SEEDS 12
BY Mountainphile
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Captulo 12
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Residncia de Tillman
6 de novembro de 2000
11:50 da noite

Sons macios penetram em seu leve cochilo, fazendo-o acordar. Ele
se mexe e sente como se ratos estivessem tentando entrar em sua
conscincia. Janine devia estar em casa, Tillman pensa, se esticando
no sof da sala de estar, os braos escondendo os olhos. Estava mais
do que na hora dela voltar...

Mas ele percebe algo mais. O rangido dos degraus. Um sussurro de roupas.
Com um olho turvo ele espia, esperando pegar sua covarde e prdiga
cnjuge e faze-la se sentir culpada.

Ao invs disso, o corpo pequeno de Benjie entra em foco.

"Oi, campeo" mas surpreso  presena inesperada do menino, e sua
proximidade intima, ele sussurra para no assusta-lo. "Voc est
bem? Quer um pouco de gua?"

A criana vagueia alm dele para a cozinha, inconsciente.
Sonmbulo. Ele nunca fez isso antes. Pesadelos sim, at mesmo os
tremores noturnos que fazem ele tremer e suar. Mas nunca este
tipo que leva a criana a movimentos de robs.

"Benj?"

Ele fica de p quando v que seu filho anda completamente vestido,
casaco debaixo do brao, cabelo sem pentear, pra cima, como uma antena.
Ele est usando os tnis de velcro que tinha usado durante todo o
vero. Na porta da cozinha ele vira, e some com um propsito silencioso
e fantasmagrico. 

Medo sbito sufoca toda outra emoo e faz Tillman respirar
forte. As palavras de Mulder voltam para assombra-lo, alegando
coisas estranhas, mostrando que seu filho tem familiaridade com Aubrey.
Que ele responde a mensagens invisveis enviadas por uma fora
desconhecida. Ridculo, mas ainda assim---

"Tudo bem... pare agora mesmo!"

Vestindo a cala depressa, ele vai para a cozinha e pega o menino
na porta dos fundos, tirando a maozinha da maaneta e o girando sobre
o chao de linleo.

Totalmente esttico. A expresso de Benjie  branca, igual a de um
animal de jardim zoolgico, preso por muito tempo, ou como um zumbi
de algum filme clssico. Tillman observa os olhos fixos, e seu filho
parece muito estranho e ameaado para ele. Ele fica arrepiado quando
o menino resmunga de repente,e comea a lutar contra ele. Mas os
msculos infantis no so preos para os de um adulto.

O menino fica rgido, olhos inchados e molhados, e ento cai com
um grito aos ps de seu pai.

"Meu Deus---" se abaixando, Tillman pega seu filho, e o leva
para a sala de estar, colocando o menino sobre o colo dele.
A criana pisca e se movimenta.

"Papai?"

"Yeah, Papai est aqui, Benj... " Ele abraa o filho contra o peito,
balanando com carinho. "Conta pra mim o que aconteceu."

Com a ajuda do pai, a criana se senta. De novo, o lbio treme, 
teimoso. Benjie nega com a cabea, olhos azuis cheios de medo e confuso
antes que as lagrimas cassem de novo, e ele comea a esfregar o
rosto. 

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A caminho do Hospital Memorial de Aubrey
7 de novembro de 2000
12:03 da manh

Esta noite iria ser longa.

O crebro, Scully sabe,  essencialmente uma massa preciosa e frgil
dentro da concha firme do crnio. Protegido, mas ainda assim desamparado
contra qualquer choque que faz chocalhar esta mesma massa. Durante 
a corrida para o hospital, ela pensa em todo curso para onde Mulder
pode ir.

Faz um ano desde a recuperao dele da cirurgia que o canceroso
fez nele, e isso aumenta a inundao de pavores na mente dela.
Hematoma subdural. Leso cerebral com prejuzo motor progressivo
como resultante. Desordens neurolgicas. Dores de cabea, enxaquecas,
problemas de viso. 

Mas ento, de novo, talvez nada acontea. Ele j recebeu muitas
pancadas na cabea, assim como ela, e tudo terminou bem.

