INTIMACY DEAUX 14

Apartamento de Scully
St. Louis, MO,
5:35 da tarde 

"Cuidado" eu falei quando Catherine puxou a enorme caixa que continha uma
cadeira alta da Graco. Ela me seguiu pra casa, em seu Jipe Cherokee, depois de
encher o jipe com meus presentes do ch de beb.

Todos, menos eu, que eu fiz questo de levar.

Era duro fingir estar contente, quando dentro de mim eu estava com uma
enorme vontade de gritar. Eu mantive um sorriso calmo no meu rosto, por
causa de Catherine. Eu no queria que ela suspeitasse que havia alguma
coisa errada.

"Isso  tudo?" eu perguntei, enquanto ela puxava a caixa para o centro da 
sala de estar, ao lado das outras.

"Deve ser - acho que voc teve uma festa e tanto"

"Nao posso acreditar que voc fez tudo isso bem debaixo do meu nariz" eu toquei
a moldura. Eu estava queimando de curiosidade para saber como aquele presente
foi misturado com os outros. Eu nao queria pensar na mais bvia das respostas:
que algum com meu trabalho est ligado a eles. Ou talvez algum pediu para
um colega meu, inocente, trazer o presente.

"Bem, eu sei como isso  importante" ela olhou para meu apartamento.
"Quando  o primeiro, voc comea do zero.  incrvel quantas coisas um
beb precisa!"

"Eu estou descobrindo isso," eu acenei com a cabea, fingindo um bocejo. Fechei 
meus olhos, desejando que eu pudesse destruir tudo na mida, exceto meu filho. 
Ele era tudo que me mantinha s.

"Voc est cansada?" Catherine viu meu gesto.

"Eu perdi o meu cochilo de hoje" eu me forcei a sorrir. "E tive muita agitao."

Catherine andou para mim. " melhor eu ir. Tenho que pegar Jordie e Christie antes
das seis ou ento eles me cobram todo minuto de atraso. Espero que eles sejam 
mais suaves em DC!"

"Eu tambm" eu respondi enquanto ela me abraava.

"Vou sentir muito a sua falta, Dana" ela me apertou mais forte.

"Obrigada,Catherine" eu tentei nao chorar. Sufoquei um soluo, precisando de 
um abrao amigo, mas assustada em confiar nela.

"Voc tem certeza de que vai ficar bem?" os instintos maternos dela estavam
a mil. "Agente Mulder vai vir neste fim de semana?"

"No," eu impedi minha voz de tremer. "Mas tenho planos. No vou ficar sozinha."

"Isso  bom. Te vejo na segunda. Cuide-se, Dana."

"Voc tambm". Meus olhos a seguiram enquanto Catherine saa pelo corredor.
Indo para pegar seus filhos, e ir para seu marido, em casa. Voltando  sua
vida normal. Ela sabia o quanto era sortuda?

Fechei a porta e andei para o sof, lentamente, agarrando a foto. Arranquei aquilo
da caixa, e olhei mais de perto. Isso foi h anos, a julgar pela aparencia
de Diana, mas Mulder nao parecia to diferente, exceto pelas linhas de preocupao
que eram muito poucas. Diana estava usando um vestido simples, creme, e Mulder,
um terno. Parecia um terno civil. Com certeza no foi numa igreha. Eu sabia disso
pelo fato que Mulder nunca se casaria numa igreja.

Nenhum deles estava sorrindo de verdade.

Minha mente correu a todas as vezes que ele poderia me ter contado sobre isto. 
Todos os meses dela nos Arquivos X, e ele nunca se incomodou em me contar uma
palavra. Nunca tive razo para confiar nela, e agora talvez eu nunca devesse
ter confiado em Mulder.

Dentro de mim, meu filho se mexeu. Me chutou no lado, antes de ficar quieto. 
Eu tinha certeza que Mulder falaria toda desculpa existente por nao ter me dito
antes. Eu as ouvi inumeras vezes em minha cabea, como um disco quebrado. Foi h
muito tempo atrs. Eu cometi um erro. E eu nao queria magoa-lo de novo. Todas
as vezes que ele a defendeu, de repente fizeram sentido para mim. Ela foi mais
do que apenas parceira dele. Ela foi a esposa dele.

