PARA RESUMO E RETRATAES, LEIA A PARTE 1

Intimacy 09

* * *

J. Edgar Hoover Building
4:00 da tarde 


Parei no escritrio para pegar minhas mensagens, s para ter certeza
de que nada tinha aparecido durante o dia, que requeresse minha ateno
imediata. Uns e-mails aqui, outros ali, e o trabalho forense que eu
poderia mandar para Scully. Tentei mante-la informada no que eu estava
trabalhando, mas eu no queria aumentar a carga de trabalho dela.
Aparentemente, ela j tinha um horrio completo em St. Louis. Eu no
queria adicionar mais nenhuma tenso.

Eu deveria estar fazendo mais para preparar tudo para a chegada da 
nossa filha. Mas com Scully a 900 milhas de distancia, eu me sentia
bem intil. Como pai, eu no tinha certeza sobre o meu papel nesta
gravidez. As mes tem nove meses de unio com o bebe, e elas 
experimentam a sensao de ser me na hora. Acho que comprar a casa
era minha idia de ninho. Eu nem mesmo me aborreci para comprar uma
casa com Diana. Parecia insensato, uma vez que ela deixou bem claro que
seria apenas ns dois.

Fechei a gaveta da mesa e desliguei o computador. Deixei os pistoleiros
na casa, para terminarem a pintura. Depois das travessuras da manh,
decidi voltar logo, antes que eles tivessem chance de instalar as
cmeras secretas no nosso quarto, para gravar qualquer atividade noturna
que Scully e eu poderamos fazer.

"Agente Mulder?"

Olhei e vi Skinner parado na porta.

"Senhor?" eu perguntei, surpreso ao v-lo ali.

"Eu sei que voc estava se preparando para ir embora, mas aconteceu uma
coisa" ele comeou, fechando a porta atrs dele. Skinner colocou as mos
no quadris, e andou na minha direo. "Eu queria saber se voc estaria
disposto a se ocupar um caso este fim de semana, j que estou assumindo
que voc no vai voar para St. Louis."

"No, eu no vou" eu confirmei. Droga - l se foi a oportunidade de eu
brincar de Bob Villa. "O que aconteceu?"

"Tem a ver com Paula Finley," ele disse, entredentes. "Ela est pedindo
a sua presena."

"Marita," eu sussurrei, dizendo um nome que eu pensei que nunca mais
diria. Spender a salvou da unidade de quarentena em Ft. Marlene, logo
antes dele morrer. Ela foi levada para um programa de proteo de testemunhas,
e a identidade dela, apagada. Tudo que eu sabia era que o novo nome dela
era Paula Finley e que ela tinha sido levada para algum lugar no Oeste.

"Ela est experimentando algum tipo de parania," Skinner continuou.
"Os mdicos no sabem mais o que fazer com ela. O corpo dela no tem
mais o vrus h meses, e os relatrios indicaram que ela estava vivendo
uma vida normal debaixo da nova identidade. At agora."

Nunca soube de que lado Marita estava, mas com certeza ela queria
sobreviver. Mas as experincias que eles fizeram nela mostraram que o
Sindicato no gostou dela trocar de lado. Ela tinha sorte por estar viva.
Eu sempre quis saber se eles fizeram com ela a mesma coisa que fizeram
com Scully.

"Com todo devido respeito, senhor" eu falei, ficando de p. "Gostaria
de pedir para que seja nomeado outro agente para este caso. Dado 
minha afiliao passada com ela, eu no gostaria de fazer parte
de qualquer tipo de investigao neste caso."

Skinner exalou, tremendo a cabea ligeiramente. "No acho que
voc vai dizer isso quando souber de todos os fatos, agente Mulder."

Droga. Skinner era bom para lanar a isca o suficiente para eu morder.
Eu queria ficar to longe da situao quanto possvel. Depois das visitas
de Krycek e Diana, eu no queria chegar nem mesmo remotamente perto do
Sindicato. Scully e a minha filha vinham em primeiro lugar. A menos 
que isso tivesse um impacto direto nelas, eu queria que outra pessoa
investigasse isso. Tenho obrigaes como um pai.

"No estaria em meu melhor interesse, dadas as circunstncias," eu fui
bem firme. Minha deciso tinha sido tomada.

