ERLONA'S HEART 15

Quando eles voltaram para Omani, o alarme tinha parado, sinalizando que
a nvoa tinha ido embora. Ento, ao invs de ficar gastando outros
minutos na caverna, ele ajudou Scully a andar de volta para o bangal
deles.

"Ei, voc tem certeza de que vai ficar bem no chuveiro?" ela parecia
estar exausta, e a imagem dela caindo no banheiro, e batendo a cabea,
no era difcil de se imaginar.

"Eu vou ficar bem. S quero tirar essa coisa de mim" ela foi para
l.

"Me chame se precisar de mim."

Ela parou na entrada, e se virou pra ele. "Mulder... voc tem certeza
de que nada..." ela jogou os dedos pela armao da porta. "Alm dos
beijos..."

Se Mulder no soubesse, ele podia jurar que ela estava corando.
"No. Por que?"

"Eu s... eu pensei que me lembrei de uma coisa..." ela olhou pra
cama, e tremeu a cabea. "No importa."

"Scully, espera. Do que voc se lembra?"

Ela suspirou. " s que..." e ento ela fez algum tipo de deciso,
pois ela comeou a falar tudo. "Eu estava em cima, seminua, e
haviam algum tipo de gel de corpo ou algo..." e ento ela arregalou
os olhos, parecendo se lembrar de mais. "E ento, Kyle, e Megan... oh..."

"Yeah, eles com certeza viram tudo" Mulder riu.

"Agora eu me lembro". Ela foi para o banheiro, e fechou a porta.

Enquanto ela estava tomando banho, Mulder colocou um pijama dela
sobre a cama, e saiu em busca de um pouco de comida. Ele estava 
morrendo de fome, e ele achava que, como Scully tinha estado famintas
nos dias anteriores, ela devia estar muito mais, agora.

Saindo do bangal, ele se encontrou com seus amigos.

"Ei, est tudo bem?"

"Yeah," Mulder os acalmou. "Scully est tomando banho. Eu ia pegar um 
pouco de comida. Quer que eu pegue pra vocs tambm?" Ele meio que
esperava que eles dissessem no s para que ele pudesse voltar mais
rpido para Scully. "Eu estou indo para o mercado." Rua Principal, 
dois minutos rua abaixo, um minuto para pegar as coisas, dois 
minutos para voltar. Pronto.

"Mulder," Megan disse, tentando conter o sorriso. "Todo mundo ainda est
saindo de Omani. O mercado no vai abrir por enquanto."

"Alm disso" Kyle enfiou as mos nos bolsos da cala jeans. "Ns achvamos
que vocs gostariam de querer sair daqui desta ilha o mais rpido
possvel." Era obvio que era isso que ele e a esposa queriam.

Mulder no podia culpa-los. "Acho que est tudo pronto" ele
ofereceu. "Mas no podamos partir pela manh? Eu quero que Scully
descanse um pouco" Kyle e a esposa trocaram olhares cautelosos. "Ns
todos estamos cansados. Velejar pelo oceano, depois dos dois ltimos
dias que tivemos, sem descanso-"

"Foram s dois dias?"

"Ele tem razo" Kyle colocou um brao ao redor da esposa. "Ns deveramos
ter uma boa noite de sono tambm."

"Como ns podemos dormir com a chance de toda a instabilidade da ilha
vir sobre ns? Isso pra no mencionar o assassino confesso."

Mulder estudou a face dela.  "Voc quer ir embora tanto assim?"

Megan parecia surpresa por ele fazer aquela pergunta. "E voc no?"

Mulder olhou para a porta fechada atrs dele. Eles provavelmente deveriam
partir imediatamente. Scully no tinha problemas em dormir no "The Lady."
Por outro lado, Mulder provavelmente no iria dormir nunca mais.
Ele no podia parar de pensar em como seria maravilhoso te-la
dentro da cama grande e macia do bangal deles, com a brisa fresca
passando por cima dos braos dele, que estariam abraando a cintura
dela. Deitar l at o sol aparecer no outro dia. Dormir, e fazer amor,
at que a fome os tiraria da cama.

Uma pequena e maravilhosa fantasia.

"Boa noite".

