INTIMACY DEAUX 18

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4867 Carriagepark Rd
Fairfax, VA,
9:15 da noite

"Dana, no erga isso!" minha me disse, pegando a cadeira da minha mo.

" s uma cadeira" eu reclamei enquanto ela tirava o mvel fora das
minhas mos. "Deixe-me ajudar."

"Voc pode ajudar se sentando e colocando seus ps pr cima" ela repreendeu. 
Ns estvamos no meio da sala de estar, tentando organizar algumas
cadeiras para fazer um pequeno corredor, para eu andar nele amanh. Charlie
ia me levar, no lugar de Ahab, j que Bill boicotou nosso casamento, mas
Tara e Matthew estavam vindo mesmo assim, e j estavam chegando, pois tinham
pousado em Dulles e estavam a caminho, num carro alugado.

"Tem tanta coisa para fazer" eu baqueei no sof. Uma contrao falsa
bateu no meu lado e eu esfreguei o local. Tinha comeado mais cedo esta
semana. De tanto fazer isso, eu comecei a dilatar dois centmetros. Exalei
lentamente, tentando aplicar algumas tcnicas de Lamaze. Minha me me
olhou com ateno, reconhecendo as dores de parto imediatamente.

"Era outra contrao?" ela me observou mais ainda.

"Ou isso, ou meu jantar no caiu bem" eu dei um leve sorriso, mas
fiquei sria de novo. "Eu estou bem, me."

"Tudo bem" ela ajeitou outra cadeira. "Eu s espero que este casamento nao
esteja colocando minha tensao em voc. Ninguem quer ver vocs dois se casando
mais do que eu, mas no s custas de sua sade e a do beb, Dana."

"Eu estou bem" eu repeti, sentindo a dor baixando. Meu filho me espetou
na bexiga e eu me apertei, s a tempo de evitar um acidente.

No demorou muito para organizar as cadeiras. Ento ela se sentou ao
meu lado, inspecionando a sala. Ao longo do corrimo, tinhamos colocado
tiras e flores de seda. Enormes lenois vermelhos ladeavam a lareira, onde
seria o 'altar'. No canto estava a maior rvore de natal do estado da Virginia.
Mulder comprou ela ontem e levou a noite toda para decora-la. Em cada janela
havia uma vela. A casa toda estava morna e festiva, ambas para o Natal e o
casamento.

"Nada mal para um casamento preparado em trs dias" ela comentou. "Imagine o 
que eu poderia ter feito se tivesse uma semana! Engula essa, Martha Stewart."

"Est lindo, me" eu sorri pra ela, e ela alisou meu cabelo para trs da
minha orelha, num gesto que ela fazia quando eu era pequena.

"Tem bastante cadeira?" ela comeou a contar. "Tara, Charlie, Matthew, eu.
Os trs amigos de Mulder..." ela parou antes de continuar. "E a me dele?"

Suspirei, batendo de leve no beb. "Nao sei se ele a convidou. E depois
de tudo que aconteceu, nao tenho certeza se ela viria."

"Voc disse que ele foi visita-la esta semana," ela colocou os cotovelos dela
nos joelhos. "Eles tiveram chance para conversar?"

"Mulder a questionou sobre a paternidade dele" eu imaginei a cena enquanto 
Mulder falou comigo. "Ela nao deu uma resposta definida. E... ele encontrou
outra coisa..."

"O que? ela fez carranca. Desde o comeo ela foi encorajadora com Mulder, 
e eu quis saber se ela ia continuar agindo assim ao que eu estava a ponto de
dizer. Ela esperou, paciente, por eu continuar.

"Ela teve um implante, como o meu" eu coloquei a mao sobre minha nuca, e
toquei o local. "Eles tiraram o chip dela depois do ataque cardaco que ela
teve.

"Ento... ela vai desenvolver o cancer" minha me entendeu rapidamente as
implicaes. "No tem outro?"

"Acho que nao" comecei a sentir as emoes inchando dentro de mim. Esfreguei
o beb para me manter firme. "Ns ainda temos o implante de
Marita, mas nao sei se  para isso que servia."