Meus olhos estavam nublados com lgrimas no derramadas, e eu as esfreguei, com
raiva. Eu nao ia ficar sentada e ficar especulando sobre as circunstancias que 
cercavam a uniao deles. E eu nao ia ligar para Mulder, tambm.

Eu conhecia outra pessoa que poderia explicar a fotografia, e as 
circunstancias que a cercavam. Eu poderia estar num aviao amanh ou at mesmo
hoje  noite se fosse preciso.

Eu peguei o telefone.

* * * *

Oregon Hospital Estatal
Portland, Oregon, 
8:30 da manh 

Peguei um vo direto para Portland. Assim como Antes, Skinner preparou tudo
para que eu pudesse entrar e ve-la. Mas com a policia envolvida, foi bem
mais complicado. Desta vez minha visita era oficial, j que ela ainda fazia
parte do programa de proteo de testemunha.

Ela estava numa parte diferente do hospital. Portas fechadas, crachs e guardas.
Eu segui o oficial de policia enquanto ele me levava para o quarto dela,
destrancando a porta.

O quarto era totalmente nu. Paredes brancas. Cho branco. Lenois brancos
e uma figura pequena de costas para a porta.

"Voc tem uma visita," disse o oficial, chamando a ateno dela.
Marita rolou lentamente. Parecia que ela estava sedada, mas mesmo assim
ela ergueu a cabea. 

"Mulder?" 

Eu acenei com a cabea, e me virei para o guarda. "Podemos ter alguns minutos
a ss?"

Sem uma palavra, ele fechou a porta. Marita se levantou e pegou um roupao 
grosso ao p da cama. Ela o vestiu, e calou um par de chinelos. Ela andou
para mim, o corpo todo tremendo.

"Voc me chamou?" eu no sabia como comear esta conversa.

"No," ela olhou para os proprios ps. "No me permitem fazer ligaes."

Os dedos frios dela tocaram os meus. Eu apertei de leve, e afastei minha mo.
Ela olhou para mim, furiosa.

"Voc acha que eu fiz isso, no ?" Os olhos dela estavam vermelhos e inchados,
cheios de lgrimas.

"O que voc fez com o beb, Marita?" Eu sussurrei. Eu sabia que ela nunca sentiu
nada pela criana, ela mesma me disse. S sua filiao ao programa de proteo a
impedia de ter sua historia publicada na midia, seno, ela teria sido crucificada
por todo o pas.

"Eu no FIZ nada!" Ela colocou a mao sobre a barriga vazia. "Eles a levaram, assim
como eu disse que eles fariam."

"No  isso que a policia pensa. Eles dizem que voc matou o seu beb."
Eu estava pronto para tirar a verdade dela.

"Nao foi isso que aconteceu. Isso  o que eles querem que voc acredite. Voc
no v? O Sindicato quis ter certeza de que minha sanidade ficasse em dvida
desde o comeo. Anne era um deles."

"Ento me conte o que aconteceu" a levei de volta pra cama, sentei na beirada, e
esperei sua explicao.

Marita parecia pequena e perdida no roupao. A pele e rosto no tinha mais o 
brilho saudvel da gravidez, e ela deve ter perdido o peso que ganhou, 
j que a magreza doentia dela estava de volta. S o cabelo era o mesmo, exceto 
que as razes loiras estavam aparecendo debaixo da tintura castanha.

"Logo aps voc ter vindo" ela se deitou contra o travesseiro. "Meu mdico me
liberou. Anne ainda era minha assistente social, ento ela ficou em
contato comigo. Nunca cheguei a ter o parto. Nem mesmo tive uma contrao.
Numa noite, eles vieram com agulhas e injees. Tentei lutar e escapar,
mas no consegui."

"Quem veio atrs de voc?" eu queria nomes ou descries.

"Anne Tucker e uma enfermeira. Elas me drogaram." lgrimas apareceram enquanto
ela se lembrava daquela noite. "Me deram algo para induzir o trabalho de parto. 
Eu acordei num laboratorio igual ao do Ft. Marlene. Exceto que minhas maos e ps
estavam amarrados numa cadeira de parto."

Uma gravidez misteriosa e nascimento forado, a mesma histria que foi recontada
por centenas de abduzidas. Durante o rapto de Scully, eu imaginei o mesmo procedimento
sendo feito com ela.