Mulder olhou ao mesmo tempo em que Chea estava subindo os degraus,
hesitante. Atrs dele, estavam aproximadamente quinze pessoas,
todas com sorrisos radiantes.

Mulder teve dificuldade para combinar o que sua mente conhecia sobre
assassinos com Chea. Ele no parecia... insano. E Mulder sabia 
muito bem que estes eram os mais perigosos, porque no havia como
se prevenir, se preparar. E ainda assim, embora ele no tivesse
nenhuma prova de Chea no era uma ameaa para o povo de Erlona, ele
acreditava nisso. Ou pelo menos parte dele acreditava. De jeito nenhum
ele iria deixar Scully sozinha com este cara. Mas Mulder no conseguia
mais ver Chea matando qualquer pessoa gratuitamente. //No mai.// Como
se dois no fosse to ruim.

"No acredito nisso" Megan murmurou, respirando fundo. Para Chea, ela
falou. "D o inferno fora daqui!"

Ele ergueu as mos, submisso. "Por favor... eu entendo que 
vocs no me querem ver de novo-"

"Voc no faz idia" Kyle recusou a olhar para o homem. "Ns no
gostamos de voc, e no confiamos em voc. D o fora daqui!"

"Esta no foi minha idia" ele acenou com a cabea, pedindo desculpas,
e olhou para o grupo na escada. "Essas pessoas so a famlia de Taam.
Elas me pediram para vir aqui e oferecer o agradecimento delas
por devolverem a filha deles para eles."

"Obrigado" Mulder disse, seco. "Mas no precisamos de nenhum recompensa."

"Eles esto oferecendo isso, mesmo assim" Chea olhou para o grupo,
e todos acenaram com a cabea, excitados. "Significa muito prestigio
para eles, tambm, entendem? Dar para vocs um casamento erloniano
tradicional."

"Um o que?!" Kyle se recuperou, ainda muito desconfiado do tradutor.
"Casamento?"

"Como parece que voc e a dra. Scully no so casados de verdade" Chea
evitou olhar para eles, em vergonha, "A famlia de Taam acha que este
 um presente apropriado." Ele somou com uma expresso tardia, "Recusar
seria uma desgraa para a famlia, j que  amplamente acreditado que Ela 
mandou vocs para ns."

//Oh, boy// "Chea, eles s acreditam nisso porque voc disse isso
pra eles."

"No," ele disse, "Eu no disse nada disso."

Megan olhou para Mulder, com esperana, e ele comeou a se sentir
incomodado sob o clarao dela. "Mas, sabe, aconteceu que ns vamos
partir hoje  noite." Megan se meteu.

"Ns vamos embora?" Scully apareceu atrs dele, com o cabelo molhado,
e de pijama azul. Ela no parecia muito contente pela idia de iar
velas, tambm. Estava escrito nas sombras dos olhos dela todo
o esgotamento que ela sentia.

"Na verdade, isso ainda no foi decidido" Kyle no olhou para sua
esposa, e no viu o claro frio que ela lanou pra ele. "Parece que
o nosso amigo Chea" ele disse, com sarcasmo, est oferecendo para
voc, e Mulder, um casamento."

"O que?!"

Chea corrigiu depressa, "A famlia de Taam, na verdade,  que quer 
agradecer pelo presente do retorno da filha deles."

"Um casamento?" ela olhou para Mulder, interrogao nos olhos.

"Oh, inferno". Mulder odiava o fato de que o assunto foi exposto
por Chea, e ele odiava estar numa situao nada romntica, com tantas
pessoas ao redor, mas agora que o assunto estava sobre a mesa, no 
havia como fingir que no estava l. "Ns podemos aproveitar."

Scully inclinou o corpo. "Mas que encantador..."

"No" Ele agarrou a mo dela antes que ela pudesse voltar para o
quarto. "Scully - Dana. Escute. Casamento vai ser inevitvel para
ns-"

"Se isso  outro 'fate' falando, eu no estou a fim de escutar
isso."

