Ttulo: Hiraeth
Autor: Prufrock's Love
Classificao: Acima de 12 anos
Resumo: Norte de Gales, Aber: Inverno de 1215
Palavras-chave: Estria, AU Histrico, MSR
Disclamer: No meus;no me processe.
Arquivo: Link para: 
http://www.geocities.com/prufrocks_love/hiraeth.html
Website: http://www.geocities.com/prufrocks_love/prupage.html
Spoilers: um, como?
Notas do autor: Muitos acenos para "Katherine of Ireland" pela autora de fanfics Jenna Tooms por
inspirao & romance de Sharon Kay Penman "Here be Dragons" caracterizando o mesmo perodo de 
tempo & locaes est em: 
http://www.sharonkaypenman.com/herebedragons.htm

H uma pequena impreciso histrica, caso voc decida usar esta histria como Cliff Notes para 
Gales medieval. Joanna (Joan), mulher de Llewelyn, era infiel, mas no at 1228. Llewelyn Fawr 
(Llewelyn o Grande) perdoou Joanna e a pegou de volta depois de exil-la em um dos castelos por
vrios meses. Eles foram felizmente casados at a morte dela em 1237.

*~*~*~*

Hiraeth
Por Prufrock's Love

Aber, Norte de Gale
Inverno, 1215

"Eu no compreendo porque todos de repente decidiram que eu tenho necessidade de uma esposa."

Uma vez, quando Leuan estava visitando Londres como jovem para prestar homenagem ao Rei John, o
ento prncipe John Lackland, o inexperiente padre templrio havia se afundado um tour na cidade da 
Torre. O velho Rei, a muito morto agora e morrendo na poca, havia mantido uma coleo de animais 
raros para entreter-se aps exilar infiel Eleanor. Havia um gigante gato preto l, ele 
se lembrou, andando de um lado para o outro por trs das grades e assistindo eternamente a 
algum que ele um dia amou e perdeu. Leuan, em sua idealista juventude, havia decidido que deve 
ter sido pela Rainha Eleanor que o animal sentiu tanta saudade - apenas uma mulher lendria 
poderia captar o olhar de to poderosa criatura.

A pantera, como guardio a havia chamado.

Assistindo seu senhor rondar, aquela memria flutuava de volta depois dos 30 anos. Um tenso, 
animal escuro andando de um lado para o outro nos confinamentos da Torre, parando para olhar o 
borro de neve. 

"Se voc no sabe porque um homem poderia precisar de uma mulher, ento voc est sozinho h
muito tempo, Gwilym."

O homem pausou seu inquieto modo de andar para fazer uma careta para o padre, indicando que sua 
ltima declarao fora estpida ao extremo e no justificava as palavras necessrias para 
repreend-la. 

Leuan, tendo estado compromissado como tutor de seu senhor quando Gwilym tinha seis anos e 
estado quase imune ao humor negro de seu antigo estudante, meramente deu de ombros. "Eu sei que 
voc teve apenas um padre para lhe ensinar estas coisas, mas realmente, eu pensei que tinha 
feito, pelo menos um trabalho razovel."

Aquilo no teve resposta; no haveria distrao da briga esta noite. 

"Talvez eles tenham se perdido, Leuan. Talvez Eu deva descer para encontr-los," disse Gwilym, 
Se inclinando para fora da pequena janela dentro da fria noite, ignorando os pedidos dos 
serventes para colocar a tela de linho oleoso no lugar para bloquear o os ventos gelados. Ele
Olhou por cima de seu ombro para o padre por garantia, olhos castanhos parecendo menos como
Senhor Gwilym e mais como o menino Llwynog que ele se lembrara de dcadas atrs. 

"Merfyn est com eles e mandou avisar que tudo est bem.  adequado para voc esperar aqui" 

Esperar no era de sua natureza e aquele no era o conselho que seu melhor amigo queria. O andar
parou, pontuado por ocasionais pausas para fitar afora o branco nada, procurando por qualquer 
resposta que poderia flutuar abaixo com os pesados flocos de neve. 

"Me fale sobre ela, Leuan."

"Eu j disse tudo que eu sei; algumas coisas duas vezes. Tente relaxar - Llwynog.  apenas uma 
mulher."

"No me chame daquilo! At meu pai me chamava de Gwilym. E voc s me diz para relaxar porque 
no  a sua mulher, Leuan."

A pantera passou de circular o quarto para meramente usar um caminho atravs das torrentes da 
janela para a lareira, to agitada que cansava s de ver. "Eu no gostos deste costume normando.
Um homem no deveria confiar em seu padre para escolher uma esposa do jeito que algum 
escolheria uma gua. Cheque seus dentes - tenha certeza que elas no mintam sobre sua idade. Seu
temperamento deve ser dcil, facilmente lidado. Seu modo de andar deve ser macio como seda - 
ele quer um bom passeio. Oh, e tenha certeza de que ela ir procriar."

"O casamento por procurao est feito -  muito tarde para arrependimentos. Irei abeno-los 
esta noite e ser assim." 

"Sim, como voc quiser..." o homem se jogou na cadeira como uma criana emburrada"...ser assim"

"No precisa ser esta noite, Llwynog.  um costume estranho - deitar-se com uma mulher que voc 
mal conhece, e rei John no enfrentar os montes de Gales para visitar seus aposentos, tanto 
quanto ele deve lhe invejar."

Leuan deu-se outro olhar murcho. No apenas ele usou um apelido de trs dcadas e o muito 
proibido ttulo de 'Senhor', ele disse exatamente o que ambos os homens estavam pensando, mas 
nenhum deveria dizer. 

"Calme sua mente - ela -- adorvel, Gwilym. No como Diana, mas muito justa. Eu a vi na corte e
ela dar uma boa senhora para seu castelo. Faz muito tempo desde que houve uma mo feminina por aqui e
isto poderia aproveitar um pouco de gentileza."

Olhando os sete gordos cachorros espreguiando-se pelo recinto, que estavam esperando por uma 
migalha ou uma amorosa palmadinha na cabea, os amontoados de raros e carinhosamente tratados 
livros, e as paredes nuas que Gwilym nunca pareceu notar, Leuan decidiu que haviam mais
de dez anos muito longos. 

"O rei favorece ela porque ela  como sua mulher?"

Aquela pergunta tinha muitos nveis, mas Leuan propositalmente respondeu apenas o bvio. "Rainha
Isabelle, quando eu a vi, estava elegantemente bonita e se deleita disto - atrai homens para ela
como moscas. No, rei John no notou esta mulher por causa daquilo. Ela no  to exuberante, 
nem to pura quanto Isabelle, mas lhe prometo que no ir se desapontar."

"No como ela se parece, Leuan - como ela - ?"

"Isabelle? Cresceu como uma mulher adorvel e -"

Gwilym o interrompeu, pegando nervosamente uma corda de seus cales enquanto falava: "Rainha 
Isabelle era uma tola quando o rei se casou e se deitou com ela aos doze anos e eu duvido que ela 
tenha criado qualquer pensamento interessante em 15 anos."

"Mas como  bela," veio um ilcito pensamento supostamente preso pela toga de padre. Nem homens
jurados  Igreja poderiam no notar rainha Isabelle.

"Bonita  apenas til pelos primeiros poucos minutos, Leuan. Em algum ponto um homem deve falar 
com sua esposa - dizer a ela para largar seu brao para que ele possa ir, se nada mais. Se eu 
tenho que passar uma vida escutando o zumbido montono desta mulher, rei John pode t-la de 
volta. Mwyaf trwst llestri gweigion."

Bacias vazias fazem mais barulho. 

"No, ela no  assim, Gwilym. Prncipe Llewelyn e eu o conhecemos bem. Ela era atenciosa com o
seu marido, Llewelyn disse. Muito quieta, mas a maioria das mulheres sabem ser quietas na 
presena da rainha Isabelle. No  sbio extrair ateno da Rainha, especialmente quando algum 
 esta mulher. Eu nunca a vi brava, ento seu temperamento  provavelmente bom."

O padre ganhou outro olhar de "voc est descrevendo uma gua". 

"Olhos?"

"Azuis. Pele  bem clara, ento ela deve ser loira ou talvez uma ruiva." Ele murmurou as ltimas 
palavras - cabelo vermelho era o sinal certo de uma bruxa, e seu senhor no tinha necessidade de
outra bruxa. 

"Voc no sabe?" O homem estava voltando a se inclinar para fora na noite, agora brincando 
nervosamente com sua tnica e seu novo corte de cabelo. Leuan lutou contra a vontade de lhe 
dizer seu velho cargo primeiro, para ser parado, e segundo, para no se inclinar to longe para 
fora da janela por medo de cair. Ele mordeu sua lngua - Senhor Gwilym no precisava mais de 
uma bab, mas ele precisava de uma boa esposa, por uma vez. 

"Na corte, todas as mulheres vestem vus. Eu escutei rei John dizer que ela era irlandesa trazida
do clan Scully enquanto o castelo Dover estava sendo construdo, ento talvez seu cabelo seja 
vermelho." O padre empurrou o homem alto gentilmente para o lado com uma familiariedade nascida
apenas entre velhos companheiros e fitou a noite com ele, mantendo guarda. "Prncipe Llewelyn
quer isto, Llwynog, e o rei olhar favoravelmente para qualquer senhor disposto a manter esta 
mulher feliz e fora de sua vista at que sua conscincia se cure. Se a Magna Carta falhar, os 
gauleses precisaro de amigos."

Os dois homens ergueram seus queixos em seus pulsos como menininhos esperando seus pais 
retornarem da caada ou das Cruzadas, esperando por bugigangas, trofis, e estrias de guerra. 
"Ela  to justa, John?" O Senhor perguntou, trocando o gauls para o quebrado francs ento os
serventes pairantes no poderiam "acidentalmente" ouvir sua conversa. 

"Ela  justa o bastante para desviar os olhos do rei de sua legendria Isabelle e 
suficientemente sbia aos 4 e 20 anos para evitar a cama dele. Depois que a cabea de seu marido
foi acidentalmente separada de seus ombros pelo carrasco do rei John, ela ainda se recusou, 
ento ele decidiu que ela deveria se recasar rapidamente. Prncipe Llewelyn e eu a vimos na 
corte e pensamos em voc, mas haviam muitas outras ofertas de casamento. Ento, sim, William - 
eu diria que ela  verdadeiramente justa."

"E vendida pela mais alta oferta como uma gua em um leilo." De volta para o gauls, que Gwilym
achou muito mais fcil que o suportado francs. 

"Sua conscincia o pica mais que qualquer outro homem que eu conheo. Voc preferiria que ela 
esquentasse a cama do rei at que ele se cansasse dela e a devolvesse?"

O agitado homem ignorou aquilo. "4 e 20? Eu tenho um filho quase to velho quanto ela."

"Voc tem um menino que parece ser o descendente direto do demnio e que poderia usufruir uma 
me quando voltasse. Nosso futuro rei John estava em Gales nos meses antes de seu nascimento;
ele pode ter sido feito por um prncipe Plantagenet com alguns momentos e moedas para gastar."

A pantera recusou-se a fazer algo, um amigo de um menino esquecido e um velho padre tomando seu 
lugar. No importa o que qualquer homem poderia dizer em sua lareira, no era sbio insultar a 
memria da preciosa Diana de Gwilym na sua frente. Leuan se apressou em remendar por seu passo
em falso no tendo percebido que sua cutucada seria levada to a srio.

"Prncipe Llewelyn era amigo de seu falecido marido e disse vrias vezes que ela lembra ele de 
sua gentil Joanna  mesa de jantar. Foi o que lhe deu a idia de cas-la com voc."

Joanna. Outra Saeson. Uma forasteira inglesa. Joanna havia pecado contra seu marido em sua 
prpria cama e isso foi a marca de, ou um grande amor ou um grande tolo que Llewelyn a tomou de
volta. E Gwilym no tomava seu amigo e prncipe por um tolo. 

A face do homem relaxou um pouco, linhas e maas do rosto se suavizando. Leuan havia finalmente
dito as palavras certas para aliviar as semanas de tenso. 

"Eu encontrei Joanna vrias vezes e eu gostei dela. Quieta, mas h mais l que os olhos podem 
ver da primeira vez. Essa mulher  realmente to similar?"

O padre acenou que sim garantidamente, um pouco certo de que ambos seus verbalmente e 
divinamente Senhor rapidamente o perdoaria to pequena mentira. Gwilym havia visto Joanna apenas
em pblico, ento sua percepo de 'similar' era bastante estreita. Leuan havia ouvido sua 
confisso e, sim, havia mais do que olhos podiam ver. Ento talvez isto seria apenas uma 
mentira de omisso. 

"Eu pensei que amava Diana at ver o modo como Llewelyn olhava sua Joanna." Gwilym era um 
romntico de corao, embora o reino inteiro no conhecesse este segredo. "Eu pensei que a 
amasse, sabe. Eu era jovem, mas eu no estava s enfeitiado, como eles disseram. E se eu 
estava, eu no quero saber."

O padre esfregou uma mo velha nas costas do homem. Gwilyn havia voltado da batalha muitos anos
atrs quando ele encontrou a pequena casa de Diana ardendo em chamas fora das terras do 
castelo, apenas um pequeno menino segurando um beb gritando e se escondendo na floresta. 
Os aldees disseram que Diana era uma bruxa - que ela havia trazido uma praga para suas 
plantaes - e que ela tinha que morrer antes da colheita. Mais certamente, uma certa alde
querendo ser a amante de seu jovem mestre havia incendiado os rumores at que Diana tivesse 
morrido em suas chamas. A alde foi a nica mulher que Senhor Gwilym havia mandado executar 
em todo seu tempo. Leuan ainda se lembrava seu estranho nome: Phoebe.

O jovem, com pouco mais de vinte anos, havia culpado a si mesmo, dizendo que ele deveria ter 
desafiado seu pai e trazido ela para morar dentro das paredes do castelo. Casado com ela na 
Igreja em vez de o que os gauleses se referiam como casamentos de lareira - significando que um 
homem e uma mulher dividiam o calor de um fogo e uma cama, mas poderia casar-se novamente 
depois. Nenhum foi possvel, claro. Os aldees teriam simplesmente queimado o castelo em seu 
desespero e senhores casavam por lucros polticos, no amor ou luxria. 

O menino, Dafydd, e a garotinha vieram viver no castelo e Gwilym os reconheceu como seus, embora
muitos homens, incluindo o velho senhor, haviam questionado a sabedoria daquilo. Casamentos de 
lareira eram vlidos enquanto o homem aceitava as crianas, ento Dafydd se levantava para 
herdar o reino de seu senhor, apesar dos pecados de sua me. Sejam quais forem seus pensamentos 
no garoto que quase certamente no era seu filho, depois de todos estes anos, ningum sabia, a
no ser Gwilym. 

"Eu os estou vendo! Eu estou vendo as tochas." Aos seus berros, serventes, desacostumados com a alta hora, 
saram correndo uns sobre os outros para colocar velas acesas em janelas e trazer vinho fresco da
cozinha. Eles adicionaram madeira ao fogo e tocaram os cachorros enquanto a parada de cavalos e 
pequenas chamas faziam seu caminho montanha acima. 

Leuan rezou uma quieta orao, sabendo que Deus tinha maiores preocupaes que um pequeno senhor
gauls, como os infiis na Terra Santa, ou liberdade para Gales, ou a falta de um prncipe 
adequado para o Imprio Britnico. Mas, Senhor, se Voc pudesse apenas me emprestar sua orelha
por um momento - este  um bom homem. Um pouco estranho, talvez, com seus livros, sua filosofia
e sua solitude, mas bom para seu povo, filhos e Igreja. Se Voc pudesse apenas ver seu caminho 
para mandar uma pequena felicidade para esta montanha...

"O que mais, Leuan? O que eu esqueci?" 

"Talvez de respirar?"

Com obedincia aprendida na infncia, olhos castanhos fechados por um momento, seu peito subiu e
desceu. "Eu s quero que ela seja feliz. Deve ser horrvel no ter opinio sobre seu futuro."

Leuan sorriu indulgente  profunda corrente de preocupao que Deus permitiu correr entre 
homens sobre to simples problema como uma mulher. Em algumas noites, o velho padre pensou que 
ele havia esquecido h tempos para que os cantos de sua boca eram destinados, mas assistir a 
um vislumbrar da superfcie de seu estudante favorito em seu amigo lembrava a ele. "Talvez um 
banho? Ela est cavalgando h semanas. E se voc no estiver planejando que ela divida sua cama 
esta noite, ento ela precisar de quartos para ela." 

Houve outra lufada de gritos e corridas enquanto sonolentos serventes voavam por gua quente e
cortinas e um colcho de penugem, no de palha, eles foram cautelosos - por uma cama. Sozinho na 
zoeira, como era de costume, Gwilym puxou uma cadeira para a janela e assistiu s tochas subirem 
a montanha, agora apenas alguns minutos longe. "O que digo a ela, Leuan?"

"Gwil, Eu te amo como se voc fosse meu filho, mas isto est ficando ridculo. Depois de te 
arrastar bbado de um bordel no seu 15 aniversrio, eu posso pessoalmente garantir que voc 
sabe como lidar com algumas mulheres. Esta no  diferente." 
"Ela  uma dama, Leuan, acostumada  corte do Rei, e eu sou s..."

"Voc  filho de seu pai, Gwilym. Ele reconheceu voc como dele e nenhum homem vai question-lo. 
Voc  o senhor deste castelo e ela poderia estar muito pior."

O Rei havia mandado uma grande escolta para assegurar que ela chegasse em segurana - no 
gostaria que ela fosse estuprada por um mero plebeu - mas os homens esperaram seguramente fora
dos portes do castelo enquanto apenas dois cavalos entraram, cavalgando lado a lado. Rei John 
havia finalmente cedido e assinado a Magna Carta, mas a maioria dos normandos ainda viam que o
nico bom gauls era um gauls morto e o sentimento era recproco. Os sentinelas de Gwilym 
prepararam seus arcos e checaram as espadas, caso houvesse um passo em falso; a maioria dos 
homens em Aber haviam perdido um filho, um pai, um membro ou uma desafortunada mulher para 
soldados como estes e nenhuma palavra gentil de um padre pararia o derramamento de sangue se 
houvesse uma imaginada desconsiderao.

"Quando voc era um garoto, Gwilym.Ns chamvamos voc de 'Llwynog' porque voc era inteligente
e hbil para sair de lugares apertados, como uma raposa selvagem. Esta mulher no  assim.
Inteligente - sim, bonita - certamente, mas sempre uma cativa. Esta raposa tem sido mantida e 
caada para entreter grandes homens e ela vai pensar que voc no  diferente."

Um padre no era inteiramente ignorante dos caminhos do mundo. 

As mos de Gwilym esfregavam seu rosto barbeado enquanto ele observava sua nova esposa entrar, 
tentando colher alguma pista sobre ela de sua janela alta enquanto ele nervosamente 
olhava os homens do rei. Ele tentou o costume normando de uma barba para ela, mas desistiu da 
idia depois de alguns dias de coceira, embora a barba marrom gengibre e cinza de Leuan crescesse 
bem. A velha cozinheira, que havia sido amante de seu pai, mas que no era falado, 
havia cortado seu cabelo esta noite e o barbeado, como ela dizia, 'perto o bastante para um 
beijo.'

"O que eles esto fazendo, Leuan? Eles a esto deixando?"

Um homem grande com cabelos vermelho fogo cavalgou at a muralha do castelo ao lado de uma mulher montada em uma gua de boa estrutura. Merfyn logo atrs, parecendo admirar as estrelas. O homem bateu 
carinhosamente na mo dela e virou-se para ir, a escolta do rei nem se incomodando em desmontar.
Ela olhou de volta para o irlands enquanto Merfyn a ajudava a descer, dizendo algo que Gwilym 
no podia ouvir e ele circulou seu cavalo uma vez, acenando que sim com a cabea para ela, ento
se apressou em alcanar os guardas. Gwilym viu na penumbra que ela mais ou menos to alta quanto 
seu sargento, o que no era muito e que tropeou quando seus ps tocaram a neve. 

O padre olhou para fora, apertando seus velhos olhos na frgida noite. " o que parece, meu 
senhor. Ela foi entregue; o trato est feito. No h mais nada a ser dito."

"O rei prometeu que o irmo dela poderia viajar com ela. Ele no quer me conhecer?"

"No - desde que no h escolha, provavelmente ele no quer lhe encontrar. Se ela fosse minha 
irm, eu preferiria no saber."

A escolta do rei e o homem ruivo j eram pequenos pontos  distncia e os guardas extras do 
castelo estavam trilhando atravs da muralha, indo para casa para suas famlias para a noite. 
Talvez Gales e Inglaterra poderiam ter paz, desde que eles se encontravam na fronteira, 
trocavam suprimentos e iam embora sem se falar. 

Os pobres cachorros, agora exilados ao grande refeitrio, fizeram uma barulheira quando seu 
mestre passou direto, desapontados por ele no ter parado seus longos passos para o usual 
tapinha na cabea e presentes. 

"Ponha-a pra dentro, Merfyn," ele ordenou, segurando a porta aberta. Perdida debaixo de seu 
capuz e peles, a mulher deu um passo sobre o limiar e para dentro da grande entrada sem levantar 
seus olhos. Depois que ela havia passado, Gwilym olhou para fora da porta, esperando por suas 
criadas, ento se lembrou de no ter visto nenhuma. Apenas uma muito fria gua e o cavalo 
castrado de Merfyn estavam no caminho, sendo guiados pelos meninos do estbulo. "Merfyn - as 
damas dela foram separadas? Vo esperar no vale at a manh?" A jornada montanha acima poderia 
tirar o flego de um homem, ento era provvel que suas criadas, no temendo serem retornadas a 
Londres se elas o irritassem por estarem atrasadas, estavam esperando em uma taverna quente at 
a manh.

O homenzinho tirou suas camadas de l e se reclinou para a flamejante lareira, provavelmente 
se marcando a fogo em imencionveis reas. "Apenas ela, Gwil, as damas dela no cruzariam a 
fronteira com medo de serem estupradas por demnios gauleses."

"Merfyn!"

"Ela no fala gauls, Gwilym. No escutei uma palavra dela que eu tenha entendido desde que 
deixamos Londres. O irmo dela  quem mais conversou e estou aliviado de ter me livrado dele." O
velho soldado era um pouco orgulhoso demais para cumprir sua tarefa - trazer uma mulher de volta
seguramente por sobre as montanhas no inverno gauls antes que o rei mudasse de idia - e no 
notou o amigo boquiaberto. "Bem, voc tem sua noiva, mas tambm tenho a minha esperando por mim.
Me conte como foi. Tenho a impresso de que ela poderia incendiar um colcho."

Era provavelmente uma beno que Gwilym no estava com sua espada, mas Merfyn recebeu uma 
bofetada na orelha que o faria escutar sinos nos dias seguintes. 

Era apenas uma pequena mulher tremendo em frente ao fogo, o velho padre examinando as 
precipitaes no cho por falta de qualquer coisa prpria para se olhar e Gwilym espiando na 
entrada. 

"O que ela entende, Leuan? Eu falo muito pouco galico. Francs da corte? Ou talvez ingls? A 
nica coisa que eu sei como pedir em ingls  uma prostituta," veio um resumido sussurro.

Pela segunda vez aquela noite, o velho padre sorriu, provavelmente se lembrando de um 
adolescente, um recm titulado sargento, e um tolo, errante padre que haviam esquivado muitas 
noites e expiado bastante de lado as ressacas na manh seguinte.

"Francs, Llwynog. Vou avisar a cozinheira. E desde que ela no trouxe suas criadas, 
provavelmente seria melhor que Gwenllian a atendesse esta noite. E vou providenciar alguma janta
para ela."

Quo cruel poderiam ser os ingleses - para trocar uma mulher porque ela se recusou a dividir a 
cama com o rei e ento abandon-la sozinha em uma terra estranha, nem capaz de falar a lngua?
Outra razo para que Gales nunca se deitasse sobre suas costas por causa do rei John - no 
enquanto o Prncipe Llewelyn Fawr vivesse. Esse no era um jeito de tratar uma gaulesa. E esta 
era agora uma gaulesa. Por casamento.

"Sou o Senhor Llwynog de Gwilym, minha senhora, mas a maior parte me chama de Gwilym. Estou 
feliz que tenha chegado seguramente," ele disse vagarosamente, sabendo que ele estava 
assassinando o francs apropriado que ele no havia falado em anos. 

Ela se virou, seu capuz descobrindo seu rosto, revelando olhos azuis que estalaram como um 
relmpago atravs dos topos das montanhas e fizeram seu corao pular e seu estmago se 
arremessar. Talvez a dcil Joanna no tenha sido uma boa comparao. Talvez uma raposa 
encurralada seria muito mais apropriado. 

"Voc  Duana?"

Tolo - claro que ela  Duana. No  como se pudesse haver algum engano. Ele e Leuan haviam 
praticado seu nome, mas ela hesitou, indicando que ele ainda no o estava dizendo com a correta 
inflexo. 

"Gwilym," ela disse devagar, mais para si mesma que para ele, tentando embrulhar sua lngua nas 
bizarras slabas enquanto ela esquentava suas mos congeladas. 

"Tente 'William' - seria o ingls - Fox, filho de William." Ele manteve-se perto, mas no to 
perto para no amedront-la, tomando sua medida. Claro, se esta mulher olhou de cima um rei 
notrio por fazer-se acompanhar de prostitutas. Ela provavelmente no daria uma segunda chance 
para um desajeitado gauls.

"William. Meu senhor." Ela afundou-se na apropriada reverncia, um pouco instvel em seus ps, 
ento ficou esperando. 

Ele apontou para sua cadeira favorita ao lado do fogo, no disposto a arriscar o som "tch" para 
dizer a palavra certa para isso e ela se sentou, tentando no mostrar quo cansada ela estava. 
Suas mos tremiam levemente enquanto ela aceitava o copo de vinho e ele esperava que fosse s 
porque ela estava com frio e exausta.

No, ela estava com medo. Zangada, sozinha e com medo, como um animal caado. 

Em seus bobos vu e touca, ele podia ver seu rosto apenas das sobrancelhas para o queixo, mas ela
era de fato linda. Esperanosamente no linda o bastante para o rei John mudar de idia e 
a roubar de volta para Londres, mas ele disse uma orao silenciosa de agradecimento pela 
conscincia de um tolo rei que a fez terminar indo para sua montanha.

Ela apenas sentou-se e fitou o fogo enquanto ele se xingava por gastar sua juventude evitando as
lies de Leuan em vez de aprender algo que seria til neste momento. Como o modo correto de 
explicar que ele no tinha chifres, como os normandos pensavam que todos os gauleses tinham. Que
haviam um banho quente e uma cama macia no andar de cima e que ele no tinha expectativas de 
dividi-los. 

Esta noite. Pensando em suas mos trmulas novamente - talvez no por muitas noites. 

Chaud. 'Quente' era chaud. Mostre. Talvez ele pudesse demonstrar limpeza - aquilo iria 
impression-la. Cama - o que era cama?

"Minha senhora..."

Sua senhora estava dormindo profundamente, mergulhada na grande cadeira, parecendo muito mais 
jovem que quatro e vinte quando no se podia ver seus olhos. 

Ele se surpreendeu no quo pesada ela estava quando ele a levantou, mas ento ele percebeu que 
ela estava vestindo camadas e camadas de l e pele encharcadas. Ele espiou cuidadosamente debaixo 
de cada vestimenta antes de tir-las, no certo de quais roupas as damas da corte vestiam e sem 
querer debulhar muitas camisas ou capas e encontrar pele sob elas agora. Gwilym foi at uma toga azul 
de seda que parecia seca o bastante e parou, pilhas de roupa fumegantes em frente  lareira para
que os serventes fofocassem na manh seguinte. 

Gwenllian apareceu da cozinha, sorrindo enquanto ela andava como um pato. 
" a noiva, Llwynog?"

No, Gwen,  o meu mais novo cachorro de caa. Algumas vezes ele s podia imaginar o gostos de seu pai para mulheres. 

"A noiva adormecida."

"Traga-a para cima ento e eu dou um banho nela. Ela parece uma doce coisinha."

Ele a levantou, facilmente desta vez e seguiu os vastos quadris de Gwen escada acima. "Difcil dizer, Gwenllian, ouvi apenas quatro palavras at agora."

"Voc  provavelmente o nico homem do imprio a reclamar por uma mulher no arrancar suas orelhas fora com as idias dela." Ela gesticulou para a recm feita cama e puxou as cortinas para que ele pudesse a colocar l. "Quer que eu a traga para voc quando ela estiver pronta?"

"No, deixe-a dormir, Gwen."

Ele ignorou o olhar chocado dela enquanto ele empurrava a pesada porta a fechando atrs de si e foi encontrar Leuan para mais lies de enunciao. Pela manh, ele seria capaz de dizer o nome dela e algo mais que 'eu gostaria de comprar queijo' claramente em francs.

*~*~*~*

Da ltima vez que Leuan treinou estas frases, a voz que respondia estava trocando estranhamente de tom e seu dono estava mais interessado em lutar e em prostitutas que nas lies. Isto foi h mais de 25 anos, incontveis combates na fronteira, um mal-humorado filho, uma filha que havia desaparecido, um pai cado e uma esposa infiel atrs. Quem poderia conhecer seu senhor teria mais que sua abundncia de mortes e mulheres vazias em to pouco espao de tempo?

"Je suis. Tu es. Il est-"

"Nous sommes, vous etes, ils sont - eu me lembro desta parte. Leuan. Prossiga."

"Je m'appelle William. Comment vous-"

"Ns j sabemos nossos nomes, Leuan. Me ensine a dizer algo til, como, como dizer 'voc tem olhos como um plcido lago azul quando relmpagos batem na gua,' e 'nenhum rei jamais forar voc novamente'."

O padre teve mais ou menos esse progresso h 25 anos atrs. 

"Tente o nome dela novamente. Diga como se fossem duas palavras, ento, as coloque juntas."

Correndo longos dedos entre seu cabelo, que agora seguia para muitas direes de uma vez s, Gwilym tentou novamente, sabendo que ele no estava nem perto. No ajudava que a traduo mais prxima para o nome dela em gauls combinado com aqueles olhos azuis fazia sua mente vagar. 

" uma busca sem esperana, meu senhor. Ou voc aprende uma segunda lngua na juventude ou voc a falar para sempre rudemente," seu indisposto tutor suspirou, abafando um bocejo e fitando cansado a marca na vela para avaliar a hora. Talvez 9 horas - muito alm de sua hora de dormir. Exceto Gwilym, o castelo dormia e acordava com as galinhas. 

Gwilym se jogou indignado no colcho, se tornando meio comido pelo alto tique-taque. "Eu no pensei que estava to perto dos dedos da morte que eu no poderia nem dizer o nome dela propriamente. Eu posso l-lo e escreve-lo - porque no posso fala-lo? Se eu s pudesse v-lo, Leuan. Se eu pudesse ver como dize-lo, eu poderia lembrar, mas esses exerccios fazem minha cabea doer."

"Talvez voc pudesse dormir e ver se voc estar mais motivado a aprender quando voc a ver pela manh."

As palavras foram gastas. Outro dos assuntos indispostos do rei John havia finalmente se rendido  noite. Gwilym ou estava profundamente adormecido ou ignorando Leuan fingindo estar. 

Havia sons de macios roncos por dentro das cobertas de penugem e pele, e os ces se apressaram em clamar os melhores pontos na grande cama de seu mestre. Seu rosto parecia to jovem ao dormir, como se os mistrios da vida e morte se tivessem pausado por um momento para que ele descansasse. Um grande cachorro circulou, se enrolando ao lado de Gwilym para passar a noite e sua mo se moveu em resposta ao movimento no colcho. Encontrando apenas orelhas macias e fofas e um nariz gelado, seu estudante esfregou, por hbito e se arrumou mais profundamente entre as peles sem abrir os olhos ou tirando suas botas altas. 

Leuan se sentiria muito melhor quando aquela mo se estendesse e encontrasse uma mulher novamente - preferivelmente aquela fogosa dormindo do outro lado do corredor, mas ele provavelmente no poderia arranjar aquilo esta noite. Levando uma vela e apagando as restantes, ele saiu calmamente atravs do escritrio adjacente, cuidadoso para no perturbar os momentos raros de descanso do homem. 

Por todo seu andar de ponta de ps e f, Leuan ainda era um homem mortal e homens mortais gritam bastante quando vem um fantasma sentado atrs da escrivaninha de seu senhor  luz da lua. Seus gritos tiraram Gwilym de seu sono em tempo de ver um livro recentemente adquirido bater no cho com folhas voando, plidas pernas fugindo rapidamente sob uma enorme camisola, e cabelos vermelhos escorrendo como sangue enquanto seu "fantasma" corria para seu aposento. 

"O que voc disse para ela?" Gwilym exigiu, apressadamente esfregando uns poucos momentos de sono de seus olhos. 

"Eu no disse nada. Ela sabe que no deveria estar brincando com seus livros."

Uma porta bateu do outro lado do corredor enquanto Leuan juntava as impagveis pginas, cada uma, um trabalho de arte e amaldioava a tolice da mulher. 

"Me d o livro, Leuan. Se ela quer olha-lo, ela pode."

"Mas Llwynog," o padre ficou boquiaberto, trocando para um apelido de infncia pelo choque, "ela foi casada por 10 anos sem filhos - ela no deveria estar olhando livros."

Gwilym tomou o texto e enrugou o nariz para o copo de vinho quente que ele estava considerando. "Como voc diz, Leuan, eu sei me virar com algumas mulheres e livros no tm muito a ver com gerar filhos. No a no ser que as ilustraes sejam muito bem feitas. V para a cama, velho." 

Censurado em silncio, o padre arrastou os ps para seus aposentos sobre as cozinhas, deixando seu estudante para a estranheza de seus livros e sua mulher. 

Ele bateu uma vez na porta, e a porta entreabriu-se. Olhando para o cho, ele viu o ferrolho deitado s precipitaes; os serventes haviam tirado a tranca da porta dela para que ela no fosse barrada. Certamente um gesto gentil - certeza de fazer uma mulher se sentir segura.

"Duana," ele chamou suavemente, tentando no acordar todo o castelo a essa hora. "Duana, eu tenho o bosta!" do que essa droga era chamada? Llyfir - como era dito? No lives. No livers. Amaldioados todos os normandos e sua droga de lngua que enrola a lngua. O mundo seria muito mais feliz se todos os homens fossem gauleses. Livre! "Livro. Eu estou com o livro."

Ele repetiu aquilo para ele mesmo silenciosamente, tentando ter certeza de que ele havia dito a coisa certa e no algum insulto obscuro. Quando ele bateu novamente, a porta se abriu violentamente e livros foram esquecidos. 

Seja o que for que fossem as rpidas palavras em galico, elas no pareciam um convite gentil para sua cama, mas ele estava impressionado que ela no se encolheu. Sua camisola emprestada, provavelmente de Gwen, caa em possas aos seus ps e aquele cabelo poderia ser a respirao do demnio em volta dela. Ele teve a vontade de toca-la para ter certeza de que ela era real e no uma das vises que desliza na cama de um homem quando ele dorme sozinho por noites demais. 

"Eu no queria derrubar o livro. Ele me assustou." Seu francs era fortemente acentuado, mas bom; muito melhor que o dele, se ele tivesse sido capaz de falar inteligentemente. "No incomodarei seus livros novamente."

Incomodar os malditos livros. Rasgue as pginas e role sobre elas, apenas no fuja.

O cabelo dela deve estar baixo porque ela o estava esperando. De outro modo ele estaria tranado para a noite. Aquele pensamento o fez engolir em seco. 

"Eu estou bem." No, essa no era a frase correta. Burro, burro! "O livro est bem." Piorou. Diga a ela como as ovelhas, os cavalos e o queijo esto bem. 

Ele ergueu um dedo indicando que ele queria que ela esperasse e deitou o livro no cho dentro de sua porta como se ele quisesse atrair um animal amedrontado. Foram precisos exatamente dez longos passos para seu prprio aposento e dez de volta para o dela e ela ainda estava de p bem onde ele a havia deixado exceto que agora ela estava segurando o pesado livro contra seu peito e seu olhar havia se abrandado um pouco. 

Ele segurou seu manto de dormir para ela, imaginando se ela iria de fato vir, mesmo que ela estivesse tremendo. "Quer ver as pginas? Eu posso ler as palavras para voc," ele ofereceu, deslizando o manto pesado sobre ela. Ela pegou novamente o livro como um escudo, mas no conseguia carrega-lo e levantar suas roupas longas demais para andar sem tropear embora ela gastara vrios momentos tentando. Ele esperava temperamento ou lgrimas, mas viu apenas um rpido sorriso a ela mesma quando ela finalmente cedeu o livro e juntou a enorme camisola de Gwen e seu manto de dormir em pregas para encontrar seus ps descalos. 

"Ps," ele a disse, tomando e arrumou  texto em seu quadril, e mostrando suas poucas palavras francesas. "Dedos do p." 

"Frios," ela respondeu e ele se apressou de volta para  a lareira em seu escritrio, adicionando algumas toras ao fraco fogo antes que ele se juntasse a ela no sof.

"Este  o Livro do Veado. Voc sabe dele?"

Ele inclinou a capa para que ela pudesse ver as distintivas pginas, tentando focar sua ateno no livro e no que ela cheirava a sabo e linho limpo. 
"J ouvi falar. Isto deve ser muito caro; me desculpe por t-lo derrubado."

Ele podia v-la como uma criana, olhando por cima dos ombros de seus irmos enquanto eles liam, imaginando o que eles estariam aprendendo e ela no.

"Os evangelhos esto em latim, mas este - este  galico, os monges copiaram o livro." Ela seguiu seu dedo enquanto ele lia: "isto diz, 'que isso esteja na conscincia de todos a quem esse esplndido livreto pertena, que ele deve dar sua beno a alma dos pobres monges que o escreveram,'" ele traduziu vagarosamente, mentalmente reescrevendo as palavras do galico para o latim, e ento para o francs ruim. 

"Prostituta. Aquela palavra  'prostituta', no 'monge'." ela apontou,  seu pequeno dedo perto do dele, indicando a linha correta. 

Seu crebro no havia descansado em semanas, anos talvez, ento as palavras dela levaram alguns segundos para fluir do francs para o gauls e fazer seu significado em sua cabea. Ela estava quieta ao lado dele, esperando por sua reao por ela t-lo corrigido e revelado seu segredo.

"Voc l?" Sem resposta, apenas grandes olhos azuis, quase o desafiando. " bom que voc leia,  apenas uma habilidade rara em uma mulher e eu estou surpreso. Quem lhe ensinou?"

Alguns pais que tinham tutores para seus filhos, deixavam alguns minutos para as filhas, mas no usualmente a no ser que as meninas fossem bem nascidas e esperadas para fazer casamentos polticos. Se no fosse por seu rosto e olhos e aquele cabelo caindo em cascatas por suas costas, esta mulher teria provavelmente sido deixada em paz em sua Irlanda. 

"Meu marido."

Gwilym estava intrigado - que marido tiraria tempo para ensinar tal habilidade para uma jovem noiva? Ela obviamente foi uma presa da guerra, ento por que ensinar uma companheira de cama a gastar horas com seu nariz em livros?

E quando ela falou do 'marido dela', ela no se referia a Gwilym. 

Ele esperou, ouvindo ao crepitar do fogo e aos uivos dos lobos  distncia, mas ela no ofereceu. Seu silncio parecia ser to pesado quanto o dele. Outra alma com fardos que nenhum padre poderia absolver. 

"O livro  seu enquanto voc estiver aqui." Ele lhe deu e ela o pegou como uma criana com um novo presente, ento se tencionou. Ele havia desajeitadamente dito a coisa errada de novo. 

"Voc vai me mandar de volta para Londres, meu senhor? Eu no quero voltar. Meu marido poderia lhe dizer; eu sou uma boa esposa."

Ela trouxe uma rpida lgrima que ele tirou antes que Leuan pudesse ouvir sobre isso e provoc-lo sem perdo por chorar por uma mulher. 

" por isso que voc est acordada - voc pensou que eu..." ele parou para procurar pelas palavras certas em francs, "que eu viria para voc esta noite?" 

Ela acenou um 'sim', amaciando a capa do livro com mos que no mais tremiam e abaixando seus olhos. 

"Eu no vou voltar, meu senhor - no para ele. No me tornarei bugiganga de outro homem rico uma vez que eu concordo com rei John por uma hora. Ou menos."

Sua aspereza o fez sorrir, esquecendo quo comovente ele a havia achado h alguns segundos. Ele gostou do olhar nos olhos dela quando ela o fitou, pobremente praticado flerte normalmente esquecido e substitudo por penetrante inteligncia. "Ento voc encontrou um bom marido. Ns s temos neve e ovelhas e ningum me chama de 'Senhor' exceto Leuan e Merfyn - John e Melvin, e ento porque eles sabem que no gosto disso. E, ele deveria se taxar pela jornada por essas montanhas, rei John vai achar pouco amor em Aber."

"Posso ficar?"

"Como voc quiser. Sob lei gaulesa, voc pode ficar ou ir embora quando voc quiser, Duana. Ns no somos normandos; voc no  propriedade." Ele esperava ter dito a palavra certa - a que significava propriedade e no vacas. 

"Meu nome no  Donna, William.  Duana."

"Minhas desculpas - isso no se traduz bem em gauls. Seria mais sbio escolher outro antes que voc se torne 'Senhora Dana' para os serventes."

Ela considerou um momento, sua testa se enrugando. "H algum gauls para Duana?'"

"'Dan' is 'tan', e 'danas' so veado. No h palavra para o nome de uma mulher."

"Para o que Dana se traduz?"

Ele corou pela primeira vez em memria recente, esperando que ela no o visse claramente sob a luz da vela e no respondeu.
"Do que seu outro marido lhe chamava?

"Condessa."

Ele no poderia dizer se ela estava brincando ou no, mas Gwilym no podia se ver a chamando de 'Senhora' na cama. 'Duana' 'Dana' seria esperanosamente muito mais apropriado, mas no em pblico.

"Catherine? H algum Catherine? Este era o nome de minha me."

"Catrin." A palavra soava como um cachorro tentando tirar um osso da garganta. Ela ergueu uma sobrancelha - obviamente nada conveniente. "O que acha de 'Scully?'  o nome de seu pai, no ? No h palavra igual em gauls e no haveria confuso."

"Meus irmos so os O'Scullys - filhos de Scully. No h palavra para uma filha." Era a vez dele esperar em silncio. "Voc espera que eu venha quando voc chamar 'Scully'?"

"Eu ficaria encantado se voc viesse de qualquer jeito, seja l do que eu chame voc."

Ela envolveu esbeltos braos por seu peito, considerando.

"Eu sei escrever tambm."

Gwilym no havia percebido que eles estavam brincando de 'confessionrio', mas ele nunca havia visto uma mulher escrever e desesperadamente precisava de uma distrao daqueles olhos azuis. Isso falava por anos de luta da parte de Leuan que Gwilym no precisava de um escrivo. Ele a entregou uma pena e achou a tinta aps algumas tentativas, ento tomou sua vez , desde que eles estavam contando segredos. 

"Eu tenho um filho - no, h um garoto, Dafydd, que tem 14 anos, sabe tudo e no vai falar comigo este ano, provavelmente. Ele est na Corte, assim ele no vai lhe causar problemas at que ele possa se recuperar da loucura da juventude. E eu tenho uma filha que desapareceu. Os aldees disseram que a me dela era uma bruxa que veio dos mortos para leva-la de volta para o inferno, mas apesar de tudo, ela se foi. Sei que no tem filhos - por que voc no foi casada com um homem com mais riqueza ou poder em vez de mim - mas no espero mais. Eu no suportaria perder outro." 

Ele disse tudo de uma vez, antes de perder a coragem. 

Ela estava se concentrando em suas pinceladas - ela no havia aprendido a escrever enquanto criana - e parou para responder. "O enteado do meu marido me trouxe de volta a Londres e me deu para ele quando se cansou de mim. Homens no se cansam tanto cedo quanto jovens e ns fomos felizmente casados por quase dez anos at que o rei desafortunadamente descobriu uma nova cobia e perdeu a cabea de meu marido."

Meu Deus, como ele poderia responder aquilo? Ela abaixou seus olhos novamente, uma mo puxando seu longo cabelo para trs para mant-lo fora da tinta como se ela tivesse aceito seu lote na vida, ento desde que no fosse o rei John. 

No, ela no era mais conformada que ele - apenas muito cansada para lutar depois de tantas batalhas. Ou talvez ela escolhera lutar apenas as batalhas que ela podia possivelmente vencer com as armas que tinha em mos.

"Meu pai me trouxe da coroao do rei Richard para nossa cozinheira, Gwen, que no tinha nenhum filho dele. Ele disse que eu era seu filho de uma esposa de lareira, mas isso  provavelmente mentira. Os guetos de Londres foram queimados e os Judeus massacrados quando  foi coroado, ento  provvel que ele s me achou vagando entre as runas e no tendo filhos, me assumiu como seu. Essa  uma teoria, pelo menos." 

Ele nunca havia dito aquilo para outra alma, mas ela nem o olhou. "Seu pai era um homem bom por amar Gwen e achar um filho para ela para amar.  muito vazio no ter filhos prprios."

Talvez ela no entendesse. Seu pai nunca conheceu sua me, ela provavelmente era um dos judeus ou uma prostituta. Leuan sabia, e alguns homens suspeitaram, mas Gwilym havia herdado o nome de seu pai com sua espada e ningum o questionou.

"Eu posso no ter mais sangue gauls que voc, minha senhora. Apenas aprendi a me tornar um gauls - y Cymry; as pessoas perdidas."

Ela terminou sua frase e apagou a tinta para seca-la. "Ento estamos ambos precisando de uma ncora, William, Fox no. Talvez ela esteja em Gales." Ela sabiamente juntou seus mantos antes de tentar se levantar e caminhou at a porta olhando para trs para ver se ele a estava seguindo. 

" um convite, Duana dos Scully?"

"Eu jamais seria to ousada," ela disse, seus olhos prometendo, indicando que cada palavra era mentira. "Eu s estava considerando qual a melhor maneira de aprender algumas palavras teis em gauls."

E para assegurar que voc pode ficar em Gales, ele pensou. Um casamento no consumado por procurao ainda era fcil de ser anulado. No que ele tivesse alguma fraqueza sobre clama-la como sua mulher. No que um homem no trocaria seu reino e alma...

"O que voc disse antes - quando eu bati  sua porta? O que disse em galico?"

Ela abaixou seus olhos, sua postura ousada sumindo. "Eu disse que eu j tinha apanhado de um rei ento eu no tinha medo de voc."

Ele apoiou suas mos nos dois lados do batente da porta enquanto ela o encarava de fora de seu quarto. "Talvez depois de sua longa jornada, voc poderia dormir sozinha, s at que voc se sinta sozinha, ento ns poderemos arranjar algumas lies."

Ele finalmente ganhou um sorriso que deve ter derretido coraes de reis e plebeus igualmente, e sua porta fechou. 

*~*~*~*

Gwilym esperava com todo seu corao e alma que ela estivesse se sentindo sozinha. Sentido sozinha em seu quarto e vindo para perseguir seus estudos de gauls e homens gauleses.

Ela havia ido para a cama - seu cabelo havia se arrumado, para assim ele no dar n e ela bocejou enquanto ela arrastava os ps vestindo o manto dele segurando a bainha alto o bastante para ele ver joelhos no tremeluzir da vela que ela carregava. Quando ela o notou guarneceu no sof, fitando a janela aberta para nada, ela soltou o material pesado, parecendo confusa. 

"Voc no dorme, William?" 

Como se ela no estivesse rondando o castelo na hora encantada. Ele se levantou, se esticando e foi para a mesa, gesticulando para ela para se sentar onde ele estava deitado. 

"No, no mais. Voc dorme?" Ele respondeu.

Ela cruzou suas pernas nuas modestamente debaixo de seu sof, empurrando as simples almofadas para o outro lado e embrulhando as jardas de pano em volta de si contra o frio. Gwilym havia deixado o fogo se apagar sem notar apenas para seu prprio bem. 

"Eu tenho sonhos," ela disse baixo.

Ele se apoiou para trs em sua cadeira, feliz por ter uma parceira disposta a discutir as criaturas que podem caminhar nos sonhos. "Eu normalmente sonho com minha filha. Eu mantenho guarda para quando ela voltar para casa algumas noites." 

"Ela foi levada por soldados?" Ela se arrumou confortavelmente, como se eles tivessem passado muitas horas assim - ela entre as almofadas do sof e ele a sua escrivaninha. "Meus irmos me encontraram, embora eu estivesse contente em ficar depois de tanto tempo, mas talvez voc possa achar sua filha e a trazer de volta." 

"No, ela tinha apenas 9 anos. Espero que os soldados no a perturbem. H dois veres, ela apenas sumiu. Talvez ela tenha vagado para muito longe e se perdido. Talvez lobos ou ciganos. Ou talvez bruxas, como os aldees dizem."

"Ento voc no dorme enquanto monta guarda por ela? Enquanto voc espera ela voltar para casa?" Ele afirmou com a cabea, sabendo que ele iria tropear se ele tentasse explicar. "Eu mantenho guarda para se o rei John ou seus soldados virem novamente. Ou o enteado do meu marido. Ainda me lembro dele."

Agitado, nervoso s imagens que as palavras dela trouxeram, Gwilym foi para a janela. 

"Desta janela, voc pode ver o caminho pelo vale - aquela  a nica estrada para esta montanha. Atrs de ns h o mar, ento ningum que entre ou deixe minhas terras a p pode ser visto deste canto do castelo." Ele ouviu movimento e a sentiu atrs de si, ento ele se moveu para o lado para deixa-la olhar para fora. "Ningum vai te machucar aqui. Todo aquele fogo que voc v - so famlias; pessoas ignorantes de reis, livros e cartas de direitos. Pessoas que se casam por amor e luxria e fecham seus olhos  noite, confiando que eu as manterei a salvo. Eles sabem que h coisas no mundo que elas no conhecem e elas confiam em mim para enfrentar aquelas palavras, homens e monstros no lugar delas." Ele aventurou uma mo em suas costas e ela no se moveu para tira-la enquanto ele acariciava o tecido pesado de seu manto. "Eu me preocupo que eu falhe - que eles esperem mais que eu possa dar, mas agora eu tenho outra razo para manter guarda. Voc pode dormir, minha senhora. Sozinha ou em minha cama - ningum vai lhe machucar." 

Ele sentiu sua boca sobre a dela, muito cuidadosamente, apenas por um instante antes dela recuar. "Meu Deus, voc  uma mulher linda. No tenha medo. Ou voc quer esperar at que o padre nos abenoe?" ele perguntou, pensando que ele acordaria Leuan neste exato momento se necessrio.

"William, eu no o entendo. Voc precisa falar francs," ela sussurrou, como se houvesse outra alma viva para ouvir. 

Ele debateu-se por um momento, ento sorriu para si mesmo, dando um passo para trs. "Por quanto tempo eu estou falando gauls?"

"Desde rei John e o enteado de meu marido. Mas foi bonito. O que voc disse?"

Sua coragem de campo de batalha o deixou. "Eu lhe disse que era uma noite fria."

Ela cruzou os braos. O fitando na luz da nica vela na mesa. "No  o que soava."

"O que voc acha que eu disse?"

"Acho que voc me beijou." Aquela no era a questo. "Eu sou sua mulher, William. E eu quero ser sua mulher. Voc pode me beijar."

E ele iria agradecer a Deus, jejuando e de joelhos por aquilo. 

Primeira coisa pela manh.

"Eu menti. Eu consigo dormir. Eu apenas no posso dormir sozinho em minha cama sem sonhos ruins. Talvez se eu no estivesse sozinho..."

"Francs, por favor, William."

Merda! Ele nunca seria capaz de ter coragem para dizer aquilo novamente. 

"Eu estou te provocando. Voc disse aquilo em francs." 

"Que parte?" ele perguntou, se inclinando para trs na borda de sua escrivaninha, vendo a lua emoldurando a cabea dela pela janela.

"Qual voc acha?" Ela empurrou sua longa trana de volta sobre seu ombro e casualmente enfiou alguns fios soltos atrs de sua orelha como se eles estivessem discutindo a probabilidade da chuva. 

Rei John era um tolo por duas razes - por no apreciar esta mulher como algo mais que uma bugiganga, e por no mover cu e inferno para ficar com ela. Pare de roubar, bater e estupra-la por alguns momentos e um homem poderia achar algo ainda mais interessante sob aquela linda superfcie. Bem como ele suspeitava que o marido dela havia feito. 

"Acho que encontrei minha igual." Ali estava aquele sorriso novamente. Aquele que provavelmente fez homens cavalgarem seus cavalos dentro de galhos baixos enquanto a olhavam. "Eu nunca pensei que iria encontrar minha igual no meu escritrio, vestindo meu manto e pouco mais  meia noite, mas no posso imaginar onde mais eu esperava a achar. Talvez voc esteja certa, talvez esta 'ncora' de que voc fala esteja em Gales."

Ela pegou a mo que ele lhe ofereceu e o seguiu quando ele pegou a vela, mas no respondeu. "No ouse dizer que aquilo foi em gauls porque eu sei que no foi."

"No, acredito que aquilo foi em espanhol."

"Agora eu sei que voc estava me provocando - eu no falo espanhol." Ele parou  porta de seu quarto, ainda segurando sua mo, hesitando. "Existe alguma palavra que voc queira aprender em gauls? Como, como dizer sim - 'do' ou no - 'na'?"

"Talvez voc poderia primeiro me ensinar a dizer 'Eu vim aqui para pegar o meu livro,' e ns podemos ver o que mais se torna necessrio."

Ele riu, tenso se esvaindo. "Llyfr is book." 

Os cachorros se animaram suas orelhas ao som de sua voz, prontos para soar o alarme se houvesse algum problema. No, pela primeira vez em anos, no havia problema algum. "Eu deveria ensinar voc a dizer 'saiam da minha cama' - isso ser necessrio."

Ele empurrou a porta de seu quarto, a segurando aberta enquanto ela passava e indicando que ele queria que ela dormisse l. Ela esperou enquanto ele recuperava o livro dela, ento eles permaneceram se olhando ao lado da cama. Duana estava sorrindo antes, mas seu rosto estava um pouco mais plido agora. De novo, as palavras dele no foram traduzidas direito. "Os cachorros. Eles gostam de dormir na cama, desde que ela est normalmente vazia. No permita que eles durmam com voc a no ser que voc esteja com frio e os queira. Diga 'oddi gwely'."

Ela no se moveu enquanto ele a beijava novamente, ainda hesitante, ainda cuidadoso, ainda mantendo o livro entre eles como um escudo.

"Essa  uma boa lio em gauls. Para dizer 'sim' e no', para pedir pelo meu livro e para dizer quem  bem-vindo na minha cama se eu devo acordar com frio e sozinha e quere-lo. Com o tempo, quero aprender mais." Seus lbios estavam quites com a orelha dele e ele escutou outro sussurro: "O que meu nome significa em gauls? Porque voc no disse?"

A respirao dele, j rpida, foi presa em sua garganta. "Embaixo. 'Dana' significa 'embaixo' ou 'sob' alguma coisa ou algum. Vou dize-lo alegremente to normalmente quanto possvel."

Ele havia ido longe demais - Gwilym sentiu a mudana no corpo dela. Muito cedo. Ela faria isso se ele insistisse, mas isso no seria o que ele queria. Melhor deixa-la perguntar quando ela queria aprender mais. Uma ltima carcia em sua bochecha e ele se afastou, se recompondo. 

Com medo de perder a mgica que assoprava pela janela aberta, ou, mais possivelmente, s fazer-se de tolo, Gwilym apenas apontou para o sof no prximo quarto, indicando que era onde ele iria estar se ela acordasse com frio e sozinha novamente. 

"Voc vai manter a guarda enquanto eu durmo?" Ele afirmou q sim com a cabea, acendendo a vela ao lado da cama para ela com a dele. 

Ela desapareceu atrs das cortinas, vrios cachorros de caa mimados se confinaram atrs dela, sem se dar conta de que ela era a raposa a que eles foram criados para caar. Ele deixou a porta aberta enquanto ele saa e ningum falou para os cachorros sarem. 

Gwilym se arrumou instalou profundamente no nas almofadas do sof e recomeou a fitar a neve fora da janela, em guarda para interceptar qualquer sonho ruim que possa tentar subir sua montanha. A vela sentou-se queimando sobre a escrivaninha perto de sua cabea, tremeluzindo na brisa fria. Entalhe mostrou uma hora e ento, duas e trs vieram; a hora encantada havia passado h tempos enquanto ele mantinha guarda e escutava a respirao suave do quarto ao lado. 

Parecia que ele havia sido enfeitiado novamente, mas ele no se importava. Todos sabiam que mulheres com cabelos ruivos eram bruxas que podiam se transformar em animais e assombrar os sonhos de um homem. Familiars, elas eram chamadas, se disfarando como esposas de homens. Enquanto ele deslizava para um leve e alerta sono de um soldado, houve um farfalhar de pequenos ps contra o cho e um flash de cabelos vermelhos enquanto seus olhos se fechavam. Uma raposa estava assombrando seus sonhos; ele estava  enfeitiado, no final das contas.

*~*~*~*
A neve havia parado e o sol estava considerando se erguer de sua cama noturna quando Leuan encontrou seu amigo j em sua escrivaninha, revendo seu livro-razo antes da missa da manh. 

"O que  'ncora', Leuan?" Gwilym perguntou enquanto o padre se acomodava em seu lugar de costume, velhos ossos protestando a hora adiantada. 

"ncora? ncora - o que segura um navio de ficar  deriva, tolo amante de terra. Voc localiza onde voc quer ficar e baixa ancora - angori - e a  onde voc ficar." Leuan puxou sua cadeira mais perto, esperando por alguma fofoca de noite de npcias. "Ento, o que achou da noiva? Aqui entre ns, Llwynog - e lembre-se - eu vivo de forma indireta agora e deixei voc ter aquela loira na taverna que voc queria h dois veres."

"Sim, e voc me deixou ter Phoebe, e ambas foram erros," veio a resposta, olhos sem deixar as contas da casa e correspondncia, indicando que ostentao mscula no estava por vir.

Sem problema - as observaes de Merfym de qualquer mulher poderia esquentar o sangue de um homem. Esperanosamente o sargento teria sabedoria suficiente para fazer observaes sobre a nova esposa fora da ateno do marido. 

"O que , Gwilym? Por que voc est gastando pergaminho rabiscando galico? Voc estaria tentando impressionar aquela coisinha linda ainda adormecida na sua cama?"