"Nunca vi seus rostos, pois estavam borrados, e a dor era to intensa que eu
nao podia me concentrar. Uma pessoa segurou minha mao e disse para eu 
fazer fora. Ela secou minha testa e me assegurou que tudo estava bem."
Marita continuou, o corpo todo tremendo. 

"Onde voc estava Marita?" Eu queria saber se eles a tinham levado 
para um trem ou uma unidade secreta. "Voc pode me dizer como era ao seu redor?"

"Nao posso... tudo era luminoso demais. Frio demais. Tudo que me lembro 
a dor que passava inmeras vezes por mim. Aconteceu alguma coisa, e eu nao
podia fazer fora o suficiente. O mdico teve que usar frceps para tirar
a menina. Eu ouvi o choro dela, agente Mulder. Eles a colocaram rapidamente
sobre minha barriga, e eu a vi por um minuto. Ento, a mulher a levou embora."

"Voc viu o rosto da mulher?" eu j estava andando pra l e pra c.

"No. Ela estava usando uma mscara. Mas a voz era muito familiar... eu nao
sei o que eles vo fazer com o beb, mas eu estou assustada."

"A polcia disse que voc foi encontrada em seu apartamento" eu comecei a recitar
o relatorio que eu recebi esta manh. "Seus lenois estavam encharcados com 
sangue, e tinha evidencia de que voc teve o bebe ali. Nenhuma droga foi 
encontrada no seu sangue, o que daria a pista de que o parto foi induzido."

"Eu nao poderia ter dado  luz sozinha, no dessa maneira. Eles a levaram de
mim, como eu disse que eles iriam."

"No h provas fisicas que confirmem sua historia" eu queria saber o quanto eu 
poderia forar. A confisso que ela me deu parecia querer dizer que ela pensava
que eu estava aqui do lado dela, e eu nao estava. Eu estava aqui pelo bebe. Precisava
saber se ela estava viva. "Marita, nao posso te ajudar a menos que voc me d algo
mais do que esta historia."

Ela apertou meu brao, com medo de eu ir embora e deixa-la. "Eu nao tenho nada mais,
Mulder. Eles levaram tudo. Tudo."

Eu me soltei dela, e Marita enterrou a cabea nas maos, chorando. Fitei o 
quarto vazio, o choro dela ecoando pelas paredes. Eram lgrimas de dor? Ou
decepo?

Os cabelos dela caram pra frente, descobrindo a nuca. Pisquei e cheguei mais
perto, meus olhos vendo algo terrivelmente familiar. Puxei o roupao para
baixo.

"O que voc est fazendo?" ela tentou se soltar.

"Fique quieta" eu sussurrei, enquanto passava os dedos. L estava. A pele
estava elevada, enrugada e rosa. Uma cicatriz. Menor que uma polegada, mas o 
suficiente para um implante. Scully tinha uma cicatriz exatamente igual, no mesmo
lugar.

"O que foi?"

"Nao acho que eles levaram tudo, Marita." Eu sussurrei.

* * * *

Casa de Teena Mulder
Greenwich, Connecticut,
1:30 da tarde 

Entrei na varanda e bati. Depois de alguns minutos, ouvi as chaves na porta.
Teena Mulder atendeu.

"Dana" o rosto dela estava cansado e mal-humorado. Ela ainda estava se 
recuperando da ponta de safena dela. Ela perdeu peso e os olhos pareciam
estupidos e tranquilos. Muito oposto ao fogo luminoso que queimava nos olhos
do filho dela. "Por favor, entre"

"Obrigada," eu entrei e apertei a pasta nas maos. Eu passei a noite aqui, com Mulder,
quando ela estava no hospital. Se eu soubesse na poca o que eu sabia agora, eu
poderia ter olhado com mais ateno para as fotos que estavam penduradas na parede
dela. Mas nenhuma incluia Diana Fowley ou Bill Mulder. S Mulder e Samantha, sempre
na idade de oito anos.

"Seu telefonema me preocupou ontem  noite," ela ofereceu o brao e acenou
para eu me sentar. "Voc no deveria estar viajando nas suas condioes."

"Eu tinha que vir" eu sentei no sof. Teena Mulder se sentou perto de mim, os
olhos indo da minha barriga at o meu rosto.