"No, no Dana. O que estou tentando te dizer  que te amo." ele
soltou a mao dela, e olhou fora. "Mas voc j sabe disso."
//Por que ns temos que ter uma maldita audincia para isso?//

"Tudo bem, voc pode dizer isso de novo" ela no estava sorrindo, 
mas no estava mais chateada, tambm.

Mulder se aprumou, respirou fundo, e apesar dos olhos atentos de
todos, ele falou. "Dana, case comigo."

Ela abriu a boca.

"Ns podemos nos casar na igreja catlica quando voltarmos para os
Estados Unidos, para legalizar tudo, mas eu quero me casar com voc
aqui tambm" o corao dele estava batendo forte dentro do peito, 
como se s agora soubesse como bater de verdade.

"Aqui? Por que?"

"Porque..." //Deus, por que eu quero casar?// Mulder parou. Afinal
de contas, tinham se passado apenas dois desde que estas mesmas pessoas
tinham tentado mata-la. Por que ele a sujeitaria a outros de seus rituais?
No era o bastante sair desta ilha o mais cedo possvel? Mulder tremeu
a cabea. Ele estava sendo egosta, de novo.

"Por que voc me ama?" o doce sorriso dela mostrou um aceno tmido para
ele. 

"Voc sabe que eu te amo." ento ele se virou para Chea. "Olhe,  muito
gentil da parte da famlia de Taam fazer isso, especialmente depois que
eles a amarraram num poste e me bateram at eu cair  no chao, mas ns
vamos partir hoje  noite."

Megan suspirou, aliviada. "Graas a Deus."

"Mulder" o rosto de Scully estava tranqilo, e a voz dela to lisa 
quanto cetim. "Quer se casar comigo?"

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Quando a excitao da proposta finalmente diminuiu, a lua estava
alta no horizonte. Mulder estava sentado na saca, com sua vida 
aconchegada apertada nos braos dele, na mesma posio em que eles
se acharam no 'The Lady'. Mulder sorriu para as estrelas no cu claro,
j no querendo escapar com elas. Tudo que o fazia feliz e satisfeito,
estava enrolado no colo dele naquele momento. A vida era boa.

Ele brincou com os cabelos enroscados que estava moldando o rosto
dela. //Que cabelo perfeito.//

Se esticando preguiosamente, ela alisou os ombros dele, descendo at
o trax, e ela se empurrou pra cima, para olhar em seus olhos.

"Oi" ele sussurrou. "Pensei que voc estava dormindo."

Ela tremeu a cabea, negando.

"Voc est desconfortvel? Quer ir pra cama?" ele no queria dar
nada sugestivo, mas ela riu da pergunta dele mesmo assim.

E ento ela negou de novo com a cabea.

"Bem, ento -"

Ela colocou a mo sobre a bochecha dele, e os pequenos dedos 
passaram sobre a barba por fazer dele. "Sua pele curou bem."

"E depressa, tambm."

"Yeah". Ela desceu as pontas dos dedos desceram para o lado do
pescoo dele, fazendo Mulder engolir em seco. "E como esto as suas
costas?"

"Uh..." era difcil se focalizar no que ela estava dizendo, quando
era hipntico ver ela assistindo a prpria mo serpenteando pelo
pescoo dele, para dentro da gola da camisa. "Nem mesmo uma dorzinha,
deste que fomos ao Corao."

"Isso  bom".

"Yeah..." a palma dela parou sobre o corao dele, e ela encarou o
peito dele como se estivesse esperando algo acontecer. "Scully?"

Ela olhou para ele. "Quando voc me pediu para casar com voc, 
voc me chamou de Dana."

Mulder teve que pensar. "Sim, acho que chamei. Este  o seu nome."

"E sobre Scully?"

//Para onde ela vai com isso// "Scully  o seu nome tambm" ele 
falou, devagar.

"No. Estou falando sobre a pessoa, Scully, sua parceira. A mulher
com que voc trabalha todos os dias. Voc est pedindo a ela para
se casar com voc, tambm?"

"Bem, depende ".

"De que?"

"Qual delas respondeu sim."