"Mesmo se eu disse que ela est grvida?" Skinner somou, olhando para
mim. 

A palavra ficou no ar, a implicao passeando pela minha cabea, sem
parar.

* * *

Apartamento de Scully
St. Louis, Missouri,
7:25 da tarde 


Andei pelo corredor, arrastando as bolsas do supermercado. Quando 
cheguei na porta, tinha um papel azul entalado entre a porta e o batente.

"Este  apenas um bilhete para deixa-la saber que a manuteno esteve
em seu apartamento para mudar o filtro de ar." eu li, encarando a porta.
Coloquei as bolsas no cho, e vi outros bilhetes nas portas. Manuteno
de rotina. S isso.

Entrei no meu apartamento, e coloquei as bolsas no balco, fechando a
porta, apertando o boto da secretaria para que eu pudesse escutar
enquanto colocava as coisas na geladeira.

Alarme. "Oi, Dana.  sua me. Achei um catalogo de moveis de beb
que eu quero te mandar. Escolha o que quiser, ser meu presente para
minha neta. Liga pra mim." alarme.

Tremi minha cabea e abri a geladeira, colocando os legumes dentro.
Entre minha me, Mulder e eu, deveramos ser donos da companhia telefnica
at agora.

Alarme. "Aqui  o escritrio da dra. Stephens. S queremos saber se
voc recebeu os resultados dos testes da sua amniocentese ontem.
Dra. Stephens quer saber se voc tem alguma pergunta, ou gostaria
de revisar os dados. Por favor, ligue para ns assim que puder."

Deveria discutir os resultados com a mdica, e mandar uma copia para
meus mdicos em DC. Peguei dentro da ltima bolsa a nica coisa que
eu queria realmente comprar. Um livro de beb. Um dirio para registrar
meus pensamentos e sentimentos. At agora, eu evitei comear um. Eu
anotei meus pensamentos e medos no meu prprio dirio, mas agora estava
na hora de comear o do beb. Um que concentrava outros tipos de 
sentimentos. Alegria. Amor. Esperana.

Alarme. "Ei, Scully, sou eu. Voc pode me ligar assim que chegar?
Obrigado." alarme.

Eu encarei a mquina. Algo na voz dele no parecia direita. Ouvi a mensagem
de novo, tentando decifrar qualquer significado escondido, mas era
vago. Projetado para que eu ligasse de volta pra ele.

Peguei o telefone e disquei seu nmero, abrindo o livro do beb na
primeira pgina. Tinha um espao para escrever o nome da me e do
pai. Tudo numa linha. Imaginei escrevendo Fox e Dana Mulder, e ento
carranqueei ao ver como soava estranho. Alguns nomes combinavam, mas
os nossos no. Acho que vou manter o Scully.

"Mulder"

"Sou eu," eu me sentei para tirar o peso dos ps. Passei as paginas
devagar. Tudo estava l. Sorri para as paginas sobre os passatempos do
pai. Mulder poderia colocar uns 900, como perseguir aliengenas, 
conspiraes do governo, flukemans, beisebol... pelo menos um seria
normal.

"Ei Scully," ele estava ofegante. Parecia que ele estava correndo.

"O que voc est fazendo?"

"As malas"

Meu corao saltou uma batida. "Voc est vindo pra c?"

Havia uma pausa, seguiu por um suspiro.

* * *

Apartamento de Mulder
ALEXANDRIA, VA,
7:35 da noite

Ela parecia to esperanosa. Eu queria que minhas reservas fossem para
St. Louis.

"Tenho que ir para Oregon" eu coloquei mais camisas brancas na minha
mala. "Um caso."

"Oh," ela disse, decepo total naquela palavra. Isso quebrou meu 
corao. " sobre o caso dos duendes?"

"No," eu respondi, inseguro do que falar. O que quer te tivesse
acontecido com Marita, poderia interessa-la. Mas eu no queria contar
mais nada at que tivesse todos os fatos. Parecia que Scully no era
a nica com uma gravidez inesperada. "Tem algo a ver com o programa
de proteo de testemunhas. No tenho todos os detalhes agora mesmo,
mas vou saber mais tarde."

Por favor Scully, no me force a falar mais nada.

