ERLONA'S HEART 17

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A gua estava fria.  Mas a mar estava fraca, e as ondas eram minimas,
graas a Deus. Mulder nao estava nem um pouco afim de perder Scully,
principalmente agora que ele a tinha onde queria: apertada contra ele, agarrando-o
pelos ombros porque os pezinhos dela nao alcanavam o fundo; os seios dela
estavam esfregando-se livremente contra o trax dele enquanto a mar nadava,
e o membro dele estava subindo e descendo entre as pernas dela, buscando
mais do que contato casual. E Mulder tinha certeza de que, se a gua nao 
estivesse to fria, ele j teria alcanado seu objetivo.

O cabelo de Scully estava alisado pra trs, deixando a meia-lua bater
no rosto dela. E na boca - //Deus, a boca// tao cheia e madura com gotas de 
gua nos lbios //To bonita...//

Na costa, as luzes tinham enfraquecido e a festa finalmente parou. Vrias 
tochas ainda estavam queimando, assim eles nao teriam dificuldades em
encontrar a tenda de novo. Eram s eles agora, se segurando, movendo junto
com a gua que os cercava.

"Voc no est enjoado, est?"

"Nope."

" porque voc no est lutando contra o movimento. Voc est deixando o
movimento te levar."

" porque eu tenho voc nos meus braos."

Ela o beijou, usando o corpo dele como apoio. A lngua dela estava salgada
em contato com a dele.

//Acho que nunca vou me cansar de beija-la.//

Ele sentia as mos dela deslizando pelas costas dele, se fechando ao redor
de sua nuca enquanto ela se apertava mais contra ele, e o envolveu com as
pernas. "Voc j fez amor na gua, Mulder?" a voz aveludada parecia modesta
na orelha dele.

"Voc quer dizer com outra pessoa?"

Ela beliscou-o na orelha. "Voc no sabe que brincar com outros  mais divertido?"

//Maldita gua fria!// "Voc no quer voltar pra tenda? Voc no est com
frio?"

Ela tremeu a cabea.  "A gua est fria, mas eu estou quente." Mulder sabia
que ela estava fazendo uma piada obscena, mas com a barriga dela apertada
to firme contra a dele, ele podia sentir que ela estava bem quente mesmo.

"Voc normalmente no  inexplicavelmente fria?"

"Viu s o que voc faz comigo?" ela desceu a mo e o pegou pela base.
Mulder conseguiu abafar um gemido. "Ah, entendo..." ela franziu as sobrancelhas.
" voc que est com frio."

"Nossa, Scully, voc com certeza sabe erguer o ego de um cara."

Os olhos dela brilharam com malicia. "Oh, isso eu posso fazer" ela deslizou
pra baixo e mergulhou. Pavor, puro e simples, rasgou Mulder, e ele a agarrou,
sem cerimnia, pelos braos, e a puxou de volta por cima da gua.

"Scully!"

"Mulder, me solta. Eu sei o que estou fazendo."

Quando ela deslizou pra debaixo da gua uma segunda vez, Mulder fez o
impossvel para nao puxa-la de novo. Que diabos ela estava fazendo?
Com ela debaixo da gua, ele estava sozinho, e teve uma rpida visao de
como seria sua vida sem ela. O som da gua o deixou nervoso. Tinha gente 
vendo da costa?

Segundos depois ele sentiu as maos dela nas coxas, e no pnis. Mulder ficou
imvel. "Scully, espero em Deus que seja voc." ento uma lingua e a pressao
mais nua de dentes perfeitos. E quando as maos deslizaram pra cima, agarrando
as ndegas dele, firmando a cabea dela contra ele, os suaves chupoes
comearam.

//Oh, meu Deus do cu...//

Levou poucos segundos para a ereo de Mulder crescer, e Scully subiu,
passando as pernas ao redor dele, se apoiando nos ombros largos, e
dando um empurrao, ela o embutiu dentro dela, fundo. Ela era fogo no gelo,
o circulando dessa maneira. Ela usava as coxas e as pernas para apoio
enquanto comeava a se erguer lentamente, e quando ela fazia isso, gua
fria trazia uma sensao dolorida na ereo dele. E ento Mulder a empurrava
para baixo, e o calor dela o envolvia.

"Jesus."

Eles montaram um ritmo como esse, ela subindo, e ele empurrando ela pra baixo.
Os corpos tentando se movimentar com a gua, as bocas se beijando - eles faziam
amor como uma equipe.

