ERLONA'S HEART 16

Ele ficou no tapete por horas, ou era o que parecia, vestido no que
Chea tinha dado para ele usar. Mulder ainda no podia acreditar que ele
tinha visto isso. Ele tinha certeza de que no momento em que Scully o visse
usando uma toalha/saia curta, ela ou ia rir histericamente ou pior: tirar
sarro dele eternamente por causa disso.

"No  uma saia." Kyle falou. "E todo mundo vai estar usando isso. Elas
so tradicionais."

"Voc vai usar uma?"

"Claro que no!"

Os dois demoraram quase meia hora para entender como o tecido tinha
que ficar amarrado ao redor dos quadris de Mulder, e conseguiram faze-lo,
pelo menos dando o n de maneira para dar liberdade para Mulder, e para
ele nao ficar to exposto.

"Pode at ser tradicional" ele disse assim que tinha visto o reesa.
"Mas com certeza  uma saia."

"Ei!" Kyle caoou. "Voc tem bonitas pernas!"

Mas uma hora depois, no calor do sol do comeo da tarde, eles
disseram para Mulder ficar de p no tapete pesado que tinha sido colocado
na praia arenosa, enquanto as centenas de aldeoes falavam e riam enquanto
arrumavam o banquete que estava sendo colocado debaixo das rvores da
costa. Kyle estava certo sobre uma coisa: todo mundo parecia estar usando
reesas.

Eventualmente, Kyle saiu do meio da multido e veio ficar com Mulder no tapete.
"Ei, voc est bem? Voc no me parece muito bem."

"Nao estou me sentindo bem nao" Mulder mordeu. "Estou com calor, e queimando.
Que diabos eu estou esperando?"

"Bem, eles esto tendo um pouco de problema com Scully-"

"O que?!?" Mulder exigiu. "Ela est doente?" Era por isso que ele
estava  beira de vomitar durante quase uma hora? Ser que ele sabia instintivamente
que ela estava doente?

"Nao, no  isso" Kyle o assegurou. " s que o vestido que eles querem que ela
use nao cobre tanto quanto ela gostaria. Voc vai cair quando v-la."

"Voc j a viu?"

"Yeah. Megan est tentando acalma-la. Ela pareceu se sentir melhor ao saber que
voc estava usando uma saia." o sorriso caoador no rosto do amigo nao ajudou
a melhorar seu humor.

"Ah, muito obrigado."

Ento a ilha inteira estourou em batidas de tambor e a multido se
se separou, para revelar Dana Katherine Scully em toda sua glria, de 
p, descala, elegante, vestida num vestido vermelho como sangue. Ela
tirou a respirao de Mulder. O decote era to baixo quanto podia
ser, e finas alas corriam pelos ombros dela. O diafragma dela estava
completamente nu, mostrando mais branco do que a luz do sol.
A saia era quase do mesmo comprimento que o reesa de Mulder, terminando 
 meia coxa, e amarrada no quadril dela.

O cabelo ruivo estava em cachos encaracolados, e tranado com flores
vermelhas e amarecelas, que amoleciam a expresso timida que ela usava.

"Meu Deus," Mulder se ouviu dizendo, "Ela est linda."

Quando ela viu Mulder, a face dela brilhou. Eles ficaram se olhando, e
Chea pigarrou, nervoso, e pisou adiante, junto com um casal mais velho.
"Estes so Jool e Ghan. Eles so o casal mais antigo na ilha. Eles estaro
executando o casamento." Chea explicou.

Mulder acenou com a cabea, e o casal sorriu.

"Vocs dois esto prontos?"

Mulder olhou para Scully ao lado dele, e pegou a mo dela. "Quer pensar
de novo?" ele perguntou, brincando.

A hesitao momentanea dela fez o corao dele correr. "Nao."

"Voc teve que pensar para responder?"

"No" ela olhou para as maos deles unidas. "Nao.  que tem coisas que
nunca falamos entre ns. Coisas que devemos esclarecer antes de nos
casarmos nos Estados Unidos."

Mulder engoliu. "Como o que?"

