PARA RESUMO  E RETRATAES, LEIA A PARTE 1

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INTIMITY 02
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Casa de Margaret Scully
10:50 da noite

Eu no o culpava pela maneira que ele reagiu. Talvez eu merecesse
isso. Mas eu estava apenas protegendo meu filho. O que no deveria
existir. Nossos inimigos fizeram com que eu no tivesse essa oportunidade.
E se eles descobrissem? Como isso mudaria o plano deles? De jeito 
nenhum esta criana vai ser parte desse projeto. J era ruim o bastante
Emily ter feito.

"Dana," minha me disse, abrindo a porta para mim, e eu praticamente
entrei nos braos dela.

"Me," eu sussurrei, a apertando mais forte.

"Eu vi as noticias" ela estava se referindo a Warren. "Vocs dois 
estavam envolvidos, no foi?"

"Sim. Este caso era de Mulder."

"Venha, querida" ela me levou para a sala de estar. Ela j estava
vestida para dormir. Meu telefone deve te-la acordado. "Sente-se.
Voc pode ficar aqui hoje  noite, se quiser."

Respirei fundo, procurando o rosto dela. Ela pensava que eu estava
assim por causa de Warren. Tremi a cabea, sentindo as lagrimas vindo
de novo. Droga - esses balanos de humor estavam impossveis de 
se controlar.

"No  sobre Warren," eu comecei, quando ela se sentou mais perto.
"Me, eu tenho uma coisa pra te contar."

O rosto dela ficou plido. Eu reconheci o olhar. Medo.

"Voc no esta doente de novo, Dana. Por favor, no me diga que o
cncer..."

"No," eu a ressegurei. "No, eu no estou doente."

Alvio apareceu no rosto dela, que apertou as minhas mos ainda
mais forte. "Ento, o que foi?  Fox? Aconteceu alguma coisa com
ele hoje?"

"No," eu respondi, esfregando uma lagrima. Ela no sabia que
estvamos juntos. Mas ela sabia o quanto eu gostava de Mulder.
O quanto ele era importante para mim.

"Ento o que?" ela insistiu, me fazendo sentir como se tivesse 
doze anos de novo.

"Eu estou grvida," eu disse, com um sorriso leve. Ela olhou para mim 
da mesma maneira que Mulder. Choque, surpresa e descrena.

"Voc tem certeza?" ela perguntou, enquanto se formavam lgrimas
em seus olhos. Refletindo os meus.

"Positivo," eu disse, abrindo minha jaqueta um pouco. Peguei a mo
dela, e coloquei sobre minha barriga. "Trs meses."

Ela me envolveu nos braos, me segurando com fora. "Isto  um milagre,
Dana. Um absoluto milagre."

"Eu sei," eu respondi. 

"Fox...  o pai, no ?" ela perguntou, esperanosa, se afastando
para ver minha reao.

"Sim," eu respondi, rezando para ela no pedir detalhes sobre nossa
relao de trs meses. 

"Ele sabe?" 

"Contei para ele hoje  noite" Tentei firmar minha respirao. "E ele
ficou com muita raiva por eu ter esperado tanto tempo pra contar."

"Estou um pouco irritada tambm por voc ter esperado. Este no 
s seu filho, Dana.  dele tambm. E meu neto."

"Eu sei," eu sussurrei, no querendo ouvir a ladainha dos meus erros.
"Me, eu s queria ter certeza de que poderia levar esta gravidez
adiante, depois de tudo que eu passei..."

"Onde ele est agora?" ela indagou, esfregando minhas mos. Esperando
pela resposta que eu no podia dar. 

* * *

Monumento de Washington
11:55 da noite

Joguei uma pedra na gua do espelho d'gua, fazendo-a deslizar sobre
a superfcie, fazendo ondas, antes de afundar.

Eu vou ser pai.

E quase no podia acreditar nisso.

Demorou um tempo para penetrar, o que realmente ia em tudo isso tempo. E tudo 
fez sentido agora a mim. Ela tinha ocupado algum tempo fora trabalho, mudou a 
dieta dela e horrio. At mesmo a relutncia dela para saltar abaixo fora 
aquele precipcio de maldio hoje. Ela no deveria ter estado l no primeiro 
lugar. Warren perseguindo abaixo. No uma situao boa para ela ou nossa 
criana para estar dentro. Qualquer coisa poderia ter acontecido.

Por que no fez ela s me fale?

Mas eu j sabia a resposta para esta pergunta. Scully no podia
aceitar que estava grvida somente por acreditar. Ela tinha que recorrer
 sua cincia para ditar os parmetros do inexplicvel. Uma criana que
no foi concebida num tubo ou por meios artificiais, mas sim criada
pelo bom e velho sexo, e a ajuda do destino. Apesar de tudo contra.

