ERLONA'S HEART 13

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//A coisa mais chata da morte// Mulder decidiu // que voc =sabe=
que est morto//

Mulder estava bem atento de sua propria condio. E como nao podia fazer nada
por si mesmo, ele pensou em como passaria a 'eternidade': listando seus
pesares, e de todos os primeiros tinham a ver com sua ex-parceira: nunca dizer
para ela o quanto ela era importante para ele; nunca admitit que ele se sentia
culpado sobre as mulheres que ela pegou com ele (mesmo se nao tivesse nada 
acontecendo); nunca lhe comprar um presente de verdade, que ela pudesse segurar,
e pudesse saber que veio direto de seu corao...

E ento, havia a afliao de Samantha. Ser que Scully pegaria sua indagao
e encontraria sua irm para ele? Inferno, o que ele estava pensando?
Scully estava sofrendo. Ela nao tinha tempo para se preocupar com a irm perdida
dele. Ela ia terminar como ele, como todas as outras pessoas que entraram em contato
com ele - e um grande branco se esticou, infinito. E ele nem mesmo ia ficar
com ela na vida aps a morte, j que agora ele tinha certeza de que existia
uma - porque nao havia nada l. Nada de espiritos, sem Deus, sem restries
 liberdade para... comportamento...

//Aquelas testemunhas de Jeov esto desperdiando o tempo deles//
Depois que Scully teve a experiencia perto da morte, ela descreveu a sensao
como sendo de total satisfao e tranquilidade. Tudo que Mulder sentia era
depresso. E irritao. E uma sensaao suave e maravilhosa perto dos ps dele.

//Ps?//

Ele abriu os olhos, sem nem tentar, e o brilho amarelo do sol da manh pegou o
gneo vermelho do cabelo dela. A imagem de Scully sentada, de pernas 
cruzadas, ao p da cama, com seus ps em seu colo, queimaram em seu crebro.
Ela estava usando uma camisa escura, que queimou branca na imagem negativa
do lado de dentro de suas palpebras. A cabea dela mostrava concentrao
enquanto ela passava algum tipo de pomada na sola do p esquerdo dele, e a brisa
fraca que varreu sobre o corpo dele, cheio de loo, fazendo-o sentir frio,
moveu as mechas do cabelo de Scully, cobrindo seu rosto.

Mulder pensou que seu corao ia estourar dentro do peito. E ele ficou contente
com isso, pois significava que ele estava vivo.

Ele forou os olhos a se abrirem, precisando se assegurar de que ela era
real, e que ele era real tambm, e que a imagem que ele tinha visto nao era
algum tipo de demencia por estar... bem, morto. Mas ela estava l, fazendo
massagem com o dedo polegar sobre o arco do p dele, alisando o gel pastoso,
claro, que ela pegava de um jarro de boca larga. As maos dela estavam lisas
com o produto, e logo Mulder fantasiou sobre ela nua, coberta com aquela
coisa.

Foi ento que ele notou que estava deitado na cama do bangal deles, 
nu, e coberto com aquela mesma coisa. Completamente coberto com o remdio.
Inclusive l. Uma pequena toalha de mao estava sobre a virilha dele; 
aparentemente, Scully decidiu que esta era toda  modstia de que ele precisava.

Terminando com o p esquerdo dele, ela o colocou de volta na cama, e 
colocou o direito sobre o colo dela, olhando para cima, para checa-lo, e
nao esperando nenhuma mudana em sua condio, isso era bvio. Quando ela 
viu que ele estava olhando de volta para ela, ela pulou, assustada. Entao,
um sorriso largo e lindo se espalhou por cima do rosto dela.

"A est voc" ela tirou o p da cama e se sentou numa cadeira perto
da cama. Ele podia sentir a respirao quente dele na bochecha quando
ela perguntou. "Como voc est se sentindo?"

Mulder tentou falar que ele sentiu a morte, mas nao conseguia abrir a boca,
e comeou a respirar devagar. Tudo que ele foi capaz de falar foi um espremido
"Uugha". Ele rodou os olhos para poder ver a expresso preocupada dela, mas nao
conseguiu mover a cabea ou pescoo. Seu corpo estava muito pesado, e seu
cerebro, muito cansado.