A meio caminho do hospital, ele geme e ela encosta, e Mulder
abre a porta para vomitar ao longo do meio fio. Suspiros secos,
pois eles no jantaram, e tudo doloroso para ver e escutar. Ela
quase sente o que ele sente, em sua empatia em ajuda-lo.

Sangue luminoso cobre o plstico do descanso do carro, devido
ao ferimento na parte de trs da cabea. Procurando no porta
luvas, ela encontra um pano para a boca e cabea de Mulder,
o ajuda a voltar pro carro, e vai para o hospital. O ato de
vomitar indica um choque de grau dois ou trs. Mesmo assim,
ele alega no ter perdido a memria, insistindo que podia
se lembrar de todos os detalhes do ataque, e o que veio antes
disso. 

Esta habilidade, se verdadeira seria atpica.

Na atmosfera clnica do hospital, Mulder fica irritado e
chato, outro sintoma de ferimento na cabea. Ela insiste para
que ele faa um eletro, o que ele recusa, mesmo que o medico
da emergncia tambm tenha insistido. A teimosia dele na frente
da equipe medica  uma antiga historia e ainda causa embarao,
preocupao e frustrao. O medico da emergncia, olhando
de um agente inflexvel para o outro, finalmente ordena ao seu
paciente para se sentar, calar a boca, para que ele possa dar
os pontos sem demora. 

O celular dela vibra ao mesmo tempo em que o anestsico local 
colocado na segunda ferida de Mulder. Erguendo um indicador, ela
vai para a porta e atende. "Dana Scully." 

"Agente Scully?"  Tillman, a respirao alterada, a voz ansiosa.
"Desculpe te ligar neste numero, mas ninguem respondia no seu quarto
no motel. Preciso falar com voc."

"Sobre o que, tenente?"

"Sobre Benjie. Ele est..." ele pra, e ela escuta ele falando com
a criana muda, tons calmos. "Tem algum coisa errada" ele retoma.
"Ele est num tipo de transe. Se levantou, vestiu algumas roupas
e ia pra fora da casa quando eu o peguei antes."

Deus... Outro peso incmodo para ela para empreender,
outro fardo para agentar.  Ela no ousava admitir isso at
agora, mas devido  esta hora da madrugada, e o hospital, 
pensamentos de Emily voltam  sua mente. Tudo sangra esta
noite, principalmente para crianas ou familiares em angustia.

Ela fecha os olhos, cansada, telefone apertado contra a bochecha.
"Ele est consciente agora?"

"Sim, ele est melhorando. Mas est inquieto e chateado. Eu
gostaria que voc desse uma olhada nele o mais rpido possvel -
pra ver se isso est conectado a algo que o agente Mulder disse
na outra noite. No acredito em nada disso, mas..."

...nunca se sabe, ela termina em sua mente. Venha para o time, 
Tenente Tillman. Ela abre os olhos e v a carranca patenteada
de Mulder atravs da sala de emergncia. Ele j est adivinhando
quem  que est do outro lado do telefone.

"Escute," ela diz, "Mesmo que odeie desaponta-lo, isso vai ter
que esperar at amanh. Estou no hospital com o agente Mulder,
neste momento. Ele foi ferido por um assaltante desconhecido 
enquanto estvamos conferindo aquele intruso." 

"Ele est muito ruim?"

"No, no to ruim quanto poderia estar. E no existe nada
que ligue este acontecimento com os ataques anteriores, exceto
o fato de que ele foi atingido por trs. Mas devido a um
provvel choque, eu preciso mante-lo debaixo de observao
hoje  noite."

Tillman no responde a esta admisso; ela se ressente com o fato
de sentir que parece que ela chegou em um acordo, mostrando mais
do que deveria. Como se esta simples revelao sugerisse mais do
que uma simples parceria...

"Posso concluir que est tudo bem da sua parte" ela termina.

"Sem problema" ele concorda. "Diga-lhe que sinto muito sobre o
que aconteceu. E, por favor, venha assim que puder, logo de
manh. Eu realmente apreciaria isso, agente Scully." 

As pupilas de Mulder esto dilatadas, parecidas, em proporoes
semelhantes, s de uma coruja debaixo de uma luz forte. Deitado
na mesa, ele pega a mo dela, e ento aperta quando o mdico comea
a dar os pontos. Mas os olhos dele, porem, continua localizando o
rosto dela como um radar.

