SEEDS 11
BY MOUNTAINPHILE
  
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Captulo 11  
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Motel Conestoga  
6 de novembro de 2000  
8:12 da tarde  
  
Desta vez Mulder  o parceiro que est sem apetite.

Faminto por uma teoria e provas, ao invs de hambrgueres e
frituras, ele  um homem com uma misso. No caminho de volta
de Edmond, onde ele ficou pensando sobre o que foi
revelado na casa de Linda Thibodeaux e o impasse que os 
escarnece neste caso.  Seu p afundou no acelerador.
 
Agora ele est batendo no rastro de um coelho, algo que tem
feito durante anos. Ela sabe como ele pensa, depois de casos
e horas incontveis observando seu comportamento. Pensando num
minuto, ligando a televiso no quarto, e procurando entre canais.
Como sempre, ela o segue, tentando vencer as barreiras incrivelmente
altas da lgica dele, e se segurar durante a viagem.
 
"Scully, o que aconteceria se um trem de repente pulasse dos
prprios trilhos?"

Quando ele no est calado e pensando, ele est deixando ela louca
com perguntas sem sentido, sem conexes, como se estivesse tentando
confundi-la e desafiar o pensamento dela. Scully s vezes se
sente como algum inexperiente, ao invs de uma agente da mesma
categoria. Mas como sempre, ela joga o jogo dele, agindo to
natural como sempre, respondendo de maneira muito honesta a cada 
uma das perguntas.
  
"Logicamente? Acho que descarrilharia e seria destrudo, Mulder.
Por que?"
  
"Ou..." Ele saboreia as palavras, os olhos brilhando, colados 
tela da televiso muda. "Suponha que de alguma maneira ele  capaz de
encontrar uma rota alternativa. Um novo encaixe. Outra maneira
de continuar sua viagem."  
  
Ela mostra a impaciencia na voz. "Mesmo que o 'Expresso Bala
de Canho seja capaz, com Casey Jones como maquinista, nada
pode desafiar a gravidade ou as leis da fsica..."

Tremendo a cabea, ele desliga a televiso com o controle
remoto e joga o objeto sobre a mesa. "Eu estava pensando
em Chaney e Ledbetter... algo que Chaney escreveu no dirio dele,
em referencia  psicopatas: "Uma pessoa tem que desejar saber 
como estes monstros so criados. Ser que a vida na casa deles os molda
em criaturas que precisam mutilar e matar, ou eles nascem demnios?"
  
"Posso admitir que ele era bem perceptivo s vezes."

"Um grande elogio vindo de quem  do f clube de Tim Ledbetter." 
  
O insulto sarcstico dele, um subproduto do primeiro encontro deles
em Aubrey, a enfurece, mas ela fica na defensiva. "Isso  um
ataque covarde - eu respeito, e muito, Chaney. Ele desbravou
novas terras em campos irreconciliveis, e ficou denegrido
pela comunidade de execuo de lei em geral."

"Nossa! Obrigado, dra. Scully."
  
S Mulder para estimar a carranca dela e dedo meio elevado.
Tal esprito o revigora quando ele est nesse rolo de idias,
e entendendo isso, ela decide participar, mostrando sua indignao
para o bem desta gerao de idias improvisadas. 
  
"Eu ia elucidar," ela mostra, "que as comunidades psicolgicas
e cientificas nos anos 40 eram menos simpticas com os 
assassinos e tais crimes odiosos, e no tentavam investigar
nada. Especialmente  a psicopatologia na prpria infncia do
culpado." 
  
Ele acena com a cabea, encorajado pela participao dela. "O termo
nem mesmo fazia parte da nomenclatura psiquitrica at os anos
50. Chaney derivou a maioria de suas teorias de um homem chamado
Hervey Cleckly que publicou um marco, um livro chamado 
'A Mascara da Insanidade', em 1941. Este livro foi tirado de
circulao, pois era revolucionrio, mas era rico em informaes
para um agente que estava investigando coisas como 'os assassinatos
mais estranhos' nas suas horas de folga. Ainda bem que Chaney e
Ledbetter eram leitores rpidos." 
  
