PARA RESUMO E RETRATAES, LEIA A PARTE 1

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Se eu achei que Scully era bonita antes, ela estava mais agora. Os
seios dela estavam mais redondos, e mais macios. As curvas naturais
dela aumentaram com o pequeno peso que ela pegou. Ela parecia mais
saudvel. V-la assim s me convenceu de que ela ia conseguir 
passar por esta gravidez. Ela era forte. Era uma lutadora.

Suspirei quando entrei nela, me lembrando da sensao de ser rodeado
por Scully. Ela descansou a perna sobre minha cintura, e eu segurei-a
pela coxa, me mexendo pra cima para que eu pudesse me empurrar dentro
do sexo macio dela. A cabeceira bateu contra a parede. A armao
devia estar solta. Scully sorriu ao som.

"Ainda bem que seus pais no esto em casa" eu falei, entrando e saindo
de dentro dela, recompensado pelo som dos suspiros que ela dava. 
Ela estava desfrutando o retorno da nossa intimidade, tanto quanto eu.
Esperava que no precisasse ficar sem isso. "Isso com certeza  uma
clara dica do que est acontecendo aqui."

"No  com meus pais que voc tem que se preocupar" ela falou,
passando os braos dela com firmeza ao redor do meu pescoo. 
" com o meu irmo Bill."

Quando ele descobrisse sobre a gravidez dela... e eu tinha certeza de
que ele descobriria logo. Sorri ligeiramente quando imaginei a face
dele vermelha de raiva. Mas ele estava em San Diego, muito longe para
causar qualquer problema. Scully no precisava de mais nenhum problema
neste momento. 

"Voc est confortvel?" eu perguntei, estendendo o brao para me 
apoiar na madeira no fim da cama, permitindo mais apoio enquanto me
empurrava. O som parou um pouco.

"Sim," ela respondeu, apertando os quadris dela contra os meus.
Se mexendo com o mesmo fervor que eu. O corpo dela estava morno e 
molhado ao meu redor, me persuadindo a ir mais adiante, dentro dela.

"Bom," eu disse, entre respiraes entredentes. Ela me agarrou mais
forte, me beijando entre os empurres. Um beijo fundo. Scully era
muito reservada durante o ato sexual, se recusando a entregar aquela
parte que ela mantinha sob controle. Mesmo agora, os sons sem palavras
dela eram baixos e sutis.  Mas tinha prazer nas caractersticas adorveis 
dela, tensa para solta a presso que crescia com os movimentos deles.
S parando para respirar.

"Eu te amo, Scully" eu sussurrei, pegando-a fora de guarda. Ela olhou
para mim com os olhos claros e azuis. Olhos de ctica, ainda. Mesmo
agora, enquanto consumamos nossa relao.

"Eu estou assustada, Mulder," ela respondeu, a voz pequena e incerta. 
Prazer mudou para uma carranca preocupada quando ela fechou os olhos.
Ela gemeu e mordeu o lbio. O corpo dela se abriu para emoes que
ela no se permitia ter na mente. Podia senti-la comeando a tremer
ao redor de mim. Segurei-a mais forte, querendo aliviar os medos
dela naquele momento. 

Queria poder prometer que tudo ia dar certo. Que isto ia dar certo. Mas
no podia. Ns dois sabamos a vida que vivemos. Os papeis que nos
tinham pedido para jogar, at a concluso inevitvel. No havia
garantias ou promessas. 

S a esperana de vida dentro dela.

* * *

Tudo dentro de mim tremia, acordando cada nervo meu. Apertei meu 
rosto contra o travesseiro, desfrutando as sensaes. 

"Scully..." Mulder disse, olhando para mim.

"Sim," eu sussurrei, o puxando para mais perto.

"Eu estava com saudades desta viso" ele respondeu, num sorriso.

"E eu estava com saudades desta sensao" eu admiti, deixando meu
corpo relaxar. Ento, virei minha ateno para ele. Deite de costas,
puxando Mulder sobre mim. Ele resistiu no comeo, e ento relaxou.
Nos mexemos, e assim ele no estava batendo a cabea na cabeceira. Ele
levou as mos para debaixo dos meus quadris, me apoiando enquanto
continuava se empurrando.