"Est tudo bem" ela mente, subestimando a ligao de Tillman.
"Vamos conversar quando voc terminar aqui" as pontas dos dedos
dele se tocam, e ento se separam. Ainda no estado mdico, Scully
olha para vigiar o trabalho manual do mdico. 

Trs pontos pequenos na frente, quatro atrs. Esperando a liberao,
eles ficam sentados numa rea perto da emergncia, cercados
por impresses moldadas de buqus de flores e jardins ingleses.
Ao invs de projetar uma aura de calma ao invs de dor e incerteza,
o efeito  inverso em Mulder. Ele mexe numa pilha de revistas,
nervoso, o cotovelo batendo no dela enquanto ele sacode as paginas
e dispensa uma revista uma aps a outra. 

"Ento, por que ele deveria querer voc - quando fui eu quem
abri minha enorme boca para a criana?" as palavras dele so quietas,
mas fortes. "Fui eu quem colocou aquelas idias, aquelas sugestes
na cabea de Benjie."

"No posso responder a isso" ela fala depressa. Mulder pode
muito bem continuar ignorante sobre o presente improvisado dela
para o menino; na verdade, ela preferia que ele nunca descubra.
"Mas o fato ainda permanece - voc est ferido, e eu no. Eu
no vou ter a me de todas as dores de cabea amanh de manh,
como voc. S faz sentido."

"Como ele tem o numero do seu celular?" 

 outra pergunta que ela no pode responder prontamente sem 
pensar antes. "Acho que pegou de Darnell. Lembro de ter dado
o numero pra ele na noite do assassinato de DiAgenlo,
quando sa da cena do crime para me unir a voc na casa de Tillman."

Ele resmunga, nada convencido. Esta rotina de homem das cavernas
de Mulder... ela no est acostumada a esta mostra de possessividade
que ele exibe hoje  noite, e a responsabilidade que ele exige. Ela
decide deixar isso pra l, desculpando suas atitudes pela falta de
comida, esgotamento e a pancada que ele levou atrs da cabea. 

Com a cabea machucada ou no, ele parece atento  atitude dela.
"Voc  minha mdica, Scully." ele murmura, tocando de leve a testa,
fazendo careta, chamando a ateno de Scully. "Minha parceira. Voc
vigia minha retaguarda... conhece todos os meus truques..."

Se lembrando de que 'truques' ele estava falando, Mulder sorri, e
ela lhe atira um olhar. Mas debaixo da marca vermelha na testa, seus
olhos esto cansados, com crculos cinzas debaixo deles. O que s
refora sua deciso para cuidar dele no motel.

"Voc tem razo," ela diz, olhando pra face dele. "Vamos dar o
fora daqui, Mulder. Est na hora de te levar pra casa."

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Motel Conestoga
7 de novembro de 2000
1:28 da manh

Scully conhece a rotina. Nunca permita que um paciente em
choque durma por longos perodos de tempo. Acorde-o, verifique
suas pupilas, faa perguntas. Veja se a nusea persiste depois das
primeiras horas de sono. Monitore suas perguntas, equilbrio e
fala. 

Mulder ainda mostra sinais moderados de vertigem, os passos lentos
e arrastados. Ela atribui um pouco disso para o cansao, devido 
hora, e a queda de adrenalina, mas ela sabe que pancadas fortes
tambm deixam suas marcas. Parando o carro perto do quarto deles,
ela o ajuda a sair e andar pelo asfalto, at a porta dela. 

"Nossa... voc deve pensar que eu sou fcil" ele brinca, brao
jogado pesadamente sobre o ombro dela. "O que voc tem em mente, parceira?"

"Nada do que voc est esperando" ela fala, a voz seca.

Caminhando com passos cuidadosos e a ajuda dela, Mulder senta na
beirada da cama dela, enquanto Scully liga a luz do abajur e o ajuda
a tirar o casaco. A luz dourada empresta um brilho confortante ao redor.
Quase tudo bege, graas a limpeza do hotel. Roupa de cama limpa, toalhas,
o cheiro de polimento de moveis e o desinfetante do banheiro faz do
lugar um ambiente domestico, e at aceitvel, na mente de Scully. 
E agora, ela pode focalizar todo seu esforo para monitorar Mulder.