Com a curiosidade provocada, ela tira os ps dos sapatos para
coloca-los sobre o pequeno sof no quarto de Mulder, colocando as
pernas dobradas. "O que fez o trabalho de Charney ser to diferente?"
  
"Ah, to gentil da sua parte perguntar..."  
  
Esquentando o assunto dele e o aparente interesse dela, Mulder
pega a almofada perto dela, lanando o travesseiro fora e pegando
os ps dela. Ela o observa soltar a gravata enquanto ele se senta,
as longas pernas esticadas sobre o tapete como um obstculo vivo.
"Ele foi o primeiro a desenvolver dezesseis critrios distintos
para avaliao clinica denominada 'loucura moral'. Na essncia, 
ele estava catalogando perfis, usando descries como manipuladores,
auto-centrado, e falta de empatia para focalizar as manifestaes
de comportamento especificas que caracterizam estes ofensores."
  
"Exceto que agora o foco est em PDAS ou Personalidade de Desordem
Anti-Social, que tem alargado sem campo lentamente para incluir
herana gentica, ambiente, desequilbrios fisiolgicos, dano
ao lbulo temporal, a prpria neuroquimica do corpo---"
  
Ele olha de lado pra ela. "Voc est tentando me excitar?"

"Falando serio, Mulder. Nossa cultura, at certo ponto, ainda
resiste em culpar o corpo por anormalidade psictica, ao 
invs de procurar mais completamente por esse lado.
Fisiologia, ambiente e comportamento esto todos interconectados.
Ento, acredita-se que mesmo se uma criana tenha 
caractersticas criminais herdades, ela ainda pode ter
comportamentos sociais aceitveis se tiver um bom lar, e bons
pais."
  
"No parece ninguem que conhecemos..."
  
A insinuao sarcstica dele para o filho de Tillman faz os pensamentos
de Scully ficarem nublados; ela coloca o queixo na mo, consciente
de que v um pesar no rosto de Mulder. Ele pega o p dela, e
faz uma massagem.

"Ei, esquea o que eu disse. No pense nisso, Scully. Vamos
voltar sobre a citao de Chaney sobre os demnios de nascena."

"O enredo sobre semente ruim?" 
  
"Yeah. Voc  a f de filmes clssicos," ele diz, ajeitando
ela sobre a almofada. "S para me fazer sorrir, faa um rapido
resumo do filme que ajudou a moldar a crena popular e a teoria
dos leigos em 1950." 
  
Ela fecha os olhos por um momento, chamando as memrias de
sua infncia. Sala quieta, escura, o pai dela estava apoiando
ela num brao, sussurrando a narrao, e a luz preta e branca
da televisa enchia o ar na antiga casa deles em San Diego.
  
"A histria era sobre uma menina de oito anos, loira, e com
trancinhas. Muito doce do lado de fora, na verdade ela era
uma assassina fria e manipuladora. Ela despachou - de maneira
bem eficaz, a propsito - a dona da casa, uma jovem colega de escola,
o biscateiro, e tinha planejando o assassinato da prpria me
antes do fim do filme." 
  
Mulder eleva as sobrancelhas dele, impressionado.  
  
"Parece que a me da pequena menina foi adotada quando era
criana. Investigando suas razes, a mulher descobriu que
ela era, na verdade, a descendncia biolgica de uma assassina
psictica que no exibia nenhuma conscincia ou
respeito pela vida humana."

"A justia venceu? Sobre a menina?" ele lembra.
 
"Bem, ela foi atingida por um raio na cena final do filme, 
quando ia pegar um premio que ela recebeu por ter matado algum.
Uma justia muito bblica. Veja o filme algum dia desses, Mulder.
Voc iria gostar das metforas." 
  
Ele sorri. "Prefiro ouvir voc contando tudo."

As palavras trazem calor tmido s bochechas dela, e Scully luta
para tentar manter os pensamentos alinhados. "Ento... em essncia,
a menina herdou a semente ruim da avo dela, e estava perpetuando
todas as tendncias." 
  
"E conseqentemente espalhando a falsa, mas extensamente aceita
teoria de que a semente ruim pula uma gerao. Temos que amar o
poder de Hollywood."
  