"Como eu no vou lavar suas roupas" ela falou secamente. "Como eu nao posso
ter crianas, e eu sei que voc quer ter filhos." ela brincou com as juntas
da mao dele. "Como voc vai lidar com a minha morte" ela somou, baixinho.

"Voc no vai morrer, Scully ".

"Mulder, eu sei que isso nao  algo com que voc lida bem, mas  uma verdade
que ns dois vamos ter-"

"Nao."

Ela suspirou e olhou fora.  "Ns podemos falar sobre isso depois."

"Nao" ele a agarrou pelo brao, e a enfiou na tenda mais prxima. Suspiros
e murmurios saram da multido, e Mulder percebeu que sua atitude nao foi
bem recebida pelos aldees. Ele nao ligou. Naquele momento, havia algo
mais importante para ser resolvido.

Dentro da barraca de pano, fora do sol brutal, o ar estava um pouco mais
fresco. Scully puxou o brao, e falou, petulante, "Nunca mais faa isso de
novo!"

Ele quase encostou o rosto no dela. "E =voc= nunca mais jogue seu cancer na
minha cara de novo!"

Ela parecia chocada.  "Eu no estava... Mulder," ela suspirou e
comeado novamente, num tom de voz razovel, "Tem algumas coisas inevitaveis, 
que so inerentes na minha condio. Eu quero me casar com voc - eu quero 
estar com voc - mas nao sei se isso vai fazer as coisas mais faceis para
voc no final das contas."

"O Leite, Scully..."

E quando ela entendeu o que ele queria dizer, seu rosto se transformou na
mscara profissional dela. " o que voc acha? Que depois de ser mergulhada 
no meio daquela piscina, eu estou curada?"

"Sim".

"Mulder -"

"Scully, voc estava num estado vegetativo quando te colocamos l. Se aquilo
conseguiu curar-"

"Como voc pode garantir que isso teve alguma coisa a ver com
a minha recuperao? Nao foram feitos testes, e nenhum mdico me examinou.
Como voc sabe que eu nao me recuperei sozinha?"

Mulder mordeu a bochecha dele por dentro da boca. Ela estava lhe pedindo
provas de novo, e mais uma vez, ele nao tinha. Era a historia da parceria deles.
"Porque, Scully, eu estava l. Eu te vi. Nos meus braos." ele respirou
fundo. "Voc. No. Estava. L."

Ela nao sabia o que dizer, ento inclinou a cabea, e se recusou a olhar
pra ele.

"Voc nao quer fazer isso hoje?" ele sabia que tinha que perguntar, embora ele
nao quisesse saber a resposta. Ele tinha dado para ela uma maneira para desistir
graciosamente. E da se eles no se casassem? Isso nao queria dizer que eles nao
poderiam ficar juntos.

"Mas  claro que quero" ela murmurou. "Por que outra razo eu teria colocado este
vestido?"

"Porque voc est maravilhosa nele."

"Estou?"

Ele correu um dedo para baixo da bochecha dela. "Mais bonita do que no
primeiro dia em que te conheci."

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A 'pequena' cerimnia de casamento nao foi nada pequena.  Chea gastou
uns dez minutos interpretando como os Erlonianos reviveram os
piores momentos deles, seus matrimonios, para que assim Mulder e Scully 
pudessem guiar suas vidas para longe de dificuldades semelhantes, 
mas Mulder tinha certeza de que mesmo se o matrimonio deles ficasse 
dificil, cabras nao faziam parte da equao deles.

Ento havia uma dana que era executada pela noiva e noivo, que imitavam
os movimentos do casal mais velho, como um oferecimento para Ela.
Depois disso, Mulder foi colocado diretamente na frente de Scully, e os
votos foram trocados. Primeiro o homem mais velho falava, com Chea
traduzindo, e Mulder recitou: "Hoje eu lhe dou minha vida, minhas esperanas,
meu tudo, e ns somos um. Ns possamos acha-La juntos." Scully soltou
um suspiro pequeno ao duplo e perfeito sentido das palavras.