"Alguma coisa errada com meu quarto?" ele parece confuso, e olha
para a porta de ligao. 

"No. Mas se ligarem pra c, provavelmente vai ser para meu telefone.
Quero facilitar as coisas para mim, j que estou vendo que no vou
dormir nada esta noite."

"Ento... ns vamos dormir juntos."

Tanto sua declarao e sorriso diablico faz ela erguer uma
sobrancelha. "Essencialmente. Preciso ficar de olho em voc. No
vai ser fcil, Mulder." ela coloca os casacos dele sobre uma poltrona,
o dela enrolado no dele. "Tenho que te acordar a noite toda e
voc vai me odiar por isso."

Rindo, ele se apia entre os joelhos com a inteno de desamarrar
os sapatos, mas o esforo tira dele um gemido e uma careta. Ele
tenta uma segunda vez, com o mesmo resultado.

"Deixa que eu fao isso."

Ela tira primeiro os prprios sapatos, e entao se ajoelha no tapete
para cuidar das necessidades dele. Ignorando a postura submissa, Scully
percebe que est fazendo um favor muito intimo para mulder. Assim que
ela tira as meias, lhe so revelados ps bem feitos e at bonitos
para um homem. Uma emoo finamente ocultado a deixa magnnima: ela
comea a fazer uma massagem, avanando lentamente pelos arcos dos
ps, at as pontas dos dedos, e depois voltando.

Ele geme em satisfao, olhos quase fechados. "Caramba, Scully... aposto que 
massagem vulval nem se compara a isso."

"Isso mostra o quanto voc sabe" ela caoa, ocupada agora com os sapatos,
meias e casaco dele. 

"Muito engraado. Eu sei muito bem do que voc gosta. Detalhes
ntimos... e a noite ainda  uma criana."

"Infelizmente, voc est certo sobre isso." ficando de p, ela est pronta
para se afastar quando os braos dele a envolvem num abrao espontaneo e afetuoso. Os seios dela se apertam contra a garganta e ombro de Mulder, e ela se 
v suspirando sobre a cabea dele. Ela cede o suficiente para absorver
o calor e proximidade que ele oferece. O calmante peso familiar das mos
dele caem sobre seus quadris, puxando-a pra ele.

"Scully, eu vou ficar bem" ele sussurra e ela fecha os olhos em
resposta, assustada por ver como ele pode ler os medos e pensamentos
dela to bem. Ela fica perturbada ao ver que as paredes caem
entre eles, sem ela nem mesmo perceber. Talvez ela esteja esticada
em vria direes esta semana, sentindo mais tensao do que devia...
ou pelo menos esta noite.

Devolvendo o abrao, ela acena com a cabea e se afasta, suas emoes
sendo mais uma vez guardadas. Ela o faz ficar de p. "Voc deveria
usar o banheiro primeiro, para poder ir pra cama logo. Quer alguma
ajuda?"

"Com o que?"

A pergunta a pega desprevenida, e faz ela ficar corada. "Com... eu 
no sei. Voc parece meio mole das pernas..."

"Duvido que isso tenha afetado a minha pontaria." 

Ele no est agindo como uma vitima machucada; invadindo o
espao pessoal dela, ele fica perto demais, sorrindo para ela
para prolongar a derrota que v em seu rosto. Scully d um sorriso
relutante e fica mais vermelha enquanto devolve o olhar fixo dele.

"Acho que deveria tentar o chuveiro" ele fala, se virando para a porta.

"S banho de banheira" ela manda. "E voc vai estar por conta prpria."

"Ento, esquea... um, com licena um minuto" ele luta adiante,
erguendo a tampa e fecha a porta um segundo antes de se aliviar.
A cena to intima parece aceitvel debaixo das circunstancias.
Especialmente para duas pessoas que conhecem o corpo um do outro
como eles tem visto nos ltimos meses.

"AAHHHH... eu estava doido pra fazer isso h horas" ele lamenta,
mais para seu prprio beneficio do que para ela.

"Bem, voc deveria ter dito isso no hospital".

"Ta legal... e fazer uma das enfermeiras me escoltar e ficar do meu
lado? Nem pensar."

"Voc poderia ser um paciente muito melhor, Mulder ".