Eu corri minhas mos pelo trax dele, e sobre os ombros. A cama
continuou seu protesto, rangendo.

"Espero no quebrar a cama" Mulder sussurrou.

"Se quebrarmos, voc vai explicar pra minha me."

"No acho que ela vai se importar. Ela disse que no queria brigas
entre os pais do neto dela." ele falou.

Ms ns sempre estaramos em conflitos. Essa era a natureza da nossa
relao. Eu sabia, assim como ele, que sempre haveria esta tenso
entre ns. E suspeitava que era isso que nos atraia um ao outro.

"Ela sabia que voc era o pai" eu falei, mantendo meus olhos presos
aos dele. Mulder sorriu ao ouvir isso. 

"Ento ela no vai ficar surpresa se quebrarmos a cama" ele disse, 
me beijando sonoramente.

Ele respirou na minha boca, gemendo enquanto batia em mim pelas
ltimas vezes. Sua face se torceu em prazer, estremecendo dentro de
mim.

"Scully..." ele respirou, se retirando cuidadosamente. Ele caiu ao
meu lado, me puxando em seus braos. O corpo dele estava morno e eu 
absorvi aquele calor, e senti a energia entre ns sumindo enquanto
relaxvamos um contra o outro. 

Estava quieto quando comeamos a dormir. Exaustos pelo sexo e pela
viagem que nos trouxe aqui. Estvamos preparados para a manh que
viria? Amanh, teramos que comear a lidar com isso. A repercusso
das nossas aes. A nova responsabilidade que tnhamos com nosso 
filho. 

Depois desta noite, tudo mudaria. Tudo tinha que mudar. 
Fechei meus olhos, deixando a escurido cair sobre mim, relaxando 
com o som da respirao dele, e a pequena presso no meu abdmen.

* * * 

8:58 da manh

Olhei para o relgio da cozinha. J eram 9 horas da manh, e eu queria
saber quando a me dela voltaria. Scully abriu os armrios, procurando
caf sem cafena. O cabelo dela estava despenteado. Ela estava usando 
o roupo de banho da me dela, que era grande para ela. Eu ia chegar
tarde no trabalho. Tentei ligar, mas devido  priso de Warren, eu tinha
que estar l. Scully ia chegar depois, assim que fosse pra casa, trocar
de roupa.

"Vamos contar para Skinner hoje?" eu perguntei, enquanto ela se esticava
para pegar a lata de Folger no topo do armrio.

"Voc quer contar para ele hoje?" ela falou, fechando o armario.

"Ele precisa saber". Eu no queria coloca-la em nenhum perigo
desnecessrio. As coisas iam mudar. Elas tinham. "Antes de quarta, 
pois eu vou com voc."

Ela olhou para mim de maneira engraada quando eu disse isso. 
"Na quarta feira."

Scully pegou o filtro, e lavou a garrafa antes de ligar a cafeteira.
Ela se virou para ficar de frente pra mim, mos apoiadas no balco.
"Eles vo querer saber por que voc est usando o mesmo terno por
dois dias seguidos" ela flou, olhando para mim, da cabea aos ps,
em leve desaprovao.

"Deixa eles adivinharem" eu respondi, andando para ela. "Eles vo 
ter mais coisas para fofocarem alm do meu terno."

"Talvez eu poderia ficar escondida na patologia durante os prximos
seis meses" ela disse, suspirando. "O uniforme te deixam parecer 
grvida mesmo, e ainda tem o jaleco. Cobre tudo."

Antes que eu pudesse me aproximar, ela veio, me abraando pela
cintura e colocando a cabea contra meu trax. Eu a balancei suavemente,
uma mo no ombro e o outro na cabea dela. "Sempre achei que seu uniforme
de legista era sensual" eu falei, sentindo ela tremer com risada. Mas
quando ela se afastou,os olhos dela estavam molhados.

"Voc  doente," ela disse, secando uma lgrima com o dedo.

"Yeah, bem," eu disse, apertando o ombro dela. "Voc est grudada em
mim. Vocs dois."