"O beb est bem?" ela apertou o suter no corpo dela. "Fox sabe que voc
est aqui?"

"Nao. Porque ele teria tentado explicar isso e eu queria saber de voc"
eu abri a pasta e tirei a foto do casamento. Minha mao tremia quando dei a foto
para ela. "Voc nao me mandou isso, mandou?"

Ela passou os dedos sobre o rosto de Mulder, e suspirou. "No. Nao tenho nenhuma
foto daquele dia. Eu no estava l, e nem Bill. Onde voc conseguiu isso?"

"Algum me deu isso como um presente para o ch de beb" eu estudei a expresso
dela com cuidado. "Mas eu sei de quem "

"Claro que voc sabe" O rosto dela ficou escuro e ilegvel. Eu conheci aquele
olhar, pois era o que eu vi no rosto do filho dela mil vezes. Ela fechou os
olhos e sussurrou. "Ela  responsvel pelo beb, no ? Foi por isso que voc veio
aqui."

Meu corao entrou mais fundo no meu peito  mera sugesto de
que Diana Fowley teria qualquer coisa a ver com nossa criana. 
Eu j tinha certeza de que ela estava envolvida com a minha infertilidade e com
as das mulheres da MUFON. Os misteriosos anos que ela passou na Europa me
faziam suspeitar disso. Encarei a me de Mulder, escolhendo minhas palavras
com muito cuidado.

"Sim," eu senti que estava tropeando em algo maior do que um casamento secreto
e eu tinha que descobrir o que era. "Foi por isso que voc ficou confusa ao me
ver no hospital, grvida, no foi? Voc sabia que eu deveria ser estril."

"Eles me disseram uma vez que Samantha no poderia ter filhos" ela falou
mais pra ela do que pra mim.

"Me disseram a mesma coisa. Eles tiraram meus vulos durante meu rapto."
eu senti os cabelos da nuca se arrepiarem. O que ela estava dizendo?
O que ela sabia?

Ela me encarou. "Voc ama meu filho, no ?"

Abrir minha boca para falar, sentindo meu lbio inferior tremer. Lgrimas
picavam meus olhos enquanto os mantive fechados com os dela. Atravs da
minha dor, confusao e raiva, eu acenei com a cabea devagar. "Sim, eu amo."

"Voc teria feito qualquer coisa que lhe dar isto," ela continuou, colocando
a mo sobre minha barriga, fechando os olhos enquanto acariciava suavemente.
" uma coisa terrvel ter seus filhos levados para longe de voc. Mesmo antes
deles nascerem."

"Eu queria ter um filho", as lgrimas desciam pelo meu rosto. Mesmo assim, mentiras
saram da minha boca enquanto eu tentava obter a verdade dela. "Nunca pensei que
teria um. Voc entende o que  isso, no ?"

"Sim," ela apertous mos, a voz ficando pequena. "Eu era como voc, Dana. Estril.
Eles me prometeram que poderiam me ajudar a ter uma familia. Antigamente os
procedimentos eram novos e radicais, e fertilizao invitro era altamente
controversa. Mesmo assim, eu queria ter um filho mais do que qualquer coisa."

"Voc ficou do lado deles?" eu no precisei esclarecer que estava falando 
do Canceroso e do Sindicato. Ela no precisava de esclarecimento, j que
ela acenou com a cabea em acordo.

"Fiz um trato, mas pelas costas de Bill. Uma criana seria nossa. Outra no. No
tinha idia de que eles iriam pega-la" as lagrimas dela comearam a cair. Eu
fui a primeira pessoa a saber do seu segredo?

"Samantha?" eu perguntei cuidadosamente. 

"Ela era nossa filha, ou assim eles disseram. Foi por isso que Bill teve que deixar.
Eles j tinham tomado a deciso h muito tempo, por ns. Minha garotinha... ela era minha
garotinha..."

"Voc sabe quem  o pai de Mulder?" Engoli o caroo em minha garganta, com medo do
que ela iria falar.

"E isso importa?" ela cobriu o rosto com as maos, apertando os dedos contra os
olhos, como se tentando forar as  recordaes. "Fiz um acordo em ser parte disso
e enganei meu marido."

"Ele nunca soube?" Eu apertei minhas maos em punhos. Como ela poderia ter dito 
isso para Mulder?

