PARA RESUMO E RETRATAOES, LEIA A PARTE 1
INTIMACY DEAUX - 08
* * * 
PARTE QUATRO

Apartamento de Scully
St. Louis, Missouri,
8:45 da noite

H mais de cem mil genes num cromossomo humano, e todos influenciam
um ao outro. Desenvolvimento humano  um processo incrivelmente 
complexo. 

Suspirei, rodando o envelope grande que tinha chegou pelo Federal
Express esta tarde, para mim. Dentro, estavam os resultados da minha
amniocentese. O teste no  oferecido para todas as mulheres grvidas,
pois tem o risco de uma pequena infeco, e alguma falha. Mas era uma
opo para mim pois eu acreditava que havia um grande risco de algum
problema gentico no meu beb, devido ao implante. 

Diagnstico pr-natal pode ser o suficiente para doenas de cromossomo,
mas no todas as doenas genticas. Particularmente para os
que no tem nenhum marcado gentico bioqumico ou molecular. Eu queria
fazer o teste.

Eu poderia esperar por Mulder. Ele deve estar vindo de avio para o 
fim de semana, se o horrio dele permitisse. Ele esteve aqui h quatro
dias, mas eu j sentia falta dele mais do que nunca. O que minha me
disse estava correto - estar separada dele alterou minha percepo sobre
Mulder. Eu pensava nele no como um colega ou parceiro, mas como o
pai do meu beb.

E como pai, os resultados dentro do envelope eram importantes para ele
tambm. Ele aceitaria nosso filho se este sofresse de alguma doena
desconhecida? Amaria o beb incondicionalmente, como eu j amo?

Sentei na cama, me apoiando nos travesseiros, contra a cabeceira, me
colocando bem confortvel. Respirei fundo, e peguei o telefone, discando
o numero dele automaticamente. Mordi meu lbio enquanto esperava ele
atender.

"Mulder"

"Sou eu" eu sorri ao som da voz dele.

"Oi, Scully" ele respondeu, numa voz macia e baixa. "Eu estava
pensando em voc."

"Voc estava?" eu fiquei um pouco aliviada.

"Sim> Pensando no domingo de manh."

Domingo de manh. Minha temperatura subiu quando a memria encheu minha
mente. Tnhamos tomado uma ducha longa e maravilhosa juntos. O banheiro
tinha um grande balco para se sentar, perfeito para atividades que 
no tinham nada a ver com hbitos de higiene.

"Mulder," eu comecei, no querendo que este telefonema se transformasse
'naquele tipo' de telefonema. "Chegou hoje."

"Seus resultados," ele ficou srio na hora, pois sabia que eu estava
esperando isso a qualquer momento. "Voc j abriu?"

"No," eu inverti o envelope. Meus dedos passearam pelo selo. "Eu queria
abrir junto com voc. Voc vai vir amanh?"

* * *

Apartamento de Mulder
ALEXANDRIA, VA,
8:50 da noite

Fechei hoje a compra da casa que esperava seria a nossa. Uma surpresa para
Scully. Tenho apenas cinco semanas para arrumar tudo antes dela voltar
de St. Louis. Eu planejava ficar aqui este fim de semana para poder
comear.

"Mulder?" ela falou depois de um minuto.

"Eu-huh... acho que estarei numa tarefa" eu menti entre dentes. 
"Estou tentando alcanar um par de... duendes."

"Du-en-des?" Scully pronunciou cada slaba espanhola perfeitamente.

"Yeah. Apareceu esta semana. No te mandei o arquivo?" eu tentei soar
sincero. Ela estava se esquecendo das coisas ultimamente. Acho que deve
ter algo a ver com a gravidez, j que era necessria muita ateno dela
para perceber qualquer coisa no corpo dela, e sobre o beb.

"No," a voz dela denotava confuso.

"Sinto muito Scully." eu mudei de assunto. "E sobre os resultados?"

"Meus resultados..." ela deu um pequeno suspiro. "Voc quer que eu 
abra agora?"

Sentei no sof, tentando me preparar mentalmente. Qualquer coisa poderia
estar naquele envelope, mas no era justo fazer Scully esperar para
descobrir. Ela tinha o direito de saber se o chip afetou o  
beb. Ns dois precisvamos saber.