"Meu encontro ntimo com Hollywood," ela declara com  
nfase quieta, "foi o suficiente para durar o resto da vida, obrigada."

"Concordo."

"Ento, por que expor o assunto de semente ruim de novo?"
  
A indstria de filme no tem nada haver na pergunta simples que
ela d para Mulder, que retoma seus passos sobre o tapete. Ela
observa enquanto ele anda, o terno azul aberto, agitando, a
gravata balanando de um lado para o outro enquanto ele d as voltas
pelo quarto.

"Psicopatas. Vamos pensar numa coisa... eles so demnios de nascena,
como Chaney fala, ou..."

"Ou o que?"
  
Ele d um giro melodramtico e olha fico pra ela, olhos verdes como os
de um gato. "Ou o demnio pode ser dirigido por outros meios?
Pode escolher seu objetivo? Vamos pensar alm da gentica e de 
parentes consangneos aqui. Estou falando sobre a hiptese do trem
que salta dos prprios trilhos, Scully. Algo to exclusivamente
paranormal que pareceria impossvel, e que no seria
identificado pelos meios normais de procedimentos investigativos." 
  
"Meu Deus, Mulder..." Ela quer parar depois desta declarao,
mas ao invs, esfrega as temporas. "Voc chama isso de teoria
respeitvel? Um pulo forado de lgica?"

"Eu chamo isso de maldita probabilidade racional quando todas as outras
teorias habituais do em nada, mortas ou vazias. Eu fico com isso."

Ela endireita a almofada macia do sof, cruzando as pernas na altura
dos tornozelos, e abrindo as mos sobre o colo dela. "Tudo bem, Sherlock,
sou todo ouvidos. Mande tudo pra mim."
  
Circulando, ele pega uma cadeira para ficar de frente pra ela,
e senta, as coxas abertas e rigidas como se ele estivesse preparado
para pular de p de novo.
  
"Ns ambos colidimos com a transferncia emptica que B.J. experimentou
aqui h seis anos. Agora, a linhagem gentica de Harry Cokely
no segue a parte nenhuma, exceto para Benjie Tillman. Como voc,
eu duvido que ele tenha fora fsica necessria para poder fazer
esses ataques. Acho que o assassino de verdade aproveitou
a historia para lanar suspeitas sobre o menino, mas o assassino
 controlado - assim como B.J. e Benjie - pelo poder do mal
que acordou novamente para matar. Lembra de Bill Patterson na seo
de crimes violentos e o demnio dos grgulas que pulou nele, direto
de John Mostow?"
  
Ela d um aceno sombrio. "Mas por que agora? O que ativou isto  
de novo aqui em Aubrey?"

"Boa pergunta. E uma que no podemos entender at que possamos
focalizar em quem  o verdadeiro assassino. E que, enquanto isso,
deixa nosso menino Benjie num mundo de dor."

"Voc tem alguma idia?"
  
Ainda extasiado em contemplao, ele pega as mos dela, correndo
os polegares sobre os ossos das costas das mos dela. Ele localiza
cada veia fina com o polegar. Grandes e quentes, as mos deles descansam
sobre as coxas dela; Scully permite que ele use a carne dela para guiar
os seus pensamento. Muito diferente dos velhos tempos...
  
"No," ele confessa, "Mas estou convencido de que fomos desviados
por faltas suposies. Ns estamos fora de foco. Precisamos reagrupar
e propor alguma coisa antes que acontea outro ataque."
 
"Ou antes que Skinner decida encurtar nosso cabresto e nos puxar
de volta para D.C."
 
"Exatamente. Ento, ao invs de seguir o rastro do assassino e tentar
adivinhar as motivaes dele... acho que seria melhor dirigir o
refletor para as vitimas dele."

Ela reage com irritao, puxando as mos pra fora. "Mulder, eu sei
que vitimologia  um campo de estudo que est, recentemente,
recebendo o respeito que merece como uma cincia, mas como
voc acha que deve proceder?"
  
"Achando a linha comum, como eu disse para Linda Thibodeaux.  
Precisamos de um nico denominador comum, um elemento sncrono,
que possa reunir tudo isso... e bingo!"

