xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Nota da traduo: Esta fic est sendo traduzida com a devida
autorizao do autor. Esta histria pertence ao autor, 
e os feedbacks devero ser enviados para ele, 
de preferncia em ingls. Caso voc no saiba escrever em 
ingls, terei o prazer de traduzir seu feedback, e passa-lo para
o autor, e caso ele responda, te devolver este e-mail.
Edna Barros (ednabarros@uol.com.br) 
Para outras tradues, visite: www.wfics.hpg.com.br


Translation's notes: This fic is being translated with the due  
the author's authorization. This storie belongs to the author, and the   
feedbacks should be correspondents for him,   
preferably in English. In case you don't know how to write in   
English, I will have the pleasure to translate your feedback, and send it for  
the author, and in case he answers, to return your e-mail  
Edna Barros (ednabarros@uol.com.br)   
For other translations, visit: www.wfics.hpg.com.br  
  
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx


TTULO: FALSE SCRIPTS
Autor: Donna
donnah@donnas-stories.com
WWW.GEOCITIES.COM/AREA51/QUADRANT/4571/
PG-13
MSR, Angsty
Spoilers - Nenhum
Resumo - Eles a esconderam bem desta vez.
Feedback - por favor.
Retratao - Mulder, Scully, os Pistoleiros Solitrios e 
Skinner pertencem a Chris, 1013 e Fox - e Deus os abenoe por
isso! Nenhuma infrao est sendo quebrada aqui, pelo menos no
 minha inteno.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

FALSE SCRIPTS - 1/3

Mulder olhou para o relgio dele de novo, e ento para o telefone.
Ele ia se atrasar, mas no havia novidade nisso. Ele pegou
o aparelho e discou o nmero dela. "Atenda, Scully."
ele escutou o terceiro toque, e ento ouviu a voz da mquina.
"Ei, g-woman, voc est atrasada. Temos uma reuniao esta manh.
Nao me deixe enfrentar o Skinman sozinho. Eu vou ligar para o 
seu celular e ver se voc est tendo problemas com o carro."

Ele desligou, endireitou o terno e saiu do escritorio, pegando o
celular e discando. De novo, ele pegou o correio de voz dela.
"Scully,sou eu. Liga pra mim." ele colocou o celular no bolso de
novo, e bateu na porta de Skinner.

"Entre" Skinner olhou para ele, e ento para trs dele.
"Agente Scully?"

"Eu, uh, eu nao consegui localiza-la esta manh."

Skinner carranqueou.  Scully nao agia assim. "Tudo bem. Vamos
comear. Voc pode dar os detalhes para ela depois." ele abriu
uma pasta de papis, pronto para pegar os buracos no
relatorio que Mulder tinha feito, quando o celular de Mulder
tocou.

Ele no se incomodou em hesitar ou mesmo se desculpar.
"Scully?"

"Fox, sou eu. Maggie Scully. Dana est a?"

"Sra. Scully". Ele olhou para Skinner e pela primeira
vez Skinner viu um brilho nos olhos de Mulder. "Nao, eu nao a
vi esta manh. Voc precisa falar com ela?"

"Eu... eu s queria ouvir a voz dela. Estou pensando nela
desde que acordei esta manh... acho que vou de carro para o 
apartamento dela, ver se ela dormiu demais."

"Uh, no, sra. Scully. Por que voc no me deixa fazer isso?
Eu ligo assim que a encontrar."

"Fox?"

"Provavelmente ela deve ter tido problemas com o carro.
Eu posso pegar o caminho dela, e ter certeza de que ela nao est
encalhada em algum ponto na estrada, sem o telefone dela, ok?"

"Voc pede para ela me ligar?" ela nao parecia muito contente com
a  idia.

"Eu prometo. E vou ligar para voc daqui a pouco tambm. Nao 
se preocupe." ele desligou e olhou para seu chefe. "Eu tenho
que ir."

"A me dela est preocupada?" Skinner estava se lembrando de 
como ela ficou quando Scully foi levada antes. A mulher sabia
que alguma coisa estava errada, e foi para o apartamento de
Scully. E agora, ela ligou para Mulder.

Mulder acenou com a cabea, a sensao de urgencia forte o bastante
para nao ser negada agora. Ele nao tinha tempo para 
explicaes ou mais demoras.

Skinner suspirou. "Liga pra mim. Quero saber o que voc vai encontrar."
Ele fechou o arquivo, despedindo o homem fisicamente, mas Mulder
j tinha ido embora mentalmente.

Mulder acenou com a cabea, j a meio caminho da porta.
Ele no perdeu tempo e foi direto para o carro. Ele olhou a garagem;
o carro dela nao estava la. Mulder saiu pelo trnsito, e foi para o
apartamento dela. Ela no estava na estrada, ou em qualquer
lugar ao longo do caminho. Quando ele finalmente chegou ao
apartamento dela, e viu o carro no seu lugar de sempre, ele nao 
sabia se ficava aliviado ou mesmo mais ansioso.

Ele se forou a no correr para o apartamento, olhando ao 
redor com um olho alerta. A batida nao foi respondida, e depois de
algumas tentativas, ele deslizou a chave na fechadura e entrou.

Mulder nao sabia se ficava aliviado ou perturbado com o lugar,
que estava imaculado. Ele olhou na cozinha, e nao havia nada fora
do lugar.  A porta do banheiro estava aberta, e nao haviam
nada molhado, as toalhas estavam secas e at mesmo a toalhinha.
A porta do quarto estava fechada, e ele hesitou, a mao sobre a
maaneta. Mulder respirou fundo e entrou.

A cama estava arrumada, como se ninguem tivesse dormido
l. Ele foi para o guarda-roupa, e abriu a prota. O terno que
ela tinha usado ontem estava l, a blusa na cesta de roupa de
lavar.

Certo, focalize. O que estava faltando? Ela nao tinha deixado o
lugar sem roupas, nao por vontade propria. Ele fechou os olhos
por um momento - no pense o pior automaticamente. Ela poderia
ter colocado uma roupa casual, e sado com um amigo, e... decidiu
passar a noite fora? Bem, poderia acontecer, e pelo menos ela
estaria segura, certo?

Era uma pena que ele nao conhecia as roupas casuais dela, como ele
conhecia os ternos que ela usava todos os dias. Ele olhou pelo
armario, tentando nao bagunar nada. A policia nao se envolveria agora,
mas se ele pudesse achar qualquer coisa...

Bem, ele no percebeu nada. Voltando para a sala, ele procurou
com mais afinco. E seu corao afundou quando ele notou a bolsa dela,
atrs da cadeira da escrivaninha. O laptop ainda estava na pasta,
tambm ao lado da mesa.

Parecia que eles nao foram tocados desde que ela os colocou
ali quando veio pra casa ontem  noite. Ele sabia agora, pelo
menos, que ela tinha vindo pra casa ontem  noite - o terno.

Ela tinha duas mensagens na secretaria. Ele escutou as duas -
uma dele, e outra da me dela. Tudo bem, agora - com quem ela
falou por ltimo? Ele apertou o redial - "Aqui  Fox Mulder. 
No estou no momento, deixe uma mensagem."

Ele fechou os olhos ao ouvir aquela mensagem. Sim, ela tinha ligado
logo aps ele ter chegado em casa, e eles falaram brevemente
sobre a reunio com Skinner esta manh, e j que eles estavam
de folga, eles paqueraram um pouco. Ela no parecia se importar.
E mesmo no admitindo, Mulder nem sempre estava brincando.

Ele tinha protelado o suficiente; ele tinha que ligar para a me
dela. Ao invs de usar o telefone de Scully, ele pegou o prprio
celular. 

"Al?"

"Sra. Scully, sou eu, -"

"Fox. Onde est Dana?"

"Ela no est aqui, sra. Scully. Mas no tem nenhum sinal de que
aconteceu alguma coisa."

"O que voc quer dizer?"

"Bem, no h sinais de luta."

"Fox, o que voc no est me dizendo?"

Ele suspirou, "O carro dela est aqui, e... a bolsa dela tambm."

"Oh, Fox..."

"Sra. Scully, no h nenhuma indicao de que deveramos achar
que tem um problema."

"Mas voc acha que tem" Isso no foi uma pergunta. "Ser que deveramos
chamar a policia?"

"Eles no vo fazer nada durante vinte e quatro horas, talvez nem 
depois, pois no temos nenhuma prova de que tem alguma coisa errada.
Ela  adulta."

Ela esperou um segundo, "O que o sindico dela disse?"

"Eu no o vi."

"Ento como voc... Fox, voc tem uma chave do apartamento de Dana?"

"Uh, bem, sim ".

"Que bom. Assim voc pode me deixar entrar."

"Voc est vindo pra c agora?"

"Sim. Temos que ver o que est sumido. Voc e eu sabemos que
Dana no teria sado de noite sem avisar a um de ns. Estarei a
em breve."

"Vou ligar para alguns amigos meus virem pra c. Eles podem nos
ajudar."

"Tudo bem. Te vejo em alguns minutos" ela desligou e ele olhou
para o celular. Ele era um homem crescido, mas mesmo assim ficou
sem jeito quando a me de Scully soube que ele tinha uma chave.
Isso era bobagem - ela tinha a chave dele desde o comeo - para alimentar
o peixe, claro. Ela deu a chave dela pra ele quando o cncer a atingiu.
Foi uma das raras vezes em que ela mostrou um pouco de fraqueza.

Mulder parou de pensar nisso - ele no tinha tempo. Depressa, ele
discou outro numero. 

"Pistoleiros Solitrios" a voz de Langly trouxe Mulder de volta.

"Sou eu, Mulder. Vocs podem me encontrar no apartamento de Scully?"

"Claro. Aconteceu alguma coisa?"

"Espero que no, mas acho que vou precisar da ajuda de vocs."

"Voc est bem, Mulder?" Langly sentiu o tom de voz srio.

"Vocs podiam vir rpido?"

"Estamos a caminho." Langly desligou, e Mulder respirou fundo.
Mais uma chamada para fazer.

"Diretor Assistente Skinner, por favor."

Skinner atendeu imediatamente. "Mulder? O que est acontecendo?"

"Ela no est aqui, mas o carro e a bolsa sim. No h nenhuma 
evidencia de qualquer coisa errada-"

"Mas voc acha que tem."

"Yeah, eu acho."

"Tudo bem. Do que voc precisa?" Skinner j tinha passado muitos
anos como chefe de Mulder para confiar em seus instintos.

"Os Pistoleiros esto vindo pra c. No podemos ir pelos canais 
oficiais, no ainda. E eu no posso esperar vinte e quatro horas
at a policia fazer alguma coisa."

Skinner no se incomodou em discutir. Mulder estava certo. "Yeah.
O que voc precisar, fale comigo."

"Obrigado. Estou no celular."

Ele desligou e ento se deu conta do que estava acontecendo: Scully
estava sumida. Ele sabia disso. E ele no tinha a mnima idia de
por onde comear. Bem, a me dela teve uma idia - o sindico.
Ele se lembrou da outra vez em que ela sumiu, mas com o Canceroso, e
de como o homem foi til.

Mulder ainda sentia dor ao que ela fez. Ela confiou em seu pior 
inimigo, mas voltou para casa, segura. Depois de algum tempo, ele
tinha percebido que esta era a coisa mais importante de tudo.
O Canceroso vivia para enganar as pessoas.

Mas ela tinha dito que tinha deixado pistas para ele seguir, para
saber que ela estava com problemas. Pelo menos ele saberia que
ela estava viva. 

Por que ele pensou nisso? Scully no estava morta. Ela estava desaparecida.

Sra. Scully chegou primeiro ao apartamento e Mulder a deixou entrar.
A expresso dela fez todas as perguntas.

"No encontrei nada, sra. Scully. Por que voc no checa no 
guarda-roupa dela, e veja se encontra o que pode ter sumido?"

Ela acenou com a cabea, e foi para o quarto. "Posso tocar em qualquer
coisa?"

"Sim, no guarda-roupa. Vou pedir aos pistoleiros para tirar impresses
digitais pelos moveis." ele a seguiu. "Esse  o terno e a blusa
que ela usou ontem. Eu no conheo as roupas que ela usa em casa."

Sra. Scully acenou com a cabea, e comeou a olhar. Enquanto ela
estava ocupada, Mulder ouviu a batida na porta. "Acho que so eles"

Ela acenou com a cabea, mas continuou olhando.

Ele abriu a porta e o olhar na face dele fez Byers colocar a mo
no ombro dele. "Mulder?"

"Scully est desaparecida."

"No..." Frohike falou.

Mulder os deixou entrar. "A me dela est aqui. Estamos olhando no
guarda-roupa para ver ela fez alguma mala." ele se virou quando ouviu
a sra. Scully se aproximando. "Sra. Scully, estes so meus amigos, e
de Dana. Este  Ringo Langly, John Byers e  Melvin Frohike ".

Ela acenou com a cabea para eles, surpresa com suas aparncias;
mas se Fox confiava neles para encontrarem Dana, isso era tudo que
importava.

"Fox, eu sinto muito, mas eu no compro mais as roupas dela, e
por isso no sei o que est sumido. Sinto muito."

"Est tudo bem. Valeu a tentativa. Vamos deixar os rapazes olharem
o apartamento" ele suspirou e acenou para eles comearem. Ele foi 
para o banheiro - ainda no tinha ido l.

Todos estavam quietos, concentrados em suas tarefas. Mulder voltou
para a sala, para a escrivaninha dela, quando Frohike surgiu do
quarto.

"Tudo bem, pessoal. Ela est usando uma blusa verde, uma com bordado
nas mangas e na gola, que  do tipo canoa, e eu acho que a cor da
blusa  chamada de salva."

Mulder se virou para olhar para ele. "Frohike, voc est me assustando."

A face do homem escureceu, mas ele no desistiu.

"Ento, o que mais? Cala comprida? Saia?"

"Cala jeans cor da terra."

Mulder fechou os olhos e tremeu a cabea.

"Voc quer uma foto?"

"Voc tem uma?" Mulder abriu os olhos, espantado.

"Posso usar o computador dela?"

Mulder acenou e pisou de lado. Os outros tinham se juntado a
eles, mas no disseram nada.

Logo, Frohike tinha uma pgina aberta. Ele clicou algumas vezes,
e ento se moveu. L na tela estava uma foto de Scully, com a blusa
verde que ele descreveu. Mulder ficou olhando para a foto, e finalmente,
para Frohike. "Voc tem uma pgina na internet com fotos da Scully?
No, acho que eu no quero saber."

Frohike encolheu os ombros.

"Imprima." Mulder ordenou.

"Fox, preciso ligar para meus filhos. Talvez ela esteja com Bill ou
com Charlie."

"Bill..." saiu antes dele poder se parar. Ele devia ter feito a voz
mais... neutra.

"Fox, ele  o irmo dela."

"Eu sinto muito. Eu..."

"Tudo bem. Sei que vocs dois no se do bem, mas os dois amam Dana,
e ns temos que encontra-la."

Mulder piscou ao ouvir isso - o que ela disse? Que os dois amavam
Dana? Ela sabia disso?

Sra. Scully sorriu suavemente pra ele, lendo seu rosto. "Isso no  
exatamente um segredo, Fox. E eu sei que voc vai encontra-la."

Mulder no respondeu a isso.  Ele no se sentia seguro de aceitar
o desafio neste momento. Ele no tinha um bom registro de encontrar
as pessoas que amava.

* * * * *

Ele estava conversando com Skinner, mas seu chefe tinha pouco ou nada
a acrescentar. Os pistoleiros tinham colocado a foto dela na internet
com um numero de ligao gratuita, e eles receberam vrias chamadas, 
mas todas falsas. Eles estavam controlando isso l fora, e ele continuava
o trabalho interno... lentamente.

A porta para o escritrio de Skinner estourou aberta e eles viram Angie
de p, enquanto um homem grande entrava rapidamente na sala e Mulder
sentiu dor no queixo, tropeando pra trs, e caindo no chao.

Skinner se moveu para agarrar o homem e puxou os braos dele para
trs, e agentes entraram no escritrio, algum segurando algemas.
Agora que o homem estava preso, Skinner o empurrou no sof.

"Voc est bem, Mulder?"

Um dos outros agentes ajudou Mulder a ficar de p, e ele estava
esfregando o queixo. "Yeah.  um prazer te ver tambm, Bill."

O homem maior luziu pra ele e Skinner olhou para o prisioneiro
da cabea aos ps, assustado. "Obrigado, todo mundo, mas temos tudo
sob controle." ele acenou para os outros agentes irem embora.