"Ela provavelmente nao aceitaria" sua me tremeu a cabea, triste. Eu concordei.
Ns ficamos sentadas em silencio, por muito tempo, ambas contemplando
a familia com quem eu estava me casando. Querendo saber se haviam outros tratos
feitos entre os Mulders e o Sindicato e que no sabiamos.

* * * * 

Apartamento de Mulder
2:25 da manh 


"Fox?"

Minha cabea estava pesada, e eu lutei para voltar  consciencia. Senti
dedos esbarrando meu rosto, meus labios, minha bochecha. A mao alcanou
ao redor do meu pescoo e me mexeu at que minha cabea entrou em contato
com algo macio.

Inspirei um cheiro familiar. Os dedos foram para minha testa, escovando meu
cabelo para trs. Eu devia estar na minha cama, eu pensei. A figura ao meu
lado se aproximou, e a cama rangeu com o movimento. Cabelos macios
caram em minhas bochechas enquanto os lbios esbarravam no meu rosto.

"Eu te amo, Fox" ela sussurrou, acariciando meu rosto de novo. As palavras
dela pareciam sinceras, mas eu sabia que nao eram. "Eu sempre te amei."

Pela neblina, lutei para me lembrar. Os Pistoleiros. Casey. O clube. Cegamente,
estiquei a mo para pegar minha arma na gaveta do criado mudo mas outra mao
se fechou ao redor da minha, e a colocou de volta no meu peito.

Eu conhecia aquele toque. Dedos finos e frios, tentando apertar os meus
enquanto eu tentava me soltar. Ela era agora um deles. Finalmente, abri meus
olhos. No escuro, eu podia ver o rosto dela.

"Diana?" eu perguntei com cuidado. A dor na minha cabea ficou pior enquanto 
as coisas entravam em foco. Como eu poderia estar nesta situao? Eu nao bebi
tanto assim, no ?"

"Me lembro que voc fez a mesma coisa na noite anterior ao nosso casamento"
Diana falou, baixo. "Acho que algumas coisas nunca mudam."

"No," eu resmunguei, lutando para me sentar. "Mas as pessoas sim."

" o que voc pensa?" a voz dela mostrava dor. "Que eu mudei? Eu nao mudei,
Fox. Apesar de tudo que aconteceu entre ns, voc ainda  minha prioridade
nmero um."

Zombei na cara dela. Ela estava usando um terno creme, os braos cruzados
ao redor do corpo. Ela nao estava armada, mas eu tinha certeza de que ela
nao tinha certeza de que eu estava. Abri a gaveta num tranco, mas minha
arma nao estava l. Nao precisava mesmo de uma...

"O que voc quer?" eu exigi, estreitando meu olhar. Deslizei para fora da 
cama e coloquei um pouco de distancia entre ns.

"Quero que voc saiba a verdade" ela respirou fundo. "Tentei contar para
Scully mais cedo, esta semana, mas ela nao quis nem me escutar."

"E por que ela deveria?" eu incendiei de volta, me apoiando contra a parede.
O girar na minha cabea parou momentaneamente. "Ela te conhece melhor do que
eu. Scully te conheceu desde o momento em que ela te encontrou."

"Ela no sabe a histria inteira, e nem voc. Estou aqui para ajuda-lo,
Fox. Ajudar voc, Scully, e o seu filho."

"Como voc ajudou minha me? Ela vai morrer, graas a voc," eu falei, 
amargo. Raiva comeou a construir dentro de mim. "Era isso que voc estava
fazendo no hospital, nao era? Removendo o implante dela para
ela desenvolver o cancer, assim como Scully."

"No," ela corrigiu firmemente. "No foi minha deciso. Foi dela. Voc nao tem
idia dos sacrificios que ela fez para ter voc e Samantha."

"Ento por que voc no me diz" fitei fixamente nos olhos dela. Eu estava
doente de tantos jogos e enigmas. "Ou d o inferno fora daqui."

"Ela foi uma das primeiras, assim como Cassandra Spender" Diana comeou,
mantendo a voz mais controlada.