"Sim... mas eu quero que voc saiba de uma coisa antes. O que quer que
tenha dentro desse envelope, bom ou ruim, este  o nosso beb, Scully.
Seu e meu. E  isso que importa. Mas eu assumo total responsabilidade
se ele for daltnico."

Ela deixou sair um pequeno riso, mas eu podia ouvi-la respirando
profundamente, como se tentando no chorar. Reconheci os sons 
pesados da emoo que ela soltava.

"Eu te amo, Mulder" ela falou depois de firmar a respirao. O som
fraco de um envelope sendo aberto fez meu corao bater rapidamente.

Os prximos minutos passaram como horas. Tudo que eu podia fazer
era esperar. Scully estava absorvendo a informao, processando isso com
habilidade e percia. Imaginei ela lendo o mapa de cromossomos, 46
agentes de historias e destinos que juntos criaram nosso milagre.

"Scully?" eu perguntei, incapaz de agentar a expectativa. "O que diz?"

Ela estava fazendo sons lnguidos, guturais, que eu reconheci como soluos. 
Meu Deus, ela estava chorando?"

"Scully?" eu insisti, apertando o telefone. "O que foi? Qual o problema?"

" uma menina," ela riu, depois de uma respirao funda. "Ns vamos
ter uma menina!"

* * * 

Esfreguei as lgrimas dos meus olhos. 

"Uma filha?" Mulder respirou com assombro na voz.

"Sim," eu examinei o relatrio de novo, para ter certeza de que
meus olhos no estavam me pregando uma pea.

Todos os embries tendem a ser feminino, e quando um cromossomo Y est
presente, tende a ser macho. A me tem dois cromossomos X, e pode
prover apenas um para sua descendncia, enquanto o pai tem X e Y, 
e determina o sexo do feto. Isso explicava, talvez, por que Mulder
queria saber mais sobre o sexo do beb do que eu. Afinal de contas,
ele era o responsvel.

"Uma filha," ele repetiu, falando a palavra lentamente.

"Tudo bem com isso?" eu indaguei, querendo saber se ele queria um
menino, e sabendo que esta seria nossa nica chance para termos um
filhos. Todos os pais no querem sempre um menino?"

"Eu s quero que seja saudvel." ele me assegurou. "Est tudo bem
com ela?"

"Nenhum sinal de doenas genticas" eu recitei algumas, revisando a
documentao com cuidado. Meus dedos tremiam enquanto eu lia as pginas.
"Nenhum teste pr-natal pode garantir o nascimento de um beb saudvel.
Um entre trs tem algum tipo de problema ao nascer."

"Em ingls, por favor. Voc est me assustando com o nome de todas
essas doenas."

"Este teste tem uma preciso entre 99.4 e 100 por cento," eu respirei
fundo. "Mas ela parecer ser saudvel."

"Sim! Isto so boas noticias, no ?" Mulder exclamou, querendo que
eu compartilhasse de seu entusiasmo. "Scully?"

"Significa que no tem nenhum das doenas identificveis" eu
no queria me enganar. Se fosse outro caso, estaria perfeito. Mas
eu estava lidando com a situao sem igual dos 0.6%.

"Ento ela  saudvel, com certeza". Mulder disse, parecendo determinado.
"Scully, voc tem que acreditar nisso. Voc no pode ser ctica neste
momento."

Coloquei a mo na minha barriga, acariciando meu beb. Meu segundo 
trimestre estava quase terminando, e eu estava me sentindo melhor do
que nunca. A ultima vez que me senti assim foi antes do meu  rapto.
Antes dos testes. Antes do implantes. Antes vrus. Talvez meu corpo
estivesse retornado finalmente para seu estado natural para a gravidez,
sabendo que eu precisava de toda minha fora para sustentar a vida dentro
de mim.

"Eu sinto muito..." eu esfreguei silenciosamente as lgrimas que caram
sobre meu rosto. " s que... depois de Emily... se ela estivesse viva,
ela teria quase quatro anos, Mulder. E se ela no conseguir tambm?"