Skinner observou Mulder sentar na cadeira em frente  sua mesa.

"Este  Bill Scully?"

Mulder acenou com a cabea.

"Certo. Voc quer explicar por que voc atacou o meu agente?"

"Voc precisa de explicao? Mais uma vez o FDP a colocou em perigo."

"Como assim? Ele  quem est procurando por ela!"

"Ela no precisaria que ele estivesse 'procurando' por ela se
no fosse por ele. Olha s o que ele faz - ele faz com que ela
seja seqestrada, ela volta quase morrendo - e Melisa morre
no apartamento de Dana antes que um dos inimigos dele a mate. E
ento ela pega cncer-"

"Que ele achou um jeito de curar-"

"Por favor - nem voc pode acreditar nisso."

Mulder no falou nada. Ele estava impassvel. Ele nem mesmo
piscou enquanto o homem o acusava.

Depois ela descobre que est estril e agora... agora ela est
desaparecida de novo. Por que diabos voc permitiu que ele estivesse
na busca? Ninguem sabe que tipo de dano ele pode fazer se ele a 
encontrar."

"J chega" Skinner se endireitou e virou para Mulder. "Voc quer
registrar queixa?"

Mulder deu um riso triste, e negou. "Mande ele pra casa. Sra. Scully
deve estar precisando dele."

"Quero voc fora daqui. Se eu souber que voc est atrapalhando o 
trabalho do agente Mulder de qualquer maneira, eu mesmo vou registrar
queixa contra voc. Alguma pergunta?"

"No, senhor" ele apertou os olhos, irnico.

"Saia daqui. Se tivermos alguma noticia da sua irm, eu ligo. Caso
contrario, fique fora do nosso caminho."

Ele arrancou o homem do sof e o virou para remover as algemas.
Bill esfregou os pulsos e foi para a porta.

"Se a encontrarmos desta vez, pode ter certeza de que vou fazer o
impossvel para voc nunca mais chegar perto dela. Escute bem,
Mulder, pois essa  a verdade."

Ele bateu a porta. Mulder ainda no tinha se mexido.

"Mulder?" Skinner foi para onde ele estava, e colocou uma mo sobre
seu ombro. "Mulder, ignore-o. Ele est chateado."

"E ele tem todo o direto de estar. Ele est certo sobre tudo. Essa
 apenas outra razo para encontra-la - assim ela pode sair."
Ele olhou para Skinner.

"V se limpar. Falamos depois" ele no sabia mais o que dizer.

* * * * *

"Vamos l, meu bem. Abra seus olhos. Voc consegue. Por mim, Carrie."
ela podia ouvir a voz, mas ele devia estar falando com outra pessoa.
Ela sentiu pressao na mo. "Carrie, tente abrir os olhos."

Quem era Carrie? Ela lutou para abrir os olhos e deu de cara com 
olhos azuis preocupados, de um homem que a encarava.

"Carrie, eu sei que voc pode" ele a beijou na testa.

"Car..." sua garganta estava seca, a voz estava rouca. Ambos viraram
quando a porta se abriu.

"Bem,  muito bom ve-la acordada, sra. Madison." o homem de jaleco
se aproximou da cama e pegou a mao dela do homem de olhos azuis.

"Mike, deixe-me fazer um rpido exame,  e ento eu te deixo entrar
de novo."

Mike? O nome do homem era Mike, e ao que parecia o dela era
Carrie Madison. O mdico estava segurando um copo com uma palheta,
assim ela poderia molhar a garganta.

Ele verificou o pulso dela, e acendeu uma lanterna, checando os olhos
de dela. "Oi. Sou o dr. Panzier. Como voc est se sentindo? Est com
alguma dor?"

"Um pouco... estou com dor de cabea."

"No estou surpreso. Voc esteve inconsciente por vrios dias, devido
a um trauma na cabea, por causa de um acidente de carro."

"Acidente de carro... eu vou ficar bem?"

"Acho que sim. Voc est com o pulso quebrado" ele ergueu o brao
dela, o que estava engessado. "Mas no foi srio, e agora que voc
acordou..."

"Eu- eu nao me lembro..."

"Isso no  incomum. Voc ficou inconsciente por vrios dias. 
esperado que voc fique um pouco confusa. Nao quero que se preocupe com
isso. Vamos fazer mais alguns testes, mas por enquanto, eu quero que
voc descanse, e deixe Mike ficar com voc. Ele ficou muito preocupado."

Ela acenou com a cabea, e estremeceu.

"J vou arrumar um remdio para sua dor de cabea, mas nao quero dar
o bastante para voc dormir."

Ela conseguiu dar um sorriso.

"Fique quietinha, e eu vou pedir para o Mike voltar, e se voc achar
que est disposta, vamos trazer uma dieta liquida para o seu jantar."

"Obrigada. Isso seria bom."

Dr. Panzier saiu, e alguns minutos depois, Mike voltou.

Ela olhou para ele com ateno. Ele era loiro, de olhos azuis, devia
ter 1,80m e mesmo no sendo muito musculoso, era bvio que ele fazia
exercicios. Eles a chamaram de sra. Madison. O olhar de preocupaao dele
nao tinha ido embora.

"Ele diz que voc est indo muito bem, mas que nao se lembra do 
acidente."

Bem, ela nao queria dizer isso, mas ela nao se lembrava de nada,
nao s do acidente, mas pelo menos era um bom comeo. "Voc podia me
contar o que aconteceu?"

"Tem certeza de que quer ouvir?" ele puxou uma cadeira e pegou
sua mo.

"Eu preciso - por favor."

"Tudo bem, mas se voc ficar cansada, me prometa que vai me contar."

Ela se sentiu um pouco melhor quando ele disse isso e sorriu. Ele
acenou com a cabea.

"Voc foi fazer compras, e almoar com Lori-"

"Lori?"

"Lori Silverstein, ela  sua melhor amiga ".

"Ela ficou ferida?"

"No, no querida. Voc a deixou na casa dela, e uns dois blocos
depois, um motorisa bbado entrou a mil no cruzamento, e bateu no
lado do passageiro do seu carro. Voc estava usando o cinto e o airbag
se abriu. Mas voc bateu com a cabea na janela, e vimos que seu pulso
estava curvado demais, ento, quando o airbag esvaziou... bem, voc
est acordada agora. Eu fiquei muito preocupado."

"O outro motorista ficou ferido?"

"Ele morreu."

"Oh..." ela olhou para o pulso dela.

"Isso no importa. Mas o seu carro ficou com perda total. Eles
tiveram que cortar tudo para te tirar de dentro. Quando cheguei
aqui, voc j estava na cirurgia."

"Cirurgia?"

"No seu pulso. E os mdicos esto checando e monitorando sua cabea.
Eles quiseram esperar. Foi um acidente srio, mas ainda bem que tudo
deu certo." ele sorriu pra ela, que bocejou. "J chega. Voc precisa
descansar agora. Vou ficar sentado aqui mesmo, at voc dormir."

Ela acenou com a cabea, os olhos se fechando. Ela sentiu ele pegando a mao
dela de novo, e relaxou.

* * * * *

Ela estava num longo corredor. Parecia familiar pra ela, mas ela nao
conseguiu reconhecer. No fim, estava um homem alto, de cabelos escuros,
um corpo bem formado. Ele estava de costas pra ela, e se afastando.
Por alguma razo, ela se sentiu como se o reconhecesse, e ele estava
ficando cada vez mais longe dela. Ela tentou gritar, mas nao saiu nenhum
som de sua boca.

Ela acordou de repente, e levou um minuto para saber onde estava.
Era um sonho - um deses horriveis, onde voc nao pode se mexer a nao
ser em camara lenta. Ela tremeu a cabea - era apenas um sonho.

 * * * *

Mike parou na frente da casa.  Ela ficou sentada, aturdida. Era aqui
que ela morava? Era enorme! Ela sabia, sem olhar, que tinha uma
piscina nos fundos. Ela estava se lembrando, ou teria visto isso em filmes?

Ele abriu a porta dela e pegou sua mao. "Parece familiar?"

Ela negou, e o deixou ajuda-la a sair do carro. " to grande
quanto parece?"

Ele sorriu, "Ns damos muitas recepes e festas - negcios, voc
sabe. Voc  uma anfitri incrvel."

"Eu sou?" Ela parecia um pouco subjugada.

"Bem, nao se preocupe com isso agora. Nao vou te deixar fazer nada
at ter certeza de que voc est cem por cento. Venha, vou te levar
para o nosso quarto."

Ela entrou com ele. Com certeza a decorao era do estilo Sul da California,
bem chique, e do que ela poderia ver, muito caro.

Ele a conduziu para um quarto, e ela parou, surpresa. "este  o nosso
quarto?"

"Ns gostamos de passar muito tempo aqui, ento projetamos ele para
ser bem espaoso."

Essa era uma indicao incompleta, mas ela nao falou nada. O
quarto tinha pelo menos mais de cinquenta metros quadrados. Havia uma
cama enorme, mas que sumia dentro do quarto. Tambm tinha uma salinha num lado,
mas o que lhe chamou a ateno era a parede de vidro que mostrava a
rea da piscina.

"Voc gostaria de descansar aqui ou la fora, na piscina?"

"Aqui, eu acho."

"Tudo bem. O banheiro fica ali. Vou pedir para Maria te fazer um
lanche."

"Maria?"

"Ah,  alguem que voce nao conhece. Eu a contratei para cuidar da
casa e ficar com voc durante o dia, enquanto eu estiver trabalhando.
O servio de limpeza vem regularmente, e ela vai ficar apenas fazendo 
sua comida, e qualquer coisa que voc precisar."

"Voc no precisava fazer -"

"Claro que sim. Voc nao achou que eu ia te deixar sozinha enquanto eu
estou no trabalho, nao ? V em frente, fique  vontade."
ele a deixou e ela foi para a porta que ele indicou.

De novo ela parou, surpresa ao tamanho de tudo. O banheiro tinha uma
banheira jacuzzi grande o bastante para trs, e um chuveiro, alm de uma
rea para maquiagem, e pias duplas. No fim, tinha outra porta, e ela foi
at l, e abriu-a.

Era um closet maior do que o banheiro. Ela ficou de p, na entrada, olhando
para toda aquela roupa.

"Encontrou o que queria?"

Ela pulou ligeiramente, pois nao tinha ouvido Mike retornar.

"Desculpe, meu bem. Nao queria te assustar."

"Tenho tantas roupas..."

Ele riu. "Vou te lembrar disso da proxima vez em que voc decidir fazer
comprar. Sua lingerie e roupas de dormir esto ali."

"Obrigada" ele parecia sentir o desconforto dela, e voltou para
o quarto. Ela foi para as gavetas que ele indicou, e na terceira
tinha um pijama de seda verde escuro. Ela olhou para o banheiro, mas
decidiu ficar no closet. Tinha bastante espao para ela se vestir. Ela
fechou a porta devagar.

Assim que estava de pijama, ela voltou para o banheiro, e olhou
para o espelho. Ela passou a mo pelo cabelo de novo - ela nao tinha
lembranas disso, mas nao achava que era assim que ela costumava usar.
Estava to curto e ondulado... Nao estava feio, claro, e o curativo
era estranho... diferente.

Quando ela voltou, Mike sorriu pra ela. Ambos olharam para a porta, quando
alguem bateu. Era uma jovem mulher hispanica que entrou, carregando uma
bandeja.

"Sra. Madison? Eu trouxe um pouco de ch para voc."

"Obrigada" ela viu que Mike tinha escolhido um lado da cama para
ela. Era bvio, pois as coisas dela estavam amontoadas na mesinha
ao lado da cama. Ela sorriu, e o deixou ajeita-la na cama. Maria chegou
e colocou a bandeja na mesa. Ela lhe deu uma xicara e pires, e deu um
passo para trs.

"Obrigada, Maria. Eu te aviso quando estiver pronto para sair."
Mike falou.

Ela acenou com a cabea, olhando pra baixo, e saiu do quarto.

"Voc vai trabalhar?"

"Eu nao posso deixar de ir hoje."

"Nao estou reclamando. Voc esteve comigo todos estes dias. Eu s
queria saber para onde voc ia. O que voc gostaria de jantar?"

"Me faa uma surpresa. J estou contente s porque voc est em casa.
Eu ficaria feliz com um sanduiche de queijo e sopa de tomate - em lata."

"Isso at parece gostoso, sabia? Ns daremos um jeito."

Ele se aproximou e a beijou no rosto, de leve. "Nao se esforce."
ele saiu e ela afundou nos lenois macios e caros.

Nao demorou para ela dormir,mas Carrie dormiu apenas meia hora quando
acordou. O sonho de novo. Ela estava tendo ele cada vez que dormia,
mas nunca mencionou pra ninguem. O homem alto com cabelo escuro. Por
que ele nao podia ouvi-la chamando por ele? Ele nao se virava, e
ela se sentia como se estivesse nadando em lodo. Quem era ele?

Sem sono, ela saiu da cama, vestiu o roupao e foi para as portas
de correr, abrindo-as e vendo o jardim. Era bvio que eles deviam
fazer muitas recepoes aqui. Havia uma piscina e uma grande banheira
de gua quente. Mike nao tinha poupado nenhuma despesa. Ele devia ganhar
muito com os filmes.

Quando se virou, ela viu Maria saindo da cozinha. "Sra. Madison, pensei
que voc estava dormindo. Posso trazer alguma coisa?"

Carrie sorriu pra ela, "Nao. Eu estou bem" ela foi at ela. "H quanto
tempo voc est aqui?"

"Oh, s alguns dias. Senhor Madison me contratou quando soube que voc
estava vindo pra casa."

"Foi muito gentil da parte dele. Voc gosta da casa? A cozinha  boa?"

"A cozinha  maravilhosa. Mas no conheo o resto da casa muito bem.
 to grande... tenho medo de me perder."

Carrie riu ligeiramente ao ouvir isso. "Bem, por que no vamos
explorar a casa juntas? Assim podemos ter certeza de achar o caminho
de volta."

Maria riu, os olhos brilhando. 

"Acho que o sr. Madison no te contou, mas eu esqueci algumas
coisas devido  batida na cabea." ela tocou o curativo que ainda
usava. "No sei andar pela casa tambm."

Elas andaram dentro e fora da casa. A sala que era o escritrio
chamou sua ateno. Tinha o ultimo equipamento em computadores.
Haviam trs linhas de telefone na casa, e fotos de Mike com
vrias celebridades, que Maria mostrou pra ela.

Mas Carrie ficou um pouco surpresa por no ter nenhuma foto dela,
mas este era o escritrio dele.

Elas continuaram com a excurso, e ambas estavam rindo quando
voltaram para a cozinha.

"No posso acreditar que vivo assim. Mike disse que ns fazemos
muitas festas."

Maria arregalou os olhos. "Quer que eu cozinhe alguma coisa?"

"No fique preocupada com isso. Mike disse que ele no iria apressar
as coisas, e quando precisarmos, vamos usar servios de buf.
E  claro que eu no vou saber cozinhar para festas ou algo assim."

Maria sorriu para sua nova patroa. Ela parecia legal, e parecia
gentil. Maria ficou assustada quando Carrie foi com ela para ajuda-la
com o jantar, na cozinha.

Elas falaram mais sobre Mike, e o que Maria achava dele. Aquilo era
um pouco engraado, falar para uma esposa sobre o marido dela, quando 
nenhuma delas o conhecia de verdade, mas elas se sentiram bem 
vontade uma com a outra.

Quando Mike chegou em casa, eles comeram na sala de jantar, e ela 
fez mais perguntas sobre a vida dela. Ele foi bem aberto, mas as
informaes que ele estava dando pareciam obscuras pra ela.

Ele falou sobre seus pais, que tinham morrido quando ela estava na
faculdade. Ela no se formou depois disso. O problema no era dinheiro,
era s que ela no queria continuar. Ela no tinha irm ou irmos
e quando ele a conheceu, ela o deixou de quatro. Ele insistiu at
ela aceitar se casar com ele, h quase trs anos.

Mike viu que ela estava abalada com todas essas novidades, e encorajou
para que ela fosse cedo pra cama. Ele foi com ela, e a segurou at que
ela dormisse, mas ele no tentou mais nada do que um beijo de boa noite.
Ela se sentiu aliviada e grata pela sensibilidade dele.

