INTIMACY DEAUX 13

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Truman Edifcio Federal
St. Louis, Missouri
11:50 da manh

"Dana?" algum bateu na minha porta do lado de fora do 
escritrio. Olhei e vi a agente Catherine Schaffer de p 
na entrada. "Pronta pra ir para a reunio?" ela olhou para 
o relgio, tirando os cabelos dos ombros, e batendo o p, 
impaciente. "Embora eu no vejo como um encontro de uma 
hora vai nos preparar se os computadores do mundo inteiro 
decidirem derreter no dia primeiro de janeiro."

"Eu espero que eu j tenha tido o beb, por via das dvidas" 
eu gemi. A ltima coisa que eu queria era ir para um encontro 
sobre o Y2K. O memorando apareceu ontem, completo, com 
horrio e lugar. Felizmente, Catherine e eu tnhamos 
sobrenomes que comeavam com 'S' ento podamos ir juntas. 
Pelo menos, se eu dormisse a meio caminho da reunio, ela 
estaria l para me acordar. Ultimamente, tudo que eu queria 
fazer era dormir. Se eu no estivesse grvida, acharia que 
estava totalmente drogada ou dopada.

Esfreguei meus olhos por debaixo dos culos. Na semana que 
vem ia acontecer a Ao de Graas, e eu iria para DC por 
quatro dias. Eu sabia que no ia poder colocar meu sono em 
dia, pois havia muita coisa a ser feita. Eu s tinha uma 
semana de trabalho em St. Louis e eu no poderia esperar 
para voltar para DC e Mulder. Tnhamos comeado a Lamaze 
o quanto antes, j que estvamos bem atrasados.

"Voc podia...?" eu implorei, oferecendo minhas mos para 
Catherine. Sentar numa cadeira era fcil. Me levantar era 
outra histria.

"Sem problema" ela se aproximou e sorriu, pegando minhas 
mos. "Acho que voc ficou maior esta manh!"

"Ha-ha", eu fiz graa, deixando-a me puxar. Coloquei a mo 
sobre meu filho, que estava chutando forte. Eu sentia o 
pequeno p dele me espetando forte. Ele no queria ir para 
esta reunio, tambm. "Oh."

"Voc est bem?" Catherine perguntou, tocando no meu brao. 
Seus olhos estavam cheios de preocupao, como se eu estivesse 
tendo uma contrao.

"Eu estou bem", eu a espantei, e tirei o cabelo dos meus 
olhos. "O beb est s chutando."

Ela sorriu de novo e eu pude contar que ela estava doida 
para tocar minha barriga redonda. "Adorava ver Jordan e 
Christie se movendo pelo meu estmago. E eu via um brao 
ou p se destacando."

"O beb no faz isso para Mulder" coloquei meu culos na 
bolsa. "Toda vez que eu acho que vai acontecer, eu coloco a 
mo dele naquele mesmo lugar, e nada."

"Engraado como eles sabem" Catherine quase me tocou, mas 
ela se conteve. Ela se virou e foi para a porta. "Vamos ver 
que plano eles tem para esse desastre do Y2K."

Antes eu podia manter o passo rpido dela, mas agora no dava 
mais. Tnhamos parado de caminhar durante o almoo. Preferi 
tirar cochilos no meu escritrio. Eu a alcancei quando ela 
parou no elevador.

Um silncio desajeitado caiu sobre ns, enquanto espervamos. 
Catherine se aproximou, e assim estvamos cara a cara. "No 
caso de eu no ter tido a chance de dizer, vou sentir muito 
a sua falta." ela estava sendo bem sincera.

De repente, me senti um pouco culpada por esta ansiedade de 
voltar para DC, e no ter percebido como minha partida 
afetaria todo mundo aqui. Sempre achei isso aqui um servio 
temporrio. Mas minha gravidez era algo que atraa as pessoas 
para mim, e me fez parte de alguma equao humana que eles 
poderiam relacionar. Eu podia ver isso em seus rostos. E 
ainda mais nos olhos de uma nova amiga.

"Tenho certeza de que vamos trabalhar juntas de novo" eu 
dei um pequeno sorriso. "Mulder e eu sempre viajamos muito 
para o meio-oeste."

"Voc acha que vai continuar viajando depois que o beb 
nascer?" ela olhou para minha barriga. "As coisas mudam, 
alis, muda tudo, se j no mudou."