Ento foi a vez de Scully. "Hoje sua vida se torna a minha,
suas esperanas se tornam as minhas, tudo seu se torna meu, e ns somos
um" mas ela divergiu no texto que Chea deu para ela, e somou, com lgrimas
nos olhos. "Eu acredito... que ns vamos encontra-La juntos. Eu sempre
acreditei nisso, Mulder."

Mulder pegou o rosto de Scully entre as mos, pronto para selar os votos
com um beijo, quando Chea o parou.

"Ainda no. S mais uma coisa antes de encerrarmos a cerimnia."
O casal pegou uma tigela de madeira atrs deles e enfiaram a tigela num
balde esculpido, com liquido amarelo dentro. Cada um deles bebeu um
gole do lquido, e deram para Mulder. A bebida fermentada tinha cheiro
queimado, ctrico.

"Tome s um gole," Chea instruiu.

"O que  isso?"

"Um conhaque de limo que  usado em todas as cerimnias. A receita, 
pelo que dizem, veio de Ela, e quem bebe recebe sorte e fortuna."

Mulder bebeu e provou. "Cruzes!  horrvel!" dando um sorriso de lado,
ele deu a tigela para Scully. "Toma. Experimente."

"Obrigada" ela disse secamente.  

"Bem, dra. Scully, voc tem que beber o resto."

Ela ergueu as sobrancelhas. "Por que eu tenho que beber tudo?"

Chea encolheu os ombros. "Tradio."

"Mas que beleza" ela olhou para a tigela com cautela, e ento, num
esforo incrvel, esvaziou tudo. Ela quase vomitou com o gosto. "Ugh!"

A multido de aldees que os circulavam estourou em cantos e alegria,
e os tambores comearam a batida ritmada mais uma vez.

"E agora?" Mulder se virou para Chea. "O que acontece?"

"Agora voc e a noiva entram na tenda". Ele apontou para a grande
tenda atrs das duas menores."

"E fazer o que?"

Chea sorriu e encolheu os ombros. "O que vem naturalmente, do que
me disseram."

O casal que tinha administrado a cerimnia sorriu, brilhante, e acenou
com a cabea, apontando para a tenda.

Scully olhou pra tigela. "Posso beber mais um pouco disso aqui?"

"Scully, voc no pode estar falando srio. Essa coisa  nojenta!"

Chea parecia contente.  "As mulheres sempre querem mais," ele falou
para Mulder, antes de se voltar para Scully. "Claro. O resto foi feito 
para voc."

O rosto de Mulder azedou enquanto ele observava sua parceira - sua esposa -
beber tigela aps tigela, esvaziando o balde todo.

"Scully, se voc est com sede, tenho certeza de que podemos encontrar gua
ou qualquer coisa aqui."

"Isso aqui est bem" ela conseguiu falar entre os goles.

"Bem, v mais devagar. Isso a  alcolico-"

"Eu j provei algo assim ante. Recentemente. Eu sei que j."

"Eu espero que no."

Quando a bebida fermentada finalmente acabou, Scully foi direto para
uma das mesas do banquete.

"Uh, Dana, para onde voc -"


"Voc nao est com fome?" ela rasgou um pedao grosso de po, e prontamente
colocou na boca. "Estou faminta."

Ela pegou a comida, e sem se incomodar com prato ou utenslios, comeou
a comer tudo. A multido continuava pulando, mas quando as pessoas passavam
e viam Scully comendo e engolindo, eles s sorriram e encorajavam, acenando.

"Coma isso, Mulder.  fabuloso!"

Ele agarrou os ombros dela e a virou pra ele. "Scully! Qual  o seu 
problema?" a carne que ela tinha agarrado com a mao caiu ao chao, e de
repente, uma enorme convulso a atacou da cabea aos ps, atormentando
o corpo dela. Ento, com os olhos fechados, os joelhos dela falsearam, e
ela agarrou Mulder nos antebraos antes de cair ao cho.

"Oh..."