Ele esperou por um longo tempo ela responder. Scully estava sentada
entre as pernas dele, olhando para os olhos de Mulder, rosto, a mo
ainda colocada com firmeza sobre o corao dele. Um pouco de duvida
apareceu em sua mente, lhe dizendo que ela estava a ponto de mudar
de idia. Mas ele parou de pensar nisso, se recusando a acreditar
que a Scully dele faria isso com ele. Ou a Dana dele, tambm. "No"
ele respirou. "No importa. Eu quero todas vocs."

E ento, sem dar-lhe tempo para pensar, ele se apoiou adiante e a beijou
na boca, com fora. Ela abriu os lbios, e sorriu. Ele 
aproveitou a oportunidade para deslizar a lngua na boca dela.

Ela tinha gosto quente e picante depois do jantar que eles tinham comifo,
e isso o excitou. Mulder podia se sentir endurecendo onde o quadril dela
tocava contra a cala jeans dele, e Mulder deslizou uma mo sobre
o quadril macio dela, agarrando uma ndega, trazendo-a mais contra ele.
Ela se mexeu nos braos dele.

"Mulder," ela respirou pesado contra o rosto dele, mas ele continuou
dando beijos molhados e beliscados pela garganta dela. "Eu... oh,...
Deus... Mulder... meu corpo..." as maos dela apertavam os ombros dele.

" o corpo mais bonito que eu j vi" ele conseguiu falar quando 
finalmente afastou os lbios dos dela. A outra mo desabotoava a
parte de cima do pijama dela.

"No... Mulder..."

"Oh, sim..." E ento ele percebeu, atravs da neblina de paixo,
que ela poderia estar tentando dizer algo diferente da conversa
de quarto. Afinal de contas, ela tinha parado de beija-lo. A duvida
comeou a aparecer de novo.

Quando ele olhou para ela, haviam uma expresso cansada no rosto de
Scully, algo entre dor e hesitao. "Dana? Qual o problema?"

Entretanto, no tempo que levou para ele dizer o nome dela,
o rosto de Scully mudou de novo, e ela deu um sorriso tranqilizador.
"Nada", ela puxou a cabea dele contra a dela, e abriu a boca contra a
dele.

A lngua dele brincou com a dela, acariciando, persuadindo, fazendo
coisas incrveis para o resto do corpo dele. Mulder colocou a mo sobre
o seio carnudo que subia e descia contra sua palma. No segundo em que
seus dedos pegaram o mamilo, ela inalou nitidamente, respirando ar dos
pulmes dele. O saco dele apertou ainda mais. Ela quebrou o beijo,
olhando para a mo dele.

Scully lambeu os lbios inchados, vendo enquanto a mo dele continuava
a massagem, beliscando suavemente o mamilo ereto.

//Ela est me vendo toca-la// ele percebeu com fascinao eltrica. Mulder
nunca conheceu algo to ertico em toda sua vida. De repente, ele queria
fazer tudo para ela. Ele queria deixa-la to quente quanto ela o estava
deixando, sem querer. Com os olhos colados nos dela, ele abaixou a cabea
contra o seio dela, e pegou o mamilo duro entre seus lbios. 

O rosto de Scully enrijeceu, excitado, quando ele correu a ponta da lngua
sobre a doce carne dela, e se provou na boca de Mulder. Quando mais ele
a provava, mais ele tinha que te-la. Ele apertou as mos contra as costas
dela, trazendo-a mais contra ele. Ele podia sentir o pulso dela em seus
lbios. Scully ficou de joelhos, montando as pernas dele, elevando os
seios ao nvel dos seus olhos.

//Oh, sim... // 

O trax dela levantava a cada respirao rpida de Scully, e o corpo 
de Mulder doeu por mais. Ele chupou, lambeu e agarrou, procurando
puxar mais da essncia dela dessa maneira. Scully correu as mos sobre
o cabelo de Mulder, raspando as unhas contra o couro cabeludo. 
As unhas desceram pelo pescoo, e costas dele, e ela se curvou sobre ele,
se dobrando sobre a boca dele, exigindo mais. 

Tudo que ele podia pensar era em lhe dar mais: mais prazer, mais amor.
Ele alisou as costas dela, o quadril, vindo para a frente. Mulder
apertou a barriga dela, achando isso muito quente, e sua boca trabalhava
o tempo todo contra o seio dela, apertando, dando beijos... Ela
no gemeu - no fez nenhum som, s respirando - mas o corpo dela
se torcia com o prazer que ele estava lhe dando.