Olhos se ergueram, mas o rosto estava sem expresso. "Voc consegue ler isto, Leuan?"

"Claro - ciunas gan vaigneas. Sua letra est ficando horrvel, mas est dizendo 'silncio sem solido'."

"Sim, isso mesmo, Leuan."
*~*~*~*

Fim: Hiraeth - parte I



Ttulo: Hiraeth II: Cariad 
Autor: prufrock's love
Palavras-chave: AU histrico, MSR, um pouco de angst, boa dose de shipper
Classificao: Acima de 12 anos quase no territrio R
Resumo: Seqncia de Hiraeth; Aber, Norte de Gale, inverno de 1215
Distribuio: link para:
http://www.geocities.com/prufrocks_love/hiraeth.html
Website: 
http://www.geocities.com/purfrocks_love/prupage.html
Spoiler: No, vejo como
Disclamer: No meus; no processe
Dedicao: para J &L e sua infindvel pacincia com a minha compulsividade. 
Cheque: Jennifer certo: cofre - termina em MSR sem cd, cabea de Skinner, certo: depende da sua perspectiva, angs por metro: 4,7 de 10, Colher: sim

*~*~*~*

Hiraeth II: Cariad
por prufrock's love

Com um gemido dramtico, Merfyn acomodou seu volume na barulhenta cadeira de carvalho e deixou suas pernas troncudas se esparramarem - se 'arejando', como ele dizia. A velha cozinheira havia ameaado chamar essa pose particular de 'treinamento de tiro ao alvo' para seus robustos sapatos de couro se ele assumisse essa posio na mesa novamente, ento o homem restringiu a postura indigna - e a coceira que a acompanhava - exclusivamente para a companhia masculina. 

"Ento, onde a senhora Dana est?" ele perguntou, completando seu copo at a boca e se preparando por uma noite de engraados gentis cutuces  vergonha de Gwilym em relao  sua esposa.

Olhos castanhos o ignoraram, fitando intensamente o pedao de pergaminho, provavelmente outra das infindveis contas que envolvia administrar uma grande propriedade, Merfyn imaginou. Sua piada no atingiu o efeito desejado, mas o sargento era como um menino com um palito em uma colmia de abelhas quando se referia a importunar - sem descanso - e ele geralmente sabia onde as reas delicadas de Gwilym estavam. Ele tentou novamente: "Eu pensei que ela estava perto do cargo de contar as galinhas e barris do porto. Dizem que ela consegue ler e escrever, afinal de contas."
Era um ponto pegajoso de Merfyn que uma mera rebenta de garota era mais bem educada que ele - ainda mais porque Gwilym a tinha deferido sem vergonha nenhuma por quase uma quinzena. Apreciar uma nova noiva e agindo como um idiota, eram coisas diferentes e o senhor deste castelo estava perigosamente prximo ao ltimo, na sempre humilde opinio de Merfyn. 

"Provavelmente ainda na igreja," o homem mais jovem finalmente respondeu, sem desviar o olhar do que fosse que ele havia achado to fascinante. "Leuan est com ela - eles voltaro logo."

Quase como na deixa, Leuan apareceu  porta, esfregando o resto do gelo de sua barba cinza e pisando forte com seu p congelado para anunciar seu sofrimento por ser forado a aventurar-se atravs da neve em nome de Deus.

Passando um copo de vinho pela escrivaninha para o padre, Gwilym continuou, "Esta no  a questo, de qualquer modo. O prncipe Llewelyn nos est chamando para o sul para o Vale Tywi para montar cerco para o castelo Carmarthen. Voc e seus homens podem conseguir experimentar os novos arcos antes da primavera, Merfyn."

Gwilym leu vrias partes da carta em voz alta, mas apenas o magro padre estava prestando ateno, olhos marrons inteligentes assistindo seu velho estudante por cima de seu copo enquanto ele o bebericava. 
Merfyn, depois de gastar a maioria de sua vida seguindo ou Gwilym ou seu falecido pai em batalhas, no era detalhista em para quem ele apontava sua espada, contanto que ele fosse eventualmente capaz de ir para casa para sua mais nova esposa e lareira. Gwilym era suserano de Merfyn, Llewelyn, Prncipe de Gales, era de Gwilym e Rei John comandava a todos eles, ento, servios eram sempre obrigatrios para algum. No importava muito o que os estudiosos e a Igreja diziam qual era a causa; era a sua mo que causava derramamento de sangue. 

"Se voc pode preparar seus homens e suprimentos, ns podemos partir ao amanhecer e estar em casa para o natal, talvez." Gwilym deixou a carta de lado, se inclinando em sua cadeira e rodando seu pescoo para que  estalasse e rangesse como galhos secos. "O castelo deve sucumbir rapidamente, mas mesmo assim no h nada pior que sentar em uma tenda no meio do inverno esperando para matar de fome algum duque mimado."

"No que voc estar fazendo alguma coisa aqui que voc no possa fazer em sua tenda igualmente fcil."

Gwilym ignorou a facada designada de Merfyn novamente; seu velho amigo havia deixado suas concluses dos arranjos de dormir de todos - ou suas suposies destes - claras em vrias ocasies. 

A serena inteligncia de Duana parecia enervar o soldado, e a soluo de Merfyn era de que ela precisava ser rebaixada alguns pontos e lembrada da funo primria de uma esposa. Em uma terra onde esposas podiam deixar casamentos infelizes to presumida sabedoria marital havia deixado Merfyn em sua quinta noiva, a no ser que Elan j o houvesse deixado e Gwilyn ainda no havia sabido. O expressar de Merfyn nesse caso provavelmente tambm tinha a ver com o reprimidos olhos azuis e um ocasional vislumbre do calcanhar branco sob a graciosa e longa saia de Duana. Por toda sua ostentao, Gwilym o havia visto se derreter em uma, um tanto imunda poa sempre que Duana estava presente - Merfyn estava to admirado com ela como o resto do castelo. 

Pensamentos daqueles insondveis olhos interferiram na concentrao de Gwilym tanto quanto na de Merfyn, ento ele deixou a carta de lado para Duana praticar leitura de manh e afundou-se no sof ao lado de Leuan, completando os copos de todos mais uma vez antes de mandar a garrafa e a sonolenta servente de volta para a cozinha para a noite. 

"Ela est bem, Leuan?" O padre, a nica outra pessoa no castelo que podia entender o francs de Duana; todos os restantes falavam apenas gauls. Duana no era uma mulher de lamentaes e suspiros, mas ele pensou que ela parecia menos contente que ela havia estado quando chegou h uma quinzena. Talvez ela falasse com um padre se ela no estava pronta para confiar a ele seu segredo, embora ele j tivesse suposto e estado em paz com o que provavelmente era. 

Leuan deu de ombros; desinteressado. A mulher de Gwilym era da conta de Gwilym agora - ele havia descoberto uma viva alem impressionante na missa da noite ontem e estava ocupado fiando sonhos de como um futuro com ela poderia ser se ele no fosse um padre. Suzanne, ela disse ser seu nome. Ele tinha dificuldade em embrulhar sua boca em volta de to extica e misteriosa palavra - Suzanne. Merfyn j havia o pego sonhando acordado por ela e comeado suas observaes da loira e alta mulher, para o horror de Leuan. Se Merfyn sabia, a aldeia inteira saberia - incluindo qualquer detalhes que Merfyn poderia adicionar para o conto como capricho. 

Diferente de Merfyn, que gostava de especular altamente e sem fim, Leuan no pensava que possivelmente aquele casamento no estava consumido, embora seu protegido no estava socivel com a informao de qualquer jeito. Gwilym estava em sua escrivaninha quando o padre saiu na noite e quando ele retornou pela manh. O que se aconteceu entre o anoitecer e a aurora estava sendo mantido entre marido e mulher a no ser que eles acordassem os serventes.

"Eu apenas encararia tudo para ouvir a confisso dela. At agora, ela no tem tido nada interessante para confessar, mas eu espero que isso ir mudar ou me congelarei esperando." 
"Voc  um devasso embarao para o Papa, Leuan," disse Gwilym em brincadeira, bocejando e passando seus dedos pelo cabelo. "E voc, Merfyn,  apenas um embarao." 

Obviamente, os homens passaram mais que trs dcadas juntos - o padre e o soldado j homens formados quando Gwilym era um garoto, ento os espinhos eram facilmente trocados e sem malcia. Era uma rotina, um modo de passar as noites at que camas e esposas, ou no caso de Leuan, sonhos de esposas proibidas, chamassem.

"Sbias palavras do cachorro do aougueiro, meu senhor, mas  culpa sua. Ns te ensinamos melhor, se voc no se lembra," Merfyn atirou de volta, rindo arremessando o resto de seu vinho mais ou menos no fogo e ento se levantando rapidamente enquanto Duana entrava. 

"Nos da," ele murmurou para ela, perdendo toda a arrogncia sobre conquistas juvenis e repentinamente  achando o cho altamente cativante. Boa noite. 

"Nos da, Melvin, John," ela respondeu educadamente, tomando seu lugar no sof. Gwilym ofereceu seu copo, mas ela balanou sua cabea. Leuan e Merfyn trocaram olhares que no era para ela ver e acharam desculpas plausveis para se recolherem. 

"Voc confessou por mim tambm?" Gwilym perguntou em francs, levantando sua mo para Leuan enquanto este seguia Merfyn para fora da escada de pedras espiralada. "No h necessidade - Leuan estava l para punir a maioria dos meus pecados, ou para se juntar, enquanto elas aconteciam, ento no deixe que eles lhe pesem a conscincia." Era sua tentativa a uma piada, mas ela no soava to engraada em voz alta do que tinha sido em sua cabea. "Eu quero dizer que ele tambm fazia parte da injria." No, aquilo soou pior. "Leuan se metia em seus problemas e eu em meus - similares problemas, mas no juntos."

Ele sabiamente abandonou toda a esperana de salvar sua pele e calou-se, se focando no fogo como se este contivesse as respostas para todas as perguntas. 

Ela disse alguma coisa, mas ele apenas entendeu poucas palavras, basicamente que ela estava bem - je suis bien -  que era o que ela sempre falava. Na verdade, ela estava aprendendo gauls muito mais rpido que seu francs enferrujado estava progredindo. No era de se surpreender que outra lngua viesse com mais facilidade para ela - ele descobrira que ela lia e escrevia em latim to bem quanto francs e galico e havia gostado de gerenciar as contas de seu primeiro marido, ento ele a permitiu comear a impor algum sistema ao seu prprio caos desordenado. 

Ele continuava confuso em por que algum havia tomado tantas dores para ensinar a ela, mas sua habilidade de aprender no o incomodava do modo que incomodava a Leuan e Merfyn, embora isto tenha exigido um pouco de adaptao. Diferente de Diana, Duana no simplesmente imitava o que ela o ouvia falar, mas pensava ela mesma e algumas vezes veio a concluses que eram to chocantes quanto algumas idias dele. 

Ele gostava de conversar com ela, ouvir suas opinies tarde da noite quando ela estava envolta em seu manto excessivamente grande e eles eram as duas nicas pessoas acordadas na montanha. Eles haviam discutido tudo de sua biblioteca de livros que ela estava rapidamente consumindo para confisses de sua crena radical - depois de muitos copos de vinho noite passada - de que o mundo era redondo em vez de chato. 

Gwilym havia vagado da Irlanda nativa de Duana para a ltima cruzada na Terra Santa e ainda estava para ver qualquer lugar onde algum poderia cair da borda da Terra. Ele ficava surpreso quando ela concordava, levemente embriagada tambm, dizendo que a sombra da Terra durante um eclipse era redonda, significando que ela no era nem redonda, nem o centro do universo. A crena dele era no corao; a dela era prova no cu, mas era um lugar compartilhado para comear.

Uma vez que a porta estava fechada e os ltimos passos desapareciam, os deixando sozinhos no escritrio que aderia ao quarto que eles, em teoria, agora dividiam,ela tirou seu vu molhado, desfez sua longa trana de em volta de sua cabea, e puxou seus ps molhados para debaixo de sua saia no sof, repentinamente ciente de que os olhos dele seguiam seus movimentos. Ela era uma mulher acostumada a ser observada - fosse ela supervisionando a cozinheira ou se despindo para a cama - mas ateno nunca a trouxe outra coisa a no ser dor e ela no gostava disso. 

Ele a observava apesar disso - a linha de seu pescoo, a intumescncia de pequenos seios sob seu modesto vestido e a cintura fina - observava ela de uma maneira que um homem fitava a um cavalo puro sangue ou as esttuas que ele havia visto na Grcia: simplesmente porque era to perfeita em sua graa e raridade que suplicava para ser apreciada. Ela era linda e provavelmente pelo menos tolerante, mas ele havia desamarrado sua camisola noite passada, vinho anulando seus nervos, empurrou o macio tecido dos ombros dela, e encontrou velhos, amarelados hematomas, marcas de dedos, que fizeram seu estmago se virar. 

Merfyn no teria a tocado ou permitido que ela fosse tocada uma vez que eles deixaram a corte, ento deve ter sido antes disso. Possivelmente o rei havia clamado o direito primae noctis de passar a primeira noite com a noiva depois do casamento por procurao e ela havia negado. Aquelas marcas machucaram seu orgulho, mas tornaram sbria sua mente, o lembrando que enquanto ele no pudesse fazer as memrias irem embora, ele poderia ao menos esperar at que os hematomas desaparecessem. Ele havia passado a maioria de sua vida sozinho; algumas poucas noites no fariam diferena. 

"Frio?" ele perguntou, por falta de algo melhor para dizer e na esperana de que ele pudesse controlar uma nica palavra sem cometer um erro grave. 
"Froid?"

Ela acenou que sim com a cabea e ele lhe ofereceu suas mos para esfregar seus gelados, pequenos ps, descalando seus arruinados sapatos e meias compridas, como ele faria com uma criana. Ele havia considerado a proibir de caminhar a meia milha para a igreja at que a tempestade parasse, mas Duana havia sido bastante religiosa pelos ltimos poucos dias. Leuan normalmente fazia missa na capela do castelo - um dos privilgios de se ter um padre em casa, mas Duana queria ir a igreja aps a janta. Para pensar, ela havia dito. No parecia ter valido a pena pelo trabalho de tentar a convencer do contrrio; ela era to teimosa quanto uma mula quando ela se decidia de algo.

Uma mulher com o rosto de um anjo e a mente de um homem; rei John era um tolo da pior espcie para a machucar ou a deixar ir. Claro, ningum havia mencionado antes do casamento que ela tambm estava inclinada a enterrar seus pequenos gelados calcanhares, cruzar os braos e olhar para ele como se ele fosse o tolo quando ela no conseguisse o que queria. 

"O que  cachorro de aougueiro, William?" ela perguntou, o observando enquanto ele massageava seus ps, ainda no acostumada com o toque e provavelmente querendo se afastar. "Por que Melvin o chama assim?"

O gauls dela estava realmente progredindo rpido. " apenas uma piada. Merfyn est apavorado com o temperamento da esposa dele e sua boca se move sem consultar a sua cabea, mais normalmente que no," ele desviou em francs, passando seus polegares adiante do comprimento da sola a fazendo contorcer-se e seus dedos do p se enrolarem para baixo.  

"Mas o que significa?"

Sem pretender responder, a prxima melhor opo era distrai-la, ento Gwilym empurrou seus ps e a colocou sobre o eixo do sof, puxando seu leve peso para seu colo. "Minha cariad, minha doce garotinha - voc faz tantas perguntas. Me beije e talvez eu a perdoarei."

Surpreso com ele mesmo, ele silenciosamente recontou exatamente quantos copos de vinho ele havia bebido desde o jantar. Apenas dois, pela sua memria, ento o Deus Cristo deve estar emprestando sua coragem em vez da do pago Bacchus esta noite. Ela calmamente sucumbia quando ele queria um abrao ou uma carcia - como eram parte de seus votos de casamento - mas exceto por pegar sua mo ou unindo-se a ele quando ele a acordava de um pesadelo, ela nunca havia oferecido, nem mesmo quando ele a havia comeado a despir noite passada. 

"Me diga o que  um cachorro de aougueiro e eu o beijarei duas vezes,"ela respondeu de forma irreverente, ganhando um sorriso quase adolescente da normalmente sem expresso mas enfadada face. E pensar que ele se preocupou que ela poderia ser uma idiota. 

"Um como um adiantamento primeiro. Uma mostra de boa f." 

Ela estava um pouco incerta dela mesma quando o agressor, pressionando sua boca levemente, tentador contra a sua. Gostando do que ela encontrou, ela ficou, separando seus lbios e deixando ele enrolar seus dedos no cabelo dela enquanto ele gentilmente a abaixou para o sof abaixo dele. 

"Voc quer isso, cariad?" Ele falou em gauls, mas o significado estava claro enquanto suas mos perambularam sobre seus quadris e exploraram seios altos atravs do vestido. A sentindo responder, Gwilym comeou a empurrar a saia e ela puxou de volta. "Relaxe, cariad. Voc ter todo o tempo que voc precisa. No sou um garoto." Fazendo seu caminho da boca dela para a nuca, ele pausou e a olhou para ver amedrontados olhos azuis o observando  luz do fogo. 

Ainda no. Ele queria uma desejosa, no uma meramente complacente companheira de cama. 

Ele a puxou de volta sentada contra seu peito, a acariciando, a dizendo que estava tudo bem enquanto o corao dela batia forte. Se ele verdadeiramente pretendia a deixar ir para cama sozinha, ele precisava colocar algum ar entre eles, e rpido, tambm. A tendo guarnecida ao lado dele, o cabelo agora se destranando e se enrolando em volta de seu rosto, no estava diminuindo seu senso de urgncia. 

"Me desculpe,"ela se desculpou. "Voc tem sido muito tolerante com a minha estupidez -  o que Melvin acha."

"Como voc soube disso?" Merfyn no falava francs alm do que era necessrio quando estava ordenando o que estava disponvel em uma taverna, quer dizer, ele conhecia as palavras para cerveja, po, sopa de carne, e mulher. 

"O cachorro do aougueiro - uma criatura esperada a deitar logo ao lado da carne e nunca toca-la. Sempre olhando, faminta, mas nunca conseguindo o que quer a no ser que leve sem permisso. No  isso?  isso que ele quer dizer?"

Era exatamente o que Merfyn havia querido dizer, mas Gwilym no a estava falando. Sua cama e com quem ele a dividia, ou esperava para dividi-la, era a sua prerrogativa; maldito seja Merfyn.

Quando ele no respondeu, o rosto dela se ruborizou, envergonhada, sabendo que ela havia adivinhado corretamente e Merfyn era pior que qualquer mulher quando se falava em espalhar fofoca. "No sou criana. Eu no sou virgem. Eu sei alguma coisa do que se  esperado entre homens e mulheres."

Antes que ele pudesse se recuperar da sinceridade dela, ela afundou-se de joelhos em frente dele, empurrando sua tnica, soltando a corda em seu calo com habilidade e ento em seus braies de linho por baixo. Ele abriu a boca para perguntar o que ela estava fazendo quando isto se tornou rapidamente, incrivelmente bvio.

"Duana?" ele conseguiu falar. Ele havia escutado falar nessas coisas, mas nunca as havia experimentado. Mulheres foram limitadas a Diana, Phoebe e as usuais camponesas e prostitutas de campo ou taverna e nenhuma delas havia lhe oferecido isso. 

"Jesus!" As mos dela se empurraram gentilmente contra seus quadris, querendo que ele ficasse parado. "Isto  um pecado e eu estou danado." Naquela hora, a troca parecia valer a pena. 

Duana pausou, levantando seus olhos para olhar para seu rosto j avermelhado, curiosa com o que ele disse e ento decidindo que provavelmente no era vital no momento. "Se voc consegue falar tanto, eu devo no me lembrar como fazer isso direito."

Sua campanha para parar a tagarelice dele teve sucesso, o reduzindo a um ocasional gemido de "Santo Cristo" e "Cariad" enquanto ele assistia com assombro, descansando uma mo cuidadosa atrs da cabea dela. Incerto do que era esperado dele, ele comeou a empurra-la no ltimo minuto, mas ela no o deixou. 

Mais tarde, se Gwilym tivesse algum para quem contar essa experincia, ele juraria que um raio separou os Cus e ento sacudiu seu corpo, o deixando olhando para ela sem palavras do sof, seu crebro ainda se recuperando do choque, enquanto Duana o desejou um "Nos da," e foi para o quarto deles dormir sozinha. 

*~*~*~*

Era um velho debate - o usual conflito entre a obediente, bem treinada mente e a fraca e voluntariosa carne - esta vez compunha vrias congregaes pelo padre sendo seu melhor amigo. Confesse esse... bem, esse encontro, assista a mandbula de Leuan cair, cumpra sua penitncia e seja absolvido, ou preserve alguma dignidade e espere que Deus o entenda. 

Migrando de um lado do sof para o outro a procura de uma posio mais confortvel, apoiando os ps e enlaando as mos atrs de sua cabea, Gwilym decidiu, primeiro, que ele poderia abrir mo de confessar este ltimo pecado. Segundo, ele questionou os motivos da Igreja para proibir um ato assim e desejava que ele pudesse encontrar um jeito de escutar a justificao de Leuan sem se entregar. Como isso poderia ser avaliado como igual a deitar-se com um homem ou um animal era absurdo.

Pelo que ele sabia, se no houvesse prazer para uma mulher, ento no haveria nenhum jeito de conceber uma criana. Para casais que estavam cansados de terem filhos constantemente, poderia haver um xodo em massa do que o Papa Inocente III considerava comportamento aceitvel entre homens e mulheres e assim bem menos paroquianos nascidos para encher os bancos de igreja.

Embora crianas, especialmente filhos homens, fossem vitais e bons para ostentar-se, ele, como muitos outros homens, franzia as sobrancelhas silenciosamente de preocupao quando o ventre de uma jovem se crescia ano aps ano. Muitas esposas morriam jovens e havia um limite, apesar do que Leuan e os Evangelhos diziam, para quantas crianas um homem precisava. Infelizmente, bebs pareciam seguir o desejo por uma mulher to constantemente quanto as prostitutas seguiam as tropas do rei. 

Como, em seis e trinta anos, ele nunca havia se deparado com tal coisa antes, e como, em nome de Deus, ele poderia deparar-se novamente? 

Ela era certamente um quebra-cabeas, essa sua permutada noiva. O prazeroso nevoeiro de sono havia vindo imediatamente, mas o deixado horas antes da aurora, ento aqui estava ele, deitado, incerto de o que dizer a ela pela manh e considerando a covarde possibilidade de simplesmente partir para o cerco antes que ela acordasse. Ele poderia dizer que a mscula arte da guerra fora causa de sua ausncia e no o medo de sua tendncia para gaguejar coisas absurdamente estpidas na presena dela. 

Ele deve ter feito um barulho no familiar - possivelmente um sinal de contentamento - porque o bando de cachorros se apressou do quarto para investigar. Sete narizes gelados e molhados o cheiraram curiosamente, como se ele no os tivesse criado de filhotes, decidiram que ele no significava nenhuma ameaa para sua mestra e o abandonaram com seu sof e pensamentos. 

Conforme ele puxava as cortinas e a observava  luz de uma nica vela, ela parecia uma criana contente, seguramente adormecida na cama dos pais. 

Ela no deveria estar aqui; ela pertencia aos braos de algum prncipe na corte, em exibio para atrair olhares em vez de no norte de Gales, escondida do mundo em sua terra cruel de guerras e neve infindveis. Apesar de tudo, como Leuan havia dito, o que est feito est feito. Eles haviam se colocado na entrada da igreja h 10 dias atrs 4 semanas aps o anncio do casamento ter sido postado de acordo com a lei - e repetido as palavras do padre mais uma vez para que nunca houvesse dvidas sobre a validade do casamento: "ser fiel na sade e na doena, na alegria e na tristeza, amando e respeitando, por todos os dias da vida." * 

Ela era dele, contanto que ela estivesse feliz em ficar. 

Um pesadelo a estava perturbando - ela livrou seus braos tentando escapar de algum monstro sem rosto e tendo sucesso em apenas mandar alguns cachorros e um travesseiro para o cho. 

"Sh... sh..., cariad," ele sussurrou baixo ao seu ouvido, acomodando a vela no canto da cabeceira e acariciando seu cabelo conforme ele se sentava na beira da cama, deixando as cortinas recarem, criando um lugar privado, s para eles. "Apenas um sonho. Voc est segura."

Seus olhos se abriram, focando-se no rosto dele, e ento se fecharam novamente enquanto ele a segurava, espantando os demnios. "Apenas um sonho, doce garota."

"Garota no,"ela fungou, enxugando as lgrimas das bochechas e tentando alisar a camisola para cobrir suas pernas nuas. "Se voc no vai dizer meu nome, pelo menos no me chame de garota."

Ele no estava acostumado a ter mulheres falando com ele daquele jeito, mas ela estava aborrecida e pouco acordada. No parecia valer a pena corrigi-la, como no valia a pena dizer a ela para no caminhar at a igreja para rezar em uma tempestade de neve. Ela era quase silenciosa quando outros estavam presentes, especialmente desconfortvel na presena de muitos homens, mas em particular, ela falava como se eles fossem iguais e era chocante, mesmo pelo padro normalmente casual de conduta que ele tinha, embora ele fosse culpado de encoraja-la. 

"Sobre o que era esse sonho?

"Homens," ela disse para seu ombro. "Sempre homens. Alex, desta vez."

"Era o filho do seu marido, no?"

"Voc  meu marido e o nome de seu filho  David," ela murmurou, recuperando seu travesseiro e indicando que ela no queria continuar essa discusso.

"Daffyd, eu assumo como meu filho, sim."

Ela se deitou, puxando a manga dele para que ele se deitasse com ela e puxando o cobertor de raposa sobre suas pernas. Essa no foi a primeira vez que eles dividiram uma cama; ela, com freqncia, queria que ele ficasse at que ela casse no sono e ele tambm era culpado de se demorar, a observando, a tocando enquanto ela dormia para ter certeza que ela era real. 

Gwilym sentou-se por tempo suficiente para tirar suas botas e tnica para que ele no sujasse os lenis, ento se enrolou atrs dela, gostando de seu calor e curvas.

"Preciso lhe confessar algo, William.  seu direito saber,"ela disse aps alguns minutos de silncio. Ela se moveu para mais perto dele, o acotovelando, esperando ter mais espao no travesseiro, ele sups. "Quando voc disse que no queria mais filhos, voc teve inteno de dizer aquilo? Era por isso que voc me queria como sua mulher?"

Ele ponderou, descansando uma mo tentativa no comeo da cintura dela, e ento a passando pelo abdmen liso dela. "Eu quis dizer que eu no me julgo pelo tamanho da barriga de minha esposa, s isso. Estou contente por Daffyd herdar como meu filho - eu me importava com a me dele e ele  um bom menino. Um homem, quase. Por que pergunta?"

"Meu marido "ele" ele era muito mais velho que eu, ento ningum recusou que ele fosse  guerra ou  corte. Ele havia se machucado nas guerras na minha terra natal: aquilo era parte da razo pela qual o enteado dele me levou para Londres: para cuidar dos ferimentos do pai. Eu tentei; ele era um homem gentil, mas existem algumas feridas que eu no posso curar."

Ele no entendeu, ento ele esperou, a deixando trabalhar sua coragem.

"Suas pernas e costas nunca se curaram adequadamente, William. Ele era um homem orgulhoso e no queria que ningum soubesse, ento ele manteve segredo, como ele fazia com muitas feridas. Ns nunca estivemos juntos; no do modo que a Igreja diz ser prprio.  por isso que no houve crianas."

Ele se apoiou nos cotovelos, olhando para ela. "Cristo na cruz! Por que voc no disse isso a algum? Voc nunca teria se casado comigo se o rei soubesse que vocs no tinham filhos porque... porque..."

"Porque meu marido no podia,"ela calmamente terminou por ele. "Era um segredo. Eu sou filha de um mercador - ningum comparada a voc ou a ele - e ele era bom para mim. Ele me ensinou muitas coisas e me pediu muito pouco. Eu era jovem e estava com medo e contente com aquilo. Ele at me disse, no comeo, que se eu estivesse grvida do filho dele, ele clamaria o beb como dele, mas eu no estava."

Tais coisas no eram comuns - ele sabia quem era o pai do filho de Diana e preferiu clamar o menino em vez de a envergonhar frente  aldeia inteira. Em tempo, uma filha com o cabelo e olhos escuros dele se seguiu, mas agora todos estavam perdidos: Diana para o fogo, Daffyd para corte do rei como refm real e sua garotinha para a graa de Deus. 

Ele engoliu em seco, empurrando essas imagens horrveis para fora de sua mente e levando sua mo para o seio dela ento seu propsito era claro. "Voc quer ter um filho, Duana? Nem todos os homens so tolos ou pretendem apenas tirar de voc."

Ela hesitou e ele pensou que havia dito a coisa errada novamente. Ento ela rolou para o encarar, enrolando sua longa camisola em volta de suas pernas e deitando a cabea do brao esticado dele. "Voc no vai me machucar?"

"Eu no vou te machucar." Ele juraria sua prpria vida naquilo.

*~*~*~*

Os homens estavam perfurando as frias pedras de calamento antes do amanhecer, Merfyn latindo ordens para a direita e esquerda e se entretendo imensamente, como sempre. 

Gwilym se esticou como um grande gato e puxou a pequena, adormecida forma para ele pelos poucos minutos que ele se permitiu demorar, examinando o rosto dela para ter certeza que nenhuma lgrima havia escorrido enquanto ele dormia. Aqueles homens brincando de guerra do lado de fora ririam de si mesmos se eles soubessem quantas vezes na noite o destemido senhor deles havia pedido permisso a ela, atrasando tanto quanto possvel sem se envergonhar por medo de a machucar ou a amedrontar. 

Ela finalmente o havia convencido de que ela queria o provocando, sussurrando que o nariz dele estava to frio quanto o de um cachorro e se ele insistisse em coloca-lo em tais lugares, que ele o esquentasse antes. Ele parou, fingindo olhar furioso para os cachorros, que estavam choramingando por serem exilados para o cho e se perguntando exatamente o que ela estava fazendo com seus ces de caa enquanto ele estava dormindo. Ele pensara que dar ossos de galinha e os deixar dormir na cama os estava estragando.

Duana sorrira, um verdadeiro, gentil sorriso que se espalhou at ela comear a rir suavemente, relaxando. Ele a havia calado cobrindo sua boca com a dele com a pretenso de no querer mandar as lnguas dos serventes sacudirem-se ainda mais e ela no havia se afastado. 

A quase esquecida familiaridade de brincadeiras privadas  noite trouxe um grande sentimento para seu peito enquanto ele a observava dormindo, inconsciente do impacto que ela estava tendo no seu solitrio mundo. Ele havia apenas esperado por uma companhia - uma mulher que Leuan havia descrito como justa, brilhante, gentil e boa. Ele havia sido abenoado com tanto. 

Empurrando o cabelo de seu rosto, ele pensava no que ela havia querido, o que ela esperava enquanto ela cavalgava para dentro da muralha do castelo pela primeira vez. Embora o rei tivesse clamado a parte dela do estado do marido e ela no tivesse dote, havia ofertas de casamento de muitos outros: terra de bares, nobres e ricos mercantes de Londres - vivos mais velhos, amigos de seu marido que esperavam pouco dela exceto que ela se pendurasse em seus braos e inchasse seus orgulhos. Mesmo assim ela escolheu um pequeno senhor gauls que ela nunca havia conhecido, assegurando-se de uma vida de esperar por ele para voltar de batalhas, imaginando se ele ainda vivia. 

A luz engatinhou para dentro, pelas cortinas da cama, como um visitante indesejado para seu santurio e ele pde ver as marcas nos ombros e pulsos dela claramente. Ele havia visto e recebido bastante socos no passar dos anos para ser capaz de recontar o que aconteceu com ela como se ele estivesse lendo uma estria. 

Havia muitos conjuntos de marcas de conteno; ela no havia sido apenas segurada, ela havia lutado, causando quem fosse que havia feito isso a reajustar seu aperto fazendo isto muito pior para ela. Por que ela havia lutado? No era como se houvesse alguma possibilidade de escapar. Gwilym traou os hematomas com seus dedos, pensando que ele teria lutado tambm e a acordando, olhos preguiosos se abrindo como um contente bem alimentado gatinho. 

"Quem?" ele perguntou gentilmente. Ento, a vendo se empalidecer, ele havia adivinhado seu segredo: "No foi sua culpa, mas se estiver ao meu alcance, voc pode v-lo ser enforcado".

"Voc vai me mandar embora?" Ele balanou a cabea um no e viu alguma cor voltar para o rosto dela. "Meu tempo - no veio".

Ainda levemente bbado com os eventos da noite, aquele eufemismo feminino levou alguns minutos para se traduzir em sua cabea; seu fluxo no tinha vindo. Era aquilo que estava na cabea dela nos ltimos dias. Ela j suspeitava que ela estava esperando uma criana e no havia lhe dito. 

Ele se enfureceu, dentes rangendo, olhos se estreitando e ento suavizou, percebendo que ela havia feito amor com ele apenas porque ela queria, no para ficar grvida. 

"Quem?"

"O rei. Ele disse que iria mandar um presente de casamento para voc e ao que parece, ele mandou. Ele disse que era direito dele"

Era o que ele havia suspeitado, embora ele no tivesse esperado que ela estivesse grvida. Leuan havia dito que ela no tinha filhos, ento Gwilym havia presumido que uma vez que as memrias do que o que foi que o rei havia feito desaparecessem, no haveria conseqncias. 
Desajeitado, sem saber o que dizer a ela at que ele tivesse tempo para pensar, Gwilym se vestiu rapidamente, lavando seu rosto e boca enquanto ela observava da cama. Seus joelhos perto do peito, sua nua pele marfim formando arrepios no ar frio. Era como se ela pensasse que ela no podia se vestir ou sair da cama at que ele lhe desse permisso. Ou talvez esse colcho macio era o nico lugar seguro que ela havia encontrado e ela no estava disposta a deixa-lo - quem adivinharia a mente dessa mulher?

Ele parou na entrada, se virando em direo a ela e rodeando as mos nos dois lados por fora, olhos fixos no cho, tentando formar um plano. Ele poderia manda-la para o mosteiro em Aberconwy ou em Bangor para ter o filho em segredo e deixa-lo - ou at dizer que o beb veio antes do tempo e era dele. Ou ele poderia mandar buscar uma parteira para fazer um ch de mandrgora e d-la a ela, matando a criana antes de form-la. Porm aquilo era perigoso; uma mulher na aldeia havia sangrado at morrer tentando se livrar do filho dela. Dada a escolha, rei John poderia levar a criana, se ele descobrisse, mas Gwilym no a colocaria em perigo. 

"Onde voc est indo, William?" ela perguntou, ainda sem olhar para ele. 

Na verdade, nenhum lugar urgente. Os soldados no estariam prontos para cavalgar na prxima hora, ele havia terminado com sua correspondncia, lido as contas noite passada e Merfyn era muito capaz de se preparar para um cerco. A missa da manh havia vindo e ido enquanto ele estava deitado, ento Leuan estaria l em breve para uma explicao de sua ausncia - e mais pistas pouco previstas sobre Duana a no ser que o padre havia achado outra mulher para suspirar. 

"Voc est zangado. Me desculpe," ela murmurou, cabelo caindo como um vu sangrento sobre os lados do rosto dela. "Eu me vou - embora. Voc no precisa se meter em problemas por minha causa." 

J havia passos subindo a escada; a nica manh que ele queria um pouco de paz, Deus o livre, suas terras e servos de funcionar depois das 6 da manh sem sua presena para decidir quem possua uma vaca ou qual o melhor jeito de substituir uma ponte. Colocando o ferrolho na porta, ele caminhou a distncia do quarto e sentou-se na beirada da cama desarrumada, alcanando a mo dela, forando um sorriso que ele no sentia. 

"Duana - eu disse seu nome com meus cales, ento tome nota - eu conheo rei John. Ele nunca deixaria uma mulher ir embora ela querendo ou no. Ele  muito orgulhoso. Qualquer um que o tenha encontrado sabe o que teria acontecido antes dele deixa-la partir da Corte. Eu mandei Merfyn para lhe pegar e partir o mais rpido que ele pudesse - mas obviamente ele no foi rpido o bastante e me desculpe. Eu quero voc; eu no sabia o quanto at lhe encontrar, mas eu te quero e qualquer coisa que venha com voc. Voc me aceitou como sou e eu pretendo fazer o mesmo. Voc  aquela ncora - eu encontrei onde quero estar e pretendo ficar. Chega de vagar. Na colheita, voc e eu vamos ter um filho e eu enfrentarei qualquer homem a dizer o contrrio."

Pegando sua espada e a amarrando  sua cintura com dedos treinados - precisando de algo para ocupar suas mos - ele olhou para ela novamente, tentando avaliar se ele havia dito a coisa certa por uma vez e se ela o havia entendido. Ela no respondeu, ento ele puxou as cobertas ao redor dela contra o frio e se virou para sair, ainda incerto. 

"Eu nunca tive escolha antes. Obrigada,"veio a calma e forte voz de trs dele. 

"O que voc vai escolher?" ele perguntou, estmago embrulhando, no tendo idia do que eles estavam discutindo e com medo de se virar para a encarar. "Ou voc j escolheu?"

"Da prxima vez que voc perguntar? Eu no posso prometer. Eu no tive muitas oportunidades para decidir eu mesma."

"Ento voc vai precisar de um tempo para pensar."

"Sim," ela respondeu casualmente, puxando sua camisola, se levantando e se embrulhando no manto de dormir dele, que ele suspeitava que havia perdido de uma vez por todas. "Voc vai para a guerra?" ele afirmou com a cabea a dizendo o nome do castelo que ele estaria cercando por fora das prximas poucas semanas, no mnimo. "Me pergunte quando retornar."

"Pode haver meses at que eu volte. Voc estar aqui?" Ela disse sim e ele encheu seus pulmes com ar novamente. Abandonando qualquer pretenso, ele finalmente se virou e perguntou, "Voc saber a pergunta at l?"

Ali estava aquele misterioso sorriso novamente, seus olhos se acendendo travessos. Cristo, se esta mulher ainda podia sorrir, havia esperana para todos os pecadores de Deus. Ela se parecia no diferente das esttuas gregas - linda, clara e lisa como seda, mas na verdade ilusoriamente esculpida na mais dura pedra. Ela parecia uma teia de aranha leve e suas pontas dos dedos se lembraram de flutuar sobre ela como se ela estivesse molhada, pedra polida, impressionado que um mortal fosse permitido tocar essa forma. No era, at que algum bem-nascido perverso a tentou danificar, a quebrar em pedaos, que o fino mrmore mostrou sua verdadeira fora. Reis e reinos poderiam estar caindo, mas homens ainda parariam para sustentar-se em admirao, tremendo suas cabeas em quanto tal beleza poderia suportar. 

*~*~*~*

Ela havia lido sobre muitas coisas que ela nunca tinha visto - terras estranhas, drages, paraso e inferno e tudo entre eles. Era suposto que existissem drages em Gales e homens com plos to negros como a noite que tinham chifres e rabos, embora ela no tenha achado evidncia de nenhum. Homens cujo temperamento incendiavam-se como material inflamvel e lutavam irmo contra irmo, aqueles, parecem ser abundantes, mas William no era um deles. 

Geraldus Cambrensis havia escrito "A Descrio de Gales," um dos livros que seu falecido marido lhe havia dado para ler. Cambrensis contou de um povo audaz que amava sua linda terra, msica e poesia; homens que no batiam em suas mulheres ou forava mulheres sem repercusso. Ele escreveu que esta era uma terra de fadas, guerra e nvoas e apenas um ingls tolo poderia cruzar a fronteira. O historiador havia escrito a verdade; uma vez que ela cruzou para Gales, apenas memrias dos ingleses a seguiram, mas isto era de se esperar. 

Eles discutiram isso por horas - ela e seu marido, bebericando ch, rindo e decidindo que drages gauleses deviam expirar gelo em vez de fogo. Ento seu marido tocaria o sino para um servente para carrega-lo para a cama, a deixando para seus sonhos e livros. 

Ele era um homem velho; no havia necessidade de o rei o ter executado. Ele havia estado muito velho e doente at para pedir a ela para fazer as coisas que ele a havia ensinado logo que eles se casaram. 

Era uma escolha, uma das primeiras que ela teve permisso para fazer em sua vida: quando seu irmo a encontrou - para retornar para casa e ser casada com algum fazendeiro irlands que aceitasse uma mulher que fora usada por soldados ingleses ou ficar com seu marido e usufruir de sua riqueza para alimentar crianas famintas e medicar qualquer pessoa que aparecesse  sua porta. 

Mais tarde, houve outra escolha - sujeitar-se ao rei John e desonrar a ela e ao seu casamento, fosse como fosse, ou recusar-se e pagar o preo.

Suas escolhas a haviam conduzido a isso: um sentimento no diferente de neve repentinamente desistindo e deslizando de uma inclinao empapada. 

Embrulhada no manto de dormir de seu novo marido, ela o assistiu na muralha do castelo coberta de neve abaixo, supervisionando Melvin enquanto ele colocava os soldados de elite, vestidos em suas tnicas vermelhas, atravs de suas marchas com arcos, espadas, longas lanas e cetros. Duana havia visto guerras - as batalhas na Irlanda quando ela era uma criana, mesmo os cercos a Londres onde ela viveu por uma dcada - e esses homens estavam bem armados e bem treinados. Eles no poderiam ser comparados s multides dos mercenrios do rei John, de qualquer forma; homens que corriam pelas montanhas como circuitos, procurando engordar-se no sangue da terra. E se o rei soubesse desta criana, os soldados viriam; todos os bastardos do rei viviam na corte, normalmente com suas mes. 

Ele era um bom homem, este William - muito mais gentil e cavalheiro que ele queria que os homens soubessem, mas no diferente de uma avalanche juntando foras. Se ela no fugisse agora, ela seria pega nela e no seria capaz de escapar. No haviam laos fsicos ou fronteiras desta vez, nenhuma corda ou canal ou at douradas barreiras sociais; tudo que ela tinha que fazer era dizer e ele a mandaria sob passagem segura para onde ela quisesse ir. 

Para onde ela queria ir?

Ela havia visto o filho dele, David, na corte; visto o intelectual e doce corao sob a agitada capa do que William chamava 'a loucura da juventude'. Ela esperara que o pai fosse como o filho. 

O padre John e o prncipe Llewelyn haviam feito algo sem precedncia: antes deles oferecerem casamento para William para o rei, eles a perguntaram, a contando dele e perguntando se ela gostaria de ser sua noiva. Eles tambm falaram a verdade, ento deve ser uma caracterstica entre gauleses, dizendo que ele era rpido e bem instrudo, mas recluso e inclinado  melancolia quando deixado para suas prprias coisas. Solitrio, eles disseram, desde que sua mulher havia morrido em um incndio h anos atrs. Ele no confiava facilmente, nem tolos sofrimentos e ele tinha algumas idias que beiravam a blasfmia, John havia adicionado, se benzendo. 

Seu marido, morto h apenas algumas semanas, havia sussurrado para ela, a provocando sobre gatinhos e cachorrinhos machucados que ela pegava para sempre para consertar e dizendo a ela que esta fosse talvez outra alma precisando de cura e a lembrando de suas longas conversas sobre Gales. Ela havia concordado com o casamento e dentro de algumas horas permaneceu frente a John e ao lado de Llewelyn para se casar por procurao com um homem que ela nunca vira. 

Quando John recitara os votos novamente semana passada, ela havia alcanado a mo de William e a encontrado to trmula e to mida como a dela. Aps se ajoelhar com ela para ser abenoado, William a havia guiado para casa, para cama, a colocado ainda vestida e trmula, sob as cobertas e ele sobre esses, a puxado para perto como se ele estivesse com medo de perde-la, e simplesmente dormiu.

No havia necessidade de fugir; no havia lugar que ela precisava ir. 

Os soldados estavam alinhados lado a lado com suas costas para a janela, oferecendo suas armas para Melvin para inspecionar. William, montado em um enorme cavalo negro, olhou para cima, a viu assistindo da janela e gesticulou para que ela recuasse antes que algum a visse em suas roupas de noite. Melvin estava castigando um coitado por uma flecha defeituosa e no estava prestando ateno, ento ele puxou a gola de sua camisola levemente para o lado, expondo o ombro e vendo a cor e surpresa subir ao rosto de William.

Ela havia visto aquela expresso trs vezes at agora - uma na luz do fogo, uma por uma nica vela na cama e neste amanhecer e ela estava aprendendo que ela gostava de causa-la. Ele observou sobre as cabeas dos seus homens, silenciado, enquanto ela desamarrava os laos, despindo os ombros e se virando em um crculo para que ele pudesse admirar, antes que ela se inclinasse para fora da janela, sorrindo maldosamente para ele. Esse sentimento, esse senso de poder de romances, essa avalanche juntando foras; isso era to embriagante como vinho.

"Bruxa," ele mexeu a boca, tentando manter sua expresso austera. "Devassa." Ele jogou seu queixo para cima, silenciosamente a ordenando a sair da janela e se vestir. 

Ela finalmente fechou o manto dele contra o gelado ar matinal, mas continuou a observa-lo enquanto ele fingia o papel de nobre se preparando para a guerra, dando uma espiada ocasionalmente para ela para ver que ele estava fazendo isso corretamente. 

Uma criada entrou carregando gua quente e a deixou para se lavar, removendo as marcas dos eventos da noite passada. 

Ainda no havia sangue na toalha conforme ela se secava, mas ela no realmente esperava que tivesse. William estava certo - ela ou ela e ele teriam um filho.

A criada, mulher de Merfyn, retornou para ajuda-la a se vestir, comentando novamente o seu lindo cabelo enquanto ele era tranado e preso numa coroa vermelha em volta de sua cabea. 

"Voc  uma mulher de sorte, minha senhora," a menina disse vagarosamente, enunciando cuidadosamente para que Duana pudesse entender, desde que a criada no falava nem um pouco de francs.

Se contemplando no espelho de metal polido, ela percebeu que pela primeira vez em dez anos ela era a cariad de algum. Ela havia sido a amada de seus pais at que os soldados a encontraram, mas a amada de ningum desde ento. Uma bugiganga, uma amiga, um trofu talvez, mas nunca querida por nada a no ser ela mesma. 

"Uma mulher toma sorte onde ela encontra," ela respondeu, mas a distrada garota estava cheia de sonhos, cavaleiros, nvoas e amores corteses e no entendia.

Cariad - amada; Gales seria um bom lugar para comear novamente. 

*~*~*~* 

Fim: Hiraeth II: Cariad


*(ao p da letra seria) "para ter e guardar, pelo honrado e pelo vil, para amar e respeitar de acordo com a sagrada lei de Deus, prometo-lhe minha fidelidade" 



Ttulo: Hiraeth III: Saeson

Autor: prufrock's love

Classificao: Acima de 12 anos

Palavras-chave: estria, AU histrico, MSR, dois momentos de srio angst e vrios wuv - twue wuv

Spoilers: No sei como.

Resumo: terceiro na srie Hiraeth; aber, norte de Gales: final de inverno, 1216

Colheres de prata, checado: angst por metro: 7.1 de 10; Jennifer: seguro - final feliz com MSR & sem cd; Jogos de amor; sim; cabea de Skinner checado; hum, depende de quem voc pensa que ele . 

Arquivo: link para:
http://www.geocities.com/prufrocks_love/hiraeth.html

Website: 
http://www.geocities.com/prufrocks_love/prupage.html

Disclamer: no meus, no processe.

Notas da autora: 

Henry II (Henry Plantagenet) e rainha Eleanor tiveram em apaixonado e tempestuoso casamento; cada trama, tomando amantes e ocasionalmente declarando guerra para seus parceiros. Eles tiveram numerosas filhas, mas quatro filhos: Jovem prncipe Henry (que morreu jovem), Geoffrey (tambm morreu), Richard o Corao de Leo (Rei Richard I) e John Lackland (Rei John).

Quando voc v 'Cavaleiros Templrios,' (ou Cistercian ou Hospitaller) pense 'monges cavaleiros apoiados pela toda-poderosa Igreja Catlica medieval', no 'Camelot'. Esses foram cavaleiros seculares desiludidos que se tornaram monges com espadas e, pelo ponto de vista deles, uma causa sagrada - sem competio por lenos de damas. Sua campanha mal sucedida para capturar a Terra Santa comeou em 1099 e durou por sculos. 

A verso longa da lio histrica e como os personagens fictcios se misturam aos reais segue a estria. No estraga, ento sinta-se livre para l-la primeiro se estiver interessado(a). 

Saeson 
Por prufrock's love

*~*~*~*

"Ela ainda est l, meu senhor."

Mesmo depois de cinqenta anos, ou talvez, por causa de cinqenta anos, os olhos de seu sargento eram precisos - capazes de localizar uma sentinela inimiga ou uma caneca de cerveja grtis h cem jardas, ento era quase certamente verdade. O moreno liderando os misturados soldados entortou os olhos, esfregou o sono de seus pouco descansados olhos e olhou novamente tentando ver se ele estava finalmente ganhando terreno em casa.

O sol da manh no tivera tempo de queimar a nvoa do topo das montanhas, ento nuvens brancas obscureciam os picos como vus de mulheres e fumaa do fogo da lareira abastecida para queimar at que a manh ficasse baixa no cho. Conforme a lua nova afundava, dando caminho para a completa luz do dia, Gwilym podia apenas decifrar as paredes de pedra do castelo de Aber se levantando imponente e arrogante sobre o vale adormecido.

Seu santurio, linda em sua simplicidade e graa, incrvel em sua sbita fora ainda estava l - esperando com todos os seus segredos. 

"Ela ainda est l, Merfyn," ele concordou.

Goliath deve ter percebido que eles estavam h 5 milhas de casa - o cavalo bufou um grande e frio ar de pulmo cheio e atirou sua cabea, jogando as rdeas dolorosamente contra o ombro machucado de Gwilym. Massivas patas voltaram impacientemente no lugar em resposta s pernas de seu cavaleiro inconscientemente se apertando contra seus lados - Goliath no era o nico ansioso para chegar ao castelo. 

Gwilym esfregou o denso pescoo do animal, derretendo seus dedos e prometendo cenouras e um celeiro quente esta noite. Eles haviam visto toda Gales muitas vezes, to bem quanto toda Europa, e at uma olhada na Terra Santa juntos em suas jornadas. Goliath ainda estava vido por ir a qualquer hora que seu dono aparecesse com sua complexa armadura e tnica vermelha ou branca, mas as milhas haviam se tornado mais longas, mundanas para ambos. Se era nesta Terra para se ser desafiado, maravilhado, afundado ou explorado, Gwilym j os havia feito duas vezes em seus 6 e 30 anos, e Goliath havia o levado pelos ltimos 10, cada longa cavalgada por vez. 

Se ele ainda estava a favor de Deus, aquele castelo continha uma mulher desdenhosa, ruiva e cabea-dura que falava um claro francs e um gauls horrvel e tendia a questiona-lo mais que qualquer mulher tinha o direito. O ltimo baro de terras do rei John havia acabado de fugir e o prncipe Llewelyn agora governava indiscutvel; era tempo de ir para casa - e para ficar em casa. Ambos Gwilym e Goliath estavam ficando muito velhos para tais tolices como guerras e cercos. 

Era como se o resto do mundo fosse uma camisa velha agora, surrada, desbotada pelo sol em sossegados tons e muito pouco ainda brilhava. Tendo escutando pouco a no ser a parania e o cinismo de Merfyn nos ltimos meses, ele havia pensado que isto poderia ser sua prpria memria que havia ficado defeituosa, lembrando-se de casa como mais prazerosa que antes, do mesmo modo que algum se lembra de suas comidas favoritas quando criana. Marzipan no era nem um pouco to gostoso agora que ele podia t-la o quanto ele quisesse - melados negcios roubados quando garoto, haviam sido muito mais doces. 

Merfyn diria que esta senhora Duana era igual: que o ter no seria to bom quanto o querer. Inspirando o gelado ar de maro para reviver-se, Gwilym decidiu que talvez Merfyn era muito melhor com uma lmina que com mulheres, tendo sido casado 5 vezes, mas apenas duas seriamente machucado em batalhas. Ele, por outro lado, fora confundido com um veado e atingido com uma flecha por seu prprio escudeiro enquanto estava mijando em uma manh, embora esta no fosse a estria que Gwilym planejava contar para sua esposa para ela ter pena por seu ombro.

Uma ncora, Duana o chamou - ele estava precisando de uma ncora e ele a havia encontrado descala e vestindo seu manto de dormir emprestado em uma fria noite em Gales. Depois de procurar no mundo por muitos anos, buscando, encontrando riachos superficiais em vez de profundas guas, ele se descobriu afogando-se em um lago de olhos azuis, olhando atrs dele para ver quem ela estaria olhando. A superfcie  to calma - refletindo, desviando como vidro - mas nas profundezas est a mo que segura a espada de Arthur. 

Um homem encontra onde ele quer estar, baixa ncora e  onde ele ficar. 

Por favor, deixe as guerras e invases terminarem para que ele pudesse ficar - ou, pelo menos, deixe sua causa finalmente ser sua prpria e deixe que ele sempre encontre seu caminho de volta para casa novamente. Era uma prece simples, mas provavelmente to do fundo do corao como qualquer outra que ele j tivesse mandado para cima. 

Avaliando que os cavalos ainda tinham algumas milhas a mais, ele apertou as rdeas e suas panturrilhas, deixando Goliath se acomodar no mexido devagar de um meio galope de cobertura de cho.

"Com pressa, Gwilym?" Merfyn gritou de trs, sorrindo e empurrando seu cansado cavalo para alcana-lo. 

No houve resposta, mas Gwilym deixou seu cavalo se restringir na inclinao com um ritmo amedrontado, respingando imprudentemente o rio e ento sobre uma cerca de pedras, tomando um atalho atravs da floresta de Llewelyn em vez de ficar na estrada. Rindo loucamente  sua prpria tolice, seu sargento e quatro dzias de homens o seguiram, espalhando galinhas, porcos e cachorros enquanto eles trovejavam por dentro da aldeia de Aber. 

*~*~*~*

Havia um homem loiro no prximo vale que gostava de passar seu tempo tentando transformar chumbo em ouro quando ele no estava produzindo poes do amor para esposas que queriam conceber e encantamentos para aquelas que no queriam. 

Gwilym havia uma vez passado vrios dias com o jovem alquimista, tentando formar uma opinio dessa nova cincia, caso ele fosse perguntado ou encontrasse algum disposto a escutar. Ele no desacreditava nas declaraes de Llangly, mas ele no via nenhum ouro na desordenada cabana. 

Talvez Llangly estivesse certo, mas perseguindo os elementos errados, para ter, em suas prprias muralhas, algum que conseguisse cruzar uma mulher com uma galinha e casar o resultado com o pobre Merfyn.

Embora Gwilym no pudesse realmente entender o por qu, Elan fazia isso toda vez que eles tivessem estado fora, fosse por um dia ou um ano; esperar nos estribos de Merfyn como se ela estivesse a ponto de convulsionar at que ele desmontasse e ento cacarejar para ele como uma galinha sem cabea. O sargento recebia um beijo de boas-vindas que fazia alguns homens contorcerem-se em suas selas, era considerado apenas levemente mais sujo que quando ele se foi e piscando para Gwilym, desaparecia para sua casa alm dos estbulos com sua esposa antes que qualquer outro pudesse desmontar. 

Merfyn era Merfyn. Luta as guerras e se casa com a - 

Bem, deixa pra l. Merfyn era Merfyn.

A maioria dos uchewrs - a cavalaria de elite - vivia na aldeia de Aber mais que no castelo, ento apenas uma dzia ou algo haviam cavalgado colina molhada acima. Deslizando gentilmente para baixo de Goliath e dando no grande corcel uma batidinha final no traseiro enquanto o menino do estbulo o levava, Gwilym procurou por Duana na comoo de famlias e serventes cumprimentando maridos retornando. Ali estava Leuan, batina religiosa flutuando, agarrando sua cruz e caminhando em direo a ele com grande objetivo, mas ele no viu sua esposa. Olhando para cima ele notou a janela do quarto dele - dela - deles fechada ento talvez ela estivesse dormindo ainda. Era mais de sete da manh, mas o beb dela estaria vindo em alguns meses - ele no se incomodava com o sono extra dela, embora fosse mais agradvel ter tido um bem-vindo mais caloroso, especialmente na frente dos seus homens.

Pelo amor de Deus, nem mesmo os cachorros se incomodaram em vir para recebe-lo essa manh. Tantas saudaes ao heri conquistador. 

"Ns devemos conversar, Gwilym," Leuan disse urgentemente, o guiando para o grande salo e longe de outros ouvidos. "Precisamos conversar sobre sua mulher."

Ele engoliu, a parte de trs de sua lngua se engrossando enquanto preocupao comeou a se acumular e pingar para uma pequena poa em sua barriga. Na verdade, ele mal conhecia Duana, mas ela no parecia ser algum que casualmente dar de ombros para a decncia de publicamente receber seu marido como senhora do castelo. 

Ele a havia mandado algumas notas nos meses enquanto ele estava fora e ela havia respondido cada uma em sua cuidadosa escrita, dizendo que tudo estava bem e que era para ele se cuidar. Ningum poderia prever quem interceptaria as cartas durante os tempos de guerra, ento ele no podia perguntar sobre a criana, mas o mensageiro que trouxe a ltima resposta disse que ela parecia - ele ouviu dizer - estar gerando. No era prprio, mesmo se perguntado o servente ter notado a barriga de Duana ou Gwilym perguntar os detalhes para o homem, ento essa era a nica informao que ele possua: Duana estava grvida o bastante para ter sido casualmente notada h duas semanas. 

Vendo seu rosto em pnico, como ela estava, Leuan se apressou: "Ela est bem. Eu a disse para ficar em seu quarto at que eu pudesse falar com voc."

Gwilym relaxou, levantando um pouco as sobrancelhas enquanto um servente levou sua espada e o ajudou a tirar sua capa de seu ombro machucado. "Voc a - disse - para ficar? Como voc arrumou as pedras para conseguir?" Duana no aceitava de bom grado ser ordenada e Leuan tendia a ser at mais envergonhado que ele quanto a mulheres. 