Todos seus antigos medos, que ele tinha conseguido colocar de lado, voltaram
 tona naquele momento. //Por favor, por favor, no deixe que ela fique doente.
Nao de novo. Por favor, por favor, no de novo//

"...Mulder..."

Ele a esmagou contra o peito, e ela convulsionou de novo. "Ohhhhh!"

"Scully!" o pnico que Mulder sentia o fez tremer. "Dana, fale comigo.
No desmaie, Dana. Fique comigo, por favor!"

"Mulder?" ela olhou para ele, tonta, e com o sorriso mais torto que
Mulder tinha visto nela. Scully resmungou. "Isso foi incrvel."

"Scully?"

"Eu j ouvi falar de mulheres que alcanam orgasmo com um simples
contato casual, mas eu nunca pensei..."

Mulder franziu a sobrancelha, confuso. "Scully?"

"Me d um beijo, Mulder."

Os olhos dela pareciam um pouco vtreos pra ele, o rosto dela estava
corado, com certeza, mas fora isso ela parecia to saudvel quanto ele
sempre a viu: sem sangramento no nariz, sem pele plida. Ento, ele fez
o que ela pediu, e a beijou, e para delicia e diverso infinitas de
Mulder, sua parceira tremeu debaixo dele com um suspiro.

De dentro da multido, Kyle e Megan apareceram - ambos sorrindo. Scully
conseguiu reunir foras para se virar para eles.

"Posso ser o primeiro a beijar a noiva?" Kyle estava sendo muito cavalheiro.
Mulder queria bater nele. A inundao de cime veio de lugar nenhum, e
no havia jeito de Mulder parar isso.

"Nao!" Scully e Mulder gritaram ao mesmo tempo,
para o choque absoluto de seus amigos. Scully tentou disfarar com um
"Ns vamos para a tenda."

"Nesta multido?," Kyle perguntou, sorrindo, se recuperando depressa
do que ele pensava ser o comportamento estranho de seus amigos. 
"Vocs vo precisar de uma escavadora. Deixe-nos ajuda-los." ele virou-se
para os aldees, e falou, alto. "Abram caminho para a noiva e para o noivo!"
e quando as pessoas se viraram, curiosas - a maioria nao tinha nenhuma
idia do que ele tinha acabado de dizer - Kyle colocou uma mo amigvel 
sobre o ombro de Scully.

Ela se contraiu e apertou o corpo dela contra Mulder, tendo um breve
clmax.

A face de Kyle mostrou preocupao. "Ei, ela est bem?" ele tocou o rosto
dela, para ter certeza de que ela estava consciente.

Ela gozou de novo.

"Seu filho da me!" Mulder perdeu a compostura. Seu cime o cegou,
e Mulder empurrou a esposa para longe do alcance das maos de Kyle, e
deu um soco nele. Kyle nem notou o que estava acontecendo.

"Que diabos est errado com voc, Mulder?" a fria de Megan ferveu.
Ela pisou entre Mulder e seu marido, o ousando bater nela da mesma 
maneira. Arquejando, ele percebeu o que tinha acabado de fazer.
Mulder deu alguns passos para frente. "Eu sinto muito...mais ou
menos." ele resmungou, nao sentindo nenhum pesar. "Voc no sabia."
//Voc a tocou, seu desgraado!// embora Kyle estivesse no chao, 
e Mulder sabia, intelectualmente, que Kyle nao tinha pretendido causar
aquelas reaes em Scully, mesmo assim ele queria acabar com o sujeito.
Ele nao entendia o impulso violento, mas tentou suprimi-lo.

"Sabia do que?" Kyle exigiu.

"Uh..." E Mulder estava mais uma vez sem fala, lutando contra o tumulto
interno que sentia, e as mos de Scully. Ela gemeu atrs dele. "Mulder..."
a voz dela estava rouca de desejo. "Mulder, me toque..."
Os lbios dela beijaram a espinha dele. A libido dele foi s alturas.

//Oh, Deus... oh, meu Deus...//

Vendo que Mulder nao era, ao que parecia, uma ameaa para seu marido,
Megan se afastou da atitude protetora, e ajudou Kyle a se levantar
da areia. "Voc  um luntico, Mulder!"

