margem. Ele provou o sangue
dela na camisa. O que ele tinha feito? Ele poderia te-la matado.

                                    X
Mulder viu dois homens na sua frente, lutando para pegar a arma do
outro. O homem maior esmagou a cabea contra o nariz do menos, 
fazendo ele ficar aturdido.

"Pare! Agente Federal!" Mulder mirou sua propria Smith & Wesson contra
eles.

O homem maior zombou e mirou contra Mulder, que apertou o gatilho,
vendo parte da cabea do homem sumir enquanto ele caa pra trs, longe
de seu oponente.

O homem menor se sentou, devagar, segurando o nariz quebrado. Ele olhou
para Mulder, e jogou sua propria arma para longe.

"Sua parcheir... ele a-iou n-ela..." as palavras eram meio nasaladas.
"Ela -aiu no -io. Afundou. O cachorr... afundou atrs..."

Mulder olhou para rio, e seu corao gellou. Ele viu, bem no fundo da
correnteza, a forma preta de Buster tentando puxar alguma coisa pra
cima. Ento os dois, tanto o cachorro, quanto seu fardo, afundaram de novo.

"SCULLY!" ele correu pra gua, jogando a arma pro lado sem nem mesmo
pensar. Isso nao podia estar acontecendo. Ele nao podia perde-la agora.
Nao agora, depois de acha-la de verdade.

Ele afundou na gua, e nao ouviu outro esguicho longe dele, enquanto nadava
com determinao, golpes praticados, para onde os dois tinham sumido.
Scooby estava ao seu lado. O cachorro foi adiante, mais rapido, para
a mesma meta.

L. Ele viu os dois subindo e descendo rapidamente pela superficie, antes
de afundarem mais uma vez.

Ele mergulhou. A mo dele pegou um bolo de plo e ele puxou. A outra mao pegou um
brao. Segurando seus dois fardos, ele chutou para a superficie, lutando
contra seus proprios pulmoes, que queimavam com fadiga, e contra a corrente.

Assim que ele veio  tona, ele sentiu Buster ser puxado. Scooby pegou seu
primo pela coleira, e o puxava para a margem.

Mulder fechou o brao debaixo dos braos de Scully, e seguiu logo depois.

Enquanto Mulder puxava a forma flacida dela sobre o chao rochoso, ele
viu Lem e o homem de nariz quebrado correndo pra eles. Freneticamente Mulder
procurou um pulso na garganta de Dana. Ela estava horrivelmente palida.
Sangue manchava sua camisa e estava agrupando debaixo dela, nas pedras.
Ele nao conseguia achar um pulso. Jesus! Nao tinha pulso!

"Dana, voc nao pode me deixar. Nao agora... por favor, nenm, no agora"
ele virou a cabea dela, e comeou a empurrar seu diafragma, fazendo um
movimento de U, forando a gua a sair. Ele viu agua saindo de sua boca,
e sentiu o primeiro toque de esperana dentro de seu desespero. Ento
ele comeou a respirao boca a boca. Ele liberou a rota area dela e
inclinou sua cabea antes de tentar respirar pela boca dela, um escarnio
de um beijo. Nada. Mais uma vez, Mulder viu o trax dela subir enquanto
forava ar pra dentro dela.

Lem estava trabalhando em Buster, empurrando o trax do cachorro, 
tentando tirar a gua dos pulmoes dele.

Ento o homem de nariz quebrado estava l. Ele colocou as maos sobre o peito
de Scully, e comeou a apertar pra baixo, contando. Mulder percebeu que ele
estava trabalhando no salvamento compartilhado. Ele comeou "1,2,3,4,5!"
e Mulder se abaixou para respirar na boca dela. Entao o homem
apertou de novo.

Enquanto ele olhava este homem tentar ajuda-lo, ele teve um horrivel 
retrospecto, uma perfeita memoria de tentar salvar outro pequeno
corpo numa margem. E aquela vitima nao foi salva.