Leuan seguiu Gwilym enquanto levantava seus pesados ps para subir as escadas, sentindo cada um dos degraus de ardsia abalarem em seus ossos e recusando a oferta de vinho e caf da manh de Gwen. Eles haviam passado tempo bastante para jantar e serem educados com a corte de Llewelyn no castelo Dolwyddelan antes que Gwilym ordenasse que os cavalos fossem re-selados s 4 da manh. Quatro era manh, ele havia informado sua tropa de olhos turvos - em algum lugar tem que haver um galo enganado cantando. Ele estava planejando uma desculpa: quatro era claramente manh apenas quando um homem tinha 20 anos. Depois disso, 4 era tempo de fazer uma viagem para a privada, espiar brevemente para fora no cu da noite e engatinhar novamente para uma cama macia e quente. 

Cama. Duana j estava acamada. Que previso. Que mulher brilhante. 

Sobre o que Leuan o estava amolando?

"Bem, talvez ela estivesse acordada maior parte da noite cuidando de uma empregada doente e ento cara de volta no sono e eu disse para os serventes para no acorda-la s seis como ela havia pedido," Leuan corrigiu. "Talvez ela no escute to bem quando digo a ela as coisas que ela devia fazer."

"Talvez," Gwilym respondeu, escondendo um sorriso sob um bocejo.

Eles estavam de p do lado de fora do quarto e ele notou que o aroma achando seu caminho de debaixo da porta havia mudado, amadurecido. A aspereza de lenis limpos e a riqueza de botas de couro batidas agora se misturava com a suave nota de pele feminina - seus quartos privados no cheiravam vazios mais. 

O padre cruzou os braos, barrando sua entrada como se Gwilym no o pegaria e o moveria depois de no ver Duana nem dormir em sua prpria cama por noites demais para contar. 

"Leuan - O que?"

"Gwil - ela - "

No importa o que o velho homem queria dizer, ele se desintegrou em embaraadas irrupes.

"O que? Se ela est aqui e est bem, ento estou contente." Gwilym estava exausto e dodo e no paciente. "Eu recebi todas as suas cartas gritando para os cus porque ela parece estar em cima do livro de contabilidade, como se eu no tivesse dito que ela podia antes que eu partisse. Que Duana tem preparado muitos ovos para chocar, na sua opinio, ento ns estamos todos em perigo de termos muitas galinhas. Que ela comprou roupas para trs - conte-as - trs novos vestidos - um azul, um verde e um marrom-dourado - ento ela no est andando com o que ela usou em Londres. E a ltima mensagem urgente disse que o castelo inteiro est pecadoramente comendo po em toda refeio."

"Violeta. Um vestido  claramente mais violeta que marron-dourado."

"O que  isso? Fale logo antes que eu te estrangule!"

Leuan abriu sua boca e deixou as palavras sarem: "Ela parece estar gerando."

Ele bateu levemente no ombro do padre  o confortando, muito cansado para rir. Leuan era pior que qualquer ama de leite quando se tratava de o proteger. "Sim. Duana me disse." 

"Gwilym - "Leuan avisou.

"Ela me disse," ele repetiu vagarosamente assim seu propsito estaria claro. Se ela parecia grvida o bastante para que Leuan tivesse notado e estar preocupado, rei John mais que ele era o pai do filho dela. Ela disse que aquele era o caso, mas ele ainda assim permitiu uma minscula vela de esperana queimar. 

Sem levar em conta, como prncipe Llewelyn gostava de dizer quando eles eram meninos: 'posse  a maioria da lei.' Eles haviam instalado aquelas disputas sobre espadas de brinquedo e falces de estimao facilmente - um deles ou correndo para seu tutor para 'contar' ou batendo no outro sem sentido. Agora, trs dcadas depois, Llewelyn tinha suas tropas em todos os castelos normandos de Gales - o que fazia os castelos dele. Duana era a esposa legal de Gwilym - sua propriedade, de acordo com a lei do rei; o que fazia do filho dela dele. Era a grosso modo o mesmo princpio. 

"Pense bem nisso, Gwilym. Eu sei que voc gosta dela, mas coloque sua cabea antes de seu corao, uma vez. E se a Corte ouvir isso?"

"Ouvir que minha nova mulher j est esperando?" Ele baixou sua voz e mudou para o francs, fechando suas pesadas plpebras enquanto ele descansou a cabea contra um pilar de pedra. "Duana  pequena; se a criana  grande, ela poderia estar parecendo mais grvida que ela est. Talvez o beb poderia vir antes - primeiros filhos fazem isso s vezes." 

"Essa no  a verdade e ns dois sabemos, Llwynog." O padre queria to desesperadamente fazer isso certo para seu velho cargo. "Abra seus olhos, olhe para mim e me diga que aquela criana  realmente sua. No estou dizendo que senhora Duana de algum modo pecaria contra voc por escolha, Llwynog - "

"No me chame assim!" Gwilym se endireitou, alto para um gauls, e muito mais alto que qualquer menino apelidado de 'Llwynog.' "Se eu no duvido de minha esposa, ento certamente no  seu lugar, John." 

O padre respirou fundo, no em paz com sua deciso, mas entendendo que Gwilym no estava sendo feito de bobo. "Eu sinto muito por lhe ter trazido isso. Eu sabia que havia pouca chance dela deixar a corte sem ser interpelada, mas voc tambm sabia. Eu nem sonhei que isso poderia ser o resultado. Eu preferia que voc tivesse ficado sozinho a se arriscar  clera do rei John."

"Eu no," ele respondeu, trocando de volta para o gauls. "Me congratule, Leuan - Duana e eu vamos ter um filho no outono." 

"Parabns, Gwilym." 

Quando a porta de madeira chiou nas dobradias, os passos de Leuan ecoaram pesadamente escada abaixo em acompanhamento. Ele acenderia uma vela por esta criana e por todos eles quando o rei descobrisse que ela existia. Gwilym, no estava, apesar do que clamava, pensando bem nesta deciso. Esposas eram muito mais facilmente substitudas que filhos. 

*~*~*~*

Agora, no havia jeito de manter sua arrogante dignidade nesta postura: espalhado no cho, liso em suas costas, uma mulher que ele poderia atirar como uma criana, sentada de pernas abertas em seu peito com uma faca para sua garganta. Santo Cristo, Leuan estaria ao seu prprio lado se ele soubesse que qualquer dama pudesse xingar daquele jeito. Quatro lnguas, nada menos - ela havia ameaado sua masculinidade em gauls, francs, galico e em ingls, s por boa medida - no tendo idia de quem estava invadindo sua cama na penumbra. 

" William - Gwilym! Duana! Abaixe a faca," ele a disse, lutando para manter a adaga longe de seu brao esquerdo. 

"William?" Ela o fitou, tentando reconhecer seu novo marido sob a barba e a sujeira e sem retirar a lmina at que ela tivesse certeza. 

"Sim! Eu acho que isso significa que voc no est feliz de me ver?"

"William?" 

"Sim. Deixe-me me levantar, por favor, antes que algum escute isso." 

Ela se levantou, o ajudando e se desculpando, mais ao seu orgulho. 

"Croeso, Gwilym,"ela ofereceu, enquanto ele olhava para seu j inchado estmago. 

Bem-vindo, William.

*~*~*~*

Seja o que for que estivesse no ch asqueroso que Duana misturou para ele quando ela lhe tirou a camisa e descobriu o ferimento de flecha atravessando seu ombro, Gwilym dormiu a maior parte do dia e acordou sentindo - e cheirando - como dentro da boca de um bbado - quando o sol se ps. Comparado a Merfyn e aos cavalos, Gwilym pensou que ele at que cheirava bem, mas Duana o deu uma barra de sabo forte, indicando que ela discordava e era bem mais exigente que a esposa de Merfyn. 

Embora fosse mais quente tomar banho na cozinha, o jantar estava sendo preparado e as criadas tendiam a d-lo olhares de esguelha e notar coisas que elas no deveriam, ento seria no quarto. Cabelo cortado, banho tomado, barba feita - por Gwen em vez de sua noiva lmina-feliz - e vestindo uma das novas camisas que ele havia de algum modo adquirido durante sua ausncia, a barriga de Gwilym roncava em antecipao ao cordeiro frito no andar de cima e ele era um homem contente. 

Escapando da festividade seguindo o jantar para os calmos estbulos, Gwilym encontrou Goliath que tambm estava bem mais limpo no cair da noite. O cavalo piscou placidamente em sua cocheira enquanto se inclinava a massiva cabea para baixo para as cenouras que Gwilym oferecia. Mastigando feliz, ele aceitou as coadas atrs das orelhas e debaixo de seu focinho molhado com grande majestade, como se fosse sua obrigao - o que provavelmente era. 

Houve passos no feno atrs dele, e Gwilym se virou para encontrar Duana se aproximando para o at ento silencioso estbulo procurando por ele, seus sempre leais cachorros a seguindo. 

"Voc roubou os coraes dos meus ces de caa enquanto eu estava longe lutando. Fique longe do meu cavalo, sua bruxa devassa," ele provocou, cortando o resto de cenoura  estranhamente com sua adaga e mo esquerda ento oferecendo a mo babada para ela. 

"No, obrigada," ela respondeu. "Eu comi cenouras na janta."

Ele devia conseguir de Llangly o alquimista que projetasse algum aparelho para que ele pudesse avaliar quando ela estava e quando no o estava provocando. 

"Quer alimentar Goliath? Ele  gentil." 

Aquilo foi bobo, claro: ela no era alguma princesa cujos ps raramente tocavam a grama e pensava que pneis e ovelhas fossem animais de estimao. A lngua dele ainda no funcionava propriamente quando ela estava perto dele e seu crebro no conseguia pensar em nada mais interessante para dizer, de qualquer jeito. Duana provavelmente achou divertido que ele estava evitando a cama - e ela - para dar coisas para um velho cavalo de guerra. 

Ela acenou que sim com a cabea, oferecendo uma maa que ela havia trazido. Goliath espertou as orelhas para frente, cheirou, ento virou seu nariz para a oferenda dela, alargando as narinas com nojo. 

"Ele no vai come-la inteira. Preciso corta-la." 

"Ele te mima, Goliath? Se importaria de vir dormir em nossa cama e implorar migalhas debaixo da mesa?" ela perguntou, esfregando a cara macia como veludo. 

"Ele no fala francs - ele no te entende. E ele tambm ronca - voc no quereria ns dois na sua cama." Ele gostava que ela tinha se tornado "nossa cama" para ela, como se no houvesse dvida. Eles no deveriam, claro, enquanto ela estivesse esperando, mas era bom saber que a opo de pecar estava disponvel. Claro, se homens no faziam a no ser que a Igreja dissesse, eles no deveriam, pela estimativa dele, aquilo deixava quintas-feiras - que no fossem jejum ou advento, ou a mulher estava gerando, ou sangrando ou amamentando. E ela deve ser casada e casada com aquele homem em particular - deve ser aps escurecer, maioria vestido, olhos fechados homem em cima e era melhor que ningum gostasse. Leuan provavelmente se dava palmatrias tentando abaixar os preos de todos os pecados dos homens de Aber. 

Aquela imagem o fez sorrir - do padre indo de casa em casa, espiando e anotando em sua caderneta - e por alguma razo inexplicvel Duana sorriu de volta. 

Gwilym a observou dar os pedaos um por um enquanto o garanho esperava pacientemente, lambendo a palma dela cuidadosamente limpa entre as servidas em boa medida. 

"Ele tinha um ano de idade e Daffyd era muito pequeno quando eles vieram morar comigo. Dafydd o nomeou de Goliath por causa da estria da Igreja e eu pensei que tinha sido um tanto brilhante para um garotinho. Dafydd e Goliath - eu costumava guia-lo pela muralha do castelo com Dafydd cavalgando sem sela e segurando  sua crina com fora. Ento, uma vez que as Cruzadas e guerras sem fim comearam, Dafydd e sua irm sempre corriam para me encontrar toda vez que eu retornava, subindo e pedindo para cavalgarmos a procura de drages ou normandos ou infiis ou quem fosse o inimigo do ano. No parece que aquela dcada se foi."

Ela virou sua ateno do cavalo para o mestre, descansando uma mo no leve inchamento da barriga e tentando entender todas as nuances da suas palavras. 

"Eu tentei ser um bom pai - suprir com suas necessidades, mas eu no pude dar a me deles de volta. Talvez eu estivesse muito ocupado salvando o mundo para cuidar da minha famlia. No verei isso acontecer de novo."

Bem, sua lngua e crebro funcionavam, afinal de contas; aquilo foi quase eloqente, por palavras inspiradas por um cavalo. 

Gwilym pensou que ele a tivesse lembrado: a rea delimitada na base da garganta dela, as mechar de fogo que teimosamente escapavam por baixo do vu, a atormentando com imperfeio. Sua memria devia estar ficando velha junto com sua viso porque haviam novas curvas para serem exploradas, coisas diferentes por trs de seus olhos para serem ponderadas. Ele no havia sido capaz de a observar entre seus espirituosos homens no jantar - para pausar, limpar sua mente e beber esta mulher at que ele estivesse cheio dela. Naquele modo, ele ainda era um homem faminto.

Goliath a cutucou gentilmente com o nariz, expressando seu desprazer por ter comido o ltimo pedao de maa. 
"Ele  guloso. Ele vai aceitar tudo que voc der." Como seu dono. 

Ele esperou por uma resposta, mas s houve um grito agudo de um gato no palheiro enquanto ele achava um esconderijo seguro para passar a noite. 

" tarde - hora de ir para a cama," ele escapou, incerto de usar sua voz sedutora ou comandante, como se uma pudesse ter mais sucesso que a outra. 

"Sim."

"Eu estou ferido. No deveria estar sozinho." 

"Voc tomou uma dzia de castelos, guiou seus homens duas vezes a distncia de Gales e como eu ouvi, seu bando ainda teve energia de aterrorizar a floresta do prncipe Llewelyn esta manh, gritando a todo pulmo como meninos selvagens e agora voc no consegue tirar suas calas e botas sozinho?" 

Ele deu de ombros, imediatamente se arrependendo enquanto a dor atirava em seu ombro. "Foram gritos muito msculos." 

Empurrando as mangas do vestido dela, que, na verdade, era muito mais violeta que marrom-dourado, para cima dos cotovelos, Duana cruzou seus braos e fixou aqueles olhos azuis nele. 

"Voc  a culpada disso - estou quase louco com toda papoula que voc colocou naquela mistura de bruxa que voc jogou dentro de mim essa manh. Eu fui ferido em batalha enquanto voc bordava camisas e," ele gesticulou para a nova redondeza dela, "cresceu uma criana, e quando eu volto, voc me droga e me olha furiosa. Talvez eu estivesse melhor na minha tenda apenas com Merfyn para me olhar torto." 

Gwilym estava orgulhoso dele mesmo por conseguir falar em seu sermo de zombaria sem quebrar um sorriso. 

"Voc no precisa de uma espada ou um arco - poderia falar com os ingleses at morrerem, William." Ela pegou seus saias para evitar a sujeira do estbulo e saiu o deixando para segui-la incerto se ela entendia que ele estava brincando. 

"Cristo, mulher, voc no leva nada na brincadeira? No fuja de mim," ele disse enquanto ele a alcanava, tropeando em um balde na pressa e soltando algumas palavras que fariam o sargento orgulhoso. 

"Eu no estou fugindo de voc, senhor. Eu estou indo para cama e voc  muito devagar. Apresse-se por favor ou no haver lugar para voc com todos os cachorros." 

*~*~*~*

Ela se escorou mais para cima no baixo sinal, reajustando a cabea dela no ombro bom dele e traando um dedo morno pelo peito dele assim ela fez o estmago dele estremecer novamente embora Duana fosse provavelmente muito inocente para saber aquilo. Louvado seja Deus, ela havia engolido a estria dele sobre seu mais novo herosmo no ato de mijar resultando em um ferimento e o estava enervando de uma maneira muito satisfatria.

"E essa?" 

"Uma lana irlandesa com um muito zangado, porm bem impreciso irlands por trs dela. Rei John mandou os arqueiros gauleses com suas tropas tomarem Dover e os habitantes da cidade protestaram fortemente. Aquele foi o ano em que eu voltei para casa para encontrar meu pai morrendo de seus ferimentos e Diana morta. E provavelmente o ano que voc foi levada da Irlanda." 

"E aqui?" ela perguntou, traando uma velha e levantada cicatriz na coxa dele, obviamente no querendo comentar os eventos cercando o ser "levada."

"Aquela no  muito boa para se alardear - eu a consegui no primeiro vero que eu fui permitido a viajar com meu pai na Cruzada. Meu tio era comandante da cidade de Jerusalm com os cavaleiros templrios e eu estava to empolgado para encontra-lo que eu ca do meu cavalo em uma lana. O ferimento no sarou direito, ento meu pai e Leuan ficaram comigo em Jerusalm - no Hospital St. John - em vez de viajarem com meu tio como eles pretendiam. Perto do mar da Galilia, tio Rhonald liderou os cavaleiros no que era para ser um pequeno combate com os saracenos - os infiis na Terra Santa que tinham estado interpelando os peregrinos. Foi chamada a Batalha dos Chifres de Hattin - 4 de julho, 1187; os cavaleiros templrios morreram at o ltimo homem, todos capturados e degolados, meu tio entre eles. Eu tinha oito anos."

 luz de velas, Gwilym podia ver seus olhos inteligentes o observando, escutando. 

"Voc tem as dores da sua vida marcadas em seu corpo," ela comentou, "como se um artista com um pincel vermelho pintasse os piores momentos na sua carne." 

"Eu vou deitar aqui, complacente e disposto e deixo voc ficar com pena de mim de novo, se voc quiser e se voc esperar alguns minutos." Ele a puxou ainda mais perto dele, querendo falar de coisas mais prazerosas.

"Se tenho pena de voc duas vezes em uma noite, em um domingo, totalmente despida para que voc possa me ver por inteiro e enquanto estou esperando, haver um barulhento 'tum' da prxima vez que eu confessar porque o padre John - seu guerreiro padre Leuan - vai desmaiar."

"Eu vou e ventilo Leuan quando voc vai finalmente confessar que voc gostou."

Gwilym disse suavemente, ficando sonolento, mas esperava que ela lhe respondesse. Talvez ela estivesse envergonhada pelas mudanas em seu corpo que o beb estava causando ou ainda sentindo rei John a tocando em vez dele depois de todos estes meses, mas ele no estava inteiramente descansado da reao dela em fazer amor. Ela no estava to tmida quanto ela estava logo que eles se casaram, mas algumas coisas ainda no eram to prazerosas para ela quanto podiam ser. 

"Desde que a sua pacincia lhe falta, William, tente ter f. Eu no ajo contra a minha vontade, se isso lhe descansa a mente."

"Eu tenho escutado aquele dizer sobre a senhora de Aber, mas nunca experimentei eu mesmo. Ela  a mais obediente, dcil e - " ele puxou as peles para cima de suas peles nuas sorrindo, "modesta das esposas para mim."

Seu queixo sobre a cabea dela e seu brao bom rapidamente indo dormir antes do resto dele sob o rosto dela, Gwilym esperava que ela estivesse muito contente para se incomodar em retrucar. Ento uma coxa se mexeu, pressionando gentilmente entre as pernas dele ento a respirao dele parou. 

"O que  a palavra gaulesa para isso, William? Eu no poderia muito bem perguntar para o padre John."

"Leuan teria algo para rezar por semanas se voc perguntasse," ele conseguiu dizer, se congratulando que sua voz se manteve estvel. "Bonllost'  um termo educado. Voc quer saber as palavras para mais alguma outra coisa? Isso -  " ele passou sua mo sobre o seio dela levemente, fazendo ccegas, " mynwes, e quando eu puxo voc para perto de mim, voc  minha 'asgre'; no meu ntimo."

"Voc tem 'bonllost' e eu tenho ' mynwes'?" ela perguntou para seu pescoo, o cabelo dela fazendo ccegas no nariz dele enquanto caa em um caos vermelho sobre os dois. 

"E eu agradeo a Deus por isso, cariad. Pare de me tentar e v dormir. Deixe-me dormir e curar, devassa, e ns poderemos praticar seu gauls pela manh."

Decidindo que a atividade sob as peles havia parado pela noite e que era seguro retornar, os cachorros acharam seus lugares usuais, colocando os narizes em Gwilym suspeitos como se imaginando o que ele estava fazendo fora do sof. 

"William - voc est dormindo?" Duana perguntou minutos depois. 

"Um-hum," ele respondeu, sem abrir a boca ou os olhos. 

"Estou gostando das minhas lies de gauls.  apenas novo para mim e eu aprendi de modo bem diferente antes. Voc  um bom professor." 

"Ummm." 

Se misturando a ela to a fundo como se um alquimista os houvesse mesclado juntos, Gwilym cortou a corda o segurando  conscincia e sem se importar nem um pouco com a falta de fluxo de sangue do seu fgado para seu brao esquerdo, dormiu. 

*~*~*~*

Ele nunca havia dito a Duana do sonho que ele tivera no primeiro dia que ela tinha vindo: de que ela fora transformada em uma raposa vermelha e estava correndo pelos quartos, o enfeitiando, mas assim ainda o que Gwilym achava do som - como ps de raposa vindo para lhe fazer companhia. 

"Volte para a cama, cariad. Voc est dormindo por outros agora e ainda no  manh." Mesmo ele tendo dito isso, ele sabia que no faria nenhum bem e estava contente com isso. 

"Sim - eu dormi por mim e por voc, ambos e agora ns estamos descansados e gostaramos de ver algo alm do interior deste castelo."

Depois de se espreguiar, ela acendeu a vela que ela havia trazido da escrivaninha dele e se manobrado no sof tentando achar uma posio confortvel. 

"Quanto mais falta?"

Diana era mais alta, mais larga nos quadris, mas ela ainda assim reclamava o dobro a mais que Duana e provavelmente teve a metade do desconforto. As parteiras se recusavam a contar aos homens qualquer detalhe, mas houve algum sangue nos lenis semana passada e ele e Leuan haviam passado a manh rezando at que as parteiras aparecessem e dissessem que tudo estava bem. No estava tudo bem, obviamente, mas contanto que o perigo fosse para o beb e no para Duana, suas preces ainda assim foram efetivas, se no altamente hereges. 

"Mais ou menos mais 2 meses pela minha contagem, 14 semanas pela sua matemtica." 

"Bem, voc  muito melhor em nmeros que eu. Levante seus ps," ele ordenou, trazendo a carta com ele enquanto ele se juntava a ela no sof, deixando as pernas dela descansarem em seu colo e ajustando as dele - o manto dela para mant-la aquecida.

"Voc fez a barra do meu manto de dormir!" ele virou para cima as bordas do tecido pesado, examinando os pontos perfeitos onde ela havia encurtado o manto dele uns bons centmetros para que ele no arrastasse enquanto ela o vestia. No iria alcanar sua panturrilha agora, fosse ele capaz de descascar ele das costas dela algum dia. 

" a carta de David que voc est estudando? Quais problemas de meninos de quatorze anos ele se colocou agora?" ela desviou, encolhendo seus dedos dos ps para t-los esfregados. 

"Voc embainhou o meu manto de dormir! Sua bruxa! Existe emprestar e ento existe roubar! Voc subiu as mangas tambm?" Claro que ela havia subido as mangas - provavelmente bordado pequenos cisnes e unicrnios pelas bordas com sua hbil agulha. 

"Estou te fazendo outro. Ou podemos dividir esse - voc vai parecer bem digno com seus joelhos e cotovelos pendurados para fora. Me conte sobre David."

Seria prazeroso continuar essa briga, mas ele iria sem dvida perder e ento perder sua audincia para alardear sobre as novidades de Londres. 

"Dafydd decidiu esta semana que ele vai abandonar sua perseguio s garotas serventes do rei e se juntar aos cavaleiros templrios assim que ele for permitido a deixar a corte em alguns anos."

Ela olhou confusa, ento ele explicou: "Para ser um completo cavaleiro com os monges templrios, um homem deve ser ambos casto e no casado. Eu era um cavaleiro secular, mas a regra ainda assim se aplicava para o comprimento dos meus servios.  uma viso de infncia maravilhosa de cavalheirismo e amor nobre at que a pessoa alcana uma certa idade e descobre, como Leuan diz, 'por que um homem deve ter necessidade de uma esposa."

"Para costurar mantos de dormir?" 

Agora experiente o bastante para saber que ela estava brincando, Gwilym passou uma mo sobre o pice da barriga dela e a descansou no calor entre as pernas. "Sim, para costurar mantos de dormir. Dafydd tem tido essa noo a cada seis meses ou algo desde que ele era pequeno - Gwen at mesmo fez uma tnica como a minha para seu 11 aniversrio para que ele pudesse se vestir como um templrio e atacar a ovelha infiel nos confinamentos do castelo. Ainda est em um cofre por aqui em algum lugar. Ele era muito adulto aos 13 anos para leva-la para a corte com ele." 

No 'em algum lugar' na verdade - no cofre do canto, dobrada cuidadosamente com sua prpria tnica vermelha e branca, uma boneca batida que havia sido de sua filha e um selo pesado que Diana havia aceitado em troca em se atirar com o verdadeiro pai de Dafydd. Gwilym destrancaria o cofre um dia quando ele estivesse se sentindo corajoso e contar a Duana as estrias que vinham com cada objeto, mas no esta manh. 

"Por quanto tempo voc cavalgou como um templrio?"Era uma parte da vida dele que ela no sabia nem um pouco - embora no fosse nem de perto to herico quanto ela provavelmente imaginava. Mais como uma busca para matar um drago que ele nunca encontrou porque este estava esperando por ele em casa o tempo todo, se tornando mais zangado e vingativo a cada ano que ele montava Goliath e ia embora. 

"Depois que meu pai e Diana morreram, eu pensei que eu precisava tomar a causa sagrada: para ajudar a reclamar a Terra Santa dos infiis, como meu tio e pai fizeram, at que eu cavalguei para casa uma tarde para encontrar que minha filha havia desaparecido e Dafydd estava sendo criado na Corte como um dos refns do rei John para assegurar lealdade gaulesa. Eu ainda lutarei por qualquer causa que ameace a mim ou aos meus, mas no por ideais de outros homens. Eu derramarei sangue por paz, mas no encontrei nenhuma paz matando homens porque eles rezavam para um deus diferente do meu ou para engordar os cofres do Papa ou do rei."

Ela estava quieta absorvendo suas palavras por tanto tempo que isso o fez ficar desconfortvel. 

"Voc sabia, querida esposa," ele disse enquanto ela piscava sonolentamente, tentando permanecer acordada, "h infiis que acreditam que os homens vivem de novo e de novo, cada vez renascendo em uma poca diferente at que eles faam o que esto destinados a fazer?"

"J ouvi tais coisas. Voc acha que ns nos conhecemos antes desta vida? Ou que ns iremos nos reencontrar depois desta?"

Esfregando sua panturrilha com ponderao ele respondeu, "Talvez - quem pode dizer que o Cu  como a Igreja diz ser. Talvez seja meramente uma eternidade de ns juntos at que achemos nosso destino."

Vendo que ela havia adormecido com a sua emocionante estria de vida e especulao - Duana no era uma pessoa de manhs - Gwilym comeou a carreg-la de volta para cama, apenas para t-la acordada e insistindo que ela estava muito pesada agora e para coloc-la no cho. 

"Muito pesada?" ele perguntou abaixando os ps dela para o cho. "eu deveria leva-la para a corte do prncipe Llewelyn e deixa-la se olhar no espelho novo da esposa dele. Se reflete to claro como a superfcie de um lago e voc seria capaz de ver quo 'pesada' voc est." 

"Para mim, parece enorme, mas eu apreciaria ser levada a qualquer lugar - imediatamente depois que voc me levar para a cama por mais algumas horas." Ela tomou a mo dele e arrastou os ps para o prximo quarto, fazendo sonolentos resmungos enquanto ela se deitava de novo em sua cama macia. "Fique comigo, William. E prometa me levar para a aldeia mais tarde antes que eu enlouquea de ficar sentada esperando chocar." 

"Voc s est querendo fugir, devassa. E acho que esta conseguindo." 

"Sempre h o sof no quarto ao lado se voc no gosta dos meus termos." 

"Bruxa," ele resmungou no ouvido dela, muito contente com os termos dela.

"Voc diria que isso  um paraso ou um inferno - ter que dividir todas as nossas vidas?" 

"Iria depender," Gwilym respondeu, obedientemente desamarrando os laos no pescoo da camisola dela. "nesta prxima vida, eu teria meu prprio manto de dormir, Duana?"

*~*~*~*

"Esto dizendo que sua esposa parece estar gerando." 

Llewelyn nunca foi de conversa mole, mesmo quando eles eram crianas; ele e Duana se dariam bem deste jeito. O prncipe de Gales simplesmente apareceu ao seu lado e comeou no meio da conversa, cavalgando diretamente para cima da frente do castelo de Aber para todos verem e arruinando o plano de Gwilym de deixar Goliath no porto e esquivar-se para dentro dos estbulos sem ser visto. 

"As parteiras contaram que ns iremos estar casados por nove meses pela colheita." 

"Ouvi da corte do rei que talvez o beb venha antes," Llewelyn disse explicitamente chegando mais perto de Gwilym enquanto eles cavalgavam para dentro da rea do castelo. "Eu te tenho como um irmo, Gwilym, e eu escolhi esta mulher para voc to cuidadosamente como eu escolheria para mim ento eu odiei trazer tais ms notcias para voc." O prncipe parecia cansado, seus olhos avermelhados e ombros arqueados para frente. "Um mensageiro acabou de noticiar que as tropas do rei John j esto se aproximando da fronteira para tomar a criana." 

Gwilym ergueu seu ritmo para que Goliath permanecesse ao lado do corcel mais novo de Llewelyn. "Ele no quer o beb - ele deve ter dzias espalhadas pelo reino. Ele quer Duana e ele no pode t-la."

"Gwil -" o prncipe disse repreendedor. 

"Novamente. timo - voc quer me ouvir dize-lo? Novamente! Eu sei quem  o pai da criana. Rei John no pode t-la de novo."

"Isso  maior que voc, Gwilym. H duas escolhas agora: ou ter o casamento anulado - dizendo que nunca foi consumado - e mandar Duana de volta para John -"

"No." 

"Eu j imaginava que voc diria isso. Se voc clamar a criana como sua, ento voc deve mant-la longe de John enquanto ela viver. Diga que ela morreu e a mande para onde voc quiser, mas no permitirei que voc traga a ira do rei John para Gales. Voc pode ser meu amigo, mas ainda assim  meu subalterno, Gwilym." 

"Eu no entendo. Por que o rei teria interesse neste nico beb se eu no desistirei de Duana com ele?"

"Gwil, esta criana, homem ou mulher, ir herdar ou poder levar como dote o seu estado. Para um rei lutando com a rebelio celta, a Ilha de Mon e a costa norte de Gales - terras o dando um apoio em Gales e um hospedeiro de portos do mar irlands - faz deste beb de muito interesse para ele. Um casamento entre esta criana e um filho de Alexander II da Irlanda daria a John controle sobre Gales e Irlanda e eu no posso permitir isto. O rei nunca gastaria um de seus filhos da rainha em to pequena combinao, mas um filho assumido de um senhor gauls o sangue Plantagenet e irlands - que ele estaria feliz em oferecer. Tudo que isso custaria a ele seria sua cabea. John ter Duana de volta e o filho dela como garantia. No foi por chance que Duana foi dada a voc: rei John sabia que a teria antes dela partir e sabia que voc nunca a recusaria como sua esposa. Ele tramou a criana com o sangue dele e os teus estados e eu no posso deix-lo ter ambos. Ou retorne Dana ou faa a criana desaparecer."

Llewelyn desmontou, inclinando sai cabea cansado na costela de seu cavalo. "Sinto muito, Gwil. Eu no tinha idia de que viria a isso. Eu pensei que ela no podia ter filhos e que voc sempre seria capaz de clamar Dafydd como seu herdeiro."

"Eu clamo Dafydd como meu herdeiro, Llewelyn. Do que voc est falando? Dafydd ainda herda o que  meu. Vamos s finalizar o casamento do meu filho com alguma de suas filhas - ns j falamos disto antes, Dafydd voltar para casa quando ele tiver 21 anos; isso unir todo o norte de Gales, e -"

Llewelyn estava balanando a cabea vagarosamente de um lado para o outro, olhos se enchendo com lgrimas. Ele j havia dado esta notcia para 29 nobres gauleses previamente e no conseguiria se fazer dizer esta ltima vez para seu amigo de infncia. 

*~*~*~*

Deixando seu temperamento tomar o melhor de si, Duana murmurou os xingamentos gauleses colhidos de seu marido e chupou a gota de sangue se formando na ponta de seu dedo. Suas agulhas de costuras estava especialmente violentas hoje enquanto ela refazia outra costura para alargar seus vestidos para seu crescente volume e sua pronncia devia estar progredindo porque a sua criada se empalideceu e se benzeu.

Ele havia ido e a deixado, covarde! Arrogante, covarde, ludibriador - ele iria escutar isso quando ele voltasse. Ele podia escapar para as adegas e estbulos, se escondendo como um co de caa chutado ou traze-la todas as bugigangas bobas que ele quisesse como ofertas de paz, mas ela havia afiado seu temperamento afiado como navalha e pronto para o retorno de seu marido. 

William havia finalmente cedido esta manh, dizendo que ela podia cavalgar para Aber com ele se ela estivesse pronta a tempo e ento j havia ido antes que ela pudesse encontrar sua capa. Ele estaria cheio de justificativas, claro, quando ele retornasse: que o cavalo poderia tropear e a jogar ou que ela o atrasaria ou, sua favorita: que no era adequado para ela caminhar entre os mercados com sua grande barriga como a mulher de um plebeu. Igualmente no ajudava em nada ela discutir que os ttulos eram dele - por sangue, ela era igual a qualquer campons e estava emocionada ao aspecto de andar como um pato entre as vendas para negociar repolhos e nabos. Senhor William de Aber a olharia com aqueles profundos olhos como se ele a estivesse contemplando a alma e ento fazer o que lhe era de agrado a deixando para sentar e fumegar. 

Se picando novamente, ela descobriu que havia gastado todas as suas palavras em gauls e trocou para francs o que no incomodou tanto a criada. 

"Como esto os bebs?" a mulher perguntou, vendo a barriga pular enquanto um minsculo cotovelo ou p se empurrou para cima. 

"Acordado," Duana respondeu sem querer conversa, sem querer discutir a ltima louca teoria de William com sua criada, embora ele obviamente j havia. Gmeos - era por isso que ela j estava to grande: porque era para eles terem gmeos, como se porque ela esteve com dois homens diferentes em uma noite para conceber os bebs. Ele havia persistido nesta idia insultante noite passada e esta manh, ouvindo a barriga dela e tentando contar as batidas do corao enquanto ela explicava o que todos sabiam: que uma mulher tinha de estar com dois homens para ter duas crianas. Ela havia apresentado a sua teoria: uma esposa que esteve apenas com seu marido tinha um filho por vez, mas uma mulher infiel poderia ter mais. William havia escutado cada vez que ela explicou, acenado afirmativamente com a cabea sabiamente e ento continuado a sugerir dois nomes em vez de um. 

"O que acha de Gwilym e Gwendolyn para um menino e uma menina? Ou Donn e Dafydd?" Sua criada lan sugeriu. "Meu marido disse que  bom para gmeos terem nomes parecidos."

Os olhos de Duana se estreitaram, pensando que William estava certo em uma coisa: a esposa de Melvin era de fato um cruzamento entre uma mulher e uma galinha, tendo herdado o crebro de ave, mas seios suficientes para duas mulheres. Em algum lugar havia uma aldeia sendo privada de sua idiota. Ela estava ponderando alguma misso para mandar lan para se dar alguns momentos de paz quando o barulho de patas se levantou da muralha. 

"Voc est ansiosa para ver seu marido, minha senhora?" lan a chamou enquanto Duana se apressou to rpido quanto possvel escada abaixo que espiralava em volta do forte. 

'Ansiosa' era uma palavra to pequena e equivocada. Talvez William pudesse a ensinar um terno que significasse 'to ansiosa pela sua volta que eu poderia te cravar com pinos, querido marido.' Alternadamente, 'voc vai precisar de seu novo manto para te esquentar no sof - que  onde voc estar dormindo at que est criana alcance maioridade porque voc me deixou para ouvir aquela tola Elan enquanto voc cavalgava em busca de grandes aventuras.'

*~*~*~*

Alguma coisa estava muito errada, Duana pensou primeiro que William estava bbado, embora ela o tenha raramente visto assim embriagado em uma cultura onde cerveja e vinho eram servidos em vez de gua. Ele estava plido sob seu bronzeado com um nada saudvel tom de verde e pisou em falso quando desmontou. Doente talvez. Ela pegaria suas ervas e gritaria com ele quando ele estivesse melhor. 

O homem que havia cavalgando para dentro com ele era o prncipe de Gales - Duana o havia encontrado no vero passado na corte do rei. Llewelyn estendeu a mo para estabilizar William e foi recebido com um punho que o fez ficar espalhado na lama e um temporal de xingamentos. 

"Maria me de Deus!" Amigos ou no, William havia acabado de socar seu suserano. Homens j tinham sido enforcados por menos. 

Llewelyn, embora ainda consciente, ficara sentado na lama, olhando para baixo enquanto William gritava com ele na muralha com sua voz levantada e entre seus cachorros histricos, Melvin sucedendo em ficar entre William e o prncipe. 

Gwen apareceu das cozinhas e seu largo rosto desmoronando, lgrimas cortando pelo p de farinha por suas bochechas com o que for que eles estavam dizendo. Llewelyn - finalmente segurando um brao com Melvin no outro enquanto seu marido lutava fracamente, sua raiva dando lugar  dor. Padre John se benzeu, lbios se movendo em uma prece silenciosa enquanto ele tentava fazer William se afastar de 

"Eu confiei em voc. Voc jurou que nenhum mal viria a ele quando voc disse que ele devia ir." Duana pensou que ele disse, mas no pode entender o resto de suas palavras e soluos. David - seu David; algo havia acontecido com David. Cristo, por que estas pessoas no falavam uma lngua normal para que ela pudesse entender? 

Llewelyn continuou embaixo, observando o padre e o sargento quase arrastarem William para dentro. 

"Eles enforcaram Gruffyd? Rei John enforcou seu filho?" William perguntou claramente em francs. 

De seu acento na sujeira, Llewelyn balanou sua cabea 'no', ento descansou seu rosto em suas trmulas mos, sem olhar para cima novamente. No, de acordo com o mensageiro, rei John havia enforcado todos os meninos das famlias nobres gaulesas, mas o filho mais velho de Llewelyn - que havia sido mandado como prova de que as crianas seriam bem tratadas e educadas na corte - foi o nico poupado. 

*~*~*~*

Ele ia vomitar - aquilo era a nica coisa que Gwilym podia pensar. Isto era um pesadelo to horrvel que ele ia vomitar antes que ele pudesse acordar. Ou vomitar ou sufocar - ou ambos de uma vez. 

Duana estava l, deitando sua cabea gentilmente contra sua barriga enquanto ele se enrolava no cho do quarto deles como uma criana, cego. Leuan e Gwen estavam tentando conforta-lo, mas apenas tendo sucesso em fazer ficar pior at que Duana gritou com eles para "ir infernos para fora!" 

"John os enforcou - todos os meninos que ele exigiu como refns na primavera passada. Eram garotos, Duana, nenhum acima de 15 e alguns to jovens quanto 6 ou 7. como vingana por Llewelyn reclamar os castelos que eram dele por lei - por aquela maldita Magna Carta para qual ns lutamos, o rei disse que ns tnhamos violado a carta de direitos e ele enforcou nossos filhos como qualquer criminoso," ele soluou no seio de seu vestido. "Refns reais nunca so executados - Dafydd vivia na corte do mesmo modo que ele vivia aqui - e se meteu no mesmo tanto de problemas. Ele havia comeado seu treinamento como um escudeiro, e escreveu que seu tutor o havia punido por escapar a noite como eu fazia na idade dele e que ele havia visto voc quando voc estava na corte e..."

Ela acariciou seu cabelo, lgrimas escorrendo por sua face e se encontrando ao cair de seu queixo enquanto ela ouvia. Ocasionalmente, seus lbios de moviam silenciosamente, mas nenhuma prece poderia exorcizar esse demnio. Isso sentava como uma pedra pesada em seu peito, o esmagando, o impedindo de tomar flego. 

O sol estava se pondo e a gua de Duana estava sendo guiada para dentro dos terrenos do castelo quando o demnio finalmente voltou para o inferno. Deixando Gwilym vazio, como se ele tivesse sangrado ou sido purificado at morrer. Llewelyn ia ordenar que Merfyn viesse pegar Duana e lev-la de Gales se Gwilym no descesse em breve e concedesse que ele iria faz-lo ele mesmo. 

Ainda sentado entre as precipitaes do cho ao lado de sua cama, ainda fungando, Duana o observou destrancar o cofre, empurrando as camisas velhas para o lado enquanto ele procurava pela bolsa contendo o anel. Dedos fracamente cooperando, ele desamarrou o fio e chacoalhou o anel de ouro, masculino em sua mo. Estava coberto de ferrugem, como ele havia encontrado depois do incndio que havia matado Diana - muito sujo, para se decifrar os lees de um recentemente coroado rei John, mas Gwilym sabia que eles estavam l. Ela era sempre rpida demais para confiar nos homens errados para ganhos materiais e acreditar em promessas vazias no importando quem fosse que estava ao seu ouvido. 

Se ele estivesse passando em uma aldeia aos vinte anos, como o rei, Gwilym teria rapidamente notado o vestido apertado de Diana e o cabelo solto derramado por sua face e costas, falsamente afirmando virgindade. Ele teria cavalgado por Duana em seus modestos vus sem realmente v-la. Apesar de com quase 40, ele novamente concordou com rei John: Diana era boa por uma noite, Duana por uma vida - esta ou a prxima - e qualquer sangue derramado para ficar com ela era meramente um arranho. 

O anel, agora aquecido de volta  vida pelo calor de sua mo, foi retornado  bolsa e a bolsa deslizou para dentro de sua bota. Finalmente capaz de puxar uma profunda respirao, ele encontrou a velha tnica branca, a cruz vermelha assegurando a ele passagem segura como um monge para qualquer lugar que ele quisesse ir, e ento, lutando contra a vontade de apertar seu rosto do tecido e chorar, puxou a que havia sido de Dafydd. Todo rei tinha o direito de saber quando ele havia enforcado seu prprio filho bastardo, no importa se ele se lembrasse da me ou no. 

*~*~*~*

Nunca houvera nenhuma dvida de que se o menino Llwynog vivesse para se tornar o homem Gwilym, ele seria digno do nome de seu pai e to formidvel como Carlos Magno ou Henry Plantagenet - se qualquer deles haviam sido abenoados de serem gauleses. A nica questo havia sido se Llwynog conseguiria sobreviver  infncia. 

Era tendncia sua questionar qualquer nada e tudo, no confiar em ningum, o que causou todo o problema. Pssaros podiam voar, ento porque ele no poderia, ele perguntou em agosto de seu 5 ano depois de ter pulado de cima do estbulo e piedosamente aterrissado no macio feno. Leuan havia explicado que o truque para voar era mirar no cho e errar e que Llwynog raramente errava alguma coisa exceto suas lies. Aquilo era um pressgio de como as prximas 3 dcadas iriam passar: uma batalha interminvel para manter seu estudante vivo e focado em tarefas que valessem um homem nobre em vez que noes estranhas que s poderiam colocar seu pescoo na corda. 

O padre podia provavelmente culpar a freqente dor em seus joelhos por horas passadas em orao, buscando conselhos em como seria melhor direcionar um rpido e cheio de juventude 'Gwilym,' como ele insistia em ser chamado desde os 9 anos. O velho senhor se juntou  causa de seu irmo Rhonald na Terra Santa, deixando Leuan para tomar conta da educao de seu filho, ento o padre era ou para ser culpado ou congratulado por seu ensino. 

Ele havia certamente inspecionado. Uma vez, Gwilym fez o nariz de Llewelyn sangrar em uma briga por causa de uma bola emprestada e perdida aos 11 anos, e era bom que o prncipe de Gales parecia no guardar mgoas. Ento veio a descoberta de namoradas de infncia de repente vistas sob uma nova luz - entre elas, uma prostituta camponesa grvida nomeada 'Diana' de quem o padre nunca ouvira que seu Gwilym estava junto. Ele havia inspecionado a passagem de menino para escudeiro para cavaleiro com grande orgulho, batizando ambos os filhos de Gwilym e rezando a missa do funeral da me deles. Ento, ele ouviu uma confisso final e executou os ltimos ritos como Sir Gwilym e se tornou Senhor Gwilym de Aber com a morte do pai.

Os primeiros pensamentos de Leuan quando ele entrou e viu Gwilym na cabana do alquimista vestindo sua tnica templaria foi de que o velho senhor havia voltado  vida. Deve haver alguma questo sobre que era sua me, mas certamente no seu pai. A posio da mandbula era a mesma, a amedrontadora intensidade do olhar - Gwilym era filho de seu pai. 

Com exceo de instruir Leuan a achar sua prpria capa templria em vez da marrom que ele normalmente usava, para selar seu cavalo e encontra-los no prximo vale, ningum havia dividido nenhuma novidade exceto que o jovem senhor estava morto e que os soldados ingleses estavam vindo para pegar senhora Duana. Examinando os olhos de Gwilym e o poder por trs da tnica de cavaleiros templrios branca, o padre sentiu aquele velho medo por seu estudante em seu peito - algum estava para perder e ele esperava que no fosse Gwilym. 

Ela estava inteiramente coberta com cales e uma camisa quando ela emergiu de trs da tela, mas Leuan abaixou seus olhos para o cho sujo, no acostumado a ver uma mulher em roupas que mostravam as formas de suas pernas ou com seu cabelo solto - especialmente no uma mulher com aqueles cabelos e pernas. Juntando uma trana na base de sua nuca, Gwilym hesitou com a tesoura, a dando para Duana e deixando cortar em pequenos ramos seu cabelo que ia at a cintura. 

Llangly, um homem estranho que parecia ter sido criado de tringulos em vez de ovais, colocou alguma mistura no cabelo aparado dela e o tingiu de um marrom avermelhado escuro. Leuan sentou-se em um raqutico banco, vendo Gwilym passar seus dedos pela pilha de cabelo aparado na mesa marcada, sem parecer entender que ele no poderia guard-lo para reatar depois. O cabelo deveria ser queimado antes que alguma bruxa colocasse algum feitio na senhora Duana, mas Leuan no conseguiu ter coragem de tira-lo de Gwilym e joga-lo na lareira.

O alquimista pigarreou, indicando que ele havia terminado o servio em Duana e virou sua ateno para medir, moer e misturar ingredientes das jarras coberta de teias de aranha que se alinhavam nas estantes sobre suas cabeas.  luz da clarabia na cabana, Gwilym ajudou a colocar as velhas capa e tnica templrias de Dafydd cortando os lados para acomodar sua barriga e a transformao estava completa. Senhora Duana e senhor Gwilym haviam desaparecido e dois cavaleiros templrios haviam surgido - um alto e magro com olhos vermelhos e outro mais jovem com cabelos marrom avermelhados e um claro engrossamento no meio. 

Ele sabia que Duana no gostava de ser tocada, mesmo de ser levantada em sua gua, por qualquer um a no ser Gwilym, ento Leuan guiou o cavalo para um tronco de rvore para que ela montasse enquanto Gwilym estava dentro com o alquimista. Seu prprio cavalo no estava to cooperativo, no estava acostumado a ser cavalgado ento ele danou em crculos, um p no estribo e outro no cho por vrios segundos. Finalmente na sela, seus antigos mantos templrios anunciando que ele havia passado sua vida como padre da sagrada ordem e nunca fora desafiado, ele estava pronto para cavalgar para onde quer que fosse que eles estavam indo. 

Sem falar, Gwilym atou um pequeno pacote em sua sela, montou e cutucou Goliath ao lado da gua de Duana, a puxando para a sela em sua frente. Quando ela perguntou, Gwilym respondeu que ele havia trocado o cavalo dela com o de Llangly pela ajuda do alquimista e silencio, embora Leuan no pudesse se aprofundar em porque ele havia comprado tanto silencio - a cabana inteira, incluindo Llangly, no valia uma gua. A dando as rdeas, como se qualquer mulher pudesse manejar um cavalo assim, Gwilym embrulhou seus braos  em volta da cintura dela descansando sua testa por um momento nos ombros de Duana dizendo antes, "Oeste; Abadia de St. Mary  a oeste daqui em Aberconwy. Goliath sabe o caminho, at no escuro."

St. Mary era uma abadia cistercian - e um porto principal para a frota dos cavaleiros templrios. Aquele era o plano de Gwilym; esconder sua mulher entre os monges at que o beb pudesse vir e ento manda-lo para longe alm de qualquer lugar que o rei britnico pudesse achar. Quando os soldados atingissem o castelo de Aber, eles encontrariam serventes que apenas sabiam que seu senhor e senhora haviam ido para a Igreja com seu padre em luto  perda de Dafydd e nunca retornaram. Caso os soldados pensassem em procurar na abadia, eles encontrariam monges que estimam rei John como um pouco mais baixo que um leproso - e poderiam honestamente dizer que apenas 3 templrios haviam ficado em sua abadia: um cavaleiro, um escudeiro e um velho padre de Aber. 

Ela sinalizou duas vezes para o grande cavalo, o deu um determinado chute e foi recompensada com um trote hesitante. Leuan seguiu, pensando que se o trote ficasse mais devagar, poderia ser uma caminhada. Eles alcanariam St.Mary pelo inverno em vez de em algumas horas a no ser que Gwilym instrusse seu cavalo a agir de modo adequado. Gwilym no olhou de volta, uma mo ainda em volta do meio de Duana e outra brincando com o cabelo dela  luz da lua. 

Houve um violento tapa quando as rdeas de couro encontraram o pescoo do cavalo indicando que ela falava srio, um ltimo pigarreio quando o cavalo concordou com um meio galope e duas horas depois, eles alcanaram a abadia. 

*~*~*~*

Era muito arriscado a levar para dentro de um convento. Ela passaria por um adolescente com uma passada de olho ou em cima de um cavalo, mas no com uma inspeo mais prxima. E mesmo com ele, ela no gostaria de estar entre tantos homens nos dormitrios juntos da abadia. Se Gwilym pudesse, ele faria alguns comentrios sobre Maria e Jos e uma manjedoura, mas em vez disso, ele apenas deu a Leuan o dinheiro para fazer um trato com o chefe da abadia e se focou em tirar os arreios limpar Goliath ento no seria esperado que ele conversasse. 

Leuan trouxe muitos lenis de l no branqueada dos monges para eles nos estbulos e escolhendo o sto em vez da cocheira vazia, Duana os espalhou em cima da palha solta com um aspecto de cama. 

Quando ela comeou a se despir, a falta de sensao que ele havia precisado e bem-vindo desde esta tarde finalmente deixou seu crebro. Havia uma coisa que ele queria sentir esta noite - libertao. Sua mulher, aceitao e libertao. Ele queria ser capaz de morrer dentro dela e sentir a gloria de sua morte se misturando com a nova vida que ela carregava. Ele queria se esquecer - ambos futuro e passado - apenas por um momento. 

Sem pretenses, sem palavras doces ou brincadeiras bobas - ele no podia encarar a gentileza do ritmo deles. Abaixando a cabea para evitar a trave-mestra do telhado, ele simplesmente havia ido at ela no canto, tirado suas roupas e a puxado para baixo, nas palhas com ele. Gwilym havia sempre sido to cuidadoso com ela, to cuidadoso para fazer isso pelo menos bom para ela, mas desta vez ele apenas controlou um 'por favor.' Duana fechou seus olhos, embrulhando seus braos em volta do pescoo dele e expirando, o deixou rapidamente esvaziar sua mente no corpo dela. Antes que ela tivesse adormecido, ela o beijou gentilmente o assegurando que ele era amado e que aquela manh iria eventualmente chegar.

Ele nunca havia feito algo to bom em sua vida que justificasse Deus o ter dado aquela mulher. Felizmente, para Gwilym, nem outro homem mortal. 

Agora ele estava deixando seus pensamentos flutuarem no ar mofado, saltando gentilmente das paredes de pedra e no ouviu os ps de raposa se aproximando at que Duana drapejou sua capa sobre seus ombros contra a frieza da capela da abadia.

"Volte para o estbulo e durma, cariad. Os monges iro querer navegar depois da missa da manh e ser manh em breve.

"Venha comigo." Quando ele no moveu seus joelhos, ela segurou sua tocha para cima para o retrato de pedra ento ela poderia ler o nome e disse, "Este  seu pai?" 

"E o pai dele e o dele antes disso. Agora o corpo de Dafydd vai deitar aqui, como o meu algum dia."

"No  sua hora de morrer. S parece esta noite. Eu j senti e passa." 

Esvaziando seus pulmes, ele se levantou e tomou a mo dela, a deixando guia-lo para dentro da noite de vero. A lua estava enorme, perto, os observando impessoalmente enquanto ela veio descansar alm do mar irlands. 

"Voc no vai entrar no barco comigo e padre John, vai, William?" 

"Eu virei at voc, mas eu quero algumas palavras com o rei primeiro. Se aquele homem rege a vontade de Deus, ento Deus est governando os outros mundos." 

Gwilym podia v-la mentalmente cruzando os braos e fixando aqueles olhos nele, tentando pensar em algum jeito de implorar, subornar, ameaar ou arrasta-lo para dentro do navio templrio. Para silenciar o sermo, ele beijou a sobrancelha dela e ento encostou sua testa cansada contra a dela na porta do estbulo. "Eu encontrei onde eu quero estar e eu pretendo ficar, cariad. Eu lhe disse que eu enfrento qualquer homem a dizer o contrrio."

Ele a ajudou a subir a pequena escada para o sto e a deitar na cama de palha, improvisada deles a despindo de novo vagarosamente enquanto os sinos chamavam os monges para a missa da manh. Apenas alguns minutos - apenas mais uma vez e ento ele iria embora. Isso deve ser um pedao do paraso: a observando se movendo sobre ele enquanto seu peito repentinamente ruborizou vermelho na aurora prpura. Muito cansado de esperar, ele a seguiu e ento a puxou para baixo contra ele ainda se dizendo que ele partiria em mais um minuto.

Mais um minuto. Ele poderia cont-los em suas prprias batidas do corao. 

"Eu sempre ouvi que anjos cantam, mas eu nunca imaginei monges na missa," ela sussurrou para a nuca dele, sua respirao se tornando devagar. "Por favor, no faa isso, William - se voc quer o rei morto, apenas me mande de volta para ele. Eu conheo as plantas prprias para dar a ele. Ningum iria suspeitar de mim e ningum me quereria uma vez que ele estivesse morto."

"Eu s quero que ele saiba que Dafydd era filho dele. Meu filho, mas sangue dele. Saber que ele assistiu o prprio filho ser enforcado - e vivendo para saber disso - acho que isto  pior que a morte."

"Voc vai dize-lo que ele era o pai do filho de Diana e ento se juntar a mim na Irlanda?"

"Sim." Ele no encontrou os olhos dela enquanto ele se vestia. "Eu jurei minha lealdade a John como meu rei - eu no levantarei minha espada contra ele."

Ela puxou os speros cobertores em volta dela, catando os pedaos de palha do cabelo dela e o observou do sto enquanto ele selava Goliath novamente abaixo. "Voc est mentindo."

*~*~*~*

Cristo, ele no havia previsto isto quando mandou Duana para se esconder com Leuan - que cavaleiros templrios a esconderiam to bem que Gwilym no conseguiria encontra-la. Seu raciocnio tinha sido que se ele fosse pego e torturado na Inglaterra, se ele no a conhecesse a localizao dela ou da criana, ele no poderia entrega-los. Leuan tinha o anel com o selo de Gwilym e ouro suficiente e crdito templrio para levar Duana onde quer que ele achasse que fosse seguro e ele certamente levou. 

Os monges de St. Mary apenas o disseram que padre Leuan e um escudeiro chamado 'Scully' haviam embarcado no navio para Dublin trs meses passados. Ela - ou 'ele', de preferncia no estava nem havia estado com os cistercianos ou os templrios em nenhum dos conventos ou nos monastrios em Dublin. Ele estava ponderando cavalgar at Dover para achar o que sobrara do clan Scully quando um dono de bar mencionou que os cavaleiros de Santo John haviam construdo um hospital novo por perto. 

"Um jovem homem chamado 'Scully'? Talvez. Rei John no tem sido bom com a Irlanda; ns temos muitas pessoas em ateno por causa dele," o chefe da abadia se restringiu empurrando seu capuz preto para trs para que ele pudesse ver Gwilym claramente atravs dos portes. "No nos importamos com o Saeson, para os Saxnicos de fora aqui. Quem  que pergunta por 'Scully'?"

Os dois cavaleiros ladearam o chefe da abadia que se aproximou, mos nas espadas. Obviamente os homens do rei haviam acabado por sua procura por Duana. 

"Gwilym. Sou o Senhor William de Aber."

Por favor, por favor, por favor. Se ela no estivesse aqui, ento os cavaleiros e Leuan haviam decidido que o perigo era to grande que eles a mandaram para mais longe para se esconder - para Frana ou a Terra Santa e levaria anos. 

"Eu no vejo um senhor; eu vejo um monge dos cavaleiros templrios. Me conte deste 'Scully' - talvez eu o tenha visto."

"Pequeno, com cabelos marrom avermelhados cortados no queixo. Pele clara e olhos azuis. Ele estava doente -" ele teve que parar para contar, "um ms passado. Bem doente. Ele  meu escudeiro e o homem com ela  um velho padre templrio chamado 'John'." 

O chefe de abadia pegou que Gwilym havia deixado escapar, dizendo 'ela' em vez de ele. 

"Talvez 'Scully' esteja usando um outro nome. Ns freqentemente damos santurio a almas fugindo da crueldade da coroa. s vezes eu mesmo ouo suas confisses."

Ele tomou a aposta, rolando seu dado proverbial: "Duana. Senhora Duana de Aber. Ela estava esperando." O chefe de abadia balanou a cabea - ele no reconheceu aquele nome. "Duana do clan Scully. Condessa Duana?" Ele no sabia o nome de seu falecido marido. "Condessa Duana de, hum, Londres." No - no havia conde de Londres. Que terras o marido dela tinha? 

"Ns no nos preocupamos muito com terras e ttulos aqui. Talvez haja um nome que apenas aqueles prximos de 'Scully' conheam."

Respirando um pouco mais facilmente, bastante confiante ele tinha apenas que supor a senha para ser permitido no hospital do monastrio, ele ofereceu o bvio: "Cariad ' - eu chamo minha esposa de 'cariad'."

" muito doce, meu senhor, mas muitos gauleses chamam suas mulheres de 'amada'. Talvez outro nome?"