Carrie ficou deprimida com as noticias. Sem famlia... isso foi um
grande golpe. Passou por sua cabea que o homem em seu sonho poderia
ser um parente. Quem quer que fosse, se ele realmente existisse, parecia
ser importante na vida dela.

Quando ela acordou do sonho naquela noite, Mike no estava na cama. Ao 
invs de almejar o conforto dele, ela ficou aliviada por ele no
ter testemunhado o sonho dela.

Talvez, quando sua memria voltasse, ela se sentiria diferente, mas
agora ela no estava pronta para procura-lo para este tipo de conforto.
Ela escondeu o fato de ter ficado contente quando ele saiu para o
trabalho antes dela acordar no outro dia.

Ela se encontrou no escritrio, ligando o computador. Usando a
senha de Mike lendo uma anotao na agenda, ela quis saber por
que ela pensou em usar a internet, mas gostou da sensao de liberdade.

Depois, ela foi para a cozinha, para ajudar Maria, e usou o computador
mais tarde para tentar se lembrar de pedaos de sua vida.

* * * * *

Ele deitou na cama, e chegou mais perto. Ela ficou tensa na hora.
Sim, eles tinham dividido a cama todas as noites, mas ele nunca fez
nenhum movimento para ela.

"Mi... Mike, por favor ".

"Carrie, o mdico j deu sinal verde. Eu vou ter cuidado com o seu brao."

"Eu... eu sei, mas..."

"Voc est com dor de cabea?"

"Isso parece clich demais, mas..."

"Sinto muito, Carrie, mas  que eu sinto muito a sua falta. Tudo bem,
no vou forar nada hoje, mas eu queria estar com voc. Logo."

"Eu sei, Mike. Tenho certeza de que vou me sentir bem amanh."

"Que bom. Nunca fiquei tanto tempo sem fazer isso desde o segundo
grau." ele sorriu pra ela, que tentou sorrir de volta. Ela no estava
mentindo sobre a dor de cabea agora.

Por que ela tinha medo de ter sexo com o marido dela? Ele era
maravilhoso com ela, mas a idia de ter sexo com ele... ela rolou,
ficando de costas pra ele, tentando relaxar.

Ela acordou de novo, no meio da noite, por causa do sonho. Mike
no estava na cama - provavelmente deveria estar vendo um filme
em outro lugar. Demorou para ela voltar a dormir de novo.

* * * * *

Ela estava mais perto, e era como se ele a tivesse ouvido, talvez. 
Ele na verdade comeou a andar em sua direo. Mas ela no
podia ver o seu rosto.

Ela acordou de repente - "Mu-"

Ela afundou de volta no travesseiro. O que era isso? O que
ela tinha comeado a dizer? Era um nome? Mu- o que isso ia se
formar? Morris, Murray - com certeza no era Mike. Disso ela tinha
certeza mesmo.


* * * * *

De novo ele no estava l quando ela acordou de manha, mas era bvio
que ele deitou-se ao lado dela em alguma hora, pois o lado da cama
dele estava amarrotado.

Ento ela se lembrou da diferena no sonho desta vez. O homem alto
tinha ouvido ela. Ele se virou para ela, ou pelo menos tentou. 
Sonhos no funcionam assim, funcionam? Tinha que ser algum que ela conhecia.

Ela se sentiu renovada, incentivada consigo mesma. Ela j tinha
ficado parada tempo demais. Mas, por onde comear?

Ela foi para a cozinha. "Maria, Mike j saiu?"

"Sim, senhora. Voc gostaria do seu iogurte com frutas agora?"

"No, na verdade no estou com fome agora. Escute, Mike sabe quanto 
tempo eu passo no computador?"

"No senhora. Eu no digo pra ele o que voc faz em casa. Eu quero 
dizer, ele pergunta se voc passou o dia bem, mas ele nunca pede 
detalhes. E por que ele iria pedir?"

"No, foi s uma pergunta. Acho que estou pronta para saber mais sobre
mim."

Maria sorriu. "Posso ajudar?"

"No sei... acho que vou para o computador de novo."

"Pode ir. Vou levar alguma coisa para voc comer l mesmo.
No se preocupe, vai ser uma coisinha bem leve."

Carrie riu; Maria tinha entendido as preferncias dela num instante.
Ela foi na direo da sala de estudos e ligou o computador, mas,
por alguma razo, ela no quis usar a conta de Mike hoje. 
Ela deveria usar um nick para ter uma conta prpria na conta
dele, mas s se ela soubesse como fazer isso...

Mas foi bem simples, pois o computador foi passo a passo com
ela. Ela s parou quando foi pedida a senha dela - o que ela
deveria usar? Ento, ela digitou como se esta pergunta fosse
feita e respondida h muito tempo atrs: 'trustno1'. De onde isso
veio? Ela tinha uma conta antes? Se fosse o caso, ela no se
lembrava mesmo. Mas parecia... certo, mesmo que um pouco
paranico. 

Certo, o que ela sabia? Mike tinha dito que ela estudou na UCLA. 
Mesmo que no tivesse se formado, ela deveria estar em algum lugar
na lista dos bacharis.

Ela procurou no website. De acordo com a carteira de motorista dela,
seu nome de solteira era Summers, mas no havia nenhuma Carrie Summers
ou Carrie Madison l. Era meio estranho, mas talvez eles no colocavam
os nomes a menos que voc tenha se formado, ou pago para isso. Contaram
pra ela que ela no se formou, e ela no tinha feito uma doao, no
que ela se lembrasse.

Que mais?  Onde mais ela poderia olhar?  Bem, Mike tinha se
casado antes. Ser que ela foi casada antes tambm? Ela foi
para o site oficial de trnsito, e quando colocou o numero da
carteira de motorista, apareceu uma mensagem de 'registro no 
encontrado'. Estranho... talvez ela estivesse fazendo alguma
coisa errada. Ela ficou de p e foi para a porta. "Maria?"

A mulher saiu imediatamente da cozinha.  "Sim, madame?"

"Voc tem carteira de motorista?"

"No, senhora, eu no posso dirigir. Voc precisa que eu entregue 
alguma coisa?"

"No, nada disso. S estava tentando saber como fazer uma coisa no 
computador. Obrigada." ela voltou para a sala.

O descanso de tela tinha aparecido, ento ela mexeu com o mouse.
Ento, comearam a aparecer aqueles montes de anncios sobre a pgina.
Era muito chato ter que ficar fechando todos eles. Ela comeou a
fechar, e depois do terceiro, ela parou. Aquela mulher, ela parecia...
ela parecia com ela mesma. O cabelo era diferente: mais longo e
mais reto do que ela usava agora. A blusa era bonita, com bordado na
gola. Isso era ridculo! Ela foi fechar a janela, e no conseguiu.

Por alguma razo ela quis olhar de novo para a foto. Sem pensar, ela 
apertou imprimir. Assim que a foto e as informaes tivessem sado 
da impressora, ela apagou tudo, e por alguma razo comeou a procurar
nomes de bebs.

Ela no percebeu o que estava fazendo at que foi na letra M. Ento,
ela percebeu que estava procurando nomes com a letra M, conferindo
para ver se tinha algum familiar.

Era um sonho, Carrie.  Mas ela pegou o papel da impressora, e o
dobrou, sem olhar de novo para ele. 

* * * * *

Ela andou pela cozinha, distrada, e Maria olhou pra ela, sorrindo.

"Maria, preciso te fazer uma pergunta, mas acho que voc vai
pensar que estou ficando maluca."

"Claro que no, senhora! Eu nunca pensaria isso!" ela protestou,
muito sria.

Carrie sorriu ao ver a lealdade, e ento olhou para baixo, 
para o papel dobrado na mo. Ela abriu e depois de hesitar 
por um momento, deu para Maria. "Ela se parece comigo?"

Maria arregalou os olhos. "Ela... poderia ser sua irm. Sra. 
M, voc conhece ela?"

Carrie sorriu, triste, e negou.

"Onde voc conseguiu isso?"

"Estava na internet.  Olhe, tem um nmero 0800 e um endereo
de email para contato."

"Voc vai ligar pra eles?"

"Eu... eu quero, mas..."

"Por que voc est com medo?"

"Eu pareo estar com medo?"

Maria acenou com a cabea.

"Acho que estou sim. Ver meu rosto no computador, e no me 
lembrar de nada antes do acidente... acho que me balanou." 
ela se afundou na cadeira. "Eu preciso entrar em contato 
com estas pessoas" ela ergueu os ombros. "Mas no posso fazer
isso daqui. No quero magoar o Mike, e no sei quem so estas
pessoas. No posso deixar que eles localizem minha ligao
at aqui."

Maria parecia ficar um pouco surpresa  ultima frase, mas ficou
quieta. Carrie pensou por um minuto, e ento falou. "Voc precisa
de alguma coisa no mercado?"

"No, eles entregaram nosso pedido ontem."

"Mas aposto que voc precisa de um pouco de coentro fresco."
ela piscou para Maria, que sorriu.

"Bem, agora que voc mencionou..."

"Muito bem. Vou chamar um txi. E enquanto voc for ao
mercado, voc faria uma ligao para mim?"

"Com prazer. O que devo dizer?"

"Bem, no diga seu nome, nem o meu. E no diga de onde est
ligando. Use um telefone publico. Saiba o por que deles estarem
procurando por ela, h quanto tempo ela sumiu, esse tipo de 
coisa. Voc se importa em fazer isso, Maria?"

"Claro que no, sra. M. Vai ser divertido - igualzinho um
romance de mistrio" ela sorriu amplamente.

"timo. Vamos ligar para o txi."

Maria fez a ligao e Carrie procurou cada moeda que pudesse
achar para ser usada no telefone pblico. Se ela no queria
fazer a ligao daqui, com certeza ela no iria querer
fazer uma ligao que pudesse ser registrada, principalmente
sendo um nmero 0800.

Ela parou de repente - como ela sabia disso? Como ela podia
pensar em ter ligaes localizadas, e rastreamento? Que tipo
de amnsia ela tinha? Ela sabia at mesmo qual era a capital
da Califrnia, ento por que ela no conhecia o marido, ou
a si mesmo?

"O txi est a caminho, senhora. Voc... est bem?"

Carrie olhou. "Sim, s pensando. Escute - vamos copiar o
numero do telefone num papel. No quero que ninguem te veja
com esta foto.

"Sra. M, voc acha que tem alguma coisa errada?"

"No sei. Mas no quero que esteja. Mas eu sa do hospital
faz uma semana, e ninguem me visitou, ou ligou pra mim. 
Mike disse que no tenho parentes, que meus pais morreram num
acidente de avio antes de nos casarmos mas... isso parece ser
estranho demais, no ter ninguem.... e por que no tem nenhuma
foto minha aqui?"

"Eu estava pensando nisso ontem" Maria falou, suave.

"Obrigada, Maria" Carrie falou, surpresa. "Voc tem sido uma
grande amiga.

A mulher mais jovem  ficou vermelha.

* * * * *

False Scripts - 2/3


"Al?"

"Err... al. Este  o numero que est procurando a mulher
ruiva?"

"Sim .  Voc acha que a viu?"

"Ela parece ser a irm da minha patroa."

"Oh, sua patroa. Voc est com ela h muito tempo?"
ele nao parecia enfadado, mas cansado, como se tivesse escutado
muitos telefonemas como este.

"Oh no, Seor.  Eu fui contratada h pouco tempo, h umas duas
semanas, para cuidar dela, depois do acidente de automvel."

"Acidente? Ela... ela est bem?" Ele parecia estar mais 
interessado agora.

"Sim, ela deve tirar o gesso em algumas semanas. O nico 
problema  que ela no pode se lembrar das coisas."

Maria podia sentir a tenso pular sobre o telefone.
"Ela... ela est sofrendo de amnsia?"

"Sim, foi por isso que ela me pediu para ligar, e ver por que
voc est procurando por esta mulher."

"Sua patroa... eu posso falar com ela?"

"Ela me pediu para ligar de uma cabine telefnica, assim voc no
poderia localizar a chamada. Ela nao quer que o marido dela
saiba o que ela est fazendo."

"Ela  casada?"

"Bem, sim, eu acho que sim. Foi o marido dela que me contratou 
enquanto ela estava no hospital ".

"Voc poderia me dizer onde voc est? Eu poderia ir at voc,
me encontrar com sua patroa, s para ver..."

"Nao posso te contar isso. Eu teria que perguntar pra ela
se isso seria correto."

"Sim, por favor. Pergunte a ela se eu posso ir at a. Eu
poderia me encontrar com ela em algum lugar pblico, e ela
nao precisaria ficar preocupada em ficar sozinha comigo ou algo
assim."

"Voc parece muito entusiasmado."

"E eu estou... se ela  Scully... a familia dela e eu...
ns s queremos ter certeza de que ela est bem."

"Scully? Nao parece nome de mulher." 
Maria questionou.

"Eu sei, mas... eu a chamo assim. E ela me chama de Mulder."

"Voc  noivo dela? Eu nao quero que minha patroa se machuque.
Por que ela fugiu?"

"Ela no fugiu. Escute, acho que ela foi levada por algum, e por
isso no pode se lembrar das coisas. Ela pode ter se machucado.
Olhe, eu s quero ve-la. Voce pode vir com ela, para protege-la,
mas por favor, pergunte pra ela se ela pode se encontrar comigo."

"Eu... eu vou fazer isso."

"E me ligue de volta. Mesmo se ela disser nao, eu... eu s no
quero ficar esperando. Se ela se recusar a ir adiante... por favor,
me ligue de volta."

"Eu prometo que ligo". Ento ela desligou. Agora Maria estava confusa.
Sr. Madison tinha sido muito bom para a sra. M, e gentil com ela
tambm. Ser que ele seqestrou a prpria esposa? Este homem no
parecia ser detetive ou algo assim, parecia que ele estava 
apaixonado pela mulher desaparecida. O que isso significava?

Ela foi para o mercado e comprou o tempero que usou como desculpa, no
caso do sr. Madison estar em casa quando ela chegasse.

Felizmente, ele no estava, mas Carrie estava esperando, impaciente, perto
da porta. "Maria, o que aconteceu?"

"Oh, sra. M. Eu no esperava por isso. O homem no telefone parecia
ter perdido o amor da vida dele. Quando ele ouviu que eu s a conhecia
durante algumas semanas, e que voc tinha amnsia, ele ficou
muito animado. Ele quer vir aqui e te encontrar."

"Voc disse pra ele onde eu estava?"

"No senhora. Ele me implorou para que eu o deixasse vir
at aqui e falar com voc, e pediu para perguntar se voc
quer se encontrar com ele em algum lugar publico, e que eu
posso ir junto, como proteo, e pra eu ligar de volta
pra ele, com qualquer tipo de resposta."

"Por que a mulher da foto est sendo procurada?"

"Ah, ele disse que ela foi seqestrada! Foi por isso que ele
estava to preocupado! E ele disse que ele chamava ela de Scully.
Isso soa familiar?"

Carrie franziu a testa. "Scully? Eu... eu no sei. Maria, ser que
eu deveria me encontrar com ele?" ela parecia to insegura, que
Maria estendeu a mao para toca-la, mas no ltimo momento a
abraou.

"Sra. M, ns no temos que decidir isso hoje  noite.  Por favor,
no fique to tensa. Durma um pouco - minha me sempre diz que
as coisas ficam melhores depois de dormir."

Carrie acenou com a cabea. Scully? Que tipo de nome era esse?
Ela ficou assustada quando o telefone tocou, a trazendo de volta
para o presente.

"Residncia dos Madison. Oi, Sr. Madison. Ela est aqui mesmo"
Maria levou o telefone para Carrie, e cobriu o bocal. "Voc est
bem?"

Carrie conseguiu sorrir e pegou o telefone. "Mike? Est tudo bem?"

"Sim e no, querida. Eu vou ter que ir para uma reunio importante
que pode significar consolidao da divida flutuante para alguns
projetos que eu tenho, mas isso significa que no vou chegar em casa
cedo. Voc se importa?"

Ela fechou os olhos, aliviada. Ela estava muito confusa para se sentar
num jantar com ele. "Maria e eu comemos alguma coisa, e eu te vejo de
manh. Por favor, no se preocupe comigo."

"No posso parar de me preocupar, querida. Obrigado por no
ficar chateada comigo."

"Tenha cuidado ao dirigir, mesmo se estiver muito atrasado."

"Eu vou, e vou tentar no te incomodar quando chegar. Amo voc!"
e ele desligou o telefone antes que ela pudesse responder. Ela
sentou na cadeira mais prxima, e Maria pegou o telefone.,

"Voc est bem, sra. M?"