"Ela no  Emily," Mulder reiterou. "No pense dessa maneira, Scully.
Emily era uma experincia, cujo destino estava determinado antes
mesmo dela ser concebida num tubo de testes. A menina que voc est
carregando agora no faz parte desse passado. Ela  parte do futuro.
Do nosso futuro."

Eu sorri, deixando as palavras dele tirarem seus medos. Eu apertei o
telefone ainda mais. "Mulder, eu queria que voc estivesse aqui."

* * * *

4867 Carriagepark Rd
Fairfax, VA,
10:23 da manh

"No  assim que se pinta com um rolo" Frohike disse, arrancando o rolo
da mo de Langly. Espirrou tinta sobre o chao de taco.

"O que voc quer dizer com isso?" Langly protestou, esfregando o suor
na testa. O cabelo loiro e pegajoso estava amarrado num rabo de cavalo.
"Voc pega o rolo, e movimenta pra cima e pra baixo."

"No, voc no faz isso, Hippie," Frohike repreendeu, passando o rolo
na bandeja de tinta. "Voc faz em forma de N. Viu s? Faz a distribuio
mais plana, e mais uniforme. Est aprendendo, colega?"

"Yeah, eu estou vendo."

"Agora tenta voc" Frohike devolveu o rolo para Langly.

"Vejamos," Langly disse, passando o rolo na tinta. "Voc passa o rolo
na tinta, e ento em forma de N..."

Ele fez um N no rosto de Frohike, e sobre os culos tambm.

"Melhor?" Langly sorriu, esperto.

"Eu vou te mostrar o que  melhor!" Frohike arrancou os culos e pegou
outro rolo, cobrindo Langly de maneira semelhante. Eu trinquei os dentes
e tremi minha cabea.

Esses palhaos nunca sero boas babs.

"Garotos!" eu gritei de meu poleiro nos degraus onde eu estava pintando
o corrimao. "Vocs se importam? A tinta vai na parede, e no no chao."

Eles pararam de lutar entre si, e me olharam, como seu eu acabasse
de pega-los debaixos de uma coberta, vendo uma Playboy com uma lanterna.

"Desculpe" eles murmuram em unssono.

"Mas tudo vai estar perfeito para a Agente Scully," Frohike somou um 
momento depois. Ele luziu para Langly. "Pode deixar."

Pelo menos o tapete novo chegaria na tera e cobriria a baguna.
Mesmo odiando no voar para St. Louis neste fim de semana, eu tinha
que trabalhar na casa. Tirei folga para poder adiantar o servio. Os
rapazes se ofereceram para ajudar, se  que voc pode chamar isso
de ajuda.

*Chime-crepitar-ding * 

Todos ns olhamos um para o outro. 

*Chime-crepitar-ding * 

"Que diabos  isso?" perguntei para Langly, tentando localizar a fonte
da esttica. Sem avisar, Byers apareceu, saltando pelos degraus, quase
tropeando sobre mim.

"No toque no corrimo!" eu gritei, estendendo as mos para
proteger meu trabalho.

"A campainha!" Byers disse,orgulhoso. "Eu devo ter ligado sem querer."

"Achei que voc estava trabalhando no ventilador de teto" Frohike se
intrometeu, enquanto Byers andava para a porta da frente e abria a
porta. "Voc deve ter cruzado os fios."

"No seria a primeira vez"  Langly zombou. 

"Residncia de Mulder-Scully" Byers disse,educado, os ignorando
e abrindo a porta da frente. "Posso perguntar quem deseja falar?"

Eu olhei para baixo e vi Margaret Scully na entrada. Limpei minhas mos
e desci a escada para encontra-la.

"Hi Sra. Scully. Estou contente em ve-la."

"Margaret," ela corrigiu. Ela olhou para a baguna que Langly e Frohike
estavam fazendo, e sorriu, mas no estava aprovando. "Vejo que eles esto
bem ocupados."

"Eles cobram barato" eu a levei para a cozinha. Era o primeiro lugar que
eles pintaram esta manh, e parecia bom mesmo. "Esperava ter tudo 
arrumado um pouco antes de voc chegar."