"O que?"

"Pegamos o assassino."
  
"Simples demais" ela objeta, tremendo a cabea.
  
"No. Facilmente negligenciado, facilmente dispensado." apertando
as mos dela, ele as puxa pra cima, beijando-as. Fitando sobre
as mos dela, o olhar dele penetra nos olhos dela com determinao
completamente focalizada. "Est na hora para possibilidades extremas,
Scully, porque os mtodos convencionais esto nos deixando sem
opo. E vamos encarar os fatos - o tempo est se esgotando." 
  
* * * * * * * * * * * *  
  
Residncia de Tillman  
6 de novembro de 2000  
8:45 da noite  
  
"Nenhuma novidade?"

Tillman treme a cabea, de p. Ele desliga a televiso com um dedo,
esfrega o bigode, e ento empilha os papeis e copos sujos
sobre a mesa.

Nachos e carne de bfalo do Grill. Comida de solteiro. Foi muito
gentil da parte de Darnell passar ali com comida depois que Benjie foi
dormir, mas agora o estomago dele est cheio, mesmo sem a cerveja. Ele
tenta - e falha - em no dar um arroto enorme.

"Nada," ele diz, batendo de leve no estomago. "E isso est me 
deixando incomodado. Espero que pelo menos a irm dela esteja em casa.
Algum da famlia."
  
"Talvez ela tenha viajado com eles. Nunca se sabe."

"Esse  o problema. Eu nunca sei."

Darnell fica de p, num silencio desajeitado, cavando as mos nos
bolsos. Um pequeno carro multi-colorido, feito com peas de Lego, 
pega a viso dele, e ele acena para o brinquedo. "O menino 
est bem?"
  
"Yeah," Tillman responde, grunhindo. "Embora ele esteja bem
sacudido, ele ainda no quer falar sobre nada."

'Exceto para Mulder' ele podia somar, mas no faz. Brian batalha
contra a vergonha e orgulho em admitir que Fox Mulder toca
algo em seu filho que ele, como pai, no foi capaz de alcanar em
seis anos de contato intimo. Isso no o aborrecia, at agora...
  
Apesar da exposio de Benjie para o trauma e assassinato,
Tillman tem que admitir que o menino mudou desde a partida de
Janine. Podia ser porque ele est longe da escola, sem lidar
com a tensao de pegar o nibus, e presso das crianas?
Mesmo hoje ele parecia mais relaxado, mais solto, mais como
uma criana normal. Mas ele estava muito mais surpreso
por Benjie ter agradecido, de boa vontade, o presente da agente
Scully. Um menino tao timido, como Benjie...
  
"Escute, Joe" ele fala para Darnell. "Quero que voc saiba que 
fico grato pela maneira como voc controlou as coisas nestes ltimos
dias, especialmente depois do assassinato. V pra casa e descanse um
pouco. Voc merece uma folga bem grande."

Ao invs de parecer contente, o outro homem faz uma careta 
estranha de desconforto, quase parecida com culpa. Ele vira
pra porta, e hesita antes de responder.

"Tudo bem, Brian. Mas eu tive um pouco de ajuda. Se no fosse
pela agente Scully, bem... vamos dizer que as coisas na casa
de DiAngelo no seriam to limpas como mandam as regras; ela  
a profissional perfeita para o trabalho. Estou contente que ela
est de volta neste caso. E o agente Mulder tambm." 
  
Ele sente uma sensao de perda quando Darnell sai, uma aflio
to grande que ele afunda numa cadeira, se esquecendo da limpeza. Ele
podia quase chorar, ao pensar em enfrentar outra noite sozinho.
Incerteza sobre o prprio futuro aparece como uma nuvem negra e 
ele esfrega o rosto com fora, com as duas mos. Ele quer
companhia e simplicidade. Ele quer B.J e o que tinha com
Janine.

Mas, o que ele mais queria era a proximidade incondicional e
aceitao de outro ser humano. O conforto terno que s uma mulher
amorosa pode dar para um homem. 
  