"Primeira do que?" eu insisti, nao gostando de pra onde isso estava indo.

"Participantes no programa hbrido," Diana terminou, os olhos escuros dela 
queimando nos meus. "Os raptos e experiencias com Cassandra eram apenas um
lado do projeto. O outro era criar um humano que nascesse hibrido. No
comeo, ciencia e tecnologia nao eram avanadas o suficiente e eles nao 
entendia o que estavam fazendo totalmente. Quando sua mae pediu um
bebe, eles viram isso como uma oportunidade para fazerem outra... experiencia.
As chances de que isso daria certo eram menos que dez por certo, mas era
um risco que sua me estava disposta a pegar."

Trinquei meus dentes. "O que voc est dizendo, Diana?"

"Voc e Samantha so filhos de Teena," ela ficou de p, e andou na
minha direo. "Mas vocs dois possuem capacidade para evoluirem muito
mais. Sua memria fotografica nao foi acidente, Mulder. Voc sabia que
Samantha tinha esse tipo de memria tambm?"

Pelo filtro de minhas recordaes de infncia, eu sabia que era verdade.
Samantha podia se lembrar do menor dos detalhes, assim como eu, com perfeita
clareza. Uma sensao doente passou pelo meu estomago.

"Onde ela est?" eu exigi, apertando o cotovelo dela, e puxando-a mais
perto. "Por favor, Diana... se voc alguma vez se importou comigo... s me 
diga onde est Samantha".

"Nao sei. Ninguem sabe ao certo onde ela est" Diana comeou, relaxando
o corpo dela ao meu aperto. "Porque ela  um hibrido, Mulder. Se eles a encontrarem,
eles vao nos matar. Igualzinho a Cassandra."

"E sobre o beb?" eu tentei conter minha raiva. Minha mente fez saltos de logica.
"A filha de Samantha. Eu sei que voc mandou os resultados para Scully."

"Um hbrido geralmente  estril," Diana continuou, com um suspiro. Ela relaxou
o ombro. "Isso foi o que aprendemos depois de varias tentativas. Talvez
possamos sobreviver  colonizao, mas a raa humana ser sentenciada
a menos que possamos continuar estas experiencias."

"Entao, vocs esto usando os ovulos de Samantha para criar crianas na 
esperana de encontrarem uma soluo?" eu assobiei, tremendo ela com fora.
Era tudo que eu podia fazer para nao bater o corpo dela contra a parede.
"Quantas crianas ela tem?"

"Temos que explorar tantas combinaes diferentes de genes quanto pudermos,
para que um hibrido frtil se estabelea com especies novas" Diana estava
calma. "Assim como Scully e as mulheres da MUFON, um procedimento de alta
radio causou superovulao e foi dado a Samantha."

"Por que voc est me contando isso agora?" eu estava com os dentes apertados.

"Porque... voc ainda tem o potencial para se tornar hibrido tambm."
ela sussurrou. "Nao sei o que poderia ativar isso, mas achamos que talvez
tenha acontecido alguma coisa quando voc foi exposoto ao virus em Tunguska."

Tremi, furia e medo pelas palavras ditas por ela. Todo este tempo nos estavamos
preocupados com Scully, e sobre o que eles tinham feito com ela.
Mas era eu que estava colocando nosso filho em risco, graas a este acordo
com minha mae e eles.

"Deus me ajude, Diana, se eu descobrir que voc est mentindo pra mim"
eu ainda estava falando entredentes. Minha mao subiu do brao dela e
descansou ligeiramente em sua garganta."

"Pense com muito cuidado no que voce vai fazer" ela sussurrou, os labios numa
linha fina. "Porque, sem mim, voc poderia nao ter um filho."

"Nao vou te permitir ameaar meu filho" eu avisei, apertando ainda mais
o pescoo dela. Eu a senti engolindo. "Ou a Scully."

"Aquele chip..." Diana tomou folego, lambendo os labios secos. "Voc
ainda est com ele?"

Estreitei meus olhos para ela. "Voc sabe que sim..."