"Voc acha que pode reservar um vo para c?" ela perguntou, depois
de um segundo.

Parei de fazer as malas, e me focalizei na voz dela, a voz rica e 
rouca, que tinham um efeito calmante sobre mim.

"No tenho certeza de quando vou voltar, mas pode deixar que eu
paro em Lambert" eu imaginei Scully e eu num encontro romntico de uma
hora em um aeroporto.

"Bom," ela respondeu, tendo os mesmos pensamentos que eu, esperanosamente.
"A propsito, se voc tivesse que listar seus passatempos, quais seriam
eles?"

"O que?" eu perguntei, completamente confuso pela pergunta dela.

"Estou preenchendo o livro do beb neste fim de semana" ela respondeu,
mudando de assunto. Graas a Deus. "Tem perguntas aqui que eu no 
tenho idia de como responder."

"E falando nisso" eu comecei, indo pra cama. Fitei minha imagem no
espelho de cima. "Eu poderia ter uma resposta para aquela pergunta que
temos evitado."

"Lamaze ou Bradley?" ela zombou, citando duas filosofias sobre partos.

"No,  uma que comea com a pergunta 'Quer se casar comigo, Scully?'
Eu tenho outra opo."

"Certo," ela pausou para me deixar continur.

"No vou me casar numa igreja, e voc no vai fazer um casamento apenas
no civil. Mas um capito da marinha pode executar casamentos quando
est em guas internacionais."

"Um casamento Naval," ela repetiu, soando to ctica quanto eu soei na
hora. "Algum num posto muito alto teria que dar permisso para estarmos
no navio. Tem que vir de um congressista, um representante da lei ou
um oficial de bandeira."

"Ou um cruzeiro de dependentes. Quando os navios esto a caminho de volta,
os civis tem a permisso para subir no navio para encontrar seu familiar,
que estejam de trabalho no navio." eu continuei, inseguro da prxima
parte. "Seu irmo Bill est em dever ativo."

Scully riu. Aquele riso instrudo, inteligente. "Voc tem falado com 
a minha me?"

"Sim," eu repeti, desejando saber como ela descobriu. Droga, ela era boa.

"Porque esta  a nica maneira de Bill aceitar a idia." Scully riu
mais baixo. "S se ela quiser. Voc sabe o que ele acha de tudo isso."

O velho e bom Billy-boy adorou a idia de Scully grvida, mas odiava o
fato de que eu era o pai.

"Bem, pense nisto," eu imaginei uma Scully muito grvida, no deck de um
navio, ao sol. Um vestido de casamento, e gravidez - isso no era uma
contradio?. "Foi apenas uma sugesto."

"E eu vou pensar nela" ela respondeu com toda seriedade. "Eu vou.

"Bom" Me concentrar no nosso futuro era o que eu precisava fazer neste
momento. Manter tudo que acontecia em perspectiva a Marita. "Scully?"

"Sim?" ela respondeu. 

"Mal posso esperar pela minha parada" eu disse, querendo que ela
soubesse o quanto eu estavam com saudades dela.

"Nem eu."

* * * *

Oregon Hospital Estadual
Portland, Oregon, 
11:30 da manh

"Com licena?" eu perguntei para a enfermeira de planto. "Estou aqui
para ver uma paciente."

"Visitas fora do horrio precisam de autorizao." ela respondeu, 
luzindo para mim. "Voc falou com  a assistente social da paciente?"

Eu acenei com a cabea, ficando cada vez mais impaciente. Estava pronto
para mostrar meu distintivo e parar com a conversa fiada, mas eu deixei
no carro. Alm disso, eu no podia fazer uma cena.

"Anne Tucker organizou meu encontrou" eu falei o nome da mulher com
quem conversei mais cedo. Este era uma unidade psiquitrica que 
acomodava pacientes com nveis mdio e longos prazos de permanncia.
No sabia nada sobre o motivo de Marita estar aqui. Ou Paula Finley, 
como ela era conhecida agora.

"S um momento, senhor. Por que voc no se senta, enquanto eu a 
localizo?"

"Muitssimo obrigado" eu dei um sorriso sarcstico. "Voc foi muito
til."