* * * * * * * * * * * *  
  
Motel Conestoga  
6 de novembro de 2000  
9:20 da noite
  
Est tarde, e o tempo est ficando curto. Ele est quase convencendo
Scully a aceitar esta nova teoria. E ento, sexo selvagem e uma boa
noite de sono fariam maravilhas para eles dois.
  
O jantar? Que diabos --- ele pode pular a comida se ela puder tambm.
Alm disso, o corpo dela lhe proporciona um banquete bastante
sensual que ele espera poder cavar dentro, e ser como um porco no
chiqueiro. Nenhuma boa educao, nada de boas maneiras, s puro
apetite.
  
De joelhos diante do sof, envolvendo-a com os braos, Mulder 
respira na curva cheirosa do pescoo e ombro de Scully. 
Ele nota como as coxas dela se separam, ladeando o corpo dele pouco
a pouco, e os seios dela cutucando o trax dele. 

Ela  tenra e complacente, ento ele est convencido de que ela
precisa disso tambm. Ontem  noite tudo foi ansiedade e abraos.
Conforto. Agora, ele espera mais, querendo empurrar-se dentro dela,
para experimentar as profundidades macias de seu corpo. Fechar
os olhos e deixar o pnis dele ser o ultimo guia.
  
"Ei," ele murmura, deslizando os lbios contra o lbulo da
orelha dela para chupar. "Aposto que voc no sabia que a cada ano,
11000 americanos se machucam enquanto experimentam posies estranhas
no sexo."

Ela ri e ele no tem certeza se  por causa das ccegas na orelha
e pescoo dela, ou a conversa de seduo nada convencional dele.

"No estou a afim de nada estranho, Mulder. J tenho muito de 'bizarro'
no trabalho - imagine se quero isso na cama."
  
"Tem certeza?" testando a receptividade dela, ele desliza as mos
por trs dela, e as coloca nas dobras macias, para o doce local que
se esconde entre as pernas dela. "Isso no  bom? No  muito estranho
pra voc?"
  
"Mmmm... voc sabe o que faz... No ." ela estremece e
se mexe contra ele, dando um beijo em seus lbios. Os dedos dela
fazem uma lenta massagem sobre o cabelo de Mulder, enquanto os quadris
ficam soltos, se mexendo contra ele.

"E isso aqui?" a voz dele est bbada, inarticulada e rouca com
desejo. Com as duas mos ele separa os lbios inferiores dela,
buscando os contornos do sexo escondido, brincando com o clit dela
com os polegares, movimentos lentos e sincronizados. "Massagem Vulval
 o novo aquecimento. A mais nova onda."

"O *novo*--" Mulder recebe, com isso, uma risada gostosa, que movimenta
a barriga dela, e os quadris. "Na autoridade de quem, Mulder?"
 
Ele se diverte na sensualidade absoluta e em sua aceitao.
Desejo faz com que ele desa a boca para os seios dela. Ele
adora a maneira como o trax dela se levanta contra sua boa,
a maneira como os mamilos ficam duros. Daqui, ele pode inspirar
o cheiro distinto que sai do jardim entre as coxas dela. A estimulao
de Scully, to doce, to gostosa. Ele quer descer a boca para 
o sexo dela.
 
"Fontes secretas" ele sussurra. "Vale uma tentativa... vamos ver
se h motivo para tanto espalhafato..."

O telefone toca de repente, cortando sua paixo to efetivamente
como a faca de Lorena Bobbitt. Ele xinga e fica de p, agarrando o
receptor, e agarra as prprias bolas, que protestam  falta de 
concluso do evento.

"Mulder," ele responde, a garganta seca. Seu desejo evapora lentamente
enquanto ele vai absorvendo a mensagem do outro lado. Com as bochechas
coradas, Scully se senta, olhos azuis esfumaados. "Entendido, tenente.
J estamos indo pra l." ele coloca o telefone no gancho.

"Tillman?"
  
"Yeah. Tem um intruso na cidade. Levando-se em conta o caso, ele
achou que deveramos checar de primeira mo." E Mulder percebe que
esta  a segunda vez que uma ligao de Tillman destri sua vida
amorosa. Colocando a mo sobre sua genitlia dolorida, ele
v, com desanimo, que Scully est toda profissional, e que est
pegando a arma e o casaco.
  