"Mulder" ela conseguiu ofegar entre empurroes. "Eu nao quero... que isso...
termine."

//O que?!? Ela acha que eu sou algum tipo de super homem?//

"Eu tenho medo... de que quando formos pra casa..." ela disse isso com
tanta sinceridade, que Mulder tentou olhar pra ela, que olhava diretamente
para o trax dele. "Tenho medo de que quando voltarmos, voc vai se
lembrar de tudo sobre sua busca pela verdade e justia - e sua irm -
e me esquecer."

//Ela estava falando srio?// "Como eu poderia te esquecer? Voc  parte disso."

"Nao, eu quero dizer esta parte minha. A Dana. Agora que eu tenho voc - que eu
sei que realmente tenho voc de verdade - tenho medo de te perder.
Mulder, isso me apavora mais do que qualquer outra coisa."

"Scully - Dana - hoje eu te dei minha vida... minha esperana... meu tudo.
Ns somos um." ele a beijou na testa e na ponta do nariz. "Eu acredito..."

"Eu acredito tambm..." o beijo dela era to macio e quente... que Mulder
teve certeza que ela acreditava mesmo.

Eles continuaram fazendo amor, ambos na gua e na costa, at que ambos
estavam gastos e cansados. E ento eles voltaram para o conforto da cama,
levantando as cobertas sobre eles, e dormiram, agarradinhos, em seu pequeno
mundo.

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Na manh seguinte, no deck do barco, Mulder e Scully estavam lado a lado,
acenando para as centenas de pessoas bem intencionadas que estavam na praia
e nas docas. Kyle desamarrou o barco e Megan os levou para longe da terra.
Morg, latindo feliz, estava ao lado de Scully.

"Eles conseguiram fazer com que a parte eltrica funcionasse?" Scully perguntou
pra Mulder, que passou um brao ao redor dos ombros dela, enquanto as pessoas
na ilha ficavam cada vez menores.
 
"Megan encontrou dois fusveis queimados, mas ela jura que eles estavam
bons antes de nos ancorarmos aqui."

O rosto de Scullt ficou srio. "Teorias?"

"Nao." ele sorriu pra ela, e a puxou nos braos.
"Eu estou de frias."

Ela riu, at que ele a beijou.

//Casa//

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Os quatorze dias seguintes foram passados visitando vrias das ilhas nas
Bermudas, s navegando ao redor delas. Mulder ficava cada vez mais convencido
a cada dia que passava que a substancia que eles tinham encontrado no Corao
de Erlona teve um efeito drstico no cncer de Scully, mas ele nao queria
falar no assunto com ela at que estivessem de volta no continente.

Mas a energia dela estava a mil, ela estava dormindo e comendo com gosto.
E o mais importante - quando eles estavam intimos, ele podia sentir vida
nela. Era uma energia palpvel. Para ele, Scully agora nao estava morrendo mais.
     
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"YAHTZEE!"

Mulder olhou pra o proprio papel e estremeceu ao contar a pattica soma dele.
Scully estava ficando muito boa nesse jogo. Ela ganhou 8 entre os 8
jogos num nico dia, e parecia que podia ganhar mais 8. Mulder pegou o
bloco dela.

"Voc deve estar contando isso erado. Como voc consegue lucrar?"

" chamado de habilidade, Mulder". Ela jogou o lapis na caixa do jogo e se 
apoiou atrs, sobre os cotovelos.

Ela estava enchendo muito bem o pequeno biquini azul agora, bem melhor do que
antes, e a pele estava mais bronzeada, o cabelo mais brilhante e ruivo. Ela 
parecia boa o bastante para comer. Era uma pena que Kyle e Megan estavam
sentados to perto deles no barco, ou ele teria tentado.

"Chega de Yahtzee," ela anunciou.  "O sol est muito gostoso."

"Eu concordo" Megan apoiou. Ela tirou os culos escuros e deixou o calor e a
brisa brincarem sobre seu rosto. "Vamos nadar e assar na praia."

"Uma boa idia" Scully estava de p, e pronta para mergulhar, antes
que Mulder pudesse para-la. Megan estava logo atrs dela. As duas formavam
uma bela viso mergulhando na gua rasa clara da angra em que o barco estava
ancorado, e aparecendo logo depois.

"Voc pensaria que elas sempre foram amigas" Kyle disse, olhando pras 
duas. "Megan nao tem muitas amigas."