Ento ele ouviu o som mais bem-vindo que ele j ouviu antes. Scully 
engasgando. Ele poderia rir mais tarde sobre isso, mas ouvi-la respirando
era um alivio. Ele virou ela de lado, onde ela jogou a gua dos pulmoes
para fora. Ela tremeu muito enquanto tossia e engasgava, e entao deu um
enorme suspiro, buscando ar, antes de tossir de novo. Ele olhou para o 
homem de nariz quebrado. Mulder nao o conhecia, mas nunca se sentiu mais
grato a qualquer um em sua vida.

Ele se sentiu chorando de alegria. Mulder segurou Scully enquanto ela
enchia os pulmoes para respirar de novo. Ele olhou para Lem, que ainda
estava empurrando o torax de Buster. Scooby estava sentado  cabea do
cachorro, lamentando suavemente.

                                X

Dana Scully acordou s para ver Mulder sentado ao seu lado. Quando ele notou
os olhos dela abertos, ele deu o sorriso mais luminoso que ela j viu
no rosto dele. Ela sentiu o aperto na mao. E ela reconheceu o ambiente 
estril do quarto de hospital.

"Onde eu estou?" a voz parecia fraca, at mesmo para ela.

"Hospital Universitrio de Georgetown. Voc veio pra c assim que ficou
estvel. Voc me assustou  bea." ele passou os dedos no rosto dela.

"O que aconteceu?" Scully lambeu os olhos, tentando sentir os ferimentos.
Havia pouca dor, e era dificil pensar. Ahhhh... as drogas podiam ser muito
boas de vez em quando.

"Quando eu cheguei l no moinho, Buster estava tentando te tirar
do rio, mas ele foi puxado pro fundo tambm. Eu me encontrei com
Lem Johnson e quando chegamos voc estava dando uma festa sem mim."
Os olhos dele ainda estavam assombrados, e ela podia ver que ele se
culpava por te-la deixado sozinha.

Quanto tempo ela ficou desacordada? H quanto tempo ele estava
sentindo esta culpa? "Uh... Ns dois temos uma folga. Parece que tinhamos
uma testemunha de assassinato conosco. Pelo menos  isso que diz o relatorio,
e que Harold Cook confirmou. Ele acusou altos membros da NSA de
assassinato e conspirao. Ele iria testemunhar, mas at que as apreenses 
fossem feitas, ele sumiu, e o diretor regional  apareceu morto.
Supostamente suicidio. Um... nossa testemunha desapareceu."

Scully estava completamente perdida. "Do que  que voc est falando?"

"Uma das pessoas que nos localizaram nao estava metida nisso, Scully.
Ele tentou parar e ajudar o quanto pde. Sua especialidade era encontrar
pessoas, nao mata-las. Ento, minha teoria  de que ele sabia que, depois
que abrisse o bico, ele teria que sumir. Acho que saber achar as pessoas
te ajuda muito na hora de nao querer ser achado."
Mulder parecia achar graa.

"Talvez voc devesse me falar sobre o que aconteceu, para que eu possa
pensar claramente." ela suspirou, fechando os olhos. "Estou to
cansada."

"Sua me vai estar logo aqui. Ela veio todos os trs dias."

"Trs dias?" ela arregalou os olhos.

"Tiro no ombro, tiro de raspao na costela. Eles te tiraram do
oxigenio ontem. Voc s quer competir para ver qual de ns
vai ter a conta de hospital mais alta, nao ? Voc nao pode me enganar..."
ele piscou, e Scully sorriu de volta.

"A propsito... eu acho que sua me... eu acho que ela sabe. Sobre ns, eu quero
dizer... eu nao disse nada mas..."

Scully riu. "Minha me  muito observadora, Mulder, e ela provavelmente
deve ter ido pra casa comemorar. Ela gosta muito de voc." o sorriso dela
diminuiu. "Eu tenho que agradecer ao Buster, no s por nos juntar, mas por
salvar minha vida. Onde ele est? Este homem, Johnson, vai leva-lo para
algum lugar seguro?"