"Voc passou por maus bocados, Mulder. Tente descansar."

Ele a olhou nos olhos, querendo contar tudo que nao tinha dito antes, para que
no houvesse dvidas para ela. Ela parecia ver e entender, e o rosto dela 
ficou plido, e seus olhos, um pouco molhados.

"Uh... Voc perdeu duas camadas de sua epiderme em aproximadamente
100 por cento do seu corpo, do que pude notar. A pomada que estou passando 
em voc vai impedir a pele nova de secar e rachar, e deve fazer com que 
nao haja cicatrizao, mas se houver, vai ser minima. Nao sei se vai ajudar
com a sensao de coceira ou nao..."

Mulder fechou os olhos. Ele tinha que contar pra ela. Ela viu mas nao
entendeu. Ele tinha que dizer as palavras. A necessidade apertou firme
contra o interior de seu peito, e saiu dos lbios enlodados dele num
sussurro severo: "Ssscuuul..."

Ela chegou mais perto, ele sabia, pois sentiu o colchao se dobrando 
debaixo do peso dela. Ele podia sentir o calor da respirao de
Scully em seu rosto. E ficou eufrico ao sentir algo de novo.

"Scuul," ele comeou novamente, se forando a concentrar nas palavras.
Se recusando a falhar. "Sculllee...amuuu...occce".

Ar correu de volta para o pulmao dele, e ele voltou a dormir. Nao havia
mais nada que pudesse fazer, pois estava cansado demais. Mas quando ele
afundou, Mulder sentiu uma gota morna e molhada sobre sua bochecha, descendo
at sua orelha.

//Eu te amo, Scully// 

Ela ouviu.

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Cinco dias depois, Mulder estava sentado na cama, o lenol puxado
at a cintura, os braos cruzados sobre seu trax rosa. Ele j estava
cheio de Scully mimando ele - nao que ela o mimava de verdade; ele tinha
certeza de que uma enfermeira daquelas bem grandes, de prisao, seria mais
gentil com um paciente na cama. Scully se recusava a deixa-lo se coar,
vestir qualquer roupa, ou at mesmo sair da cama a nao ser para ir
ao banheiro se aliviar. 

Nao que ele estava se queixando dos banhos de esponja, ou at mesmo as
massagens com a pomada - exceto quando ela teimava em ensaboar at mesmo os
lugares que nao deviam ser tocados por mos humanas. Ela falou alguma bobagem
sobre cicatrizar, e pele saudvel que precisava de enzimas que haviam no gel.
Mas depois de trs dias, se sentindo muito bem, Mulder tinha decidido que era
o bastante. Ele poderia muito bem passar o creme em suas partes privadas 
ele mesmo, muito obrigado.

"Deixa de ser criana."

"Scully, voc sabe que sou treinado para auto-defesa, mos nuas. Coloque
o jarro de lado, e se afaste."

E alm do fato dele estar na cama, quando ele j estava se sentindo bem, 
Mulder tinha certeza de que ela estava filtrando a informao do que estava
acontecendo em Erlona. Ela respondeu a maioria das perguntas dele com uma ou
duas palavras.

"Mulder, seja razovel. Voc estava morto h alguns dias. Leva muito tempo para
se recuperar de algo assim." ela tirou a cortia da tampa do jarro, e se sentou
ao lado dele na cama. "Nao vou arriscar sua sade s porque voc est
entediado."

"Eu estou BEM! Eu me sinto timo, Scully, e nao vou deixar voc
passar essa porcaria em mim de novo."

"A pele nova vai secar e rachar se voc nao fizer isso."

"Diga-me o que aconteceu com Taam."

Ela franziu a sobrancelha, e suspirou pesadamente.
"Eu digo se voc me deixar te besuntar."

"Voc pode passar creme no meu brao esquerdo" ele tentou, esperando
que ela concordasse com o acordo.