"Sim, s um pouco aliviada. Mike vai chegar tarde hoje, ento
no vou ter que fingir que no estou pensando em alguma coisa."

"E no devia estar pensando mesmo. Voc acabou de sair do hospital,
e ainda est se recuperando. Vou preparar um banho e quando voc
sair, seu jantar vai estar pronto. Venha agora."

Carrie sorriu para a jovem mulher e a deixou ergue-la da cadeira.
Ela se sentiu muito mimada de repente, e isso trouxe lagrimas inesperadas
aos seus olhos.

"Oh, sra. M, eu te machuquei?" Maria ficou preocupada.

"No, no.  Voc me fez sentir muito bem. Enquanto voc estava fora,
eu percebi o que tinha pedido para voc fazer e..."

"E eu fiquei contente em fazer isso, sra. M. E quem quer que seja
que este homem esteja procurando, espero que ele a encontre. Ele a
ama muito."

"Ele te disse isso?" Carrie olhou curiosa para Maria.

"Ele no precisou." ela conduziu sua patroa de volta para a
sute.

* * * * *

"Carrie? Querida, sinto muito em te acordar to cedo."

"Mike? Que horas voc chegou? ela estava esfregando os
olhos, tentando focalizar.

"J passava da meia noite. No queria te perturbar, mas tenho
que viajar por alguns dias. No devo ficar fora por mais de trs."

"Onde voc vai?"

"Nova Iorque. Negcios. Queria poder te levar comigo, mas vai ser
encontro atrs de encontro. Sei que voc adoraria fazer compras, mas
no tenho certeza se voc est pronta pra isso ainda."

Ela conseguiu sorrir, "Voc deve ter razo. Talvez eu possa ir da
prxima vez."

Ele deu um grande sorriso. "Conte com isso. Vamos ver um espetculo
e vou passar muito tempo com voc."

"Isso seria maravilhoso.  No preocupe comigo; Maria toma conta
muito bem de mim."

"Mesmo assim, ainda odeio te deixar. Estarei de volta assim que
puder."

"Voc est indo agora?"

"Sim. O txi deve estar aqui a qualquer minuto. Volte a dormir."
ele lhe deu um beijo rpido e saiu. Carrie esperou alguns minutos
e ento saiu do quarto.

"Maria?"

"Sra. M? Voc est bem?"

"Sim. Mike j foi?"

"Oh, sim.  O txi acabou de sair. Acho que no d para chama-los."
ela se virou mesmo assim.

"Est tudo bem, Maria. Eu - hmm, queria que voc ligasse para
aquele numero. Mike vai estar viajando, ento se este homem
est vindo pra c, tem que ser agora."

"Sra. M, voc tem certeza disso?"

"Algo est errado, Maria. No recebi nenhuma visita, nenhum amigo, 
no me lembro de quem sou - isso no est certo. Este homem pode
no me conhecer, mas eu tenho que descobrir o que est acontecendo
aqui."

Depois de um momento, Maria concordou. "Entendo. Onde voc quer encontra-lo?"

"No sei. No me lembro de nenhum lugar onde eu v normalmente. Talvez
isso seja bom. No gostaria que algum conhecido de Mike me visse.
O que voc acha?"

Maria pensou durante um minuto. "Tem uma pequena biblioteca no
shopping onde eu fui comprar o coentro ontem."

"Uma biblioteca... Acho que os amigos de Mike no devem ir muito
l. Vamos."

"Voc quer que eu v?"

"Sim. Eu tenho carteira de motorista. Se voc puder me guiar..."

"Oh, si.  Voc se lembra como se dirige?" ela parecia um pouco
medrosa.

"Acho que sim. Vou passear pela rua algumas vezes, s pra ter
certeza."  Ela sorriu e Maria rodou os olhos.

* * * * * *

"Al?" O homem parecia muito mais alerta do que quando ela
falou com ele ontem.

"Sou eu".  Maria falou suavemente.

"Obrigado. Obrigado por me ligar de volta. O que ela disse."

"Ela quer se encontrar com voc. Voc poderia vir para Los
Angeles?"

"Estarei a hoje. Onde?"

Maria lhe deu o endereo da biblioteca. "Voc acha que
pode achar o local?"

"Eu acho. Qual ... voce pode me dar um nome?"

Maria hesitou, mas a sra. M tinha dito que podia. "Carrie
Madison, sra. Michael Madison. Voc no vai machucar minha
patroa, no ?"

"No. Eu juro que no vou machucar sua patroa. Se ela nao for...
se ela no for minha Scully, ainda assim eu vou tentar ajuda-la."

Maria no podia deixar de acreditar nele. Ele parecia to...
ansioso.

"Vou te dar o numero do meu celular. Voc pode me achar neste
numero a qualquer hora. Como... como eu devo te chamar?"

"Oh, meu nome  Maria."

"Maria, obrigado.  Voc no vai se arrepender. Preciso ir, assim
posso pegar o prximo vo. Sei que no posso te ligar de volta, 
e no estou pedindo isso, mas no desista de mim. "

"Si, Senor.  Ns estaremos l". Ela desligou ento e voltou
para o carro.

* * * * *

Era o sonho. Ela no tinha percebido desde que chegou  biblioteca.
Pelo menos no conscientemente. Mas era. Ela andou com cuidado
pela fila de livros, e viu o homem alto no fim do corredor. 
Era ele; o homem do sonho. Ela hesitou, e Maria pegou o brao
dela.

"Sra. M?"

"Estou bem - eu estou bem."

Ele se virou quando ouviu a voz dela. E arregalou os 
olhos, dando um passo mais para perto. "Scully..." foi
um sussurro, e a voz dele se quebrou.

Maria pisou na frente de sua patroa, a expressao dela
feroz, como se protegendo a jovem.

O homem levantou as maos, mostrando que ele nao queria
fazer mal algum. "Scully, sou eu, Mulder."

"Mu... Mulder?" Esse era  o nome que ela estava tentando 
dizer no sonho. Ela nao se lembrava desse nome, mas parecia
certo em sua lingua.

"Ns podiamos... conversar? Aqui, com pessoas ao redor. Nao
quero te assustar."

"Eu... eu nao estou assustada."

Ele meio que sorriu, e ento, "Voc no est?"

Ela tremeu a cabea. "Continuo sonhando com voc, mas nao posso
me lembrar do seu nome."

"Voc se lembra de mim agora?"

"Nao. Mas eu sinto como se o reconhecesse. Isso faz sentido?"

"Para ns faz". Ele olhou para baixo, para o pulso dela. "Voc
est bem?"

Ela sorriu; ele estava honestamente preocupado, quem quer que
fosse ele. "Eu estou bem."

"Eu sempre odiei essa frase". Ela parecia estar confusa.
"Voc sempre fala isso quando quer que eu me afaste."

"Mas eu quero dizer isso mesmo - eu realmente me sinto bem.
As dores de cabea esto sumindo, e meu pulso no di."

"Voc teve dores de cabea?" ele tocou o cabelo dela; parecia
um movimento involuntrio da parte dele.

"Sra. M..." Maria interrompeu. "Voc no conhece este homem."

"Tudo bem, Maria". Carrie virou para olhar para ela e sorriu
suavemente. "Eu sei que isto  certo."

"Maria? Foi voc quem ligou pra mim." ele pegou o distintivo no 
bolso. "Eu sou Fox Mulder, agente do FBI". ele pegou outro
distintivo, e mostrou para Carrie. "E este aqui  o seu."

"FBI?" Carrie perguntou.

"Voc poderia se sentar comigo, e conversar um pouco?"

Maria a observou, e embora ela soubesse que sua patroa nao conhecia
este homem, esta foi a situao que ela viu Carrie mais  vontade,
desde que ela a conheceu.

"Maria, est tudo bem. Nao vou embora, mas ele e eu precisamos conversar."

Depois de um momento, Maria acenou com a cabea. "Vou poder ouvir
vocs" ela olhou para o relogio dela. "Trinta minutos."

Carrie agradeceu. "Obrigada, Maria" ela se virou para o homem alto,
que a levou para uma mesa nos fundos da biblioteca, a mo de leve
nas costas dela.

Ele segurou uma cadeira pra ela, e ento se sentou  sua frente.
"Scully... eu nao posso acreditar que te encontrei." ele tentou
pegar a mao dela, mas se parou. Mas nao conseguia parar de olhar
pra ela. "Seu cabelo nunca esteve tao curto, ou to ondulado"
ela tocou o cabelo, sem perceber.

"Mu... Mulder? O que ns somos? Eu sou sua esposa? Amante? O
que?"

"Uh, no exatamente. Ns... ns somos parceiros. DO FBI."

"Parceiros?" Ela carranqueou ligeiramente e tremeu a cabea.
"S isso?"

"No, no  s isso. Acho que a melhor palavra seria amantes."

Ela corou de leve. "Mas ns trabalhamos juntos?"

"Sim, durante anos ".

"Ento, por que eu estou aqui?  Por que eu no me lembro de voc?  Este
acidente... eu-"

"Scully, nao acho que voc tenha sofrido um acidente. Voc foi
sequestrada de seu apartamento. Voc foi para casa, direto do 
trabalho, trocou de roupa e ento sumiu. Fui para seu apartamento
na manh seguinte. Encontrei as roupas que voc usou no dia 
anterior, mas seu apartamento estava imaculado. No acho que
voc tenha sido levada dele, talvez voc tenha ido tirar o 
lixo, eu nao sei... Voc sumiu faz pouco mais de cinco semanas.
Eu fiquei... eu fiquei louco. Sua me ento-"

"Minha... minha me? Eu tenho uma famlia?"

"Deus, Scully, eu sinto muito. Vamos comear do principio."
ele tentou relaxar, respirando fundo. "Voc mora em Washington,DC.
Voc est comigo no FBI h sete anos. Sua me mora em DC tambm.
Seu pai faleceu h uns seis anos, de um ataque cardaco. Voc tem
um irmo mais velho, Bill."

Ela parecia ter ficado confusa com a expresso de Mulder, pela
maneira com que ele tocava a mandibula. "Ele... tem algum problema?"

"Ele e eu temos algumas divergencias, principalmente no que diz respeito
a voc. Voc tem um irmo caula, Charlie. Eu nao o conheo. Voc tinha
uma irm, Melisa, mas ela foi embora tambm."

"Morreu?"

Ele acenou com a cabea. "Ela foi... ela foi assassinada."

Ela ofegou e Mulder pegou sua mo. "Eu sinto muito. Talvez isso
esteja indo rpido demais.

Ela negou. "Eu tenho que saber."

Ele acenou com a cabea. Essa parecia ser a Scully dele. "Estou
te procurando desde ento. Nao sabia por onde comear. Os rapazes
colocaram sua foto na internet. Quando sua amiga me chamou, e disse
que voc no podia se lembrar, eu sabia... eu sabia que tinha que
confirmar esta histria pessoalmente."

"Por que eu no posso me lembrar?"

"Algo foi feito a voc. Eles apagaram suas lembranas. Eu s
espero que no seja permanente."

"Que mais eu esqueci?"

"Bem, voc  uma MD. Essa foi uma das razoes pelo Bureau ter
te recrutado."

"Eu sou mdica?"

"Patologista forense.  Voc faz autpsias, encontra provas
para ajudar a resolver crimes."

"Nao me lembro de nada disso. A nica coisa de que me lembro..."

"Voc disse que sonhou comigo?" Ela acenou com a cabea, de novo. 

"Eu... acho que foi aqui. Nao fazia sentido, mas era sempre o mesmo
sonho desde que acordei no hospital. Voc estava na minha frente,
de costas pra mim, e eu tentava te chamar, mas no conseguia falar seu nome,
a nao ser um 'Mu'. Eu at procurei nomes de meninos na Internet, para ver
se encontrava algo parecido. Era um desses sonhos onde voc no podia se
mover, onde tudo impedia seus movimentos. Pode nao ter sido aqui, mas
era um corredor escuro, e voc no se viraria para me olhar."

Mulder apertou a mao dela. "Voc teve este sonho at no hospital?"

Ela acenou com a cabea.

"Venha pra casa comigo. Vamos descobrir o que eles fizeram com voc, e
te fazer melhorar. Voc vai se lembrar da sua familia, e do seu trabalho e...
e de mim."

Ela olhou para o relogio dela. "Nossos trinta minutos acabaram. Preciso
voltar pra casa."

"No, Scully, No v. Ele nao  seu marido, este homem com quem voc
est vivendo. Ele faz parte da conspirao que te levou de mim."

"Por que? Por que algum faria isso?  isso que no entendo."

"Faz parte do nosso trabalho. Ns... ns temos investigado uma
conspirao. Ns trabalhamos nesse caso durante muitos anos, e
acho que chegamos muito perto. Eles decidiram que se nos separassem...
nao sei. Nao posso te provar isso, mas  verdade. Eu sei disso. Voc
acabou de me conhecer, e nao tem motivos para confiar em mim, mas,
Scully, eu nunca te machuquei."

"Mike foi muito gentil comigo."

"Mike?"

"O homem.... o homem que diz ser meu marido."

"Ele" Mulder engoliu. "Ele te tocou?"

Ela arregalou os olhos.

"Scully, ele no  seu marido. Se... se ele te tocou, isso  
estupro. Voc nem mesmo conhece este homem. Scully?"

"Ele no... eu quero dizer, ns dividimos uma cama, mas ele... ele no...
eu quero dizer..."

Ela observou Mulder fechar os olhos, aliviado. "Nao quero que voc
v pra casa, para ele."

"Ele no vai voltar at amanh. Ele nao sabe disso."

"Voc no deve ficar sozinha com ele. Preciso te tirar de l."

Maria apareceu na mesa. "Sra. M, ns temos que ir pra casa."

Scully parecia dividida. O que era certo? Ela nao podia ir embora hoje
 noite - ela nao podia simplesmente desaparecer. Mas ela tinha uma
sensao familiar com a idia de ter sido sequestrada. A dor de 
cabea que crescia agora nao era fingida. Ela tremeu a esfregou a testa.

"Scully?"

"Est tudo bem, eu s... eu no sei o que fazer."

"Voc acredita em mim?"

Ela concordou. "Isso explica porque ninguem me ligou ou me visitou.
Maria  a nica pessoa que vi desde que deixei o hospital, com exceo de
Mike. Ele falou sobre amigos, mas todos parecem estar no mercado de
filmes, assim como ele, e esto sempre viajando. Eu fiquei isolada o 
tempo todo. Maria  nova na casa, e eu nao vi o pessoal da limpeza."

"Sra. M, o que ns vamos fazer?"

Scully ergueu os ombros. "Vamos voltar pra casa. Nao quero
que Mike suspeite se ele ligar, e eu nao estiver l. Mulder,
onde voc vai ficar?"

"Eu... eu nao peguei um quarto. Nao sabia o que ia achar."

"Maria, ele poderia ficar na casa de piscina, no ?" Mike
nunca vai l fora."

"Sra. M? Voc quer levar este homem para sua casa?"

"Ele  meu parceiro. Voc viu meu distintivo. Por favor, Maria,
ns temos que fazer isso" ela pegou a mo de Maria, que sabia que
nao podia recusar nada para esta mulher.

"Como vamos leva-lo para a casa da piscina?"

Scully e Mulder sorriram. "Ele pode nos seguir, ver o terreno,
e sair. Ele pode estacionar longe e voltar pelos fundos da casa.
Ninguem vai ve-lo."

Mulder ficou srio. "Voc acha que a casa pode estar sob escuta?"

Ela arregalou os olhos de novo. "Eles fariam isso?"

"Estas pessoas nos querem separados. Nao sei o que eles fariam se...
no podemos deixa-lo saber que eu te encontrei. No ainda."

"Isso  muito perigoso, no ?"

"Sim."

"Para voc?"

Ele encolheu os ombros, "Contanto que voc no se lembre de nada, 
voc deve estar segura. Mas mesmo se voc no voltar comigo, nao posso
fazer isso com sua me, ou com Bill."

"Por que eu no voltaria com voc?"

Ele engoliu. "Precisamos te levar pra casa, antes que ele chegue."

Maria ficou aliviada, e olhou ao redor. "Precisamos ir."

Carrie ficou de p, mas parecia relutante em deixar a presena dele.
"Vou estar logo atrs de voc, Scully. Nao vou deixar voc ser levada
de mim de novo." S por um momento ela pensou que ele a beijaria,
e ela quis saber como reagiria a isso, mas ele nao fez. Ela se virou,
e Maria a seguiu, saindo da biblioteca.