Ela respirou fundo, controlando as prprias emoes de novo.
"Mulder..."

"Sim?" eu perguntei, olhando para baixo a ela.

"Sinto muito. Eu devia ter te contado." ela sussurrou. No ia 
discutir sobre esse ponto. Mas agora que eu sabia, eu estava determinado
a no deixar ela se afastar de novo de mim. Eu precisava dela. Eu a queria.
E eu, com certeza, ia ser parte da vida do meu filho. " melhor eu ir"
eu falei, me forando a mover. "Warren."

"Tudo bem"" ela deu um passo pra trs. "Eu vou trabalhar daqui a pouco."

"Me liga quando voc estiver l." eu falei, virando para a porta.

"Mulder?"

"Yeah?"

"Depois, ns falaremos," ela disse, olhando para baixo ao linleo, 
e ento de volta pra mim. "sobre ns."

"Tudo bem" eu respondi, me sentindo aliviado. J era um comeo.


* * *
Parte dois

Apartamento de Scully
8:45 da noite

Olhei de novo para o relgio. Onde Mulder estava? Liguei para o 
aeroporto, e descobri que o vo dele estava atrasado. Mas ele deveria
ter chegado aqui, at agora. Esperava que ele no tivesse ido para
o escritrio. Ele foi solicitado para este caso, enquanto eu estava
oficialmente fora de qualquer tarefa de campo, pelas instrues da minha
mdica.

Sangrei h duas semanas. E fiquei apavorada! Uma ida para minha
obstetra confirmou que meu beb estava bem, e que era apenas uma 
hemorragia causada por sensibilidade na cerviz. Eu j estava na minha
16a semana. Quase metade do caminho, e eu no podia agentar  a
possibilidade de que qualquer coisa pudesse acontecer a este beb.

Trabalhei em papelada, e no laboratrio de patologia enquanto  esperava
a deciso de Skinner sobre o que eu iria fazer pelo resto da minha
gravidez. Eu queria ficar perto de Mulder, mas agora no tinha certeza
se isso era seguro, ou possvel. Solicitei um retorno para dar aulas
em Quntico, mas todas os cargos estavam preenchidos, e havia uma
longa lista de espera.

Sentei no sof, elevando meus ps. Meus tornozelos j estavam
inchados. Tive que parar de usar meus sapatos de salto. Trabalho no
laboratrio me permitia usar tnis. E uniforme. Eu s tive tempo de
comprar trs roupas de grvida, e j estava doente de usa-las.

Me apoiei na almofada, tentando manter meus olhos abertos enquanto
esperava por Mulder. Era uma luta ficar acordada. O beb tirava toda
minha energia, muito rpido, me deixando cansada o tempo todo.
No importava quantas vitaminas pr-natais eu tomava, ou comida
com alta protena, ou clcio que eu consumia, eu ainda ficava
completamente exausta todas as noites.

Claro que era difcil dormir tambm. Eu no conseguia me colocar
 vontade. Algo estava sempre errado. Muito quente ou muito frio. No
conseguia deitar de costas ou de bruos. Se Mulder dormisse comigo,
eu colocava meu corpo sobre o dele, e encontrava um local onde eu
podia dormir um pouco. No era confortvel para ele, mas ele raramente
dormia mesmo... menos ainda agora desde que ele soube de sua paternidade
iminente.

Estvamos tentando recomear. Comear de onde paramos, quando eu tinha
me afastado dele. No foi fcil. Toda deciso que eu fazia, eu tinha
um propsito em mente: o que era melhor para o beb. Queria
continuar trabalhando, manter minha carreira intacta no caso de  algo
acontecer com Mulder. Tenho que poder sustentar meu filho.

E eu no queria deixar os arquivos X completamente. Se desse para
eu ajudar no laboratrio, eu queria fazer isso. Embora no fossemos
tecnicamente parceiro, ainda poderamos trabalhar juntos. Mas o 
mais importante, eu queria manter um olho em Mulder para ter certeza
de que ele no estava sendo atrado para nada. E agora seria o tempo
perfeito para isso.

Meus olhos foram de novo para o relgio. Quase no tinha se mexido.

Onde estava Mulder?