No era mais breve que isso saiu da boca de Gwilym que o chefe da abadia e os dois cavaleiros monsticos com ele se tornaram muito mais cooperativos: "Bruxa. Eu a chamo minha bruxa devassa."

"Scully tem seu prprio quarto abaixo da Igreja de St. Michan, a norte do rio Liffey. O nascimento foi difcil, mas ele est bem agora. A criana est com ele e seu padre foi para Gales para encontrar voc quando soubemos - estvamos com medo do que poderia acontecer quando ouvimos o rumor de que o velho rei morreu, ento o mais cedo que o perigo de sangramento passar, ns moveremos seu Scully no caso dos soldados Saeson voltarem."

Gwilym pausou tempo suficiente para por dinheiro na mo aberta do homem ento remontou. 

"Eu tive que cuidadosamente mandar quais dos meus cavaleiros eu mandei para St. Michan para guardar seu escudeiro. Ele  um jovem incrvel, meu senhor - houve bastante comoo entre meus monges. Se um rosto como aquele pertencesse a uma mulher, reis perseguiriam-na at o fim da Terra, mesmo que ela estivesse feliz como esposa de outro."

Aquilo no lucrou nenhum comentrio de Gwilym, mas segurou sua ateno. 

"Voc disse que havia acabado de vir da Inglaterra, meu senhor?  o que os Templrios daqui que dizer que o rei John morreu -  verdade?" Gwilym acenou que sim com a cabea e o chefe da abadia continuou, " dito que sua morte foi bastante dolorosa - envenenado por um monge, na verdade."

"Eu ouo o mesmo, padre, mas tenho certeza de que isso  apenas um rumou - sobre o monge. Rei John morreu de disenteria em sua cama, abandonado por sua famlia e amigos e chorando covardemente como uma criana. Tenho certeza de que ele confessou seus pecados antes que ele se fosse - todos eles. Longa vida ao Rei Henry III."

"Longa vida ao menino-rei, senhor William," disse o velho chefe de abadia, caminhando de volta dos portes do monastrio. "Pode levar muitos anos para ele crescer o suficiente para dar problemas aos celtas."

"Espere." Ele pescou no lado de sua bota, puxando fora a bolsa e ento o anel, agora polido ento os lees do rei poderiam ser facilmente vistos, mesmo por um homem moribundo. Ele ajoelhou Goliath perto das barras dando o pesado anel de ouro atravs delas. "Derreta isto e d para um melhor uso, padre."

*~*~*~*

Ele estava se fazendo de completamente imbecil - puxando Duana forte contra ele e quase a derrubando quando ele percebeu que ela acabara de ter um beb. Ele finalmente se contentou em beija-la to profundamente a ponto de aborrecer os monges que o haviam levado at os aposentos dela ocultados embaixo da igreja. 

Ele estava completo. 

"Abadia de Fontevraund, William," ela lhe informou, juntando suas coisas para ir embora. Quando ele a olhou perplexo, ela adicionou: "A abadia onde Eleanor de Aquitaine est enterrada na Frana. Eu li sobre ela e os monges aqui dizem que as freiras so ensinadas a ler e escrever e tocar msica desde a infncia. Eu quero que ela v para Fontevraund." 

"Cariad - "

"Pode esperar um minuto, William? Eu quero alimenta-la, mais uma vez antes de irmos. Os monges dizem que eles conhecem uma ama de leite, mas eu no quero que ela fique com fome."

"Duana -"

"S um minuto. Voc no tem que v-la. Ela est no quarto ao lado." 

"Duana!"

"S um maldito minuto! S quero mais um minuto com ela e ento eu irei! A parteira no acha que eu posso ter outro, ento Deus o livre de que espere mais um maldito minuto antes de eu ter que deixar minha filha!" 

Ele finalmente conseguiu chamar a ateno dela por agarrar seu pulso, a sacudindo de volta para ele. Ela se encolheu, esperando ser golpeada e ele sentiu-se como os trapos amarrados nos ps do mendigo. 

"H algum alm de voc que sabe que o rei John forou voc? A corte inteira sabia que voc recusou, ento h algum que pode dizer que o rei John no s mudou de idia e a queria de volta em vez de por que ele era o pai de seu filho em vez de mim?"

Ela ponderou e ele pde v-la obediente, metodicamente listando os nomes em sua mente, sem entender por que ele estava perguntando. "No - eu disse a voc e confessei meu pecado para o chefe da abadia no hospital quando ela nasceu, mas pra mais ningum a no ser voc e rei John."

"Bem, rei John est morto. Ele morreu ms passado; a notcia est s agora se filtrando aqui no norte. Se voc pode cavalgar, v pegar sua filha e ns podemos ir para casa." 

Tendo sido casada com ele por quase 9 meses agora, Duana poderia ter um castelo inteiro arrumado e pronto em dez minutos, ento coletar um pequenino beb e a capa de Dafydd no representou problemas. Quando ela parou de fungar - negando que ela estava chorando, ele estava dando mais moedas aos monges e assobiando para Goliath. 

"Qual  o nome da criana, cariad?" 

"Eimile. Aqui - me d ela antes que voc a derrube."

"No. Eu j carreguei menininhas antes."

Ele realmente teve que dar o embrulho para ela pelo tempo suficiente de montar e ela teimosamente recusou dar o beb de volta, dizendo que ele poderia ou segurar o beb ou as rdeas, mas no os dois. Obviamente maternidade no a fez mais dcil. 

"Como o rei morreu, William? No escutei sobre nenhuma batalha." 

"H algo gravado na igreja, cariad. Pode ler para mim? Meus olhos esto ficando velhos." 

Ele parou para deixa-la decifrar o latim na pedra angular da Igreja de St. Michan, sabendo inteiramente e bem o que dizia. 

Ela era melhor com francs ou galico que latim, ento seu plano teve sucesso - ela teve que parar de questiona-lo para traduzir: "Vinho  forte, o rei  mais forte, mulheres as mais fortes, mas a verdade conquista a todos."

"Foi assim que o velho rei morreu, cariad.  tempo de ir para casa. Eu tenho um filho para enterrar e uma filha para me aproximar." Pegando as rdeas e virando o cavalo em direo  fronteira, ele perguntou, "Do que ns falamos naquela ltima noite em Aber - sobre ser destinado a certos caminhos - voc acredita naquilo?"

"Por que pergunta, William?"

"Porque eu mudei o nosso para esta vida. Devemos ver o que acontece." Um dos braos dela enrolado em volta ra cintura dele o outro segurando o beb seguramente contra ela enquanto ele pressionava os calcanhares suavemente nos lados de Goliath e clicou sua lngua contra seus dentes. "Mais uma vez, velho menino - e eu espero que seja a ltima. Nos leve para casa."

*~*~*~*

Fim - Hiraeth III: Saeson

Notas do autor: lio longa histria 6 links:
No procure pelo castelo de Aber . no h nenhum em Snowdonia, apesar do prncipe Llewelyn realmente teve uma corte em Dolwyddelan e castelo de Aber  modelado em seu outro castelo, Dolbadarn, construdo em 1230. Ambos ainda de p e com fotos no:
www.castlewales.com/home.html <http://www.castlewales.com/home.html>

Os cercos gauleses capturando Carmarthen e muitos outros castelos aconteceram em dezembro de 1215 a janeiro de 1216; de qualquer forma, rei John estava ocupado perdendo o imprio de seu pai para a Frana e quase no notou. John retaliou contra os gauleses vrios anos antes por um levante como o descrito, mas no era na campanha de 1215-1216 nem por uma violao da Magna Carta. Esta conta  levantada em "Here Be Dragons" por Sharon Kay Penman mais que a verdadeira pesquisa original. Suficiente dizer, rei John era um homem asqueroso e sem corao e prncipe Llewelyn realmente deu a notcia pessoalmente. 

Os cavaleiros templrios, cistercianos e hospitaller eram ordens de transio de guerreiros monsticos que tentaram socorrer peregrinos e capturar e segurar as reas de Jerusalm durante as Cruzadas, tanto para o horror dos muulmanos, que encontraram a terra santa no menos 'santa' que os cristos e por acaso estavam morando l. No muito mudou entre 1096 e Y2K. Na Europa, os templrios tambm serviam como 'o bando' durante a Idade Mdia - o nico lugar alm dos judeus onde algum poderia emprestar grandes somas de dinheiro "nobres que se tornaram monges inteiros deram toda sua riqueza e terras para ordenar e cavaleiros seculares como Gwilym  freqentemente faziam largas doaes tambm." Porque o Papa endossou a ordem (ele tendia a endossar qualquer um disposto a ir s Cruzadas) e os monarcas estavam sempre profundamente em dbito com eles, os cavaleiros templrios era extremamente poderosos e quase intocveis. Por mais que algum jamais precisou saber sobre ordens cavaleiras e das Cruzadas: 
www.merlin-deux.legend.org.uk/~lhudson/ <http://www.merlin-deux.legend.org.uk/~lhudson/>

A citao da 'verdade' vem da Capela de Rosslyn na Esccia, construda em 1440 e objetivada a estarem em um dos lugares para onde os cavaleiros templrios fugiram com seus tesouro e relquias sagradas depois de Felipe IV da Frana os prendeu como hereges na sexta feira 13 de Outubro de 1307. pela conta histrica da Capela de Rosslyn: www.rosslynchapel.org.uk <http://www.rosslynchapel.org.uk>
Ou pela muito mais interessante e, hum, imaginativa verso:  www.mids.org/sinclair/templar/index.html <http://www.mids.org/sinclair/templar/index.html>

Uma das principais escapadas do rei John quando ele ainda era prncipe John Lackland foi como governador da Irlanda - e ele tratou os irlandeses muito mal, permitindo que seus soldados saqueassem e estuprassem como eles quisessem, assim como fizeram em Gales. Como resultado, ambos irlandeses e gauleses "esta  uma nota de um historiador que me ajudou na minha pesquisa) "da mais baixa coleo de tapetes para o rei Rory" (da Irlanda) tendia a fazer tudo que eles podiam para para irritar o rei John. A Igreja de St. Michan ainda est de p, com uma catacumba embaixo contendo muitos corpos bem- preservados que diziam ser cavaleiros templrios.
222.trantec.fe/staff/heikkin/portcull.htm

Abadia de St.Mary construda em 1186 em Aberconwy, foi mudada em 1283 e ento destruda quando o castelo Conway foi construdo por Eduardo I - o filho do rei Henry III, neto do rei John. Enterrado ali esto Llewelyn Fawr, o grande prncipe de Gales que morreu em 1240, e seu filho mais velho, Gruffydd. William Mulder, Sr., no est - no pense que eu no chequei.
www.members.tripod.com/~caryl_williams/conwy-7.html <http://www.members.tripod.com/~caryl_williams/conwy-7.html>

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Fim: Saeson
 Ttulo: Hiraeth IV: Credu

Autor: prufrock's love

Classificao: Acima de 14 anos

Palavras-chave: estria, AU histrico, MSR, um pouco de angst

Spoilers: No vejo como

Resumo: 4 na srie Hiraeth - Aber, Norte de Gales, comeo de inverno, 1216

Distribuio: link para:

<http://www.geocities.com/prufrocks_love/hiraeth.html>

Website: www.geocities.com/prufrocks_love/prupage.html <http://www.geocities.com/prufrocks_love/prupage.html>

Colheres de prata: Cabea de Skinner checado - depende de quem voc pensa que ele , Jen - segura (termina em MSR 6 sem CD). Colher: sim, angst por metro -5 de 10.

Disclamer: no meus; no precesse

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Hiraeth IV: Credu
Por prufrock's leve

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"Eu acho, querido marido," ela disse, tropeando para trs nos aposentos deles e rindo estupidamente, "que voc me fez ficar muito bbada e est planejando aproveitar-se de mim esta noite."

Puxando seu vestido sobre a cabea e o jogando sem cuidado no cho, Gwilym respondeu, "No - de jeito nenhum. Voc  to suspeitosa de mim. Droga! Desamarre isso, por favor. Eu fiz um n nos laos." 

Duana remexeu nos laos apertando a gola de sua camisola com dedos desajeitados enquanto Gwilym atrapalhava beijando o vazio de sua garganta. Ela continuou tentando o empurrar para o lado para que ela pudesse se desvestir adequadamente, mas os laos estavam apertados e agora molhados pela boca dele. "Deixa assim. Eu ainda estou muito gorda, de qualquer modo."

"Eu gostaria de ver onde voc mantm essa gordura," ele respondeu e houve um leve puxar ao pescoo dela enquanto ele cortava os laos no cooperativos com a adaga. "Todo homem em Aber parece estar de olho na minha esposa e nenhum de ns consegue achar algo para reclamar, embora haja bastante especulao. Ento, deixe-me ver, cariad -  - hum - aqui?" ele beijou a inclinao do ombro dela enquanto a camisola dela se juntava ao seu vestido nas precipitaes. "No, No - no a. Talvez aqui?" Seio. "No, eu ainda no consigo acha-la. Deite-se - vou procurar mais. Merfyn quer um boletim completo, mas eu duvido que ele consiga."

"Eu tambm acho, William, que voc tambm est um pouco bbado tambm," ela respondeu seriamente antes de cair de volta nas peles na cama com um pequeno som de 'uh' e mandando os cachorros fugirem para o cho. "Seria porque eu no sou a nica nervosa aqui?"

"Claro que estou nervoso, bruxa," veio uma voz severa de algum lugar acima dela na escurido enquanto ele rapidamente se despia. "Como se atreve a sugerir tal coisa? Eu - nervoso por causa de uma mulher." 

O colcho baixo moveu-se enquanto Gwilym se juntava a ela, gentilmente tocando o nariz na orelha dela. "Eu no sei como fazer isto mais fcil para voc, cariad," ele disse, suas palavras muito mais suaves, "O vinho vai nos ajudar a relaxar e eu irei devagar, mas os monges disseram que voc teve bastante problemas em ter Eimile. Se  muito ruim, me diga e eu pararei. Voc tem alguns outros talentos que eu gosto quase tanto quando este."

"No." Duana parou para soluar, ento, como uma criana muito sincera e atenciosa, disse: "Padre John disse que voc deve ter outro filho. No sei se isso ir acontecer - as parteiras disseram que no - mas j passou do tempo de comear a tentar." 

Gwilym teria que falar com Leuan sobre seu conselho para sua esposa. Ele estava pensando em porque ela tinha repentinamente parecido to desejosa esta noite depois de quase no nota-lo desde que eles voltaram da Irlanda. 

"Ele tambm ainda empalidece quando algum menciona mulheres dando  luz. Se Leuan estivesse no seu lugar, ele estaria me colocando na mira de sua espada, ento eu no acho que ele est em lugar de lhe aconselhar a ignorar coisas que ele nunca sentiu."

Do que Gwilym pde reunir, os monges Hospitaller haviam pedido a Leuan para entrar e abenoar Duana e o beb enquanto ela estava em trabalho de parto, pensando que uma ou ambas iriam morrer. Quando perguntado o que ele havia visto, o velho padre apenas se benzia e murmurava, ento Gwilym concluiu que ele provavelmente realmente no queria saber. 

"Voc no gosta de me machucar. Eu confio em voc. No  a dor -  a inteno que fica depois."

Ela devia estar bastante bbada ou Duana nunca diria tal coisa; qualquer de suas perguntas sobre outros homens eram intencionalmente ignoradas, tanto quanto suas pistas sobre querer alguma ateno feminina, preferivelmente dela.

"No h inteno," ele sussurrou para ela. "Eu queria que no tivesse dor."

Ele passou suas mos sobre ela, tentando atrair sua ateno para relaxar e retribuir, mas ela ficou parada, como se ela s quisesse que ele fizesse isso e terminasse. Sua mente estava entrando em pnico - isto iria ser pior ainda se ela estivesse com medo, mas seu corpo, tendo dormido sozinho desde antes de Eimile vir, estava reagindo com gratido, de qualquer forma. 

O sentindo pronto contra ela, Duana separou suas pernas, embrulhando seus braos em volta do pescoo dele e pressionando seu rosto no ombro dele, procurando segurana. Ento, ela esperou, respirando superficialmente, mas ao contrrio estando completamente imvel e complacente. 

"No faa isso, cariad - Duana. Isto  para duas pessoas, no s uma."

"Me desculpe," Ela ainda no se moveu.

"No se desculpe. Voc ainda no teve muito tempo para aprender nada diferente. Abra esses lindos olhos e olhe para mim." Eles se abriram, tentando focalizar no rosto dele enquanto ele se arrumou no travesseiro ao lado dela. Gwilym tinha uma forte suspeita de que ela estava vendo pelo menos 3 dele. "Apenas me diga o que voc quer, cariad, e eu o farei."

"Eu quero que tivesse sido voc," ela murmurou ininteligvel enquanto ele tocava entre suas pernas, a sentindo se encolher e ento relaxar contra a mo dele.

"Bom?"

"Um, bom," ela respondeu, arrastando as palavras um pouco. Duana drapejou sua perna de cima sobre seus quadris com resposta, inspirando rapidamente quando seus dedos se moveram para dentro dela, mas relaxando um pouco quando ele a beijou novamente. "Voc me ama, William?" ela perguntou alguns minutos depois enquanto ele a rolava cuidadosamente em suas costas. "Voc realmente no teve mais escolha em nosso casamento que eu e voc nunca disse."

"Eu envenenei um rei para continuar com voc, cariad e no houve outra mulher desde que eu te vi pela primeira vez - no em todos aqueles meses. Voc ainda precisa das palavras bonitas?"

Sua boca e corpo se abriram a isso - endurecendo enquanto ele vagarosamente penetrava, mas no se afastando.

"Oh, Cristo, isso  doce. To doce," ele conseguiu dizer, parando para recuperar controle e a deixar se ajustar. "Cariad - fale comigo. Me diga o que voc quer." Ela envolveu as pernas em volta da cintura dele enquanto ele pressionava o resto do caminho dentro dela. Arfando agora, Gwilym a perguntou novamente, "Voc est bem? Olhe para mim para que eu possa te ver." A vontade de se mover era devastadora e ela ergueu os quadris para os dele, indicando que ela tambm queria.

" claro que eu te amo, Duana. Jesus, como voc pode duvidar? Eu sou s um mortal."

Era estranho beijar os lbios dela, mas ele podia sentir a respirao dela rpida e quente contra o ombro dele, suas mos no comeo das costas dele agora. "Quase," ele a assegurou, tentando se apressar, sabendo que ela estava desconfortvel. Os ltimos poucos empurres foram muito fundo e ele vagamente a percebeu gritando, mas instintos sobrepuseram-se a intenes por alguns segundos.

"Oh, Deus. Deus, eu senti falta de voc." Gwilym expirou, seu corao comeando a ficar devagar novamente enquanto o sentimento de paz total o tomou. "Cariad, voc est bem? Me d um minuto para me recuperar e veremos voc," ele prometeu.

Ela no o olhou ento ele pegou seu queixo e virou seu rosto para que ele o pudesse ver na luz da lua. Lgrimas; seu estmago afundou. "Oh no - por que voc no me disse? No pensei que fosse to ruim para voc."

"No foi ruim. Eu estou bem." Claro - como se ela alguma vez admitisse o contrrio. "Eu s queria que tivesse sido voc. Voc me perguntou o que eu queria e era isso. Eu no acho que at mesmo voc pode fazer isto para mim, William."

"Eu tive sucesso esta noite - ns estamos ambos muito bbados, cariad." Ele rolou de volta para suas costas a deixando colocar seu rosto contra o peito dele e envolvendo seus braos em volta dela de forma protetora. "Voc quer que quem tivesse sido eu?" 

"Quando eu era virgem; eu desejo que tivesse sido voc que tivesse me achado," ela respondeu, soando sonolenta.

Completamente pego de surpresa, ele respondeu, "Oh Duana, Eu tambm desejo que tivesse sido eu. Isso teria nos poupado a ambos de tanta dor."

*~*~*~* 

Ela estava em sua camisola e escovando o que restara de seu cabelo antes de ir para a cama - pelo menos 100 escovadas o mesmo que qualquer outra noite, quando Gwilym entrou nas pontas dos ps. Gwen havia deixado uma travessa de comida para ele na mesa, mas qualquer esperana de conseguir gua quente para o banho havia acabado h horas a no ser que ele quisesse esquenta-la ou conseguir que Duana fizesse isso.

"Como est o beb?" ele perguntou, fechando a porta silenciosamente e deixando uma trilha com sua capa, algibeira, adaga, cinto, botas e tnica no cho enquanto ele cruzava o aposento. Tirando sua camisa de linho, Gwilym tomou flego, se abraou e mergulhou o rosto na bacia de gua gelada. Duana no apreciaria que ele viesse para cama cheirando a taverna. "Cristo, aquilo est frio!" ele exclamou, dando uma esfregada rpida a tudo acima da cintura e ento balanando a cabea como um cachorro ento a gua voou para todos os lados. 

"Desculpe chegar to tarde - eu encontrei Llewelyn na aldeia e ns tivemos muitas coisas para conversar no foi to estranho quanto eu pensei que fosse ser; v-lo de novo. Ele disse que o seu primognito ainda vive, mas apenas por pouco. A coroa o est mantendo na torre no momento, mas vai provavelmente o executar em breve. Deve ser horrvel saber que seu filho est morrendo aos poucos; talvez eu devesse ser agradecido. E ns falamos em noivar Eimile com seu filho mais novo - o que ele teve com sua esposa de lareira, um, amante, antes de Joanna. Acho que seria um bom casal: unir nossas terras e assegurar o futuro de Eimile caso eu morresse em campo de batalha. Ele far um contrato redigido para eu dar uma olhada."

Estendendo a mo pela toalha, ele continuou, "Llewelyn quer que vamos para natal na corte no castelo Dolwyddelan - ele est preocupado com sua esposa desde que o pai dela morreu e eu pensei que voc e ela poderiam se dar bem. Joanna fala apenas francs, ento isto daria a voc algum para conversar em vez de apenas Leuan e eu. Talvez isso possa alegrar vocs duas. A tosse da nenm est melhor?"

"Voc andou bebendo, William?"

"No muito; apenas o suficiente para soltar minha lngua um pouco. Acho que aprendi minha lio ontem - ou esta manh. Como Eimile estava hoje?" decidindo que no valia a pena se vestir antes de ir para cama, ele drapejou a toalha molhada em um gancho e veio por trs de sua esposa, brincando com seu cabelo aparado e com a maciez da nuca dela e antecipando.

Duana deu de ombros. "Eimile ainda est febril. Pensei em ir dormir com ela esta noite - se estiver tudo bem?" ela se levantou colocando a escova sobre o cofre de madeira, e se focando no espelho de metal polido. "Voc quer alguma coisa de mim antes de eu ir?"

Seu propsito estava claro: era um pecado para esposas negarem a seus maridos, mas no havia voto que dissesse que elas tinham que gostar disso. Fazer amor com ela esta noite seria to bom quando abraar um cubo de gelo - Duana podia congelar pessoas com apenas um olhar quando ela queria. 

O agradvel embotamento do lcool sumiu enquanto Gwilym se afastava dela, surpreso. "Eu acho que no. Cariad, h algo errado? Noite passada..."

Ela balanou um 'no' com a cabea, ainda olhando alm do reflexo dela. 

"Traga o beb para dormir com a gente." Seus olhos procuraram por pistas na atitude dela e ele resolveu no mencionar que Eimile tinha uma ama perfeitamente competente para cuidar dela - Duana estava apenas procurando por uma desculpa para evita-lo. Como sempre, ele havia checado o beb antes que ele fosse para seus aposentos e Eimile estava bem. E no estava febril. "Ou voc quer dormir no quarto dela?"

"Voc no me quer?"

"Claro que eu quero voc," Gwilym respondeu, sem entender esse jogo feminino. "Acho que isso  do outro lado que est vindo."

Ele esperou por uma resposta, mas no conseguiu uma. "timo - v." Ele se virou e deu um solavanco nos laos da cala dele, se despindo para cama. Deus o livre que ele ficasse entre ela e seu precioso beb - era tudo que ela parecia se importar esses dias.

Sentindo uma pequena e quente mo na parte estreita das suas costas, Gwilym parou, seus polegares ainda na cintura dos cales. Depois de alguns segundos, Duana descansou sua testa contra  a clavcula dele e a respirao dela fez sua pele se arrepiar conforme ela falava: "Eu no sei o que tem de errado comigo. Eu sinto - eu sinto..."ela tentou vrias vezes, mas aparentemente apenas no conseguiu colocar em palavras. 

"No vou te forar - no nesta noite ou em qualquer noite. E..." ele engoliu nervoso, "...eu pensei ter feito o que voc queria noite passada. Se eu no fiz - ou se tudo que voc quer  outro filho, ento podemos esperar e ver se voc concebeu."

As mos dela deslizaram em volta da cintura ele, brincando sedutoramente com a linha de cabelo escuro que corria seu umbigo abaixo. "Outro filho para voc poder casar como voc quiser?"

"Llewelyn  um bom homem e eu tenho confiana de que o filho dele o ser tambm, mas uma mulher no pode ser casada at que ela tenha 12 - isto  pouco mais que uma barganha temporria. Se no lhe parece uma boa combinao quando Eimile for maior, tanto para Llewelym quanto para mim, no haver mgoas. Apenas camponeses casam-se por amor, mas no a verei infeliz."

Pensando ter compreendido o que a estava incomodando, Gwilym se virou para que eles estivessem se encarando, os braos dela ainda nos seus quadris. "No estou tentando manda-la daqui. Ela viver conosco at que ela tenha pelo menos 12 - provavelmente 14. Joanna de Llewelyn tinha 14 quando eles se casaram e eu sei que ele achou que ela era muito nova; eu ainda acho que voc  muito jovem em algumas noites. No estou ansioso para dar Eimile para um homem, especialmente um homem jovem, assim que ela estiver na idade. E uma vez que ela esteja casada, ela estar h algumas horas cavalgando." 

"Mas ela pode decidir? Se ela no quiser se casar com o filho de Llewelyn, ela no precisa?"

"Se ela reclamar, eu no vou insistir. No, ela no vai ter que casar." Ele descansou seu queixo em cima da cabea dela, fechando os olhos, finalmente entendendo. "E nem voc. Voc no me deve outro filho, e no farei voc deixar Eimile aqui. Vocs sempre foram livres para ir se assim quiserem... talvez fosse melhor para voc retornar para o mundo que voc conhece em vez de..." Gwilym parou de falar antes que sua voz quebrasse. 

Duana fez suas mos em punhos contra o peito dele, como se ela quisesse muito bater em algum. "No, eu no quero partir. E, sim, eu quero te dar outro filho. Quando acordei com voc est manh - eu havia esquecido o quanto eu gostava disso: no me sentir sozinha. Voc  to bom pra mim - eu deveria estar de joelhos agradecendo a Deus que voc se importa comigo e Eimile."

"Ento, qual  o problema? Me ajude a entender." Ele colocou uma mo sob o queixo dela e ergueu seu rosto, acariciando sua macia bochecha com a outra. "Voc  to linda. Eu sei que voc no acha - voc pode listar seus defeitos imaginrios do modo que outras mulheres listam seus atributos - mas eu quero voc ou ningum. Voc no encontrar outra mulher na minha cama s porque voc no est pronta ainda." 

Gwilym deu dois passos para trs para que ele pudesse se sentar no colcho, puxando uma relutante Duana com ele. Ele revirou seu crebro ainda adivinhando. "Este filho de Llewelyn no tem relao com rei John e no h estigma em Gales de ele ser um bastardo. A me dele, Tangwystl morreu ao dar  luz a ele. Llewelyn  sempre assumiu todos os seus filhos como eu fiz com Dafydd e minha filha. No gosta que a esposa de Llewelyn seja filha de John? Ou no quer Eimile casada com um gauls? Eu s pensei... eu no gosto de como os normandos tratam suas mulheres; eu no quero minha filha casada com um estranho que pode bate-la como quiser."

Era uma ttica tpica de Gwilym quando falava com mulheres: continue se andando e vai eventualmente tropear na coisa certa; havia sempre muito pouca estratgia envolvida. Duana finalmente expirou e se deitou, ento ele deve ter dito algo certo - agora ele s tinha que descobrir o que era. Ele se enrolou atrs dela, drapejou um brao sobre os ombros dela e ponderou, franzindo os lbios com o esforo.

"Logo que eu cheguei aqui, eu no queria nada mais que fechar meus olhos e deixar voc lutar minhas batalhas por mim. E voc lutou - eu no consigo nem pensar em como comear a lhe pagar."

Ele abriu a boca para dize-la que ele no esperava nada em troca exceto ser permitido se importar com ela, mas sabiamente decidiu ficar quieto e a deixar falar.

"Voc  to bom nisso - liderar pessoas, lutar uma boa luta, fazer as decises difceis - e eu sei que voc s quer o melhor para mim e Eimile. Eu sinto como... se, se Llewelyn ou outro homem que voc confiasse estivesse sozinho uma noite, voc se sentiria livre para me oferecer a ele do mesmo modo que voc ofereceria seu cavalo se ele estivesse manco. E voc ficaria surpreso se eu me opusesse a qualquer coisa que voc quisesse, provendo que voc nem notasse que eu estava me recusando em primeiro lugar?

Gwilym se levantou em seu cotovelo, olhos arregalados. "Voc est louca?" Ela devia estar pensando que ele era um brbaro.

"Eu devo estar"

*~*~*~*

"Ela acha que eu a ofereceria a outro homem."

"No, eu no acho que foi exatamente isso que voc disse primeiro que Duana disse, Gwilym." Llewelyn dispensou o dono da taverna querendo um pouco de privacidade no mais vinho ou uma prostituta esta noite. "E mesmo se for, mulheres raramente dizem o que querem dizer mesmo. No acho que ela realmente espera ser mandada para dormir comigo da prxima vez que Joanna e eu brigarmos."

"Eu certamente espero que no." Gwilym respondeu pausando para esvaziar o seu copo, mas aliviado por finalmente falar com algum sobre isso. Ele e seu sof, depois de uma breve separao estavam em bons termos novamente. Merfyn e Leuan, claro, sempre escutariam, mas escutar e entender eram coisas diferentes - e Merfyn contaria para o castelo inteiro. "Existem algumas coisas que no devem ser divididas, nem entre amigos: esposas, sangue, dores de dente, m sorte..."

"Sfilis francesa, piolho e ressacas," prncipe Llewelyn adicionou ajudando e acenando com a cabea.

"Muitas mulheres ficam mal humoradas depois de ter um filho," Leuan aderiu, vido por mudar de assunto antes que Gwilym e Llewelyn comeassem a se relembrar de algumas mulheres que eles dividiram em suas mais selvagem juventude. "Tem a ver com ter muita amargura, mas isso passar quando ela conceber novamente." 

Os outros dois homens eram muito gentis - e estavam sbrios - para comentar a ingenuidade do padre - havia um passo obvio entre uma esposa estar triste e rabugenta toda hora e ficar grvida novamente que Leuan no estava levando em considerao.

"Tenha f - casamentos sobrevivero a muitas coisas com tempo e pacincia." Llewelyn aconselhou, falando por experincia. Sua esposa ainda estava sofrendo a morte de seu pai - um pai que a barganhou como um peo poltico do mesmo modo que fez com Duana - enquanto o resto de Gales regozijava sua morte e abertamente esperava que o falecido rei John estivesse queimando no inferno. 

Se Llewelyn dizia que um casamento poderia sobreviver, Gwilym acreditava. Ele entendia, como poucos, como havia ferido em Llewelyn  encontrar sua linda mulher na cama deles com um homem mais novo h alguns anos atrs. Llewelyn havia ordenado que seu amante fosse enforcado, tomado Joanna de volta e jurado que ele a amava igualmente e, para os casuais, ele amava. At Joanna provavelmente pensou que seu casamento era o mesmo, mas havia alguma cautela de Llewelyn agora - seu senso prprio como um homem abalado. Ele podia unir e liderar Gales, mas no satisfazer sua mulher - ou no satisfaze-la bom o bastante. 

A diferena de idade entre ele e Joanna era mais ou menos a mesma entre Gwilym e Duana - boa,  at prefervel quando o homem ainda estava em seu mximo, mas preocupante quando ele comeava a ver o outono de sua vida. Gwilym estava parecendo com 40 anos de idade em cheio e convencido, rosto cinza e ciente que ele estava casado com uma das mulheres mais lindas vivas, 10 anos mais nova que ele. 

Embora Duana dissesse que ela queria Gwilym em sua cama, ela havia agido apenas aquela vez desde que o beb chegou e aquilo foi por obrigao. Faziam meses agora - semanas desde aquela noite e seu orgulho estava sofrendo severamente. Verdade, Duana tinha estado grvida quando ele voltou de sua ltima campanha, ento fazer amor esteve um pouco limitado, mas ela estava pelo menos um pouco interessada. 

Muito interessada em suas lies de gauls, da parte de Gwilym. Talvez agora que a ameaa de ser mandada de volta para o rei John havia desaparecido, tambm o seu interesse tenha desaparecido. 

"Voc acha que ela precisa de tempo? No quero pressiona-la, mas honestamente eu no acho que ela saiba o que quer."

"Isso," Llewelyn especulou, dividindo o resto de vinho entre trs copos, "poderia ser o problema."

*~*~*~*

"Sh, Duana, sh...," ele murmurou, a balanando gentilmente contra ele. O pesadelo no estava parando - ela continuava a lutar, ento Gwilym a soltou para que ela no pensasse que estava sendo segurada. Ele ficou com ela, esfregando suas costas e ombros e tirando seu cabelo de seu rosto suado at que seus movimentos cessaram. " apenas eu, cariad. Voc est segura; ningum vai te machucar."

Uma vez ela acordou apavorada e soluando cegamente na escurido, ela se enrolou em uma bolinha no colo dele at que os calafrios e demnios se afastassem para os cantos. 

"Voc estava me observando," ela disse finalmente, sua voz abafada pelo peito dele. 

"Eu estava te observando," ele admitiu suavemente, puxando as cobertas em volta dela. Um de seus prprios pesadelos era ela sendo to fria e ele no ser capaz de a ajudar - caindo no gelo de um lago congelado, talvez. Ele normalmente acordava s vises dos seus olhos azuis sob o gelo, cabelos vermelhos serpenteando na gua frgida silenciosamente suplicando para salva-la. Aquele sonho vinha cada vez mais freqentemente agora enquanto ele a sentia se afastando dele, o lao que eles dividiram por uma vez morrendo um pouco a cada dia. 

"Eu no sabia que voc ainda fazia isso - manter guarda  noite." Duana fungou e enxugou seus olhos em sua manga. 

Gwilym levantou suas sobrancelhas, embora ela no pudesse ver sua expresso surpresa. Sua filha ainda estava l fora em algum lugar tentando achar seu caminho para casa e agora seu Dafydd se encontrava em uma catacumba em Aberconwy ao lado do pai e do av de Gwilym. Sua Duana dormia sozinha na cama deles, atormentada por sonhos que ela no queria discutir com ele e a filha bastarda do velho rei dormia no berrio, sua jovem vida, inteira, uma complicada mentira. Ele no tinha nenhum herdeiro homem e sua mulher tendia a olhar passando por ele esses dias, como se ele fosse feito de nvoa. 

Gwilym tinha toda razo para estar dormindo como um beb, seguro nos braos de anjos.

"Voc sabe que eu os mataria se pudesse, cariad. Se estes demnios que vem pra voc na noite fossem de carne e osso, eu poderia mata-los com minhas prprias mos e os sonhos parariam."

"s vezes demnios so de carne e osso, William," ela respondeu, pressionando ainda mais perto dele. "Algumas vezes eles so jovens homens bonitos com cavalos e armaduras finas e misteriosas lnguas estrangeiras - muito fascinados pela filha de um vendedor." 

"Me fale desses demnios para que eu os reconhea se eles entrarem em meus sonhos." Alem de saber que ela foi mal tratada por um jovem cavaleiro ingls e ento deixada em Londres, Gwilym no tinha idia de como ela havia deixado a Irlanda. 

Ela no parecia inclinada a responder, ento ele tentou uma ttica diferente: "Sabe, eu passei por Dover aquele ano e sou um tolo para garotas com grandes olhos azuis. Talvez eu a tenha jogado em minha sela e te levado para casa comigo. Nunca estive com uma virgem, ento, poderia ter sido eu, como voc disse." 

Ela fungou novamente, sua respirao se estabilizando. "Eu escutei estrias de Gwen sobre voc - voc teria cavalgado por mim e nunca parado."

Embora aquilo fosse provavelmente verdade, esta no era a direo que ele queria que essa conversa tomasse. "Me experimente e veja." 

Duana olhou para ele, tentando decidir se ela toleraria esta bobagem. Expirando, ela respondeu, "Se voc  o soldado que esteve me seguindo, voc est gastando flego e charme. Eu no entendo uma palavra do que os normandos dizem. Meus irmos falam francs - encontre um deles para incomodar."

Relaxando com ela, ele se deitou, a deitando na cama em frente a ele e esperando que ela no lhe dissesse para ir. "No me insulte - eu sou um gauls. Rei John mandou arqueiros gauleses para Dover com seus soldados. Ns no queremos estar aqui mais tempo que voc nos quer aqui."

"Gauls, normando - todos vocs soldados se parecem, falando besteiras em lnguas estrangeiras e tomando qualquer coisa que lhe agrade. Eu no consigo diferencia-los."

"Voc pode nos diferenciar por nossas espadas: os gauleses so maiores e muito mais habilidosos," ele satirizou e imediatamente se arrependeu pensando t-la aborrecido. Por sorte, Duana no pareceu entender a piada ou ignorou-a se entendeu.

"timo, voc e sua espada so gaulesas. Bom dia e continue a cavalgar, senhor gauls."

"Oh, mas estou ferido. Um muito zangado e muito impreciso irlands, se lembra? Pela primeira vez em meses ele a ouviu rindo. "Voc poderia cuidar do meu ferimento antes que eu caia de minha sela de febre?"

Ela ponderou por um momento. "Bom, acho que eu posso. Se voc est realmente to doente, voc  provavelmente inofensivo. Porque voc est cavalgando pela Irlanda com um ferimento? Voc est com tanta pressa de chegar em casa?"

"Eu lhe direi um segredo, menininha." Ele ergueu seus lbios para perto da orelha dela e sussurrou: "Eu tenho o que os normandos chamam de amante - uma esposa de lareira - e ela est esperando um filho para qualquer dia. E tem um menino mais velho, mas este beb  meu, eu acho. Eu espero. Meu primeiro filho."

Duana arrumou sua cabea no travesseiro, fazendo ccegas no rosto dele com o cabelo dela. "Voc est me provocando. Voc  muito novo para estar casado."

"No, no casado -  levemente diferente: um casamento pago mais que em casamento cristo. E eu tenho..." Gwilym pausou para contar. "...5 e 20 mais ou menos. Se voc tem 14, ento eu tenho 5 ou 6 e 20 e estou vivendo com Diana, para aborrecimento de meu pai. Dafydd  pequeno e minha filha est para nascer." 

Ela rolou para encara-lo, colocando suas palmas contra o peito nu dele. "Diana estar morta quando voc voltar." 

Ele acenou com a cabea. Ele no havia planejado para que essa discusso fosse sobre ele, mas Duana de algum modo estancava conversas para que elas flussem por volta de sua vida mais que sobre ela.

"Voc a amava."

"Eu pensava que sim," ele admitiu. "Ela era bonita - no como voc, mas alta, com cabelos negros e suaves olhos marrons. Eu a teria dado tudo se ela me amasse tambm. Ela amava a todos menos a mim."

Gwilym se incomodou, desconfortvel. Ele nunca havia dito isso em voz alta para alma alguma. 

"Ento ela era uma tola, William." 

Ele desviou o olhar, envergonhado. "Ela tinha boas razes para no amar. Eu amava algumas outras alm dela tambm. Uma daquelas mulheres foi a razo da morte de Diana."

A mo dela subiu, gentilmente explorando os ngulos de seu rosto  luz da lua. 

"Meus demnios so meus, do mesmo modo que os seus. Estes so os ltimos - os mais difceis de destruir - mas  meu trabalho os enfrentar." Ela agarrou o queixo dele e virou seu rosto para o dela, do mesmo modo que ele freqentemente fazia com ela. "Entende? Isto no  sobre voc mais do que Diana era para mim."

Ele acenou com a cabea, vagamente compreendendo. 

"Acho que eu os bani por algum tempo e ns ainda no fizemos outro filho."

"No?" Gwilym esteve obviamente longe nas ltimas semanas. O castelo inteiro tendeu a se acovardar nos poucos dias antes que a hora dela viesse, mas ele no havia estado em casa para notar. 

"No. Gostaria de ficar e tentar novamente?" 

Ele abriu sua boca inspirando o aroma dela, seus lbios, seus lbios roando os dela enquanto ele respondia: "No - mas posso ficar e fazer amor com a minha mulher? Isso  o que eu gostaria."

*~*~*~*

As lies vieram to facilmente quando em juventude: aparar, empurrar, desviar, fugir, atalhar, virar. Encaixe a flecha, puxe o arco; levante o escudo, vire a faca. Depois de mais de 20 anos, os msculos de Gwilym haviam aprendido os movimentos repetidos milhares e milhares de vezes na prtica e na guerra to bem que ele poderia jurar que seu corpo continuaria lutando por inteiros 10 minutos se ele algum dia perdesse a cabea. 

Soldados gauleses eram ensinados a lutar homem contra homem; espadas, cedros, lanas e flechas satisfaziam a dura terra mais que cavaleiros pesadamente vestidos em armaduras. Ele sempre pensou que isso era um gostinho do inferno: assistir a morte se mover pelos campos de batalha arrastando sua capa sangrenta atrs de si levando o inimigo, um por um. Era diferente matar um homem olhando diretamente em seus olhos - havia muito pouca glria nisso. 

Aquela habilidade de se misturar estratgia e habilidade e viajar rapidamente e levemente estava ultrapassada - brbara de acordo com os ingleses. O mundo havia evoludo e Gales no. Emboscadas, invases, discrio, homens endurecidos por batalhas que lutavam por sua prpria terra e vidas em vez de honra: os ingleses disseram que faltava cavalheirismo e graa. Provavelmente faltava. Mas Gwilym e seus homens de campo ainda preferiam ser motivos de chacota como brbaros livres que respeitados como nobre e galantes mortos. 

Inimigos mortos apenas riam to alto, de qualquer modo. 

Gwilym se lembrou de assistir, entretido do jeito que s meninos de 16 anos podiam, quando ele viu seu primeiro torneio durante uma viagem a Londres. Cavaleiros em armaduras to pesadas e enfadonhas que  tinham que ser erguidos em seus cavalos tentando derrubar o outro com lanas. 

'Quem ensinou esses homens a lutar?' Gwilym havia perguntado a Merfyn, que ainda estava cuidando de uma ressaca de suas exploraes aos bordis na noite anterior e havia preferido evitar luzes brilhantes e barulhos altos. "Por que se incomodar em cavalgar para um torneio com ele? Espere at que ele tenha que mijar naquela armadura: ele vai cair."

Merfyn havia cochichado para ele ento, provavelmente o salvando de ser enforcado por uma gentalha por  insulto aos ingleses, mas era a verdade: os modos normandos de guerra eram risveis em Gales. Em 7 e 30 anos agora, ningum nunca ofereceu a Gwilym um lencinho de dama por derrubar outro homem de um cavalo, mas ele havia sempre voltado da guerra um pouco pior para gasto. 

At o ltimo vero. A flecha que havia passado por seu ombro no fez estrago bvio aos olhos. Gwilym o havia ignorado por meses, pensando que iria sarar. Seu ombro havia se corrigido rapidamente graas a Duana, mas sua fora. 

"Gwil!" Merfyn disse severamente, trazendo seu senhor de volta para o presente enquanto eles deixavam as muralhas. "Como est o brao?"

"Cansativo," ele respondeu ainda se desviando dos socos do sargento facilmente com a espada de madeira para treinos, mas claro, Merfyn no estava realmente tentando mata-lo. "Fique com pena de mim."

"Vou ter certeza de dizer isso para o prximo inimigo que voc encontrar. A mo do senhor Gwilym pode dormir, ento mova-se devagar quando voc tentar executa-lo. Tenho certeza que seu oponente vai escutar. Talvez a senhora Dana possa escrever um bilhete e alfineta-lo em sua camisa: 'por favor -'

Urrando, Gwilym balanou sua espada forte e sentiu a falta de sensao de repente indo para a ponta de seus dedos enquanto ele fez contato com o escudo de Merfyn. Ele conseguiu manter seu aperto no punho da espada se afastando uns passos, comprando algum tempo para ele. 

"Mais para trs," Merfyn ordenou e Gwilym rapidamente saltou para trs mais alguns passos. "se vai derrubar sua espada, fique fora do alcance da minha. E no olhe para sua mo. Voc sabe onde ela est, mesmo que voc no consiga senti-la. No se entregue. Escudo para cima - pense em se defender at que voc possa atacar novamente."

Ele tentou focalizar, fazer o que Merfyn instruiu e compensar por um brao direito que estava quase intil no momento.

"NO derrube seu escudo," o sargento ordenou, vendo seu estudante querendo descarta-lo e pegar sua espada com ambas as mos para firma-la. "Escudo para cima - esquea sua mo direita at que voc possa usa-la de novo. Feche sua posio! Voc sabe que seu oponente ir cortar, ento aguarde por isso. Use seu bom senso. Mantenha sua espada; o sentido vai voltar. No golpeie -"

Gwilym se girou, usando o momento para golpear e Merfyn derrubou a espada de Gwilym de sua mo seu esforo.

"-at que voc sinta sua mo novamente," Merfyn terminou apontando para a embotada ponta de sua espada de treino para a garganta de Gwilym. "Agora voc est morto." 

"Merda," ele cuspiu, rangendo os dentes e expirando severamente. "Droga!" ele pegou a espada de madeira do piso gelado, sabendo que ela era bem mais leve que a que ele usava em batalha, ainda lutando para manter seus dedos apertados em volta dela. "De novo." 

"Est bom por hoje," Merfyn respondeu, se virando para ir no vendo por qu embaraar seu estudante ainda mais. Gwilym era muitos anos mais novo e muito mais alto e seu alcance muito maior sem mencionar que ele sabia todo truque que Merfyn poderia ensina-lo. O sargento no havia abatido Gwilym em uma luta justa desde que seu senhor era seu escudeiro e no deveria t-lo abatido agora. 

"De novo," Gwilym insistiu, seu sangue batendo em suas orelhas. 

"Chega!" 

Bem no inverno de sua vida ele mesmo, Merfyn reconheceu o olhar nos olhos do outro homem: medo. O medo de que seu corpo estava comeando a lhe falhar e de que o resto do mundo continuaria o deixando para trs. 

"A fora e a rapidez j esto a agora, e o embotamento vem cada vez menos freqentemente. No tempo certo, voc se curar," o homem mais velho o assegurou. "J vi tais ferimentos antes. Tenha pacincia e tente no ser morto at ento. Seu temperamento  sua maior fraqueza, no sua mo."

Derrotado, Gwilym seguiu Merfyn para dentro do castelo, se acomodando ao lado da lareira no grande salo para se emburrar um pouco. O co de caa trotou e descansou um focinho cinza em seu joelho, olhando para seu mestre com olhos marrons piedosos.

"Ns treinaremos amanh novamente," ele informou Merfyn enquanto Duana silenciosamente aparecia com dois copos de ch quente em mos com o resto dos cachorros dele aos seus ps. "Cedo - antes do natal ns partiremos para a corte." 

Merfyn acenou afirmativamente  com a cabea. Se no nevar. Estou muito velho para  lutar contra um temporal, mesmo por voc." Entendendo a inquietao de Gwilym, ele continuou, "Voc  melhor que muitos homens que voc provavelmente vai encontrar em batalha agora, mesmo se a sensibilidade no voltar."

Gwilym focalizou-se no flamejante fogo desejando de todo corao que Merfyn se calasse na frente de Duana. Ele no a havia dito a que extenso o ferimento em seu ombro havia afetado sua mo; no havia necessidade dela saber de sua fraqueza. No importava que eles estavam falando gauls, Duana s precisaria pegar algumas palavras para entender. 

"Talvez seja minha culpa, talvez eu tenha feito uma m escolha, mas eu nunca tentei fazer de voc um guerreiro, Llwynog. Voc  um dos melhores soldados que eu treinei, mas no lhe ensinei a amar a matana. Eu vi mais em voc, mesmo quando menino, um brilho talvez - e eu no tive a coragem para tir-lo e o ter se gloriando no derramamento de sangue. Em vez disso, eu lhe ensinei a lutar com sua mente assim como com sua espada como liderar exrcitos e comandar mais respeito mais que seguir cegamente. Eu estou orgulhoso de lutar ao seu lado e eu sempre soube que voc s matou porque voc precisou."

Merfyn estava tentando confortar seu estudante sem ter sucesso embora ele no entendesse porque. Duana permaneceu nas sombras enquanto ele tagarelava, obviamente querendo algo mas sem vontade de interromper. 

"Voc luta com sua cabea e seu corao; seu corpo  apenas secundrio. Para voc,  como deveria ser. Sim, sua temporada como soldado ir passar. Este ferimento ir se curar, mas nem voc pode vencer o tempo.  uma passagem, apenas como sua primeira batalha ou mulher. No os tema, porque teu medo ir te comer."

Gwilym olhou para seus longos dedos, observando o modo milagroso como seus tendes corriam sobre as juntas enquanto o sentido comeava a voltar para sua mo direita. 

"Llwynog -" 

"Pare com isso! No me chame assim," Gwilym estalou. "Eu no sou um garoto, no fale comigo como se eu fosse." 

Percebendo que ele havia levantado a voz e Duana provavelmente no poderia seguir uma conversa to rpida, Gwilym estendeu sua mo formigando para ela, a deixando saber que ela no era o foco de sua raiva. Duana a tomou, o deixando puxa-la mais para perto e colocar sua mo em volta de sua cintura enquanto ela permanecia ao lado dele. 

Merfyn estava surpreso com o gesto: de ver to aberta mostra de afeio entre eles. Era direito de Gwilym tocar sua mulher quando e como quisesse, mas ele sempre fora bastante discreto, at para outras antes de Duana. Gwilym nunca foi de ter uma garota se contorcendo e rindo em seu colo para todos verem; para insultar outros homens com o que ele podia ter e eles no.

No era nenhum segredo que Gwilym adorava sua esposa muito mais do que era adequado e embora Merfyn aprendera a no dizer isso na presena de seu senhor, havia muito para se adorar. Talvez Duana no fosse a  cora aprumada dos cabelos dourados que era a moda na corte, mas moda era para homens que precisavam ter beleza apontada para eles. Embora ele estivesse contente com sua prpria esposa e muito velho para ficar desejando alguma garota, Merfyn no estava morto. 

Ele observou Gwilym esfregar seus dedos suavemente sobre sua barriga plana, brincando com o tecido do vestido dela. "Votre temps? Vous n'etes ps avec l'enfant? Non?" ele perguntou, erguendo seu rosto para olhar para ela. 

"Non," Duana respondeu em francs, seus olhos muito tristes e quase amedrontados. "Je regret."

Gwilym murmurou algo que parecia confortador na confuso de francs e gauls que era exclusivo para os dois, mas que Merfyn no entendia. Para a surpresa do velho homem, Duana se sentou no colo de Gwilym e inclinou sua cabea contra seu peito. 

"Deixe-nos," Gwilym ordenou a Merfyn colocando seus braos em volta dos ombros de sua esposa e focalizando seu olhar no fogo novamente.

*~*~*~*

"Ele sempre faz isso?" Joanna sussurrou para seu marido enquanto observava o Senhor William observar a Senhora Duana de Aber pelo barulhento salo de festas. Mesmo entre os conjuntos de cantores, os bobos da corte e convidados alegrando-se no catico natal gauls da corte, os olhos de William raramente deixavam sua esposa por mais que alguns segundos. "O modo como ele olha para ela  preocupante."

"Gwilym - William?" Llewelyn respondeu sem tomar atitude, entediado com as festividades. "Sim, ele provavelmente sempre olha."

"Eu no gosto disso." Joana havia encontrado William apenas algumas poucas vezes antes e embora ele fosse inquestionavelmente bonito, a intensidade e inteligncia ardendo nos seus olhos escuros tinha sempre a enervado. E bem do jeito que ele esteve fazendo desde que ele e sua esposa chegaram, William sempre falava das mais estranhas coisas - Joana no conseguia imaginar como deveria ser viver com ele. 

"Ento  bom que voc seja minha mulher e no dele," o prncipe de Gales respondeu de forma sintetizada. "Sh - William fala francs bastante bem e ele tem ouvidos afiados." 

"Estou feliz por ser sua esposa," ela murmurou, sem querer comear outra briga na frente de todos os seus convidados. Parecia que eles no podiam trocar mais que trs palavras sem brigar esses dias. 

Ainda observando os celebrantes, particularmente a esposa do senhor William, Llewelyn inclinou seu rosto mais perto do dela e sussurrou, "Est?"

Joanna respondeu imediatamente, "Claro," ento adicionou com no caracterstica ousadia, "Mas se voc mandar eu me calar novamente como se eu fosse uma menina de 14 anos em vez de a princesa de Gales pela ltima dcada eu lhe retrucarei enquanto voc dorme hoje  noite."

"Por favor, retruque," o prncipe respondeu, dando em sua perna uma aperto promissor debaixo da mesa, "mas me acorde primeiro. Chame a senhora Duana aqui se est to curiosa - eu prometo que vai gostar dela... e ela fala francs. Eu pedi a William para traz-la para vocs se encontrarem."

Joanna observou a pequena mulher que parecia estar tentando se misturar com as paredes em vez de assistir os acrobatas. Ela ainda estava atraindo bastante ateno masculina no desejada embora fosse bem mais discreto. Senhor William era conhecido com um bom soldado e no parecia sbio flertar com sua esposa na sua presena. A maioria dos gauleses sabia daquilo, mas um estranho ficou esparramado no cho por algo que William julgou ofensivo. O vinho estava correndo e as culturas se confrontando por horas ento senhor William e o estrangeiro foram a 17 de 9 e 20 brigas at o momento, pelos clculos de Joana e faltando espadas ou adagas certamente no fora a mais empolgante. 

"Ela no era a amante de meu pai, era?" 

"No," Llewelyn respondeu, um pouco rpido demais. Ele preferia no mentir para sua esposa, mas Joana deixou Londres muito jovem para entender quo cruel seu pai poderia ser. Ela nunca repetiria o segredo, mas ainda assim, no era necessrio sobrecarrega-la com detalhes.

"Pelo que eu sei, Duana foi trazida de Londres como um despojo de guerra irlands, provavelmente contra sua vontade, provavelmente bastante jovem. Em vez de terminar nos bordis uma vez que os soldados se cansaram dela, ela se casou com um conde - um count, para os normandos. Foi dito que causou um grande escndalo - ele e seu enteado estavam ambos apaixonados por ela e nunca se falaram novamente depois disso. Eu encontrei o conde h alguns anos atrs quando ele j estava bastante doente, mas ele ainda a adorava. Condessa Duana - ela era muito memorvel, pois ela me lembrava voc de muitos modos. Depois que ele morreu, eu a vi na corte e pensei que ela seria uma boa combinao com nosso William - parece que ela ."

"Meu Deus, que estria romntica. Ela  da realeza galica ento?"

Joanna tinha uma interessante noo de romance. "No, ela  filha de um mercador - um vendedor, William diz." Llewelyn queria dizer a ela pelo menos algo verdadeiro. 

"No!" Joanna quase derrubou seu copo de vinho. "Um conde e ento um senhor ambos - sem um dote," ela bradou. "Por que, ela  uma camponesa!" Tendo passado sua juventude esperando casar por uma aliana poltica, Joanna no poderia entender dois homens poderosos se casando por nenhum ganho a no ser uma mulher. 

Em um raro momento de idealismo romntico, levemente acentuado pelo vinho, ela revelou, "Eu teria me casado com voc se voc fosse uma camponesa em vez da filha de um rei, mesmo agora."

Mesmo agora: mesmo sabendo que a filha deles quase custou a Joanna sua vida e haveria mais; mesmo que seu meio irmo, o rei segurasse a vida de seu filho Gruffydd em suas infantis mos; mesmo quando ambos trouxeram outros para sua cama marital. Mesmo enquanto Llewelyn assistia seu amigo Gwilym e Duana lutarem para reconstrurem suas vidas, tendo tido suas inocncias destrudas pelos caprichos do falecido rei John - pai de Joanna. Mesmo quando ele e Gwilym finalizaram seu contrato de casamento: a filha bastarda do rei John Eimile, com o nome e terras de Gwilym iria um dia casar-se com seu filho por Tangwystl unindo o Norte de Gales. 

Mesmo agora. 

Envergonhado por ter dito algo to bobo, mesmo para sua esposa Llewelyn procurou por uma desculpa para rastejar para baixo da longa mesa de banquetes e se esconder. 

"Agora, voc sabe que isso no  verdade," ela respondeu suavemente. Seu casamento havia sido arranjado sem v-lo de antemo quando ela tinha 13 anos de idade para seu dote e como uma trgua instvel entre o rei ingls e um novato prncipe guerreiro gauls. Se apaixonar - e ento perdoar e tentar reconstruir depois de Joanna ter estado com outro homem - havia sido apenas uma coisa  parte. 

"Bem, eu gosto de pensar que eu teria," ele disse envergonhado. Esquecendo que ele era Llewelyn Fawr - Llewelyn o Grande - em vez de um adolescente. 

Joanna o deixou se contorcer por um tempo como troco por manda-la se calar anteriormente e ento respondeu, "Ento j  o bastante." 

*~*~*~*

Tentando no se perder nas curvas no familiares do castelo Dolwyddelan, Duana andou nas pontas dos ps pelos sons de paixo e roncos cuidadosamente pulando os convidados no corredor que no conseguiram se agentar at seus colches. No era incomum encontrar homens e mulheres afobadamente buscando privacidade no importando onde a encontravam, especialmente durante o natal da corte quando toda alcova estava cheia com os convidados de Llewelyn. Visitantes, mesmo a nobreza, ou se acamavam onde podiam encontrar espao ou simplesmente eram deixados onde eles desmaiaram. Casais movidos pelo vinho ou luxria tinham o que todas as sombras isoladoras ou uma cortina apressadamente pendurada poderiam oferecer e eram educadamente ignorados por qualquer pessoa que pudesse ouvir. 

William deve estar acostumado a viver assim durante a guerra - Duana cria que soldados poderiam ou trazer uma mulher para dentro da tenda para todos ouvirem ou t-la no meio do campo para todos verem. Na corte de Londres, privacidade havia sido ainda mais rara: serventes dormiam em colches no cho dos aposentos de dormir, banhos eram romances comunais semanais no rio e tudo menos dar  luz era feito em pblico.