Os olhos de Mulder pareciam ligeiramente magoados mas ele colou um
sorriso no rosto, s por ela. "Depois. Descanse agora. Eu quero voc
curada e indo pra casa o mais cedo possivel. Eu estou usando a minha coleo
de video, mas agora nao  a mesma coisa."

"Eu sabia que voc s me queria por causa do meu corpo" ela tremeu a cabea.

"Bem... eu tenho que admitir que  um corpo e tanto, quando nao est cheio
de buracos. Mas eu meio que gosto da mente e alma que vem junto. Oh, e olha
s" ele passou os dedos sobre o curativo do ombro dela. "Agora ns temos
cicatrizes iguais."

"Agora s falta uma tatuagem" ela sorriu, fechando os olhos, e dormindo mais
uma vez.

Fim da parte 20
*******

WATCHED 
BY RHONDA LAKE
(Parte 21a/21)

Eplogo:

Mulder segurou a porta para Scully entrar. Ela andou em
seu apartamento pela primeira vez em semanas, e foi cumprimentada
com o cheiro maravilhoso de... lasanha.

"Mulder, o que est acontecendo aqui?" ela
virou para ficar de frente pra ele, que fechava a porta.

"Bem, eu chamei uns exterminadores e seu apartamento est
livre de 'bichos'. Nao se preocupe, eu estava aqui enquanto eles
trabalharam. Frohike nao chegou perto da sua gaveta
de calcinhas." ele sorriu.

"E eu vim aqui para ter certeza de que voc nao precisa
se preocupar em fazer o jantar na sua primeira
noite de volta." Margaret Scully saiu da cozinha. "Seu jantar
est no forno." ela secou as maos num pano de prato. "Agora
eu tenho que ir.

O choque dela ao ver sua mae saindo da cozinha foi logo
superado. "Voc nao precisava fazer isso, me."

"Eu sei disso. Mas eu sou sua me. E  uma alegria para uma
mae fazer pequenas coisas para seus filhos." ela sorriu, e Dana notou
sua mae olhando para Fox enquanto dizia isso.

"Bem... pelo menos fique para o jantar."

"Nope. Eu tenho planos. E voc tambm. E a lasanha nao vai
ficar pronta em menos de uma hora. Eu vou deixar vocs dois sozinhos
para... trabalhar... ou qualquer coisa assim.  muito bom te ver em
casa, e bem" Margaret beijou o rosto de Dana. "E  muito bom te
ver tambm, Fox" ela bateu no rosto de Mulder enquanto pegava a bolsa,
e ia para a porta.

"S no mantenha ela acordada at muito tarde" ela falou,
fechando a porta ao som chocado de "ME!"

Mulder deu de ombros e foi para a cozinha, e com uma curiosidade
infantil, ele abriu o forno para ver a lasanha. Ento ele
notou a garrafa de vinho sobre a mesa da cozinha.

"O que  isso?" ele pegou a garrafa. Nao havia rotulo, a nao ser
um papel, com uma escrita  mao. "W. Scully 1986".

Dana pegou a garrafa. " um dos vinhos de Bill. Meu irmao faz
vinicultura como passatempo h anos, e ele tem talento." ela
devolveu a garrafa para Mulder. "O saca rolhas est na gaveta de cima.
Abra.  bvio que mame deixou isso aqui para ns."

"Um... e os remedios que voc est tomando..."

Scully elevou uma delicada sobrancelha. "Os vinhos de Bill
so muito leves. Alem disso, so vou tomar um copo. E eu j tenhp
uma me."

Mulder sorriu maliciosamente e foi buscar o saca-rolhas enquanto Scully 
olhava seu correio. Ela pegou uma carta com uma letra pouco conhecida.
O carimbo postal era da California. Ela abriu com cuidado, e sorriu
ao ver a foto. Era uma foto de um grupo de cachorros. S havia um
preto. Dana contou - vinte e dois filhotes. Dana tinha
certeza de que o cachorro cinza no centro era Einstein. O Primeiro
Cachorro, como Buster o chamou, colocando letras maiusculas
em reverencia.

Dana sorriu e deu a foto para Mulder, depois que ele tirou
a rolha da garrafa.