//Mais...//

Ele enfiou a mo dentro da cala do pijama dela, e indo para o sexo dela,
enterrou o dedo bem fundo dentro dela. Scully inalou nitidamente,
agarrando o pulso dele, e mordendo o lbio inferior ao mesmo tempo. E,
surpreso, Mulder soltou o seio dela, se afastando um pouco.

Com os olhos fechados, ela o puxou suavemente contra ela, tentando
minimizar a frico. Um caroo entalou na garganta de Mulder. Ele
tinha esperado encontra-la quente, molhada e pronta pra ele.

"Eu sinto muito" ele comeou a choramingar, mas ela o silenciou com
um beijo firme. Ento, ela se sentou sobre os ps, e virou a ateno
para a cala dele. Ela abriu o zper com um sorriso astuto.

"Existem outras maneiras de se esfolar-"

"Scully, pra."

Ela gelou, e o rosto dela caiu. "Por que?" Mulder podia ver um
medo preocupado nos olhos azuis dela. "S porque eu no estou-"

"Por que voc no est, Scully?" era isso que o preocupava de verdade.
Ela ainda estava doente? Afinal de contas, apenas horas haviam se 
passado desde que ela estava deitada catatnica nos braos dele,
indiferente ao mundo. "Como voc est se sentindo?"

"Estou me sentindo bem" ela insistiu. "Estou bem, mesmo. Mas estou
cansada" ela deu um sorriso cansado. "O corao quer, mas o corpo-"

"Precisa dormir."

Ela correu uma mo pelo lado de dentro da coxa dele, 
e parou sobre a ereo dele. "Voc, por outro lado..."

Mulder agarrou-lhe o pulso, puxando at o rosto dele, at poder 
beijar a palma dela. "Eu posso esperar por voc. Quando
voc estiver pronta."

Ela suspirou. "Isso  frustrante!" ento ela teve uma idia. "Talvez
possamos achar um creme aqui, em algum lugar..." ela tentou
sair da cama, mas a mudana de altitude a pegou de surpresa. Mulder
a pegou antes que ela perdesse o equilbrio.

"Cuidado" //Ela est cansada. Ela precisa dormir.//

Scully riu. "Muito ar... muito oxignio no crebro."

"Dana." ele pegou a ateno dela apertando sua mo. "Venha aqui."
Mulder a puxou suavemente contra ele, e ela voltou de boa vontade.
"Deite-se comigo."

Ele subiu mais na espreguiadeira, e ela rastejou ao lado dele, 
ao longo do corpo magro de Mulder. Ela passou uma perna sobre a dele.
Mulder acariciou a coxa, protetor.  Ela fechou a blusa, mas no se
incomodou com os botes. Ele deixou o zper aberto. No 
havia necessidade para falsas modstias entre eles, e ento eles
simplesmente ficaram deitados, juntos, at a lua sumir atrs de uma
nuvem, e sono tomar conta deles.

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Depois do caf da manh, e uma ducha refrescante na manh seguinte,
um grupo de mulheres apareceu no bangal, com Chea a reboque, 
explicando que elas iam fazer o vestido de Scully para o casamento na
noite seguinte. Ento, Mulder foi expulso dali durante o dia - mas
no antes que ele tivesse certeza de que Chea no ficaria por perto.
De jeito nenhum Mulder ia deixar aquele homem menos que cem jardas
perto de Scully, a menos que Mulder estivesse la, tambm. No 
importava o quanto Mulder era inofensivo contra o poder que o
homem marcado tinha com os aldees. Com Scully, ele no ia arriscar.

No mercado, a atitude dos aldees para com ele tinha mudado 180 graus durante 
a noite. Todos pareciam genuinamente excitados em ve-lo, empurrando comida e 
bebida todo o dia para ele. Quando Mulder finalmente encontrou Kyle, ele estava
to cheio das 'delicadezas' dos Erlonianos que mal podia andar.

Eles encontraram um local com sombra perto da praia, e Morg se sentou
placidamente entre eles na grama.