E eu estava alegre que aconteceu.

Era isto que ela queria. Mais do que qualquer coisa. Eu podia ver isso
nos olhos dela, quando encontramos Emily. Era uma restaurao do que
havia sido levado dela. Algo que aconteceu como resultado de testes.
E fui eu quem a puxou para este mundo de mentiras, decepo e dor.
Inferno, eu at mantenho os vulos dela escondidos, sem ela saber!

O que fazia isso bem irnico por eu ser o pai. Porque Scully merecia
um pai melhor para seu filho do que eu.

Eu no deveria ter fugido assim, deixando ela sozinha no meu escritrio.
Ela devia estar me odiando. 

Mas meus sentimentos por ela no tinham mudado nada. Eu ainda a amava.
Mais do que nunca. Poderamos fazer isso dar certo. J estava dando
h trs meses... trs dos melhores meses da minha maldita vida.

Eu tinha que encontra-la. Ela no ia passar por isso sozinha. No mais.

* * *

Casa de Margaret Scully
12:00 da madrugada

"Dana, voc est bem?" minha me perguntou. Eu estava em meu antigo
quarto, que agora era quarto de hspedes. Mesma cama, com a mesma
cabeceira solta.

"Sim," eu acenei com a cabea, me ajeitando nas cobertas. Tentando
ficar confortvel.

"Voc ligou para Fox?" ela perguntou com cuidado, se apoiando no batente.

"No. No sei o que vou dizer pra ele ainda." 

"Bem, voc tem toda a noite para pensar nisto," ela respondeu, apagando
a luz. "Mas voc precisa falar com ele, Dana. Vocs dois tem muitas
coisas para conversar. Alm do beb."

"Eu nem mesmo sei se ele quer o beb" eu falei, olhando para o teto.

"Tenho certeza que isso no aconteceu baseado apenas em uma
vez" ela imaginou.

"No. Mulder no pode ser to bom assim. Ns estvamos juntos...
h trs meses..." 

"E ento voc descobriu que estava grvida," ela concluiu.

"H quatro semanas atrs," eu disse, percebendo em como errei ao
tentar manter isso dela. Precisava mais do que nunca da ateno
e orientao de minha me. "E ento, tudo parou."

"Tenho a sensao de que voc no vai se livrar dele to fcil assim"
ela sorriu. "Ele  to teimoso quanto voc. Deus ajude vocs dois
se o filho de vocs herdarem essa caracterstica."

Isso era tudo que eu precisava. Outro Mulderzinho pronto para me
desafiar o tempo todo.

"Durma um pouco" ela falou, fechando a porta.

Me deitei de lado, me lembrando dos trs meses que tive com Mulder.
Comeou uma noite, trabalhando at tarde. Um toque sem querer, e um
sbito beijo. Um beijo levou ao outro. Antes que eu soubesse, estvamos
no meu apartamento, e quase no chegamos ao quarto. Depois de seis anos...
no dava pra esperar.

No achei que fosse momento de fraqueza. Porque no era. Mulder 
com certeza compensou o tempo perdido. Fizemos amor toda chance
que tivemos. Momentos roubados, ou noites planejadas. No importava.
O resultado era sempre o mesmo.

Eu estava com saudades de seu toque. Da maneira como ele me beijava.
O saber que estvamos ficando mais intimo um do outro.

Eu o magoei. Eu sei que fiz isso quando terminei tudo sem aviso.
Nem mesmo expliquei minhas aes, ou ofereci qualquer tipo de despedida.
A gravidez me cegou, e eu simplesmente no podia lidar com mais nada.
Nem mesmo Mulder.

Se pudssemos recomear, ser que ele iria querer?

* * *

Casa de Margaret Scully
1:55 da manh

Scully no estava atendendo o telefone dela. Nem de casa, nem o celular.
Ela no tinha reservado nenhum vo no aeroporto de Dulles. Processo
de eliminao me conduziu para a casa de sua me. Era muito mais
perto do que a casa do irmo dela em San Diego.

Bati de leve, e ento, mais forte. "Sra. Scully?  Fox Mulder!"
eu chamei, tentando olhar pela porta. Nada. Ento, passos e o som
de fechadura.

A me de Scully apareceu no limiar, os olhos estreitados ligeiramente
para mim. "Scully est aqui?" eu perguntei, tentando ver alm dela,
dentro da casa. Mas tudo estava escuro.

"Shhhh," ela disse nitidamente e acenou para eu entrar.