Uma multido tinha se reunido ao redor deles, pegando a ateno de
Scully. No segundo em que Mulder sentiu os braos dela escorregarem do
peito dele, ele se virou para ve-la indo na direo de um dos homens
ao redor. Mulder pegou a mo dela antes que ela pudesse estabelecer
contato com o aldeo, e a esmagou contra ele.

"Que diabos voc est fazendo, Scully?"

Ela tremeu nos braos dele.  "Ohhhhh..."

"CHEA!" Mulder sabia que ele ia matar o filho da me mentiroso quando 
colocasse as maos nele. "Chea! Maldito, onde diabos voc est?"
Scully beijava o peito dele, faminta, antes que ela pegasse o mamilo
direito dele. Mulder trincou os dentes e tirou os lbios dela da pele
dele. "Scully, pare com isso" o aperto firme dele no rosto dela deu outro
climax forte nela, e ela ficou fraca das pernas, e quando Mulder a pegou
nos braos, ela chorou outro prazer primoroso, "AHHHHHHHH!!!!!"

"CHEA!"

Quando o homem cicatrizado finalmente apareceu na multido, ele
arregalou os olhos ao que encontrou.

"Chea, que tipo de droga estava naquele conhaque de limo? O que voc
deu pra ela?"

"Nenhuma droga" Chea insistiu, tremendo a cabea, descrente. "Este
 o efeito que ele produz nas mulheres, mas nunca a este nvel" ele
olhou para as tendas. "Vou te ajudar a colocar ela nas-"

"Chea, eu juro por Deus, se voc toca-la, eu te mato onde voc est"

Ele gelou e engoliu em seco, vendo os lbios inchados de Kyle, e entendendo
as palavras de Mulder, literalmente. "Certo" ele disse. "Eu vou limpar
o caminho."

Mulder segurou Scully nos braos, mais forte, muito para a delicia de sua
esposa, e seguiu Chea, que abria o caminho entre as pessoas.

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Dentro da enorme tenda, havia uma enorme cama de madeira,
mesas com comida e bebida, e um tapete grosso cobrindo o chao de areia.
Mulder colocou Scully, que protestava, no meio da cama, e foi para
a mesa auxiliar, pegando um pouco de gua para ela.

"Nao estou com sede" ela reclamou. "Mulder... venha aqui." ele olhou
por cima do ombro ao tom sedutor dela, s a tempo de ve-la desfazendo
a saia. Ela abriu o tecido e cobriu a cama. Para surpresa e excitao
de Mulder, Scully no estava usando calcinha.

A viso das pernas brancas e esbeltas dela fluindo suavemente,
e os quadris arredondados, e o ninho de cabelo grosso no vale raso
entre eles, enviou para o corpo dele ondas de calor e luxuria.
Os dedos ageis dela passaram pela barriga dela, descendo lentamente.
Ela gemeu. "Mulder... por favor..."

O copo caiu da mo dele, que tremia, e ele rasgou o n do quadril dele.
Nos trs passos largos que levou para ele chegar na cama, ele
conseguiu rasgar o reesa do corpo, e derrubar o short aos ps.
Ele tirou a roupa, e subiu na cama. Ela abriu as pernas para ele.

"Rpido..."

Ele estava duro, ento penetrao nao ia ser problema, mas o 
romantico dentro dele gritava para levar as coisas mais lentamente;
construir a uniao deles com beijos e preparativos.

"Rpido, Fox..."

Ele rastejou sobre ela, com cuidado para nao toca-la, com medo de 
envia-la a um novo vo, e olhou para baixo, vendo o rosto dela ardendo.
Era dificil tentar qualquer coisa sem toca-la. E muito impossvel quando
ela agarrou-o pelas ndegas, e o puxou para cima dela. Ele tentou se
ajeitar, e pelos segundos que levou para se recuperar, Scully tinha
agarrado a ereo dele e o posicionou. Ento ela ergueu a cabea e o
beijou,  deslizando a lingua contra a dele, e ele perdeu todo o desejo
para fazer qualquer outra coisa, a nao ser afundar nela.