Scully estudou seu rosto antes de virar a ateno para o brao dele. "At
chegarmos  aldeia, o nico sinal de que ela tinha sido marcada era uma 
cicatriz muito fina, onde estava o corte. Isso, claro, vai sumir." ela 
falou lentamente, misturando a loo com a pele. Trabalhando do ombro
ao cotovelo, ela continuou. "Quando seus pais a viram, Deus, Mulder, foi como
se eles estivessem vendo um milagre. Eles se ajoelharam, e choraram, e 
gritaram..." o rosto dela estava focalizado no trabalho de massagem,
mas ele podia ver nos olhos dela que ela estava revivendo o evento.
"Eles acreditam que Ela, em sua misericordia de deusa," sarcasmo saiu das
palavras dela, "trouxe a filha deles de volta, pois eles provaram a devoo
deles num ltimo ato de f."

"Entretanto, voc nao engoliu isso."

"Mulder, a nica coisa que salvou aquela menina foi um grupo de pessoas
que se preocuparam o suficiente para entrarem nas cavernas, para traze-la
de volta, e aquela piscinha de Leite."

"Falando nisso" Mulder falou, pegando as maos dela para chamar sua ateno.
"Eu quero voltar l."

"Esquea."

"Se aquela piscina conseguiu me trazer  vida, e pde curar suas queimaduras
e os ferimentos de Taam, ento quem pode dizer que nao vai te curar tambm?"

Ela se sentou, rgida, tentando obviamente controlar a raiva. "O que voc
est sugerindo  cientificamente impossvel-"

"Assim como congelar um homem, fazendo-o slido, e descongela-lo, fazendo
ele ficar como novo dois dias depois, e mesmo assim..." ele abriu os
braos, como se dizendo, 'olha pra mim'.

"Nao. Fim de papo." ela o agarrou mais uma vez pelo pulso.

Quando Scully foi tentar pegar o outro brao, ele o puxou. "Outro brao, outra
pergunta."

Ele sabia que estava forando sua sorte, pois ela ainda nao tinha se recuperado
do primeiro round de raiva. Ela rosnou, relutante, "O que?"

Colocando a mao direita sobre a dela, ele perguntou, "Ento porque os 
moradores nao esto batendo na nossa porta, e nos amarrando no poste neste
momento?" ele a observou trabalhar continuamente, acalmando as proprias
emoes enquanto aplicava o unguento.

"Eles esto convencidos de que fomos enviados pelos deuses deles. Que ns ramos
os escolhidos para 'revelar' o segredo perdido sobre o Corao, para Chea."

"Isso nao  verdade."

"Eu sei. Mas eu acho que foi isso que Chea disse para eles."

"Mas, por que?"

Ela mordeu o lbio, se recusando a dizer mais alguma coisa. Durante alguns minutos
ela massageou os biceps dele, e Mulder fechou os olhos um pouco, para desfrutar
da sensaao. Deus, era to maravilhoso sentir de novo, ter contato fisico com
o mundo ao seu redor. E te-la to perto, to cheirosa, to... feminina.

Scully terminou de repente. "O 'porque' vai te custar seu trax e barriga."

"S o peito."

" uma resposta dupla. Eu quero os dois" a maneira como ela disse isso fez ele
se sentir como se estivesse dando partes de seu corpo para ela. E aquela ertica
idia enviou uma onda de energia direto para sua virilha. Bem, ele nao ia se
preocupar sobre perder este tipo de resposta fsica para o frio.

"Ento eu quero fazer em voc, tambm."

"O que? Eu... uh... eu nao preciso de pomada."

"Vai te machucar?"

"Nao... mas pode nao ter o suficiente.."

"Vou me arriscar."

O ultimato dele era clara: ela poderia te-lo - todo ele - mas ele tambm
a queria. Ele precisava dela.

"Trax e barriga?" ela parecia quase timida enquanto pensava nas condies, 
mesmo ela tendo tocado todo o corpo de Mulder durante os ltimos dias. Era
incrvel, para ele, como as camadas da personalidade de Scully continuavam
aparecendo, e debaixo delas ainda havia mais Scully.

"Trax e barriga, e 'por que'"

"Acho que voc est ficando com a melhor parte."

"Ento pode recusar  vontade."