"Escute, Mulder. Queridos amigos, nosso amigo em comum voltou
para sua familia. Ele est se recuperando bem, e os pulmoes
j estao bons, a ponto dele comear a correr atrs dos filhotes.
Ele conheceu uma prima, e tenho certeza de que foi paixao 
primeira vista. Se for, vai ser a terceira uniao entre iguais
na familia deles. As duas primeiras unioes provaram ter laos
to fortes quanto ns poderiamos estabelecer. Cachorro de sorte.
Precisamos de mais deles.

O novo amigo dele est indo muito bem, e ficou honrado por ser
escolhido como seu protetor. Sr. Baker trabalha para Hyatt como
consultor de computador e processamento de dados. Ele tambm joga
poquer, e conseguiu vencer Johnson. O que nao  pouco. Ele tem o
seu email, srta. Scully, entao nao fique surpresa se voc receber
noticias logo. Todos ficamos preocupados com voc. Respeitosamente,
Samuel Hyatt."

Mulder sorriu ao ver a foto. Eles chegaram muito perto. O conhecimento
veterinario de Johnson veio a calhar naquele momento. Depois que Scully
voltou ao mundo dos vivos, Buster comeou a tossir a gua pra fora. 
Eles conseguiram, de algum jeito, ir para a kombi, e escapar. Cook
explicou tudo que podia enquanto dirigia. Mesmo estando muitos preocupados
com Scully e Buster, eles nao pararam num hospital at chegarem no estado
de Nova Iorque. 

Johnson levou Buster para uma clinica veterinaria, onde o disfarce do
cachorro veio a calhar, pois o veterinario nao pensou em relatar um
cachorro preto. 

Mulder colocou vinho numa taa, e ofereceu para Scully, desfrutando
a sensao de eletricidade quando a mao dela encostou na dele.

"Para Buster" ele elevou o copo ligeiramente.

"Para Buster, que ele possa ter muitos filhotinhos" Scully sorriu e
tomou um gole do vinho tinto.

"Como est seu ombro?" o tom de voz de Mulder era socivel, mas os olhos
estavam quase ardendo.

"Ainda nao testei pra ver se est tudo bem, mas eu acho que 
preciso que voc me beije para que ele fique melhor" ela conseguiu
manter o rosto impassivel enquanto tomava um gole do vinho.

Mulder pegou as taas e as colocou na mesa, antes de pegar a boca
de Scully num beijo intenso. Eles provaram vinho da boca um do outro,
e dividiram a respirao. Scully tremeu quando a lingua de Mulder
encheu sua boca. Ela passou um brao ao redor do pescoo dele,
para segura-lo mais perto.  Ele embalou a cabea dela com a mao 
direita, fazendo ela se arrepiar.

Ele quebrou o beijo, deixando ambos grato por ar, mas desapontados pela
perda de contato.

"Voc tem certeza? Voc ainda nao est totalmente curada. Isso
pode esperar..." os olhos doces seguravam uma combinao de preocupao
e desejo.

"Eu tenho certeza, Mulder. Se fizermos qualquer coisa que v fazer
o ombro doer, pode deixar que eu vou te falar". Ela acariciou-o no
rosto. Ele virou a cabea para beijar a palma da mao dela, "Sabia
que esta relao pode ser perigosa para nossa saude - toda vez
que fazemos amor, um de ns est ferido."

"Acho que  melhor dizer que estamos feridos porque ns estamos fazendo
amor" ele beijou os labios dela, abrindo a blusa ao mesmo tempo.
"Eu acho que sua mae disse que ns temos uma hora."

Scully foi para o fogo, e abaixou o fogo. "Agora temos um pouco
mais.  melhor voc marcar o tempo."

Ele ofereceu a mo. Ela aceitou e permitiu que ele a levasse para
o quarto. L dentro, ele beijou-a sem parar. E abriu a blusa dela,
deixando a camisa cair ao chao. Ele abriu o sutia, e continuou
beijando Scully no pescoo. Ela comeou a abrir os botoes da camisa
dele tambm. As maos dela tremiam s sensaes que Mulder estava
fazendo ela sentir.