O beijo trouxe outro orgasmo pra ela, e quando ele
se empurrou dentro dela, os musculo dela o puxaram, tremendo convulsivamente.
Mulder fez de tudo para criar um ritmo com os quadris. Qualquer
outra fantasia teria que esperar.

Scully no parecia notar.  Com cada mergulho que ele fazia, um novo
clmax batida dentro dela. Foi s questo de minutos at ela
ficar deitada debaixo dele, quieta, incapaz de responder as exploses
de prazer que estavam atormentando o corpo dela. Ela deitou, toda lnguida,
muito exausta para fazer qualquer outra coisa, e o observou adora-la por
olhos quase fechados, permitindo que os musculos involuntrios dela
continuassem se contraindo ao redor dele. o resultado era freneticamente
ertico.

Ela estudou seu rosto, vendo o xtase nos olhos dele,
sabendo o que o corpo dela estava fazendo com ele. Um sorriso sonolento
separou os lbios dela. Mulder estava suando.

Nao havia necessidade para prolongar as coisas, ento, quando
ele sentiu a presso crescendo dentro dele, os quadris dele aumentaram o
movimento, e ele bateu nela to rapido quando pde. Sabendo que ela o 
estava vendo gozar, Mulder manteve os olhos abertos at onde conseguiu.
E a expresso na face dela se transformou, indo de tranquilo interesse
e diverso para um de maravilha absoluta. Os olhos dela estavam largos
e cheios at a borda, com lgrimas, at que ele terminou, se esvaziando 
nela. Mulder deu um empurro final, e ela gozou de novo, apertando
os ombros dele num aperto doloroso.

Ele esperou quase um minuto at o ltimo orgasmo dela terminar, antes que
ele se afastasse dela. As lagrimas tinham descido pelos olhos dela. Ele se
moveu para beijar uma.

"Me diga que nao foi to ruim" ele brincou, de leve. "Foi timo
pra mim."

Ela virou para ele, com o mesmo medo que tinha nos olhos de uma 
criana.

"Scully, o que foi?"

"Eu te amo." ela simplesmente disse.

Os olhos dele se molharam. Ela tinha dito isso. Sim,  claro
que ele sabia que ela o amava... mas ouvi-la falar isso...

"Eu sabia que eu te amava" ela colocou uma mao no rosto dele.
"Eu sabia durante anos... e...." as palavras fugiram. "Eu te amo."

Ela o puxou contra ela, e Mulder a deixou segura-lo, at que ele
dormiu num sono feliz.

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Quando ele finalmente acordou, a tenda estava escura devido  noite, mas
a festividade parecia ainda estar em total capacidade. Mulder conseguiu
sair da cama sem acordar sua parceira, e agarrou a roupa intima descartada
e o reesa. Ele nao teve problema com o short. Por outro lado, o ressa
precisava de um manual de instruo.

Ele espiou pela fenda da tenda, esperando ver Kyle, e achou
ele e sua esposa espreguiados sobre uma enorme manta, nos limites da
festa. Ambos pareciam contentes com a noite, compartilhando algo num
prato, e tomando um gole de vinho.

A no-culpa de mais cedo se transformou em vergonha. 
Mulder conseguiu dar um soco num dos poucos seres-humanos no planeta
que ele sabia ser seu amigo. E nao era culpa de Kyle que ele nao sabia...
a condio de Scully. Inferno, nem Mulder sabia at o terceiro ou quarto
ataque dela.

//Ah, droga.//

Megan o viu pelo canto do olho, e ento mostrou Mulder para
Kyle, que ficou de p, e foi para a tenda. Mulder foi rapidamente
para a cama, cobrindo sua noiva dormente com uma  manta antes
que Kyle aparecesse do lado de fora da entrada.

"Oi" ele abriu a ponta o suficiente para seu amigo entrar.
"Como esto indo as coisas?"

"Nada mal." Kyle sorriu para Scully, e ento discretamente evitou olhar
para ela durante sua visita ali dentro. "Voc a cansou."