* * * 

Aeroporto Internacional de Dulles
8:45 da noite

Jesus. Olhe a hora. Scully vai me matar.

Meu vo de volta atrasou em Detroit. Eu estava investigando uma 
mulher que podia fingir a morte dela. Ela podia reduzir a velocidade
das funes do corpo, at o ponto onde ela no tinha nenhuma atividade
cerebral, cardaca ou respiratria. Senti falta de Scully, por ela
no estar l para dar informaes medicas. Voltei com o que consegui,
sabendo que Scully iria querer revisar tudo. Ela podia estar fora
do dever em campo, mas ela ainda era minha parceira, at ser 
designada de novo.

Fui para meu carro, parado no estacionamento a longo prazo em Dulles.
Queria saber se Skinner tinham tomado a deciso dele na prxima
tarefa dela. Eu estava disposto a fazer de tudo visando sempre o melhor
para ela e o beb, principalmente depois daquela ida de emergncia
para o obstetra. Eu no queria colocar ela em risco. Ainda era cedo
demais.

Estava cansado, e tudo que queria era ver Scully e ter certeza de que
nada tinha acontecido na minha ausncia. Abri a porta, e sentei
no banco do motorista. Virei a chave. Nada.

Droga.

Tentei de novo. Nada. Minha bateria deve ter morrido. Gemi e tentei 
uma terceira vez, batendo minha mo contra o volante. Droga. No agora!

"Precisa de ajuda?" disse uma voz,e eu virei para ver Alex Krycek 
de p, do lado de fora do meu carro.

Filho da me. Eu peguei minha arma.

Depressa, ele deu a volta no carro, sentando no banco do carona. 
Destravei a arma e apontei para a cabea dele.

"D o fora daqui" eu ordenei, apertando o gatilho ligeiramente.

"No to rpido, Mulder," ele disse, parecendo nenhum um pouco preocupado
por sua prpria segurana. Arrogante bastardo. "Eu s estou aqui para
lhe dar os parabns. J sabe o que ?"

Como diabos ele sabia? Claro que ele sabia - porque =eles= sabiam
de toda maldita coisa sobre ns!

"Saia do carro, Krycek," eu disse, tentando ficar to tranqilo 
quanto eu podia.

"Calma, Mulder. Isso  jeito de falar com seu antigo parceiro?"
ele continuou, se movendo para ficar de frente pra mim. "Ns s
estamos surpresos, s isso."

"Saia do carro," eu repeti. 

"S queramos saber como aconteceu" ele continuou, piscando pra mim.

"Ele vo querer saber o que aconteceu com voc, isso sim" eu avisei,
aplicando mais presso no gatilho. Imagens do crebro dele
respingando sobre o banco vieram  minha mente.

"Voc no vai atirar em mim" ele caoou com um sorriso. "Porque se
voc fizer isso, no vou o nico que vai desaparecer. Voc no est
interessado em dar um pouco de segurana para Scully e seu filho?"

"No vou fazer trato nenhum Krycek" eu apertei a arma mais anda. 
Terminou h quatro semanas, desde que eu descobri que ia ser pai. Alm
disso, o sindicato tinha ido embora, e o projeto que Scully fez
parte tinha terminado tambm. "No vou jogar mais nenhum maldito jogo."

"Mantenha contato," ele disse, encolhendo os ombros. "Voc pode querer
mudar de idia depois. Todos achamos esta coisa inteira sobre Scully
fascinante, sabendo que ela nem mesmo poderia estar grvida."

Krycek abriu a porta e saiu. Sumindo na noite. Eu sa do carro,
apontando minha arma para a cabea dele. S o ltimo comentrio
me impediu de descarregar a munio nas costas dele.

Mas dei um tiro de advertncia, que passou pela orelha esquerda.
Ele se abaixou para evitar, e ento me olhou. Sorrindo. Aquele
filho da me.

Me apoiei contra o carro. A historia no ia se repetir! Nenhum sumio
durante a noite. Nenhuma criana minha ir ser usada como um comercio.
Eu prometi para Scully que isso no ia acontecer, e eu ia cumprir esta
promessa. 

No importava o quanto custasse.

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* * *