"E nem Scully. Estou contente por te-los conhecidos." ele abaixou a 
cabea para pegar um protetor solar, toalha e gua. "Ela nao parece saudvel
pra voc?"

"Muito" Kyle tirou uma mquina fotografica de um dos armrios. "Que tal umas
fotos para posteridade?"

"Apoiado" ele pegou a bolsa e foi para o deck. "Ela est ganhando peso,
tambm."

"Nao ficaria preocupado com isso" Kyle sorriu ao ver as mulheres que j estavam
subindo sobre a costa de areia branca. "Isso  normal."

"Mas nao estou preocupado. Ela ficou... to magra que estou contente por
ela estar ganhando peso.  maravilhoso ve-la comendo de novo."

Kyle riu. "E como!"

Mulder mergulhou na gua, e sentiu seu frescor contra sua pele. Ia ser
dificil pra ele voltar para o tempo frio e chuvoso de DC. Voltar para a
vida real, depois que ele provou o paraso.

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Eles velejaram para o porto em Miami logo antes do crepsculo.  Na marina,
eles foram jantar, relaxando, como bons amigos, tendo uma conversa leve.
Scully se desculpou antes do caf depois do jantar, e foi para o
banheiro feminino, e checar suas mensagens. Eles estavam um ms sem
responder nada.

Quando ela voltou o sorriso dela estava um pouco mais forado do que deveria
ser. 

"Est tudo bem?" Mulder tentou ser casual, sabendo que havia algo por trs
da tenso na sobrancelha dela.

"Tudo bem. S uma mensagem de Skinner. Aconteceu alguma coisa no caso
em que estvamos, e eles nos pediram de volta."

Mulder nao estava com muita vontade de voltar para aquele caso, tambm.
Nao havia nenhuma evidencia de algo paranormal acontecendo. S um serial
killer padro, que matava crianas que iam morrer mesmo. "Entao eles
acham que pegaram o suspeito?"

Ela acenou com a cabea. "Na veradde, eles querem que voc v l fazer o
interrogatrio e ver se combina com o perfil. Disse para Skinner que eu
queria ir junto. Existem discrepancias sobre alguns achados nas ultimas
tres vitimas. Quero confirmar isso."


Mulder acenou com a cabea. "Quando partimos?"

"Uh..." ela olhou para o relgio. "Em aproximadamente duas horas. Tem um
vo com uma parada de quarenta e cinco minutos em DC, ento nao precisamos
correr para chegar em casa." ela brincou com o bolo que estava diante dela, e 
ento, afastou o prato.

//Grande. L vai o apetite dela de novo//

"Dana" Megan olhou para ela como se esperasse que ela dissesse algo mais.

"Agora no, Meg" Scully tomou um gole de caf.

Mulder confirmou a expresso confusa de Kyle e ficou aliviado ao
ver que nao era o nico que estava no escuro. "Scully, o que est
acontecendo?"

Ela deu um olhar pra Megan, e ento inalou nitidamente, ficando mais ereta
e se virou para seu parceiro. "Nada. Nao tem nada acontecendo" ela tomou
outro gole de caf. "Nao tem nada acontecendo". Scully nao mentia muito bem.

Megan lhe deu um olhar desaprovador e deve ter decidido que nao valia mais
pena esquentar a cabea, pois ela voltou a comer a sobremesa.

Isso o irritou demais, pois ela estava escondendo algo dele, e achava que
Megan era merecedora o suficiente para saber. Ele jogou o guardanapo de lado e
saiu da cadeira. Nao estava mais com fome.

"Eu vou conferir minhas mensagens," ele murmurou e marchou para os telefones
pblicos, logo do lado dos banheiros. Ninguem o parou.

Assim que ele discou os numeros, e fez sua secretaria eletronica comear a
tocar as mensagens, mas ele ignorou as vozes e olhou de volta para
a mesa. Scully estava de costas para ele, assim Mulder nao era capaz
de ler sua expresso, mas ela estava curvada sobre os cotovelos, segurando
a cabea nas maos. Megan estava dizendo alguma coisa para ela, que era bvio,
nao queria ouvir, pois ela tremia a cabea sem parar, at que ela olhou pra
cima, e gritou "Chega!" Kyle estava quieto, nao querendo se envolver.