"Scully poderia precisar dele para dar  luz" ela falou, fria e calculista.
Soltei um pouco o pescoo dela. "Marita precisou. Voc suspeitou disso
desde o comeo, nao foi? Eu posso ver isso em seus olhos."

"Ela nao vai aceitar" eu incendiei de volta, querendo contradize-la.

"Ela pode no ter uma escolha" Diana respondeu. Seus labios finos se torceram
pra cima, num sorriso zombeteiro. "Mas voc sim."

* * * * 

4867 Carriagepark Rd
Fairfax, VA,
3:15 da manh

*CHIRP * 

Peguei o telefone celular da mesa, pegando isso antes que minha me ouvisse.
Ou Matthew.

"Scully" eu resmunguei, me sentando. Eu nao estava dormindo mesmo. Que noiva
dormia antes de seu casamento? Especialmente uma com nove meses de gravidez?

"Oi" respondeu a voz dele, grave e grossa. E eu pude sentir que havia algo
errado.

"Mulder, voc est bem?" perguntei, por instinto.

"Preciso te ver" ele falou cada palavra com muita urgencia.

"Voc nao pode" eu tirei as cobertas do meu corpo. "Voc nao pode
ver a noiva antes do casamento..."

"Desde quando voc  supersticiosa?" ele estava bem srio.

"Onde voc est?" eu queria saber se ele ainda estava com os Pistoleiros.
Eu sabia que os rapazes o iam levar para sair. "Voc bebeu?"

"Na calada, e sim, mas estou sbrio agora. Preciso te ver, Scully.
Me deixa entrar."

Tremi enquanto fechava o roupao ao meu redor. Embalei o telefone entre minha
orelha e meu ombro enquanto firmava o n. "D azar, Mulder. No
podemos fazer nada tradicional?"

"Eu te carrego pela entrada amanh" eu ouvi a porta do carro batendo, no fundo.
"Sua me est a?"

"Sim," eu desci a escada cm cuidado. Encarei a porta  frente, e agarrei o
corrimao com fora. "Ela est dormindo no quarto dos hspedes."

"Est tudo bem?"

"Sim," eu disse de novo, tentando me concentrar nos degraus. Rezava todas as
horas para nao ter uma episiotomia. Ou entao, depois que o beb nascesse,
eu ia ficar limitada durante algum tempo no primeiro andar. Estas escadas iriam
matar quem fizesse uma episotomia.

Nao fui suficientemente rpida porque as chaves de Mulder estavam fazendo
barulho na porta. "Quieto ou voc vai acordar Matthew" eu
assobiei pelo telefone.

"Desculpe" ele resmungou enquanto eu chegava na porta. Abri as fechaduras
restantes e abri a porta.

"Hi," eu falei, escutando o eco no meu celular,e no dele.

"Hi," ele repetiu no telefone dele. 

Ele fechou o aparelho e o guardou na jaqueta. Deixei o meu dentro do
bolso do roupao, desligando o celular. Abri a porta mais ainda para
deixa-lo entrar, com cuidado, para nao fazer barulho.

Mulder tinha bebido. Tinha alcool em sua respirao e as roupas dele tinham
cheiro de cigarro. Mas seus olhos estavam claros e alertas enquanto encaravam
minha barriga. Ele estendeu a mao, e a colocou sobre nosso filho.

"Ainda h tempo para desistir" ele sussurrou, finalmente olhando para
mim. "Nao vou te culpar se voc fizer isso depois do que eu tenho a dizer."

Dobrei meus braos, e os descansei sobre minha barriga, para nao tremer.
"Dizer o que?"

"Eu sou responsvel pelo nosso filho," ele comeou, escolhendo as palavras.
"Voc nunca vai me perdoar se eu o desapontar - foram estas as suas 
condies, certo?"

"Mulder, voc est me assustando," eu senti meu corao acelerando.

Ele pegou minha mao e me conduziu para a lareira, onde estava o altar
improvisado. Me sentei numa cadeira, enquanto Mulder se ajoelhava na
minha frente. Olhei para os degraus, vigiando minha me.