Neste castelo, William era bastante privado, o que os serventes achavam bastante excntrico, mas tolervel. Os ces eram permitidos na cama com ela  noite, mas ningum mais, exceto William, claro. E William tomava banho antes e trancava a porta. E perguntava; ela sempre se surpreendia que ele perguntava.

William disse a ela que ele planejava dormir perto da lareira com outros homens e pegar a ltima fofoca e ostentao, mas ela estava tendo particular dificuldade reconhecendo seu homem entre o monte, massas bbadas. At agora, Duana havia interrompido sete casais incluindo um muito ruborizado padre John e uma loira alta, mas no havia encontrado William. 

At onde ela podia contar, ele no estava entre os homens adormecidos nos colches no salo maior. Ela deveria ir de volta para os aposentos de Joanna onde ela era esperada estar e apenas ignorar os sons vindos de trs das cortinas fechadas da cama. William teria mandado avisa-la se ele quisesse sua companhia esta noite, com fluxo ou sem. 

William no estava aqui, ele claramente no desejava ser encontrado, especialmente por ela. 

Ele sempre fazia isso: ela acordaria pela manh e ele desaparecido. Havia sempre um bilhete dizendo que ele havia arranjado uma disputa entre os escravos ou ido caar ou que uma garota que poderia ser a sua filha fora encontrada. Ultimamente, William havia estado longe to freqentemente que ele havia lhe dado seu anel com sinete: ela podia lidar com a correspondncia e as contas, assinando seu nome se fosse necessrio. Seu estado era grande, ela disse a si mesma. No importa onde ele fosse, era mais que uma cavalgada de um dia. Esta era a razo dele no voltar algumas noites. E talvez veado estivesse escasso neste inverno - embora Melvin tivesse encontrado bastante carne de veado - era por isso que William sempre voltava para casa de mos vazias. 

Apesar de que nem William sairia na tempestade que estava se enfurecendo, no havia uma linda desculpa que ela poderia se fazer acreditar essa noite. 

 claro que era de se esperar: fidelidade era seu voto, no de William. Ela preferiria que William levasse uma amante para o castelo para todos verem e ento a presentear com algumas crianas bastardas para criar? Ele havia dito a ela que ela no iria encontrar outra mulher em sua cama; ele sempre havia mantido suas promessas para com ela. Assim era William - muito nobre, at em adultrio. 

Duana disse a si mesma que era melhor deste jeito - alguma servente ou camponesa que ela nunca saberia o nome - enquanto seu rosto queimava em vergonha. 

Isto era culpa dela: ele havia dito que ele no queria nenhuma mulher exceto ela e William no contava seus segredos rapidamente. Duana sabia que havia o machucado depois que Eimile chegou, machucado seu orgulho ainda mais que seu corpo por sua hesitao. Depois das primeiras poucas noites, William nem se incomodou em voltar para cama, escolhendo dormir no sof como havia feito antes de se casarem. 

Ela o havia deixado sem deixa-lo e agora ela no sabia como consertar. 

Ela construiria uma parede em volta deste homem se ela pudesse e que ningum ousasse tentar machuca-lo ou tomar algo dele novamente. Ela cortaria sua mo e a sangraria para fazer a sensibilidade da dele voltar, embora ela no devesse saber disto, claro. Ela tomaria sua espada para ficar na fronteira de Aber e desafiaria qualquer pessoa que pensasse em cruzar suas vidas novamente. Apenas para dizer que ela o 'amava' era como tentar usar palavras para descrever o nascer do sol: desesperadamente inadequado. 

Como ele poderia no ressentir-se dela, no querer encontrar conforto em outra? No importa o que William poderia dizer, rei John nunca teria pensado em executar David a no ser que John suspeitasse que ela estava carregando Eimile. O herdeiro de William havia morrido por causa dela e agora ela no podia nem dar a ele outro filho. E por que executar apenas uma criana quando havia 30 meninos gauleses na corte inglesa? Gales estava em rebelio - enforque todos e d um exemplo do que acontece com vassalos que desobedecem a coroa inglesa. 

30 garotinhos - quando tudo que Duana teria que fazer era consentir o rei John at que ele se entediasse com ela e encontrasse outra bugiganga. 

"Duana?" veio um sussurro de trs dela. Ela se virou decifrando William de p na entrada, sua com sua silhueta na turva tocha na parede atrs dele. "Duana! Saia j sa!" 

Aliviada, ela fez seu caminho pelos homens esparramados, e roncando no cho, tentando no pisar em ningum. 

Assim que ele pde alcana-la, William a pegou pelos ombros e a dirigiu para o corredor sendo to bruto que ela recuou. "O que pensa que est fazendo? Voc no pode sair para um passeio  meia-noite no meio de homens estranhos! H normandos l - Senhores de Marcher - atores - voc no os viu te observando essa noite? Eu poderia te sacudir! Como pde ser to tola?"

"Prncipe Llewelyn -" ela comeou a explicar, mas ele continuou zangado: 

"Acha que eu sou um brbaro? Estes so brbaros! Voc no precisa ter seu vu. Voc no pode ir se empinando como alguma devassa e esperar que eu a proteja de todo homem no castelo!"

Duana passou suas mos sobre seu cabelo ciente de si mesma, repentinamente brava consigo.  Embora ela tivesse sido capaz de lavar a tintura, ele ainda no alcanava seus ombros agora. No parecia valer a pena tran-lo para dormir, mas ela no pensou no sinal que isso iria mandar para qualquer homem que a pudesse ver. 

"Me desculpe - no queria lhe embaraar. Prncipe Llewelyn -" 

William nunca a havia batido, mas isto era o mais zangado que ela j o havia visto. Com medo, ela se pressionou contra a parede de pedra gelada enquanto ele se inclinava para que eles estivessem se encarando. "Voc no encontrar Llewelyn aqui," ele disse friamente. "Se voc o quer, v para seus aposentos, mas no faa de mim alvo de chacota na frente destes homens."

*~*~*~* 

Para horror absoluto de Gwilym, Duana deslizou pela parede e envolveu seu braos em volta dos joelhos, se puxando numa bola impossivelmente minscula e comeou a soluar silenciosamente. 

Ele ficou de p, congelado sobre ela, chocado tanto consigo mesmo por fazer to infundada acusao tanto quanto para a reao nada caracterstica dela.

Ela havia estado deprimida desde que eles chegaram: muitos homens, muitos estranhos. Provavelmente a prpria idia de natal da corte havia sido o motivo de ela estar com nuseas semana passada. Gwilym havia considerado inventar algumas desculpas e a levar para casa - era apenas uma viagem de algumas horas - mas a tempestade de neve j havia comeado. O melhor que ele poderia fazer era fazer Duana dormir com as outras mulheres nobres nos aposentos de Joanna em vez de no quarto comunal com ele. Alm de Gwilym e Leuan que estava bajulando alguma norueguesa novamente, prncipe Llewelyn era a nica pessoa que ela conhecia.  claro que se havia algo errado e ela no pudesse encontrar Gwilym, ela procuraria por Llewelyn. 

Um guarda passou, parando para avaliar a situao. "Meu Senhor - H alguma coisa..."

Gwilym balanou a cabea em um 'no,' e o guarda evitou seus olhos e continuou caminhando. Havia uma multa por bater em uma mulher, mas era o lugar da esposa na famlia para protestar ao seu tratamento, no de um guarda. 

Agora se sentindo como um completo idiota, sem mencionar um animal, Gwilym se agachou, a olhando, tentando captar sua viso. "Duana, se levante, pelo amor de Deus," ele sussurrou. "Eu no pretendia dizer aquilo. Eu no pensei... no vou te machucar. Eu apenas estava aborrecido - com medo por voc. Pelo amor de Deus, pelo menos olhe para mim."

Seu rosto continuou enterrado em sua saia e seus ombros balanaram. 

"Eu no entendo, cariad. Eu j a vi fazer homens ficarem com as pernas bambas s de olhar para eles, incluindo eu. S estou sendo um idiota ciumento. Levante sua sobrancelha, cruze seus braos, ria de mim e me diga para ir para o inferno. Cristo, Merfyn at parou de cutucar os dentes com a faca  mesa por medo do seu temperamento." Ele abaixou ainda mais seu volume. "O que aconteceu? Por que estava me procurando? Voc teve um sonho ruim? Algum daqueles homens a incomodou?"

Ela ainda no se mexeu e as pessoas desmaiadas no corredor estavam comeando a se mexer, ento Gwilym a levantou e a guiou para as vastas e vazias cozinhas. Assim que ele a soltou, Duana desmoronou em uma cadeira ao lado da lareira, cobrindo seu rosto novamente. 

Gwilym encontrou um copo que no parecia muito sujo e trouxe para ela uma bebida, que ela ignorou como se ele nem estivesse l.

"O que h de errado, cariad? Por favor, no faa isso. Apenas grite comigo e se sinta melhor. Por favor? Voc esteve to feliz nas ltimas semanas.  por que seu - seu fluxo veio? Duana, eu no quero que voc tenha um beb agora.  muito cedo. Eu sei que voc quer, mas..."

Ele tomou suas mos e ela se moveu obediente como uma criana sonolenta enquanto ele procurava por marcas. No, sem marcas nos pulsos dela ou no rosto. Seu vestido, do que ele podia ver no estava rasgado. Llewelyn aumentou bastante o nmero de sentinelas patrulhando durante o natal da corte, e tocar na esposa de outro custaria a cabea de um homem: porm ainda poderia acontecer. Gwilym nem sonhou que ela deixaria os aposentos de Joanna sem uma escolta, embora ele devesse ter previsto. O prprio Satan no ficaria no caminho de Duana quando ela queria algo. 

No havia marcas nela, ela no falaria e no ouviria a ele. Depois de adicionar carvo ao fogo da cozinha para que ela no congelasse, ele se sentou no cho ao lado dela e esperou, sem saber o que mais fazer. 

"Eu sinto tanto, William. Eu - eu vou parar." Ela tomou alguns suspiros estremecidos, tentando ganhar controle. "O que h de errado comigo? Eu acho que estou bem em um minuto e no outro - " Duana ergueu suas mos sem sada. "Eu me sinto to fraca."

"Eu conheo esse sentimento," ele respondeu segurando sua bochecha na palma de sua mo direita. 

"Prncipe Llewelyn est com Joana - eu no queria ficar..."

"Ah." Gwilym entendeu. Llewelyn e sua mulher devem ter se reconciliado. Cortinas da cama fechadas era muito mais privacidade que muitos casais conseguiam, mas Duana ficaria envergonhada. "Ento voc veio me encontrar..."

"E voc no estava l... eu estava apenas procurando por voc, eu juro." 

"Eu sei que voc estava, cariad. No duvido de voc. Eu no consegui dormir, ento me levantei para ver se eu encontrava algum para conversar na hora encantada. Eu deveria ter pensado em ir incomodar minha bruxa favorita."

"Voc pode sempre vir me incomodar," ela disse ainda tremendo. 

Ele desamarrou sua capa e a drapejou sobre os ombros dela, beijando sua bochecha molhada antes de se sentar. "Sempre? Sempre  um longo tempo e eu posso ser bem incmodo. Tenha cuidado em como voc lana este convite." 

Ele disse levemente, tentando provoca-la para falar com ele, mas ela respondeu, "Sempre," bastante sria. 

*~*~*~*

"Tem certeza de que no est perdido?" Duana perguntou com os dentes batendo pela oitava vez, tentando puxar sua capa mais apertada em volta dela contra o frio. "Quando vai me dizer onde estamos indo? William, o que os outros vassalos vo pensar quando descobrirem que no estamos na corte do prncipe Llewelyn?  natal!"

"Cariad, j ouviu falar em esposas que no criticam seus maridos? V ver se voc consegue me achar uma." 

Ela cutucou sua gua assim eles estavam cavalgando lado a lado. "William?"

"Hmm?" 

"V para o inferno."

Ele sorriu - isso soava mais como sua Duana. "Bruxa, eu j estive no inferno, eu acho e vivi para contar sobre isso. Assim como voc." 

Duana ficou quieta depois daquilo, provavelmente com muito frio e muito frustrada para discutir. Ele a havia dito que o presente de ano novo dela estava logo aps a colina do castelo de Llewelyn - para se empacotar e eles iriam cavalgar e v-lo. Aquilo havia sido h duas frgidas horas atrs.

Gwilym parou Goliath, estendendo a mo para agarrar a rdea da gua dela. "Se voc no est congelada solidamente desa.  aqui." 

"Onde  aqui? Ela perguntou empurrando seu capuz e apreciando a vista branca. 

"Abadia de Saint Mary em Aberconwy. Deslize." 

O chefe da abadia se apressou para fora para recebe-los, abraando seu favorito 'Mestre Scully.' Duana deve ter dado uma grande impresso nos monges. "Tudo pronto, meu senhor." 

Duana olhou do chefe da abadia para Gwilym e para o outro de volta, tentando encontrar alguma pista para o que a surpresa era. Nenhum homem deu algum sinal enquanto eles a guiavam para dentro da capela, o chefe da abadia esperando l dentro enquanto Gwilym e Duana iam para a esquina esquerda atrs do altar. 

"Esta  a catacumba da sua famlia," ela observou. Eles haviam estado aqui naquela noite horrvel antes dele manda-la para se esconder na Irlanda. 

"Voc  uma mulher muito rpida," ele disse casualmente, mas sua posio estava tensa, nervosa, enquanto ele estendeu a mo para ela. "Dafydd," Gwilym a disse silenciosamente, inclinando sua cabea em direo  quarta lpide. O escultor havia moldado o retrato de Gwilym, pensando que Dafydd havia se parecido com ele, ento a figura de mrmore sobre ela tinha o rosto obscuro e angular e os longos membros de Gwilym. 

"Eu venho para c freqentemente - algumas vezes para passar a tarde, algumas vezes para passar a noite. Eu rezo, eu falo com Dafydd: o digo que sinto muito. O digo que ainda procuro por sua irm, mas eu espero que ela esteja segura com ele e sua me. Os monges no me incomodam. Mesmo quando outros vm: Llewelyn, Leuan, eles respeitam minhas lgrimas. Este  o meu Dafydd - o menino que eu criei como meu filho: sou permitido a chorar."

Gwilym pausou, fazendo esforo para manter sua voz estvel e tentando no titubear. "Eu digo a ele outras coisas: sobre meus medos por voc e Eimile. Sobre o que poderia acontecer se algum pensasse em contar mais de perto o tempo entre voc partindo da corte de Londres e Eimile nascendo. Ou duvidarem de onde eu estava quando o velho rei morreu. Ou, se Gales cair sob regras inglesas como ser repentinamente importante que meus pais no foram casados e que eu no sei quem foi minha me. Dafydd sabe que em algum lugar do mundo h um soldado ingls que ainda d pesadelos  minha esposa por causa do que ele fez h 10 anos atrs e que eu no conheceria este homem de olhar para ele. Que, pela primeira vez, quando a primavera chegar, eu terei que mandar meus soldados para batalha enquanto assisto como Csar do alto da colina porque eu no posso manter meu punho apertado na minha espada. Eu at disse a ele que voc quer desesperadamente outro filho, mas tenho tanto medo de perder voc para um sangramento ou febre de leite ou outras milhares de coisas que poderiam dar errado." 

Ela se inclinou contra seu peito, envolvendo seus braos em volta dele e tentando oferecer algum conforto. 

"Como voc diz, cariad, 'estou bem.' Dafydd me ouviu por muitos meses agora. Eu digo a ele as coisas mais bobas, coisas que eu no posso possivelmente me importar. Ele sabe que voc ainda est amamentando Eimile - que voc pensa que eu no sei - mesmo que o beb tenha uma ama de leite, e que no consigo tentar e fazer voc parar. Dafydd descobriu os bordis de Londres ento eu at lhe contei da minha aproximao com meu sof. Ele estava provavelmente bastante desapontado em saber quo pouco eu sabia de fazer amor com uma mulher com quem eu me importo, por causa de tantas mulheres que houve que eu no me importei nem um pouco. s vezes minha conscincia pega o melhor de mim e eu digo a Dafydd como eu deixo bilhetes para minha esposa dizendo que eu sa por razes msculas enquanto eu estou normalmente sentado neste banco."

Gwilym descansou seu queixo no topo da cabea dela por um minuto, a abraou, e ento a libertou. Duana olhou para ele com lacrimosos olhos azuis, seu beio inferior trmulo. " por isso que me trouxe aqui?"

"Oh, no - seu presente." Ele apontou para a ltima lpide na catacumba. As outras estavam marcadas: pai de Gwilym, av, bisav, e Dafydd, mas a ltima era plana e no havia retrato. 

"Voc me comprou uma tumba?"

Ele acenou que 'sim'. 

Ela enxugou seus olhos, soando perplexa e um pouco divertida. "Voc me conseguiu uma tumba de ano novo. William, voc  to romntico." 

"Est vazia."

"Que bom. Eu ficaria realmente preocupada se voc me desse um corpo tambm." Ela esfregou o resto de suas lgrimas, tentando no rir dele. "Uma tumba. Devo procurar um presente de verdade? Est escondido em algum lugar?" 

"Duana, este  o seu presente." 

"Me diga que voc no me arrastou at aqui na neve apenas para fazer uma brincadeira."

Gwilym viu uma testa se franzir e aqueles braos se cruzarem enquanto ela o examinava. Ele podia ouvir o sermo que estava para comear, ento ele se apressou:

"Voc precisa de uma tumba. No  preciso ter um corpo ou um nome - apenas uma tumba. Contanto que voc tenha uma tumba, ningum se importa em porque voc realmente chora ou o que voc diz para ela," ele a disse. "Voc tem tantos sofrimentos, mas nenhum corpo. Seria auto-indulgente se zangar ou chorar sem uma tumba e eu no aprovaria isso. Eu pensei que talvez - talvez," ele murmurou, comeando a se sentir tolo, "se voc tivesse a sua prpria, quando eu vier para a tumba de Dafydd, voc poderia vir comigo para falar com a sua." 

Ela ainda o estava olhando com aqueles olhos infindveis e seu estmago se apertou. 

"Eu no tenho uma tumba para a minha filha, ento, dentro da minha cabea, eu a coloquei na de Dafydd. Voc pode colocar qualquer um em sua tumba o que voc quiser." Ele engoliu em seco nervosamente, passando seus dedos pelo cabelo e comeando a se inquietar. Ele pensou que Duana iria entender, mas ela no parecia ter entendido. "Qualquer um que voc quiser - rei John, aquele soldado que a machucou, eu talvez, eu no sei. Como um cofre em seus aposentos. Eu coloco qualquer coisa ftil que eu gosto l e tranco. Aquelas coisas so minhas memrias e ningum mais se importa em v-las. Se-"

"Sh."

"H um lindo anel de safira que Gwen ajudou a escolher," ele revelou, pendurando sua cabea e nervosamente batendo o seu dedo do p na tumba de Dafydd. " o seu presente. Est na mesa em Aber - eu esqueci de trazer," Gwilym mentiu infeliz e furioso consigo mesmo. 

"Sh," ela assobiou. "No h anel."

Os segundos pareceram se esticar dolorosamente em horas antes que ela falasse: "Eu gosto da minha tumba."

Ele olhou para ela, pensando haver alguma esperana. 

" uma tumba grande - isso  bom," ela adicionou. 

Gwilym acenou afirmativamente vido. 

"Eu preferiria visitar minha tumba sozinha, assim como voc." 

"Merfyn pode te escoltar." Ele prometeria quase qualquer coisa no momento. "Qualquer hora que voc quiser."

"Eu queria te dizer que amos ter um filho como presente de ano novo. Eu tinha tanta certeza, eu nem pensei em lhe conseguir nada."

"Ano que vem," ele a assegurou. "Ano que vem voc pode me dizer que est esperando, se Deus nos abenoar e eu realmente terei aquele anel de safira para voc em vez de uma tumba."

"Ano que vem," Duana respondeu. "Se Deus nos abenoar, no precisarei de uma tumba." Ela virou-se para encara-lo, puxando seu capuz de volta e amarrando sua capa, indicando que ela estava pronta para ir. "William," Duana perguntou enquanto o seguia para fora da capela, "Ningum achou estranho que voc mandou construir uma tumba sem um corpo? O que diabos voc disse aos monges que voc ia colocar l?"

"Credu," ele respondeu. "no importa - os monges e o escultor j pensam que eu sou meio louco mesmo. Eles culpam o sofrimento e eu os deixo."

"Credu?" a missa era rezada em latim, sem levar o pas em considerao. Duana no tinha certeza da palavra gaulesa. 

"F."

*~*~*~*

Fim: Hiraeth IV: Credu


Ttulo: Hiraeth V: Bachgen

Autor: prufrock's love

Spoilers: No vejo como.

Palavras-chave: 5 na srie Hiraeth - Aber, norte de Gales, primavera, 1217

Distribuio: link para:
http://www.geocities.com/prufrocks_love/hiraeth.html

Website: 
http://www.geocities.com/prufrocks_love/prupage.html

Disclaimer: no meus; no processe

Colheres de prata: Jen - bom (sem cd, termina em msr), cabea de Skinner - 
depende, jogos de amor - e algum angst por metro - 6.2 de 10

*~*~*~*

Bachgen
Por prufrock's love

*~*~*~*

"Claro, eu nunca peguei um peixe mbar, mas eu acho que  mais acreditvel - que mbar venha de um peixe que do ritmo das ondas marinhas," Gwilym vagueou, acariciando a bochecha de Eimile enquanto ela cochilava dividindo sua ltima teoria com Duana enquanto ele esperava. 

"Aham," ela respondeu. 

"Tambm escutei que mbar vem de uma rvore, mas acho que eu j teria cruzado alguma rvore de mbar agora. Uma rvore no se moveria, mas um peixe pode nadar."

"Hum," veio um desinteressado som de sua esposa enquanto ela se espiava no espelho, tentando decidir se seu cabelo era melhor sobre ou preso atrs das orelhas. 

"Um mercador me vendeu um desenho de um peixe de mbar h alguns dias - eu te mostrarei amanh. Eles so mais abundantes no vero ento eu pensei em tentar pegar alguns na semana que vem. Voc prefere um anel ou uma corrente de mbar? Bem, voc s pode ter uma corrente se eu pegar mais de um, embora eu no saiba quanto mbar um peixe possa ter."

"Oh," ela murmurou, decidindo que seu cabelo deveria ficar atrs das orelhas. 

"E ento eu pensei em tirar minha camisa e cales, me pintar de todo de azul como os montanheses da Esccia quando eles vo para batalhas e correr por Aber ao meio-dia s para ver se algum nota."

"Bem, tenha cuidado," Duana disse, agora brincando com seu cinto bordado de ouro e obviamente sem escutar. 

Gwilym suspirou exasperado. "Meus servos e eu podemos esperar por voc, mas o vero e as fadas no. Se apresse," ele ordenou a Duana enquanto ela se inspecionava e ao seu traje branco no espelho pela quarta vez. Gwilym e Eimile estavam esparramados preguiosamente pela cama enquanto eles a observavam se vestir para o festival e ela no parecia nem um pouco mais perto de estar pronta que ela estava h uma hora. 

"No deixe a nenm rolar da cama," ela disse laconicamente, pegando sua escova novamente, mas ainda o ignorando. 

Os olhos de Gwilym se estreitaram. Como se ele pudesse alguma vez deixar Eimile rolar da cama - ele teve 3 filhos para a 1 dela, afinal de contas. 

"Seu vestido est lindo, seu cabelo est lindo, voc est linda. Ponha sua coroa para que possamos ir." Ele havia sido banhado e vestido em sua tnica verde para o Dia de Maio e a vspera do beltano desde cedo da manh, mas Duana estava fazendo o castelo inteiro e ainda mais toda Aber esperar. 

"Entre," ele chamou em resposta a uma rpida batida na porta dos aposentos deles. Merfyn entrou, vestindo sua melhor capa e um olhar decepcionado. "Eu sei - estamos atrasados. Diga  Rainha de Maio que ela est bonita para podermos ir." 

"Voc est bonita, senhora Duana," o soldado a informou seriamente. "Voc d uma linda dama branca: pele to clara quanto nata fresca e cabelo de cobre e ouro fiados. O rosto de um anjo olhos de safiras preciosas, quadris de ondas de oceano e seios - "

"Obrigada, Merfyn," Gwilym o parou. " sempre bom saber que voc toma conta os seios de minha esposa."

O sargento sorriu para ele, totalmente desavergonhado, antes de ir de volta para o corredor novamente. A celebrao do vero fazia at o velho sangue de Merfyn correr quente nas veias, embora Duana no parecesse prestar nenhuma ateno a ele tambm. 

Trazendo uma Eimile adormecida com ele enquanto ele se levantava do colcho, Gwilym pegou a coroa dourada que Duana deveria usar para liderar as festividades beltanas. Qualquer jovem mulher poderia ser a Rainha de Maio, a dama branca, mas os aldees nomearam Duana para seu embarao. "Voc ir bem. Apenas anuncie os jogos e d os prmios;  tudo que os camponeses esperam."

"Meu cabelo - "

"Est lindo." A dama branca sempre vestia seu cabelo solto e sem se cobrir como um smbolo da fertilidade do vero, a juba vermelha de Duana agora um pouco abaixo dos ombros, iria fazer os homens se esquecerem de respirar. Ela, no entanto, insistiu que se parecia com uma ovelha tosada. 

"Eu me sinto tola. No," ela resolveu, "No vou fazer isso. Eles podem escolher outra pessoa."

"Oh, pelo amor de Deus!" j era o bastante. Gwilym deitou Eimile em seu bero, amarrou a coroa de folhas douradas de Duana sobre seu pulso e, jogando um brao em volta dos quadris dela, levantou sua esposa para cima dos ombros. 

"Me coloque no cho! William, voc no ousaria fazer isso!" Ela gritou enquanto ele a carregava corredor abaixo tentando soar furiosa enquanto ela ria e batia seus punhos levemente contra suas costas. "Brbaro! Grande tonto!"

"Como o homem verde,  meu trabalho entregar a dama branca," ele a disse, nem um pouco oposto a ter os quadris dela se contorcendo a polegadas de seu rosto. "Ns apenas escolhemos a mulher mais bonita que podemos encontrar - no podemos fazer nada que aconteceu de ser voc, bruxa."

Os vendo assim que eles pisaram nos terrenos do castelo, os camponeses comearam a aclamar. Nos campos em volta do castelo, o poste de maio permanecia pronto para ser decorado e as fogueiras prontas para serem acesas para assegurar uma boa colheita. As festividades mais pags viriam uma vez que a lua surgisse, mas Duana no seria esperada para participar destes e ele tambm nunca a iria permitir faze-lo. 

"Sua dama branca!" ele anunciou para a exultada multido, embora todos pudessem ver que era Duana drapejada sobre seu ombro direito, seus pezinhos chutando, inofensivos. 

Ele pulou quando Duana deu um rgido e dodo tapa em suas ndegas e se apressou em coloca-la no cho. Enquanto Duana colocava sua prpria coroa, sinalizando que as festividades comeassem, Gwilym recuou para esfregar sua bunda doda ainda sorrindo. 

*~*~*~*

At agora, a primavera havia passado sem que Prncipe Llewelyn ou o rei menino ingls tivessem ordenado Gwilym para ir guerrear, mas seria raro escapar do servio por um ano inteiro. Antes da colheita, ele iria quase certamente ter de deixar Aber, Duana e Eimile para lutar com quem fosse que fosse considerado o mais novo inimigo. E havia sempre o perigo de que ele pudesse no voltar, especialmente agora. 

Esta era uma das memrias que ele queria carregar com ele enquanto ele cavalgava para a batalha, para invocar naquelas noites solitrias: vendo Duana rir enquanto ela danava entre as fogueiras, seu cabelo cintilando como uma coisa viva  luz do fogo e seus olhos brilhando com travessura inocente. 

Embora ele ainda soubesse muito pouco sobre seus 'demnios,' eles pareciam ter se fundido com a neve do inverno. No, derretido - a tristeza que a havia encapado depois do nascimento de Eimile havia desaparecido, mas ela ainda tinha suas cicatrizes, assim como ele. Ningum poderia sobreviver o que eles sobreviveram e no carregar as cicatrizes. Eles estavam se curando vagarosamente, cada dia trazendo menos lgrimas e um pouco mais de seus serenos sorrisos. 

"Vigiando as abelhas, querido marido?" Duana perguntou, sentando-se na grama da vertente ao lado dele para tomar flego e dividir cerveja. Ela pegou a coroa de folhas verdes de murta que ele deveria usar e colocou-a e Gwilym imediatamente a tirou novamente. 

"Bruxa," ele murmurou, entregando o copo. Ele havia exagerado um pouco quando uma abelha a picou antes. Ele havia bebido cerveja mais que de costume e pessoas realmente morriam de picadas de abelhas - no havia motivo para provoca-lo. "Veja se eu te resgato se voc for picada de novo."

Ela deu de ombros levemente contra os dele enquanto eles se sentavam lado a lado, ento deitou sua cabea contra ele enquanto ele colocava um brao em volta dela, vendo a lua se levantar por trs dos danarinos bbados. Os jogos e banquete haviam acabado h horas, mas a farra continuaria sem pausa at que os duendes e elfos guiassem as pessoas para a segurana de suas lareiras. Vspera de beltano - quando o vu entre este mundo e o prximo estava mais fino e nenhum homem sano estaria para fora na hora encantada. 

"Voc  muito galanteador. Voc parece bem herico pisando em insetos moribundos para me salvar."

"Ele poderia ter atacado de novo," ele jogou de volta para ela, ainda se sentindo envergonhado. "Era uma abelha feroz" 

"Monstruosa. Os trovadores cantaro sobre ela por geraes."

De mos dadas, sua cabea no ombro dele, eles assistiram o resto das festividades do Dia de Maio - os camponeses dirigindo o gado entre as fogueiras para assegurar uma boa colheita e algumas almas corajosas incluindo, como sempre, Merfyn pulando pelas chamas por sorte extra.

Felizmente, os aldees resolveram ficar vestidos enquanto eles saldavam o fogo; Merfyn havia se queimado feio h alguns anos passados, embora ele tivesse orgulho de mostrar seus ferimentos para todos que ele encontrava por meses depois. Era natal de 1214 e as queimaduras haviam h muito se curado quando Gwen finalmente convenceu o sargento a parar de abaixar seus cales durante o jantar. 

"Gwen o disse para parar com aquilo durante as refeies - que ele a estava fazendo perder o apetite e amedrontando os cachorros," Gwilym cochichou para Duana, adicionando alguns detalhes por ele mesmo para a estria para faze-la rir. 

Eventualmente, os danarinos retornaram a suas casas na aldeia, deixando a distante clareira da floresta vazia enquanto a lua alcanava seu pice

Quando os tambores comearam a bater e os homens e mulheres comearam a emergir das rvores, juntando as mos em volta na fogueira maior, Gwilym a disse que era hora de retornar para o castelo. 

"O que eles esto fazendo?" ela perguntou, enquanto as figuras cobertas comearam a cantar. 

" tarde - hora dos velhos modos. V para dentro. Eu j estarei l."

Ele no tinha nenhuma inteno de se unir a alguma mulher estranha na floresta, mas estas cerimnias sempre o intrigaram. Ele estava brincando com a idia de entrar no crculo sagrado, s desta vez. Uma parte de sua mente estava prometendo que ele manteria em segredo os mistrios antigos - fossem o que fossem, enquanto outra parte o lembrava de que ele era um homem crescido e um cristo e que ele havia bebido muita cerveja: ele deveria ir para a cama e deixar os mistrios antigos - fossem quais fossem - para os antigos. 

Mesmo assim ela conhecia a arte das ervas e ria quando ele a chamava de sua 'bruxa', ele no tinha certeza de como Duana reagiria ao saber que ele permitia essas coisas em suas terras. Para os camponeses, era apenas uma extenso do Dia de Maio, mas a Igreja no veria desse modo. 

"Eles so druidas?" ela perguntou de olhos arregalados. "Pagos?"

"So os ltimos. A cada ano h menos. A Igreja os afasta para mais longe para se esconderem ou os enforcam como bruxos, mas isto no  bruxaria. No h mal, apenas respeito para os antigos. Voc est vendo uma cultura em extino. Quando Eimile for uma mulher, essas palavras e modos vo estar esquecidos."

Ela assistiu, fascinada enquanto os druidas circulavam o fogo, o druida com o mando branco fazendo oferendas para os quatro ventos. "Para o norte, Terra. Para o leste, ar," Gwilym vagamente traduzia para ela. Ele entendia mais a inteno que as palavras. "Para o sul, fogo e o oeste, gua. Eles honram a Terra como me e o cu como pai.   dito que uma criana destes fogos ser aspirada  vida pelos antigos."

"Eu j vi tais coisas.  lindo - como fadas ou mariposas em volta da chama."

"Eles vm a esta clareira desde antes dos tempos de meu av, desde antes da memria. Estes so simples filhos da Terra, como voc e eu somos filhos de Deus. Se vai ficar, espere aqui. Eu voltarei para voc."

Ele devia j ter sabido a essa altura. Gwilym assim que se juntou ao crculo viu Duana ao seu lado. 

"Voc no deveria estar aqui," ele assobiou para ela, tomando sua mo enquanto eles se moviam para a esquerda em volta do fogo, ainda que, contanto que os rituais fossem respeitados, os druidas no tinham objees a estrangeiros. 

"Ento me diga para ir," ela sussurrou de volta, tomando um gole do vinho apimentado antes de passar o copo comunal para ele. 

"Trs coisas as quais nunca se mudar," o padre entoou, sua voz fazendo os animais da floresta se calarem e as folhas pararem de murmurar, "o juramento de algum, o deus de algum e a verdade. As trs mais altas causas do verdadeiro homem so verdade, honra e obrigao. Trs velas que iluminam toda escurido: verdade, natureza e sabedoria."

Uma vez terminada a cerimnia, casais comearam a escorregarem para dentro dos campos e florestas - um homem e uma mulher - para outro rito. Logo, a clareira estava limpa exceto por Gwilym, Duana e o padre druida, seu rosto escondido profundamente sob o capuz de sua capa. 

"Ele quer saber se ns queremos nos casar," Gwilym traduziu para Duana, se sentindo mais que um pouco bbado agora. "Ele acha que  por isso que estamos esperando."

"Ns j estamos casados," ela respondeu, parecendo deslumbrada com os tambores e dana. 

"Um atamento de mos - um casamento de amor mais que por lei.  outro rito antigo dos beltanos: casais podem ser casados por um ano e um dia. Por aquele ano, nada pode vir entre eles. Duana..." ele hesitou, mas era mais fcil ser ousado na escurido. "Eu nunca realmente lhe perguntei. Case-se comigo?" 

Ela acenou afirmativamente com a cabea e o padre fez sinal para que eles se ajoelhassem. 

"No faa isso superficialmente," Gwilym a avisou. Ele jurou sua alma e espada a Deus, mas como muitos de seus ancestrais, ele respeitava os velhos modos. "Isto  pago, mas no menos importante."

"Eu no estou levando superficialmente," ela o assegurou. 

"Tome minha mo esquerda com a sua," ele a disse enquanto o druida comeou a falar, atando uma corda verde em volta de suas mos juntas: "Enquanto o Sol e a Lua trouxerem luz  Terra, voc promete..."

Gwilym fechou seus olhos, sentindo o calor do fogo em seu rosto e a mo de Duana molhar a sua. Sua respirao pareceu excessivamente alta para ele, como se ele pudesse sentir toda sensao se duplicar.  noite e a fumaa estavam se serpenteando em volta dele e ele se notou inclinando-se, vencido pelas fadas e os antigos, o que for que os observava das sombras. 

"...por todo o tempo que o amor durar. Que o deixe," o padre finalizou, ento virou-se e desapareceu silenciosamente para dentro das rvores. 

Quando ele olhou novamente, Duana ainda estava ajoelhada ao seu lado e o cordo ainda largamente amarrado em volta de suas mos esquerdas. Ele a beijou, sentindo o brilho fluindo do seu corpo para o dela. 

"Acabou?" ela sussurrou, como se eles pudessem perturbar os espritos da floresta. 

"Ainda no," ele murmurou para ela, gentilmente a deitando na grama macia. Suas pupilas, enquanto ela o observava tirar sua tnica e camisa, estavam enormes por causa das ervas que os druidas haviam jogado na figueira e o vinho que eles haviam tomado. Percebendo o que estava para acontecer, ela estendeu sua mo o puxando para baixo sobre ela. 

"Voc quer que eu me dispa?" ela perguntou enquanto ele a cobria, empurrando sua longa saia para cima em volta de seus quadris. 

"No," Gwilym respondeu, j ligeiramente ofegante. Mesmo que eles estivessem sozinhos na clareira, outros casais estavam sendo casados e fazendo amor nos campos distantes e entre as rvores. A possibilidade de serem vistos era bem real. "Feche seus olhos - sinta os tambores em seu peito." 

Ele havia ouvido algo, mas nunca havia tido a oportunidade ou inclinao para tentar com outra mulher ou a coragem para mencionar isso a Duana desde que isso recaa firmemente na categoria de 'pecado'. Ela era uma boa esposa - uma muito boa esposa ultimamente, mas h algumas coisas que no pertencem  cama de um casamento cristo. Talvez na floresta, como eles estavam brincando de serem pagos mesmo, eles estariam bem. 

Enquanto ela se deitava diante dele na grama, as chamas da fogueira fazendo seu rosto e nuca se corarem, ele separou suas pernas a tocando com seus lbios e lngua em vez de seus dedos. Levou alguns minutos para ela perceber o que estava acontecendo, mas Duana o disse imediatamente que estava errado, embora ela parecesse estar gostando. 

"Voc fez isso para mim," ele a lembrou, segurando suas coxas abertas quando elas comeando a tremer. Pelos sons que ela estava fazendo, ele presumiu que ele estava fazendo aquilo corretamente, se houvesse tal coisa. 

"Voc deve parar com isso," ela insistiu, rodando sua cabea de um lado para o outro enquanto ela gemia. "Por favor, William. Isto  pecado."

Ele poderia ter argumentado que era um pecado negar a ele qualquer coisa que ele quisesse, mas seu crebro parecia estar um pouco nebuloso. Desistindo, ele se moveu mais a fundo no corpo dela. "Me beije -  assim o seu gosto," Gwilym a disse, empurrando sua lngua profundamente na boca dela enquanto ele alcanava para entre seus corpos para desamarrar a corda segurando suas calas. 

Oh Cristo, ele sentia o cheiro dela em seu rosto, do mesmo modo que um animal sente uma fmea no cio. Ela gostava de fazer amor, ele no tinha dvidas disso, mas ele nunca se permitiu perder controle, para verdadeiramente se gloriar dela. Alm disso, no era prprio, havia sempre o medo de a empurrar demais e a amedrontar. 

Ela o envolveu abaixo dele. Pela primeira vez lhe dizendo que ela queria outra coisa alm de toques e beijos. Implorando, na verdade. Ele pegou suas mos, as segurando gentilmente acima da cabea com uma das suas ento ela poderia escapar fcil se quisesse. Quando ela abriu os olhos para o olhar, Gwilyn achou que ele poderia cair naquelas profundezas azuis e se afogar. "No estou com medo," ela o assegurou. "No de voc. No agora."

*~*~*~*

Oh havia algo naquele vinho, Gwilym se disse, se espreguiando e tomando coragem para abrir seus olhos. Imagens serpentearam de volta para ele como cem flechas, todas atiradas de uma vez: o atamento de mos, Duana sob ele, sobre ele, de frente para ele em suas mos e ps como um animal. O gosto dela, sons de fogo chicoteando, a dana apaixonada sobre pele nua e suada. Dentes, lnguas, lbios, coxas. A respirao dela, seu corpo convulsionando em volta do dele, a grama molhada, a fumaa densa da fogueira, a pulsao dos tambores. 

No, aquilo no aconteceu - ele poderia passar o prximo ano tentando confessar tudo aquilo para Leuan. Eles haviam inspecionado as festividades do Dia de Maio enquanto o senhor e a senhora de Aber, como a dama branca e o homem verde - e tudo mais havia sido um sonho vvido. Houve druidas, sem ritos pagos. E certamente sem a parte de Duana em suas mos e joelhos, colocando lnguas em lugares onde lnguas no pertenciam: ele nunca poderia olha-la nos olhos novamente se aquilo tivesse realmente acontecido. 

Gwilym rolou, percebendo que estava na cama deles, o que provava ainda mais que aquilo havia sido um sonho. Ele no tinha memria de voltar dos campos naquela noite. 

Duana no estava com ele, embora houvesse um golfo do corpo dela no colcho ao lado dele. Pela ardncia em seus joelhos e genitais, eles devem ter feito amor noite passada, mas j era esperado. Da ltima vez que ele a havia visto, seu fluxo havia vindo e ento ele havia estado longe inspecionando a plantao por mais de uma semana. No havia vergonha em algum fazer amor com sua mulher, desde que esse algum no o fizesse no meio da floresta, com a bunda de fora  luz da lua, enquanto dizia coisas que nenhum cavalheiro diria para uma puta plebia. 

No, aquilo no havia acontecido. Com um gemido baixo, ele empurrou as peles para cima de sua cabea, querendo se esconder por mais alguns minutos. Ento ele veria se ele poderia se juntar quela nova Cruzada que o Papa estava pregando. Geralmente levava mais de um ano para chegar e retornar da Terra Santa - talvez ele pudesse encarar Duana ento. 

*~*~*~*

"Tem janta para voc em sua escrivaninha," Duana murmurou do sof depois de ter colocado seu manto de cama como um cobertor. "A no ser que os cachorros pegaram." 

Gwilym congelou, horrorizado de que ela ainda estava, de alguma forma, acordada. Era bem mais tarde que meia-noite - ele havia estado certo de que ela estaria dormindo e ele poderia se esquivar para cama e ento sair de novo antes de amanhecer. 

"Eu no estou vendo. Os cachorros esto com olhares culpados," ele manejou, abalado demais para olhar. Os cachorros levantaram as orelhas, confusos com o que eles haviam feito agora. Um pequeno pedao de po e algumas sobras de carne de veado estavam na sua escrivaninha ao lado de uma garrafa de vinho, intocados. At seus cachorros sabiam que no deveriam desobedecer Duana. 

"Vou te conseguir alguma coisa," ela disse se mexendo e comeando a se levantar ainda no acordada. 

"No, durma. Estou bem."

Duana se sentou, esfregando seus olhos, cansada. Uma vez entendido que ele estava realmente bem - sem sangramento ou com febre, ela tropeou em direo  cama deles, arrastando o manto de cama comunal atrs dela. 

Ele esperou por ela para perguntar onde ele tinha estado desde a aurora, mas ela estava ou com muito medo de saber, ou muito zangada para se importar. Provavelmente o ltimo. "Eu estava pescando," ele ofereceu, seguindo ela. 

"Na chuva?" ela perguntou, empurrando as cortinas da cama para trs e dobrando a coberta da cama. 

"Peixes mordem mais na chuva." O que era verdade, ele se congratulou. No que ele havia estado em qualquer lugar perto da gua hoje. 

"E no escuro?" Duana apagou a vela, fugindo pela cama para dar espao para ele. 

"Peixes mordem mais no escuro," ele murmurou, sabendo que ela nunca acreditaria naquilo e apavorado em perguntar por que ela o estava esperando. "Mas eu no consegui pegar nenhum. Algum deve os estar encantando:  tudo que posso imaginar."

"Claro," ela disse obediente. 

Maldio de mulher! Ela no podia nem gritar com ele e o faze-lo sentir-se melhor.

"Me desculpe. Eu juro que no acontecer novamente," ele revelou, andando de um lado para o outro ao lado da cama deles na escurido. "No daquele jeito. Nunca daquele jeito novamente. Foi meu pecado - deixar voc ir para os fogos e tudo que aconteceu depois - no seu. Voc s fez o que eu insisti para voc fazer."

O colcho se mexeu, mas ele no a podia ver enquanto as nuvens de trovoadas passavam sobre a lua. "Eu estava pensando nisso - sobre os fogos," ela disse suavemente, seu rosto brevemente iluminado enquanto raios beijavam o topo da prxima montanha. "Na verdade, no estou certa do que pensar: dos ritos, de mim mesma, ou do que ns fizemos."

"No pense nisso. Apenas tire isso de sua mente."

"Venha para cama, William, antes que voc exploda em chamas de nervosismo. No estou brava e antes de voc comear a perguntar, voc no me machucou. S estou confusa." 

Ele se deitou, tentando ficar o mais longe dela quanto possvel sem cair no cho.  "Claro que est confusa. Duana, quando a Igreja diz para mulheres obedecerem a seus maridos, os padres se esquecem da parte sobre os maridos obedecerem a Deus. Eu no fiz isso. Voc est sujeita a mim, mas eu juro que eu nunca mais lhe pedirei para fazer aquilo novamente."

"Nunca mais?" ela ecoou.

"No. Tenho certeza de que voc passou o dia rezando, pensando que voc havia pecado, quando no pecou. Eu pequei, no voc. Entendeu?"

"Sim," ela murmurou, o puxando contra ela. "No. No, eu no entendo. Eu sempre fui ensinada a no questionar a Igreja, mas eu sei quando pequei: quando fui orgulhosa, desobediente, preguiosa ou at cobiosa. Eu no me sinto desse jeito agora."

Gwilym desesperadamente queria saber quando ela havia sido cobiosa, mas ele no quis interromper. 

"Ento no  pecado amar meu marido - contanto que eu o faa como a Igreja decreta e no goste disso? Eu no entendo por que Deus nos daria prazer e ento o proibiria." 

"Voc realmente me ama?" ele perguntou antes que pudesse se impedir. 

" claro que eu amo voc. Como voc pode ser to brilhante e to estpido ao mesmo tempo?"

"Ainda - mesmo depois de ontem a noite?"

"Oh, pelo amor de Deus!" Duana fez um barulho exasperado, socou o travesseiro algumas vezes para afofa-lo e rolou para longe dele, levando a maioria das cobertas com ela. 

Gwilym descansou sua cabea em suas mos e enfiou seu p gelado embaixo de um cachorro gostosamente quente enquanto ele olhava para cima para a escurido mida e quente, muito confuso. Ele no conseguiria definir ps e cabeas de tudo ainda, mas sua mulher no parecia estar conversando com ele ento ele teria bastante tempo para pensar. 

Quem precisava de peixes mbar e mistrios druidas - Senhora Duana de Aber sempre dava a ele bastante para pensar. 

*~*~*~*

" claro que ela est esperando," Gwilym respondeu Merfyn, esperanosamente fora do alcance de Duana. "Ela apenas no quer contar para as pessoas at que esteja certa."

"E quando ela planeja estar certa?" o sargento perguntou, serpenteando uma olhada para a barriga de Duana enquanto ela os seguia em sua gua. "Quando ela der  luz?" 

"S mais alguns meses agora... eu acho," ele adicionou tentando soar to casual quanto ele ouvira outros homens serem. Homens que prestavam to pouca ateno em suas mulheres que tinham que as perguntar se ela estava carregando outro filho, ou ainda grvida do mesmo que antes. Maridos que saam para caar e ficar com prostitutas enquanto seus filhos nasciam, irritados com todo barulho e baguna que suas mulheres estavam fazendo no quarto. 

At ento, esta criana dos fogos beltanos havia sido abenoada. Embora ela tivesse passado mal no comeo, no houve sangramentos pelo que ele soube. Embora a parte mais difcil ainda estava por vir e Gwilym no se importava em ouvir mais uma vez como ele deveria apenas relaxar - que era trabalho da mulher sofrer enquanto ela trazia ao mundo os filhos. Tanto quanto Duana queria este beb, ele trocaria tudo para impedi-lo de realmente vir. 

"Gwil - parece que estamos perdendo nossa seguidora," Merfyn apontou trazendo Gwilym para o presente. 

Duana havia parado seu cavalo para inspecionar alguma coisa na venda de pimenta do mercante e estava agora no processo de desajeitadamente desmontar. "Continuem," ela disse para Gwilym e Merfyn, "eu consigo me achar da aldeia para o castelo." 

Ele nem se importou em argumentar com ela - apenas parou Goliath e esperou. Mulher cabea-dura: ainda que Gwen e uma dzia de serventes pudessem vir ao mercado por ela. No Duana tinha que vir ela mesma, subir e descer do cavalo e andar como um pato como uma esposa de campons.

"No fica mais fcil - nem com o 5, nem com o dcimo filho," Merfyn disse sossegado, vendo Gwilym observando Duana. "Ponha sua confiana em Deus: seja feita Vossa vontade."

"Sua vontade foi que sua primeira mulher morresse ao dar  luz, no foi?" ele repreendeu de volta, pego de surpresa que Merfyn quase leu seus pensamentos. 

Gwilym era apenas um garoto, mas era uma vvida memria: ver as parteiras carregando lenis ensangentados e Leuan se apressando para a casa de Merfyn alm dos estbulos para abenoar a jovem mulher e a criana. Ele havia sido mandado de volta para o castelo antes que os corpos fossem trazidos, o beb tendo sido tirado depois que a me morreu, mas ele lembrava de encontrar Merfyn soluando na floresta mais tarde naquele dia. Foi a primeira e nica vez em trinta anos que ele havia visto o soldado mais velho chorar. Ele se casou novamente 4 vezes, na verdade, desde ento, mas no era o mesmo. 

"Me desculpe, Merfyn. Eu no deveria ter dito aquilo," ele se desculpou, se sentindo envergonhado dele mesmo. "Voc fala a verdade - no  fcil assistir." 

"Anne," Merfyn murmurou. "O nome dela era Anne."

"Eu me lembro: Anne das tortas de ma e correntes de margaridas. Eu tinha oito anos, talvez." 

Merfyn acenou, ainda focalizado em Duana enquanto ela pechinchava no preo da canela e sal com o mercante. "Eu tinha a idade da senhora Duana. Anne tinha 14. Muito nova para morrer daquela maneira." 

"Volte para os estbulos. Seu cavalo parece estar manco."

Merfyn tomou as rdeas de sua montaria em direo  estrada se guiando para o castelo sem olhar para trs, sem se incomodar em desmontar e checar as patas de seu cavalo. O grande chestnut no estava manco e ambos Gwilym e Merfyn sabiam disso. 

"Meu senhor! Meu senhor - a mulher do curtidor!" um menino chamou Gwilym, se apressando pela praa, se contorcendo atravs das ovelhas e carroas do dia de mercado e causando uma boa comoo. "Meu senhor, por favor, venha. Eles pegaram o homem! Um normando!"

Merfyn j havia ouvido e virado seu cavalo, procurando para ver se Gwilym queria que ele fosse lidar com o estuprador ou ficar com Duana. 

Mesmo que ele no gostasse da idia, se o homem era um normando - ou ingls, os camponeses no conseguiam diferenciar; todos os estrangeiros eram 'normandos' - Gwilym precisaria de Duana para traduzir. Ele poderia falar algum francs, mas no a lngua casual usada por plebeus e quase nenhum ingls. 

A primeira pergunta era bvia, enquanto o curtidor apertava sua chorosa mulher com fora. O rosto dela contundido e seu vestido rasgado: algum homem viu? Ele conhecia seus aldees bem o bastante para Gwilym no questionar que a mulher tivesse sido estuprada, mas uma mulher no poderia testemunhar contra um homem, at em Gales. Se no houvera testemunha masculina ento no havia crime. 

Duana estava mantendo distancia da mulher enquanto a multido se juntava para ver e Gwilym mandou o mesmo garoto que os havia trazido para buscar o padre Leuan para traduzir no lugar de Duana. 

O curtidor havia visto, ele disse a Gwilym, causando murmrios entre os camponeses. Se o marido podia suportar testemunhar, ento o estuprador poderia ser punido e Gwilym no era conhecido como complacente sobre estupro ultimamente. Vrios haviam especulado que tinha algo a ver com seu casamento h alguns anos passados, mas nenhum dos aldees poderia imaginar quo ligados poderiam estar os dois. Senhora Duana era obviamente uma nobre, seno uma forasteira e os camponeses no conseguiam entender direito uma dama sendo forada por qualquer homem a no ser seu marido. 

"Onde est o homem?" foi a prxima pergunta de Gwilym e o ferreiro apareceu arrastando um bem vestido se no ensangentado homem atrs dele. Os aldees pareciam ter comeado sua prpria justia antes de mandar buscar Gwilym. 

"Nom?" ele perguntou com esperana de que o homem falasse francs e no ingls.

"Alcekov iz Kryza. Alcek," o homem cuspiu, seguido de uma confuso que Gwilym no entendeu. 

'Alcek' - Russo para 'Alex'. Gwilym olhou rapidamente para Duana, tentando encontrar seus olhos, mas ela estava olhando para o cho. Se este era o Alex dela - um dos nomes que ela dizia em seus pesadelos, ele estava morto. 

"Ele disse que pensou que ela era uma prostituta," Duana traduziu, passando as rdeas de sua gua para um dos servos e caminhando para dentro da multido, mas ainda sem olhar. "Ele disse que no fala gauls e cometeu um erro." 

"Voc no fala gauls. Quando ela no pegou seu dinheiro, voc deveria saber que ela no era uma prostituta. Diga isso a ele, Duana."

Ela falou e ento traduziu para Gwilym e ele teve a sensao de que francs no era a primeira lngua do homem tambm. Ele era um rus, ento - um russo. Ele estava bem longe de casa e havia provavelmente alguma razo para isso. 

"Ele no nega que a forou. Ele pagar a multa. Ele tem dinheiro."

Outro murmrio entre os aldees: era raro para um plebeu receber qualquer compensao quando sua mulher era estuprada. 

Na deixa, o forasteiro abriu sua algibeira presa a seu cinto, jogando alguns xelins para o curtidor. Era mais dinheiro que o homem veria em uma vida e muito mais que a multa usual por estuprar uma mulher que j nem era virgem, mas de algum modo o gesto no pareceu sentar bem ao senhor deles. 

"No acho que ele quer o seu dinheiro, Rus. Acho que ele quer sua mulher intocada."

Duana repetiu o que Gwilym disse e ganhou uma torrente de palavras que pareciam vulgares, mesmo para orelhas gaulesas. 

"Eu te julgo culpado pelo estupro desta mulher baseado em sua prpria admisso e na palavra do marido dela. Que todos aqui sejam testemunhas. O enforque," Gwilym ordenou, acenando para Merfyn. 

Duana mal havia traduzido aquilo enquanto algum apareceu com uma corda e a multido comeou a empurrar o forasteiro em direo  rvore mais prxima. 

"Esta no  a lei!" Alex gritou, obviamente tendo um comando bsico do gauls, o que Gwilym suspeitava que ele tinha para estar vagando to longe no norte de Gales. E, com o inverno quase sobre eles qualquer cavalheiro estaria supervisionando suas prprias terras, no viajando. Este era um ladro bem-vestido ou um mercenrio que havia sido exilado. 

"Quando voc estupra uma mulher em minhas terras, voc est sob minha lei. Eu mandarei sua cabea para o prncipe Llewelyn se voc gostaria de protestar. O resto de voc pode alimentar os porcos."

Os aldees murmuraram suas aprovaes; suficientes mulheres gaulesas haviam sido foradas por estrangeiros, mas esta frase, embora extrema, estava boa para eles. 

"Eu quero uma provao!" Alex protestou enquanto Merfyn alegremente jogava lao corredio por cima do galho da rvore. "Est no  a lei! Eu pagarei a multa!"

"Por que incomodar Deus? No h necessidade de uma provao quando voc admitiu sua culpa. E nenhuma quantia de dinheiro dar a este homem o que voc tirou," Gwilym disse a Alex, notando que Duana estava tremendo. "V para longe - a no ser que voc queira assistir isso," ele sussurrou para ela. 

Embora ela certamente j havia visto as execues pblicas em Londres, possivelmente at mesmo a de seu primeiro marido, se Gwilym julgava o rei John correto, ela tremeu a cabea violentamente 'no'.

"Gauls desgraado! Brbaro filho de uma prostituta!" Alex gritou enquanto Gwilym se virava e ajudava Duana a subir em seu cavalo. "Como ousa! Voc no ousaria me enforcar por uma vagabunda camponesa!"

Mais tarde, Gwilym lembraria a prxima seqncia de acontecimentos como se todos estivessem falando atravs de mel; como se aes aconteceram muito mais devagar que o normal: 

Merfyn terminou de amarrar as mos de Alex atrs de suas costas e escorregou a corda corredia sobre a cabea dele, o dizendo que enquanto senhor Gwilym havia apenas ordenar que o enforcassem, ele morreria eunuco se ele no calasse a boca na presena da senhora Duana.

Depois de Duana colocar seu p no estribo e ele a ajudar, Gwilym alcanou as rdeas enquanto ela comeava a balanar sua outra perna para cima da sela. A excitao da multido e o tremer de Duana estava fazendo o animal ficar nervoso e ela estava inquieta. 

Alex, escarlate de raiva, chutou, acertando a traseira da gua de Duana e causando o normalmente gentil animal a escapulir. 

Gwilym segurou as rdeas. Impedindo a gua de ir muito longe, mas ainda jogando Duana por cima da sela em uma pilha de pedras que haviam sido juntadas para construir uma cerca. 

Ele ouviu sua voz gritando 'No!' enquanto ela deitava perfeitamente inerte, uma pequena corrente de sangue saindo de seu nariz e testa. 

Merfyn puxou uma adaga e simplesmente rasgou a garganta do forasteiro. 

*~*~*~*

"Llwynog!" Leuan falou alto furiosamente enquanto ele se apressava para cima dos degraus de pedra o mais rpido que seus joelhos lhe permitiam. "Llwynog! Que diabos h com voc? O que  isso de aborrecer Deus? Um menino aldeo est dizendo que voc acabou de enforcar um russo sem-"

Padre Leuan alcanou a entrada dos aposentos e parou bruscamente, vendo Gwilym e Gwen pairando sobre Duana enquanto ela deitava na cama. Gwilym poderia ter acabado de sair do campo de batalha com todo sangue ensopando a frente de sua tnica e sujo em seus antebraos. 
"Entre, Leuan," disse Gwilym, sua voz tremendo. "Se apresse. Me diga o que ela est dizendo, o que ela quer. Eu no conheo essa palavra." 

"O que houve?"

"Ela caiu do cavalo. Eu mandei Merfyn encontrar um mdico, mas o corte na testa est mal. E ela est sangrando... o beb..." 

"Ela estava pedindo algo em galico," Gwen tomou por Gwilym. "Mathir'  'me', eu j ouvi isso."