"Bem, algo assim". Mulder suspirou, "Olhe, sobre o soco..."

Kyle elevou as maos. "Nao diga mais nada. Meggie e eu entendemos o que
deve ter acontecido." ele colocou as maos nos bolsos da cala jeans.
"E agora ela est perturbando Chea para dar alguns gales da bebida
pra ela." Kyle nao parecia to entusiasmado. "Felizmente Chea nao
pode dar pra ela, pois  proibido distribui a receita ou o conhaque para
qualquer um a nao ser numa cerimonia tradicional." ele estremeceu. 
"Assim que ela ouviu isso, ela comeou a planejar um jeito de voltar
aqui para renovar nossos votos. E eu estou te dizendo, cara,
eu nao engulo que ela s quer se casar comigo atravs de outra cultura."

Mulder riu.

"Ento, eu acho que voc vai precisar de um pouco de roupas." Kyle
gesticulou para o estado de Mulder.

"Scully tambm.  Algo nao to revelador."

Ambos os homens sorriram maliciosamente.

Kyle foi para  a sada. "Ah, nao sei se voc sabe disso ou no,
mas todos esperam que a noiva e o noivo saiam para nadar  meia-noite,
no oceano."

" mesmo?"

"Isso indica o fim das festividades do casamento, assim todo mundo pode ir
pra casa para descansar um pouco. Ninguem pode sair at que vocs entrem no
mar."

"E qual  a relevncia cerimonial disso?"

Kyle encolheu os ombros e sorriu.  "Acho que eles s querem ver vocs
dois nus" com um riso, Kyle saiu pela porta.

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Scully dormiu e dormiu.  A respirao dela estava funda, e muito confortante
para Mulder. Era maravilhoso ver o rosto dela livre da dor habitual e 
da tenso que ela tinha se acostumado a levar com ela. Ela dormiu
de costas, braos e pernas inclinados, a cabea virada para o lado. Era
uma posio que dizia muito sobre a confiana dela para com ele, e a
habilidade dele para protege-la. Nao que ela nao podia se cuidar -
Mulder estava muito atento disso. Mas enquanto ela dormia na cama com
ele, depois que ele tinham feito amor, ela confiava nele mesmo
subconsciente,  sabendo que nada aconteceria com ela. 
//Deus! O que eu estava pensando? Como eu pude ter duvidado disso
alguma vez?//

Ele rolou para mais perto dela, estudando a maneira como o pescoo
ligava ao ombro dela. A pele era lisa, e ele s deslizou os lbios sobre ela.
Scully no se mexeu. Ento, ele a beijou mais forte, beliscando de leve
na clavcula. Ela nao se moveu.

Mulder foi para baixo, tirando a manta da barriga dela, e colocou
a ponta da lingua sobre o mamilo dela. Desta vez, quando ele olhou,
ela estava com um sorriso no rosto. " to bom acordar assim..."
O murmrio dela se transformou num bocejo.  Ela rolou pra ele,
o rosto brilhante e feliz. "Sr. Scully."

Mulder riu, e o sorriso dela ficou maior ainda. "Meu Deus, voc  linda."
Lgrimas pularam nos olhos dela.

Ela virou a cabea e piscou, batendo nele no rosto. "Pare com isso, Mulder."

"Parar com o que?" dizer que ela estava bonita? Mas eu nao ia parar mesmo.

"Nao. Pare de me pegar desprevenida. Nao gosto de estar sem controle."
ela cheirou. "Quando voc ficar assim, eu quero que voc me avise."

Tinha um som de arranhar do lado de fora da barraca, 
e ento, a voz de Kyle. "Mulder? J  meia-noite."

A modstia natural de Scully fez ela jogar a manta por cima dela.

"Tudo bem, Kyle. Estaremos a fora em um minuto."

Ela olhou para Mulder, confusa.

"Ento, Scully" ele falou, como se tivesse pensando em alguma coisa
de repente. "O que voc acha de uma nadadinha?"

Fim de Erlona 16/17