"Onde ela est?" eu exigi enquanto ela fechava a porta. 

"L em cima" ela falou, entredentes, agarrando meu brao e me levando
para a cozinha, provavelmente para abafar minha voz.

"Ela est bem?"

"Ela est cansada," ela disse, respirando lentamente. Margaret Scully 
me estudou durante algum tempo, e ento deu um sorriso pequeno.
"Mas a gravidez faz isso com uma mulher." 

"Ela te contou..." eu falei, contente por no ter que fingir pra
ela. Eu meio que esperava que ela me batesse ou alo assim. Mas ela no
fez nada disso. Ao invs, ela cruzou os braos, assim como Scully
fazia. Olhando para a escada.

"No fazia a mnima idia" ela comeou, olhos comeando a ficarem
molhados. "Achei que isto era algo que Dana nunca passaria. Depois
do cncer, e dos testes, eu fiquei grata s por ela ter sobrevivido.
S nos meus sonhos eu achei que isso era possvel."

"Eu tambm" eu sussurrei, ecoando o mesmo sentimento.

"Ela tambm me falou que voc no sabia at esta noite" ela
continuou, se apoiando no balco. 

"Yeah," eu disse, olhando pra o chao. "Algo sobre esperar at depois
do primeiro trimestre."

"Bem, eu gostaria de saber logo" ela admitiu, tocando meu brao.
Entendendo o sentimento de dor e raiva pelo silencio de Scully.

"Ela est com raiva de mim?" eu perguntei, olhando para a escada.
"Quando ela me contou, eu no fui exatamente o 'sr. Perdoador'."
Eu fugi, foi isso que fiz. Como um filho da me desgraado. Depois
de chama-la de egosta.

Margaret Scully deu um passo para trs, andando ao redor do balco. 
Ela pegou dois chaveiros no porta-chaves e me deu um. "Estas so as
chaves da casa." ela falou, pegando a bolsa dela sobre a mesa da cozinha.

"Para onde voc vai?" eu perguntei, confuso com as aes dela.
Qual era o problemas com as mulheres Scully? Eu nunca as entenderia.

"Vocs dois precisam de algum tempo sozinhos" ela falou, passando
pela porta dos fundos. "Ela est no andar de cima, no antigo quarto
dela. Terceira porta  esquerda."

"Espere..." eu comecei a falar, indo para ela.

"V falar com ela, Fox. No vou permitir que os pais do meu neto
fiquem brigados. Eu volto pela manh."

"Obrigado" eu sussurrei, inseguro do que mais poderia dizer. 
Nada parecia apropriado. Ela saiu pela noite, fechando a porta do
lado de fora.

Eu encarei a escada de novo. Me preparando. 

* * *

A terceira porta  esquerda estava ligeiramente entreaberta e eu empurrei,
abrindo-a um pouco mais, estremecendo ao ranger das dobradias. No
queria acorda-la.

"Me?" Scully chamou. Ouvi o corpo dela se mexendo na cama, se deitando
de costas.

"No," eu respondi, no querendo assusta-la. 

"Mulder?", ela perguntou, se sentando um pouco. Meus olhos se ajustaram
 escurido, me permitindo v-la melhor. Ela estava usando uma camisa
solta e short. Olhei para a barriga dela, vendo a pequena curva
l. 

Ela se apoiou nos cotovelos. "O que voc est fazendo aqui?"

"Te procurando" eu falei, mantendo uma distancia segura entre ns.
"No fim das contas, tive que fazer outra caada humana."

"No fui eu quem partiu" ela acusou, e apoiou as costas contra os
travesseiro. Parecia que ela estava chorando. 

"Scully, voc deveria ter me contato" eu comecei, me sentando
na beirada da cama. "Este  meu filho tambm."

Ela respirou fundo, e tremeu a cabea. "Eu no sabia como,
Mulder. Isso  algo que nunca falamos antes."

"Claro que falamos" eu respondi, me aproximando mais dela. 
"Scullyzinhos, lembra?"

Um riso minsculo saiu da boca dela. Ajudou a dissipar a tenso.

"Eu te disse que passaria nos testes genticos" eu falei, cutucando-a
ligeiramente. "S no esperava que trabalhasse to rpido."

"Eu estou surpresa que trabalhou" ela respondeu, colocando uma mo sobre
o abdmen dela. "No posso acreditar que isto est acontecendo,
Mulder. Achei que tudo fosse outra iluso. Que algum me chamaria
e me contaria que tudo era um grande erro. Que meus testes foram
trocados com o de outra pessoa, ou que eles erraram no resultado."

"Mas no  nada disso" eu falei, colocando uma mo sobre a dela.
"E ns temos algumas decises para fazer."