"Depois," ela o assegura, dando um tapinha sobre a mo dele, que ainda
est agarrando o saco. Ela vai para a porta. E com o estomago dele
reclamando, agora de fome, ele pega a prpria arma, esperando que ela
cumpra o que prometeu.  
  
* * * * * * * * * * * *  
  
Poucas iluminaes de rua ou casas pontilham esta estrada rural. A casa 
em questo est no limite ao sul da cidade, com bosques de um lado,
pradarias de um outro. Porm, tudo parece igual quando ele e 
Scully saem na calada, no escuro cheio de vento da noite.
  
Gus e Essie Nieslanick, fazendeiros aposentados. A cozinha limpa
deles tem o mesmo cheiro de lar como na casa de Linda Thibodeaux. 
Mulder podia entender a parania dele, com um
assassino praticamente no jardim dos fundos, e as estranhas melodias
do maldito vento soprando ao redor da casa. O marido, ele nota,
est com uma espingarda  mo, sobre o balco, perto de um
jarro de biscoito. Mulder sorri ao ver a incongruncia.
  
"Est registrada, se  nisso que voc est pensando" o cara esquisito
fala. "Para caa e proteo da casa."

"Fico contente em ouvir isso. NRA?"  
  
"Vim de l, filho. E voc?"

A interrupo oportuna Scully o previne de mentir. Ele olha
ao ver o casal de velhos gravitar ao redor dela, atrados pela
feminilidade e pelo tom de voz simptico, mas dominantes, agindo
como abelhas para o mel. Ele mesmo estava zumbindo ao redor dela,
esperando saborear a doura dela de maneira mais intima. Se
coando de maneira sub-reptcia debaixo do casaco, Mulder
se maravilha  viso dela, mesmo que tudo que ele possa ver agora
mesmo do corpo pequeno  o cabelo ruivo despenteado pelo vento,
e o casaco cinza.
  
"Algum passou por aqui carregando uma lanterna. Eu vi pela 
janela do banheiro. E a esta hora..." o homem faz um discurso.
"Muito imprudente, se voc quer minha opinio nisso."
  
Mulder no podia discordar da opinio de Gus Nieslanick. Ele  
prefere sair e conferir a rea do abrigo, enquanto Scully e mais
dois policiais de Aubrey procuram na garagem e pelo permetro externo.

Est bem frio do lado de fora, apesar da falta de neve.
A respirao Tambm est fora resfriado descrente, apesar da falta de neve no  
previso. A respirao dele se parece algodo e ele deseja para  
algo para esquentar as orelhas dele no ar noturno frio.  
As coxas flexveis quentes de Scully poderiam os estar apertando direito  
agora, se no para o telefonema de Tillman. Mas, nunca sendo muito  
de um homem de chapu, ele agita o colarinho dele mais alto e faz o melhor  
disto.  
  
Ele localiza uma abrigo-virar-garagem periclitante na extremidade de  
os bosques, um fim colocou em dobradias para abrir. Uma contagem de licena 
velha  
pratos penduram ao longo do lado, pregou em lugar goste provisional  
blocos acolchoando. Entrando, ele acha a casa de abrigo para  
vrias ferramentas e um modelo mais velho de carro, um misturador bem tratado.  
Nenhuma luz eltrica ou calor. Nada parece estar extraviado, mas  
ele joga o viga da lanterna dele em cima do veculo, desgastou  
banca de trabalho, e outras pilhas de sortido jogue fora antes de partir.  
  
A porta enorme apenas fecha quando um sopro por detrs rachas  
contra o crnio dele. Ele rodas e colide com uma rvore  
tronco, estrelas que flamejam antes dele, reunio de ar vazia o selvagem dele  
apertos para compra.  
  
Com o rosto sobre folhas frias, ele ouve passos na escurido ao
redor dele. Droga, ele no  melhor do que um recruta novato pego
com suas calas arriadas. Ele rola de lado, e tenta se sentar, mas
cai de novo sobre o chao, desamparado e quase imvel, sangue sobre
os olhos.