"Diana apareceu hoje no meu apartamento" Mulder falou, baixo. "Eu acordei
e a encontrei l."

"Ela apareceu l?" eu trinquei minha mandibula. Tpico. Se ela nao podia
chegar at mim, ela iria por Mulder. Ela conhecia seus pontos fracos.

"No  voc, Scully," ele continuou, os olhos dele assombrados e distantes.
"A ameaa para nosso filho. Sou eu."

"Ela est mentindo," eu disse imediatamente. Meu temperamento queimava
ao mximo. "Nao quero ouvir mais nada. Mulder, ela est mentindo
pra voc."

"As experiencias geneticas comearam comigo e com Samantha" ele
sussurrou. "Toda clonagem, raptos, as mulheres, MUFON, tudo. Eles nao
estao apenas procurando criar um hibrido para sobreviver  colonizaao,
Scully. Eles esto procurando novos especimes."

"Nao entendo o que isso tem a ver com voc," eu tentei manter minha
compostura. Por dentro, eu estava queimando com raiva.

"Samantha  um hbrido," Mulder disse, unindo nossas mos. "Mas eles
precisam de hibridos frteis para estabelecer novas espcies. Eles
esto usando os ovulos e material genetico dela dela para explorar tantas
combinaes e genes diferente quanto possvel."

"Foi o que ela te disse? E sobre Cassandra? Eles sabem que podem criar
um hibrido."

"Cassandra era a prova de que eles poderiam alterar um ser humano para se tornar 
um hbrido. Mas Samantha  a prova de que poderia nascer um hibrido direto.
Ela no poderia ficar gravida sem ajuda pois ela  esteril. Como um hibrido
prospero, sao os ovulos dela e sua genetica que seguram a chave para desenvolver
novas especies."

Eu o encarei, vendo aquela convico absoluta nos olhos dele ao que 
ele estava dizendo. Nada que eu poderia dizer mudaria as convices dele. 
Era certamente uma explicao plausvel para tudo aquilo que ns tnhamos 
visto. Da maneira como estavam tremendo as maos dele, eu sabia que estas informaes
nao vinham sem um preo.

E eu s podia pensar numa coisa que ns tinhamos, e que eles poderiam querer.

* * * * 

Scully arrancou as mos dela das minhas e as passou ao redor, de maneira
protetora, da barriga dela. Os olhos azuis ficaram enormes quando medo os
tomou, e ela se afastou de mim.

"Este foi o sacrificio que meus pais fizeram" eu expliquei, forando as palavras
a sairem da minha boca. "A maneira que minha me achou para assegurar que ns
dois sobreviveriamos  colonizao. Existe uma chance de que eu me tornarei
um hibrido, algum dia, assim como Samantha."

"No," ela disse com firmeza. "No. No h nenhuma prova cientifica de que
voc ou nosso filho no seja nada alm de humano. Eu fiz os testes eu mesma,
Mulder. Voc nao v o que eles esto fazendo? Eles esto tentando puxa-lo pra
l, assim como fizeram com a sua me. Eles lhe ofereceram um acordo tambm?
Eu tenho que ficar grvida de novo? Ter uma criana hbrida?"

"No," eu a assegurei, a puxando para meus braos. Ela saiu da cadeira
e ficou de joelhos. Scully apertou meus ombros com fora, cavando as unhas sobre
minha jaqueta. "Voc no vai. Eu j disse a ela que no. No vou deixar eles
levarem voc ou ao nosso filho."

"E eu nao vou deixar eles te levarem" Scully disse, refletindo o brilho em
meus olhos. "Nao ligo pra o que sua me fez, isso no foi escolha sua. Eles
nao podem te ter, Mulder."

"Foi isso que eu disse" eu falei, sentindo as lagrimas virem aos meus olhos.
Ela era to determinada e forte. Respirei fundo, me preparando para contar
o resto. "Diana me ofereceu uma escolha, Scully. Mas eu nao aceitei."

"O que voc no aceitou?" ela disse, cheirando as prprias lagrimas e firmando
a respirao.