" uma linda casa" ela sorriu para mim. Ela e Scully tinham o mesmo
sorriso, e o mesmo afeto para mim. "Eu tenho certeza de que Dana vai
adorar."

"Espero que sim" eu a observei olhando a pintura, e as amostras de
pano no balco. Byers escolheu tudo, coordenando as cores de cada
quarto. Por mim, eu teria pintado tudo de branco. "Terei maior
prazer em mostrar a casa."

"Voc... ainda no contou pra ela sobre a casa, no ?" Margaret
me olhou, esperando a resposta.

Eu queria contar para Scully sobre a casa, mas quando estivesse
tudo pronto. Eu no queria pressiona-la sobre nada. Ela j tinha me
dito que no ia morar comigo a no ser se nos casssemos, mas ainda
no chegamos a um acordo sobre isso ainda. Ela queria um casamento
na igreja, algo que eu no podia fazer pois meu casamento anterior teria
que ser anulado e eu sabia que isso no ia acontecer. Diana nunca 
aceitaria tal coisa. J foi duro o bastante conseguir o divrcio anos
atrs.

"No," eu  fui para a pia, e peguei um pouco de Goop na mo e comecei
a tirar as manchas da madeira. "Queria pega-la de surpresa quando ela
voltasse de St. Louis."

Margaret Scully respirou fundo. "Na verdade, Fox, esta  uma das razoes
que eu vim aqui te ver. Tenho uma idia de casamento que acho que Dana
pode aceitar."

"Eu adoraria ouvir" eu sequei minhas mos. "Pois tudo que sugeri, ela
no aceitou."

"Mas este aqui ela pode gostar" ela colocou a bolsa no contador.
"E, a propsito, parabns", Margaret me abraou. "Uma menina..."

"Obrigado," eu falei, olhando para baixo, para ela. "Outra Scully
que vai me enrolar no dedinho dela."

* * *

Truman Edifcio Federal
St. Louis, Missouri,
11:58 da manh 

"Pronta para ir?" Agente Catherine Schaffer perguntou, cutucando a 
cabea em meu escritrio. 

"S um minuto" eu sa da minha cadeira, e busquei meus sapatos de
caminhada de debaixo da mesa. Eu tirei minhas sandlias, e coloquei
meu Reebok. "Est cada vez mais difcil amarrar o tnis."

"E vai ficar pior" ela sorriu pra mim. "Logo voc vai se esquecer como
so seus ps."

Catherine e eu tnhamos criado um ritual de almoo dirio: caminhar ao 
redor do rio por meia hora. Minha mdica aprovou o exerccio, contanto
que eu no me excedesse. Tinha me esquecido de como era ter uma amiga
de trabalho. Alm de Mulder, eu nunca tive tempo para desenvolver 
qualquer relao profissional com mais algum, e haviam poucas pessoas
em quem eu confiava.

"Vamos" eu coloquei os ps no chao, e Catherine pegou minhas mos,
me puxando.

"O homem da mquina colocou as bolachas hoje" ela falou, abrindo a porta
pra mim. "Ele colocou uma bandeja extra s para voc."

"Tenho que visitar a mquina quando voltarmos". Olhei pela janela, vendo
o sol brilhando. Era um dia morno em St. Louis. Perfeito para caminhar.

Fomos para a porta, e andando lentamente, Catherine vigiou os passos
perto de mim. Eu j tinha ligado ontem  noite para minha me, e para
Bill e Charlie esta manh. No podia conter minha alegria para contar para
eles. No ia fazer mal eu contar para Catherine, contanto que ela 
mantivesse o segredo entre ns. Ela tinha sido uma boa amiga no tempo
em que eu estava em St. Louis, oferecendo qualquer ajuda que eu precisasse.

"Eu descobri o sexo," eu falei de repente.

" mesmo?" ela parecia animada. Catherine parou de andar e tocou
meu brao. "Posso perguntar qual ? Ou voc  dessas pessoas que 
no gostam de contar?"

"No quero que isso se espalhe" eu ainda estava um pouco sem graa
por confiar qualquer informao. " uma menina."