Ela xingou suavemente enquanto tentava abrir os botoes. Nao ajudava
muito Mulder estava ocupado com o ombro bom dela. Ela quase riu. Ela
nunca oscilou na frente de alienigenas, mutantes e raiva dos superiores
no trabalho, e bastava um parceiro com teso, e suas maos, para
fazerem coisas surpreendentes com ela.

Ela soltou a camisa de Mulder enquanto ele descia as alas do
sutia dos braos dela. Rindo, ele puxou a camisa por sobre a cabea,
ainda meio abotoada. Ela foi para a cala dele, mas antes que
ela pudesse abaixa-las, ela bateu com os joelhos contra a beirada
da cama.  Mulder se ajoelhou de frente pra ela, se esfregando contra
o corpo muito menor do que o dele, mas deixando Scully louca por mais.

Mulder tirou a cala dela, junto com a calcinha. Evitando o curativo
do ombro, ele impediu-a de se mexer, beijando os seios dela. Assim
que ele cobriu cada monte palido com beijos, ele insistiu com
os mamilos. Ento Scully sentiu a umidade entre as pernas.

Ela sentiu ele fazer a mesma coisa com o outro seio, e seus joelhos
tremeram. Ele apertou os braos ao redor dela, apoiando-a enquanto
a seduzia com a boca.  Quando ele finalmente levou um mamilo
na boca, ele mordeu antes de amamentar. E isso a derreteu. 
O interior do corpo dela se fundiu. Ela sentiu a umidade crescer, 
e soltou um pequeno grito quando um minusculo orgasmo apareceu. 
Ele parou, e ela olhou pra baixo, pra ele, que tinha um sorriso
convencido no rosto.

"Isso foi o que eu acho que foi?" ele perguntou, olhos brilhando.

"Cala a boca e nao pare" ela sussurrou. Ele foi para o outro
seio, fazendo como antes. Dana Scully tinha ouvido o termo
'como geleia nas maos de alguem' antes,mas ela nunca entendeu
precisamente o que essa expresso significava at agora.

Ele deitou-a na cama, os joelhos sobre a beirada. Ele deslizou as
maos sobre os quadris de Scully, ao longo das coxas. Ento, agarrando
cada joelho, ele abriu as pernas dela. E nao encontrou nenhuma
resistencia.

O ritmo dos dedos, a lingua e a respirao dele deixaram
Scully indefesa. Ela nao podia fazer mais nada a nao ser ficar
se torcendo debaixo dele. Ela sentiu uma onda tomando conta de
seu corpo. Submergindo-a. Ela apertou as coxas ao redor da cabea
de Mulder, sentindo os musculos tensos. Ela mordeu o grito que
pulou em sua garganta enquanto pulsos de extase varreram sobre ela.

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WATCHED
BY RHONDA LAKE
(Parte 21b/21)

Continuaao do Epilogo

Os membros de Dana estavam pesados. Seu corpo estava completamente relaxado
enquanto sua respirao voltava ao normal, lentamente. H alguns segundos
ela nao tinha certeza se iria se recuperar.

Ela sentiu Mulder se movendo, e olhou, vendo-o tirar a cala. Deus,
ele estava lindo. Todo formoso e gracioso. Ele tinha o corpo como o de
um grande felino selagem, e o olhar faminto em seus olhos teria rivalizado 
com o de qualquer animal. Algo dentro de Scully tremeu - insegura se
ela poderia sobreviver a qualquer mais outro ataque, mas disposta a
descobrir.

Mulder se inclinou para ergue-la nos braos, como se ela fosse uma
criana. Ele a colocou mais acima na cama, colocando-a com cuidado no
colchao. E abaixou o proprio corpo sobre o dela. Se apoiando nos
cotovelos, ela sentiu todo o corpo grande se apertando contra o dela,
bem menor, e a estimulao dele, quente e dura, deitada entre as coxas dela.