"Voc quer sua me, cariad? Eu mandarei busca-la, mas vai levar um tempo. Voc precisa ficar forte at que ela possa vir." 

Gwilym se virou, pegando um servente de olhos arregalados a esmo e o despachando para Dover com vagas instrues para encontrar uma mulher entre o clan Scully com uma filha chamada Duana. "H uma cruz que ela disse que usava quando criana - leve da caixa de jias dela e mostre para a me dela para que ela saiba que voc est falando a verdade. Caitrin - o nome da me dela  Caitrin! E mande de volta o alquimista de nome Llangly," Gwilym gritou depois do pobre servente como algo que no havia pensado antes. "E uma parteira!" 

Duana murmurou a palavra estrangeira novamente, ento "Froid." Frio. 

Cristo, este era o pesadelo de Gwilym vindo  vida. Ela j estava plida com lbios azuis e sua respirao superficial - Gwilym havia visto soldados com ferimentos na barriga com essa aparncia nas horas antes que a Morte os levasse. 

"Mulad," Leuan sups selvagemente, sabendo muito pouco galico. "Melancolia'. Ela est triste e com frio." 

Como se a cama j no estivesse cheia dos cobertores mais macios e peles, Gwilym tirou sua capa e a enfiou em volta dela ento mandou fazer um ch quente. 

"O que mais, Duana? O que mais voc quer que eu faa?" ele a perguntou urgentemente.

Aquela palavra novamente e ento em francs, "O que acontece?"

"Mullach - o pico? Mathir - me?" Leuan sups. "Mealladh? Gwilym mealladh na minnseach  uma erva usada com bruxaria." 

"Voc caiu. Voc est com um corte um sua testa e o beb est vindo," Gwilym a disse, ignorando Leuan completamente. "O que fazemos?" 

Duana resmungou aquela mesma palavra novamente. 

"Cariad, eu no conheo esse 'muldah.' Me diga como parar o beb de vir.  de longe muito cedo." 

"William?" Ela finalmente abriu os olhos, pupilas enormes e olhando para nada. "Eu no consigo v-lo." 

"Sim, William - Gwilym. Ervas para aborto - eu vi voc d-lo a outras mulheres. O que so?" 

"Yarrow para sangramentos, sempre. Espinheiro preto e cortia de cramp para relaxar o tero. Inhame silvestre tambm. William, estou com tanto frio." 

Gwen j estava com a arca de ervas de Duana aberta e estava procurando como se ela pudesse de fato ler qualquer das bolsas cuidadosamente etiquetadas. 

"Voc colocou yarrow no meu ombro, me lembro disso. E cortia de salgueiro e papoula para a dor. O que  o outro: mealladh? Muldah?  essa erva que voc quer? Ou uma pessoa -  um homem?"

"No," ela respondeu fracamente, "mealladh na minnseach  para mudar a forma de um homem.  bruxaria. Sem salgueiro at o beb estar seguro - piorar o sangramento. Sem papoula tambm."

Gwen est misturando agora, cariad," Gwilym disse, a manobrando para que sua cabea descansasse no colo dele. "Parece que ela vem prestando ateno na sua arte com as ervas. Estou te segurando e Leuan - padre John est aqui." 

Caso extrema uno for necessria, ele pensou, mas no adicionou. 

"Respire, William" ela resmungou. "Eu s estou zombando de voc. No est to ruim."

 claro que Duana iria interromper seu sangramento para tranqiliza-lo. 

"No, no est to ruim," Gwilym mentiu. "Voc no me enganou por um segundo."

Avaliando a situao com lquidos olhos marrons, os cachorros se deitaram com seus focinhos planos no cho, se fazendo to pequenos quanto possvel e comearam a choramingar. 

*~*~*~*

"Vem sentir," Gwen sussurrou, fazendo Gwilym pular e se sacudir para acordar no escuro aposento. "O beb vive."

"Ela no est febril?" ele perguntou. Agora que o sangramento havia parado, o maior perigo viria da febre ou do ferimento ou se o beb morresse dentro dela. 

Enquanto Duana dormia profundamente, como havia feito por dois dias agora, ele colocava sua mo na barriga dela onde Gwen indicava e sentia um forte chute. 

"Acho que  um menino. Uma menina saberia como ser mais dcil."

"Talvez uma menina que puxe  me," Gwilym sugeriu, finalmente se permitindo respirar fundo. "Acha que poderamos dar ch de cortia de salgueiro agora?" 

O alquimista e parteira sabiam pouco da arte de ervas de Duana, mas deixaram uma pedra lpis para ela segurar na mo contra aborto e concordaram que cortia de salgueiro era bom para dor. Llangly havia aconselhado Gwen, que se recusava a deixar o lado de Duana at que o mdico viesse, para ter cuidado com papoula. Muita papoula era mortal, ele havia dito olhando para Gwilym nervosamente. Papoula, beladona, hemlock, cianeto e dedal - todos deveriam ser evitados. Mas cortia de salgueiro seria seguro uma vez que o sangramento parasse. 

Mais calmo, Gwilym havia adormecido de atravessado ao p da cama deles enquanto Leuan e Gwen se ajoelhavam ao lado em preces. Com todas as janelas fechadas contra qualquer doena no ar da noite, ele no viu se a manh havia vindo ainda, mas Leuan havia enfim desmaiado, exausto, em um colcho no cho. 

Duana rolou para seu lado esquerdo sob sua mo agora e o beb deu outro bom chute enquanto seu minsculo mundo se movia.

"Quando ela acordar, ns lhe daremos o ch," Gwilym decidiu. 

Gwen girou suas mos juntas nervosamente. Ela nunca havia sido abenoada com um filho - nem quando jovem quando ela dividia uma cama com o pai de Gwilym. Depois do velho senhor ter partido para as Cruzadas, ela havia se contentado com as cozinhas e adorando sem vergonha nenhuma um jovem Llwynog de Gwilym. Embora ela nunca tenha entendido Gwilym muito bem, tanto quando menino quanto como um homem, ele era o mais perto que ela jamais tivera de um filho para ela e a criana que a senhora Duana carregava, o mais prximo de um neto. Eimile era linda com seus cachos loiros e olhos azuis, mas Gwen podia contar meses do mesmo modo que o resto do castelo. Eimile no era mais filha de Gwilym que Dafydd havia sido. 

"Voc realmente acha que ela ir acordar?" ela sussurrou. 

"Ela  minha Camelot - ela no est morta, ela apenas dorme," ele respondeu, ganhando um cansado, confuso olhar da cozinheira. "Acho que ela ir acordar, Gwen. V dormir," Gwilym a assegurou. "Eu me sentarei com ela. Durma." 

Gwen cutucou Leuan com seu dedo do p lhe dizendo para se levantar e ir dormir em seus prprios aposentos sobre a cozinha. Se ningum estava morrendo, Leuan estava apenas atrapalhando. Quando o padre resmungou algumas palavras bem no-prprias-de-padre e tropeou para fora, Gwen assentou seu volume no colcho entre as precipitaes do cho e, levantando sua cabea uma ltima vez para checar Gwilym enrolado atrs de Duana na cama grande e finalmente relaxou e fechou os olhos.

*~*~*~*

"Pronta?" Gwilym perguntou enquanto Gwen segurava um cobertor em frente o fogo para esquenta-lo. 

Duana acenou q sim com a cabea, no realmente disposta a sair de seu banho ainda, mas a gua estava comeando a esfriar. 

"Para cima," ele disse, a levantando para fora da gua e a segurando de p s o suficiente para Gwen envolver o cobertor em volta da nudez dela, fazendo a camisa e tnica dele ficarem encharcadas no processo. Uma vez coberta, ele a carregou de volta para cama enquanto Gwen e lan comearam a laboriosa tarefa de carregar a gua do banho balde por balde. 

"E para baixo," Gwilym narrou, a escorregando para debaixo das peles. "Uma senhora Duana limpa. Melhor?"

"Muito melhor," Duana respondeu, parecendo contente e sonolenta. J fazia 4 dias desde seu acidente, mas ela ainda no ficava acordada por mais que alguns minutos por vez. 

"Gwen fez um pouco de sopa para voc. Cariad, tente ficar acordada e comer." 

Ela abriu os olhos novamente e Gwilym empurrou seu cabelo do rosto e a ajudou a se encostar nos travesseiros. "Eu estou acordada. Eu estou bem."

Claro. 

"Troque de roupa antes que voc se resfrie," ela ordenou. 

Agora aquilo soava mais como sua Duana. 

Gwilym, obediente se levantou, se despiu e decidiu que ele podia aproveitar um banho tambm. Olhando para baixo, ele percebeu que ainda havia sangue seco em seu estmago - sangue dela de quando ele a havia carregado de volta para o castelo h dias atrs. Leuan havia finalmente o convencido a trocar suas camiseta e tnica, imundas e encharcadas de sangue, mas havia penetrado pelos seus cales de l e zurros de linho por baixo. 

Tanto sangue. Ia manchar. 

O embotamento que o havia isolado pelos ltimos poucos dias desaparecendo e seus dedos comeando a tremer com a percepo de quo perto ele chegou de perde-la. No para reis, ou guerras ou partos, mas para algo to comum como um cavalo apavorado e uma pilha de pedras fora do lugar. 

E ele estava perto de dizer a si mesmo que era vontade de Deus. 

Gwilym brincou com a corda amarrando a frente de suas calas, notando que Duana o estava observando da cama. "Devo eu danar para voc?" Ele perguntou para ela, seu crebro misturando raiva com medo e mostrando sarcasmo. "Coloque uma jia no meu umbigo e balance meus quadris como as mulheres infiis. Alguns daqueles homens tm uma dzia de esposas - sabia disso?" 

Duana respondeu com um cansado 'no', ela no sabia daquilo e sim, ele podia danar. 

" chamado de harm - ter todas aquelas esposas," ele disse para ela, reganhando algum controle e envergonhado dele mesmo por retruca-la. Ela estava deitada na cama fraca demais para at mesmo andar e ele estava sentindo piedade por ele mesmo. 

Levantando suas sobrancelhas para ela de forma travessa, ele subiu sujo e de peito nu nos lenis limpos, aproximando-se dela. "Eu deveria fazer isso. Acharei mais 11 mulheres e viverei como um sulto - isso  marido. Precisaremos de uma cama maior. E os cachorros vo ficar horrorizados. Eles ficam com aquele olhar estarrecido na cara deles quando eles nos assistem agora." 

"Um," Duana respondeu, to impressionada com seu seminu e imundo esplendor e senso de humor que estava cochilando. " voc que os cachorros esto olhando."

"Com tantas mulheres, eu no teria tempo de dar meu corao para uma delas," ele continuou, fingindo no a ter ouvido. "Uma poderia at morrer e eu no notaria."

"Voc notaria. Haveria uma breve trgua na perturbao." Ela respondeu, sorrindo para ele antes de fechar os olhos. 

"No acho que suportaria uma dzia de mulheres todas me dizendo o que fazer. E disputando apaixonadamente meu corpo - todo esse barulho faria minha cabea doer. E eu no quereria irritar os cachorros. Acho que terei que me contentar apenas com voc, cariad."

"Eu acho," ela resmungou, esfregando sua barriga e se aconchegando mais profundamente nos travesseiros. 

"Ento voc no pode me deixar. Com apenas uma esposa, eu estaria perdido sem ela." Ele ficou face a face com ela, observando seus traos do rosto relaxarem enquanto ela caa no sono. "Especialmente quando eu fiz uma coisa to comum como me apaixonar por ela."

*~*~*~*

"Um pouco de febre, mas no to ruim," Leuan respondeu, dando graas a Deus que Merfyn fora capaz de encontrar to bem-treinado mdico to rpido. Aparentemente, o sargento havia fisicamente arrastado o homem para fora de Chester e atravessando a fronteira gaulesa quando a promessa de 50 xelins no o persuadiu. "O sangramento parou h alguns dias, mas ela ainda est muito fraca."

O mdico olhou para Duana srio enquanto ela dormia estendendo uma mo para torcer uma trana de seu vvido cabelo entre seus dedos e ento acariciando sua mo como um amante. 

"Esta menina tem amargura demais - sua pele est seca. Eu a sangrarei para balancear os humores," o mdico anunciou vagarosamente, como se ele estivesse falando com uma criana. "E ajudar a febre se cortar o cabelo.  apenas pela graa de Deus que vocs no a mataram com suas ervas brbaras, sopas e chs. Depois de eu banha-la, eu precisarei de topzio, granada e leos aromticos, raspas de corno de veado em p, garras de caranguejo preto, a pedra dos rindo de um bode e o smen de um ganso. Artemsia e tempero para me proteger, tambm. E vrios pedaos de corda forte. Eu tenho minhas prprias facas." 

Merfyn havia estado acenando que sim com a cabea enquanto Leuan traduzia para ele fazendo uma lista mental, mas foi um pouco abalado por um dos itens: "Smen de ganso?"

At Gwen parou de acender todas as velas que o mdico requisitou, embora por que ele queria velas ao meio-dia estava alm dela. Senhora Duana nunca quis isso quando algum estava doente. O mdico limpou sua garganta e Gwen, intimidada a fundo, continuou com seu desgnio. Ela no era mdica, afinal de contas. 

"Ns demos banho nela ontem, ento voc no precisar fazer isso," Gwilym falou, seguindo pelo menos alguma coisa da conversa em francs. A essa altura, ele estava acostumado a homens olhando para sua esposa, e isto era verdade - ela estava deitava vulnervel na cama deles com seu cabelo para baixo, mas este Donaes de Pasquier ainda o estava fazendo ficar desconfortvel. Algo com o modo como o mdico a olhava - se fixando no cabelo dela, mas no nos seios e rosto - aquele no era um jeito que algum admiraria uma mulher bonita. 

O homem grande olhou de volta para Gwilym ficando de p com o ombro inclinado nas sombras dos aposentos, querendo ver que havia ousado cruzar seu caminho. 

"Duana no gosta de ser tocada por estranhos, especialmente homens," Gwilym explicou enquanto Merfyn deixava o quarto, ainda resmungando algo sobre um ganso e parecendo estarrecido. "Minha mulher tomou banho ontem," ele repetiu para enfatizar, se levantando mais ereto.

Gwilym havia visto mdicos da corte diagnosticarem e tratarem de mulheres sem nem ao menos deitar uma mo nelas e ele no via por que este homem no poderia fazer o mesmo, desde que ele clamava ter sido um mdico para reis. 

"No serei questionado por um demnio gauls. Se voc quer que sua esposa viva, voc far o que eu estou dizendo," o mdico respondeu, sua voz baixa e meldica, como se ele se importasse pouco de um jeito ou de outro. "Ou posso partir e deixa-la morrer." 

Gwilym,com sua pacincia j esticada fina por estresse, falta de dormir e ser deixado por fora da conversa automaticamente colocou sua mo na adaga. 

"Gwilym! Donaes veio de longe a seu pedido! Senhora Duana est doente," Leuan interveio. Ento em francs, "Minhas desculpas, Donaes de Pasquier - Senhor William  bastante devotado a sua esposa. Faremos o que pede."

"No - no faremos," Gwilym protestou. "No gosto disso."

Houve uma comoo no terreno abaixo: xingamentos gauleses combinados com buzinadas frenticas e batidas de asas enquanto Merfyn e o garoto do estbulo tentavam pegar um dos gansos que Gwen estava engordando para o banquete de natal. 

"Sua mulher  uma bruxa," Donaes explicou para Gwilym, falando devagar para que ele pudesse entender. "A erva que seu padre falou que ela pediu - mealladh na minnseach -  usada apenas por bruxas."

"Duana  boa com ervas, mas ela no  nenhuma bruxa. Ela  uma iachawr - uma curadora. Ns estvamos apenas supondo o que ela estava dizendo. Provavelmente ela estava pedindo por sua me," disse Gwilym.

Leuan traduziu por clareza, acenando que sim em acordo. Donaes estava comeando a deixa-lo desconfortvel tambm. Claro que a senhora Duana no era uma bruxa; suas ervas haviam melhorado sua podagra e a dor em seus joelhos, mas aquela era apenas medicina popular, no bruxaria. 

"Veja," o doutor disse, segurando uma pedra vermelha numa fina corrente sobre a barriga de Duana enquanto ela dormia. "Vocs so pessoas simples, mas vocs devem entender isto. Se isto balanar de um lado para o outro, esta criana  do homem. Se isto balanar em crculos ela foi trocada."

Enquanto Leuan e Gwilym observavam de olhos arregalados, o pingente de pedra circulou a intumescncia no estmago dela. "Este beb  uma cria do demnio - isto  porque ela est doente depois do acidente. No precisa ter vergonha, meu senhor - o demnio pode tomar muitas formas. Sua esposa provavelmente pensou que estava se unindo a voc. Se eu puder purgar o demnio dela, ela pode viver. Se no, ela pelo menos morrer purificada." 

Leuan comeou a protestar em uma dzia de nveis diferentes, nenhum menor de que destruir a criana era um pecado mortal, mas Gwilym o interrompeu.

" uma criana abenoada pelos fogos beltanos, no uma troca," ele disse rapidamente, desesperado para convencer Donaes de que Duana no era uma bruxa. Bruxas poderiam ser torturadas e ento apedrejadas ou enforcadas uma vez que elas confessassem e fossem redimidas. Muitas mulheres nem mesmo sobreviviam s provaes que as provavam inocentes. "Um filho dos velhos costumes druidas. Isso  o que o seu pingente est detectando." 

O padre olhou da senhora Duana na cama para Gwilym de p em um canto. "Llwynog!"

Leuan preferia pensar que a senhora Duana poderia conceber sem se engajar em nenhum tipo de ato carnal, mas ela tinha pelo menos confiado em Gwilym em no machuca-la ou guia-la no caminho errado em sua f. Duana no havia confessado para ele, tambm, o que no era tpico dela. Ele nunca havia sabido que Gwilym um dia fosse bruto com mulheres, mas isto era 100 vezes pior - ele a havia corrompido. 

E Gwilym estava piorando as coisas ainda mais p admitir na frente de um estrangeiro.

Gwilym se mexeu de um p para o outro, suspendendo sua cabea. "Ela no fez nada errado. Duana apenas disse o que eu a disse para fazer."

"Como pde fazer isto?" Leuan gritou com ele. "Como pde levar sua esposa crist para a floresta como alguma prostituta! Cristo, Llwynog - at prostitutas normalmente tm cama!"

"Duana no fez nada errado!" Gwilym gritou de volta. 

"Mas voc fez!" Leuan trocou o tom que ele havia usado para censurar um garoto de 10 anos de idade que havia sido pego roubando mas. "Saia. V para a capela rezar. Eu ouvirei sua confisso, mas eu no posso nem pensar em como te absolver. E voc-" ele se virou para o mdico, "Voc no tocar na senhora Duana at eu voltar. No  adequado e eu acho que j temos bastante luxria e erro."

Donaes abriu sua boca para protestar, mas no parecia sbio questionar o padre. Mais tarde - haveria bastante tempo para lidar com esta garota mais tarde. 

Gwilym pisou pelo corredor e para as escadas, ignorando os olhares questionadores dos serventes. Enquanto ele cruzava as muralhas do castelo, cachorros e galinhas fugindo do seu caminho, Merfyn triunfantemente segurava um grande pssaro que ele havia finalmente capturado. 

"Alguma idia?" Merfyn perguntou. 

Gwilym apenas andou afetadamente por dele. 

O rosto do sargento se entristecendo. Bem, ao menos ele tinha o ganso. Outra pessoa poderia encontrar um jeito de conseguir o... dele. Agora, como dizer qual bode poderia ter pedras no rim. 

*~*~*~*

"No vou deixar minha mulher temer que eu a toque - ela disse que Deus criou o prazer para o homem, e ento o homem, no Deus, decidiu que isto era um pecado. Eu concordo. Eu concordo com muitas coisas que ela diz. No a baterei ou a punirei at que no existam idias em sua cabea que eu no coloquei l. Eu me recuso acreditar que Deus daria aos homens a habilidade de pensar e racionalizar e ento esperar que eles no o faam ," disse Gwilym enquanto ele se ajoelhava ao lado de Leuan na capela, ombros cados e cabea suspendendo miseravelmente. "Verdadeiramente Leuan, no h nenhum mal ou bruxaria. Eu vi a criana crescer dentro dela e  do homem - de um homem - eu. No fizemos nada contra a palavra de Deus, apenas da Igreja." 

Leuan estava a ponto de bater carinhosamente nas costas de Gwilym, o tranqilizando de que ele era um bom homem e o dizendo para voltar para Duana, mas rapidamente mudou de idia. "A palavra da Igreja e do rei  a palavra de Deus," ele disse rigorosamente, como se ele pudesse convencer Gwilym desta vez. "Voc deve aprender a no duvidar disto."

"Padres e papas e templrios so apenas homens. Bons homens, freqentemente, mas ainda homens. Eu no questiono Deus, mas me sinto livre para questionar homens. J estive em oito diferentes igrejas na Terra Santa e cada uma clamou acolher a cruz de Cristo. Agora, eu nunca vi um homem crucificado, mas eu duvido que precise de mais de uma cruz ento se h oito, ento ao menos sete daqueles padres esto errados."

Leuan se benzeu. "Isso  blasfmia!" 

"No, questionar Deus  blasfmia - questionar a Igreja  heresia. Pelo menos me dane pelo crime correto."

Eles tinham este mesmo debate desde que Gwilym tinha 15 ou algo, e Leuan ainda estava para ganhar. Nem mesmo os cavaleiros templrios conseguiram convencer Gwilym a seguir sua causa cegamente e ele provavelmente passara mais tempo fazendo penitncia que cruzando quando ele cavalgava com eles. Tudo que mesmo o melhor padre poderia fazer era persuadir Gwilym a no ir contra a corte, anunciar suas crenas e ser enforcado.

"Eu apenas posso dizer isto, Gwilym: o mundo est mudando e Gales deve mudar com ele. Era isto que seu pai queria e o que eu lhe ensinei. Voc no era o nico homem nos fogos beltanos, mas voc foi o nico imprudente o suficiente para admitir isto para um estrangeiro e levar uma mulher com voc que no  um de ns."

Gwilym serpenteou um olhar de relance para Leuan pelo canto do olho - seria o padre e a mulher norueguesa um dos casais com as mos atadas entre as fogueiras? Leuan era cristo, mas assim como muitos dos casais camponeses: era apenas o velho modo de casamento. O pecado de Gwilym era levar Duana para as cerimnias druidas e se unir como eles fizeram depois, no se casar daquele modo. 

Leuan tentou tanto abraar os ensinamentos da Igreja, mas ele era apenas mortal, embora ele gostasse de negar isso. Diferente de um cavaleiro secular que podia se casar quando seus termos de servio haviam expirado, no havia jeito de um padre templrio tomar uma esposa na Igreja. 

"Eu entendo que voc s estava curioso sobre os druidas, "Lean continuou. "Eles devem t-lo drogado ou encantado, ento no posso te culpar por aqueles pecados carnais. E meus joelhos esto doloridos agora sem o ch de sua esposa: aquilo  remdio. Mas em Londres, vocs dois estariam mortos - ela como bruxa e voc como herege - e seria por sua causa. Nossos costumes - os velhos mistrios, casamentos de lareira, atamento de mos, povos de fadas - so chamados de ilegtimos e bruxaria agora. Ns respeitamos os Antigos e os misturamos com a nova crena crist Saeson. E vivemos felizes nas montanhas, mas este no  o modo normando."

"Mas no sou normando," Gwilym reagiu. 

"Voc  um vassalo de Llewelyn que  um vassalo do menino rei ingls. Voc e os outros nobres, so normandos por procurao e a cada ano a Inglaterra manda embora um pouco mais das nossas tradies. Suas terras no sero divididas entre filhos do modo gauls, mas passar apenas para o mais velho e legtimo menino, se houver algum. Mulheres devem vir para seus casamentos virgens agora e no h divrcio sem o consentimento do marido e da Igreja mesmo que o homem bata nela ou leve outra mulher para a cama deles. Apenas camponeses so ainda puramente gauleses - o resto de ns somos os filhos bastardos das leis do rei."

"E eles chamam a ns de brbaros. No posso ser o que no sou, Leuan. Mentira  to errada quanto heresia." 

"Eu respeito voc por isso - que voc  fiel s suas convices mesmo sabendo que poderia haver um preo. E eu no duvido que sua crena no Deus cristo  to forte quanto a minha. Mas agora voc colocou a senhora Duana em risco - a desviou de suas crenas e isto eu considero um pecado. Talvez no seja um pecado como a gula ou inveja, mas  errado e voc sabe disso. Entende?"

Gwilym acenou sim com a cabea ainda olhando para baixo no altar. 

"V para sua mulher," Leuan comandou. "Por isso voc deve prestar contas, apenas a ela e a Deus, no  Igreja."

*~*~*~*

A no ser quando eles estavam fazendo amor, pessoas iam e vinham livremente de seus aposentos e na semana desde que Duana havia cado, a tranqila agitao continuou a todas as horas. Gwilym se moveu para mais perto dela, misturando os ngulos do seu corpo nos dela, mas no acordou de verdade ao som da porta se abrindo. Mesmo ter as cortinas da cama puxadas para trs no o incomodou - Gwen tinha estado bastante obsessiva em checar sua esposa ento ele nem abriu os olhos. 

No at que um pingo de cera quente caiu em seu rosto que Gwilym pulou, ordenando que o servente fosse embora mesmo quando ele entortou os olhos para olhar quem estava por trs da nica vela. 

"Voc dorme com sua esposa? Que plebeu: que gauls. Voc no deve fazer isto.  melhor para ela dormir sozinha, especialmente agora."

O francs de Gwilym no era muito bom para pegar todas as palavras que o mdico disse, mas ele pegou o sentido geral. E ele queria saber o q o homem estava fazendo em seus aposentos no meio da noite. 

"Eu vim checar a menina," Donae respondeu em sua montona voz segurando a vela perto do rosto dela enquanto ela dormia. "Que cabelo lindo. Ser uma pena cort-lo."

Gwilym se sentou e se esticou. Este homem ainda fazia seu estmago ficar nervoso, mas afirmava grande dedicao para sua paciente a monitorar  noite. 

"Por que cortar o cabelo dela? Foi cortado ano passado quando nossa filha nasceu e a febre dela j passou agora." 

"Preciso t-lo," o mdico respondeu rapidamente. "Para - para impedir os feitios maus que foram colocados nela e no filho dela." 

Bocejando, ele se levantou e cobriu Duana, que estendeu sua mo, examinando o lugar ao lado dela onde o corpo dele havia estado. 

Gwilym tinha suas dvidas de que os druidas teriam feito algo exceto fazer seus ritos e talvez adicionar algumas ervas no vinho, mas ele entendeu que cabelo devia ser queimado para que ele no fosse usado para jogar bruxaria. 

"Oh - ento voc no precisa cortar o cabelo dela. E - eu, um..." ele tateou at que ele encontrasse a chave para a tranca no cofre e abriu a rangente tampa. "No fiquei com tudo, apenas um pouco," ele disse envergonhado procurando pela bolsa contendo algumas mechas do cabelo dela. "E eu os mantive seguros."

Donaes acomodou sua vela no abrigo na parede, seus olhos fixados nos cachos vermelhos enquanto Gwilym os tranou em seus dedos, gostando da brandura uma ltima vez e se lembrando daquela primeira vez que Duana havia chegado em Aber.

"Voc est bem?" Gwilym perguntou Donaes. 

"Estou bem. Por favor - pode me dar o cabelo?" 

Gwilym acenou que sim, o passando. "Estou agradecido que voc pde vir, mas eu gostaria que voc esperasse para sangra-la. Minha mulher no  uma bruxa. Ela est vagarosamente melhorando e sangrar  to perigoso. Eu lhe pagarei bem por seu tempo se voc apenas ficar em Aber conosco no caso dela ficar doente novamente." 

Gwilym mentalmente repetiu aquilo para ele, garantindo que ele havia dito o que pretendia, mas Donaes simplesmente respondeu, "Claro," e se apressou em sair com o cabelo de Duana. 

"Voc tem um mdico muito estranho," ele informou Duana enquanto ele subia de volta para a cama com ela. 

"Mumm," ela respondeu, colocando a mo dele na barriga dela e se aconchegando contra seu ombro. 

*~*~*~*

"Olhe! Rpido!" ele chamou Duana enquanto eles contornavam o canto e entravam no quarto. "Olha quem finalmente decidiu andar!" 

Duana estava cochilando em uma cadeira ao lado do fogo, mas ela abriu seus olhos em tempo de ver Eimile tomar dois passos em linha antes de cair em sua poupana. Gwilym ajudou a garotinha a se levantar, rindo  sua expresso determinada enquanto ela se equilibrava e tentava de novo. 

Eimile conseguiu ficar de p por alguns segundos uma vez que ela alcanou sua me ento comeou a bater seus braos e balbuciar empolgada, caiu no cho e mugiu em frustrao. 'Dehdeh' veio ao seu resgate, a colocando ao peito de sua me caindo pesadamente em frente  lareira. 

"Que garotona," Duana arrulhou para ela. "Estvamos comeando a pensar que voc engatinharia por a com os cachorros toda sua vida."

"Duhduh?" Eimile perguntou e os cachorros se apressaram, esperando haver comida. 'Dehdeh' era Gwilym e 'duhduh' eram os cachorros, ao menos conforme Gwilym. Duana havia insistido que era a mesma palavra e Eimile simplesmente pensava que ele era o maior e mais barulhento da matilha. Claro, 'muhmuh' era assumido por ambos, Duana e Merfyn - mas no na presena do outro. 

"Acho que ela aprendeu a caminhar se segurando nos rabos deles. Realmente, estamos criando uma criana-lobo," Gwilym comentou do cho. 

"Eu mal a tenho visto nestas ltimas duas semanas," Duana disse, esfregando nariz com sua filha. "Podia ter crescido um rabo nela e eu no teria sabido." 

Gwilym assegurou a ela que Eimile tinha estado bem, mas ele estava tentando aprender quando ficar de boca fechada e isto pareceu uma daquelas vezes. Em vez disso, ele ficou de joelhos, espiou a parte de trs da frauda do beb e anunciou, "No - nenhum rabo." 

"Dehdeh!" Eimile o castigou enrugando a testa. 

"Criana-lobo!" ele a informou e ela cerrou os lbios, olhando furiosa para ele. Ele estava no processo de ficar de quatro para latir e uivar para ela quando a expresso de Duana o disse que havia algum atrs dele.

"Donaes - bom dia." E noite e dia e noite e dia - o mdico parecia aparecer nos aposentos deles a toda hora para 'checar' Duana e Gwilym estava se cansando dessa atrao dele. "Est  nossa filha Eimile," ele introduziu. 

"Senhora Duana no deveria ficar perto dessa criana," Donaes ordenou. 

"Oh, tudo bem," Duana disse, se inclinando para trs enquanto Eimile se instalava contra o ombro dela para se acomodar e chupar seu prprio punho por algum tempo. "Estou me sentindo muito melhor agora, obrigada." 

"No! Ela a est sujando. Crianas so criaturas asquerosas!" 

Gwilym se levantou no gostando do tom de voz do homem de jeito nenhum. Eimile tinha algumas sobras de ovos e miolo de po em seu rosto, mas sua bab limparia aquilo logo, se os cachorros no a alcanassem para faze-lo. 

Ele se inclinou para fora da entrada para chamar Merfyn ento, mantendo um olho em Donaes, foi a sua escrivaninha no quarto ao lado. Retornando com uma bolsa de moedas, Gwilym disse educadamente, "Estamos gratos por sua ajuda, mas no posso esperar que voc passe o inverno aqui. Meu sargento e guardas o daro passagem segura para fora de Gales antes que as tempestades comecem. E isto," ele passou a pesada bolsa de prata, "deve cobrir o incmodo." 

"Sua mulher ainda no est fora de perigo," Donaes insistiu.

Gwilym olhou de volta para Duana, que balanou sua cabea 'no' - no houve mais sangramentos ou febre e o corte  sua cabea estava se curando limpidamente. Na verdade, as sugestes de remdios de Donae pareciam to ridculas que Gwilym havia finalmente perguntado a Merfyn particularmente se ele tinha certeza que de ele havia encontrado um mdico e no um aougueiro. E uma vez que ela acordou, Duana no queria Donaes perto dela. Gwilym teria pensado que era apenas sua usual hesitao perto de homens estranhos, mas ento percebeu que ele tambm no queria Donaes perto dele.

"Est na hora de voc ir. Merfyn," ele acenou afirmativamente para o sargento na entrada, "e estes homens o acompanharo at a sua casa. Mais uma vez obrigado por vir to rpido."

Donaes perdeu toda desculpa de formalidade e simplesmente olhou irritado para Gwilym. "O mal est dentro daquela garota," ele rosnou. "No pode ser permitido a viver." 

"Merfyn," Gwilym indicou, dando um passo para trs. Os dois guardas com o sargento rapidamente ladearam Donaes enquanto Merfyn dava um passo  frente de Duana. "O acompanhe at a fronteira de Gales. Eu no gostaria que Donaes se perdesse e vagasse em crculos de volta para Aber. Sou conhecido por enforcar normandos que tocam at uma camponesa em Aber."

Merfyn acenou que sim com a cabea, entendendo. Ningum podia dizer exatamente o que o homem tinha, mas a obsesso de Donaes pela senhora Duana no era... natural. 

Sem outra palavra, Donaes se virou e seguiu para fora dos aposentos com Merfyn e os guardas obedientemente seguindo aos seus encalos. Gwilym abriu as persianas para v-los cavalgarem para fora das muralhas do castelo e respirou um suspiro de alvio quando as batidas dos cascos dos cavalos desapareceram. 

Por curiosidade, depois que Duana e Eimile es instalaram juntas para uma soneca vespertina, Gwilym foi para o quarto que havia sido designado a Donaes para ver o que o doutor havia feito aos pedaos de cabelo que ele achou to importante. No havia um fio sequer. Ou Donaes queimara o cabelo de Duana ou o levou com ele. 

*~*~*~*

"Leia para mim o que eu tenho at agora," Gwilym requisitou, sentando-se na beirada da escrivaninha e batendo seus dedos contra a marcada madeira. 

Duana empurrou o tinteiro seguramente fora do caminho, como se ele fosse descuidado o bastante para derrama-lo duas vezes em uma s manh e leu em seu cuidadoso francs:

"'Feito pela mo de Llwynog de Gwilym, Senhor de Aber, neste dia 21 de dezembro no segundo ano de reinado do Rei Henry. Tua mais real majestade, pela graa de Deus rei da Inglaterra, Senhor da Irlanda, Esccia e Gales, Duque da Normandia e Aquitaine, e conde de Anjou, cumprimentos.' William, eu no tenho certeza se Henry ainda preside Anjou e Aquitaine, mas  o que voc disse," ela adicionou. 

"Continue," ele a encorajou. "O que tem depois?" 

Duana pegou a pena novamente, se esticando sobre sua inchada barriga para alcanar o pergaminho e esperando para escrever o que for que ele ditasse. 

"Eu sei que disse mais que aquilo," ele insistiu. Gwilym a estava ajudando a escrever esta carta por o que parecia ser uma eternidade. "Sobre essa idia ridcula de que o servio de um vassalo para seu suserano pode se transmitir at o prximo ano se no for utilizado. Que, s porque meu exrcito no serviu por 40 dias neste ano no significa que aquele menino rei normando pode me chamar para guerrear 80 dias no ano que vem.  meu trabalho equipar meus homens para um servio de 40 dias todo ano - depois disso, a coroa deve nos pagar como mercenrios. O pirralho real no tem inteno de me reembolsar por mais de 40 dias ento no tenho inteno de servi-los. Eu no te disse para escrever aquilo?"

"Sim, mas aquele no foi um bom modo de coloca-lo ento no anotei," ela respondeu, batendo a pena impacientemente. 

Gwilym se virou para olhar para ela, sua boca aberta em choque. 
"Voc no anotou?"

Ela levantou os olhos parecendo surpresa e ento acenou que sim com a cabea. 

"Voc no anotou? Eu estava falando sozinho? Talvez voc possa escrever todas as minhas cartas para mim, se voc  to sbia?" 

"Eu escrevo todas as suas cartas para voc, William e tenho escrito pelo ltimo ano," ela respondeu, soando irritvel. "Por favor, v encontrar outra coisa para fazer e me deixe terminar isto. Eu a deixarei para voc ler antes que eu a sele." 

Duana se remexeu na cadeira, provavelmente tentando achar uma posio confortvel. Ela havia dito mais cedo que o beb havia descido - que ela podia respirar mais facilmente agora, mas parecia fazer suas costas doerem carrega-lo to baixo na barriga. E ela estava indo em mdia fazendo trs viagens por hora para a privada, pela avaliao de Gwilym, embora ele no soubesse se isto era de qualquer forma significativo. 

"Eu sei escrever, sabe," ele insistiu, soando como uma criana petulante. "S  desajeitado. Eu s deixo voc fazer isso porque  bom para voc praticar."

Para o crdito dela, sua mulher acenou com a cabea, como se aquilo fosse a verdade. Gwilym conseguia manter a pena por mais de alguns minutos agora, mas Leuan havia editado sua correspondncia por dcadas. O tato e a ttica de Gwilym no se estendia para alm dos campos de batalha - por alguma razo homens se aborreciam em receber cartas que s falavam a verdade. 

"Voc entende o que eu quero dizer - que o perodo de servio de um vassalo  de 40 dias, no importando se ele foi ou no chamado no ano anterior? Depois de 40 dias cada ano, o rei deve me pagar se ele quiser meu exrcito. Dias no devem ser acumulados e ento usados todos de uma vez do modo que Gwen guarda banha de porco para o sabo."

"No vou mencionar a banha de porco para o rei, mas sim, eu entendo. E eu no posso escrever com voc jogando conversa fora comigo. Eu prometo que este beb no vai nascer ou desaparecer se voc me deixar sozinha por 10 minutos. Realmente, estou bem."

Ela se levantou pressionando as mos no estreito de suas costas enquanto ele pairava de forma protetora. 

"V - esse  o problema, cariad. Voc est bem do jeito que voc est normalmente 'bem', que no  bem de jeito nenhum ou realmente e verdadeiramente bem? Eu queria que voc especificasse seus 'bems'. voc est 'bem para uma mulher que vai ter um beb pelo ano novo ou 'bem' para algum que deveria ainda estar na cama depois de ter cado do cavalo dela ou 'bem' de algum outro modo que ainda no estou familiar?"

Duana olhou para ele cansada, cruzando seus braos transversalmente em seus seios inchados. "Se voc me bater, h uma taxa, uma multa, certo?" Gwilym indicou que sim com a cabea. Claro - bater em uma mulher por nenhuma razo era um costume brbaro normando. "Qual  a penalidade se uma mulher bater em seu marido at ele desmaiar por enlouquece-la?"

Ele estava realmente pensando; Gwilym nunca havia sido pedido para julgar isso entre seus servos, mas quando Duana abriu sua bolsa e comeou a contar suas moedas, ele entendeu.

*~*~*~*

"Onde est o meu cavalo?" Gwilym perguntou enquanto o garoto do estbulo levava o cavalo castrado de Merfyn para os limites do castelo, inclinando-se no vento frgido se equilibrando. "Onde est Goliath?"

O menino de 10 anos piscou, surpreso, enquanto ele parava o grande chestnut em frente a seu senhor, sabiamente mantendo seus dedos longe de sua boca. "Senhora Duana disse para voc ficar com este hoje." 

Mais informaes no pareciam estar por vir, ento Gwilym se virou e gritou, "Duana - Duana!" na extremidade do castelo. Depois de um momento, as persianas se abriram e a cabea de sua esposa apontou da estreita janela do escritrio. "Cariad, onde est Goliath? Eu quero cavalgar at Aber." 

"Leve o cavalo de Merfyn," ela instruiu, apertando os olhos contra o sopro de chuva com neve. "E sua nova capa est pronta se voc quiser vesti-la - aquela cinza que voc j tem est com a barra irregular."

"Mas onde est meu cavalo?" Gwilym a chamou, ignorando seu conselho de moda. 

"Goliath est no ferreiro sendo calado - seu escudeiro disse que ele estava com uma ferradura frouxa esta manh. O Merfyn est com quadris ruins hoje e ele est descansando ento ele no vai precisar do cavalo dele. Deixe o cavalo do Merfyn no ferreiro para ser calado tambm e traga Goliath de volta. Seu escudeiro deve estar com Goliath no ferreiro, mas ele provavelmente est vagabundeando por a a esta altura. V para a taverna e diga a ele para esperar com o cavalo de Merfyn."

"Oh," Gwilym respondeu. Ela parecia ter arranjado tudo. "Deixar o cavalo de Merfyn e trazer Goliath?"

"E estou mandando agora uma capa decente para voc," Duana respondeu comeando a fechar as persianas mas parou para ver a pequena mulher dizendo algo urgentemente para os guardas, tentando convence-los a deixa-la passar.

"Caitrin inghean Uilliam ui Scully," a mulher informou o velho sentinela nos portes, que acenaram com a cabea tentando entender o que dizer do vestido colorido e pedidos desesperados em galico. Ela no era um mendigo nem uma serva, mas no uma nobre tambm. "Inion - Duana? Uilliam ui Aber?"

"Eu sou Uilliam - Gwilym de Aber," ele disse, puxando o cavalo nada cooperativo de Merfyn atrs dele. Ento, o sentinela, "Apenas a mostre para as cozinhas antes que ela congele. Gwen ir alimenta-la, seja quem for. Ela provavelmente est perdida." 

"Uilliam? Aber?" a mulher perguntou novamente. "Caitrin inghean Mairghread ui Scully. Mathir ui Duana inghean Uilliam ui Scully. Inion - Duana!" 

Como se ele tivesse que entender aquilo. "Duana!" Gwilym falou alto atravs do terreno enquanto a mulher irlandesa o atacou com perguntas como um cruzador que finalmente consegue ver a Terra Santa. 

"Eu no entendo. No, Me desculpe, eu no entendo," ele a disse repetidamente - em gauls, em francs, e em desespero at mesmo em latim. Sua mulher o havia ensinado trs palavras em galico e nenhuma delas eram adequadas fora de seus aposentos. "Duana est vindo - ela ir entender."

"Duana?" ela perguntou, seus olhos inteligentes se acendendo. "Duana unghean Uilliam ui Scully?"

Ah - Duana filha de William do clan Scully. "Duana de Aber," ele respondeu devagar. "Eu sou William de Aber. Duana  minha esposa, no filha." 

"Duana?" 

"Sim - Duana," ele respondeu, comeando a se frustrar. No era um conceito to difcil: que um homem de quase 40 poderia estar casado com uma linda mulher de 6 e 20. "Esposa - no filha." Ele gesticulou para Duana andando desajeitada  pelas pedras de calamento congeladas to rpido quanto sua barriga de oito meses de gravidez permitia. "Duana."

A mulher de cabelo escuro bateu palmas em ambos os lados do rosto de Gwilym e o puxando para baixo para ela, impulsivamente o beijou em cheio nos lbios antes de passar por ele. 

"Aquilo foi um costume irlands? Um homem poderia se acostumar com aquilo," o decado sentinela comentou enquanto Gwilym limpava sua boca em sua manga tentando recuperar seu equilbrio. 

"Acho que ela gostou de mim," ele respondeu, enquanto vozes femininas excitadas tagarelavam atrs dele na melodicamente ritmada lngua do Eire - como se elas fizessem amor com cada palavra em vez de apenas pronunci-la. 

"Muito obrigada, William," Duana o chamou, abraando a mulher mais velha. "Que maravilhoso presente de ano novo!"

Gwilym sorriu e encolheu os ombros, envergonhado, sem ter a mnima idia sobre o que era tudo isso, mas disposto a tomar crdito se fosse uma coisa boa. 

"Meu senhor, - eu retornei," um homem ruivo anunciou sem flego, suas palavras suspensas no vapor branco diante a seu rosto corado. "Estamos aqui." 

"Eu vi," Gwilym respondeu enquanto Duana e a mulher desapareciam dentro do castelo de braos dados, o deixando esquecido no porto. Ento, olhando para ver quem estava falando, "E que parte de 'ns'  voc?"

"Pyn - seu senescal. Pyn Dral, meu senhor. Voc me mandou trazer a me da senhora Duana. Me desculpe; Caitrin se for e me deixou na aldeia. Eu vi seu cavalo sozinho no ferreiro e pensei em traze-lo de volta, mas Caitrin no esperou como disse a ela."

Oh. A maioria das memrias da semana depois que Duana caiu eram sangue secando em suas mos e o silncio amedrontador da escurido do comeo da manh enquanto ele rezava para ela continuar respirando, mas ele mandou algum buscar a me dela em algum ponto. 

O guarda encostou sua lana, levando tudo isso com grande divertimento. At agora hoje, a nica excitao havia sido uma medocre briga de cachorros e padre Leuan amaldioando quando escorregou no gelo - funo de guarda no inverno era um frgido e chato negcio. Ver senhor Gwilym beijado por uma estranha irlandesa que acabou sendo a me da senhora Duana - este era o auge da semana do velho homem. 

"Bem, um - bem feito, Pyn. Voc  meu o que?" Gwilym perguntou. 

"Se-nes-cal," ele pronunciou devagar, lutando com a palavra francesa. "Senescal, como um organizador eu administro o castelo para o senhor: contas da casa, as cozinhas, os estbulos. Eu sei francs e um pouco de latim e posso ler e escrever, um pouco. Bem, eu j vi escrita e no parece to difcil."

"E quem decidiu isso?"

"Senhora Duana, claro."

"Claro," Gwilym respondeu, colocando sua bota no estribo e ento rapidamente balanando na sela antes que o animal pudesse fugir. Merfyn clamava que seu cavalo tinha 'esprito'. Mas Gwilym pensou nisso mais como uma vendeta contra todos os humanos por castra-lo. 

Pyn - obviamente outro admirador de sua mulher - se virou e se apressou para dentro do castelo atrs de Duana e sua me, provavelmente temeroso de que Duana espirraria e ele no estaria l para dizer 'sade'. 

Mantendo as rdeas apertadas, Gwilym se inclinou para o sentinela, que estava casado com a mesma mulher h vinte anos e iria entender:

"Vou levar o pnei grosseiro do Merfyn para o ferreiro e pegar meu cavalo," Gwilym disse com falsa seriedade de olhos arregalados. "E vou vestir minha velha capa cinza e parar na taverna para encontrar meu escudeiro e ento tomar uma garrafa de cerveja se eu quiser. E eu vou arrotar - bem alto. E, se eu quiser, eu planejo coar o lugar que eu quiser. Quando eu voltar, vou escrever minha prpria carta para o rei e esquentar meus ps na lareira no meu castelo com os meus ces!" 

"Informarei a senhora Duana dos seus planos," o sentinela respondeu, tentando manter-se srio.

A boca de Gwilym contorceu-se ento ele desistiu de qualquer esperana de decncia e sorriu de um modo geral. "Quando a situao chegou a esse ponto?" ele riu. Duana nunca, jamais argumentava com ele em pblico ou nem levantou sua voz para um servente, mas o castelo inteiro parecia ceder a ela, do mesmo jeito. "Um dia, eu olhei para cima e descobri que eu era o responsvel de nada exceto parir as crianas, lutar as guerras e - no, acho que  s isso."

"Essas so as melhores partes," o velho guarda disse com um brilho nos olhos. "Voc faria algo diferente?" 

Pyn apressou-se de volta para fora do castelo com a capa nova de Gwilym, parecendo muito importante para si prprio. 

"Claro que no," Gwilym respondeu, tomando as rdeas do cavalo de Merfyn em direo  vila, deixando Pyn para gritar atrs dele,  toa agitando a nova capa no-cinza.

*~*~*~*

"Ele disse que um cavalo o mordeu," Duana traduziu para sua me, tirando a tnica e camisa arruinadas de William para que ela pudesse ver o ferimento. "Ele gasta mais roupas..." 

William se inclinou para frente para mostrar a Caitrin as marcas de duas linhas idnticas de dente em seu ombro esquerdo, ainda contando seu infeliz conto. "Um sanguinrio ingrato possesso pelo demnio bastardo eunuco de um cavalo o mordeu," Duana clarificou em galico e William acenou afirmativamente com a cabea satisfeito. 

Incerta do que era esperado dela e mais que um pouco tmida, ela fez como faria com seus prprios filhos. Caitrin fez uma cara de pena, cacarejou sobre ele como uma galinha choca e William, se apaziguou, se estabilizou na banqueta em rente ao fogo para deixar a Duana o medicar. 

Ela o havia escutado - este guerreiro Gwilym de Aber. Claramente algumas das histrias eram verdadeiras: as cicatrizes por seu tronco e abaixo de seus fortes braos contavam uma vida de batalhas e ele tinha o ar de um homem acostumado a ser obedecido. Caitrin gostaria que seus prprios filhos estivessem do mesmo lado que William numa guerra, mas algum havia escolhido um marido para sua Duana. 

Esta Duana. Ele era bom para esta Duana, que era quase uma estranha para ela. Esta nobre que podia ler, escrever, falava lnguas estrangeiras, que tinha um exrcito de serventes  sua disposio. Caitrin nunca esteve alm do salo principal de qualquer castelo e aqui estava ela nos aposentos do senhor de Aber com o senhor nu da cintura para cima e a senhora muito viva e pesadamente grvida a chamando de 'me'.

Era um pouco impressionante tentar reconciliar a menina de 14 anos de idade com esta mulher ereta e elegante que era Senhora Duana. 

O filho mais novo de Caitrin Charles havia encontrado Duana em Londres h alguns anos, mas no pde persuadi-la a ir para casa - o que provavelmente significava que ela estava envergonhada de voltar para casa e Caitrin s poderia adivinha porqu. Ento, por acaso, seu filho mais velho Uillec a havia visto na corte de Londres enquanto fazia uma viagem de negcios. Uillec disse que Duana havia estado viva e ento se casado com um gauls, mas ele educadamente desviou qualquer pergunta a mais sobre a vida dela. O que quer que fosse que Uillec sabia, no seria informao que ele pensou que sua me gostaria de saber. Ento um homem estrangeiro havia aparecido em Dover balbuciando que sua filha estava morrendo - que ela devia ir imediatamente. Caitrin havia entrado no navio honestamente esperando encontrar um corpo em Gales, mas ela queria algumas respostas sobre o que acontecera a sua garotinha. 

Ento isto  o que aconteceu com sua garotinha. Ela havia se tornado uma formosa mulher nos ltimos 12 anos. 

Caitrin havia ficado embaraada ao perceber que aquele homem alto, bonito  muralha que ela havia pensado ser um cavaleiro era na verdade o senhor do castelo, mas Duana riu. 'William ficou provavelmente duas vezes mais envergonhado que voc', ela disse e parecia ser o caso. 

Duana traduziu um pouco da estria que seu marido estava contando: que William tinha sem sucesso segurado a cabea do cavalo enquanto ele era calado, mas Caitrin estava mais interessada no modo como ele casualmente colocava uma mo na barriga de Duana sempre que ela estava perto dele. Duana havia orgulhosamente mostrado Eimile a ela, mas este deve ser o primeiro filho, talvez. 

Ele olhou para o pano ensopado de vinho enquanto Duana se preparava para limpar o ferimento, que era mais um belisco, realmente. A mordida no era nada comparada a algumas das cicatrizes que seu corpo carregava. Para o divertimento de Caitrin, William contorcia, amaldioava, chutava seu calcanhar contra o degrau da baqueta, mas ele sabia que no devia desviar. Para um homem que parecia brilhar com perigo, ele se comportava como uma criana com o joelho arranhado com sua esposa. 

"Ele quer saber se eu estou tentando mata-lo ou cura-lo," Duana traduziu enquanto William fingia que olhava furioso para ela. "Eu o disse que iria permiti-lo viver, mas o torturaria um pouquinho. Ele estava me incomodando antes."

Caitrin colocou de lado as preocupaes restantes sobre se sua filha estava sendo bem tratada ou no - ela no s estava sendo bem tratada, como tambm adorada. Seja como for que ela tenha chegado a Londres primeiro e ento os majestosos montes do nordeste de Gales, Deus esteve com Duana. Talvez no durantes alguns momentos horrveis que uma me preferiria no pensar, mas Deus tinha um plano completo para a vida de sua filha. 

Duana encostou sua testa com a dele por um momento, disse algo e William respondeu afirmativamente. Duana havia dito a ela que eles haviam estado casados por apenas dois anos, mas eles estavam confortveis juntos como se cada um pusesse e completasse as fendas e rachaduras do outro. 

"O que  isso que ele te chama?" Caitrin perguntou, notando William a avaliando com olhos castanhos curiosos. 

"'Cariad' - amada, normalmente, mas ele estava me chamando de 'bruxa' antes. Meu nome no se traduz muito bem em gauls." 

William virou sua cabea para observar Duana atar seu ombro e ento olhou de sua esposa para Caitrin enquanto falava. 

"William quer que eu lhe diga que voc  bem-vinda em Aber, que ele gostaria que voc ficasse o tempo que desejar. Ele quer que voc se sinta confortvel aqui e diz que voc  muito corajosa de deixar a Irlanda sozinha sob a palavra de um homem que voc no conhecia..." 

Ela pausou e William olhou para ela com expectativas, ciente de que ela no havia dito tudo que ele perguntou. 

"Voc  muito corajosa e muito boa beijadora, igual  sua filha, e esta  uma boa combinao," ela terminou se ruborizando. 

*~*~*~*

" isso. Eu no vou mais me levantar daqui outra vez," Duana anunciou, retornando de sua viagem de meia-noite para  toalete. "Deveria haver um limite para isso."

Gwilym completamente acordado agora, rolou para a beira do colcho, estendendo sua mo e as enrolando em uma tigela para ajudar. 

"Em mais algumas horas eu posso estar disposta a aceitar aquela oferta."

Ele ergueu suas sobrancelhas, mas desceu as mos. 

"Tire isso," ele requisitou, puxando a camisola dela enquanto ela se mantinha ao lado da cama. 

Duana envolveu um brao em volta de sua barriga de forma protetora. "William, fala srio?" eles no haviam feito amor desde que ela caiu, por medo de mais sangramentos. 

"Eu s quero te ver. Eu nunca te vi assim to grande antes. Tire sua camisola e venha para cama." 

"Essas so as palavras que fazem o corao de uma mulher decolar: ' eu nunca te vi assim to grande antes,'" ela disse puxando as jardas de linho macio sobre sua cabea antes de escorregar para baixo das cobertas. 

"Funciona com homens."

Duana suspirou, resignando-se a outro round das reflexes insones de seu marido e relaxou nos travesseiros enquanto Gwilym se esticava ao lado dela. 

"Seria tolo e idealista te dizer que voc est linda?"

Duana respondeu que de fato seria. 

"No vou dizer ento." Ele escorou a cabea em sua mo para ele poder ver o rosto dela  luz da vela que ela havia deixado acesa. "Ou alguma estria sobre este ser o primeiro filho que eu jamais tive certeza que era meu e o que isto significa para mim. O assombro que eu sinto quando olho para voc e sei que eu fiz isto. E  ento que eu te preciso a ponto de ser vulgar at em menciona-lo - alguma tolice sobre estar incompleto e ao lu at voc vir. Tudo que  apropriado para algum dizer  sua amante, mas no para uma esposa." 

Sem comentrios, ela ajustou a mo dele em seu abdmen para ele poder sentir os ps do beb se remexendo. Duana sempre tratava sua tagarelagem noturna com cabea fria: ela se acomodou e tentou a ignora-la o quanto fosse possvel at que ela corresse curso. 

"Eu no tenho uma amante, sabe.  por isso que estou praticando com voc." Ele passou sua palma sobre a intumescncia da barriga dela e ficou surpreso quando ela se endureceu por um momento. "Cariad, voc est bem? Aquilo foi outra dor?"

Ela expirou. "Apenas uma suave. Elas ainda no esto prximas." 

"Bem, faa-as parar. Voc disse que ainda tnhamos mais algumas semanas," disse Gwilym urgente. 

Duana virou a cabea para ele, ento estendeu a mo para acariciar sua bochecha confortando. "Bebs vm quando Deus decide que eles esto prontos. Este est pronto. Tente no se preocupar." 

"Em quanto tempo voc acha?" ele perguntou, seu corao batendo mais rpido.

"Horas," Duana disse casualmente, como se mulheres dessem  luz todos os dias. "Tarde, talvez.  difcil prever." 

Ele engoliu em seco. "Ento est acontecendo? Posso ficar um pouco mais?" 

Duana balanou a cabea que sim, subindo para que ela pudesse encostar sua cabea no ombro dele. "Queria que voc ficasse at eu ter que chamar minha me. Ela pode trazer o beb to bem como qualquer parteira."

"Voc est com medo?" ele disse suavemente. Ento, em um tom mais confiante, "Porque eu no estou com medo - no que algo pudesse dar errado e eu pudesse perder voc. Porque h tantas coisas que eu ainda no disse - e se eu te dissesse que eu te amo agora iria parecer que eu estou fazendo isto sob coao e voc no acreditaria em mim." 

"Talvez eu esteja com medo," ela admitiu. "Mas eu no deveria." 

"Ento tambm ficarei. Voc no deveria ficar com medo sozinha." 

*~*~*~*

"Alguma novidade?" Gwen perguntou, enxugando suas mos no vestido antes de se ajoelhar ao lado de Leuan na capela. Ningum estava interessado em jantar, mas ela o havia servido e tirado depois s para que ela tivesse algo para fazer para preencher as horas. 

"Ainda que tudo est bem e que no demorar muito mais. Parteiras sempre dizem isto, mas elas no me mandaram chamar," Leuan respondeu, rodando os ombros para tentar desfazer os ns nos tendes. 

"Eu abri todas as janelas e portas do castelo. Vamos congelar, mas ajudar o tero dela a se abrir para a criana vir. E eu mandei uma faca para a me da senhora Duana colocar debaixo da cama para cortar a dor no meio. Consegue pensar em mais alguma coisa?" 

"Veja se consegue persuadir Gwilym a andar de um lado para o outro aqui dentro," Leuan sugeriu. "Ou ao menos consiga faze-lo colocar outra capa alm daquela velha cinza. Talvez ele te escute." 

"Voc deveria estar rezando!" Gwilym o informou laconicamente, chacoalhando os flocos de neve do cabelo e andando na ponta dos ps no corredor da capela. "Voc no est rezando; voc est fofocando!"

"Eu estou rezando," Leuan insistiu, entrelaando os dedos religiosamente enquanto Gwilym se ajoelhava ao seu lado. 