Ele bufa atrs da porta, preocupado com quem sabe o que.
"J fui muito paciente com as interrupes dentro deste quarto"
ele mostra. Ela ouve a gua na pia, e ento o barulho de artigos
de toalete maltratados por Mulder. "Mas eu vou chutar a bunda de 
Tillman se ele ligar pra c hoje  noite. Escreva o que eu disse."

"O que voc queria? Ns estamos num caso. Ei..." ela bate na porta,
avisando. "No ouse pensar em usar minha escova de dente... vou pegar
a sua. Voc precisa de mais alguma coisa do seu quarto?"

"No que me lembre."

Abrindo a porta entre os quartos, ela liga a lua e checa o telefone
ao lado da cama dele. Sem mensagens - uma boa coisa. Apesar do
trabalho da limpeza do hotel, ela ainda pode pegar o cheiro dele
dentro do quarto fechado. Sua bolsa de couro est perto da pia,
inchada com coisas varonis. Abrindo, e pegando o que queria, ela fecha,
e passa a escova pela abertura que ele deixou na porta do banheiro.

Enquanto Mulder est ocupado, ela tem tempo de tirar a roupa, e pensar.
No sobre coisas tristes, inalterveis. Mas deste caso, desta cidade,
desta poca do ano - todo acentuando os sentimentos de aflio e 
perda que ainda a infestam  noite.

Mulder sabe.  Refletindo nisso, ela tira a cala e tira a blusa,
e o suti. Ele tem levado esta misso seriamente, uma misso 
autodesignada para cuidar dela cada vez que ela cai e afunda na
areia movedia de sua crise. Embora a preocupao dele seja anual,
e constante, seus mtodos evoluram, indo junto com as mudanas da
relao fsica entre eles.

Na data de aniversrio do nascimento de Emily eles tiveram o contato 
adequado para o recente estado deles como amantes. Neste ano, Mulder
compartilhou o 'antidoto' dele para insonia, e ela nao podia pensar
em outro homem que teria feito tal coisa para ela. S Mulder, mostrando
seu corao naqueles olhos esverdeados, poderia manifestar devoo em
sua oferta, esbanjando atenoes sem igual para ela, dentro do
quarto.

S Mulder para ousar falar, em voz alta, sobre a criana que ela
perdeu, com dignidade, fora e afeto honesto. S Mulder para falar que
a amava, incondicionalmente.

("Ns nos amamos, nao importa o que... nao importa como.")

Sem pensamento consciente ela veste a blusa do pijama de seda, e o roupao
de banho, fechando o cinto ao mesmo tempo em que ele abre a porta do banheiro.
Cabelo escuro, mido, mas nao penteado; s mostrando o ferimento.

"Como voc est se sentindo?"

"Considerando que estou com uma estranha semelhana com o Frankstein, 
nao to mal assim."

Ele pra o caminho dela para o banheiro com a mao na cintura de
Scully. "Saio em um minuto" ela o assegura, se virando. "Durma um pouco
enquanto puder. Eu estava falando serio que disse que estaria te acordando 
o tempo todo."

Quando ela emerge alguns momentos depois que ele  um
caroo indistinguvel, imvel debaixo das mantas dela.  Como
diferente estava no passado no-assim-distante, quando
eles se aposentariam para separar quartos e esferas de existncia.
Pensamentos privados pensando, puxando com eles o emocional
bagagem que tinha acumulado com o passar do tempo.  Eventualmente,
thankfully, os limites pessoais que eles impuseram por fora,
de hbito tinha ficado desgastado e absurdo.

E as paredes que os mantiveram separadamente, ela soube, era principalmente de
a prpria fabricao dela.  Agradea Deus ele  paciente.  Mulder no  o
s scio que tem truques.

A respirao dele parece macia e fixa quando ela fixar um alarme
relgio e deslizes em cama, o supondo ser adormecido.
Ao invs disso, braos fortes vem como cobras para agarra-la debaixo
das cobertas. Ele  um uma confuso de membros mornos, nus, musculosos
e masculinos.  uma combinao ambos perigoso e
excitando como as mos dele vagam em todos lugares imediatamente, enquanto a 
explorando
traje mnimo e as curvas e declives do corpo dela.