"No posso continuar a trabalhar com voc" ela sussurrou, a voz
fraca. "No como hoje."

"Se eu soubesse, Scully... voc nem mesmo teria estado l" eu respondi,
de maneira protetora. "Se voc no queria dizer nada, achando que eu 
estaria mais interessado nos arquivos X do que em voc, ento
voc no me conhece."

"Voc no vai me trocar pelos arquivos X, Mulder" ela se sentou um
pouco mais pra cima. "Tem mais em jogo agora do que antes. E eu te
conheo, Mulder. Sua busca pela verdade te consome por completo."

"No quando voc est envolvida, Scully" eu tremi minha cabea.
"E s para registro, no fui eu quem se afastou da nossa relao. 
No ?"

Ela olhou em outra direo, minhas palavras batendo no local certo.


"Quer voc goste ou no" eu continuei. "Eu sou parte da sua vida.
Agora e para sempre, Scully. E desta criana. E eu gostaria de
estar l para vocs dois."

Ela apertou os lbios, os olhos procurando os meus.

"Eu gostaria de tentar," eu disse, querendo que ela entendesse. Ns 
poderamos recomear. Aqui e agora. 

* * *

Mulder se sentou na minha frente, esperando que eu dissesse alguma
coisa. Qualquer coisa. Mas eu no conseguia abrir a boca para falar.
Ele entendeu o que tinha acabado de dizer? "Eu tenho uma ultra-sonografia
marcada para quarta feira." eu falei, finalmente achando minha voz. "E
eu gostaria que voc estivesse l comigo."

"E eu vou estar" ele confirmou, me tocando de novo. Desta vez,
ele colocou a palma da mo contra minha bochecha, puxando meu rosto
para mais perto dele. Ele parou, esperando por mim.

"No quero que todo mundo na sala de espera fique me encarando,
querendo saber onde est o pai" eu falei,mordendo meu lbio.
Com minha sorte, ela pensou, ele vai estar perseguindo um
flukeman na quarta feira.

"Voc vai contar para Skinner?" ele perguntou, passando o polegar
pelo meu queixo. 

"Eu estava pensando em contarmos juntos para ele" ele falei, olhando 
para ele. "Vai ser mais dificil explicar nossos relatrios de despesas."

Mulder riu um pouco, trazendo minha boca para mais perto da dele.
"No acho que poderemos engana-lo durante muito tempo."

Ns nos beijamos lentamente. Era um lado de Mulder que eu tive
pouco tempo de conhecer antes que nos separssemos. Me 
afastei o suficiente para respirar, e Mulder me beijou mais
forte.

"Onde est a minha me?" eu perguntei quando nossos lbios se
separaram. 

"Ela saiu" ele falou, me deitando na cama. O corpo dele quase no cabia
no colcho. "Ela disse que voltaria pela manh."

Me mexi para ficar mais confortavel. Mulder tirou a jaqueta e os 
sapatos para poder se deitar ao meu lado. Eu me deitei de costas,
Mulder de lado, se apoiando num cotovelo. Me encarando. Era incrvel
como ele no me odiava agora. 

"Voc est bem?" Mulder perguntou, depois de algum tempo. "Alm da gravidez...
o resto est ok? Sua sade?"

Eu acenei com a cabea. "Sim. Todos os meus testes foram bons."

"No posso parar de pensar" ele comeou, acariciando meu abdmen
ligeiramente, apertando a camisa, tentando tira-la do caminho. "O que
vai acontecer se eles descobrirem? Voc sabe que eles vo."

"Eles provavelmente j sabem," sussurrei, baixinho. Inferno, eles 
sabiam tudo sobre ns. "No vou fazer trato nenhum." ele falou,
enfiando os dedos por debaixo da minha camisa. Tremi ao seu toque.
Deus, eu estava com sades disso. 

"Nem eu" eu respondi, enquanto sua boca buscava a minha. Me beijando
de novo. Estava cheia de perdo e pesar. "Esta criana no vai ser
penhor para uma negociao, como Samantha foi. Ou outra vitima
de testes, como Emily."

"E ns, Scully?" ele perguntou, e parou para ouvir minha resposta.

"Mulder..." eu implorei,pois no podia responder esta pergunta agora.
Tudo estava acontecendo rpido demais. Ele foi, de parceiro, a amante,
e pai do meu filho. Eu estava comeando a me acostumar com a primeira
mudana, e chegou a segunda. "Sem presso"

"Eu no vou te pressionar" ele disse, me acalmando. Mas eu sabia
como ele ficava quando estava determinado. "Mas eu vou insistir numa
coisa"

"E qual ?" eu perguntei enquanto ele colocava o dedo ao redor
do meu umbigo.