Quanto tempo ele ficou ali  um mistrio, mas em algum momento ele
ouve o grito de Scully. As mos hbeis dela correm pelo rosto, 
cabea e pescoo dele, e ento procura estancar a ferida, e tirar
a baguna pegajosa com o leno dela. Ela chama o apoio, dizendo que 
um agente est ferido, ordenando com autoridade para conferir
os bosques circunvizinhos e outras residncias.
  
"Meu Deus" ela murmura, se apoiando sobre ele quando os outros 
foram obedece-la. "Quem fez isso? O que voc viu?"

"Toda constelao de estrelas conhecidas pelo homem, e mais algumas"
Com a ajuda dela, ele se senta e geme de dor. Ela lustra a lanterna
atrs da cabea dele, e nos olhos, e d um suspiro preocupado.
  
"Voc vai precisar de pontos na frente e atrs. Voc tambm pode
entrar em choque, ento vamos te levar para o hospital. Voc pode
andar, ou eu devo chamar uma ambulncia?"

"No... droga. Sem ambulncia. Quem me atacou saiu pelos bosques..."
ao longe, ele ouve um latido incessante, e se lembra do cachorro
de Linda Thibodeaux. Algum pisa atrs dele, fazendo barulho no
pedregulho. "Quem---?"

Mos diferentes das de Scully, msculos fortes o colocam de p.
Com os joelhos coxos, ele fica cara a cara com Gus Nieslanick e a
espingarda dele. "Est tudo bem, filho. Os outros policiais foram
adiante para checar os Marshalls. So os cachorros deles
que esto fazendo todo este barulho."
  
O nome faz soar um sino de reconhecimento... onde ele ouviu isso?
Scully lhe d uma resposta quando diz "Ns ouvimos falar de Alice
Marshall, que  chefe dos voluntrios no hospital. Mesma famlia?"
  
"Yup. O filho dela, Steve, a esposa dele, e as cinco crianas.
Mas  uma casa pequena, e o pequeno apartamento da vov  bem melhor.
Cachorros no latem a menos que provocados. Essie!" ele
grita para a casa. "V em frente e ligue pros Marshalls, veja se est
tudo bem."

Mulder tropea entre o corpo musculoso e grisalho de Gus e o
corpo mais baixo e mais leve de Scully. A viagem parece infinita
quando ele finalmente v o Corola parado ao lado da casa. Quase l...
ele precisa descansar de novo, deitar sua pobre cabea... ele sente os
joelhos ficando fracos, a vista nadando enquanto eles chegam ao carro.
  
"Yeah," Gus comenta, parecendo muito longe. "Alice  uma velha amiga
nossa. Corao de ouro e com certeza caduca, com tantos netos. Ns
emprestamos o carro l de trs do abrigo quando ela tem que ir
em algum lugar. Ainda bem que o bastardo que te atacou no roubou o
carro, ou..." 
  
"Ou o que?" ele senta no banco do carona, e apoia a cabea no descanso,
para ouvir o homem, no aceitando que ele sente a vontade para vomitar.

"Por que? Seno eu teria que exercitar meus direitos, no ?
Proteo da minha casa. O privilegio determinado por Deus como um
cidado americano."

Segurando o chumao de tecido contra a testa ferida, Mulder respira
uma resposta de volta. Ele vacila quando sua parceira fecha
as portas, obrigando o fazendeiro a se afastar, e liga o carro.
O som parece ampliado, e ento ele vai e volta da inconsciencia.
Preocupada com a direo, Scully lhe pergunta o que ele disse
para Gus.
  
"Ummm... 'V pro inferno', eu acho...?"
 
Ela bufa, um som confortante que o faz sorrir pela dor, nusea,
e o carro vai para a rua. Ele sabe que a tentativa fraca de humor
e expresso valente no pode e nem vai enganar Scully quando ela
est na 'atitude mdica' dela. E ele pode dar um beijo de adeus
no sexo incrvel que ele tinha planejado para mais tarde hoje 
noite... 
  
O carro acelera e cuspe pedregulho de seus pneus traseiros,  
prova da apreenso e pressa urgente de Scully para leva-lo ao
Hospital Memorial. 
  
* * * * * * * * * * * *  
Fim do Captulo 11  
   