O claro no olho dela lhe contou que ela nao ia fazer isso, e Mulder sabia.
Ela pegou a bainha da blusa que usava, e puxou sobre a cabea, mas antes, 
Mulder a parou. Com um puxao nos quadris dela, ele a puxou para mais
perto dele.

"Vem aqui" quando ela estava montada no corpo dele, ele correu um dedo pelo
rosto confuso dela, ao longo da mandibula, e finalmente pelo decote da camisa.
"Eu quero fazer isso". Quando ela nao se mexeu, ele lentamente ergueu a camisa
para cima, pela cabea e braos de Scully. Ela ficou apenas de suti branco,
prtico, e esperou para ver o que ele ia fazer. Era incrivel a confiana que
ela tinha nele, mesmo sabendo que ele tinha toda inteno de transformar o 
trabalho mdico dela numa experiencia sexual para ambos, e ainda assim permitindo
que ele fizesse o que queria. Deixando ele dar o primeiro passo, e controlar
a velocidade. Ela era incrivel.

"Eu te disse que estou apaixonado por voc?" ele correu um dedo pela ala
fina do sutia dela. 

"Uh... voc me disse que me ama."

"E eu amo" o gancho pequeno estava implorando para ser aberto por ele. Seus
dedos brincaram com ele. "Mas nao vou fazer isso se voc nao estiver 
vontade-"

"Eu sou uma garota crescida, Mulder. Posso me controlar."

"Mas voc pode me controlar?"

"Posso controlar qualquer coisa que voc mostrar."

O sorriso dela era contagioso.  "Aposto que voc pode". Com um estalo, o
gancho abriu e as maos dele deslizaram para baixo dos seios, segurando a carne
nua em suas palmas. A pele dela era to macia perto da pele nova dele, e lisa...
e os mamilos dela endureceram. Ela viu o jogo de emoes que corria pelo rosto
de Mulder, com fascinao urgente.

Quando o suti foi totalmente afastado, ele puxou um pouco de pomada do jarro.
Scully comeou o trabalho dela mais uma vez. 

"Nao tenho certeza por que Chea disse para os aldees que ns lhe demos a
resposta, quando ele j sabia de tudo. Mas a pergunta aqui : se ele j sabia
de tudo, porque nao fez alguma coisa antes? Quantas dessas cem pessoas poderiam
ter sido salvas?" ela colocou as maos sobre o peito de Mulder, enquanto falava.
"Tenho uma leve suspeita de que nosso amigo Chea..."

Mulder estava fitando.  Os seios dela subiam e desciam, balanando enquanto
ela trabalhava nele, as pontas marrons e languidas pendurando longe do corpo
dela. Os mamilos eram maiores do que ele pensava, e sua mente nao podia parar
de pensar nisso. A cor mais funda criava circulos grandes e grosos. Com suas 
maos prontas para ao, ele se sentou, cobiando tudo, com a boca aberta, como
um idiota.

"O que?...Oh". Ela olhou para baixo e quando viu a fonte da ateno
dele, ela se sentou atrs. "... eles so estranhos."

"Eles so lindos" Mulder conseguiu falar, sufocado, sincero.

A delcia que passou no rosto dela sumiu um pouco quando ela comeou a falar
e se movimentar de novo. "Bem, eu nao consegui falar muito com Chea, mas eu
acho que tem muito mais coisa sobre ele do que ns pensamos."

Finalmente, Mulder elevou as maos aos ombros dela, e alisou para baixo,
lentamente, at pegar nos seios bamboleantes. Ela prendeu o folego por um
momento, antes de continuar.

"Como... como ele podia ter certeza de que Taam ia para o Corao, se
ninguem deveria saber sobre isso? E j que ele sabia o que o Leite podia
fazer com as pessoas congeladas, por que ele nao..."

Mulder apertou os mamilos eretos ao mesmo tempo, e ela fechou os olhos ao
prazer disso. As proprias unhas de Scully morderam a carne nova dele.

"Continue," ele insistiu e retomou a massagem nela, descendo dos seios
para a barriga plana dela.

"Uh... eu nao me lembro onde eu estava..."