"Ento, onde est sua melhor metade?"

"Provando o vestido de noite dela, pelo que sei."

"Ah... isso quer dizer que eu sou responsvel pela sua festa
de solteiro?"

Mulder riu.  "E onde est sua melhor metade?"

"Ela est checando o 'The Lady', inventariando tudo. Que tal iarmos
vela depois de amanh?"

"Bem, ns podemos sair logo depois da cerimonia amanh  noite. Eu
sei que Megan est doida para voltar ao mar aberto."

"O que?!? E deixar voc enjoado na noite de npcias? Dana nunca
iria me perdoar."

Mulder riu de novo. "Quando fizermos o casamento de verdade em
DC, eu quero que voc seja meu padrinho."

Kyle ficou genuinamente surpreso. "Eu ficaria honrado."

Tendo compartilhado um momento de unio masculina, os dois amigos
passaram por um silncio desajeitado. Ento Mulder perguntou.
"Que dia  hoje mesmo?"

"Uh..." Ambos os homens tentaram contar o nmero de noites que eles
tinham passado na ilha. "Onze dias em Erlona, e treze desde que
iamos vela."

"Parecem meses."

"Nem me fale" Kyle coava a espinha de Morg preguiosamente, e o cachorro
comeou a arquejar, feliz. "Ento, o que voc e Dana querem? Voltar para o
continente ou irem para as Ilhas Bermudas?"

"Voc deve estar brincando!" Mulder fingiu estar horrorizado. "Outra
ilha?!"
    
Kyle encolheu os ombros e olhou para a gua, depois resmungou, pensativo.
"Coisas mais estranhas acontecem." ele olhou para Mulder. "Como um agente
do FBI que permite que um assassino confesso fique livre."

Mulder estremeceu.  "Nao  to simples quanto parece."

"Para mim, parece simples o suficiente." Kyle falou, sem forar nada.
"O cara matou duas pessoas."

Mulder apertou o calcanhar do tnis na grama. "Certo. Tudo bem.
Eu quebro todo o cdigo federal, e interfiro numa rea fora da
jurisdio dos EUA e o prendo. E ento, o que acontece? Nao existem leis
aqui, ento eu teria que leva-lo para os EUA por tentativa de assassinato 
exceto que eles nao o acusaro, pois ele nao  um cidado americano, e o
crime foi cometido fora do territorio dos EUA."

"Nao. Ns contamos para os aldees o que ele fez! No podemos deixar
ele se safar disso!"

"Kyle, pense durante um segundo.  Chea tomou uma deciso drstica -"

"Ele  um assassino!"

"Deixe-me terminar. Ele viu seus alunos e suas familias serem apanhados,
um por um. Congelados. E embora as familias pensem que eles esto mortos,
Chea sabe que eles nao esto... e Juuj e Vola... e ele fica vendo 
enquanto aluno aps aluno, pai depois de pai,  cortado em pedaos
bem no enterro deles." Mulder nao podia tirar a imagem do proprio corpo
congelado sendo abaixado na piscina de Leite. "Elas sabiam, Kyle.
As vtimas sabiam. Quando eu estava congelado, eu vi tudo. Eu ouvi
tudo. Eu observei tudo."

"Meu Deus..." Kyle engoliu em seco, com dificuldade. "Ento eles se viam
sendo cortados?"

"Horrvel, no ?"

Depois de um momento Kyle tremeu a cabea. "Ento por que Chea simplesmente
nao contou pra eles?"

"Nao tenho certeza de que ele teve uma escolha. Tradio conta muito aqui.
Mas mesmo se ele fizesse alguma coisa, o que aconteceria ento?"

"Ento os aldees saberiam do Corao e usariam o Leite da Terra."

"Talvez era isso que Chea tinha em mente."

Agitado, Kyle cruzou e descruzou as pernas. "Voc agora est especulando."

"Exatamente. Nenhum de ns conhece todas as regras no-politicas
desta ilha."

"Por que voc o est defendendo?  Voc acha que ele tem razo?"