"No. Haviam outras maneiras de... bem, ele nunca suspeitou que Fox e Sam no
foram concebidos naturalmente. Ela lhe deu a mesma escolha?"

Ela assumiu eu tinha tomado uma deciso parecida com a dela, e enganado Mulder.
Comecei a tremer, nervosa. Me forcei a sentar, por causa do beb, e tentei me
acalmar.

"Este filho  de Mulder" eu disse, com convico e confiana. Eu no era
parecida com ela. Nunca faria um trato pela vida do meu filho. "Eu garanto isso."

"Eu sei " ela colocou a mao sobre minha barriga de novo. Ela sabia que eu estava
mentindo pra ela? "S espero viver tempo o suficiente para ve-lo."

"Voc est melhorando... Mulder me disse que voc estava se recuperando."

"Eu estou morrendo, Dana", ela falou suavemente.

* * * *

Oregon Hospital Estadual
Portland, Oregon, 
11:45 da manh 

Encarei as radiografias. Havia um implante no pescoo de Marita. Era slido,
e podia ser visto no filme. Que segredos haviam aqui? Era de origem aliengena?
Artificial? Era o mesmo implante que Scully tinha?

Eles estavam removendo isto para que eu pudesse levar de volta comigo, e 
testar. Marita iria ficar aqui at que a investigao fosse completada, ou
at que um corpo fosse achado. Eu nao sabia se podia tira-la daqui, mas
o implante me daria algo para pechinchar. Tinha certeza de que ela
estava contando a verdade quando disse que nao matou o beb dela. Marita
era muitas coisas, mas eu sabia que ela no era um assassina. Eu sabia de
experiencia anterior que no teriamos tempo para examinar isso, desde que
Marita precisaria do implante de volta o mais rpido possvel.

A radiografia poderia ter sido de Scully. Me lembro de ter visto h alguns anos.
Me prometi que falaria para ela sobre isso, agora que eu tinha uma prova. Algo
tangivel e cientifico que ela poderia analisar, ao invs de apenas outra teoria
louca. Tinhamos muito em jogo agora. Isso no era apenas nosso futuro, mas o 
futuro do nosso filho.

"Agente Mulder?"

Me virei, e vi um homem de p na entrada, usando uma mscara. Nas mos dele,
sobre as luvas, estava um frasco.

"Ns removemos isso" o mdico ofereceu isso pra mim. "Voc sabe o que ?"

"No," eu segurei o frasco contra a luz. Reconheci a minuscula forma na mesma
hora. "Mas j vi isso antes."

"Voc acha que tem algo a ver com a historia dela?" ele tirou o bon da 
cabea.

"Tenho certeza que sim" eu nao quis falar muito sobre isso. "Obrigado.
Estou levando isso de volta, para fazer testes."

Ele comeou a sair, mas parou. "Voc quer ve-la? S mais alguns pontos, e ela
vai estar no quarto."

"No," eu olhei bem para ele. Fechei minha mo ao redor do frasco. "Tem uma
pessoa que precisava ver isso o mais cedo possvel. Eu ligo para ela quando voltar."

"Tudo bem" ele me deixou sozinho. 

Peguei meu celular, e olhei para o relgio. Eram quase trs horas em St. Louis.
Talvez eu pegaria Scully em casa. Meu vo estava saindo logo e tinha certeza
de que iria parar em Lambert. Isso nao podia esperar mais. Eu j tinha espero
muito tempo.

Eu rodei o frasco na minha palma, enquanto o telefone tocava, e tocava. O implante
se mexia do lado de dentro. "Vamos, Scully... atenda."

Alarme. "Aqui  Dana Scully. Por favor, deixe sua mensagem." Alarme.

"Sou eu. Me ligue assim que voc chegar."

Tentei o celular dela em seguida, mas no havia resposta. Fiquei nervoso quando
ela no atendeu. Scully sempre ficava com o celular. Calculei em quanto tempo eu
estaria em St. Louis. Nao queria deixar nenhuma outra mensagem alm das que eu
pedia para ela me ligar. Isto era algo que eu precisava falar cara a cara. Eu sabia
que pagaria o inferno por nao ter dito para ela antes, mas agora eu tinha a abenoada
prova cientifica. Eu esperava que daria outra pista sobre a filha de Samantha, se minha
teoria estivesse certa.

* * * * 