Com a diferena entre seus tamanhos, ele podia cobri-la completamente.
Por um breve momento ela percebeu o quanto seria facil para ele
machuca-la. O pensamento foi acompanhado de pela absoluta segurana de
que ele nunca a machucaria, pelo menos nao de boa vontade.

Ele cheirou o pescoo dela, e Dana sentiu bastante fora nos braos
para abraa-lo, acariciando suas nadegas e ombros, sentindo o calor
de sua pele, e reconhecendo o poder contido naqueles musculos.

Ele gemeu contra o pescoo dela, os lbios hesitando na explorao 
que faziam. Sorrindo pra si mesma, ela comeou a vagar com as maos, e 
provou o suor no ombro dele ao beija-lo ali. Ele se enrolou contra ela,
se esfregando contra o sexo de Dana, ofegando. Ele ergueu a cabea e
olhou em seus olhos.

"Voc faz idia do quanto eu te amo?" a voz dele era rouca.

"Eu acho que tenho alguma idia sim" ela sorriu enquanto se apertava
contra ele. Mulder fechou os olhos e trincou os dentes.
Ela amava aqueles olhos - eles eram to expressivos....
Mesmo quando ele usava uma mscara de indiferena, seus olhos diziam
tudo que ela precisava saber. A combinao de cores ia do verde mais
vivo para o castanho claro, at mesmo um veludo preto - como estavam
agora. 

Ela o beijou, provando sua boca, o gosto de semente de girassol que
ele comeu antes, e o vinho de seu irmao. A lingua dele deslizou sinuosamente
contra a dela. Ele apertou os labios contra os dela, quase machucando,
enquanto explorava e brincava.

Ele se enrolou de novo contra ela e ela pediu "Por favor..."

Ele acenou com a cabea e cutucou o joelho entre as pernas
dela, fazendo-a se abrir. Ela abriu as pernas enquanto ele se 
posicionava. Num movimento liso ele a encheu. A deliciosa frico,
a sensao quase insuportvel... ele beijou o queixo dela enquanto
Scully se movia para encontra-lo, jogando a cabea pra trs.

As mos dela fluam enquanto ele se movia. Cada empurrao era respondido
com uma choradeira dela, e um suspiro dele. Mulder aumentou os movimentos
e girava os quadris a cada empurrao, enchendo-a e se esfregando contra
o sexo dela ao mesmo tempo.

Enquanto o passo aumentava, ela sentiu o climax crescendo de novo.
Os empurroes dele ficaram mais rapido. Mulder enfiou a cabea no
pescoo de Scully, e ela sentiu o beijo sobre o ombro, contra o
pescoo.

"Dana," Ele disse o nome dela como uma prece, uma orao, "Goze de novo..."
as palavras eram suaves. Ela estava muito perto, muuuuito perto...

Dana olhou pra ele quando ele ergueu a cabea. "Eu adoro te ver gozando.
Ouvir sua voz quebrar ao dizer meu nome" a voz dele estava cansada, mas
seus olhos estavam sinceros com desejo e amor.

"Mulder, Fox... " Ela ofegou e ele empurrou de novo. "Fox eu estou quase...."
e pronto. Ela entrou no vortice de sensaes, mais uma vez. Ela convulsionou
ao redor dele enquanto chorava seu nome, o primeiro nome dele.

Mulder se empurrou dentro dela, prolongando o momento. Ela
clamou com a beleza e glria da sensao.

"Dana" a respirao dele veio em sua orelha,  o nome dela uma
estima. "Dannnaaaaa...." ele clamou quando gozou, se derramando nela.

Exaustos, eles ficaram deitados, juntos. Ele rolou, ainda unido  ela,
e agora Scully estava sobre ele, toda mole e imvel. Ela sabia que ele
tinha medo de esmaga-la, ou prejudicar o ombro dela ainda mais.

Sozinhos, juntos - se aquecendo no brilho do amor deles - eles puderam
sentir satisfao plena e felicidade absoluta. Pelo menos por algum
tempo, sabendo com segurana total que eles se amavam.

E em algum lugar, um cachorro estava abanando o rabo, contente.

Fim

Traduzido em 08 de agosto de 2003