Ele a seguiu, mas no to de perto quanto teria ela 
gostado.  Ele sabia obviamente mais sobre estas coisas do que
ela se lembrava, mas ela nao queria perde-lo. Quando ele
se afastou dela na calada, ela nao podia explicar a sensao
de vazio.

Ela parou o carro na garagem, e fechou a porta. Ela respirou
fundo e olhou para Maria. "Bem, eu fiz isso, no ?"

"Voc precisa ter cuidado, sra. M. Ele est apaixonado por 
voc."

Carrie piscou pra ela, mas no desconversou. Ela tinha sentindo
isso tambm.

Ela foi para a piscina, esperar por ele. Ela mal podia se sentar
de tanta ansiedade. Quando este homem estranho apareceu entre os
arbustos nos fundos da propriedade, ela correu pra ele, e o deixou
abraa-la contra o corpo dele.

"Vai dar tudo certo, Scully."

Ela acenou com a cabea, um pouco envergonhada por sua reao ao ve-lo.
Ele viu isso e pegou a mao dela, para leva-la para a parte de trs
da piscinha, nao fazendo nenhum comentrio.

Assim que ele chegou, Mulder parou para olhar melhor.
"Droga, Scully. Voc pode no querer voltar comigo."

"E por que no?"

"Voc no vive assim apenas com o salrio de uma g-woman."

"Talvez seja por isso que isso parece to pouco conhecido pra mim."
ela olhou para a propria casa. "Entre."

" melhor no. Se a dentro tiver escuta, no vai funcionar aqui fora.
Por que voc no me mostra a casa da piscina?"

Ela lhe mostrou o caminho. Ele estava rindo quando chegaram. "Droga,
Scully, eu podia me mudar pra c, e morar com voc. Meu apartamento
vai parecer um ninho de rato depois disso."

"Aposto que parece um lar."

"Bem, o seu apartamento parece. O meu parece mais uma casa torta."
ele sorriu.

Eles foram interrompidos por Maria, que vinha com uma bandeja.
"Achei que vocs poderiam estar com fome. O que gostariam de beber?"

"Uh, voc tem ch gelado?"

Maria sorriu, e acenou com a cabea, secretamente aliviada por ele
nao ter pedido alcool. Ela ainda tinha que proteger a sra. M.

Eles se sentaram perto da piscina, no fim da tarde, comendo, mas
nao fazendo perguntas, s desfrutando a companhia um do outro. Logo
Mulder notou que, mesmo com o gesso no pulso, Scully parecia ser 
capaz de usar a mo direita sem problemas.

"Scully, seu pulso di muito?"

Ela olhou, confusa. "No me deu nenhum problema. Por que?"

"No acho que esteja quebrado."

"O que?"

"No acho que esteja quebrado. Scully, deixe-me tirar o gesso."

"O que?" ela olhou para ele, curiosa.

"Eles te deixaram muito  vontade depois do que fizeram. Nao posso
acreditar que voc no est sendo vigiada de alguma maneira."

"O que isso tem a ver com meu gesso?"

" s um palpite. Por favor?"

Ela acenou com a cabea, e ele pegou a pequena faca que Maria
tinha trazido com as frutas.

Ele tinha comeado a cortar quando Maria voltou, e viu a faca em sua mo.
"No!!! Saia de perto dela!" Ela correu pra mesa, e Mulder se afastou
depressa, colocando a faca na mesa.

"Maria, Maria - por favor.  Ele no est tentando me ferir. Ele s
est cortando meu gesso."

"Por que? Seu pulso no teve tempo para curar, Seora ".

"Maria," Mulder falou baixo. "Nao acho que o pulso dela esteja quebrado.
Acho que precisamos ver por que ela est usando esse gesso. Por que
voc mesmo nao tira? Ento voc vai ter certeza de que eu nao estou
tentando machuca-la."

Maria olhou de um lado para outro, os dois, e quando Carrie acenou
com a cabea, respirou fundo. Para o alivio de Mulder, ela pegou a
faca. Ela estava com uma carranca no rosto, mas mesmo assim comeou
a marcar com cuidado o gesso.

No demorou muito e Maria olhou para Mulder. "Voc pode me ajudar
a quebra-lo?"

Ele chegou mais perto. Os dois comearam a abrir o gesso.

"Ai!" Carrie puxou o brao.

"Que foi?" Mulder parou imediatamente.

"Parece uma agulha..." ela mesmo tirou o resto do gesso. Ele viu o
rosto de Scully empalidecer, e foi at ela. "Oh, meu Deus...  um
cateter."

Mulder olhou para baixo, para o tubo minsculo, que gotejava um liquido
da garrafa moldada dentro do gesso. Ento, ele olhou para ela.

"O que  isso?" a voz dela estava tremula.

"Acho que  isso que te impede de lembrar das coisas."

"Tira isso! Mulder, tira isso!" ela estava comeando a tremer agora
s implicaes do que estava vendo. Maria tinha cado numa cadeira perto
dela, incapaz de falar.

"Relaxe, Scully. S relaxe." ele puxou o tubo com cuidado do brao dela,
e pegou o gesso. Depois de exame mais perto, ele falou. "Isso nao  tudo."
ele colocou o gesso de volta na emsa, e apontou para o dispositivo eletronico
que estava ao lado da garrafina.

"O que  isso?"

"Um transmissor. Foi por isso que voc estava to livre. Eles te
localizariam onde quer que voc fosse. Acho que nao estragamos..."

"Quebre. Joga isso fora!"

Ele foi para ela. "Scully, Maria, me escutem com ateno.
No podemos quebrar isso. Nao podemos deixa-los saber que ns descobrimos
tudo.  Tenho que tirar vocs duas daqui, e precisamos deixar esta coisa
aqui, assim eles nao vao estar nos procurando, ao menos por algum tempo."

"EU... eu vou precisar ir embora tambm?" Maria de repente estava
mais amedrontada do que nunca.

"Acho que seria mais seguro pra voc."

"Eu...eu nao posso..." ela arregalou os olhos, apavorada. "Vocs so
federais!"

"Maria" Carrie pegou a mao dela. "Voc est aqui ilegalmente?"

"Como eu... como eu poderia me esquecer disso?"

"Maria, voc me ajudou muito. Voc ligou pra mim, e me disse onde
achar Scully. Eu posso te ajudar agora. Em breve voc nao vai ser mais
ilegal aqui. Mas temos que te tirar daqui. Tirar vocs duas daqui.
Vocs acreditam em mim agora, nao ?" Mulder olhou para as duas mulheres.

Carrie acenou com a cabea. "Maria?"

"Sra. M -"

"Meu nome  Scully, Maria.  Eu quero que voc venha para DC 
conosco.  Voc  a nica amiga que eu tive ".

"Scully..." Maria concordou, e olhou para Mulder. "O que temos
que fazer?"

Mulder sorriu, e Scully viu os ombros dele relaxarem. "Ok. Eu tenho
um vo para DC, logo de manh. Quero que voc pegue esse vo, Maria."

"Como voc e a sra... Scully vo chegar em casa?"

" melhor se voc no souber. Meus amigos vo te encontrar no
aeroporto. Eles vo te manter em segurana" ele riu. "E te fazer
legal neste pas antes de voc perceber."

"Voc precisa fazer as malas, Maria. Venha comigo. Mulder,
por que voc se instala na casa da piscina?"

Maria seguiu Scully para o quarto dela. "Minhas coisas esto no
meu quarto."

"Ns temos o mesmo tamanho. Quero que voc escolha tudo que precisar
e quiser aqui. Use esta mala."

"Nao posso levar suas coisas."

"Elas no so minhas. So parte desta charada que me fizeram pensar
que eu sou alguem que nao sou. Quero te ajudar. Pessoalmente, acho que
essas roupas vo ficar maravilhosas em voc" ela ergueu uma roupa,
e Maria comeou a sorrir.

Assim que Scully tinha convencido Maria a levar mais do que a empregada
achava necessrio, a propria Scully comeou a fazer as malas. Ela se
virou de repente. "Maria, acho que vamos precisar de dinheiro. 
Mike te deixou dinheiro para as despesas da casa?"

"Oh, muito dinheiro! Tem mais de $1000 na gaveta da escrivaninha, no caso
de uma emergencia. Ele me mostrou, mas eu usei menos de $50."

"Tenho certeza de que voc foi muito responsvel. Queria saber se
ele escondeu mais algum pela casa. Por que voc no traz o dinheiro
pra mim enquanto eu fao as malas, e ento depois procuramos mais pela
casa?"

Maria sorriu ento. "Voc no  nada do que eu esperava encontrar
quando vim pra c. Acho que seu mar... Sr. Madison me contratou
porque eu era ilegal, e nao falaria com ninguem. Ele te subestimou."

"Obrigada" Scully sentiu lgrimas inesperadas. Maria lhe deu um
rpido abrao.

"Agora, Scully, voc empacota o resto destas roupas bonitas 
e eu vou procurar o dinheiro."

Scully voltou para o armrio. Maria tinha razo - elas precisavam
fazer muitas coisas.

Logo Maria estava de volta com o envelope. "Sra... Scully, eu acabei de me
lembrar: a limpeza vem amanh."

Scully arregalou os olhos. "Precisamos contar..." Maria acenou com a cabea
e as duas foram para as portas de vidros, indo para a piscina.

Mulder foi depressa na direo de Scully ao ver o olhar de 
pnico no rosto dela. "O que foi? Ele est vindo pra c?"

"Nao, nada disso. A equipe de limpeza vem uma vez por semana. Eles estaro
aqui amanh."

"Isso pode ser bom. Que horas que eles chegam?"

"Da ltima vez, eles chegaram s 07h30. Voc ainda estava no hospital"
Maria se virou para Scully.

"Tudo bem. Meu vo saiu s 10h, e voc vai estar aqui para deixa-los entrar.
Ento, por volta das 08h30, chame um txi e v para o mesmo shopping onde
nos encontramos. Libere o txi e eu te levo para o aeroporto. Vamos 
precisar colocar suas coisas hoje  noite no carro."

Maria concordou. "Oh, o dinheiro" ela deu o envelope pra Scully.

"Meu Deus... tem quase $1500 aqui" Scully olhou pra Maria.
"Esse era o dinheiro para as despesas domsticas?"

"Sim, madame. Nao procurei em mais nenhum lugar."

Mulder olhou para o envelope. "Scully, as coisas nao vo ser bem
assim quando voc chegar em casa."
 
Ela sorriu pra ele e o corao de Mulder se apertou. Ela estava to
bonita...e ele a encontrou.

"Voc, uh, voc vai precisar manter as pessoas da limpeza longe
do seu armrio. Vamos ter que colocar o gesso de volta, para nao 
parecer quebrado. Voc tem um leno para usar como funda?"

"Tenho bastante lenos para cobrir um pequeno pas. Eu vou arrumar
alguma coisa. Vamos procurar por mais dinheiro tambm."

"Quanto mais, melhor.  melhor nao usarmos cartes de crdito. Me avise
quando eu posso levar suas coisas para o carro."

Ela acenou com a cabea, e as duas mulheres voltaram  mesa. Scully
para trs mais uma vez, sentindo os olhos dele nela, e lhe deu um sorriso tmido.

Eles encontraram mais $1200 em vrios lugares da casa. Scully insistiu
para que Maria levasse esse dinheiro. Ela estava convencida de que
no conseguiria dormir hoje  noite, mas seus olhos se fecharam assim que
ela deitou, como se pela primeira vez, desde que ela acordou no hospital,
ela sentisse segurana.

Scully acordou s seis da manh. Ela tomou banho e se vestiu, e ento
ela e Maria arrumaram o gesso, e Maria amarrou um dos lenos ao redor
do pescoo de Scully, para segurar tudo no lugar.

Quando a limpeza chegou, Maria deixou-os entrar. Scully estava
'trabalhando' no armrio dela, fazendo pilhas de roupa para dar
para a caridade, ento a senhora da limpeza foi limpar o banheiro
e ento depois o quarto. Scully ficou perto, tendo certeza de
que ela nao veria o armrio vazio.

Foi estranho quando o txi chegou para levar Maria. Nenhuma
das mulheres ousou mostrar emoo. Maria somente iria para o mercado,
fingindo, mas elas apertaram as mos, e Scully sussurrou umas palavras
de confiana sobre que os amigos de Mulder cuidariam dela.

Scully sentiu-se muito s assim que o txi saiu. Mulder tinha ido para
os fundos antes que alguem chegasse, e ela estava atordoada de como ela
sentia sua falta. Isso era absurdo - mesmo com todas as revelaes, ela
tinha acabado de conhece-lo. Mas mesmo sem nenhuma lembrana dele, ela sabia
que isso nao era verdade.

Depois que todo mundo foi embora, ela saiu. Quase imediatamente Mulder
apareceu do outro lado da piscinha. Ela estava indo pra ele antes de perceber.

Ele segurou-a, e Scully ficou desapontada por ele nao beija-la, mas
ela colocou isso de lado.

"Pronta pra ir?"

"sim. Maria falou com Mike antes de sair. Ela te disse?"

"No. Ela estava bem nervosa." Mulder admitiu.

Scully concordou. "Ela estava bem, nao estava?"

"Acho que as roupas ajudaram um pouco. Ela parecia estar  vontade
nas roupas. Ela vai ficar bem, e os rapazes vo cuidar bem dela, eu
prometo."

Scully sorriu.  "De qualquer maneira, ela disse para Mike que 
eu estava na banheira.  Tentei ligar de volta pra ele, mas ele estava
num encontro." ela encolheu os ombros. "Nao quero falar com ele."

"Voc vai ter que conferir as mensagens de vez em quando. Se ele voltar mais
cedo..."

"Eu sei.  Onde voc acha que devemos colocar o gesso?"

"No quarto, debaixo da cama, onde ninguem vai ver quando entrar no
quarto. Eles vo encontra-lo, mas at l tomara que estejamos fora
de alcance. Voc tem certeza de que nao se importa de usar seu dinheiro?"

"No  meu. Usa-lo para escapar parece a coisa certa a fazer."

Ele acenou com a cabea, e foi para a casa da piscina para pegar a
bagagem. Ela andou pela casa, acendendo as luzes, trancando e posicionando
o gesso debaixo da cama, no centro. Mike teria dificuldade em pegar -
ele nunca caberia debaixo da cama.

Quando ela estava certa de que tudo estava pronto, ela pegou o telefone e discou
o nmero de Mike em Nova Iorque. "Oi, Mike. Sinto muito por nao estar
aqui pra falar com voc mais cedo."

"Maria disse que voc estava tomando banho ".

"Sim, eu no posso entrar na piscina com este gesso, mas queria
me refrescar um pouco. Quando voc volta pra casa?"

"Se tudo der certo, amanh  noite, mas provavelmente bem mais tarde.
Voc j deve estar dormindo. Eu posso te acordar?"

"Uh, sim. Acho que seria uma boa idia. J ... hora."
Ela manteve a voz firme, mas Mulder a estava olhando de perto.
"Yeah, ok. Tenha cuidado. Sim, eu tambm." ela desligou e fechou os
olhos. Mulder pegou o telefone da mo dela.

"Voc est bem?"

Ela acenouc com a cabea e depois de um momento abriu os olhos, e olhou
pra ele. "Ele vai chegar amanh  noite. E est esperando que ns...
fiquemos juntos."

"Parece que voc est saindo a tempo."

"Eu nao quis dormir com ele. A idia de fazer isso estava me apavorando"
Ela observou e continuou, "Eu acho que... acho que foi uma coisa muito
boa que meu amante de verdade aparecesse a tempo."

"Scully, uh, ns nunca fomos amantes."

"Mas voc disse... nunca?"

Ele tremeu a cabea.

"Voc  gay?"

"Nao!!"

Ela se afastou um pouco pela veemncia dele. "Eu sou?"

"No".

"No..."

"Ns estamos indo devagar."

"Voc disse que estamos juntos h sete anos."

"Devagar at demais."

O olhar triste dele fez ela rir, e ele deu um meio sorriso.
"Ento, se eu der em cima de voc hoje..."

"Eu teria que te afastar."

"Por que?"

Ele ficou srio. "Porque quando ficarmos juntos, quero que
voc saiba que sou eu."

"Quando? No 'se'?"

"Yeah. Quando."