"O que Megan e Kyle esto pensando?" o puro prazer de ver Scully se torcendo
sobre ele s nao era melhor do que a frico que ela estava
criando sobre a ereo crescente de Mulder. "Eles acham que Chea est querendo
realmente ajudar a ilha?"

"Eles acham... Kyle, uh... ele acha que nao devemos confiar em Chea. Megan
diz que s alguem que passou pela dor e tormento, em toda sua vida,
como ele, ou ama Erlona completamente, ou a odeia."

"Santo ou demnio?"

"Algo assim... oh..." Mulder tinha encontrando a faixa da cintura
do short dela, e conseguiu abrir o suficiente para chegar na parte de
cima da calcinha dela. Scully se mexeu sobre ele.

"Ento, o que eles esto fazendo, enquanto estamos aqui, curando?"

"Eles esto ajudando os aldees... esto tentando encontrar uma maneira
de trazer o Leite at a aldeia, sem ter que levar os corpos congelados
para o Corao. Afinal de contas, voc estava... Oh...! congelado!"
Quando ele a agarrou entre as pernas, Scully se ergueu sobre ele, movendo
os quadris. Uma das maos dela segurou-o pelo pulso, tirando a mao dele
de dentro da calcinha dela. "Mulder, ns nao podemos... eu nao posso... 
sua pele ainda nao est pronta para uma relao..."
ela estava ofegando sobre ele, olhos fechados, e o rosto chateado.

"Eu estou pronto, Scully" ele agarrou o rosto dela, que abriu os olhos. 
As ris azuis e brilhantes estavam quase sumidas. Ela estava pronta, tambm.
O beijo que ela lhe deu lhe disse isso tambm.

Ento, no meio daquele beijo sensual, logo antes que Mulder fosse
capaz de deslizar as maos de volta para dentro do short dela, e tirar toda
sua roupa, a sirene de emergencia tocou de novo.

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Assim que a sirene comeou a tocar, algum abriu a porta deles. Kyle e Megan
pararam, congelados, sem saber como controlar a imagem viva que acabaram de
ver. O queixo de Megan caiu, e Kyle, bem, ele galantemente virou de costas,
depois que um sorriso de lado apareceu em seu rosto.

"Droga" Scully tirou as maos da coxa de Mulder, e do peito, cruzando os braos
sobre o trax. Ela olhou para ele, decepcionada. "Vou pegar suas roupas" ela
rastejou fora dele, pegando a mala contra a parede, e puxando uma camisa de moletom
enorme de l de dentro.

"Ns... uh, ... ns pensvamos que voc estava precisando de um pouco de ajuda
com Mulder" Megan tentou explicar. Mas Kyle a pegou pelo brao e a estava puxando
para a porta.

"Parece que ela est tomando conta dele muito bem" Kyle disse, tentando nao sorrir.
"Vamos estar l fora se voc precisar de ajuda" bem pelo menos o homem estava tentando 
devolver-lhes um pouco de decencia, ficando de costas para ele. Algo que sua esposa
nao pensou em fazer.

"Mas andem rpido! A nvoa nao demorou muito da ultima vez que veio da praia" a porta
se fechou, deixando Scully de p, com a cala de Mulder numa mao, e outra camisa
de moletom na outra. Os ombros dela cairam visivelmente assim que eles ficaram sozinhos.

"Voc acha que se os ignorarmos, eles vo embora?" Mulder perguntou.

Ela jogou as roupas pra ele. "Podemos tentar, mas nao vou arriscar pra ter voc congelado
pela nvoa de novo." o rosto dela estava duro de repente, branco e ilegivel. "Voc
acha que pode se vestir?"

"Claro que sim.  Eu estou bem, se lembra?"

"Certo" ela se virou, foi para o banheiro, e fechou a porta.

Mulder, deitado na cama, cobriu-se da cintura pra baixo no lenol, olhando para o teto.
A sirene continava tocando sem parar. "Acho que odeio este lugar."