"Nao. Nao estou defendendo ninguem. Eu s estou - olhe. Voc sabe o que leva
algum a matar? Nao estou querendo dizer sobre isso aqui, ou at mesmo pensar
na morte de algum. Estou falando sobre pegar uma faca e com sua propria fora
bruta mergulha-lha num corpo vivo de alguem que voc conhece - algum que
voc cresceu conhecendo - atravs de pele, msculo e osso. Voc sabe quanta
paixao e convico na sua causa voc tem que ter, quanta determinao
voc tem que possuir para quebrar seus instintos naturais, e depois tentar
viver com isso?"

Kyle o observou com ateno. "Parece que voc est falando de experiencia
pessoal."

"Chea est sofrendo. Acredito que ele  basicamente um homem moral, que
acredita que a vida de duas pessoas velhas valeram as vidas de todas as outras
que sero salvas pelo Corao."

"Por que voc diz isso?"

"Bem, ele no conseguiu ficar indiferente e ver Scully sendo executada
publicamente por um crime que ela no cometeu. E o novo corte no
brao dele. O ferimento novo que apareceu depois que Vola foi achada.
Foi auto-infligido."

"O que? Bem, isso s prova que ele  psictico?"

"Nao. Lembre-se, Kyle, isso  uma forma de castigo aceita aqui. Ele
est condicionado a isso."

Abaixando a cabea, Kyle afundou entre os joelhos. "Isso  loucura!
Ento voc acha que ele deve ficar impune?  por isso que voc nao est
fazendo nada."

"Nao estou fazendo nada, pois nao h nada que eu possa fazer. 
Se contarmos para os aldees, duas coisas podem acontecer - A: ele
vai ser morto, executado, pois  o nico castigo aqui por
assassinato. Chea mesmo disse isso. Ou B: eles o consideraro
como um heri por encontrar o Leite para eles, e encontraro um novo
precedente para assassinato. E para um lugar sem leis, isso seria =muito=
perigoso."

"Ento voc =acha= que ele deve ficar impune."

"Acho que ele matou duas pessoas, e que ele deveria ficar preso
pelo resto da vida. Mas eu tambm acho que estas pessoas precisam de
um homem educado se eles pretendem sobreviver. E eu acho, que se
tivesse um governo aqui, ele poderia ter escolhido outros mtodos."

"Assumindo que ele est dizendo a verdade."

"Sim. Eu tenho que acreditar nele. Outra opo  inconcebvel."

"E qual ?"

"Que vamos deixar esta ilha com um serial killer solto, e ninguem tem
o conhecimento e a habilidade para para-lo."

E de repente, o dia parecia mais escuro para Mulder. Ele queria ver
Scully. Ele queria que ela o segurasse.

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Quando Mulder foi permitido voltar para o bangal, Scully estava
visivelmente exausta. Mas havia uma cor saudvel no rosto dela, que o
impediu de se preocupar muito. Quando ela disse, "Eu estou bem, s
cansada" ele se achou acreditando de fato.

"Que tal um jantar, ento?" Mulder no estava faminto, mas ele queria
ter certeza de que ela comeria alguma coisa.

"S se comermos aqui" ela se esticou na cama. "Ou na praia, quem sabe..."

//Encalhados// estourou na cabea dele. "Eu vou pegar alguma coisa, e
volto logo."

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Eles ficaram deitados na cama, no falando sobre nada, e escolhendo a
comida deles. Era uma noite leve, lembrando cem outras que ele passou
com ela, a no ser que nenhuma dele terminou com Scully empurrando o 
resto do jantar que eles tinham acabado de compartilhar pra fora da
cama, e rastejou para cima dele. Mulder gostava desta nova verso.

Completamente sobre ele, braos ao lado, assim a cabea dela estava
sobre a dele, ela sorriu para baixo. "Voc estava l quando eu acordei 
esta manh. Este  o comportamento que eu com certeza quero encorajar."
ela abaixou o suficiente para tocar nos lbios dele.

"Me encoraje..." ele murmurou entre os beijos. "Como voc est se sentindo
hoje?" no havia sentido em ficar excitado e depois parar - se ela 
no estava pronta. E Mulder no ia forar. Ele queria que tudo estivesse
perfeito para a primeira vez deles.

Ela deu um risinho borbulhante. "Brincalhona."