Ela acenou com a cabea, e ento foi para o pequeno banheiro.
Assim que ela fechou a porta, Mulder caiu na cama. Se ela desse
em cima dele hoje  noite...

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

False Scripts - 3/3

Ela estava agora mais atenta, como se estivese numa neblina, desde
que acordou no hospital. As substancias quimicas estavam perdendo seu
efeito, provavelmente nao tendo mais nenhum resquicio. Eles estavam no
exas e Mulder nao viu ninguem os seguindo. Ela podia vigiar tambm, mas
estava desapontada, pois as lembranas nao tinham voltado.

Ela observou enquanto ele saiu do banheiro, pronto para a cama.
"Sua escolha de filmes  bem limitada esta noite."

Ele suspirou. "Chega de filmes melosos."

Ela ergue a sobrancelha e ele nao conseguiu esconder o 
sorriso ao gesto familiar. Claro que ela se lembraria dele logo.
Isso seria bom, nao ?

"cuidado com o que voc quer, Mulder. Eu vou dormir."

"A televisao nao vai te incomodar?"

"Nao hoje  noite" ela bocejou e se aconchegou na cama.

"Voc est bem?"

"Um, yeah. S um pouco sonolenta."

"Acha que  o remdio?"

"Pode ser" ela bocejou de novo, e ento olhou para ele.
"Mas estou me sentindo bem. Verdade."

"Voc me diria, nao ?"

"Eu prometo Mulder". Ela sorriu pra ele e fechou os olhos.

Ela tinha razao. No havia nada na televisao. Ele desligou o aparelho,
ento desligou a luz, e entrou debaixo dos lenois. A respiraao dela
era calmante e estimulante ao mesmo tempo. Eles nunca passaram tanto
tempo juntos, e para surpresa dele, foi bom, at mesmo divertido.
Talvez quando ela se lembrasse de que ele era um idiota, isso mudaria,
mas, por enquanto, esperanosamente, ele poderia fazer as coisas certa
para ela.

Mulder estava comeando a dormir quando sentiu  ela se mexendo.
A respirao dela ficou rpida e ela se mexeu na cama. Ele saiu da
cama, e foi para a cama dela, com a inteno de leva-va para a dele.
"Scully?"

Ela no estava gritando, s inquieta e... talvez assustada.
"Scully, acorde."

"Mulder!" ela acordou, e viu ele apoiado sobre ela, e Scully relaxou
contra os travesseiros.

"Pesadelo?"

"Bem, um sonho estranho" ela deu espao para ele se sentar ao seu lado.

"Conte-me."

"Acho que eu era Branca de Neve" ela lhe deu um meio sorriso.

"Um grupo de anes competindo para chamar sua ateno? Acho que
falei demais sobre Frohike para voc"

Ela riu ento e relaxou um pouco mais. "Nao, eu nao estava sonhando com
anoes. Eu estava num caixao de vidro, mas ele estava em p, ao
invs de deitado, e estava muito frio." ela o sentiu ficar tenso ao lado dela.

"Mulder?"

Ele suspirou. "Isso nao foi sonho. Foi uma mmoria."

"Uma memria?  Eu estava num caixo de vidro?"


"Uma memria?  Eu estava num caixo de vidro?"

Ele suspirou e se apoiou contra a cabeceira, a puxando perto dele.
Ele nao estava usando uma camisa, mas ela estava completamente vestida
num dos pijamas dela, e alm disso, ela nao parecia se importar, assim como
sua antiga Scully no se importaria.

"Scully, esta no  a primeira vez que eles tentaram te levar de mim.
Na verdade, estou comeando a perder as contas. Se eu soubesse que voc
estava to bem em LA, e que sua me nao estava to preocupada, eu poderia
deixar voc ir desta vez."

"Mulder?"

"Nao - eu estou brincando. Nao posso te deixar ir embora" ele
pigarreou e olhou para outro lado. "Voc foi infectada com um virus, e
levada para uma base na Antrtica. Eu te encontrei l, num... bem, caixo
at que encaixa na descrio - caixo de vidro, com tubos e instrumentos
saindo de voc. Te dei uma injeo que matou o virus, e ento ns
tivemos que escapar."

"O Principe Encantado nao abriu o caixo e deu um beijo na princesa?"

"Tive medo de que voc me bateria na cara se eu tentasse isso."

Ela lhe deu um sorriso pequeno e tremeu a cabea. "Tenho muito do que
me lembrar, nao ?"

Ele acenou com a cabea, com medo de falar. Depois de um minuto, ele comeou
a ficar de p. "Acho que voc pode dormir agora."

"Voc poderia ficar aqui?"

"Uh, Scully, eu no estou -"  

"Nao vou te machucar.  s... s fique um pouco mais, por favor?"

"Yeah, claro" eu posso fazer isso, se  disso que Scully precisa...
Ele se ajeitou na cama, e a colocou contra ele.

"Voc vai manter o bicho-papo longe?"

"Vou tentar" ele falou ligeiramente, mas em sua mente ele estava querendo
saber se ele era o bicho papo dela.

Ela estava to quieta por algum tempo que Mulder achou que ela estava
dormindo, mas ento ela falou. "Mulder, me conte uma historia."

"Uma historia?" ele riu, nervoso.

"Sim. Me conte sobre como nos encontramos."

Ele hesitou por um momento, e ento. "Voc foi um presente."

"O que? Eu sa de dentro de um bolo?"

Ele riu. "Nao. Voc foi designada para trabalhar comigo. Na verdade,
voc foi designada para me espionar, e fechar meu trabalho."

"Como?" ela tentou olhar no rosto dele, mas Mulder a apertou 
contra o ombro.

"Foi o maior erro que eles podiam cometer. Eles nao contaram com
sua inteligencia ou integridade. Voc fez o meu trabalho legitimo."

" mesmo?"

"Sim. Voc nao me deixava escapar com nada. Voc documentava e substanciava
e dissecava toda pista. Eu tive que dar duro, mas foi bom. Eu podia ter
as idias malucas, e voc podia - s vezes, provar o que aconteceu. Mas eles
tinham que te escutar. Eles odiaram, mas voc provava tudo."

"Voc faz isto soar como se 'eles' fossem do FBI tambm."

" uma grande conspirao."

"Voc est falando srio?" ela o sentiu acenar com a cabea, mas ele nao
falou. Ela se aconchegou at ele, a mao sobre o peito forte, e ele fechou
os olhos. Esta foi uma pssima idia.

"Mulder, quantas vezes eles me levaram?"

"Nao faa essa pergunta, Scully. Por favor."

"Bem, talvez nao importe. Aparentemente, voc sempre me
encontra."

Ele respirou fundo, e sentiu a mao dela se movendo contra a pele. "Mas
esta foi a ltima vez."

"Voc... voc nao vai me procurar mais?"

"Nao vai ser preciso. Nao vou dar chance para eles te levarem de novo."

"Como assim?"

"Quando voltarmos para DC, voc vai ser transferida para longe de mim."

Ela agarrou o trax dele por um momento. "Voc no me quer? Mulder,
minhas lembranas podem voltar."

"Isso nao deixa de ser uma coisa boa, Scully."

Ela se afastou dele, que a puxou de volta, instintivamente,
mas percebeu o que tinha feito, e a soltou. "Desculpe."

" o que voc sente?"

"Scully -"

"Tudo bem. Eu nao deveria ter me lanado sobre voc. Por que
voc nao volta pra sua cama?"

Ele engoliu, e depois de olhar pra ela por um longo momento, ele saiu
da cama. "Eu sinto muito, Scully."

Ela acenou com a cabea, e rolou de lado, de costas pra ele. Mulder
fechou os olhos, sentindo dor. Ele rastejou de volta pra sua
propria cama e deitou. Ele ficou deitado a noite toda, olhos fechados,
mas sem dormir. Ele nao tinha certeza de que ela tinha dormido muito
tambm, mas eles nao falaram mais naquela noite.

De manh, ele finalmente se levantou da cama e foi para o 
chuveiro. Ela tinha feito caf quando ele saiu, vestido. Ela levou
o proprio copo de caf para o banheiro, se movendo silenciosamente.

Mulder afundou na cadeira, derrotado. Talvez fosse melhor
se ele nao a tivesse encontrado. 'NO!' ele tremeu a cabea.
Eles a levariam de novo. O homem que ela pensava ser seu marido
fazia parte da conspirao. Ele a teria estuprado - eventualmente.
Nenhum homem iria machuca-la, nao se ele pudesse impedir isso.

Ele esmagou o copo descartavel na mao, o resto do caf quente derramando
sobre a pele. Ele pulou, tremendo a mo para tirar o liquido quente, xingando.
Certo, ela estava no chuveiro. Ele podia entrar e abrir a torneira de
gua fria pra colocar a mao. Ela nao tinha fechado a porta, ento
ele abriu-a devagar. Sim, a cortina do chuveiro estava fechada.
Ele foi para a pia e abriu a gua fria.

Movimento idiota. A agua do chuveiro ficou escaldante e Scully abriu
a cortina do chuveiro, pulando da banheira. Mulder olhou no
espelho e viu o corpo nu dela.

Ele virou depressa.  "Scully, eu sinto muito!  EU... queimei minha
mao e..."

Mulder percebeu que nenhum deles tinha tentando pegar uma
toalha para cobri-la. Ela s ficou de p, o encarando. Ele baixou
os olhos, e saiu do banheiro. Ela nao falou nada.

Ele caiu na cama, e fechou os olhos. Pssima idia - o corpo nu
e molhado dela apareceu em sua mente. Ele ouviu a porta do 
banheiro sendo aberta, e ela saiu. Ela estava vestida, os cabelos
para trs.

"Scully, eu sinto muito ".

"Voc nunca me viu nua antes?"

"No  isso..."

"Ento voc j me viu nua."

"Sim, na Antartica."

"No meu caixo de vidro."

"Scully, eles nunca vo parar de vir atrs de voc enquanto voc estiver
comigo. Bill estava certo."

"Bill? Meu irmao?"

Mulder acenou com a cabea. "Ele veio me ver quando descobriu que voc sumiu.
Ele mostrou sua opiniao muito sucintamente."

"O que ele disse?"

"Foi mais uma direta na mandibula. Pensei que ele tinha quebrado."

"Ele te bateu?"

Mulder encolheu os ombros.  Ela afundou na cadeira que ele tinha desocupado 
quando se queimou com o caf. "Preciso me lembrar."

"Melhor sairmos daqui."

Scully acenou com a cabea, cansada, e saiu da cadeira. Ele ia falar
de novo, mas parou. O que ele poderia dizer? Ao invs, ele pegou a
mala dele e a seguiu para fora, para o carro.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

A viagem foi feita em silencio, mas ele nao sabia como consertar
as coisas. Ele a machucou, e ela nem mesmo sabia o motivo.
Finalmente, ele falou, mas nao olhou pra ela. "Que tal um caf
da manh?"

"Nao estou com fome. Voc pode comprar pra voc, se quiser."

"Eu... eu tambm nao estou com fome." silencio desceu de novo.
Duas vezes ele foi para o rdio, mas parava. Ele continuava 
desacelerando logo depois que seu p ficava mais pesado com a tenso.

Finalmente ele saiu da rodovia, indo para uma lanchonete fastfood.

"Por que ns..." ento ela parou. Era tudo que ele queria.

"Nao tomamos caf da manh. Deveriamos comer alguma coisa."

Ela hesitou por um momento. "Pea uma salada pra mim."

Ele rodou os olhos, mas fez como ela pediu, e ele pediu hamburguer triplo
com batata frita grande.

Eles pararam para comer, em silencio. Bem, ele comeu. Ela simplesmente
ficou jogando a salada pra l e pra c dentro da caixa de plstico, e ele
nao podia ver a salada sumindo. Ento, ele viu ela fechando a caixa
de comida, e olhar de novo pra fora da janela.

Mulder colocou a comida de lado, e se forou a olhar adiante. Ela
nao queria ele olhando pra ela.

At que ele conseguiu nao olhar pra ela, mas durante cinco minutos.
Quando olhou, ele viu uma lgrima escapar do olho dela, que ignorou
a lgrima, parecendo nao notar.

Com isso decidido, ele encostou no motel em que eles acabaram de 
passar. Ela agarrou o descanso para brao quando ele fez um retorno
violento, e olhou pra ele.

"O que voc est fazendo?"

"Ns j viajamos muito hoje."

"Do que  que voc est falando? Ainda  hora do almoo."

"Eu nao dormi muito ontem  noite, e nao acho que voc tambm tenha
dormido. Vamos encerrar o dia."

Ela no disse nada, ento ele parou no estacionamento e saiu. Ele
voltou logo depois com uma chave, e ela saiu tambm, erguendo a mala
do porta-malas abertos e esperando por ele.

O corao dele afundou  distncia dela, mas Mulder nao sabia como
consertar isso.

Ela colocou a mala dela na cama mais perto, ento foi para o
banheiro. Quando ela voltou, Scully foi para a cama que tinha
escolhido, e afundou nela. "Ento, o que? Vamos dormir?"

"Bem, yeah.  Talvez vamos nos sentir melhor."

"Eu me sinto bem."

Mulder fechou os olhos ao ouvir estas palavras, e ela viu os
ombros dele afundarem. Ela sentiu uma onda de culpa, mas nao disse
nada, se virando pra longe dele.

Ela o ouviu indo para o banheiro, e depois as molas da cama
quando ele se deitou.

Mulder tinha razo sobre ela nao ter dormido ontem  noite. Ela
fechou os olhos, e dormir. Mas Mulder levou mais tempo, mesmo estando
cansado. O respirar calmo dela o acalmou tambm.

Quando ela gritou o nome dele, ele acordou na hora, e estava indo
para ela, e Scully o abraou. Ele a segurou com fora, 
enquanto ela lutava para voltar  consciencia.

"Scully, Scully, acorde.   s um sonho. Vamos, Mulder est
aqui." ele escovou o cabelo dela para longe do rosto, e beijou-lhe
a testa.

"Mu... Mulder?" ela estava apertando ele com fora, ainda tremendo de
tudo que tinha perturbado seu sono.

"Era s um sonho, Scully. Voc est bem. Voc pode me contar o que
aconteceu?"

Ela o apertou com mais fora. "Havia... uma broca... vindo para minha...
barriga. Eu nao podia me mover, tinha alguma coisa me segurando.
Isso ... isso  uma memria tambm?"

Ele acariciou o cabelo dela e ela se afundou no pescoo dele. "Isso
pode ser... a primeira vez... a primeira vez que eles te levaram...
haviam testes..."

"Testes?"

"Scully, por que voc nao tenta dormir agora?"

Ela se afastou dele.

"Scully, no. Por favor, deixe-me segura-la. S tente dormir mais
um pouco... e eu prometo que quando voc acordar, eu vou te
contar tudo. Ento, se voc quiser, eu vou encontrar outra maneira
para voc ir pra casa."

"Outra maneira?"

"Voc pode nao querer mais ficar perto de mim. Inferno, voc
nao vai mesmo. Ento, me deixe te segurar agora. S tente dormir."

"Voc vai me contar tudo?"

Ele acenou com a cabea, mas o olhar no rosto dele fez os olhos dela
se encherem de lgrimas. Mulder a virou para o outro lado, e a embrulhou
nos braos. Ela queria fazer mais perguntas, mas ele nao podia responder
agora.

Ela se apertou contra o trax dele, e Mulder a apertou mais ainda. Sabendo
que ele estava transtornado, ela se sentiu mais segura s por estar
perto dele.

Maria tinha dito que ele a amava. Ela nao teve coragem para expor
isso, mas ela podia sentir isso da maneira como ele a segurava.

Ela relaxou, e dormiu, e Mulder sentiu quando ela cedeu. Ele apertou
os labios contra os cabelos dela, como se dissesse adeus, e permitiu
fechar os olhos.

Quando ele acordou vrias horas depois, ela estava olhando ele dormir,
mas nao tentou se mover pra longe dele.

"Oi, Scully."

"Voc parecia estar dormindo bem."

"Sim.  Voc tambm. Nao ouvi mais nenhum grito."

Ela ficou corada, mas sorriu. "Eu tive... bons sonhos."

Ele olhou para ela, ligeiramente assustado. "Bons sonhos?"

"Voc disse que me contaria tudo."

"Sim, eu disse" ele se afastou um pouco dela.

"Mulder, por favor.  Eu preciso saber ".

"Sim.  Eu sei". Ele parecia estar memorizando o rosto dela.

"Mulder?"