"Uma menina? Que legal!"

"Sim," eu esfreguei minha barriga. 

"Voc gostou? Eu sei que todas falamos que no ligamos, contanto
que seja saudvel, mas acho que toda mulher quer uma menina" ela
estava com um enorme sorriso.

Era o que eu sempre quis. Uma pequena menina. Minha me e eu sempre
fomos muito chegadas todo o tempo, e eu queria ter uma relao 
semelhante com minha filha.

" minha nica chance para ter uma menina," eu falei mais
comigo mesmo do que para ela.

"Voc estava tentando j h algum tempo? No quero me intrometer, mas
Donald e eu tentamos por quase dois anos antes que eu ficasse grvida
de Christie. O que eu quero dizer  que se voc tentou in vitro,
eu entendo, pois eu tentei tambm."

"De fato, eu no fiz isso. Achei que era estril."

"Oh, meu Deus, eu sinto muito. Deve ter sinto uma surpresa e tanto
para voc, e eu sinto muito por perguntar, pois isso  bem pessoal."

"Tudo bem." 

Catherine ficou quieta durante alguns minutos, andando vivamente.
Algo no humor dela tinha trocado, algo que eu no podia perceber o que
era. Ser que eu falei demais?

"Dana," ela comeou lentamente. "Tenho debatido o dia todo se contava
ou no para voc, mas tem um boato passando pelo escritrio. Eu sei
que sua vida particular no  da conta de ninguem, mas achei que voc
gostaria de saber o que as pessoas esto falando."

"O que?!" eu parei de repente, e ela tambm parou, me encarando por
detrs dos culos escuros. "O que esto falando de mim?"

"Acho que veio de DC. Mas eles esto dizendo que voc est aqui porque
seu parceiro  o pai do beb. Seu tempo aqui  algum tipo de disfarce."

"Oh," eu fiquei insegura do que dizer. Fui para um banco de parque
e me sentei. Droga. Eu sabia que seria apenas uma questo de tempo 
antes de algum comeasse a perguntar.

" verdade, no ?" ela imaginou, vendo minha reao. Ela parecia menos
que uma amiga e mais como uma investigadora do FBI altamente treinada.
Coloquei uma mecha de cabelo atrs da minha orelha, evitando a pergunta
dela o mximo possvel. "Fox Mulder, ele  o pai." ela insistiu.

"Eu no queria que isso aparecesse" eu respondi, suspirando. No podia
negar mais. Toquei meu anel, nervosa. "Acho que a fofoca foi boa."

" que ele tem..." ela escolheu as palavras com cuidado. "... uma
reputao no Bureau."

"Spooky Mulder" eu acenei com a cabea, me lembrando do apelido que
nos seguiu por anos.

"Seu trabalho nos X-arquivos no  segredo tambm" Catherine disse,
tirando o tom interrogativo da voz. "Voc foi seqestrada e 
devolvida misteriosamente h alguns anos, durante uma investigao."

"Est tudo no meu arquivo pessoal." eu respondi, resignada por meu
passado ser um livro aberto. "Todo mundo em DC sabe sobre isso."

"Voc fica com medo de que possa acontecer de novo?" ela me olhou
diretamente, e seus olhos foram para minha barriga, e entao para
cima de novo. "Se fosse comigo, eu estaria morta de medo disso acontecer
de novo. Eu era to ousada e destemida no meu trabalho, e agora eu
agradeo todas as noites por conseguir voltar pra casa para 
Christie, e Jordan, inteira."

Me levantei devagar, evitando olhar para ela. Eu me preocupava com
isso todos os dias, mas eu tinha um medo maior do que ser seqestrada
de novo, e que apenas um de ns voltaria. Este beb estava quase grande
o suficiente para viver fora do tero. S mais algumas semanas, e os
pulmes dela estariam desenvolvidos. Ela deve ter sentido meus medos,
pois a senti se movendo, me espetando nitidamente no lado, me avisando
que ela estava muito viva e chutando. Esfreguei o local e
parei de pensar nisso.

"Acho melhor voltarmos" eu olhei para o prdio Truman. 
Animals Crackers estavam esperando por mim.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