Ento, havia alguma coisa que ela nao estava contando pra ele. Alguma
coisa que Megan achava que ele deveria saber. Mulder se sentiu mao ao pensar
que ela ainda escondia segredos dele. O que ele fez que ela nao podia confiar
nele?

Ele desligou o telefone. As mensagens ainda estariam l quando ele chegasse
em casa - se ele estivesse voltando para o apartamento. De repente, DC parecia
estar numa distncia imensurvel.

Mulder entrou no banheiro masculino para lavar o rosto.

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Trs horas mais tarde, depois que as despedidas foram feitas, e promessas
de visitas foram trocadas, Mulder se sentou perto de sua parceira no MD-40.
Ela estava sentada, rgida, e nao disse mais nada desde que subiram a bordo.
A raiva e frustrao de Mulder cresciam.

Quando o capito ligou o sinal de tirar os cintos, ela se virou para ele,
colocando uma mao sobre o brao de Mulder.

"Certo. S vou dizer isso uma vez" a voz ela estava baixa e ofegante. "Ento,
 melhor voc escutar." ela respirou fundo, se ajeitando na poltrona. Antes,
quando estavamos trabalhando no caso dos 'Ultimos Desejos', antes, na verdade,
eu nao estava me sentindo muito bem."

Mulder acenou com a cabea. "No tem nada de novo pra mim."

"Tudo bem. Mas eu tinha decidido que aquele caso seria o meu ltimo."
Ela olhou para as proprias maos no colo, se fixando na unha do polegar. "Eu
nao te disse porque... nao sei porque. Acho que qera porque eu tinha medo de
voc concordar comigo." o sorriso fraco de Scully estava meio escondido
pelo cabelo dela. "E eu nao queria que a minha aposentadoria fosse a primeira
coisa que ns concordamos."

"Voc j deu entrada nos papis?  isso que voc est tentando me dizer?"

"Nao. Eu ia resolver tudo assim que o caso estivesse resolvido. Nao tenho foras
para lidar com tudo imediatamente." ela olhou nos meus olhos. "Mas, Mulder,
eu me sinto bem agora. Mais forte. Nao vou me aposentar."

A expresso dela refletia determinao e trepidao.

"Isso  bom, porque a idia de tentar achar um parceiro que pode fazer uma
autpsia e correr nesses sapatos altos, francamente, bem... me faz tremer."

Ela rodou os olhos.  "Mulder..."

"Mas falando srio, no entendo o problema. Por que voc nao me contou
isso? Por que voc pde contar para Megan, e no para mim?"

Scully encolheu os ombros e olhou para a janela. "Eu queria te contar, mas
voc estava sempre to... murcho. E toda vez que eu espirrasse, voc me olharia
com estes olhos do tipo 'eu sinto muito'. Voc sabe como  dificil viver com
isso, Mulder?"

"Eu sinto muito ".

"E agora que eu estou quase me sentindo eu mesma de novo..."

A maneira que a voz dela sumiu disse para Mulder que eles finalmente estavam
indo ao assunto principal. "E agora..."

"Bem, agora que estamos voltando... para meu ltimo caso-"

"Mas voc acabou de dizer que no vai se aposentar-"

Ela fechou os olhos, frustrada. "Procure o simbolismo, Mulder." ela suspirou
e deu um sorriso de desculpas. "Nao sei. Talvez nao seja nada" ela estava assustada -
estava escrito em seu rosto.

Ele pegou a mo dela, e apertou, encorajando-a. "Este nao  o seu ultimo
caso, Scully. Este  o nosso primeiro caso - juntos"
Ele beijou as juntas dela ligeiramente.  

O resto do vo passou despercebido. A mente de Mulder, e o corao, corriam para
as novas possibilidades. Quando ele voltou para a realidade, o aviao estava
pousando e a chuva estava batendo nas janelas. Outro dia de tempestade na capital
da nao.

O alto-falante veio  vida. "Em meu nome, e de toda tripulao, e das Linhas 
Areas Continentais, gostariamos de lhe agradecer por ter voado conosco.
Para todos os passageiros que ainda vo pegar outro vo, desejamos uma viagem
segura para seu destino final - e para os que cujo destino  DC... bem vindo ao
lar."

Fim de Erlona (17/17)

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EPLOGO:

"Ei, Scully!" Mulder chamou da cozinha, onde ele estava mexendo 
na sopa de macarro e olhando o correio que estava sobre o balco.