"Eu vou sentir a sua falta."

" voc que quer me mandar embora."

Ele suspirou, "Voc quer ouvir a coisa toda."

"Tudo que voc puder se lembrar." ela tentou sorrir.

"Nao me esqueci de nenhum momento que passei com voc."

O sorriso dela sumiu ao ouvir isso. "Maria disse... nada, v em frente.
Conte-me a historia da minha vida."

* * * * *

Ela ainda estava na cama, apoiada contra a cabeceira. Mulder estava
espreguiado ao p da cama. Ele estava ligeiramente rouco, pois estava
falando h pelo menos duas horas.

Ela chorou algumas vezes, o olhar de descrena o apunhalando, mas ele
continuou falando. Pelo menos ela sabia a verdade agora, e entenderia
o por que dela precisar ficar longe dele.

Ele encolheu os ombros. "Quer que eu chame um txi?"

Ela ignorou a tentativa a humor.

"Por que eu?  Se tudo isto  verdade, por que eu?"

"Primeiro foi o rapto, para me castigar. Eles tentaram nos
impedir de trabalharmos juntos, mas eu nao te deixava ir. Eu...
continuava te chamando para me ajudar com informaes ou ter sua
ajuda mais direta. Talvez, se eu tivesse omitido algumas coisas...
mas eu nao fiz isso." ele encolheu os ombros de novo.

"Me disseram que quando voc foi devolvida, isso foi um tipo de...
recompensa. Mas, o problema era que, enquanto voc estava sumida, eles
te usaram. Voc se tornou parte da conspirao. Eles puseram
um implante em voc, colheram seus vulos, e entao o cancer quase
te matou, e voc usou o segundo implante." Ele suspirou. 

"Mulder, por que voc acha que te deixando, vai me deixar
segura?"

Ele piscou. "Bem..."

"Para mim, parece que estas pessoas, sejam elas quem forem, esto atrs
de mim. Neste momento nao parece importar como isso comeou, s que
voc ainda se preocupa o suficiente comigo para me proteger."

Ele se sentou e entao a encarou. Ela riu, nervosa. "Perdi alguma
coisa?"

"Voc.. voc continua me surpreendendo quando eu menos espero."

"E isso  bom?"

Ele suspirou, "Yeah, isso  bom."

"Mas voc no me quer como parceira, mesmo se todas as minhas
recordaes voltarem?"

Ele tremeu a cabea.

A face dela caiu.  "Entendo. Talvez fosse melhor voc chamar o txi."

"Isso no ... eu preciso pensar no que voc disse. Eu preciso... eu quero
terminar esta viagem junto com voc. Voc  muito importante,  essencial pra
mim."

"Essencial?"

Ele acenou com a cabea. "Acho que era por isso que Maria me vigiava to
perto... ela deve ter notado isso-"

"Ela me disse que voc estava apaixonado por mim."

" Ela me falou voc estava apaixonado por mim ".

Isso o deixou mudo por um momento. "Como ela... como ela
sabia?"

"Acho que ela ouviu isso da sua voz."

"Talvez fosse melhor dormirmos em quartos separados pelo
resto da viagem.

"Por que?"

Ele fechou os olhos. "Voc est me matando aqui."

"Parece que  a sua vez de ser torturado."

Ele abriu os olhos de repente, e viu o sorriso no rosto dela.
"Voc  m."

Ela lhe deu um sorriso astuto e viu os olhos dele dilatarem, mas
ela nao comentou sobre isso. Quando Scully comeou a sair da cama,
ele colocou a mao sobre a perna dela.

"Que foi?"

"Mulder, ns j dormimos, conversamos, e ainda temos tempo
para colocar mais algumas milhas para trs."

Ele tremeu a cabea. "Ns merecemos um dia de folga. O que voc
gostaria de fazer?"

"Voc quer dizer... ficar  toa?"

"No merecemos isso? Ns poderiamos ir ao cinema, ou..."

"Ns vemos filmes todas as noites. Que tal um piquenique. 
Fora do carro, e nao dentro."

Ele sorriu. "Essa  uma grande idia."

Ela sentou-se, desfrutando o sorriso dele, sabendo, instintivamente,
que este era um raro sorriso.

Eles acharam um parque e comeram galinha e salada de batata sobre uma
manta, e ento se sentaram, falando sobre coisas inconsequentes, desde
o crepusculo at os bichos do local. Era o dia mais agradvel que Mulder
podia se lembrar de ter dito. Se ela o deixasse, ele teria pelo menos
algo para se lembrar. 

Era melhor que nos velhos tempos, pois nao havia nada da Rainha de Gelo
nela, pois Scully estava amorosa, sensual e quente. Quando eles
voltaram para o motel, ela parecia relaxada e completamente  vontade
com ele.

Porm, ele se sentia como se nao tivesse lido o manuscrito.
Por enquanto, eles eram parceiros, e ele tinha que pensar nisso.
Sim, ela tinha dado algumas idias para ele com o comentrio dela.
Eles a deixariam sozinha se ela nao estivesse com ele? Ou ela se
tornara o foco deles por causa de todos os testes? Ela estaria mais
segura com ele ou sem ele?

A mo dela no brao dele o assustou.  "Mulder? No que voc
est pensando?"

Ele tremeu a cabea.  Ela suspirou, "Certo, eu sinto como eu tivesse 
grama em meu cabelo, eu vou tomar uma ducha rpida." ela arrastou
a mao pelo brao dele, e se afastou. Mulder teve o desejo intenso
de puxa-la de volta pra ele, mas se conteve.

Ele ouviu a gua sendo aberta e isso o fez voltar para o presente.
Ele tirou os sapatos, e abriu a mala sobre a cama, mas antes tirou
a camisa. Ele nao percebeu que o chuveiro tinha sido desligado,
mas ele ouviu a porta do banheiro, e se virou. Scully estava de p,
na entrada, vestida s de toalha.

"Scully?"

"Voc disse que 'quando' ns fizssemos  isso, voc queria que eu
soubesse quem voc era. Eu te conheo agora. Voc  o homem da
minha vida; voc  o homem com que eu passei os ultimos sete anos,
o homem que passou o inferno e me trouxe de volta, vrias vezes.
Mulder, faa amor comigo."

Os olhos dele estavam arregalados, e durante um segundo, ele nao 
tinha certeza se estava ouvindo isso.

"Scully, eu -" a voz dele parou quando a toalha caiu ao chao.

"Voc disse que voc tinha me visto nua antes". Ela chegou
mais perto dele. Ela notou a mudana na respirao dele, e o fato
de que seus olhos estavam totalmente verdes. A mao dela descansou sobre o
trax nu de Mulder, e ele estremeceu.

Ela olhou para baixo, e mordeu os lbios ao ver a bvia estimulao
dele.

"Mulder, voc me quer?"

"Oh, Deus." era um gemido.

"Eu quero voc, Mulder. Eu preciso de voc."

Ele a puxou contra ele e tudo que ele murmurou no cabelo dela
estava perdido. Ele os levou para a cama dela, e a deitou suavemente,
se deitando ao seu lado.

As mos dele a exploravam, acariciando, mas ele nunca tirou os olhos
do rosto dela, como se esperasse que ela retirasse esse premio imerecido.

"Mulder, eu nao vou a lugar nenhum."

"Eu quero acreditar."

"Voc pode, Mulder. Eu estou aqui mesmo" ela puxou o rosto dele com
as maos, e o beijou.

A pouca resistencia que ele pensou que tinha agora foi embora completamente.
Ele estava provando ela, a Scully dele, e ela o queria, ela tinha provocado
isso.

Ele poderia sentir as mos dela no cs da cala dele, e se mexeu para
dar-lhe acesso completo. Ela sorriu, agradecendo, e a cala jeans
dele caiu na cama, seguido pelo short.

"Scully -"

"Nao ouse me perguntar se eu tenho certeza se quero fazer isso ou nao."

Os olhos dele sorriram a isso, os lbios dele muito ocupado.

* * * * *

Ele caiu sobre ela. Nunca antes Mulder experimentou algo assim, e ela
tambm. Sete anos de aquecimento tinham afiado os sentidos de Mulder,
e aparentemente ela gostou do que ele tinha aprendido. Scully ainda
tremia contra ele, devido ao ltimo orgasmo, muito exausta para fazer
mais do que ficar deitada contra o peito dele.

Mulder conseguiu erguer as cobertas sobre eles, e puxa-la apertado
contra ele, enquanto ambos caam para o descanso.

Ele percebeu quando ela se mexeu contra ele. "Scully?"

"Mulder, eu..." ela levou a mao  cabea.

Ele se sentou. "Scully, voc est... Scully, qual o problema?"

"Minha cabea".

"Voc... voc deveria dizer isso antes de-" ela gemeu e todo senso de
piada saiu do corpo dele.

Scully estava apertando a cabea dela com as duas mos, os olhos bem fechados.

"Certo, Scully, eu estou te levando para o hospital. "Voc pode me ouvir?"
Ele aceitou o pequeno movimento da cabea dela como um acordo, e ficou
de p, vestindo a cala jeans. Ele pegou a camisa descartada e jogou
as roupas dela de lado, e pegou o roupao dela. Ele a embrulhou no roupao
e a carregou nos braos.

Eles tinham passado por um hospital enquanto procuravam um parque esta
tarde. Mulder a deitou suavemente no banco detrs, e foi para l.

Os gemidos dela ficaram cada vez mais fracos enquanto eles se aproximavam
e a velocidade do carro aumentou. Ele mais parou o carro do que 
estacionou, mas nao ligou pra isso. Mulder a pegou nos braos
de novo, e correu para dentro. "Preciso de ajuda!  a cabea dela, uma
enxaqueca ou derrame ou algo--"

Eles a colocaram numa maca, e a passaram para um cubculo, depressa.
A enfermeira tentou conduzi-lo para a mesa. "Tenho que ficar com ela."

"Deixe os mdicos examina-la. Voc nao pode fazer nada agora, e
voc no vai querer ficar no caminho deles."

Ele olhou para o cubculo, e mesmo sabendo que ele nao estava 
convencido, ela conseguiu faze-lo ficar de p onde estava.

"Senhor, voc acha que poderia preencher estes formulrios? S para
lhe manter ocupado at que eles o chamem.

Ela estava tentando ser gentil e sensvel, ento ele pegou a identificao
que os caras haviam lhe mandado para o caso dele ter que usar o seguro.
Eles comeou a preencher a papelada, olhando para a cortina a cada momento.

Mas ele ficou de p quando viu um outro equipamento rolando para a rea
dela.

"Senhor! Por favor". Mas ela no conseguiu pega-lo. Ele estava dentro
do cabculos em segundos, e os mdicos o olharam.

"Precisamos que voc espere l fora, senhor."

"O que voc est fazendo?"

O homem mais perto da cabea de Scully olhou para um dos homens mais jovens
ali, que acenou com a cabea, e colocou a mao dele sobre o ombro de
Mulder.

"Por favor, me digam o que voc esto fazendo com ela."

"Sim, senhor, mas vamos sair daqui, pra fora do caminho." Mulder olhou
para ela, deitada na maca. J havia uma intravenosa e o balo de oxigenio
nela.

Ele finalmente seguiu o homem, depois de outro puxo no brao. "Voc
 mdico?"

"Interno. Voc tem o residente chefe examinando ela l dentro. O equipamento
que foi traduzido  uma unidade porttil de scanner. Precisamos eliminar
a possibilidade de um aneurisma. Com os sinais vitais dela, nao parece
ser o caso, mas nao queremos arriscar.

Mulder acenou com a cabea. "Quando eu posso ve-la?"

"Nos d um pouco mais de tempo."

"Ela est acordada?"

"No, ela estava inconsciente quando eu cheguei ".

"Ela estava em muita dor ".

O interno acenou com a cabea. "O que mais? Precisamos saber tudo que
podemos sobre o histrico mdico dela, e o que estava acontecendo
logo antes deste episdio."

"Ns, uh, ns estvamos em cama.  Ns... ela estava bem. Ns estamos de
frias, e passamos o dia descansando, fizemos um piquenique aqui perto,
num parque. Comemos a mesma coisa."

Mulder poderia ver o homem mais jovem pensando. "Nenhum histria de
enxaquecas?"

"No, nunca.  Ela, uh..." o rosto dele ficou branco, e o interno agarrou-lhe
o brao.

"Senhor? Voc est bem?"

"Ela teve... ela teve cncer.  Ela est em remisso h uns
dois anos.

"Onde, que tipo de cncer?"

"Era um... uma massa nasofarngea."

"E entrou em remisso?" ele parecia mais do que um pouco surpreso. O
interno olhou para o cubculo. "Preciso dar esta informao
para o mdico responsvel. Por favor, sente-se aqui. Prometo que
assim que soubermos de alguma coisa, vamos falar com voce. S fique
aqui, onde podemos encontra-lo, ok?" a angustia nos olhos deste 
homem era impossvel de nao ser notada pelo jovem mdico, e ele
colocou a mao sobre o ombro do homem de novo, apertando, tentando
dar segurana, e ento voltou para a paciente.

Mulder perdeu toda noo de tempo, encarando as cortinas que escondiam
Scully de sua viso. Quando eles finalmente abriram tudo, levou um 
momento para ele reagir, nao acreditando nisso.

Ento ele ficou de p, indo para eles. "Sr. Hale" o mais velho dos
dois mdicos estendeu a mao e o cumprimentou. "Por que nao vamos para
ali?"

"Ela no est... ela est-"

"Ela est inconsciente, mas os sinais vitais dela esto fixos. Estamos
admitindo ela, para ficarmos de olho."

" o cncer?"

"No encontramos nenhuma evidencia nos testes que fizemos. Essa  uma
das razes porque queremos mante-la aqui. Temos outros testes que gostariamos
de fazer. Chamei nosso Neurologista chefe, e ele est a caminho. Assim
que a colocarmos num quarto, voc pode ve-la."

Ele acenou com a cabea. O alivio dele por ela ainda estar viva levou 
a sua voz. Mulder a viu sendo levada na maca, e seguiu imediatamente. Ele
os observou colocando-a numa cama no terceiro andar, e afundou na
cadeira ao lado dela.

Ele no se moveu longe do lado dela at que um homem mais velho 
entrou com os dois mdicos que ele encontrou na emergncia. "Sr. Hale,
este  o dr. Weston, ele  o chefe da Neurologia."

Mulder o cumprimentou. "Ela nao acordou ainda."

"Sr. Hale, sei como voc est preocupado, mas se voc puder me
dar um pouco de tempo com minha paciente, espero ter algumas 
respostas para voc."

Mulder olhou para o interno, que acenou com a cabea. Ele respirou
fundo, e saiu para o corredor.

Aproximadamente vinte minutos depois, a porta abriu.  Mulder 
parou de andar, e voltou para o quarto em dois passos. "Dr. Weston?"

"Voc pode entrar agora, filho. Vamos analisar estas informaoes e
voltar o mais cedo possvel para c."

"Voc no sabe de nada agora?" Mulder odiava esta sensao de 
indefeso.

"Ela nao teve um derrame, e nem um aneurisma. Ela est em coma,
e vamos tentar analisar a causa. Voc pode pensar em outra coisa
que poderia ter provocado isso.

O remdio que estava no brao dela --- ele precisava chamar os
caras, e ver se eles analisaram a substancia que Maria levou
para eles.

"Coma?"

"Nao  necessariamente uma coisa ruim neste momento, Sr. Hale.  Se 
voc me der licena" ele acenou com a cabea mais uma vez, e foi
para o elevador. Sem outra palavra, Mulder voltou para o lado dela e 
pegou sua mo na dele.

* * * * *

O remdio dela nao mostrou nenhum bandeira vermelha com os mdicos,
embora eles estivessem curiosos sobre por que tal medicamente tivesse
sido prescrito. Mulder nem tentou explicar, s declarando que ele nao
sabia que ela estava tomando isso at alguns dias atrs. E era verdade.

Que eles nao acharam nenhum trao do cancer foi uma noticia muito
boa, mas o fato dela ainda estar em coma nao o deixou comemorar. Ele
quase nao tinha saido do lado de Scully, s para comer e esticar
as pernas. Mulder nao contou aos rapazes o que estava acontecendo, s
pegando as informaes que eles pudessem lhe dar. Ele sabia que Maria
tinha chegado em segurana, mas rapidamente terminou a ligao.