"No vamos chamar este menino de Fox" ele sussurrou num sorriso
torto. 

"Pode ser uma menina" eu especulei, relaxando meu corpo debaixo
das caricias dele. Os dedos dele desceram alm do cs do meu short,
explorando com cuidado, me dando a oportunidade para para-lo. Mas eu
no queria que ele parasse.

"E ela no vai ser chamada de Fox, tambm" ele disse.

Nomes. Eu no tinha ousado pensar em nomes. Haviam muitas coisas 
que eu no me permiti pensar, com medo da decepo no caso de algo
acontecer. Mas a parte critica terminou por enquanto. Mulder sabia.
Eu dei um suspiro de alivio, ansiosa para colocar isso no passado.
Esperei que Mulder tambm fizesse isso. Teoricamente, poderamos
comear de novo. Restabelecer a intimidade que eu neguei a ns dois.

"Esta  a sua cama?" ele perguntou, me distraindo. Ele passou os dedos
nos meus cachos. "Era onde voc dormia?"

"Deve ser" eu respondi, separando minhas pernas ligeiramente.
Meu corpo se antecipou ao seu prximo toque, enviando-me calor
pelas minhas pernas.

"Acha que vai nos agentar?" ele perguntou, me acariciando suavemente.
Gemi baixinho. Fazia tempo... me esqueci de como era bom estar com ele.
"No sei. Faz tempo desde que testei esta cama." respondi, adorando o
olhar de surpresa dele quando ele percebeu que eu no estava
dando pra trs. 

"Ela no foi feita para homens altos" Mulder disse, se movendo sobre
mim. Ele me esfregou mais forte, achando o ponto certo. Graas a Deus
pela memria fotogrfica dele. "Eu vou bater minha cabea contra
a cabeceira."

"Vou ver o que posso fazer" eu falei, abrindo a camisa branca
dele. Puxei sua gravata de seda, soltando o n, e tirando sobre a
cabea dele.

"Eu queria celebrar" ele sussurrou, tirando meu short. Ele acariciou
minhas pernas, para cima e para baixo, sorrindo pra mim. "Este  um
motivo para celebrar, Scully."

Ele parecia feliz de verdade, mesmo depois da maneira que ele
descobriu tudo. Como se isso tivesse renovado sua esperana perdida.
Era uma chance para ele reformar alguma parte da famlia que tnhamos
perdido, uma relao que no tnhamos como construir.
E tnhamos um novo interesse no futuro que faramos o impossvel
para proteger.

Meu corao estava correndo, sangue fluindo para outras partes
do corpo. Pulsando. Nos mexemos, e agora Mulder estava deitado de
costas, cabea contra o travesseiro. Puxei sua camisa para cima,
e beijei seus mamilos. Devolvendo a ao, ele abriu minha
camisa, me deixando nua. 

Seus olhos foram imediatamente para minha barriga. A forma era 
mostrada na silhueta que a luz da janela nos dava. Ele sorriu, tocando-me
com as duas mos. "Isso no vai perturbar ele, no ?" ele perguntou,
arrumando minhas coxas sobre as dele. O montando. "No. Na verdade,
o beb vai achar isso um calmante... os movimentos de balao."
eu respondi, abrindo o cinto dele. Mulder j estava ereto.
Deve ser devido s vrias semanas de privao. Ele agarrou meus seios,
dando um suave aperto. Eu ofeguei ligeiramente. 

"O que foi?" Mulder disse, olhos cheios de preocupao.

"Eles esto... sensveis" eu falei, tremendo. Meus seios j tinham
inchado um pouco. Mais uma dessas mudanas que meu corpo estava
tendo.

"Assim  melhor?" ele perguntou, se desculpando. Os polegares
passaram por meus mamilos delicadamente.

"Sim," eu respondi, abrindo a cala dele. Fiquei de joelhos para
poder tira-las. Mulder as jogou no chao. O short dele foi logo atrs.

"Vem c" ele disse, oferecendo os braos dele para mim. Me apoiei
adiante, permitindo que ele me segurasse. Com cuidado, ele nos
virou, assim estvamos de lado. Encarando um ao outro, usando apenas
um travesseiro. "Eu li, e descobri que de lado  melhor para suas
costas. Assim tem menos tenso."

"Ainda no estou com dor nas costas" eu falei, me mexendo, posicionando-o
contra meu sexo. E me arrepiei de antecipao.

"Considere isso como pratica para depois" ele respondeu, a boca sobre
a minha, enquanto ele entrava em mim lentamente.

* * *