Ela se virou e sumiu na parte de trs do corredor. Andei pela rea
que ela indicou e me sentei na cadeira de vinil. Era um local agradvel,
mas era uma unidade estadual. Suspeitava que este era o nico tipo de
tratamento que ela poderia pagar ou que estava coberto pelo seguro
dela, se ela tinha seguro.

Resisti ao desejo de chamar Scully. Decidi no contar nada at que tivesse
algumas respostas. A ultima coisa que eu queria que ela pensasse era que
eu estava envolvido com o Sindicato ao vir aqui. E minha visita poderia
estar colocando Marita em risco.

"Com licena? Voc est aqui para ver Paula?"

Eu me virei, e fiquei de frente para uma mulher alta, com cabelos castanhos
e culos. "Sim."

"Eu sou Anne Tucker, a assistente social de Paula." Ela estendeu a 
mo dela. "Estou contente que voc pde vir. Tem sido difcil para
Paula, que no tem nenhum parente para visita-la."

Eu acenei com a cabea, tentando cooperar. O que Marita contou pra ela?
Parecia que eu era considerado um parente. E acho que isso foi a razo 
por eu poder entrar e v-la.

"H quanto tempo ela est aqui?" eu perguntei, enquanto andvamos pelo
corredor estreito. 

"H umas duas semanas" ela ficava olhando para mim ocasionalmente.
"A mdica obstetra dela a est acompanhando. Normalmente, tratamos
depresso e ansiedade com terapia de drogas. Mas j que ela est grvida,
no podemos dar nada alm da classe B."

"Ela precisa de uma dosagem mais alta" eu imaginei, desejando que
Scully estivesse aqui para fazer as perguntas mdicas de maneira
correta. o que uma classe B queria dizer?

"Sim," ela respondeu. "Estou esperando que voc possa esclarecer
algumas coisa. Acho que ela est sofrendo de represso."

Oh sim, eu sabia, de minha experincia pessoal, sobre o oleo preto,
que era uma memria srdida esquecida. Achei que ela foi sujeitada a
isso, e que esse era o motivo de sua ansiedade. Scully j tinha a parte
de ansiedade dela com a nossa criana, graas ao chip.

"Antes de entrarmos, preciso verificar se voc no est com nenhum tipo
de arma ou objetos. Para a segurana dos nossos pacientes" ela se virou
pra mim, parando na frente do quarto 134.

Eu tinha deixado minha arma no carro, junto com qualquer outra coisa que me 
identificava como agente do FBI. Levantei as mos e pisquei pra ela.
"Estou completamente desarmado. Quer me revistar?"

Ela corou ao meu tom sugestivo e eu tive sucesso em deixa-la sem jeito.
"No, est tudo bem."

Anne Tucker colocou a mao na maaneta e entrou, distante o bastante
para me deixar entrar. Olhei por sobre a cabea dela, para o 
quarto. "Paula? Tem algum aqui que quer te ver."

A figura sentada na cama se virou.

Se eu no soubesse que era Marita Covarrubias, eu no a teria reconhecido. 
O cabelo de platina dela estava curto, e castanho. A aparncia antes
quase translcida da pele assumiu o brilho saudvel dos hormnios da
gravidez, os mesmos que faziam Scully to bonita quanto antes tambm.

Mas era o peso que era a mudana mais drstica de todas. O estomago dela
estava redondo e cheio, assim como os quadris e seios. Ela devia ter
ganho umas cinqenta libras, o que ficou bom nela, pois ela era quase
um esqueleto da ltima vez que eu a vi.

Ela ficou de p devagar, ajustando o peso. Ela estava muito mais distante
na gravidez do que Scully. Marita andou para ns, mas manteve os olhos
em mim. Anne Tucker abriu a porta, e eu entrei.

"Estou muito contente por voc ter vindo" ela disse, olhando para mim.
Ela se virou para a assistente social. "Podemos falar a ss?"

Anne luziu para Marita, e entao para mim, como se tentando decidir se 
esta era ou no uma boa idia. "Se voc precisar de qualquer coisa,
no hesite em chamar as enfermeiras. Eu voltarei em 15 minutos para
ver como voc est indo."

"Obrigada, Anne," Marita disse, enquanto ela saa do quarto.

"Estarei bem aqui fora, Paula" ela a assegurou, enquanto fechava a porta,
finalmente deixando Marita e eu sozinhos.