"Voc sabe o que os druidas dizem?" Gwilym perguntou, muito agitado para se lembrar das preces. "Que no ltimo dia de abril, o rei se torna o amante da deusa. E no segundo dia de dezembro, depois do solstcio de inverno, ao anoitecer, como penitncia, o rei espera pela Morte. Est anoitecendo, Leuan. Duana disse que seria at a tarde e est anoitecendo. E a lua est se levantando vermelho sangue no horizonte." 

"Voc no  um rei nem um druida, Llwynog," o padre o assegurou. "esta criana  abenoada - dada  vida pelos Antigos, mas negarei que disse isso. Isto  o que a lua significa." 

Gwilym ponderou por um momento e ento se levantou. "Reze mais alto," ele ordenou, marchando para fora. "talvez Deus no o esteja escutando com a neve. E reze em gauls, no em latim - para Deus no precisar traduzir." 

"Alguma notcia?" Merfyn gritou da passagem sobre o castelo enquanto Gwilym emergia da capela. O sargento clamou que era o guarda em funo - patrulhando o permetro no caso de Aber ser atacada na neve trs dias antes do natal. 

Gwilym balanou a cabea negativamente e ambos voltaram a andar de um lado para o outro. Gwilym retomou seu caminho atravs do terreno do castelo com seus deslocados cachorros choramingando ao seu encalo enquanto Merfyn rondava as muralhas, ambos dando uma olhada nervosa para a lua cada vez que ela emergia de trs das nuvens. 

Merfyn se disse que ainda no era hora de se preocupar. Gwilym disse que as dores comearam  meia-noite e mal era por do sol. 18 horas no era muito tempo. Ele j havia escutado de muito mais - mas claro que aquelas mulheres no sobreviveram. 

"Alguma notcia?" Pyn perguntou, se inclinando precariamente para fora da janela do escritrio de Gwilym. Ele se dirigiu a Merfyn na passagem acima dele quase tendo tido sua cabea arrancada antes por ousar falar com Gwilym. 

"Voc est no quarto ao lado, garoto e eu estou no telhado - ento quem voc pensa que saberia mais, garoto?" Merfyn retrucou e a cabea ruiva de Pyn desapareceu de volta para dentro das paredes de pedra, sua boca estremecendo com desnimo. Merfyn suspirou, alisou o que ainda tinha de seu cabelo e retomou sua guarda por nada em particular. 

Ouvindo botas pisando rapidamente pela neve e para dentro do castelo uma hora depois, Leuan e Gwen foram para a entrada da capela, procurando na janela do quarto por um sinal. 

Gwilym no estava para fora, ento ele estava quase certamente j com Duana. Ningum havia sido capaz de persuadi-lo a fazer nada mais que andar de um lado para o outro e rezar desde que ele havia deixado os aposentos deles ao meio-dia. Se ele no estava no terreno do castelo ou na capela a me de Duana havia mandado cham-lo. Noticias viriam em breve. 

Enquanto eles esperavam, Gwen silenciosamente apontou para o congelado cu noturno, entre as nuvens, Leuan viu relances da lua cheia, mas algo estava a cobrindo de vermelho como carne. O padre conhecia a lenda tanto quanto Gwen: a ltima criana dos druidas nascida durante um eclipse lunar havia sido Merlin. Isso era um orculo, como os druidas chamavam, de que uma grande mudana ou tragdia estava vindo - ou que um grande lder estava nascendo. 

Leuan se benzeu e comeou a resmungar preces enquanto Gwen agarrou com fora sua mo, seus dedos gorduchos molhados contra seus magros. 

Sobre eles, Merfyn parou de marchar e a cabea de Pyn apontou para fora novamente, seu rosto misteriosamente iluminado por uma nica vela. A maioria dos serventes e guardas estavam desperdiando tempo na escada fora do quarto, mas o menino do estbulo, o mestre dos cavalos e alguns outros se empoleiraram na pilha de lenha, esperando, sem atrever-se a respirar. At o velho sentinela guardando os portes se ps de p um pouco mais rigidamente, observando Caitrin enquanto ela vinha para a janela dos aposentos. 

Caitrin comeou a dizer algo, ento parou e olhou para trs de si. Finalmente, assegurada de que ela estava pronunciando a palavra corretamente, ela se inclinou para fora e anunciou, "Bachgen," em seu falho gauls. 

Filho. 

*~*~*~*

Fim: Bachgen (V)


Ttulo: Hiraeth VI: Echen

Autor: prufrocks love

Classificao: acima de 14 

Resumo: 6 na srie Hiraeth. Aber, Norte de Gales: inverno de 1217

Palavras-chave: longa estaria, msr, angst, AU histrico

Spoilers: No vejo como
Distribuio: link para:
www.geocities.com/prufrocks_love/hiraeth.html

Website: www.geocities.com/prufrocks_love/prupage.html

Disclaimer: no meus; no processe

Colheres de prata: Jen checado - vai ficar timo, tenha f (sem cd cd & termina em msr); cabea de Skinner checado - hum, bem, hum; jogos de amor - e mais algum ; angst por metro 6.64 de 10; Snorkameter (distancie spray de caf do nariz): 15 polegadas.

Echen
Por prufrocks love
*~*~*~*

Havia horas que um marido - como cabea de sua famlia, senhor do seu castelo e destruidor de drages, invasores e aranhas negras cabeludas - precisava guiar sua esposa. Era sua funo, sua responsabilidade, quo desagradvel isso fosse. No seria esperado que uma mulher discernisse o certo do errado do modo que o homem sabia. 

Gwilym teve dois anos de prtica com Duana e ele havia tentado aprender com seus erros. Ele achou que a mais hbil aproximao era similar a dirigir um rebanho de bois teimosos: a pessoa cuidadosamente observava para que caminho os animais queriam seguir e ento imediatamente os chamava na outra direo em voz alta e comandante. Fazia o motorista se sentir melhor, enganava qualquer um que poderia estar olhando e os bois no pareciam se importar tanto.

Ele fez um som de desaprovao em sua garganta, colocou suas mos em seus quadris e alinhou seus ombros enquanto ele a observava colocar o beb em seu peito. De novo. Ele falaria seriamente como o servente que havia trazido o beb para Duana. De novo. Provavelmente Pyn Dral - aquele homem pensava que o sol nascia e se punha exclusivamente para ela, o que no era verdade. O sol nascia e se punha para Duana, Eimile e seu novo filho. 

Isso  simplrio, ele declarou, olhando de cara feia para ela da entrada. Quando ela no respondeu, ele cruzou os braos e cerrou os lbios para enfatizar. 

Eu sou uma simplria, ela respondeu casualmente, puxando as cobertas para cima sobre a cabea do beb agora que havia mais algum no quarto. Oh - ento ela queria amamentar seu filho como uma camponesa, mas ela tinha que ser discreta. 

Ele se deitou no colcho com o maior cuidado, ainda certo de que ela se desfaria em pedaos se ele a sacudisse, escorou sua cabea sobre suas mos e puxou as peles e cobertores para baixo. Ele pelo menos queria observar o que ele a estava censurando por fazer. 

Voc deveria estar descansando. Voc no deveria nem estar se sentando. Olhe, ele nem esta comendo; ele est quase dormindo. Me d ele aqui, Gwilym ordenou comeando a tirar o beb dela. Eu vou leva-lo para o berrio, ele mentiu. Provavelmente Gwilym chegaria at o prximo quarto antes que ele barrasse a porta, se sentaria no sof, deitaria o beb em seus joelhos e apenas olharia para ele. Ele parecia to milagroso: ver seus prprios olhos refletindo de volta para ele. 

Duana apertou o beb e se afastou protetora. William, eu gostaria de ver meu filho de vez em quando. Entre voc, mame, Melvin, Gwen e o padre John todos bajulando e se vangloriando como paves com ele, parece que eu fui esquecida.

Eu no vanglorio, ele respondeu arrogantemente, ento adicionou, Embora eu tenha certeza de que ele  a criana de uma semana mais esperta, mais forte, e linda que eu j vi. 

A boca dela estremeceu enquanto ela tentava no parecer entretida. 

V em frente - ria de mim. Ningum mais pode ouvir e eu estou certo que voc vai explodir se voc no faze-lo logo. V, ele limpou um pouco de leite do mamilo dela com seu indicador, Voc j est pingando.  melhor rir ou voc vai explodir. 

Gwilym tocou ponta do dedo molhado na boca do beb e uma curiosa linginha emergiu, tentando decidir o que fazer com aquela nova fonte de alimento. Quando seu filho comeou a fechar a boca para mamar a ponta do dedo, Gwilym se inclinou mais perto em admirao, mas ento se lembrou, afastando sua mo e pigarreando enquanto ele se levantava. Assim que estava de costas ele rapidamente trouxe seu dedo indicador para os lbios s por curiosidade. 

Ele parou, progredindo com os restos de leite em volta de sua boca arrependido, ento se virou para olhar para o beb aconchegado contente contra os seios nus de Duana. 

Reganhando a compostura, ele carregou o bero pelo corredor do berrio e o colocou suavemente ao lado da cama. A, agora voc no ter que se levantar - o que tenho certeza que voc faz toda vez que eu deixo o quarto ou durmo. Eu o levarei para a ama quando ele estiver com fome e voc saber onde ele est  noite.

Eu no durmo sozinha nesta cama, Duana respondeu. Ento eu duvido que sou a nica que quer checar o beb  noite. 

Gwilym fez o que ele esperava que fosse um som desinteressado e deitou o beb no bero ele mesmo para que ela no tivesse que se virar para fazer isto. A me dela havia dado instrues bem estritas: mantenha Duana plana o mais tempo possvel. O sangramento no havia sido to ruim desta vez, de acordo com Duana - o que dava a Gwilym pesadelos sobre como deve ter sido o nascimento de Eimile - mas Caithrin ainda estava bastante preocupada. E ela no era a nica. 

Deite-se, ele a disse baixinho, fechando as cortinas contra o sol da tarde e se esticando na cama para que eles estivessem frente a frente. Descanse. Gwilym puxou o lenol sobre os ombros dela e acariciou sua bochecha, que no estava to plida quanto havia ficado no comeo desta semana. Eu quero que voc pergunte para sua me antes de continuar a alimenta-lo. Quando Eimile veio, no havia escolha, mas eu quero ouvir sua me dizer que est tudo bem agora. E no pense que ns dois no sabemos quando voc finge que traduz o que ela diz. Meus servos na Ilha do monastrio falam galico e nem Caithrin nem eu somos bobos. Se ela disser que est tudo bem, vou parar de ralhar com voc por fazer isso, no importa quo inapropriado seja. 

Mame sabe, William. Ela quer que a ama de leite o alimente na maioria das vezes at eu estar mais forte, mas  bom para bebs terem leite de suas prprias mes. Principalmente no comeo: isso os deixa mais saudveis. Mas se voc continuar com a ama para alimenta-lo constantemente, eu no vou mais ter leite em breve.

Por qu? ele perguntou, descendo da cama para poder examinar os dois objetos da discusso mais de perto.  como uma vaca que precisa ser ordenhada regularmente?

Aquela era uma analogia lisonjeia, mas Duana, provavelmente acostumada com ele, apenas acenou com a cabea e ento deitou a cabea contra seu antebrao no travesseiro. 

Ento deve doer no poder amamentar. Vacas fazem uma algazarra horrvel se as leiteiras se atrasam - mugindo e se arrastando como se estivessem morrendo.

Era bom ela ter tido pouca escolha sobre tornar-se esposa dele - ele nunca seria capaz de encantar qualquer mulher a se casar com ele com observaes romanticamente floridas como aquela. 

 desconfortvel, ela resmungou, j parcialmente adormecida. Mas bebs novos comem freqentemente, ento ele ficar com fome logo.

Ele ficou quieto por um momento, passando sua mo carinhosamente sobre o inchao dos seios dela e para baixo para brandura da cintura dela. Eu no consigo te dizer que est errada muitas vezes - no e realmente tencionar isso. Meu pai foi o ltimo senhor de Aber nascido neste castelo, ento, sim, todos esto celebrando meu filho, incluindo eu. Mas eu no me esqueci de voc ento no pense que eu esqueci. Ele olhou para cima e a viu finalmente sorrindo enquanto cochilava. Oh, no fique to convencida, mulher. Como se no soubesse que eu lhe adoro absolutamente alm do senso comum. 

Os seios dela sacudiram tentativamente a sua frente enquanto ela ria, descansando sua mo levemente na bochecha dele. Ele pesou os prs e contras por um momento ento decidiu que ele no poderia horroriz-la mais que ele fez na noite em que ela concebeu seu filho. Isso iria lucrar uma mera sobrancelha dela quando comparado a o que eles haviam feito entre as fogueiras. 

Enquanto ele tomava o mamilo dela em sua boca, explorando o gosto e a forma mais que chupando, ela inspirou, empurrando os ombros para trs. 

Acho que sei por que voc gosta de alimentar o beb, cariad, ele pausou para dizer lambendo os beios. Devassa. 

No  a mesma coisa de jeito nenhum. Eu no acredito que est com cimes porque seu filho mama e voc no.

No mamando, ele murmurou e em vez disso se aconchegando ao pescoo dela e fechando os olhos. Apreciando.

 assim que voc chama isso?

Voc no tem idia.

*~*~*~*

Gwilym haviam feito Merfyn jurar sigilo absoluto antes que eles deixassem o castelo, mas ainda assim h algumas coisas que um cavalheiro no conta, especialmente sabendo da atrao de Merfyn por uma fofoca. 

O sargento, no entanto, no tinha tamanha modstia e parecia pensar que qualquer tpico estava repentinamente aberto  discusso. 

Voc realmente esperou todos os quarenta dias? Merfyn perguntou, se esquecendo de guiar seu cavalo castrado enquanto colocou os olhos em Gwilym em choque - ou horror: era difcil dizer. Eu pensei que isso fosse apenas um daqueles pecados que Leuan inventou para atormentar os paroquianos e ningum de fato o fazia. Ento voc esperou 70 dias depois que Emily nasceu? 70 dias - quantos meses  isso? Mais de um, eu sei.

70 dias  um pouco mais de 2 meses, Gwilym resmungou evasivo. 

Merfyn ponderou por um instante, inclinando sua cabea para o lado com o esforo. Eu morreria, ele julgou. Eu preferiria confessar, fazer penitncia e pagar pelas indulgncias. Eu posso entender algumas semanas aps um filho ou qualquer criana, realmente, mas 2 meses - um homem deve esperar 70 dias para se deitar com uma mulher depois que uma filha nasce? Eu tenho tantas filhas; Se eu esperasse 2 meses depois de cada uma, eu esperaria... ele lutou com a matemtica, ento desistiu e s disse, ...bastante tempo. 

Se voc esperasse, ento voc no teria que ficar pensando em nomes para tantas filhas. So quantas agora - oito?

Nove; trs meninos e nove meninas, Merfyn disse orgulhosamente. Quanto tempo  tudo isso junto que eu deveria me abster?

Quase dois anos, Gwilym respondeu, feliz por ter um novo tpico alm de suas relaes com Duana. Mas voc tem dois pares de gmeos e aqueles novos trigmeos e acho que Leuan contaria dias de abstinncia aps cada nascimento, no cada filho. Ento uma mulher nunca estaria impura por mais que 70 dias, no importa se ela tem um beb ou uma prole inteira, como suas esposas parecem fazer.

Ento quanto tempo  realmente? Talvez eu possa fazer tudo de uma vez da prxima vez que formos para a guerra e ter um pouco do meu dinheiro de indulgncia de volta de Leuan. Acho que estaria bem se eu pudesse matar algum assim freqentemente, porque, eu juro que paguei pelo novo altar da capela sozinho. Aquele padre sabe mais jeitos de inventar um pecado que -  Merfyn freou seu cavalo severamente e abaixou a cabea para evitar um galho de rvore baixo. 

570 dias, Gwilym calculou, tendo tido tempo para calcular desde que Goliath teve senso o suficiente para dar a volta em uma rvore em vez de em encontro a ela. 19 meses - mais que um ano e meio, ele adicionou para o bem de Merfyn. 

Como a maioria dos homens ignorantes, Merfyn julgava o tempo pela altura do sol, fase da lua, interpretava a balana o suficiente para saber quanto ele estava recebendo e no tendo recebido mais que 50 de nada em sua vida nunca precisou contar mais que isso. 

O homem mais velho assobiou sob sua respirao, o que Gwilym tomou como significado que Leuan poderia confiar em Merfyn para continuar a comprar indulgncias e aquecer o confessionrio por muitos anos. 

Ento, quem  sua amante, se voc  realmente to tico de repente? ele perguntou se sentindo corajoso. Havia Diana e Phoebe, embora eu nunca tenha visto atrao. Em Phoebe, Merfyn rapidamente adicionou, embora tenha sido bastante vocal em desprezar Diana tambm todo o tempo. Putas, claro, mas no  o mesmo. Quando voc voltou da Terra Santa, teve a loira, Murietta, na taverna, mas no o tenho visto d-la o tempo do dia ultimamente. Srio, Gwil, no sei quem poderia ser desde que a senhora Duana chegou. Nenhuma mulher no castelo, tenho certeza, ou eu j teria escutado. De qualquer forma,  educado e como voc foi ensinado: no h necessidade de exibir outras mulheres em frente  sua esposa. E, pense nisso, no ouvi de nenhuma alde, nenhuma prostituta - o que no conta - nenhuma seguidora de campos -

 adorvel escuta-lo narrando minha vida. Voc no  o nico com boa memria. Gostaria de ouvir minha descrio dos seus erros? Gwilym interrompeu, imaginando como ele poderia explicar que uma prostituta no contava para Duana, se ela descobrisse - ou para ele mesmo, mesmo que ela no descobrisse...

Meu Deus do cu! Merfyn exclamou, apressando seu cavalo para um trote para que ele cavalgasse ao lado de Gwilym, que havia repentinamente sentido a necessidade de apressar o passo. Voc  realmente fiel  sua esposa!

Gwilym o ignorou, virando para fora da estrada e para dentro do caminho coberto de neve da cabana do alquimista. 

 isso, no ? No existe amante, no existe mulher alguma.  por isso que voc est to preocupado que a senhora Dana possa engravidar novamente to cedo. Os 40 dias j quase passaram e voc no est com mais ningum.

Gwilym lanou seu olhar mais imundo, mas sabia que no faria bem nenhum: Merfyn havia fungado o vento e pego o cheiro de algo para provoca-lo. 

Interessante. Bem, voc no  o nico irremediavelmente apaixonado. Algum que ns conhecemos tem uma nova filha - filhas gmeas, na verdade. 

Quem? Gwilym perguntou, muito interessado. Provavelmente uma em 10 mulheres em Aber havia dado  luz neste inverno, mas no houveram gmeos ou trigmeos exceto pelos de Merfyn. Duana geralmente fazia os partos locais, ento as meninas devem ter vindo nos meses desde que ela caiu de seu cavalo. 

E ele estava mordendo a isca de alguma forma - ele duvidava que seu sargento iria deixa-lo se livrar dessa enrascada sobre sua esposa to facilmente. 

Eu direi se voc disser: Eu, Llwynog de Gwilym, no estive com alguma mulher em quase 40 dias. 

Voc est sendo infantil. Me diga quem teve as novas gmeas. Uma das criadas da cozinha, talvez?

No at voc admitir que voc est realmente conseguindo ser fiel a uma mulher. Ento me levante depois que eu desmaiar e lhe direi.

Gwilym olhou em desdm - nada feito. Aber no era to grande: ele saberia das gmeas logo.

No, realmente no - ningum? Merfyn tentou de novo. Estvamos no sul de Gales por todos aqueles meses... E enquanto ela esteve grvida? De acordo com Leuan, isto  um pecado tambm, no ? Ela esteve grvida a maior parte do tempo em que esteve casado com ela - 

E  por isso que estamos aqui, Gwilym o repreendeu. E no sou o nico que queria vir, ento ou feche a boca e seja til, ou v para casa e reze para que lan sobreviva a outro grupo de trigmeos. 

Os olhos de Merfyn se estreitaram, mas ele ficou quieto o resto do caminho pela mata coberta de neve para a cabana de Llangly.

*~*~*~*

E o que algum faria com isto? Gwilym perguntou, espreitando suspeitamente dentro da mistura de goma de cedro, leo de oliva, pesar, corrente para ces e pimenta branca. 

Dentro, Merfyn o lembrou, to confuso que se esqueceu que no estava falando com Gwilym.

No, acho que no, Gwilym decidiu, enrugando seu nariz  ltima sugesto de Llangly. Se minha esposa souber, ento tambm  pecado dela. Isso, ele disse, metendo seus dedos na repulsiva inveno e ento se arrependendo, tentando sacudi-la para fora e ainda manter sua dignidade ao mesmo tempo, Isto, eu acho, ela notaria. 

No se preocupe - h outras escolhas, Llangly o assegurou. Muitas coisas so ditas para prevenir que uma criana se forme. 

Eu escutei sobre raiz de samambaia, Merfyn ofereceu, Uma das minhas mulheres tomou raiz de samambaia em p no vinho. 

E quantos filhos voc disse que tem? Llangly perguntou arrogantemente. Talvez sua cincia seja um pouco questionvel. 

E quantas vezes voc disse que foi casado que voc acha que isso -  ele gesticulou para a oferenda contraceptiva do alquimista at agora,  - seja uma opo vlida. Deixe-me contar: nunca, eu acho que foi. Pode imaginar o que minha esposa diria se eu a dissesse que ela tem que por esse - 

Melhor sua esposa faze-lo que voc. Eu teria que lhe fazer um mapa para voc entender onde isso vai, Llangly devolveu, tendo desgostado do irritado soldado velho  primeira vista. Me diga, os seus filhos se parecem com algum homem que voc conhece?

Ta bom! Gwilym interferiu. J chega. Voc disse que havia outras escolhas. Quais so elas? E no sugira estrume de - nenhum - animal aplicado em - qualquer - parte de mim ou de minha esposa novamente.

Testculos de doninha, Llangly respondeu, acenando com a cabea entusiasmado. 

Perdo? Gwilym respondeu de olhos arregalados. Ele olhou para Merfyn para ver se ele havia escutado corretamente e a expresso de seu sargento indicava que sim. 

Os normandos dizem para que uma mulher os vista, Llangly explicou.

Merfyn rapidamente pensou em uma piada brilhante sobre se senhora Duana j no fazia algo similar, mas Gwilym estava com sua espada e Merfyn preferiu manter sua virilidade. Gwilym sempre tinha a ltima palavra em seu casamento, claro - assim que ele estivesse certo de que estava tudo bem com sua esposa. 

Do mesmo modo que Merfyn. 

Llangly segurou uma jarra de bom tamanho e assegurou-os com grande orgulho que ele mesmo havia coletado estes, o que preocupava Gwilym por muitas razes. Testculos de doninha vestidos como uma corrente so ditos serem uma garantia segura contra gravidez, Llangly disse, soando como se ele estivesse realmente srio. 

Talvez para fmeas de doninha, Gwilym disse cptico. Eu colocarei uma pedra jaspe sob o travesseiro como voc sugeriu, mas h mais alguma coisa?

Meu senhor, esposas tm tantos filhos por uma razo - porque  vontade de Deus. Voc est tentando prevenir isto, o que  to contra a natureza quanto uma mulher falando em uma Igreja ou um tribunal.

Gwilym ficou quieto por um momento, olhando para as louas de barros cobertas de teias de aranha que se alinhavam nas estantes altas e os pergaminhos nos quais os experimentos do alquimista eram cuidadosamente gravados. 

Voc, claro, sabe que minha esposa teve um filho antes do natal? Um menino?

Llangly acenou afirmativamente com a cabea - toda Aber havia celebrado: Senhora Duana era bem aceita, especialmente para uma estrangeira e todos respiraram num suspiro de alvio por saber que havia novamente um herdeiro homem. 

Houve um sangramento depois, ele continuou. Como quando nossa filha nasceu. A me dela estava l e conseguiu fazer parar, mas eu estava com minha esposa quando isso aconteceu. Duana mandou me chamar assim que o beb chegou - eles nem o haviam dado banho ainda. Eu no queria t-la deixado em primeiro lugar, mas todos insistiram, ento eu a fiz prometer que eu poderia entrar o quanto antes possvel aps o nascimento. J vi homens cortados ao meio com machados em batalha; pensei que eu poderia conseguir no entrar em pnico enquanto ela dava  luz; que talvez a faria se sentir melhor se ela soubesse que eu estava l. As parteiras esto certas, no entanto - observa-la, de repente comear a sangrar e no saber de nenhum jeito como ajudar era muito pior que qualquer guerra que eu jamais estive. Em um minuto eu estava acariciando seu rosto suado, pensando em quo cansada ela parecia, agradecendo a Deus por ela estar viva e no outro havia tanto sangue... ele parou sem querer discutir os detalhes e obviamente aborrecido. No me diga que  vontade de Deus que Duana morra s por causa - por minha causa.

Merfyn se mexeu, se sentindo envergonhado e decidiu cobrir o teto com palha e ento o cho precisava ser observado. 

Estes so apenas remdios populares, Llangly respondeu com uma voz piedosa. Eu no colocaria muita f neles com tanto em jogo. Talvez eles funcionem, talvez no. Estou certo de que voc j sabe o que coito interrompido ; ou aquilo ou... ou pergunte  sua esposa. Ela  muito boa com ervas. Eu conheo metais e cincia, mas os aldees dizem que ela  uma habilidosa curadora, para uma mulher. Se existe outro meio, ela saber. Talvez -

Gwilym estava balanando a cabea de um lado para o outro. Eu j perguntei para ela e ela no vai dizer.

Mas ela pode dizer a outra mulher, Merfyn aumentou a voz alegre. E ela  evidente em ser piedosa com lan: gmeos e ento trigmeos em dois anos no  sbio. Eu falarei para lan perguntar a Duana e me dizer e ento Llangly pode lhe dar qualquer que seja as ervas que Duana recomenda. Ento,  com voc, Gwil, fazer sua esposa toma-los. 

No acho que ela dir a lan, Gwilym respondeu, soando duvidoso. A jovem esposa de Merfyn podia ser bonita e adorar Merfyn, mas ela tinha tanto senso e tato quando um coelho. A mulher do - outra mulher queria ervas para terminar a gravidez e Duana no a disse quais eram. lan no vai convencer minha esposa se esta outra mulher no a convenceu. 

A mulher foi a esposa do curtidor semana passada - seu marido a havia mandado e dito a ela para no voltar ainda grvida do filho daquele russo. No que o curtidor no a amasse; apenas ele no podia olhar para ela todos os dias, se lembrar do que havia acontecido e ficar so. 

Se alguma vez uma situao poderia tocar no corao de Duana, era a daquela mulher. Gwilym havia acidentalmente ouvido, por sua orelha pressionada  porta seus pedidos desesperados a Duana. No outro dia, Duana parecia ter adquirido uma nova, completamente inapta e suspeitamente gorducha dama de companhia pela durao da dita gorducheza. E ento, ele estava apostando, que ele iria adquirir um filho adotivo. 

Se voc tiver uma idia melhor, se sinta livre para dividi-la, Gwil, Merfyn respondeu, frustrado que sua idia havia sido dispensada to facilmente. Talvez voc no seja o nico homem que goste de sua esposa.

Gwilym deu de ombros derrotado, agradeceu a Llangly por seu tempo e foi para fora, querendo limpar sua cabea antes que Merfyn comeasse a provoc-lo novamente. 

Leuan e a norueguesa, o sargento disse neutralmente, o couro rangendo enquanto ele balanou sua sela. Ela retornou para a terra natal dela, mas mandou avisar que as duas garotas vieram seguramente.  onde Leuan tem estado desde que ele batizou seu filho e meus filhos mais novos - com sua esposa de lareira no norte.

Ele estava ocupado checando as patas de Goliath - seu galope estava ruim por alguma razo, mas Gwilym olhou, surpreso. Eu pensei que voc ia me fazer dizer que amo minha esposa antes que voc dissesse.

Merfyn forou um sorriso - ele deleitava-se em segredos como um guloso se deleitava em doces, mas ele no estava com humor para rir no momento. Acho que voc acabou de faze-lo. No se preocupe - no vou contar para ningum.

*~*~*~*

Gwilym atirou as intimaes pela escrivaninha, ento elas deslizaram pelo canto e palpitaram para o cho, e apertou os punhos at que as juntas doessem. Por que voc no me disse? ele cuspiu para Llewelyn. Voc no poderia ter mencionado quem  minha esposa? Eu pensei que ela estivesse brincando quando ela disse que o marido dela a chamava de condessa.

Quem sua esposa era, o prncipe corrigiu, confuso com a reao de seu amigo. Gwilym havia adiado jurar lealdade ao novo rei para ficar com Duana e seu filho e o rei havia finalmente mandado uma intimao para Llewelyn leva-lo e, estranhamente, a Duana para a corte de Londres. Por que - voc a recusaria? 

Gwilym se virou, seu temperamento e orgulho o vencendo. Como se eu tivesse escolha! Voc mandou Leuan de volta para Aber com uma mensagem: eu fui casado por procurao. No estava para me casar - casado. Fim, feito, sem ver de antemo. Pela ordem do Prncipe Llewelyn, eu tinha uma nova esposa e voc estava nas graas do rei John novamente. Ento no finja que voc foi to considervel com meus sentimentos. 

Voc no mandou Duana de volta, Gwil, e voc sabe que eu o deixaria se voc no a quisesse. Por que isso importa agora? Depois de Joanna, voc tem a esposa mais linda de Gales e um novo filho tambm. E Eimile - eu sei que voc se orgulha dela, no importa o que. Llewelyn colocou uma mo piedosa no ombro dele e Gwilym se esquivou. Isto  algum tipo de piada ruim - algum colocou o velho ttulo dela em uma intimao para te provocar; nada mais. Voc, como sempre est exagerando.

A condessa de Pembroke e Striguil e senhora de Leister, Llewelyn - isto so terras na Irlanda, Inglaterra, sul de Gales e Normandia. Isto deve ser metade das taxas da coroa. H uma boa diferena entre isto e a Senhora de Aber.

Llewelyn, que tinha outras coisas para fazer hoje alm de escutar Gwilym inseguro, suspirou e se afundou no sof. O prncipe de Gales nunca havia se perturbado com falta de auto-confiana. Se voc est to curioso com o passado dela, pergunte a ela. Se voc quer uma esposa sem passado, case-se com uma virgem de 12 anos e a crie do modo que voc quiser. Do contrrio, venha para Londres comigo para prestar homenagem ao rei, traga sua esposa conosco e pare de insistir em um homem morto. 

Gwilym expirou ruidosamente e mudou de assunto. Por que o rei-pirralho intimaria Duana? Eu no gosto disto. 

Eimile e seu filho podem ficar na minha corte enquanto estivermos l, s para se certificar. No vejo como a Coroa poderia se beneficiar em machucar Duana, mas no quero arriscar. Gwilym j havia perdido o suficiente por ter f em Llewelyn, mas ele nunca diria isso. Eu preferiria enfrentar uma armadilha propositalmente, se isto for verdade, Gwil, que correr cegamente de uma cilada para outra. 

Est bem. Estaremos prontos para viajar amanh. Precisarei pegar um cavalo emprestado - Goliath est com um calcanhar inchado. Pyn Dral pode gerenciar bem o castelo, mas h uma mulher, dama de companhia de Duana que est grvida. No quero que Pyn saiba os detalhes ento a mandarei com as crianas junto com as amas e a me de Duana, se ela for. Se o beb da dama de companhia vier antes de retornarmos, j paguei  abadia de Saint Mary para peg-lo. Eu pensei que Duana iria querer ficar com ele, mas ela est decidida que no o quer.

Llewelyn estava surpreso - perplexo, at. Levar a dama de companhia de uma esposa como amante poderia ser conveniente, mas certamente nada inteligente. Ele pensara que Gwilym seria mais sensvel com o orgulho de Duana. 

O dono da abadia conhece Duana e prometeu que os monges ficariam com a criana at que ela atingir a idade para ser jurada aos templrios ou um dos conventos. A serva de minha esposa foi estuprada e esta criana  do estuprador, no minha. O servo a trar de volta, mas no a criana, Gwilym explicou, e ento, inclinando a cabea para o lado, perguntou O filho de Pembroke, Alex - ele ainda vive?

At onde sei, ele no teve um filho chamado Alex. No por sua primeira mulher, de qualquer modo e no sei de mais nenhuma. Tem um filho e um enteado, mas nenhum  Alex. Llewelyn, tambm nenhum tolo, no tinha inteno de dizer nomes a Gwilym. Por qu?

Por nada,Gwilym respondeu casualmente, brincando com o punho da adaga. Como voc diz, eu gosto de saber da armadilha em que estou entrando. 

*~*~*~*

A sensao era como minsculas chamas a lambendo inteira como a esponja acariciava sua pele, o que no fazia nenhum sentido, mas ela no se distanciaria da disparidade. Na negrido dos seus aposentos, Duana passou suas mos pela maciez do ombro de um homem enquanto o plo eriado coava seu rosto, ento nuca e ento seios, chupando gentilmente. Ela no podia ver nada na escurido, mas o cheiro da pele dele, os sons do fundo de sua garganta, o ritmo de sua boca e mos vagando pelo corpo dela eram familiares. 

No acorde, William sussurrou para ela, se movendo mais adiante pelo corpo dela e empurrando suas pernas separado-as. Tudo um sonho. 

Ela relaxou sob ele, deixando seus msculos se amolecerem. Eles haviam finalmente terminado todos os preparativos para a viagem para Londres e cado na cama aps a meia-noite, quase sem se falar. Ela no estava nem um pouco feliz em deixar as crianas por causa de um dos caprichos do marido e o havia dito. Faze-la acompanha-lo era egosta - ela ainda estava amamentando o filho deles e isto era apenas outro jeito de tentar faze-la parar, no importa o que ele tenha dito. William havia estado em um humor detestvel a noite inteira, se recusando at a deixa-la ver a intimao e latindo ordens para ela como se ela fosse idiota, ento talvez este era o seu modo de se desculpar. 

Oh, santo Deus - ele devia estar muito, muito arrependido. 

A tenso dentro dela comeou a se construir e ela gemeu, mexendo seus quadris, incerta se ela queria se apertar em direo a essa sensao ou para longe dela. Em uma batida do corao, isso no importou, porque a onda chegou ao topo e quebrou, estraalhando-se sobre ela e deixando a ltima das ondas efervescendo sobre sua pele. 

Ainda meio dormindo, quando Duana pde focalizar novamente, ela encontrou William a beijando profundamente, resmungando palavras de afeto na boca dela de que ele negaria apaixonadamente se ele jamais pensasse que ela havia ouvido. Houve presso ento um prazeroso e familiar protesto enquanto o corpo dela comeou a se abrir para o dele. Ela arfou e o movimento em frente parou imediatamente. 

Est tudo bem, ela resmungou, beijando a base do pescoo dele. No pare.

Cariad? Voc est acordada? 

Humm, ela respondeu. Bem acordada, obrigada.

Ele empurrou os seus quadris, a deixando. Me desculpe - eu estava sonhando. Volte a dormir; no vou te incomodar.

 claro que ele estava mentindo, mas ela no tinha idia do porqu. Est bem - eu te darei os prximos 15 minutos ou mais para parar de me incomodar.

William escapou para longe dela, puxando as peles sobre ele como se ele estivesse indo dormir. Ela o seguiu, escorregando sua palma para frente do corpo dele e ganhando um involuntrio gemido antes que ele se empurrasse para fora da mo dela. Dormindo? Voc parece bem acordado para mim. Est tudo bem; voc no estava me machucando. Apenas v devagar no comeo.

No, pare.  muito cedo e ns temos que nos levantar em algumas horas. Eu estava tendo um sonho e me deixei levar. Outra noite, devassa.

Ela ponderou tentando o persuadir - ela podia ser bastante persuasiva - mas ele rolou para fora, parecendo irritado. Duana pescou uma pedra de debaixo de seu ombro, imaginando como diabos ela foi parar l, aconchegou-se s costas quentes dele e fechou seus olhos novamente ainda confusa. 

*~*~*~*

William, eu quero parar, Duana disse falando com ele pela primeira vez naquele dia. 

Ele freou seu cavalo emprestado to rpido que o cavaleiro cavalgando atrs dele quase enfiou o nariz de sua montaria no traseiro de Lariat. Sua esposa admitindo sua presena e ele no estava nem mesmo sangrando para a satisfao dela - alguma coisa tinha de estar errada. Se qualquer outra pessoa tivesse perguntado, Gwilym teria respondido laconicamente que eles estavam quase na corte e que est no era uma boa hora para parar, mas em vez disso, ele passou a mensagem fila acima para Llewelyn, que avisou seus guardas. 

Voc est bem? ele perguntou a ela, apenas por hbito e cavalheirismo. Quando Duana deu sua resposta apropriada, Gwilym desmontou, suas botas respingando a lama e podrido das ruas de Londres. Levantando seus braos para ela, ele disse, Venha, vou te ajudar a descer. Para sua surpresa, ela deslizou de sua gua sem objees e o deixou a colocar nos degraus da Igreja do Templo, mantendo suas saias limpas da imundcie do esgoto aberto. 

Eles haviam viajado no que parecia um arrastar para experientes cavaleiros em considerao a ela, raramente cobrindo mais que 40 milhas por dia desde que deixaram Aber h uma semana, mas aquilo ainda era mais que ela estava acostumada. Eimile, como Gwilym, tinha um medo irracional de ficar longe de Duana, ento em acrscimo a ter que deixar a beb e o nenm berrando no castelo de Llewelyn - o que perturbou Gwilym bem mais que ele jamais admitiria - os seios de Duana haviam se inchado dolorosamente, pois ela tambm no podia amamentar. E ela havia passado as ltimas 6 noites dormindo em tavernas imundas e barulhentas, comendo comida que Gwen daria aos porcos e ouvindo a estranhos contarem estrias que faziam Gwilym piscar e ele no podia entender francs to bem quanto ela. E, a no ser que ele estivesse enganado, o fluxo dela havia vindo h alguns dias para compor ainda mais seu sofrimento. Se ela tivesse uma espada e pesasse mais que 5 pedras. Duana teria sido uma mulher perigosa a esta hora. 

Ela no havia reclamado, mas ela tambm ainda pensava que ele a estava arrastando para Londres apenas por companhia ou maldade ento Duana provavelmente via qualquer protesto ou admisso de desconforto como participando do manaco plano de Gwilym para a atormentar. 

Se Duana queria descansar, eles iriam descansar, droga. 

Ele estava abrindo sua boca para perguntar a ela se ela precisava de alguma coisa quando um dos cavaleiros de Llewelyn gritou com ele para que pegasse seu maldito cavalo - Gwilym havia esquecido que Lariat no parava sozinho como Goliath, especialmente entre todas as tentaes de Londres. Sempre um otimista, ele tentou assobiar, mas s conseguiu alguns cachorros de rua e uma porca, ento no havia escolha a no ser perseguir o animal idiota, alistando alguns dos homens de Llewelyn como vaqueiros involuntariamente. 

Quando Gwilym puxou Lariat de uma carruagem de repolhos meio estragados, ainda mastigando alegremente, tentou compensar um fazendeiro ingls vermelho de raiva e, se ele no estava enganado, ter sido chamado de um bastardo filho de gauls que se deitava com ovelhas, Duana havia desaparecido. 

Ela est na igreja, Llewelyn o disse, se esparramando nos degraus e o oferecendo uma bebida. Os cavaleiros do prncipe ficaram por perto, observando as multides por qualquer sinal de perigo em vez de relaxar e se surrar como fariam em Gales. Em Aber, eles diziam que o nico bom ingls era o ingls morto - em Londres, eles diziam o mesmo, mas para os gauleses. 

Gwilym, pensando que Duana queria apenas um pouco de privacidade, maneou pesadamente ao lado de Llewelyn e assistiu divertido quando uma criada, apontando no esgoto, esvaziou um balde de gua suja de uma janela do segundo andar e acertou um pedestre abaixo. O coitado, cuspindo e esbravejando, xingou a criada e ela o xingou de volta e ento bateu a janela. 

Ele no deveria reclamar - ele provavelmente cheira melhor agora, Llewelyn comentou em uma voz baixa, cuidando para que seu sotaque estrangeiro no fosse ouvido. 

Eu pensaria que esta cidade  imunda se eu no tivesse ido a Paris num vero, Gwilym respondeu, friamente se pondo de p. Estou curioso com o que est segurando minha esposa? 

Ela est bem; apenas d um tempo a ela. Os cavaleiros gauleses, acostumados a seguir Gwilym em batalha, o observaram se levantar, mas vendo Llewelyn continuando sentado, permaneceram onde estavam. Gwil, espere. D um minuto a Duana. Ela no precisa estar  sua vista todo segundo do dia. 

O ignorando, Gwilym empurrou as pesadas portas da igreja e foi encontrar Duana. Ele esperava v-la ajoelhada ou talvez saindo de um confessionrio, desde que ela provavelmente no quereria contar a Leuan sobre seu sonho de meia-noite interrompido semana passada. Ele certamente podia conseguir o coito interrompido, mas ele morreria de humilhao se Duana pensasse que tivesse sido por acidente. E ela rezaria por dias se ela estivesse completamente acordada e pensasse que ele o tivesse feito de propsito. At, bem, seja o que for que algum chamasse o que ele estivera fazendo com ela com sua boca - at aquilo o mereceria um sermo de Leuan. De fato, ele, muito mais que ela, horrorizaria algum padre de Londres por confessar aqui. 

Em vez disso, depois de vrios minutos procurando, ele a encontrou entre as efgies e mausolus, sentada ao lado de um baixo caixo de mrmore. 

Gwilym hesitou, percebendo que ele havia tropeado em algo que ela no gostaria que ele visse. Fosse quem fosse este homem, ele poderia facilmente voltar mais tarde para descobrir - sem necessidade de pergunta-la, visto que ela nunca o diria mesmo. O fantasma Muldah talvez, que ela perguntara quando ela estava to doente. 

Claro que ela tinha admiradores; o olhar sonhador de Pyn Dral era como uma piada do castelo. No era irracional pensar que uma jovem esposa com um marido muito mais velho poderia ter achado algum homem para admirar em toda Londres. Duana nunca dera uma nica razo para Gwilym duvidar de sua fidelidade a ele - deixe-a derramar algumas poucas lgrimas sobre um homem morto. 

Ele havia se virado para ir embora, tentando fazer to pouco barulho quanto possvel, desde que todo barulho ecoava para fora do teto da catacumba, quando Duana o sentiu e olhou. 

Venha, William. Se voc quer tanto saber, venha c.

Ela soava mais cansada que qualquer outra coisa e ele comeou a resmungar algo sobre no querer perturba-la, ento parou, sabendo que ele estava se fazendo de bobo. Se ele no queria perturba-la, ele no deveria ter passado 10 minutos procurando por ela. 

Pembroke, ele leu a inscrio no mrmore, como se ele no tivesse sabido o que o nome do marido dela havia sido. Ento, vendo como a efgie estava posicionada e vestida, adicionou, Um templrio.

H muito tempo, William. Voc no o teria conhecido.

No, eu no o conheci, Gwilym respondeu, precisando de algo para dizer. Ele doa em querer tomar Duana em seus braos e tentar fazer sua dor ir embora, mas se ela queria aquilo, ela j estaria l e ela no estava. Como ela disse, algumas feridas, no eram sobre ele. 

Voc conhece o termo fazedor de reis? O nobre que guia o prncipe da Inglaterra, ensina o herdeiro o que ele precisa saber sobre poltica e guerra? Ele era Fazedor de reis e um alto conselheiro para os filhos de Henry Plantagenet: para o prncipe Henry, antes de ele morrer, para Richard o Corao de Leo e ento para John Lackland. Rei John desapropriou quase metade de suas terras e tomou seu filho como um refm, como seu David e ainda assim ele era leal  Coroa. Ele disse que havia jurado lealdade  Coroa, no a qualquer homem.

Gwilym, ainda de p ao lado dela, colocou sua mo gentilmente na cabea dela e Duana inclinou sua bochecha contra sua perna. Ela levantou uma mo para tomar a dele, deixando a outra na esttua de mrmore de Pembroke. 

Jovem prncipe Henry - o rei pirralho, como voc o chama - eu beijei seus cotovelos arranhados e sequei suas lgrimas enquanto sua prpria me estava muito ocupada inspirando poemas. Todo prncipe Plantagenet da Inglaterra aprendeu suas lies em nosso lar e o rei John julgou e executou meu marido como um traidor sem pensar duas vezes para poder se deitar comigo. Eu era a nica coisa que ele no estava disposto a dar  Coroa.

Ele se mexeu desconfortavelmente de um p para o outro, brincando com sua tnica, sua espada, seu cabelo - qualquer coisa  mo, ento disse, Eu estarei l fora quando voc estiver pronta.

Duana acenou com a cabea, sem olhar ou parecer not-lo enquanto ele se retirava. 

*~*~*~*

Ela estava dolorida. No apenas suas coxas internas por causa de muitas horas sobre a sela ou seus olhos das poucas horas de sono, mas em outros lugares que Duana achava mais difcil explicar. 

Seus seios e corao doam por escutar o choro de seus bebs enquanto ela se afastava. Ela havia olhado para trs, vendo a expresso insatisfeita de sua me e William estendeu a mo e pegou a rdea do cavalo dela, a levando para fora de Gales. Ela havia o odiado naquele momento. Como ele podia deixar seus filhos to despreocupadamente? Ele havia passado mais tempo dizendo adeus a seu maldito cavalo e cachorros que a sua echen, - sua famlia, como ele os chamava. 

Sua cabea doa de tanto pensar: sobre a tumba na igreja do templo, sobre se sentir um peixe fora dgua em uma cidade que ela morou por 10 anos, sobre - oh, coisas demais para um crebro feminino. Talvez os padres estivessem certos: que era posio de uma mulher obedecer e no questionar. Seria certamente mais fcil se ela fechasse sua mente por algumas horas, mas se ela deixasse William pensar por ela, ela poderia acabar em um cavalo com destino a Camelot ou  lua.

E tinha um lugar no estreito das costas dela que no s doa, parecia sujo de repente. O mais alm que eles caminhavam para dentro da corte de Londres, mais suado e imundo aquele ponto ficava at que ela estivesse certa de que estivesse visvel pelo vestido. Como ela previa, Duana sentiu William a tocando ali, provavelmente querendo que ela traduzisse o que o que o senescal estava dizendo para o prncipe Llewelyn. 

Vou organizar uma audincia com o rei para o prncipe Llewelyn e o senhor Gwilym amanh, ela repetiu em gauls para ele e os cavaleiros. At l, por favor aproveitem a hospitalidade da corte. Condessa Duana de- A mo de William apertou o tecido do vestido dela, Condessa Duana deve ir com ele. William, o que ele quer comigo? Por que voc me trouxe aqui?

Os cavaleiros de Llewelyn se puseram  frente de Duana, mos em suas espadas enquanto William a puxava para trs, tenso como se ele estivesse preparado para peg-la e fugir se necessrio. 

Os apartamentos dela esto prontos, disse o senescal, se direcionando ao prncipe Llewelyn em vez dela ou William. Voc esperava que a Condessa dormisse entre seus homens?

Llewelyn olhou de volta para William enquanto ela traduzia, o corao dela ainda batendo fortemente e William relaxou seu agarro nela. Estava bem. 

O senescal parecia confuso enquanto William seguia Duana e os dois cavaleiros de Llewelyn designados para guardar a porta dela pelos corredores que pareciam labirintos. Eu ir com minha esposa, disse William em seu pssimo francs, aparentando no ser sbio oferecer qualquer argumento. 

Era um de seus estranhos hbitos que ela havia se acostumado e ento comeado a gostar: se possvel William dormia com ela, no importando se eles fizessem amor ou no. Os quartos dela no castelo de Aber haviam ficado vazios por tanto tempo que eles finalmente viraram o quarto das crianas. Se ela estava fora  noite por qualquer razo - se uma mulher estivesse em trabalho de parto ou algum estivesse doente, William dormia no sof e os cachorros na cama. Ele no havia dormido sozinho em sua cama desde que ela o tinha conhecido, nem, pelo conhecimento dela, havia dormido com qualquer outra mulher, o que era mais que muitas esposas poderiam dizer. Talvez ela no o odiasse afinal de contas; ela apenas no gostava muito dele esta semana. 

Geoffrey!ela disse com severidade, se lembrando do nome do senescal depois de algum tempo. 

Apesar de seu pobre e sobrecarregado crebro, a divertia ver que Geoffrey ainda se assustava depois de todo esse tempo. Ele sempre foi um fofoqueiro nervosinho. 

Eu sou Senhora Duana de Aber, ela continuou, falando poderosamente, mas devagar o bastante para que William pudesse entender. Meu marido  o Senhor William de Aber. Voc se lembrar disso.

Sim, minha senhora, Gwoffrey respondeu, ento virando na direo oposta de onde os apartamentos dela haviam brevemente sido h dois anos atrs, disse, Esta direo, senhora Duana. Meu senhor, ele adicionou admiravelmente conseguindo no desdenhar. 

*~*~*~*

Melhor? Gwilym perguntou quando Duana emergiu dos aposentos vestindo um vestido limpo com suas mos e rosto limpos. 

Estarei melhor ainda depois de um banho de verdade, ela respondeu, avaliando a luxuosa sala de estar designada para Condessa Duana. Mas sim, no me sinto como um beb de rua agora.

Voc no parece um beb de rua tambm - voc no  alta o bastante. Voc vai deixar seu pescoo nu? Ele perguntou. Ela havia adotado o costume gauls de usar apenas um vu sobre o cabelo, sem vu para cobrir sua garganta, mas ela pareceria fora de lugar em Londres. Mulheres no casadas podem deixar suas cabeas e pescoos descobertos, mas Duana parecia ter 17 por inteira agora: mais que velha o bastante para casar. Com seu rosto limpo e barbeado, pele escura e pouco comando do francs, ningum iria confundir William com um normando, mas no havia necessidade para Duana ser desprezada. 

Isso o incomoda? ela soou como se estivesse o mimando para outra briga. 

Estou acostumado a olhar para voc, Gwilym a avisou relaxado, decidindo que suas botas estavam to limpas quanto iriam ficar e as calando de volta. Outros homens no. Vista o que voc quiser.

Eles ouviram passos no corredor, espadas tinindo contra armaduras: soldados. Eles estavam vindo. Ele no havia esperado que acontecesse to rpido. Talvez fosse sua imaginao, mas ele j podia ouvir a forca sendo construda l fora. 

Gwilym se levantou, caminhou para perto dela e sussurrou rapidamente, Llewelyn recebeu uma intimao para trazer voc para a corte - no sei por que, mas seus antigos ttulos estavam na carta. Se qualquer coisa der errado ou qualquer coisa acontecer a mim, v para qualquer igreja; os templrios a tiraro da Inglaterra. Est tudo certo. Ningum vai te forar a se casar contra sua vontade novamente - isso  tudo que posso pensar: que o rei a concederia seus direitos de viva para as terras de Pembroke e encontrar um marido mais  politicamente til para voc.  por isso que ningum de Aber veio conosco - no deixarei que ningum mais morra por causa de minhas crenas.

Os passos pararam do lado de fora da porta de carvalho e ele escutou um homem falando em francs com os guardas. Gwilym j havia encarado a Morte muitas vezes, mas nunca apenas parou e esperou por ela para encontra-lo. 

Se eu morrer, Llewelyn assumir Eimile e Mab como dele. Voc sabe o que  prime noctis?

Duana acenou com a cabea; ela sabia bastante bem o que era o direito de um senhor feudal  primeira noite, mas parecia muito abalada para falar. 

Ningum realmente faz isto - isto  um costume brbaro; todos pagam uma taxa a seu suserano no lugar, mas ainda  a lei. Duana, eu nunca paguei a taxa; fiquei furioso com Llewelyn por organizar meu casamento e me recusei. Se algo acontecer, voc dir que Eimile  filha dele por causa daquela primeira noite aqui em Londres e que Mab  dele por que voc  a amante dele. At que haja algum registro de eu ter pago a taxa, ele tem todo direito a voc e ele est em Aber freqentemente o suficiente que as pessoas acreditariam que Mab  dele tambm. O rei pode executar meu filho por maldade, mas no o de Llewelyn. Llewelyn confirmar sua histria; ele e eu j nos falamos. E nosso casamento  legal: Llewelyn assegurar que meu estado passe para quem for seu prximo marido, mas voc precisar se casar novamente para presidir terras em Gales. Voc ser rica o bastante para escolher qualquer marido que voc quiser, ento escolha um homem que seja bom para as crianas e no a incomode muito. Voc me entendeu?

Ela olhou para ele, seus olhos arregalados enquanto ela tentava absolver tanta informao ao mesmo tempo. Precisamos correr, ela sussurrou de volta, pegando a mo dele. 

Isto no  como o rei John querendo voc e Eimile de volta. Se o rei Henry quiser me acusar de ser herege ele tem razo. Se Llewelyn ou eu, desobedecermos  intimao - nos recusarmos a vir ou a traze-la - seramos culpados por um crime capital em nossas terras, todo o norte de Gales, se reverteriam  Coroa. No posso te pegar e correr desta vez, mas Leuan me fez aprender toda aquela maldita lei inglesa e eu ainda consigo pensar que isso  uma brincadeira do menino-rei. Voc e as crianas estaro seguras. Cariad, me diga que entende! 

Duana engoliu, acenando afirmativamente com a cabea e segurando a mo dele enquanto a porta se abria. 

*~*~*~*

Gwilym no conseguiu se decidir se ele precisava de sua espada ou no quando a porta de madeira chiou aberta nas dobradias. Era como tomar um gole de uma jarra e engolir algo completamente diferente do que se estava esperando - tendo leite em vez de vinagre -  difcil decidir qual gosto era mais ofensivo, por aquele primeiro segundo. 

Duana se empalideceu e ele pensou por um momento que ela havia visto um fantasma, mas ento, seu rosto mudou, se abrandou. Claro, este homem na entrada devia ser um velho amigo, mas ele raramente via sua mulher olhar para outro adulto com afeio to aberta. Seus filhos, sim; Gwilym, se ele tivesse sorte; mas nunca outro homem. 

Duana? O homem alto disse, soando como se ele no estivesse certo se ele estava certo ou no. 

Duana sorriu - um daqueles raros e descontrados sorrisos como aquele que ela havia dado depois que o filho deles havia nascido ou quando ela o pegou cantando e danando com Eimile s de cales numa manh. Meu Fitz, ela disse em francs, indo para o cavaleiro e andando nas pontas dos ps para envolver os braos em volta do pescoo dele. Eu tive tanto medo. Eu tinha certeza de que voc tambm estava morto. Eu sinto tanto, Fitz. 

Fitz a abraou, ento, parecendo se lembrar dele mesmo, a beijou na testa castamente. Gwilym engoliu uma respirao barulhenta em desaprovao, mas ele parecia ter sido esquecido. 

Era difcil para Gwilym distinguir o que o homem estava dizendo: seu francs era mais coloquial que o de Duana e ele falava rpido, mas ele parecia estar se desculpando. Voc nunca teria sido casada com um gauls se eu estivesse aqui, - aquilo ele entendeu bastante claramente. No  sua culpa. Voc no fez nada errado, Duana, ele disse, colocando suas grandes mos nos ombros dela e olhando para ela com olhos marrons e mornos. Voc no, no foi? 

No me questione, Fitz, ela respondeu friamente, indo para trs. 

Eu sinto muito, Fitz rapidamente se desculpou, parecendo castigado.  to bom v-la novamente. Eu no sabia se ele iria realmente deixa-la vir, mesmo com a intimao.

Voc mandou a intimao? Menino, voc quase nos matou de susto. Voc no pode escrever uma carta educada se voc quer me ver?

Gwilym levantou uma sobrancelha com aquilo. Este menino tinha provavelmente quase 30 anos, uns 3 dedos mais alto e provavelmente uma pedra mais pesado que Gwilym, o que fazia dele uma figura imponente. 

Fitz no pareceu se importar. Ele sorriu para ela, talvez at parecendo tmido. Duana! Ele disse, parecendo deleitado at a dizer o nome dela. Meu Deus - voc finalmente no  mais aquela coisinha magricela. Voc parece uma mulher em vez de uma menina.

Certo! Gwilym havia passado muito tempo nas sombras carrancudo, mas quela ltima observao, ele se ajeitou e caminhou em direo ao feliz casal. Ele ainda estava pronto para matar algum e agora parecia uma boa hora. 

Voc foi rude por mencionar isso, mas eu acabei de ter um beb. Ns temos dois agora: um menino e uma menina.

O rosto do homem fez uma careta, parecendo triste. Duana - no.

Eu estou feliz, Fitz, ela o assegurou.  muito diferente da minha vida antes, mas eu estou feliz. Venha, conhea meu marido.

Fitz balanou a cabea no, enrugando o nariz. 

Duana o ignorou, gesticulando para Gwilym, o que o fez respirar um pouco melhor. Este  quem mandou a intimao para mim, William. Est tudo bem, ela disse em gauls, ento em francs, Fitz - Senhor William de Aber. William fala francs, apenas fale devagar. 

Gwilym ofereceu sua mo, confiando em Duana para no embaraa-lo, mas Fitz parecia ctico, o que foi o suficiente para o crebro sobrecarregado e temperamento esquentado de Gwilym. 

Gauleses no se pulverizam, ele disse em francs. 

Fitz expirou e tomou sua mo, apertando mais forte que necessrio. Eu tenho escutado muito de voc, Senhor William.

E mesmo assim, eu no escutei nada de voc, ele respondeu sarcstico. 

Meu enteado, William, Duana explicou, ainda falando francs. A expresso de Gwilym se endureceu, mas ela adicionou, No - Fitz era apenas um escudeiro quando o pai dele e eu nos casamos. E aquele pai ficaria bastante envergonhado dele agora porque ele est agindo como uma criana.

Fitz sorriu de bom gnio. Gwilym tinha a impresso de que Duana tinha a mesma afeio por Fitz que Leuan tinha por ele - reduzindo um homem crescido a um menino adolescente em segundos. Eu senti falta de ouvi-la ralhar comigo, Duana. 

V nos visitar em Gales, Fitz - ela faz isso sempre, Gwilym ofereceu, derramando um brao possessivo sobre os ombros de Duana. Alguns dias em 4 lnguas diferentes.

Eu posso fazer isso. Ele ofereceu sua mo novamente, falando mais claramente e devagar para benefcio de Gwilym. Vamos comear de novo: William de Aber, eu sou fitzWalter, Conde de Pembroke, embora eu ainda procure por meu pai se algum dez Walter ou Conde. Acho que era Marshall fitzWalter quando nasci, mas Duana me batizou de Fitz, dizendo que eu era a pura imagem de meu pai, quando eu tinha 16 e tem sido Fitz desde ento. 