Abri minha boca para responder, mas o elevador chegou. No 
tinha idia do que amos fazer depois que o beb nascesse. 
Isso era algo que no tnhamos discutido. Mulder e eu 
vivamos o presente.

Catherine e eu fomos at o segundo andar, onde estavam as 
salas de reunies. Ginguei atrs dela, xingando pelo maldito 
bug do milnio o tempo todo por roubar o meu cochilo da 
tarde. Em vez de esperar por mim, ela caminhou rapidinho 
na frente. Gemi e lutei para manter a velocidade. Ela sumiu 
numa sala sem nem mesmo me esperar, e abrir a porta para mim. 
A porta bateu forte atrs dela. Ser que eu a deixei chateada 
comigo?

Frustrada, l ia eu, tentando alcan-la. Abri a maaneta e 
entrei numa sala escura. Ns amos ver um vdeo? Meus olhos 
lutaram para se ajustar  falta de luz quando as luzes se 
acenderam. Levantei a mo para proteger meus olhos da mudana.

"Surpresa!" veio um grito coletivo de dentro da sala, seguido 
de palmas entusiasmadas.

Meus olhos comearam a focalizar de novo. A primeira coisa 
que eu vi era que todos os lugares tinham bales rosas e 
serpentinas. Logo depois, uma grande cegonha presa  parede, 
segurando um beb numa manta rosa.

Eu estava bem assustada para falar. Oh, sim... eu tinha dito 
para Catherine que era uma menina.

Ela me abraou e me apertou. "Espero que voc no estivesse 
esperando aquela reunio sobre o Y2K!"

"Uh, no" eu resmunguei enquanto o Dr. Tom Albus apareceu, 
pegando meu brao, para me guiar pela sala. Todo mundo estava 
l: meus alunos, aprendizes, e os outros mdicos do laboratrio 
forense. Duas longas mesas estavam armadas, uma com vrios 
pratos de aperitivos, comidas e sobremesa, e na outra, uma 
pilha de presentes.

"Eu sei que  um pouco cedo, mas todo mundo quis fazer isso 
esta semana." Chaterine falou enquanto o Dr. Albus me levava 
para uma cadeira entre as mesas. "J que semana que vem  Ao 
de Graas, e todo mundo vai viajar... achamos melhor fazer 
agora, com todo mundo aqui."

"Na verdade,  uma meio-despedida-ch-de-beb festa que 
preparamos" o Dr. Albus esclareceu, com um modesto encolher 
de ombros enquanto eu me sentava. "Voc foi uma tremenda 
ajuda para ns durante os meses em que esteve aqui."

Encarei os rostos ansiosos que me cercavam, subjugadas pela 
ateno. "Eu-eu no sei o que dizer. Eu no fazia idia..."

"Que bom!" Karen Myers exclamou. "Ns queramos te pegar de 
surpresa!"

"E eu estou surpresa" eu confirmei, acenando com minha cabea. 
Todo mundo riu, e eu senti minhas bochechas quentes. No 
esperava um ch de beb de ningum. Se Melissa ainda estivesse 
viva, ela teria feito um pra mim. Eu nem mesmo me incomodei 
para pensar nisso.

Olhei triste para as serpentinas e bales rosas e brancos, 
e ento para Catherine. Ela prometeu no dizer nada, mas at 
umas semanas atrs, eu pensei que ia ter uma menina. Era chato 
para mim lembrar que Mulder e eu fomos enganados. Mas ningum 
aqui sabia a verdade, e eu sorri amplamente. O gesto deles 
era lindo, mesmo se tivesse esse 'pequeno' detalhe.

"Obrigada" eu falei, colocando uma mecha de cabelo atrs da 
minha orelha. "Obrigada por tudo. Vocs no deveriam ter tido 
todo este trabalho."

"Na verdade, nossos motivos so egostas. Estamos tentando 
convenc-la a ficar aqui" Catherine disse, e todo mundo 
acenou com a cabea em acordo. "Est dando certo?"

" bem tentador" eu mordi meu lbio. Era tudo to estranho 
para mim. Isso nunca teria acontecido no prdio do FBI l 
em DC. Todo mundo me evitava, e a Mulder, devido a nossas 
reputaes. Minha mo foi para minha barriga, enquanto eu 
acariciava meu filho. "Mas tenho certeza de que o pai do 
beb me quer volta em DC."

* * * * 

4867 Carriagepark Rd
Fairfax, VA
1:25 da tarde

"Olha por onde anda!" Frohike gritou enquanto ele e Byers 
levavam o sof de Scully atravs da entrada. Eu os segui 
com cuidado, inseguro no que eu estava andando.