* * * *

Edifcio Federal Truman
St. Louis, Missouri,
11:45 da manh 

Apertei meus msculos internos, e os soltei enquanto esperava dr. Thomas
Albus terminar a palestra dele. A parte inferior de um corpo tinha sido
encontrada nas margens do Rio Missouri no fim de semana. A policia local
suspeitava que pertencia a um professor, que estava sumido desde julho.
A outra metade do corpo ou foi rio abaixo, ou estava enterrada em algum
lugar. As manhs de segunda em St. Louis nunca eram as mesmas.

O assunto da plvis, que ele estava falando, me lembrou de que eu
deveria estar fazendo meus movimentos Kegels, para fortalecer a rea do
pirineu antes do parto. A idia de evitar uma episiotomia estava 
parecendo melhor a cada dia que minha data se aproximava. Apertei meus
msculos de novo, e ento relaxei. 

Queria saber se Mulder notou a diferena, desde que esses exerccios
eram bons para sexo. Quer dizer, se ele quisesse fazer amor comigo
no meu estado. Acho que cresci umas quatro polegadas durante a noite,
pois minha roupa de autopsia estavam apertados hoje. Eu ia olhar depois
no almoxarifado para ver se eles tinham um tamanho maior para mim. 
Esfreguei minha barriga, feliz. Minha aparncia era um preo
pequeno a pagar pela minha gravidez. 

"Fmeas geralmente tm plvis maiores e mais largas" disse o dr. 
Albus, apontando para a rea com um lpis. Os estudantes olharam
para os restos do corpo na mesa. "Se importa em elaborar o motivo,
dra. Scully?"

Eu estalei dos meus pensamentos, ansiosa para me concentrar na plvis
de outra pessoa alm da minha. Tirei meu lpis do bolso e usei isso
como um ponteiro, explicando o tpico.

"Ento podemos identificar os restos como sendo de uma mulher?"
perguntou Kelley Farrel, um estudando do segundo ano. "Baseado na
plvis."

"Sim," Dr. Albus respondeu. "Mas isso pode ser verificado pelo
fmur, pois o intercondilar  mais largo nas fmeas tambm."

"Dra. Scully?" 

Elevei minha cabea, tentando entender quem falou meu nome. O grupo
me encarou, igualmente confuso.

"Dra. Scully?" a voz perguntou de novo, e todo mundo olhou para a 
porta. Agente Catherine Schaffer estava parada na entrada, segurando
a porta aberta. "Telefone para voc.  urgente."

Tirei meus culos de proteo e olhei para o dr. Albus. "Sinto muito, 
mas preciso atender."

"Pode ir" ele encorajou. "Vamos deixar a conferencia sobre fuso 
do mero quando voc voltar."

"Obrigada" eu falei, indo para Catherine. Ela segurou a porta para
mim enquanto eu desentalava meu corpo alm do dela.

"Quem ?" assim que estvamos no corredor, eu esfreguei o fim da
coluna, esperando a resposta dela. Era melhor ser Mulder. Ele no tinha
ligado pra mim desde sbado de noite.

" D.C. Skinner," ela dobrou os braos sobre o peito, e ficou de frente
pra mim.

Droga. Ento tinha algo a ver com Mulder. Ele deveria estar, supostamente,
num caso em Oregon. Mas ele nunca deixou de ligar pra mim. Durante toda
minha gravidez, Mulder ligava constantemente para me checar. Todas
as horas do dia. E todas as horas da noite.

"Ele disse o motivo?" eu voltei a andar pelo corredor, para meu
escritrio.

"No. Mas eu acho que  sobre o agente Mulder."

Os rumores de que Mulder era o pai do meu beb era um tpico quente 
de fofoca pelo prdio Truman desde a semana passada,  mas s Catherine 
teve a coragem para me perguntar se isso era verdade. E ao que
parecia, ela tinha mantido segredo da confirmao.

Catherine segurou a porta do meu escritrio para mim, e eu entrei, vendo
a luz do telefone piscando, mostrando que a chamada ainda estava no ar.

"Estarei na outra sala se voc precisar de qualquer coisa" ela
fechou a porta para me dar privacidade.

Respirei fundo, em preparao, e ento apertei o boto.
"Aqui  a agente Scully.

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