"Aquele chip que era de Marita" eu sussurrei, apertando ela mais forte.
O beb apertou o meu abdomen e eu senti a dureza do meu filho.
"Ela disse que voc poderia precisar dele para dar  luz. Ela, pessoalmente,
iria ter certeza de que o chip seria implantado em voce, e vigiaria o parto
se eu prometesse participar das experiencias deles."

"E voc a rejeitou," Scully disse, fechando os olhos enquanto lgrimas desciam
por seu rosto.

"Sim," eu as sequei com meus polegares. Peguei o rosto dela em minhas
maos. "Sim, eu rejeitei. E devolvi o chip para ela. Este  nosso filho, Scully.
E eu tenho f de que voc vai dar  luz ao nosso filho, por conta
propria, sem a ajuda deles."

O corpo dela tremia ligeiramente enquanto meus dedos gravavam suas lindas
caracteristicas. Inclinei o rosto dela pra cima, puxando seus labios
contra os meus, a beijando forte, com proposito. Eu queria lhe dar muito
mais do que isso. Ela merecia muito mais do que meu passado estragado e
o legado familiar da qual eu fazia parte.

"Nao vou conseguir dar  luz sozinha" ela sussurrou, quando finalmente paramos
de beijar. Ela apertou a testa contra a minha, e me olhou nos olhos. "Eu 
preciso de voc l, Mulder. Estou muito assustada  para fazer isso sozinha."

Alivio passou por cima de mim quando percebi que ela nao ia me deixar.
"Voc nao vai estar sozinha, Scully. Voc nunca mais vai estar s."

O roupo dela se abriu, o estomago redondo um desafio muito grande 
para o fino cinto de algodo. Levei minha mao ao seio direita dela, 
sobre o tecido da camisola. Endureceu ao meu toque. Ela gemeu, nao de
desconforto, mas de prazer. Eu aprendi que devia tocar os seios dela
com muito cuidado durante sua gravidez.

Ela abriu a boca para mim. Nos beijamos inmeras vezes, a paixao aumentando.
Me deitei no tapete, colocando Scully sobre mim. Ela se ajeitou, deixando o
estomago dela descansar no meu. Ela correu os dedos pelo meu corpo,
at encontrar meu membro rgido. Continuamos a nos beijar, lenta e longamente,
derretendo...

"Mulder," ela gemeu quando eu movi a mao para baixo, alm do beb para entre
as coxas dela. "Ns nao devemos..."

"Sim, ns devemos," eu me opus, respirando forte entre os beijos. Desci a boca
pelo pescoo e ombro dela, desabotoando a camisola enquanto eu descia. Ela
continuou gemendo e qualquer resistencia que ela estava tendo diminuia a cada
toque. Eu queria ela, e precisava dela.

Sem aviso, as luzes se acenderam e temporariamente ns ficamos cegos.
Nos afastamos e eu ergui uma mao para deixar meus olhos se ajustarem  luz.

"Fox, o que voc est fazendo aqui?" a sra. Scully apareceu nos degraus, perguntando.

Droga.

Scully ficou vermelha na hora, e ela apertou os dedos contra a boca dela, j inchada
de nossos beijos fortes. Ela fechou o roupao depressa, cobrindo os seios rapidamente.

"Eu s queria falar com Scully" eu resmunguei, oferecendo uma fraca explicao
para a situao. Mas pelo menos era verdade. Eu tinha vindo aqui para conversar.

"Isso nao era falar" ela ralhou, com um sorriso torto.

Ajudei Scully a ficar de p, at que ela pegou seu proprio equilibrio.
Trocamos olhares entre ns. Tremi minha cabea ligeiramente e ela acenou
com a dela. A me dela nao tinha que saber o que aconteceu hoje  noite.
Pelo menos no agora. Do olhar dela, eu sabia que ela suspeitava
que havia mais coisas da minha visita do que uma simples vontade de ficar
com Scully antes do casamento.

" melhor eu ir" eu fitei nos olhos de Scully profundamente.

"Duas horas" ela confirmou o horario do casamento. "Eu te vejo l."

"No perderia por nada neste mundo." eu respondi.

* * * * 