Era isso que ele queria ouvir. 

Mulder a virou num movimento que era para pega-la de surpresa, mas
ao invs foi lento e desajeitado, por causa do estomago cheio dele, 
e eles bateram de cabea.

"Ai!"

//Isso mesmo, Mulder. Mostre pra ela como se faz//

Com ela deitada na cama, e ele ao lado dela, Mulder puxou as mos dela,
que estava protegendo a prpria cabea, e as colocou no ombro dele,
e na cintura. Sempre muito suave, ele beijou o pequeno galo na testa
dela. Um calafrio passou por Scully.

Ento, com um sorriso mau, ela o agarrou e baixou sobre ela, 
o beijando urgente, puxando, acariciando e beliscando a pele dele com
as mos. Ela enfiou a lngua dentro da boca de Mulder. Debaixo dele,
ela abriu as pernas, e Mulder deslizou entre elas; bem onde sempre
quis estar.

Se lembrando de repente que ele tinha mos, Mulder ajudou-a a puxar
a camisa da cala jeans dele, e depois de conseguirem se organizar, eles
conseguiram tira-la do corpo dele. Quase. Ela foi imediatamente para a
cala jeans dele.
     
Mulder continuou beijando-a na boca, incapaz de ter o bastante, os
dedos dele na camisa dela. Ele conseguiu levantar at o suti
quando sentiu as mos dela na frente do short dele, o agarrando.
Ele se mexeu contra as mos dela, e endureceu mais ainda. 

//Oh, Deus, est acontecendo! Finalmente est acontecendo!//

Ela o segurou firmemente, na base e no comprimento, enquanto o beijava.
Como ela tinha conseguido tirar a cala jeans dele, e o short, at
a metade das coxas, Mulder no tinha idia. Ele ainda estava tentando
abrir a camisa dela. Movendo os lbios e mos ao mesmo tempo era 
mais difcil do que tinha sido antes. Mas ele nunca tinha se sentido
assim, tambm.

Quando ela comeou a puxar o membro dele, alisando para cima e para
baixo, ele abandonou a camisa dela, indo direto para a cala jeans
de Scully.

Ela balanava os quadris no mesmo ritmo em que o acariciava com
fora, e Mulder tentava tirar a cala dela, com fria. A maldita
coisa no abria! E no ajudava que as mos dele estavam tremendo, e
as palmas, suadas.

"Rapido" ela choramingou, os dedos comeando a apertar e esfregar.
Os olhos dela estavam fechados. "Oh, Mulder... rpido..."

O sangue dele estava correndo grosso e quente e ele soube que mesmo
Scully estando muito perto, ele estava muito mais. Mulder levou uma das
maos dele para baixo, numa inutil tentativa para pegar a dela, mas quando 
ele agarrou o brao de Scully, isso a assustou o suficiente para ela
apertar a mao no membro dele, que ativou sua liberao, e nao havia nada
que Mulder pudesse fazer para segurar a inundao que veio.

Com um grito confuso, todo ser inteiro dele congelou, num climax doloroso, 
tentando parar a erupo inevitvel. Mas os quadris dele se mexeram involuntariamente,
e ele fechou os olhos, humilhado.

//Droga droga droga droga droga droga droga droga//

Debaixo dele, parada como uma esttua, estava Scully, e ele nao queria abrir
os olhos para ve-la. Mas ele nao podia evita-la, tambm. E ento, com uma
sensao mortificada, ele percebeu que ela ainda o segurava.

"Eu sinto muito," ele resmungou, muito envergonhado para dizer outra coisa.
Ela nao respondeu. Assim, apesar da voz interna dele dizer para ele nao
abrir os olhos, Mulder fez isso, para checar o desastre.

Scully estava encarando para baixo, para o recentemente flcido membro
dele, e para a colcha, onde estava os restos do que deveria ser o melhor
sexo da vida dela. Nao foi isso que ele tinha prometido para ela?

Quando ela olhou de novo para ele, o rosto de Scully era como de uma criana
de 6 anos de idade, que sem querer tinha puxado as asas de uma borboleta.

"Oops".

Fim de Erlona's 15/17