"Hmm?" o esforo dela para responder fez o estmago dele doer.
Ela estava doente h uma semana, com algo como uma gripe, mas ela tinha
se recusado a admitir que estava doente at vomitar de verdade sobre
ele, na cama. Uma experiencia que ele fez ela jurar que nunca mais iria
acontecer de novo.

"Este carto foi enviado para ns dois" ele ergueu o envelope branco.
O endereo de retorno era de uma caixa postal em Miami. "Ei! Acho que 
de Megan e Kyle!" ele foi para a sala, ficando perto dela no sof. O remdio
dela estava na mesinha, assim como um copo de gua, o controle remoto,
e uma caixa nova de kleenex.

"Leia pra mim."

Ele abriu a carta e tirou o carto, ficando quieto. Ele encarou sua
parceira, cujas bochechas estavam coradas com a febre. "Scully, tem alguma
coisa que voc no est me contando?"

Ela franziu as sobrancelhas. "O que diz a?"

"Parabns na expectativa da espera de seu novo pacote de alegria."

O olhar completo de choque de Scully, e o desenho de um beb nu na
capa do carto deixou Mulder sem ao, mas ele continuou. "Queremos ser
os primeiros a felicita-los pelo seu primeiro beb. Kyle disse que ela
 linda. Mal podemos esperar para ve-la. Muito amor, Megan e Kyle."

"Por que eles pensariam... voc disse pra eles que estamos esperando 
um beb? Scully?"

"Que foi? Voc no acha que voc seria a primeira pessoa que eu contaria
caso eu estivesse grvida?"

"Scully..."

"Isto  crueldade". Ela espirrou e assoou o nariz ruidosamente.  "Megan
sabe que eu nao posso... que eu estou estril. Ns conversamos sobre isso."

"Scully, Kyle disse-"

"Eu sei o que ele disse, droga!"

Mulder se afastou. Ela estava doente, sem humor e chateada. Ele voltou
para a cozinha, mexendo na sopa, sua mente girando. Eles nao se incomodaram
em ter sexo protegido j que nao parecia ter motivo pra isso. Eles estavam
entrando e saindo de hospitais tantas vezes que exames de sangue eram feitos
toda hora, e eles no mostravam nenhuma doena imaginvel - ento, doenas
venereas no eram problema. E j que Scully no podia...

Exceto que talvez ela pudesse. O leite tinha curado o cncer dela, ento,
por que nao a esterilidade?

"Mulder..." ela estava na porta da cozinha, se apoiando no batente com o quadril.
"Eu sei o que voc est pensando. Mas o corpo feminino no funciona assim. Ns
nascemos com um nmero fixo de ovulos. Quando eles acabam ou so retirados,
no nascem mais."

"Mas voc nao pode me dizer que  impossvel que o Corao..."

" isso que estou dizendo."

Ele estava pensando; era sempre uma idia ruim falar sobre assuntos
sensveis com Scully. "E se eu sair agora, e comprar um desses testes
de ravidez? Ento podemos ter certeza-"

"Mulder, eu no vou fazer um exame caseiro."

"Por favor?"

Ela apertou os lbios e suspirou. "Posso ver o quanto voc quer que eu
faa isso. Mas acho que voc est sendo muito cruel consigo mesmo e levantar suas
esperanas -"

"Mulheres mostram com frequencia sintomas de gripe logo no primeiro trimestre."

"Raramente."

"Mas acontece. Voc mesmo admite."

"Claro que sim!  um fato cientfico."

"Scully... voc faria o teste? Por mim?"

Ela fechou os olhos e seu rosto ficou cansado como sempre ficava quando
ela estava a ponto de ceder algo que nao queria fazer. "Tudo bem. Mas
com duas condies."

"Manda."

"Primeiro, voc nunca mais vai me pedir para fazer isso de novo."

Ele acenou com a cabea, relutante.

"Segundo: vamos falar sobre outras opes-"

"Outras opes?"

"Adoo, inseminao artificial com doadora de vulo, um substituto..."

"O que?!"

"S estou pedindo para falarmos sobre isso."

Ela espirrou trs vezes seguidas e se encostou no sof. 
"Fao xixi numa vara, pra voc,  se voc estiver disposto a aceitar
minhas condies."

Mulder agarrou a jaqueta do armrio perto da porta. "Volto em quinze minutos."

Meia hora depois, a vara ficou cor-de-rosa.

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Fim de Erlona's Heart.

translation - march 2003