"Olha s o que ns temos aqui" ele murmura.

Lambiscando a orelha dela como tinha feito mais cedo, Mulder
faz ela se torcer e rir. As mos dele localizam os seios, barriga e o
macio recheio da calcinha. Com o trax dele contra as costas dela, Scully
podia sentir a evidencia semi-ereta de sua estimulao. Ele se acaricia
contra ela, cheio de ms intenes, e com persistencia, como se estivesse
afiando uma faca, se preparando, fazendo o corpo dela tremer.

"Sem short hoje  noite, Mulder?"

"Nao me culpe por ser um oportunista quando a mulher que eu
amo rasteja para minha cama."

"Correo... esta  *minha* cama ".

"Questo de semntica."

"No, s de fatos." Com um suspiro ela fecha os olhos. Dedos deliberados
invadem a calcinha dela, entrando debaixo do elastico para dentro dos
lbios sensveis da vagina dela. Os dedos incitam uma onda de prazer 
to grande que Scully abre as pernas e arqueia a espinha, fazendo com que os
dedos entrem mais ainda dentro dela.

"Deus, voc est molhadinha," ele sussurra na orelha dela, dedos lentos
e firmes, assim como a respiraao dele.

"Eu deveria estar cuidando de voc... lembra?"

"Sou todo seu para voc cuidar, Scully. Eu vou dormir como
um beb depois disso" ele responde.

Os livros e treinamentos mdicos de Scully, e sua prpria experiencia,
nunca mencionaram nada sobre a libido do macho da espcie. O velho ditado
 verdadeiro quando fala que um homem, mesmo doente - at mesmo em seu
leito de morte - ainda assim vai querer sexo. Hoje  noite, ela o v por
uma nova lente, este homem que ela chama de amigo e amante. Estranhamente, 
ela acha isso divertido, primitivo e livre.

Ela retira a calcinha, assim como a hesitao, e seu melhor julgamento.
Seu paciente est acordado e articulado ao extremo, e reagindo de uma
maneira muito normal a estimulos sexuais.  A ereo dura como pedra 
testemunha disso. 

Ela percebe o que pode lhe dar, e no o que ela achava que ele deveria
ter nesta noite de observao, mas o que ele realmente precisa. At melhor
do que isso: lhe dar o que ele quer, o que ele almeja. Ela no  somente a
parceira preocupada de Mulder, e mdica de emergencia, mas tambm sua amante.

A lealdade de Mulder lhe deu espao para sofrer, para discutir com ele, 
nao importando o quanto fosse contraditorio e desanimador. Ele
lhe emprestou seu ombro, a apoiando quando ela tropees, e vigiava sua
retaguarda. Ajudando-a a confrontar os demonios que a assombram, lhe dando
confiana que ambos compartilhavam como um trampolim para a cura.

Mais um motivo para agrada-lo agora.

Inspirada, Scully tira a camisa, e o aperta contra o colchao. Ela se move
para tomar controle da situao. De joelhos, ela observa, ao seu lado, a curva
orgulhosa do penis dele, brilhando na luz do banheiro. Ela passa a lingua
sobre a cabea macia, maos e labios brincando habilmente at que ele geme
de agonia e prazer.

O apetite intenso de Mulder para qualquer coisa  sua perdio. No trabalho, ele
tem a tenacidade de um sabujo, a mente de um genio, a paixo de um zelote.
Na cama ele  agressivo, e ninguem pode para-lo. E com frequencia ele
est to obcecado em mata-la de prazer que quase nunca permite que
Scully tome as redeas.

"Scul-ly--"

Com desejo transbordando, Mulder tenta mexer com os quadris, para tira-la
dessa posio, e at coloca uma mao no ombro dela. Ela empurra a mao pro lado, se
submetendo  tarefa.

Usando a boca, ela o traz ao precipicio de prazer antes de abrir as pernas
sobre ele, e deixa-lo deslizar pra dentro dela, polegada por polegada, lentamente,
at que ela o monta com graa e impunidade. Logo, Mulder est mordendo os
lbios contra os empurroes dela; maos longas alcanam os seios macios num
ritmo sncrono enquanto ela os leva inexoravelmente para o orgasmo.

* * * * * * * * * * * *
Fim de Captulo 12