"Ei Mulder!" Langly chamou, acenando para mim. Ele estava 
montando a mesa de cozinha de Scully. Eu no sabia que ela 
se desmontava...

"Ei", eu disse, acenando menos entusiasmado. Eu passei aqui 
durante o almoo para checar as coisas. Depois de um pouco 
de persuaso, Scully decidiu que eu podia mudar a moblia 
dela. Com sorte, ns vamos estar brincando de casinha na 
prxima semana, quando ela vier pra casa durante a Ao de 
Graas. Parecia que Moe, Larry e Curly tinham conseguido 
trazer as coisas de Scully aqui inteiras, exceto a mesa.

"Ns ainda temos coisas dentro do caminho" Byers falou, 
esfregando a testa com um leno. Ele estava usando um macaco, 
mas eu apostava que estava usando o terno por debaixo dele. 
Dava pra ver a gravata daqui.

"Ento, quando voc quer que peguemos suas coisas?" Frohike 
falou enquanto arrumava o leno na cabea.

"No precisa ainda" eu olhei ao redor da casa para evitar 
seu olhar. Scully era contra viver juntos antes do casamento, 
e eu no tinha certeza de como ela levaria isso se ela 
encontrasse todas as minhas coisas aqui tambm. Eu queria 
que ela se mudasse imediatamente. Afinal de contas, eu comprei 
esta casa para ela, e queria que ela se sentisse  vontade. 
A ltima coisa que eu queria era que ela sentisse presso 
da minha parte.

"Eu quero dizer, a moblia dela  muito mais bonita do que 
a minha. No sei onde vou colocar minhas coisas" eu procurei 
uma desculpa sem graa.

"Tudo bem" Frohike respondeu, mas eu podia ver que ele sentiu 
minha tenso. "A propsito, voc teve um telefonema hoje."

"Um telefonema?" eu perguntei, surpreso. A linha s foi ativada 
ontem. Ningum tinha o nmero. Nem mesmo Scully.

"Yeah", Langly veio na minha direo. "No deu pra rastrear, 
pois no tnhamos montado o rastreador, mas era uma mulher."

"Uma mulher..." eu repeti, olhando para cada um deles. "Quem 
atendeu a ligao?"

"Eu" Byers pegou um pedao de papel e leu em voz alta. "Ela 
disse que o nome dela era Paula, e que precisava falar com 
voc imediatamente. Eu disse para ela ligar para o seu 
escritrio."

"Quem  Paula?" Frohike estava me olhando de maneira suspeita.

"Uma corretora de imveis" eu menti, mantendo minha expresso 
firme. "Obrigado."

Langly e Byers voltaram para o caminho, enquanto Frohike me 
observou por mais alguns minutos, tentando quebrar minha 
resoluo, como se eu fosse divulgar a identidade secreta 
da ligao assim que estivssemos a ss. Ele estava errado. 
Fingir checar a moblia, procurando arranhes, e logo ele 
pegou a sugesto, indo l fora para se juntar aos outros dois.

Peguei o papel e encarei a mensagem, substituindo o nome de 
Paula pelo de Marita, mentalmente.


Algo roeu dentro de mim, algo que estava l desde que descobri 
sobre os exames trocados. A menina que tinha o mesmo padro 
de DNA que o meu. A criana que provavelmente era de Samantha. 
Pensamentos sobre a gravidez de Marita me invadiram. Ela 
estava carregando esta criana? A gravidez dela foi cronometrada 
para coincidir com o falecimento do Sindicato e a liberao de 
Marita.

Estremeci ao pensar que eles criavam crianas a partir dos 
vulos de Samantha, assim como fizeram com Scully. Eu sabia 
que Samantha foi usada para as experincias deles, muitas 
delas genticas. O que tinha no DNA dela que os atraa tanto 
assim? Seria esta a verdadeira razo dela ter sido levada h 
tantos anos?

Subi as escadas devagar, e me achei de p no centro do quarto 
do beb. As cortinas lanavam sombras sobre as paredes 
totalmente brancas. Coloquei as mos nos bolsos enquanto 
andava pelo permetro do quarto. No havia moblia para 
impedir o meu caminho.

Este  o quarto do futuro, eu pensei. As paredes vazias 
esto esperando pacientemente por tudo isso comear.