Ele acordou depressa na cadeira, sabendo imediatamente onde estava. 
Ele se levantou para tirar a tensao no pescoo e costas, pois aqui
nao conseguia descansar, s cochilar de vez em quando, mas isso nao trouxe
alivio para ele.

Ele no queria dizer, mas as recordaes deles juntos... ele gemeu.
Uma noite, onde finalmente eles se tornaram amantes, isso acontece.
Ela deslizou para longe dele, se nao fisicamente, pelo menos
mentalmente. Mais uma vez a vida dela estava ameaada e era culpa dele.

Ele poderia ter resistido a ela. Ele tinha resistido durante
anos, controlado. Ento ela mostrou interesse, e isso o lanou
num espao que ele nao teve mais controle.

Bem, estava resolvido. Se ela... se ela vivesse, ela iria ser
transferida, e se ele pudesse, ela sairia do Bureau. Ele nao ia
deixa-la ficar. O argumento dela que eles estavam atrs dela estava
rachado. Ele nao levou tempo para analisar isso, mas se ela estava
longe dele, ela ficaria mais segura, e ele ia lhe dar isso.

Mulder se levantou e pegou a mao dela. "Scully, eu sei que voc pode
me ouvir. Nao tenho certeza do que est acontecendo com voc, mas sei
que  porque estamos juntos. Ento, me escute. Estou te libertando.
Nao vou mais trabalhar com voc. Quero que voc volte para a medicina.
Tenho certeza que assim que eu estiver fora da sua vida, suas lembranas
vao voltar. Como eu disse antes, quando voc se lembrar de tudo, voc
nao vai querer ficar mais comigo, ento eu estou te economizando esta
hora. Voc est fora dos Arquivos X, do Bureau... e da minha vida. Seu...
Bill vai adorar, e voc nao vai sentir minha falta."

Ele deixou o dedo dele arrastar abaixo no lado da face dela.  O resto 
da vida dele parecia muito escuro e deserto, mas ele no poderia
deixar isso acontecer de novo com ela. Ele nunca se esqueceria da
noite deles juntos, mas teria que terminar,e ele seria forado a viver.

"Vamos, Scully, voc precisa acordar, para que eu possa  te levar
pra sua familia e... e sumir."

Os olhos dele foram levados do rosto dela quando os alarmes tocaram de
repente. O monitor cardaco atrs dela ficou com a linha reta e ele
ouviu um barulho no corredor.

A equipe de trauma explodiu de repente e Mulder foi retirado,
educadamente, mas de maneira firme, para a porta. Uma ordem
da enfermeira puxou a ateno do homem que tentava levar ele
pra ela, e Mulder conseguiu fugir dele, e ir para o canto do
quarto.

O prprio corpo dele empurrou quando eles enviaram eletricidade pelo
peito dela. A linha verde e fina estava reta, e o medo dele comeou
a crescer. Mulder podia ouvir as ordens que eles gritavam, mas nao
as entendia completamente.

"Ns a estamos perdendo!"

Essas palavras ele entendeu muito bem. Eles deram tratamento de 
choque nela de novo, e ele clamou o nome dela. Vrios membros da
equipe se viraram ao ouvir a doz na voz dele. "Eu tenho um pulso!"

Mulder teve que agarrar uma cadeira para ficar de p. "Scully."
Ele sussurrou desta vez. Esta era a mulher para quem ele tinha
acabado de dizer para sair da vida dele? Oh, sim, ele poderia viver
com isso.

Algum da equipe estava se movendo agora. Um deles virou para o 
outro. "O que ele gritou? Parecia 'Scully'. Mas o nome dela
nao  Lora?"

A segunda mulher encolheu os ombros. "O que quer que fosse,
eu pensei que a estariamos medindo para um caixo."

Mulder fechou os olhos  essas palavras.

"Sr. Hale? Sua esposa parece estar estvel agora. Vamos manter
um olho nela. Por que voc nao toma um cafe, ou come algo?"

"Nao. Eu nao vou deixa-la. Obrigado mesmo assim"
os olhos dele foram para o rosto dela, e depois de um momento,
as enfermeiras restantes se olharam, e entao o deixaram sozinho com
ela.

Medi-la para um caixo. As enfermeiras pensaram... ela sonhou que
estava num caixo de vidro. Ela nao disse 'O principe encantado
nao abre o caixo e lhe d um beijo?'

Ele se achou se apoiando nela, os lbios dele apertados nos dela.
"Scully."

Ele no pode se mexer quando os olhos dela se mexeram e abriram.
"Mulder" ela respirou, e ento relaxou, s para arrastar o brao e pegar
na mao dele.

Ele apertou o boto de chamada com a mao livre e uma enfermeira apareceu 
quase imediatamente. "Ela est... ela est acordando. Voc precisa chamar 
o dr. Weston."

A enfermeira olhou para Scully, e o aperto que ela estava dando na mao dele,
e acenou com a cabea.

Novamente ele se recusou partir, mas ficou no canto distante do quarto
enquanto eles a examinavam. Dr. Weston falou com ela brevemente
e prometeu voltar depois, quando ela estivesse mais acordada.

Ela  olhou para Mulder quando eles ficaram sozinhos de novo.
"Ele me chamou de Lora?"

"Sim, Lora Hale. Voc deu entrada com este nome. Descanse agora."

"O que aconteceu, Mulder?  Por que eu estou no hospital?"

"Do que voc se lembra?"

Ela parecia pensar e falou. "Ns estvamos no motel, passamos o 
dia descansando, e ento ns voltamos e..." a face dela ficou
mais suave. "E eu descobri que amante incrvel que voc "

Ele piscou a isso.  "Voc tem um jeito engraado de mostrar isso, 
entrando em coma logo depois." ela ouviu a angustia na voz
dele, senao nas palavras.

"Talvez eu tenha gozado muito forte."

Ele deu um sorriso irnico.  "Yeah, t legal."

"Mulder," ela pegou a mao dele. "Eu me lembro."

"O que? Do que voc se lembra?"

"Voc, os X-arquivos, o trabalho, ns.  Eu acordei em seus braos 
e... tudo voltou. Imediatamente. Mas teria sido pior, se voc nao
estivesse me segurando."

Ele abriu a boca. "Eu... eu fiz... eu fiz voc melhorar?"

"Como voc sempre faz."

Ele nem mesmo conseguia falar.

"Eu tive meu sonho.  Voc sabe, aquele em que voc est no corredor, e
est de costas pra mim? Voc finalmente se virou. E... me mandou
embora. Voc disse que nao iria mais trabalhar comigo. Voc parecia
to... distante. Ento eu estava me afastando de voc. Lembra quando
eu disse que era muito dificil ir at voc, como se meus ps nao
me levassem? Bem, quando voc me rejeitou, eu comecei a ser
levada para longe de voc. Nao por vontade propria. Eu estava
sendo chupada para longe de voc. Nao tinha mais controle, mas estava
lutando contra isso. Eu nao queria ir."

"Scully -"

"Ns acabamos de achar um ao outro, Mulder. Depois de tantos
anos, eu sinto como se estivessemos comeando agora. Sei que
foi um sonho, mas voc veio na minha direo.... e me beijou.
Eu... me senti como Branca de Neve de novo."

Ele arregalou os olhos. Quando ela entrou na mente dele?
"Scully, descanse agora. O dr. Weston vai querer te examinar daqui
a pouco."

Ela acenou com a cabea. "Voc vai estar aqui?"

"Onde mais eu estaria, Scully?"

Ela sorriu e fechou os olhos, devagar.

* * * * * 

"Sr. Hale, Sra. Hale. Estou muito contente com seu progresso.
Eu s queria ter uma idia mais clara do que aconteceu."

"Eu gostaria de ir embora daqui, dr. Weston. Voc poderia copiar
meus registros para eu poder da-los para meu mdico? Eu gostaria
do nome de um especialista que voc recomenda na rea de Chicago.
Sei que vou ter que fazer mais testes."

"Posso cuidar disso. Mas estou relutante em dar-lhe alta devido s
poucas respostas que tivemos."

"Se ela precisa ficar - " Mulder comeou.

"George, por favor.  Voc sabe que precisamos chegar em casa". Ela 
o olhou fixamente.

"Vou preparar a papelada."

"Doutor, voc acha que deveramos ir de avio para casa? 
S para coloca-la sob a observao do mdico o mais rpido possvel."

"Na verdade, prefiro que ela no voe. A altitura e a presso
do ar poderiam ser prejudiciais."

Mulder acenou com a cabea lentamente.

"Bem, vejo vocs em breve." o mdico os deixou sozinhos.

"Mulder? Voc nao quer ficar sozinho comigo? Voc est com medo
de que vou te seduzir de novo?"

"Scully -"

"Bem, parece que  isso. Acho que voc deveria ir pegar nossas
coisas, fechar as contas no motel e me  pegar aqui. Podemos
colocar distancia entre ns e esta cidade, e entao seria melhor
voc me colocar na cama."

Ele olhou depressa pra ela, e viu o brilho malicioso nos 
olhos azuis. Ela nao era  a mesma Scully que ele conheceu todos estes
anos.

"Nao tenho certeza se te conheo."

"Mulder, talvez a Rainha de Gelo s precisasse de uma boa -"

"Scully!"

"Que foi? Voc nunca pensou nisso? Parece que muita gente j pensou
nisso sim."

"Mas elas nao te conheciam."

"E Voc sim?"

"Desde que voc fez o striptease no meu quarto em Oregon."

Ela corou ao ouvir isso. "Voc sabe que nao era essa minha
inteno naquela noite."

"Eu sei". Ele ficou srio. "O que voc queria era at mesmo
mais importante para mim. Voc queria confiana, conforto. Nenhuma
mulher alguma vez me pediu essas coisas antes. Scully. como vamos
controlar isso tudo?"

"Ns vamos descobrir, assim como todas as outras coisas que resolvemos
desde que ns nos encontramos."

Ele deu um meio sorriso e a beijou. "Fique aqui. Vou estar de volta
com as nossas coisas, e nao demoro." ele apertou a mao dela, e
relutante, saiu de seu lado.

Ele guardou as coisas depressa e voltou, trazendo uma muda de roupa
para ela. Enquanto Scully trocava de roupa, ele pegou os documentos
de alta dela, e conferiu de novo com o mdico sobre tira-la do 
hospital. Ele ainda estava preocupado.

"George". Ela parou atrs deles e colocou uma mao sobre o brao
de Mulder. "Vamos pra casa."

Ele parecia ligeiramente envergonhado por ser pego, e o mdico
sorriu, tranquilo. "Acho que  sbio deixar um mdico perto
da sua casa ter os seus registros, e claro que eu estaria contente
em falar com quem voc escolher. Tem vrios nomes no arquivo, 
trs que eu j consultei previamente. Eu sei como deve ter sido 
amedrontador este episdio para voc, mas nao acho que a viagem
vai ser prejudicial. S no se esforce demais."

"Ela no vai." Foi a resposta de Mulder antes que Scully tivesse 
chance de falar.

"Vamos para casa". Ela repetiu e Mulder acenou com a cabea.

A enfermeira chegou com uma cadeira de rodas, e Scully nao se incomodou
em comentar que era desnecessrio.

Ele a colocou no carro, colocando o cinto nela antes de entrar
e ligar o motor. Ela tremeu a cabea pra ele, mas nao parecia
chateada. Mulder percebeu que ela estava sorrindo muito desde
que tinha acordado. Era bom. Ele entrou na estrada, e ento 
para a rodovia.

Ela pegou um mapa.  "Oklahoma?"

Ele tremeu a cabea. "No quero que voc viaje pra to longe hoje."

"No pode esperar para me colocar na cama?"

Ele corou ao ouvir isso, mas nao respondeu. Apenas pegou a
mao dela.

"Voc precisa das duas mos para dirigir ".

"Gosto de te tocar."

"As duas maos no volante, g-man."

Ele soltou a mao dela, relutante, mas quando Scully colocou
a mao dela na coxa dele, ele quase saiu da estrada.

"Deus, Scully, no faa-"

"Pensei que voc gostava de toques."

"Eu criei um monstro?"

"Eu te disse, a Rainha de Gelo s precisava de uma boa-"

"Scully". Ele pegou a mao dela, e a colocou no colo dela. "Vou dirigir
algumas horas, e ento encontrar um lugar para passarmos a noite."

"S algumas horas, ok?"

"Se voce acha que  muito-"

"Acho que posso esperar esse tempo."

Ele olhou para ela, e viu quando ela lambeu os lbios. Hora de
olhar direto para estrada, nada de olhar pra ela, e sem mover.
Ele olhou para frente, e aumentou a velocidade. Scully sorriu.

* * * * *

Mulder foi bem preciso, parando no motel duas horas e um minuto depois.
Ele parou o carro perto da entrada, e desligou o motor. Antes que pudesse
se mover, ela colocou a mao dela sobre a coxa dele, mais alto que antes,
e apertou ligeiramente.

A reao dele foi previsivel e imediata. "Scully..."
Ela sorriu quando ele arrastou um gemido e ela viu a reao dele.

Ele respirou fundo vrias vezes. "Como eu vou poder entrar l dessa
maneira?"

"Tem razo. Nao quero que ninguem atrs do balco pule em cima de voc."

"Poderia ser homem."

"E da?"

Ele sorriu.  "Acha que pode manter suas mozinhas quietas por 
um minuto?"

"Eu posso tentar, mas j tenho muitas fantasias sobre isso."

Ele ficou olhando pra ela, de boca aberta. "Vamos ficar sentados
durante horas aqui."

"Voc no tem um livro de bolso ou caderno ou algo assim?"

Ele na verdade riu.

* * * * *

Mas agora ele nao estava rindo, olhando para ela, que o olhava atravs de
olhos pesados, espreguiada sem osso sobre ele, as pernas ao redor das dele.

"Voc est bem, Scully?"

"Melhor do que isso, e eu entro em combusto espontanea"

Ele sorriu, "Parece que voc gostou muito."

"Ora, Mulder, eu nunca gozei trs vezes assim."

"Do que voc se lembra."

"Isso  algo que eu no teria esquecido. Ento, para onde vamos
daqui?" Ela apertou as pernas dela ao redor das coxas dele.

Ele beijou-lhe a testa. "Bem, ns poderiamos nos casar."

Ela levantou a cabea. "O que?!"

"Acho que isso nao foi muito romantico."

"Nao  isso... Mulder, e sobre nosso trabalho?"

"Eles nao tem que saber. Eu acho que voc deve querer falar com
sua me, mas eu nao preciso contar pra ninguem. Seria uma
coisa ruim ser a sra. Spooky de verdade?"

Ela deitou a cabea no trax dele, a bochecha esfregando o cabelo
ligeiramente.

"Eu deveria levar isso como um sim?"

Ela olhou de novo. "Voc est falando srio."

"Definitivamente."

Ela arregalou os olhos. "Mulder, voc nao precisa fazer de mim uma
mulher honesta."

"E por que nao? Voc me fez um homem honesto."

Ele viu lgrimas nos olhos dela. Deus, ele estragou tudo de novo. O que
ele estava pensando?

"Por que voc quer se casar comigo?"

"Eu... eu quero pertencer a voc, e quero que voc me pertena."

"Mas isso j  verdade."

" mesmo?" ele se sentou, olhando para ela. Scully procurou o rosto dele.
Ele era tao... ele precisava dela. O que ele tinha dito? Essencial? Ele entendia
que ele era a mesma coisa para ela?

Ela sorriu e ele comeou a sentir o corao correndo. "Ns dois estamos
loucos em considerar este tipo de coisa." ele nao falou - parecia que
Mulder estava prendendo o folego. "Claro que isso no  novidade."

"Scully?"

"Ns estamos discutindo isto aps o sexo, onde tudo so flores... nao  uma
boa hora para falar sobre coisas srias."

Ele sorriu pra isso. Essa era uma declarao tipica dela. "Onde tudo so
flores... sim. Durante seis anos nao houve mais ninguem. Voc disse isso ontem
 noite.  verdade pra mim tambm, Scully."

"Durante seis anos... eu... sim" ela falou. "Voc deveria me beijar agora."

O sorriso que comeou a se formar no rosto dele tirou o folego de Scully.
Ele seguiu o conselhor dela, e tomou posse de seus labios.

Haviam muitas coisas a serem consideradas, no minimo a familia dela.
Mas isso parecia certo. Eles estavam na mesma pgina, ao mesmo tempo.

Yeah, isso estava certo - sem falsos manuscritos.


FIM


Traduo concluda em fevereiro 2003
Translation finished - february 2003