Gwilym inclinou a cabea em direo a ela carinhosamente. Estou surpreso de que ela conseguiu nomear um garoto. Meninas, ela vai bem, mas ns temos um Mab - um menino de por quase dois meses agora. Samer, Cariad? ele sugeriu. 

Artur, ela reagiu, o que significava que ela havia se mudado de Adam - a deciso dela da ltima vez que ele havia checado. Talvez ela estivesse indo pelo alfabeto, embora houvesse um problema quando eles chegassem aos Js: francs tinha um J e gauls no tinha. 

Cariad? Fitz perguntou. 

Amada, Gwilym explicou, tentando o mximo ser amigvel por curiosidade, nada mais. Fitz, este filho provavelmente ser Mab por toda a vida. Em breve teremos outro para tentar nomear e o pobre Mab ainda ser Mab. Ele escorregou seu brao dos ombros de Duana para a cintura para enfatizar, propositalmente o provocando. Eu vejo um padro - Mab, Fitz. O prximo garoto ser apenas Ap: Ap ap Gwilym. Filho de filho de William. Depois disso, eu no sei o que faremos.

Uma vez encontrei um Fitz fitzWilliam, ento deve ser um problema comum, ele respondeu, mas os olhos de Fitz mudaram por um instante enquanto William tocava o estmago dela, respondendo a pergunta no dita. Duana pode no ter estado ciente disso, mas seu enteado estava apaixonado por ela. 

*~*~*~*

Duana queria esperar por William para sair do banho, pensando que seria mais fcil - e bem mais prazeroso - dividi-lo com ele em vez de tentar convencer as criadas de quarto da corte a esquentar mais gua para ele. Uma vez que o pior de suas dores e os mais pesados pensamentos tivessem fludo para longe e sua pele comeou a se enrugar, ela finalmente saiu, mas no chamou as criadas para esvaziarem a banheira. William podia ter um banho frio quando voltasse da Torre esta noite, melhor que nenhum banho esta noite. 

Ela havia se secado e vestido sua camisola quando ouviu barulhos: algum entrando no quarto ao lado. William, venha ver isto - rpido antes que desaparea, ela provocou, querendo o indenizar por ter sido to detestvel com ele essa semana. Ele tinha estado preparado para morrer por ela o tempo todo que ela estava agindo como uma criana mimada mal-humorada. Eu encontrei uma banheira na corte de Londres! Tem gua e tudo, embora eu tenha trocado minha honra por sabonete. Espero que no se importe - era um monte de sabonetes.

Ela estava secando seu cabelo com uma toalha e ele estava de costas para ela enquanto ela entrava na penumbra da sala de estar designada para eles. Fitz havia designado vrios serventes para eles tambm, mas Duana os havia mandado para fora antes do banho, pensando que William logo iria retornar e ela queria agradece-lo propriamente. E particularmente. Quais so as novas sobre o filho do prncipe Llewelyn? Voc conseguiu v-lo?

Ele no respondeu, ento ela soltou a toalha, empurrando seu cabelo para longe de seu rosto e pensando que algo devia ter ido mal: o menino estava morto ou eles no foram permitidos a entrar na Torre, mesmo depois que Fitz havia prometido ir com eles. Eles no te deixaram entrar para ver Gruffydd, William?

Voc realmente acredita que seu marido e outros gauleses esto visitando as prises esta noite? Eles esto provando as putas de Southwark -  uma tradio que eles tm. Aquele homem no te merece, Duana.

No foi at que ele falasse o francs fluente que ela percebera que era Edward, no William, na penumbra. Ela havia se esquecido quo similares eles eram, exceto pelos olhos: os olhos de William eram quentes e vivos, e os de Edward sempre foram mortos. 

Se voc sair agora, no gritarei pelos guardas e voc no ser morto ao nascer do sol, Edward, ela disse friamente. Como ousa vir aqui! O que estava pensando?

Agora me - isso  jeito de me receber? Tenho certeza que voc foi um pouco mais amvel com Fitz. Ele ainda sonha com voc, sabia.  nossa tradio: todos os pais, filhos e enteados devem se apaixonar por voc. 

Obviamente Edward no havia ficado nem um pouco mais so desde que seu marido o havia finalmente ordenado que fosse embora de Londres anos atrs. Ela honrou sua ameaa de gritar pelos guardas, mas no houve resposta de fora da porta. 

Eles deveriam ser mais cuidadosos com o que eles bebem;  to fcil subornar um servente, Edward disse sem rodeios, se aproximando dela e uma mo invisvel se apertou em volta de seu estmago. Ningum vir, Duana. Meu padrasto est morto, graas a voc. Seu marido bastardo e meu querido meio irmo esto provavelmente examinando alguma vagabunda agora e seus guardas acordaro em algumas horas. Voc e eu precisamos conversar, Duana.

Do que voc quer falar? Ela perguntou, comprando algum tempo. Ele estava entre ela e a porta para o corredor, e ela no estava certa se ela poderia correr mais rpido que ele para ir para seus aposentos e aferrolhar a porta. 

Que eu ainda a amo. Venha para casa.

No voltarei para Londres, Edward. Meu marido est aqui para prestar homenagem amanh e ento ns iremos embora. Meu lar  em Gales agora.

Mas eu te amo, Duana, ele insistiu em sua voz vagarosa e deliberada, seu rosto completamente sem expresso. Eu sempre te amei. Com o tempo, voc aprender a me amar.

Voc assistiu seu amigo me estuprar por diverso, Edward. Mesmo que voc possa se convencer que eu um dia quis que voc me tocasse ou me fizesse deixar Dover, como pde ter deixado que aquilo acontecesse e ainda assim dizer que voc se importa comigo?

Edward deu de ombros - o argumento dela no parecia nem mesmo se registrar em sua mente. Eu o impedi de machuca-la novamente e sempre vou. Voc teria aprendido a me amar se pai no tivesse interferido. Fique aqui na corte; nos deixe comear de novo. Sem Alex desta vez, sem Pembroke-

Alex est morto - est por meses. Voc sempre subestimou meus maridos, Edward. Voc sempre me subestimou.

Ela viu a mo dele se movendo do canto de seus olhos, mas antes que ela pudesse desviar, sua mo aberta a golpeou, a esparramando para trs. O quarto girou num cinza escuro, e muitos segundos haviam passado antes que ela pudesse ver claramente novamente; j havia tanto tempo desde que qualquer homem a havia batido que ela tinha quase se esquecido o quanto doa.

Me mostre um pouco de respeito, mulher, ele assobiou para ela. No sou uma criana indesejada agora; eu sou um amigo do rei. Fitz acha que pode se tornar seu pai como fazedor de reis - ele no pode, claro, mas  divertido v-lo falhar. Ele  bastante simples, este rei Henry, bem solitrio para amigos e bem sugestionvel. Eu quero voc e pai no vai fazer aquela cara de desaprovao e leva-la para longe de mim desta vez. No me subestime, Duana. 

Pense, pense, pense! No havia ajuda a caminho e no havia nenhum lugar para correr. William havia deixado sua espada na mesa, sabendo que no seria permitido a ele traze-la  Torre, e ela a agarrou impulsivamente, segurando-a a sua frente com ambas as mos enquanto ela se virava de volta para encarar Edward. 

Garota boba - abaixe isso antes que voc se machuque. Seu humor mudou novamente como se fosse feito de mercrio: suas emoes respingando, movendo e se re-formando instantaneamente. Voc parece tola. Esta espada  maior que voc e eu posso toma-la de voc antes que voc possa piscar.

Sim, voc pode. Voc pode me forar a fazer o que voc quiser, como voc j fez antes... mas voc dormir em certa altura. E o que voc diz  verdade: homens deveriam ser cuidadosos com o que comem e bebem. Tantos venenos podem no ser sentidos. Dedal  muito doce e voc gosta de doces, que eu me lembre. E meu marido me disse que  possvel cortar a garganta de um homem enquanto ele dorme e ele nunca acordar para senti-lo enquanto ele sangra at a morte.  um truque gauls - serpentear no campo inimigo  noite e comear a rasgar gargantas.  verdade, Ed?

Ele deu outro passo em direo a ela e ela ergueu a espada levemente, mantendo seus olhos fixos no rosto dele. 

Puta estpida! Aquele gauls bastardo com quem voc se casou est to bom quanto morto. Acidentes freqentemente acontecem em batalha: bem trgicos. Erros completamente inesperados que vo convenientemente deixa-la viva. Se no, tinha um mdico na corte h alguns meses atrs que me disse as mais interessantes estrias sobre esse William de Aber. Druidas, Duana? Cerimnias pags e bebs trocados? Isso  heresia - bruxaria. Como posso permitir isso? O que pai me diria por permitir isso?

Os braos dela estavam comeando a tremer e doer agora e ela moveu sua conteno no punho da espada. A no ser por pequenas facas, Duana nunca havia tocado em uma arma antes. 

Ele diria a mesma coisa que ele sempre disse: nada. Ele tentaria consertar o que voc tivesse feito, Edward; para compensar quem fosse que voc tivesse ferido. Ele iria cerrar os dentes e alinhas os ombros e tentar consertar porque ele prometeu a sua me Siron que ele iria tomar conta de voc. E quando a baguna estivesse limpa e a porta fechada, ele iria sofrer, pois o menino que ele havia criado como seu prprio filho no tinha mais honra que um animal

Ela deu um passo a frente ento a ponta da espada estava a centmetros do pescoo dele e Edward deu um passo para trs em direo  porta. 

Voc era uma coisa para brincar, Duana. Voc ainda , ele rosnou para ela, colocando a mo na porta. Uma linda bruxinha que me encantou e ento encantou meu padrasto. Voc conseguiu ir bem com voc, Condessa - escalando bastante alto s suas custas - mas voc ainda no  nada alm de uma plebia irlandesa.

Claro que sou. Saia, Ed. 

Voc se arrepender, ele prometeu. 

Pela graa de Deus, ela conseguiu segurar a espada at que ela ouviu seus passos desaparecendo at o fim do corredor. Ento, ela simplesmente a derrubou, a deixando ressoar no cho, jogou o ferrolho na porta para o corredor, correu para os aposentos e aferrolhou a robusta porta depois dela tambm. 

*~*~*~*

O que voc fez? Llewelyn perguntou cansado enquanto Gwilym espancava a porta novamente. Os serventes estavam comeando a levantar as sobrancelhas  agitao que ele estava causando e tudo que o prncipe de Gales queria fazer era no pensar por algumas horas. E talvez derramar algumas lgrimas se ningum estivesse olhando. 

Onde voc tem estado nos ltimos dias? Escolha algo.

Llewelyn cruzou os braos em desaprovao. Ele entendia por que Gwilym havia tolerado o mau-humor de Duana essa semana, mas barr-lo de seu apartamento era um pouco demais. 

Voc tem idia do que h de errado com a minha esposa? Gwilym perguntou a Jacques, o guarda gauls, que acenou no, parecendo miservel. Voc est passando bem? Voc est verde. E onde est o outro guarda?

Algo que ns comemos, Jacques resmungou, se inclinando contra a parede em vez de se por de p atento, o que no era uma coisa sbia a se fazer na frente de Llewelyn. Ele foi encontrar outra pessoa para guardar a senhora Duana. Meu senhor, acho que devo ter desmaiado a alguma altura; Me desculpe. Eu tenho estado vomitando para fora da janela e no a deixei por um segundo, mas no me lembro de toda est noite.

Talvez ela esteja passando mal, Gwil, Llewelyn disse. Eu vou pegar um machado.

Gwilym espancou a porta mais uma ltima vez e ouviu passos dentro.  ela - espere. Duana? Ele disse hesitante, enquanto ela abria a porta usando apenas sua camisola, sua bochecha vermelha e seu cabelo solto e selvagemente desarrumado. Apenas por decncia bsica, Llewelyn e Jacques rapidamente encontraram alguma outra coisa para olhar, embora Jacques tenha espiado. Voc est bem?

Eu estava dormindo, ela murmurou. Me desculpe.

Eu mandarei novos guardas esta noite, Gwilym, Llewelyn disse, rapidamente se virando para partir. E o vejo em Westminster pela manh.

Voc est bem mesmo? Ele perguntou, deslizando para dentro da escurecida sala de estar e notando que ela aferrolhara a porta por atrs dele. O que houve com seu rosto? Havia uma feia marca vermelha comeando a se tornar roxa e negra em sua bochecha esquerda. 

E - eu ca. Contra a mesa. E derrubei sua espada no cho.

Ele olhou para esta deitada no cho. Parece estar inteira, mas no tenho certeza de voc. Olhe para mim - quo duro voc caiu? Gwilym levantou o rosto dela em direo s tochas na parede para ele poder ver a marca. No gosto do fato de voc ter estado sonolenta depois de bater a cabea; isso no  bom. Voc desmaiou? Voc no pode possivelmente estar esperando novamente. Llewely acha que talvez os guardas tenham comido algo que os fez ficar doentes - voc esteve se nauseada?

Eu s estou muito cansada, William.

Bem, eu imagino por que. Eu acabei de te arrastar por toda Gales e Inglaterra e ento quase a matei de medo por uma simples intimao. E ainda tem o beb que voc teve a quase 6 semanas atrs. Venha se deitar. 

Se os guardas de Llewelyn esto doentes, eu deveria ver se posso ajud-los, ela protestou, embora ela no soasse muito convincente. 

Eles podem vomitar com ou sem voc. De volta para cama.

Ela o deixou guia-la para os aposentos, abaixar as cobertas e puxar sua camisola por cima da sua cabea - que ele fez apenas para ver se havia qualquer outra marca nela. Ela tropeou contra ele, pulando de volta e quase caindo quando sua pele quente fez contato com a gelada armadura de elos de correntes. 

Gwilym a pegou e a guiou para a cama, puxando os lenis at o queixo dela. Vou buscar um mdico. 

No! Ela disse to urgente que ele se encolheu. Ento, com uma voz mais baixa, Apenas fique comigo. Eu s estou cansada demais. Fique comigo e me conte sobre o filho de Llewelyn. Voc conseguiu v-lo?

Ele se sentou no colcho ao lado dela, a observando suspeitoso. Voc me promete que est bem? Realmente bem - no seu usualmente vago bem?

Ela acenou com a cabea, estendendo a mo para acariciar o rosto dele. Estou melhor - ver todo mundo novamente, estar na corte novamente - eu quero falar sobre outra coisa. Se lave enquanto me conta sobre Gruffydd. 

Gwilym a olhou por alguns segundos e ento se levantou, comeando o trabalhoso processo de tirar suas camadas de armadura e roupa. Ns o vimos. Seu Fitz nos deixou ir direto para A Torre e Llewelyn o trouxe algumas roupas novas e livros e algumas poucas outras coisas. Gruffydd no est bem, Cariad. Fisicamente, ele est magro e plido, mas alguma outra coisa est diferente nele - como se ele estivesse oco por dentro agora. Acho que talvez ele tenha sido torturado muitas vezes ou apenas tenha ficado por muito tempo naquela cela. Sua autorizao de morte fora assinada antes do nascimento de Eimile, ento ele viveu cada dia desde ento esperando para morrer e isto  demais para um garoto suportar. Llewelyn - ele est aborrecido. Este, pelo padro normando,  seu apenas vagamente filho legtimo, e mesmo se o rei Henry se apiedar e deixa-lo ir para fora um dia, no acho que Gruffydd ir um dia ser capaz de governar Gales.

Venha c. Eu vou desamarra-lo, Duana ofereceu, se sentando. 

Gwilym havia h muito tempo abandonado qualquer pretenso sobre sua mo direita ser to hbil quanto fora um dia, ento ele foi para o lado da cama para deixa-la desamarrar seu cinto, e ento os fios em seus cales e calas. Ele conseguia gerenciar isso, mas ela o fazia mais rpido. Ela terminou, beijando seu estmago suavemente antes de se deitar novamente, provavelmente seu modo de fazer as pazes para cada palavra zangada que eles haviam lanado um para o outro desde que a intimao chegara. 

O que ele far? E quanto ao filho que voc quer que Eimile se case?

A me de Rhys era amante de Llewelyn, nunca mais que isso. A me de Gruffydd era sua esposa de lareira - normandos ouvem a palavra esposa e pensam legtimo e ouvem amante e pensam bastardo. Gales  muito normanda agora para ser governada por um bastardo. E Rhys tem sido criado como um segundo filho, criado para ser um cavaleiro, no um prncipe. Ele tem quase 12 anos agora: talvez muito velho para voltar e aprender poltica. No sei o que Llewelyn vai fazer. O que seu Pembroke diria, Cariad? Ele poderia ensinar um menino de 12 a ser um prncipe?

Ele testou a banheira redonda de gua que havia milagrosamente aparecido nos aposentos e a achou toleravelmente morna, ento Gwilym entrou e comeou a esfregar a sujeira de uma semana. 

O nome dele era Walter, William. Voc pode cham-lo de Walter.

Do que voc o chamava? Ele perguntou, pegando o sabo e duvidando que ela o responderia. 

Ela ficou quieta por um momento. Ele a olhou e viu que ela estava sorrindo suavemente. Na maior parte do tempo, eu o chamava de senhor, eu tinha 14 anos e estava to intimidada que eu ficava esquecendo seus ttulos. Era a nica palavra que eu sabia em francs: monsieur. Ele falava galico, mas estava muito doente e eu no sabia daquilo. Eu lhe disse que ele havia sido ferido: talvez um cavalo tenha pisado em suas costas depois que ele caiu em batalha - ele no se lembrava - e havia muitos outros ferimentos tambm. Depois de eu ter estado em Londres por um ms ou algo assim e estava... melhor, tanto quanto ele, ele me disse que parecia um pouco arrogante cham-lo de Conde de Pembroke e Striguil, Senhor de Leister quando ele estava deitado em sua cama e eu estava trocando suas ataduras. Ele disse que quando ele pudesse andar novamente, eu poderia cham-lo daquilo, mas at l, eu deveria achar outro nome para ele. E que se eu o trouxesse papel e uma pena, ele me mostraria como escrever e ler seu nome, para que eu pudesse me lembrar dele at l.

Gwilym havia estado to interessado na estria que ele se esqueceu no s de se enxaguar, mas momentaneamente o que ele havia perguntado. 

Sim, ele diria que 12 era muito velho, William. Ele acreditava que reis eram ordenados por Deus, mas afiados pelo homem, e um menino de 12 anos nunca pensar como um rei. Este era um dos problemas de rei John, ele disse, mas no repita isso. Henry Plantagenet sempre esperou que um de seus filhos mais velhos governasse, ento John, anos mais novo, foi esquecido. Ento, como ambos herdeiros mortos sem filhos, deixou apenas John Lackland. Como poderia meu marido repentinamente ensinar a um homem crescido como ser rei? Rei John entendeu como exercer poder, mas nunca a responsabilidade que aquele trazia.

Jesus, voc realmente presta ateno, Duana.

Eu tive alguns homens brilhantes para ouvir, ela respondeu, se aninhando nos travesseiros enquanto ela o observava se banhando sob a luz de velas.  claro que um deles no  voc, Duana adicionou sarcasticamente. 

Bruxa, ele respondeu, feliz que ela parecia se sentir melhor. 

Uma bruxa devassa. Me conte sobre Fitz, William.

Gwilym gaguejou ainda focalizado na primeira frase dela. O - o que de Fitz, Cariad? Alm de sua claramente aberta adorao a voc? 

Sim, alm disso. Foi difcil para mim, julgar enquanto ele estava me encarando como cachorrinho abandonado e voc se embrulhando a minha volta como uma segunda pele. Que tipo de homem ele se tornou?

Ele considerou por um momento, ento respondeu, Um bom homem. Honroso, sem medo de admitir quando ele comete um erro. Ele foi tolerante, at mesmo amigvel comigo e Llewelyn, o que  mais que muitos normandos seriam. Eu diria que o pai dele - seu Walter - foi um grande homem e que Fitz est tentando demais ser o pai dele em vez dele mesmo.

Eu diria o mesmo, s imaginei o que voc pensou.

Bem, agora que concordamos nisso, voc quer tentar nomear nosso filho novamente? Ele perguntou, se levantando e se secando.

Ele tem um nome - seu nome.

Que eu ainda estou usando. Um nome prprio, como Leuan me chama de Llwynog. Eu no fui batizado de Llwynog; isso  s o que todo mundo pensou que eu deveria me chamar. Quando eu tinha 7 eu os havia perdoado e quando tinha 11, eu aprendi a no responder a Fox. Mab no pode ser Llwynog e ele no pode ter algum nome que eu no consigo dizer: sem sons de j ou ch. E, at eu me acostumar com a idia de que voc teve uma vida antes de nos casarmos, por favor, no o chame de Walter. Tirando isso, apenas escolha. 

Outra noite, ela disse enquanto ele apagava as velas e deslizava para debaixo dos lenis.

Tem certeza que voc est bem? Algo parece... eu no sei... tem alguma coisa a incomodando? Algo alm do que eu j sei?

Ela se virou para que eles estivessem deitados cara a cara, embora ele no pudesse v-la na escurido. Ainda no, William. Eu lhe direi, mas no ainda. Estar aqui no  fcil para mim.

Eu sei disso. Estes so os mesmos quartos, Cariad? 

No. Eu no quero pensar sobre aquilo neste momento. Eu quero pensar sobre voc, ela sussurrou. 

Merda - talvez ele devesse ter aceitado a oferta de Fitz de ir festejar nas tavernas. Fazia muito tempo e a ter nua ao lado dele teve uma instintiva e imediata resposta. Ele continuava a encontrar e pegar pedras jaspe e Duana continuava a joga-las fora, querendo saber por que ele havia adquirido o hbito de coletar pedras de repente. Gwilym a havia dito que eram abortos de drago, o que provou ser um erro: agora ela ficava  horrorizada quando encontrava uma sob seu travesseiro. Alm disso, ele no tinha nenhuma pedra jaspe agora e no parecia haver qualquer modo de salvar sua honra. 

Hummmm. Talvez eu possa te dar alguma outra coisa para pensar a respeito, cariad, mas eu quero te fazer uma pergunta. Ela se moveu para mais perto, se pressionando contra ele. Joanna no concebeu em vrios anos e Llewelyn precisa de outro filho. Como ele faria isso?

Ela riu suavemente. William, eu sei que voc tem uma fixao sobre Llewelyn e eu, mas se ele no sabe como fazer isso at agora, eu no tenho inteno de ensin-lo.

Gwilym murmurou alegremente para ela, a fazendo ccegas para que ela se remexesse. Bruxa - No foi o que eu quis dizer. Deixe-me ser mais direto: eu quero que voc conceba novamente, ter outro filho. Quando eu deveria ter certeza de estar em casa  noite?

To cedo? Ela perguntou, provavelmente antes de pensar. 

Sim, ele blefou. Me diga.

Ele a ouviu engolir em seco. A maioria dos bebs parecem ser concebidos um pouco mais de uma semana depois que o fluxo de uma mulher vem. No logo antes nem logo depois e quase nunca durante. Desde que eu parei de amamentar, isso vai ajudar tambm. Mas no  uma cincia exata.

 por isso que quer amamentar os bebs, Cariad? Ele perguntou. 

No. No, William, ela insistiu, como se ele a estivesse acusando de, de fato estar fazendo algo errado em vez de apenas socialmente questionvel. Mas  por isso que mulheres nobres tm tantos - so abenoadas com tantos, ela corrigiu, filhos, e s vezes mulheres mais pobre no: enquanto voc amamenta seu prprio filho - ou filho de outra -  mais difcil conceber. No, eu apenas gostava de sentir Eimile e Mab ainda prximos de mim. Eles passaram tanto tempo crescendo dentro de mim e o leite estava l; por que d-los a outras mulheres quando eu posso amamenta-los, to facilmente quanto elas? 

Mas seu fluxo acabou de passar, ento voc no poderia conceber esta noite? Semana que vem, talvez, mas no esta noite?

No, provavelmente no esta noite. Eu sinto muito. Voc no vai parar, vai? Sua voz tinha uma leve margem de desespero, o que o afetou de modos que ela nunca poderia saber. 

Ele suspirou, tentando soar desapontado. Tudo bem. Apenas por voc, eu farei este sacrifcio. Mas apenas desta vez. Eu acho que este  um dos fardos de ter uma linda jovem esposa.

Oh, ela disse, usando sua voz de menininha arrependida, Eu no deveria lhe incomodar, meu marido - mais velho - voc precisa de seu sono. Duana comeou a se levantar. Eu partirei e o deixarei descansar.

Ele se moveu como um raio, atando seu brao em volta da cintura dela e ciente de que ela havia acabado de ter um beb h 7 semanas, a puxando cuidadosamente de volta para baixo. No ouse, Gwilym riu. 

*~*~*~*

O que houve? Duana resmungou sonolenta enquanto Gwilym deslizou de volta para baixo das cobertas, misturando a frente do corpo dele na maciez de trs do dela. Doente?

No - volte a dormir. Eu s estava confuso. 

Por que? Ela perguntou, se movendo mais para perto dele. 
Eu pensei que estivesse em casa, ele murmurou. 

Voc se levantou para checar as crianas?

No, Gwilym disse defensivamente, como se ele no tivesse feito isso todas as noites desde que eles deixaram Gales. E eu no cheguei at o corredor antes de perceber que eu estava em Londres, tambm.

Ela fez um som contente, esfregando a ponta dos dedos suavemente sobre seus antebraos. Claro que no chegou. Ns voltaremos para Aber em uma semana.

Eu pensei que fosse trs e alguma coisa - hora do beb mamar e eu ia traze-lo, para que voc no tivesse que se levantar. Imagine as estrias que os guardas de Llewelyn tero para contar em volta da fogueira: Senhor Gwilym abriu a porta, completamente nu, para ver quem queria ir brincar com os seios de sua esposa.

Os ombros dela se moveram enquanto ela ria, ainda no realmente acordada. Eu te amo mesmo, William. E voc me faz feliz. No duvide disso.

Eu no duvido, ele sussurrou, relaxando para dormir antes que lhe ocorresse que ela nunca ouvira aquelas palavras de volta. 

*~*~*~*

Duana deve ter estado exausta. Era pelo menos meia hora depois da aurora e ela ainda no havia se mexido; no havia nem se movimentado enquanto ele puxava os lenis para procurar por outras marcas, e no achando nenhuma, simplesmente a fitou enquanto ele se decidia do que fazer.

Eventualmente, ela abriu os olhos, piscando sonolenta e tentando imaginar qual era o problema quando o viu pairando sobre ela. 

A mesa criou dedos? Ele perguntou, tentando no soar to furioso quanto ele se sentia. E anis?

Ela mexeu os ombros, esticando os braos e bocejando. William? Ela comeou e ento parou no meio do bocejo quando percebeu que seu rosto doa.

Quem bateu em voc? Ele repreendeu. Droga, Duana - Como voc pde no me contar isso! Algum drogou os guardas, entrou aqui e bateu em voc! Eu juro por Deus que vou -

O que, William? O que voc ir fazer? Comear a enforcar homens quando voc quiser? Isto no  Gales; voc vai acabar na Torre ou pendurado no fim de uma corda. Voc vai enfrentar um homem mais novo e mais rpido com uma espada e se matar?  s um hematoma - eu vou sobreviver e eu preferiria que voc tambm sobrevivesse.

Ela comeou a se sentar e se virar de costas para ele e ele a empurrou de volta para o colcho, to lvido que no conseguia respirar direito. Voc  -minha- esposa. Enquanto estivermos na Inglaterra, voc  minha propriedade. No em Gales, mas aqui voc  a mesma coisa que um cavalo ou pedao de terra sob a lei. Se voc faz algo errado,  meu trabalho corrigi-la, de ningum mais. Eu poderia bater em voc sem motivo algum no meio de Westminster e os homens acenariam com a cabea e diriam que bom marido eu sou, mas ningum interferiria ou tocaria em voc sem meu consentimento. Nunca! Por nenhum motivo. No me importo com o que disse ou fez. Maldio! Ele pegou algum enfeite da mesa ao lado da cama e jogou contra a parede se sentindo levemente satisfeito quando ele se estilhaou contra as pedras pintadas de branco. Como ousa no me contar!

Duana fechou os olhos novamente, desviando o rosto de Gwilym. Enquanto ele assistia uma lgrima aparecer na bochecha dela. 

Droga, cariad- disse Gwilym, tentando ele mesmo no chorar e tendo sucesso na maior parte. Apenas me diga quem fez isso.  tudo que voc tem de fazer.

Ela balanou a cabea negativamente. Eu ficarei aqui. Ningum pensar que voc bateu em mim. Ningum me ver.

Diabos das pessoas verem voc. Vou te arrastar para o balco do rei e exigir saber quem fez isso se voc no me disser.

Sua cabea continuou a se mover negativamente. Eu sinto muito, William.

Ele temia perder a pacincia e acidentalmente machuca-la ou assusta-la se eles continuassem discutindo, ento ele se ps de p, colocando algum ar entre eles at que ele se acalmasse. Eu tenho que ir prestar juramento ao rei pirralho, ele disse, usando seu tom distante e autoritrio para esconder que ele se sentia do modo que uma mulher devia se sentir quando um estranho a estuprava. No saia daqui ou abra a porta at eu retornar.

Girando os calcanhares, ele caminhou para fora, batendo a porta dos aposentos atrs dele. Se levante e barre a droga da porta! Ele gritou e ouviu os passos dela se apressando pelo cho.

Gwilym pegou sua espada e a embainhou antes de abrir a porta para o corredor, seus dentes rangiam tanto que ele podia de fato ouvir seu corao batendo em suas orelhas.

Um dos guardas de Llewelyn imediatamente o alcanou, mas Gwilym parou. Fique com minha esposa. Se voc deixar qualquer um entrar por aquela porta antes que eu volte, voc responder a mim, no a Llewelyn desta vez, ele ordenou. 

Voc no quer uma escolta para Westminster? Prncipe Llewelyn disse para escolta-lo para Westminster, o jovem cavaleiro disse, ainda fascinado por sua primeira viagem a Londres. E se houver algum problema? E se algum ver que voc  gauls e-

Gwilym se virou, seus olhos escuros o repreendendo perigosamente e o cavaleiro decidiu esta era a manh errada para qualquer normando idiota brigar com o senhor de Aber. 

Sem outra palavra, o guarda retomou seu posto no lado esquerdo da porta para os apartamentos, engolindo nervosamente e observando cautelosamente enquanto Senhor Gwilym ia embora. 

*~*~*~*

Llewelyn j estava andando de um lado para o outro do lado de fora da igreja, esperando ansiosamente por Gwilym. Gwil era conhecido por dizer a Llewelyn, como seu suserano, para no encher e aparecer para prestar juramento quando ele achava necessrio. Ele estava sempre l quando chamado para lutar e no havia dvida de sua lealdade, ento Llewelyn apenas via as ausncias como um dos caprichos de Gwilym. Mas isso no servia para ignorar a intimao - mesmo que os dois tivessem filhos mais velhos que o novo rei. 

Meu Deus, Llewelyn - voc cheira como se tivesse passado a noite se rolando com uma garrafa de cerveja e alguma mulher, Gwilym o informou, descendo de sua sela. 

Llewelyn o olhou furioso. Qualquer homem olharia educadamente para sua forca, mas Gwilym estava falando como um amigo mais que um sdito. Meu filho - voc o viu. Voc no pode possivelmente entender.

Talvez eu possa, Gwilym atirou de volta, ainda vido por comear uma briga com algum. Ele e Llewelyn nunca haviam falado sobre Dafydd novamente depois do dia que o prncipe de Gales havia vindo para contar a Gwilym que ele estava morto. Era como se o garoto - o jovem homem - nunca tivera existido, nem Llewelyn tivesse dito que Dafydd seria bem tratado em Londres. Ele estava mandando seu prprio filho Gruffydd: que melhor garantia de que rei John nunca machucaria os refns que ele exigira?

No que despedaar o corao de Llewelyn traria Dafydd de volta. Gwilym adicionou mais calmo, No estou lhe julgando - S estou dizendo que voc cheira como se voc no tivesse dormido sozinho.

Eu no dormi, ento no importa se eu estava sozinho ou no. Vamos acabar logo com isso.

Preciso falar com voc depois. Sobre minha esposa.

O que sobre ela? Alm de que ela precisa aprender algumas boas maneiras. Realmente, Gwil - no h desculpa por ela ter te trancado para fora ontem  noite.

Parece que algum j tentou ensina-la algumas boas maneiras, Gwilym respondeu enquanto as portas para o Westminster se abriam e seus nomes eram anunciados para o rei. Llewelyn o deu um olhar confuso, mas no havia mais tempo para discusses particulares.

Eles se aproximaram do balco como comandado, esperando pelo rei, um menino magro de cabelos escuros de 10 ou algo, para reconhece-los. Alguns passos  direita de Henry, estava Fitz, agindo como um regente, fazedor de reis - na realidade, o verdadeiro governador da Inglaterra. 

Sua majestade, Prncipe Llewelyn de Gales e Senhor William de Aber. Voc havia requisitado Senhor William para prestar juramento a voc, Fitz supriu para o garoto, que acenou com a cabea. 

Louis - Louiselen, ele tentou, ento comeou novamente. Lewelin? ele olhou para Fitz, que balbuciou Llewelyn novamente. Como est minha irm Joanna, Llewelyn? 

O prncipe de Gales se remexeu desconfortavelmente. Gwilym no era o nico que havia se estabilizado com a idade - Llewelyn era geralmente fiel  sua esposa, desde que isso no fosse nem um pouco conveniente. Seja onde for que ele esteve noite passada e com seja quem fosse que ele estivesse, ele no estaria alardeando sobre suas conquistas. 

Ela est bem, sua majestade.

Senhor William, Henry disse avidamente, Voc se casou com a viva do conde Pembroke, no? A condessa se tornou a Senhora de Aber?

Yes - Oui, Gwilym respondeu, se lembrando que era esperado que ele falasse  em vez de apenas entendesse francs. 

Eu ouvi que ela est bem que vocs tm uma filha agora. Jovem Henry parecia ter boas lembranas de Duana. 

Sim - Eimile. E um filho. Ele tem apenas algumas semanas. Ele se sentiu tolo se explicando para este menino que deveria estar l fora brincando de cruzado e procurando por drages imaginrios em vez de estar sentado em um trono. E a idia de que Eimile e Dafydd e esse rei Henry dividiam o mesmo pai era muito estranha, at para Gwilym. 

Henry disse algo rapidamente em francs, saindo, mas Fitz balanou a cabea. Seu nome? Ele perguntou, encurtando suas frases. Qual  o nome de seu filho?

Ns ainda no escolhemos um nome prprio, sua majestade. Ele  ap Gwilym de Aber, claro, mas ns o chamamos de Mab. Significa o filho homem de, como fitz.

David  um bom nome gauls - um nome de santo, Henry sugeriu. David, filho de William de Aber: isso tem um som agradvel. Anote isso, ele ordenou o escrivo, que escreveu. 

Sua majestade... Fitz comeou. 

Voc disse que David era o santo padroeiro de Gales, Fitz! Henry protestou, sem entender o que ele estava fazendo de errado. Ele ainda no nomeou o filho e eu o ajudei.

Gwilym abriu a boca para protestar e Llewelyn o deu um cutuco de no-to-rpido.

Senhor William tinha um filho bastardo chamado David -  por isso que voc sabe o nome, Fitz sussurrou para Henry. Lembra-se? Ns falamos disso, esta manh.

E da que ele tem um filho bastardo e um legtimo dividindo o mesmo nome. Quantos Henrys bastardos meu pai teve?

Demais, Gwilym pensou, mas conseguiu no falar por algum tipo de esforo divino.

 um costume normando; nomear filhos com o mesmo nome, Henry continuou, E voc tambm disse esta manh que Senhor William poderia aproveitar alguma civilidade normanda se ele fosse se casar com a condessa. Realmente, Fitz, eu no te entendo de algumas vezes. Senhor William, sua esposa est com voc?

Sim... sua majestade, ele se lembrou de adicionar, incerto se ele deveria ficar entretido pela piada do garoto ou furioso. Ele podia chamar Mab do que ele quisesse, mas em Londres, o jovem senhor de Aber sempre seria Dafydd. Havia uma justia potica a isso, de alguma forma. 

Ento preste seu juramento e nos deixe v-la. Isso  tudo que eu tenho para fazer esta manh, no  Fitz? Depois dos gauleses, eu posso ir brincar, certo?

Fitz acenou com a cabea. 

Ela no est bem esta manh, Gwilym disse rapidamente. 

Voc no vai me interromper! Voc no vai discutir comigo! Eu sou o rei! Eu quero ver a condessa e voc vai me levar at ela! Henry gritou com Gwilym. 

E voc precisa de sua bunda esquentada at que voc possa aprender um pouco de respeito, rei ou no! Gwilym retorquiu, afortunadamente em gauls e afortunadamente no quase vazio salo do Westminster. Poucos nobres estavam na corte em fevereiro, embora Llewelyn parecesse horrorizado mesmo assim. Gwilym engoliu, e respondeu educadamente em francs, Claro. Minha esposa fala muito carinhosamente de voc, sua majestade. Ela se lembra de quando voc era apenas um menino.

Aquilo teve o efeito desejado e Henry relaxou, inchando um pouco. Jure, e ento eu tenho uma prop- uma prop- eu tenho uma oferta para lhe fazer e a Llewelyn. Voc quer que meu escrivo leia o juramento primeiro?

Gwilym balanou a cabea no, rapidamente se ajoelhou e recitou: Pelo Senhor Deus, eu serei para o rei Henry fiel e verdadeiro e amar tudo que ele ama e evitarei todas as escapadas, de acordo com a lei de Deus, de acordo com os princpios do mundo e nunca, por vontade no nem por fora, por palavra ou por trabalho, convirei de nada que seja detestvel para ele; e na condio de que ele me proteja como sou e disposto a merecer, eu, Senhor Llwynog ap Gwilym de Aber juro lealdade e servio. 

Pronto - est feito. E, como Duana diria, o mundo no acabou. 

Isto  bastante para lembrar, especialmente quando voc no fala francs muito bem, Henry disse em admirao. Juramentos e reis romanos - Csars - estes so os mais difceis de se acertar.

A boca de Gwilym se movimentou. Ele estava um pouco mais calmo agora que estava acabado e ele no tinha se sentido como um completo idiota. Seu juramento era para a coroa, no tanto para a simples criana. 

Fitz limpou sua garganta e balbuciou proposta.

Sim - a prop - po - sta, Henry se lembrou. Gales e Dover e Frana e o garoto gauls na Torre. Fitz, eu no me lembro. Posso ir brincar?

Fitz balanou a cabea, mas tomou pelo garoto. Primeiro, Llewelyn - o rei vai condicionalmente libertar seu filho. Gales tem sido leal por um ano agora, e o rei acredita que voc aprendeu a lio. A sentena de execuo foi anulada e voc, se voc concordar, pode ficar em Londres com ele at que o rei lhe d uma licena para voltar para Gales. Ou voc pode voltar para ele mais tarde. No importa, ele ser libertado da Torre.

Obrigado, sua majestade, Llwewlyn disse, se lembrando de se dirigir a Henry em vez de a Fitz. Henry estava ocupado tentando coar uma coceira no fundo da orelha e no pareceu notar. 

Mas, Fitz continuou, Os gauleses no podem ter nada mais a fazer exceto pensar em modos de se rebelar contra a Inglaterra. As terras que deveriam ter passado  condessa - Senhora Duana - o rei devolver as terras no sul de Gales para ela na condio de que o Senhor William possa arranjar-se para cavalgar at a Inglaterra dos franceses em Kent e Dover. Imagine um jeito de a coroa tomar Dover de volta como dote dela. Como seu suserano, Llewelyn iria presidir todo o norte de Gales. 

Voc no conseguir manter a paz no sul mesmo, Llewelyn disse. Voc me d de volta meu filho e assegura que eu esteja muito ocupado tentando subjugar os Senhores Marchers no sul de Gales para se rebelarem novamente.

Sim, Fitz respondeu. Voc  bem rpido. O rei no tem dinheiro para ficar jogando em lutas no sul de Gales, ento ele dar isso a voc e o deixar lidar com isso. Contanto que Gales seja leal a voc e voc seja leal  coroa,  uma boa troca. E ele no pode lutar guerras com todos os pases  volta dele. Senhor William  conhecido por ser um estrategista militar muito bom; se ele puder imaginar um jeito de tirar os franceses da Inglaterra, que no  tarefa pequena, a coroa no tem que se preocupar sobre Gales ou Frana.

As costas oeste e sul da Inglaterra estariam seguras, Gwilym completou, j conspirando. 

Deixando apenas a Irlanda e a Esccia em rebelio, Fitz terminou por ele. em adio ao seu exrcito, o rei ir supri-lo com cavaleiros e navios e seja o que for que voc precise. E se seu exrcito lutar mais de 40 dias, a coroa o pagar por isso, ele disse, sabendo o atual ponto dolorido de Gwilym: rei John havia simplesmente ordenado os gauleses a guerrearem quase constantemente por anos, sempre jurando que ele iria reembols-los, mas nunca o fez. No h nenhum truque, William -  uma oferta bona fide. E o rei da Inglaterra  um menino. Ele precisa de uma pequena guerra, na verdade, to poucos gastos quanto possvel pelos prximos poucos anos. Ele no pode ter o exrcito francs acampado h 10 milhas de Londres. 

H sempre algum truque, Fitz. Eu j recebi presentes do rei antes, disse Gwilym.

Eu no sou - o rei no  - tolo. No colocarei todo o exrcito britnico  sua disposio, um gauls, sem acompanhamento, William. E Duana ficar na corte, claro, s no caso de voc decidir que a Inglaterra precise de liberao dos ingleses tanto quanto dos franceses. Seu primeiro filho no pareceu ser um incentivo bastante poderoso para mant-lo na linha, mas eu acho que Duana ser.

No, Gwilym respondeu imediatamente. 

No  como Gruffydd, William. Nem como todos os outros meninos gauleses como filhos adotivos nobres que fugiram da corte. Duana fica aqui como uma visitante real. Ela era a condessa de Pembroke e minha madrasta; eu providenciarei para que ela seja tratada propriamente. Voc tem minha palavra.

Eu j tive a palavra do rei antes, muito obrigado. 

Gwil- Llewelyn assobiou a ele. Toda Gales, droga. Meu filho! Sim, Senhor William aceita sua oferta, Llewelyn respondeu Fitz, agora completamente se esquecendo de Henry. 

No! Ns temos dois filhos pequenos em casa. Ela teve pesadelos horrveis apenas por estar aqui de novo e algum entrou em nossos apartamentos e a atacou! A bateu! Gwilym discutiu em seu francs forado. 

Quem a atacou? Fitz perguntou, alinhando os ombros. Falo srio, William - em minha honra, ela no ser machucada na corte. Henry! ele disse. O rei olhou, distrado de um inseto que ele estava observando. Voc j terminou - voc pode ver Duana agora.

Quem? Henry perguntou. 

A esposa de Pembroke.

Oh! O menino respondeu feliz, se afastando do balco. Ser que vai ter ameixas? Eu gostaria de uma ameixa.

*~*~*~*

O que  isso? Gwilym perguntou severamente apontando para a bandeja de comida intocada em uma mesa do lado de fora dos apartamentos de Duana. 

Caf da manh, o guarda respondeu. 

Caf da manh? Por que est aqui fora?  muito difcil que minha mulher coma a comida que est no corredor.

O podre jovem cavaleiro, que havia estado guardando a porta desde que substituiu Jacques noite passada, piscou, horrorizado com o temperamento do Senhor Gwilym, mas paralisado por sua falta de sono. Eu no deixei ningum passar por esta porta, meu senhor. Nem para dentro, nem para fora. Nem uma alma.

Gwilym, j furioso, realmente comeou a ver vermelho. Eu no quis dizer a maldita criada seu idiota! Como pode pensar que eu o ordenaria a no deixar minha mulher comer? Pareo um normando para voc?

Ele tinha desembainhado metade da espada quando Llewelyn agarrou seu antebrao, o ordenando a parar. O velho rei John havia privado alguns de seus prisioneiros de comida at a morte; se Fitz ou Henry entendessem gauls para perceber o que Gwilym estava falando sobre normandos e mulheres morrendo de fome, poderia haver problemas. 

Vou matar algum em muito breve e estou fora de forma com execues - acho que vou me aquecer neste tolo!

Gwil! Pare com isso! Llewelyn exigiu, ento para o cavaleiro, Eu sairia da vista dele, garoto.

Ningum precisou dize-lo duas vezes. O guarda se apressou pelo corredor, ento, olhando para trs para Gwilym, realmente comeou a andar correr.

*~*~*~*

No toque nela, Gwilym lembrou Llewelyn enquanto o prncipe inspecionou a marca na bochecha dela. Ela no gosta.

Lewelyn gesticulou para Duana para levantar a cabea e puxar o vu para ele poder ver. Sim, isto  uma marca de mo. Quem a bateu? Quem te bateu, Duana? Ele perguntou suavemente,  tudo que ele fez?

Ela no vai dizer, mas no h outras marcas nela, Gwilym supriu. 

Bem, faa-a falar, Gwil. Llewelyn estava extremamente apiedado, mas ele tambm queria ir tirar seu filho da Torre. E ele estava se pendurando pra caramba. Confie em Gwilym para ter uma crise com isso todas as manhs.

Llewelyn, esta  a senhora Duana, Gwilym apresentou sarcasticamente. Cariad, Prncipe Llewelyn. Obviamente voc ainda no conheceu minha esposa, Llewelyn.

Isso no importa, Fitz interviu, finalmente desviando o olhar da cama desfeita no quarto ao lado e tirando as imagens que isso trouxe  mente dele. Eu sei quem fez isso. Eu j mandei busca-lo.

Por favor, no faa isso, Fitz, Duana implorou, falando pela primeira vez desde que abrira a porta e encontrara trs homens, o menino-rei e uma dzia de guardas esperando no corredor. Rei Henry havia se plantado no colo dela no sof e ela deu um tapinha carinhoso nas costas do menino por costume, evitando os olhares de todos. 

Meu pai nunca permitiu que Edward a machucasse outra vez, nem a v-la. Como posso dizer que sou filho de meu pai se eu permitir isso?

O queixo de Gwilym subiu. Ele finalmente tinha um nome. Edward?

Por favor, Fitz, ela tentou uma ltima vez. 

Edward  meu meio irmo. Ele ... insano; possudo talvez. O filho do primeiro marido de minha me - no h relao sangunea entre ns. Sinto muito, Duana; eu no pensei que ele ousaria fazer algo to ousado. Ah, a est ele, Fitz disse, quando os guardas reais apareceram com Edward. 

Eu no fiz nada a ela, Fitz, disse Edward, sem nem ao mesmos esperar ser perguntado por que ele havia sido trazido aos apartamentos de Duana. Eu lhe dou minha palavra, irmo.

Sua palavra no segurar mais nenhuma gua que uma peneira, irmo.

Ainda assim  minha palavra - minha palavra contra a de um gauls de que eu a agredi e no ele.

Gwilym, marchando atrs de Duana, estava considerando os mritos de simplesmente atacar esse Edward com suas prprias mos, desde que Llewelyn havia confiscado sua adaga e espada. Os guardas gauleses estavam o mantendo encurralado em um canto da sala de estar, mantendo o sof e uma linha de cavaleiros entre Gwilym e Edward.

Voc parece saber bastante sobre o que voc est sendo acusado para um homem inocente, disse Gwilym, sentindo o peito subindo e descendo enquanto ele respirava mais rpido. Duana,  ele que estava aqui noite passada?

Ela o ignorou, ento Fitz disse laconicamente, Ou voc faz sua mulher contar a verdade, Senhor Gwilyn, ou eu vou coloca-lo sob custdia por desobedincia  coroa e voc pode apodrecer na priso at que ela aprenda como responder uma simples pergunta. 

O blefe, se isto era o que era, funcionou. Duana focalizou-se na parede atrs de Fitz, mas ela finalmente disse, Eu pensei que fosse William, mas Edward disse que ele era um amigo do rei, que se eu no fizesse o que ele queria, ele providenciaria para que William tivesse um acidente em batalha.

Ele no  amigo de Henry, Duana; esta  apenas uma de suas falsas crenas, uma de suas vozes falando com ele, Fitz respondeu, enquanto o estmago de Gwilym se virou. O que voc fez? Voc... fez o que ele queria?

No - eu peguei a espada de William e o fiz sair. E aferrolhei a porta.

Os trs homens se entreolharam chocados enquanto Edward olhou furioso para ela. Ele tentou estupra-la e voc pegou a espada de William e voc - todos os nada 5 ps de voc - fez este homem - este cavaleiro - ir embora? Llewelyn ecoou, incerto se ele acreditava em seus ouvidos. Gwil, me lembre de nunca zangar sua esposa.

No importa, Edward assobiou, seu rosto vermelho de raiva. Ela no pode falar contra mim! Voc no tem nenhum homem que possa testemunhar contra mim. Esta  a lei e voc a conhece!

Fitz moveu seu peso de um p para o outro. Essa era realmente a lei. Eu o quero fora da Inglaterra. No, no s fora da Inglaterra: fora da Europa. Eu vou mandar escolta-lo at a fronteira - no volte desta vez.

O rosto de Gwilym ficou vermelho e Llewelyn, antecipando a reao de seu amigo, rapidamente agarrou um brao enquanto um dos guardas gauleses segurava o outro. S isso? Todos ns sabemos que ele a agrediu e voc vai apenas bani-lo? Voc acha que isso  justia, Fitz?

 a lei, Fitz respondeu miseravelmente. Eu no posso ensinar Henry a ser justo se eu tambm o ensinar a colocar de lado a lei quando ele quiser.

Voc est morto, Edward! Gwilym o assegurou, enquanto Duana sussurrava para Henry descer do colo dela. Eles podem me enforcar, mas voc nunca ver outro amanhecer! E voc nunca mais forar outra mulher!

Seu francs  bom, para um gauls bastardo, Edward respondeu, trabalhando sob uma falsa iluso de que Llewelyn poderia realmente impedir Gwilym de mata-lo por muito tempo. Voc deveria ensinar algumas palavras para suas mulheres celtas para elas saberem como ser mais apreciativas da ateno de um soldado ingls.

Eles ensinam uma frase em francs, Duana respondeu suavemente, se levantando e se aproximando de Edward. Eles nos ensinam a perguntar est dentro para que ns possamos perceber a diferena. Seria rude no notar.

Os guardas, ambos gauleses e ingleses, estavam focados na briga de Gwilym, ento ningum teve tempo de intervir antes que Edward se chicoteasse, batendo em Duana forte o bastante para joga-la no cho. 

Maldito! Gwilym gritou, conseguindo livrar um brao. Maldito - pare com isso! Eu vou rasgar a sua garganta, seu filho da puta!

Duana ficou no cho, confusa e quando a cabea dela se esclareceu, os guardas haviam libertado Gwilym e agarrado Edward. Llewelyn passou a Gwilym um leno, que ele pressionou ao nariz dela que estava sangrando, suas mos tremendo.

Homem morto, Gwilym disse para Edward, deitando Duana contra ele. 

Sem necessidade disso, disse Fitz. Ns temos pelo menos uma dzia de testemunhas. Henry, qual  a punio por bater da esposa de outro homem?

Priso, Henry respondeu, torcendo seus dedos ansiosamente. Henry havia visto seu pai bater em sua me Isabelle muitas vezes e isso fazia seu estmago doer. Embora ele nunca tivesse visto Pembroke bater na condessa Duana, mesmo quando ela o provocava ou discordava de seu marido e Henry sempre preferiu de ficar na casa deles. 

E se ele tentou estupra-la? Fitz perguntou. 

Morte, Henry respondeu, se fazendo um pequeno alvo no canto do sof. Ele ia estupra-la agora, Fitz? Ele perguntou, ainda incerto do que aquilo exigia.

Fitz acenou que sim com a cabea, ordenando os guardas a levarem Edward para a Torre. 

Espere, Henry se lembrou. Ela o insultou? No  crime se ela insultou a masculinidade dele. Ela fez isso? Ele deu uma olhada nervosa para Duana e senhor William ainda sentados no cho, William levantando a leno brevemente para ver se o nariz dela havia parado de sangrar, o que no havia acontecido. 

Fitz olhou de Duana para a expresso desafiante de Edward e de volta para Henry. No - ela no o insultou.

Bom. Bem, ento ele pode ser executado ento, Henry disse alegremente, pensando que talvez Duana iria gostar de um gole de gua para ajuda-la a sentir-se melhor. 

Adeus, me, Edward disse, seus olhos to sem vida quanto os de um peixe morto enquanto ele olhava para ela. Eu te amo, me. E eu tenho amado voc, voc goste ou no. Eu tenho, pai teve - mais ou menos. Pobre Fitz; quando ser sua vez?

Leve o embora, Fitz ordenou.

*~*~*~*

Venha, disse Gwilym, olhando dos mapas e listas e vendo Duana finalmente acordada na entrada do quarto. Como est se sentindo, dorminhoca?

Ela abriu a boca, chegando a Be- quando ele ergueu um dedo. Como se algum luntico tivesse me batido no rosto. Duas vezes. E como se eu tivesse tido um beb h pouco e ento cavalgado atravs da Inglaterra na neve. E minha cabea est cheia. E meu estmago vazio.

Assim  melhor. Tem sopa para voc - no achei que voc quereria mastigar. Venha, coma e faa eu me sentir melhor.

Ele est - 

Morto? Muito. Fitz o mandou enforcar ao meio dia e voc dormiu por tudo. Coma - ento ns nos falaremos. Gwilym admiravelmente esperou at que ela tivesse se sentado no sof e tomado um gole de sua canja para fazer uma observao, Parece que voc perdeu uma briga. 

Era para eu perder uma briga, William, ela respondeu calmamente. Essa era a idia. E voc deveria ver meu oponente.

 verdade. Ele enrugou a sobrancelha, estreitando os olhos, Eu ainda assim no gosto que voc tenha feito aquilo. 

Nunca pensei que voc o gostaria. O que est fazendo? Por que voc est com todos esses mapas?

Ele ponderou se seria possvel extrair qualquer informao sobre Edward dela e decidiu que era mais ou menos to possvel como homens voando at a lua. 

Estou jogando um jogo enorme de xadrez com pees, torres e cavalos de verdade. E voc  a rainha de copas.

Ele trouxe o maior mapa com ele, sentando em frente ao sof para que ela pudesse ver por cima do ombro dele. 

Guerra? Ela perguntou. 

Apenas uma pequena, Gwilym mentiu. Voc ficar na corte at que eu retorne.

Ele fingiu estudar o pergaminho at que o silncio atrs dele era insuportvel.

Corte gaulesa? Com Llewelyn?

No, aqui em Londres.

E, e Mab? E Eimile? Ela perguntou, sua voz fazendo a garganta dele dar um n. Duana no precisava de mais uma coisa amontoada em seus estreitos ombros esta semana. 

Eles ficaro com sua me e Joanna em Gales. No vou arriscar traze-los pelas montanhas em fevereiro. Talvez na primavera, Cariad.

Primavera de Londres em abril ou, a voz dela continuava a ficar mais baixa, Primavera de Aber no final de maio, William?

Veja - o rei quer os franceses fora de Dover aqui no sul. Minhas tropas esto aqui, ele indicou para o meio de Gales, e os exrcitos normandos esto aqui, logo acima de Londres. Se eu - ele comeou antes de ouvir algo suspeitamente como um soluo.

No chore. Eu absolutamente a probo de chorar. Ele ordenou, e descobriu que ele estava falando com as costas dela enquanto ela caminhava rapidamente at seus aposentos. 

Abandonando seus mapas, Gwilym a seguiu, encontrando o rosto dela para baixo entre os travesseiros. 

V embora, ela o ordenou, o que ele ignorou, subindo na cama, com botas e tudo e se sentando ao lado dela. Como pode fazer isso?

Ele estendeu a mo vrias vezes antes de finalmente a acomodar nas costas dela, esfregando gentilmente. Eu no fiz isso. Ns poderamos partir amanh se isso fosse do meu jeito. O rei quer que eu o ajude a vencer uma guerra e ele planeja segura-la aqui at que eu o faa. Se eu vencer, Llewelyn pode levar o filho para casa e o rei o dar a maior parte de terras no sul de Gales.

Isso nem faz sentido, William, ela disse, suas palavras abafadas pelo travesseiro. E no diga o rei quando voc quer dizer Fitz. Fitz me manter aqui enquanto ele o manda para a morte.

No, ele insistiu, a virando. No - eu os digo o que fazer, nada mais. Os generais iro liderar exrcitos. Nunca cavalgarei para batalhas, prometo.

Ela fungou, olhando para ele com olhos vermelhos e uma bochecha inchada e infeliz. Essa promessa  como aquela capa cinza que eu no consigo descascar de suas costas: to fina que eu posso segura-la contra o sol e ver luz atravs dela. Voc me disse uma vez que voc estava muito ocupado salvando o mundo para cuidar de sua famlia, sua echen. Voc disse que voc nunca deixaria isso acontecer novamente. E  exatamente isso que voc est fazendo agora. Aquelas foram as primeiras palavras gaulesas que eu aprendi porque voc as disse tantas vezes - falava sobre sua famlia. Sua echen e sua cariad. Eu sou sempre cariad - voc precisa fazer esse ttulo para todos, incluindo eu: voc se importa comigo indiretamente, casualmente, convenientemente. No  a mesma palavra, William. Querida, porque voc no teve escolha em se casar comigo, mas no amada.

Voc est muito cansada; voc sabe que isso no  verdade. Gwilym envolveu seus braos em volta dela, puxando uma involuntria e rgida Duana contra ele. Esta guerra  um jogo de estratgia, como eu disse. O que aconteceu a primeira vez que jogamos xadrez? O que eu fiz? Ela enterrou o rosto no ombro dele, sem querer responder. No, Duana - o que eu fiz?

Voc - voc me atraiu. Voc atacou e ento recuou at eu estivesse certa de que eu pudesse te vencer, ento eu ataquei. Ento voc me cercou e se moveu por todas as direes.

E j perdi alguma vez?

No, William, ela fungou, estendendo a mo para acariciar o rosto dele, Voc nunca perdeu. No importa o que custasse, voc nunca perdeu.

Ele observou os olhos midos dela  luz da vela, tentando pensar em algo brilhante para dizer para fazer isso melhor, mas palavras no vieram. 

No perca, William. Nosso ano no acabou ainda.

Que ano?

Por um ano e um dia nada vir entre ns. Os druidas - a cerimnia. Nosso ano ainda no acabou. No quebre aquele voto para comigo.

No quebrarei, ele prometeu.

*~*~*~*

Fim: Echen (VI)