Eu conheci a razo lgica pela condio estril de Scully; 
e eu prometi a ela que ela ia poder decorar o quarto. Mas 
minha mente sabia a verdadeira razo pela minha hesitao 
em no ter decorado nada.

Samantha. Sempre Samantha.

* * * *

Truman Edifcio Federal
St. Louis, Missouri
12:30 da tarde

Rasguei o papel pastel de uma pequena caixa. J tinha 
ganho uma bolsa de fralda, um mobile, uma cadeira alta 
de beb e um carrinho de beb. E um trocador rosa. Todas 
as outras coisas podiam ser usadas para um menino, exceto 
o trocador. Com certeza as notcias de que eu tive um 
menino viriam para c, e felizmente eu disse para Catherine 
que as amniocenteses e ultra-sons nunca poderiam ter 100% 
de confiana.

"Um monitor de beb", eu exclamei, subjugada pela generosidade 
de meus colegas de trabalho. Controlei o desejo de chorar, 
mas algumas lgrimas saram mesmo assim. Eles no tinham 
idia do que isso tudo significava para mim. O nico ch 
de beb que eu teria seria, provavelmente, de Langly, Byers 
e de Frohike, e s Deus sabe o que eles tinham planejado.

"Eles so maravilhosos", Catherine disse, pegando pratos 
vazios pela sala. "Agora voc vai poder tomar conta o tempo 
todo do beb."

"Posso usar isso com Mulder?" eu perguntei, e risadas suaves, 
e sussurros, comearam ao redor pela sala. Foi a primeira vez 
que eu admiti aos outros que ele era o pai. Depois disso 
tudo, acho que eles merecem saber que os rumores que voavam 
por a eram verdade.

"Claro que sim" Dr. Albus disse. "Eu sei que minha esposa 
usou um destes em mim durante algum tempo!"

"Aqui" Myers me deu outra caixa. "Este  meu."

"Voc no deveria tido este trabalho" eu falei, ralhando 
suavemente com ele. "Voc tem a faculdade de medicina para 
pagar."

" s uma coisinha" ela encolheu os ombros. "Espero que 
voc no tenha um."

"Eu realmente no tenho nada", eu comecei a abrir o pacote 
no meu colo, com todo cuidado. "Eu ia fazer as compras depois 
que eu voltasse. "Oh, Karen..."

Dentro estava um livro 'Preciosos Momentos'. Corri a mo 
lentamente pela capa, enquanto meus olhos se enchiam de 
lgrimas. Eu tinha comeado um h algumas semanas, mas 
tive que parar depois dos resultados dos exames. Agora eu 
podia comear um novo para meu filho, sem enganos.

"Obrigada", eu abracei Karen. "Isso significa muito para mim."

"Eu sei que voc gosta de documentar tudo" ela respondeu, 
rindo, "A julgar pela maneira com que voc organiza seus 
relatrios forenses!"

Eu ri. "Admito que tento ser completa."

"Mais do que completa! Voc  exata!" Dr. Albus disse, 
estourando outro cogumelo recheado na boca. "Voc me faz 
parecer pssimo!"

Anos fazendo a maioria dos relatrios dos Arquivos X me 
deixou assim. Os relatrios de Mulder geralmente faziam 
Skinner ficar fungando no meu pescoo querendo algo mais 
concreto.

"Acho que  s isso" Catherine disse, inspecionando a mesa 
de presentes. Estava coberta de copos e pratos vazios. "No, 
espere. Tem mais um."

"No posso acreditar todo o trabalho que vocs tiveram" eu 
falei pela centsima vez. Ela me deu um pacote pequeno. 
"Muito obrigada por tudo. O beb e eu agradecemos... vocs 
esto fazendo a minha sada bem difcil."

"Esta  a idia" Catherine respondeu, enquanto comeava a 
pegar mais comida.

"Obrigada" eu falei de novo, abrindo o papel de seda branco 
que embrulhava o ltimo presente. "No posso agradecer o 
suficiente..."

Olhei para a pequena caixa. Era uma caixa prateada com a 
palavra 'Beb' gravada. Levantei para todo mundo ver. "De 
quem ?"

Todo mundo olhou, mas ningum se manifestou. Olhei para 
Catherine, que encolheu os ombros, voltando para a mesa 
de comida, mas antes ela falou, "J deve ter ido embora."

Curiosidade me pegou, e eu decidi abrir tudo. Tirei o plstico 
que envolvia a armao com cuidado. E virei a moldura.

O que eu vi fez meus dedos tremerem, e que quase derrubei a 
coisa no cho.

Dentro da moldura tinha uma foto de casamento. Me forcei a 
continuar sorrindo enquanto agarrava a coisa to apertado 
que minhas juntas ficaram brancas.

Apesar do seu cabelo mais curto, e aparncia jovem, a noiva 
era Diana Fowley, sem dvida. E o noivo....

Era Mulder.

* * * *

J. Edgar Hoover Building
Washington, DC
3:00 da tarde

"O Diretor Assistente est?" eu olhei para a secretria ruiva 
dele. Ela parou de digitar e rodou a cadeira para ficar de 
frente pra mim.

"Sim, ele est, agente Mulder." ela olhou para a porta fechada. 
"Mas ele est..."

"Obrigado" eu cheguei na porta mais rpido que ela. "Eu te 
devo uma."

"Mul-der", ela ralhou, carranqueando enquanto eu deslizava 
dentro do escritrio dele.

Skinner estava curvado sobre a mesa, absorvido na papelada. 
Ele luziu ao ver minha presena intrusa. "Estou ocupado, 
agente."

"Posso ter uma palavrinha com voc, senhor?" eu perguntei to 
educadamente quanto podia, sem parecer espertinho. "Vai levar 
um minuto."

"Um minuto", ele consentiu, inclinado na cadeira, prestando 
ateno em mim. "E o que voc quer?"

Decidi no me sentar, e fiquei de p. Coloquei as mos nos 
meus bolsos, e aproveitei a minha altura enquanto o encarava. 
"Estava esperando que voc soubesse do paradeiro da agente 
Fowley, senhor." eu observei com ateno a reao dele.

Skinner apertou os lbios e bateu a caneta contra a mesa. 
"Ela no  mais uma agente debaixo da minha superviso, 
agente Mulder. Isto  sobre uma investigao profissional?"

Eu estreitei meus olhos um pouco. Ele sabia muito mais do 
que estava me dando. Incluindo nosso passado juntos.

"No." eu falei, baixo. " pessoal."

"Acredito que voc possa deixar uma mensagem para a agente 
Fowley no servio de mensagens, se voc quiser entrar em 
contato com ela" ele respondeu, voltando a olhar para seus 
papis. Ele elevou as sobrancelhas para mim. "Mais alguma 
coisa?"

Eu neguei. Qualquer situao em que eles tinham metido 
Skinner era bvio que era relativo a Diana, e ele no ia 
falar nada. Ela sumiu alguns meses depois, e reapareceu na 
garagem do estacionamento, perguntando pela gravidez de 
Scully. Eu deveria acreditar que ela estava 'trabalhando' 
todo este tempo?

Acho que a conheo muito bem para pensar assim.

"Obrigado, Senhor", eu falei, saindo do escritrio. Sorri 
para a secretria dele, enquanto ia para o poro. 

Hoje era 19 de novembro. Marita deveria ter tido o beb h 
treze dias, de acordo com a data que ela me deu. Eu nem 
mesmo podia ter certeza de que foi Marita que me ligou.

De volta no escritrio, tirei minha carteira e procurei um 
pedao de papel entre meus cartes de crdito. Disquei o 
nmero que estava rabiscado, batendo meu p, impaciente.

"Psiquiatria" algum respondeu, e era do Hospital Estadual 
de Oregon.

"Meu nome  Fox Mulder, e eu sou do FBI. Estou tentando 
falar com uma assistente social. Anne Tucker?" eu perguntei, 
me lembrando da mulher de cabelos escuros que me permitiu 
visitar Marita ms passado."

"Anne no trabalha mais aqui." ela falou, curta e grossa. 
"Gostaria de falar com outra pessoa?"

"De fato, eu estou tentando localizar uma paciente" eu insisti, 
mas no queria ir para outro nvel de burocracia. "Paula Finley?"

Eu me prometi que este assunto estava encerrado. Mas isso foi 
antes que eu soubesse do resultado trocado e sobre a filha de 
Samantha. Se precisasse, eu estava pronto para viajar. Poderia 
sair hoje  noite, se fosse necessrio. Com a ao de graas 
vindo, eu precisaria estar com Scully este fim de semana. Esta 
poderia ser minha nica chance de descobrir que diabos estava 
acontecendo.

"Eu sinto muito, voc vai precisar de autorizao" ela respondeu. 

"Do mdico?"

"No. Da polcia."

* * * *