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A nvoa grossa estava quase alcanando eles, at que chegaram a Omani.
Mais uma vez, tudo estava perfeitamente na ordem. Cada pessoa tinha feito
sua tarefa tantas vezes, que transferir toda a aldeia para o subterraneo
era uma tarefa to fcil quanto grandiosa. Exceto a enfermaria, que estava
meio bagunada e sangrenta. Mulder notou que Scully no mostrou nenhuma
tentativa para ajudar desta vez, deixando os aldees controlarem os casos
mdicos. Ela tentava nem olhar para aquela direo quando eles passaram
por l.

No quarto deles, Scully soltou o saco pequeno que ela tinha feito, e caiu
pesadamente sobre uma das camas. Ela parecia ter envelhecido anos diante
dos olhos de Mulder - as palpebras pesadas, a postura cansada no ombros...
Ele queria perguntar se ela estava bem, mas ele sabia a resposta que ela
daria; seria insensato.
vam.

"O que voc acha que causa a nvoa?" a face cansada dela estava mostrando
concentrao. "Ns sabemos que  isso que congela tudo, mas nao posso ver
a conexo entre os wips e a nvoa. E pensando bem, o que so os espiritos?
Ou Wips? Algum tipo de nitrogenio liquido cristalizado que  pego pelas
correntes de ar?"

"So almas."

Sem olhar para ele, ela enrugou os lbios e rodou os olhos. Ele teve um flash
de um clssico-Scully. Mas sumiu depressa. "Talvez Chea saiba mais sobre isso.
Aquele cara-"

"Eu era um wisp ".

Os olhos dela fixaram nos dele. "Do que  que voc est falando?"

"Quando eu estava morto. Eu era um wisp."

"Mulder, voc estava congelado, slido, e nao um -"

"Eu te vi, Scully. Por cima. Eu era um desses wips."

"Mulder, isso  impossvel."

"Eu te vi. Vi quando voc baixou minha cabea no Leite e vi o liquido
borbulhar ao redor das suas maos, e vi voc caindo, e depois fitando as proprias
maos, surpresa." ele subiu na cama, perto dela, avanando lentamente o quanto podia.
"Ento, apareceu um vento, e eu fui levado para o Leite."

Ela arregalou os olhos. "Era voc?" ela procurou no rosto de Mulder, tentando achar
alguma nuvem dentro dele. "Eu vi..." a voz dela parou, e ela nao terminou o
pensamento. Ao invs, ela olhou para a unha lascada que tinha na mao direita. "Eu
devo estar horrivel - sem maquiagem, sem dormir-" ela suspirou, forte, e quando
Mulder tentou toca-la, ela olhou antes que ele tivesse uma chance. "Nao ligo para
o que eu vi. Nao ligo para esta ilha horrivel. Quando a nvoa for embora, Mulder,
eu quero ir pra casa."

"Casa," ele concordou com um sussurro e suavemente beijou os lbios dela.

"E eu quero pedir uma pizza ".

"Com azeitonas e lingia". Ele a beijou novamente.  Ele estava ficando bom
nisso. A maneira como os labios dela se moviam contra os dele estava virando um
vicio depressa. Assim como o tremular do estomago dele quando o beijo terminava
para ela poder falar de novo. Deus, ele adorava isso.

"Mulder," ela suspirou, esbarrando a bochecha dela contra o resto de barba dele.
"Que barulho  esse?"

At ela mencionar, Mulder nao tinha ouvido nada a nao ser a respirao rapida dela,
e o proprio corao batendo. Mas assim que sua ateno foi levada para isso, tinha
mesmo algum tipo de coisa acontecendo do lado de fora do quarto. Kyle cutucou a
cabea dentro da cortina.

"Toc, toc" ele parecia um pouco nervoso. "Acho que talvez vocs queiram sair
daqui."

Enfiando a cabea na cortina para ver o que estava acontecendo, Mulder quase
bateu com a de Megan, que estava fazendo a mesma coisa. O corredor era
muito estreito. E ali estava metade da populao da ilha, apertada como sardinhas em
lata.

"Mas que inferno...?" Scully estava debaixo do brao dele. "O que eles querem?"
E ento, algo nela estalou, e Scully chupou uma respirao, e entrou no quarto de novo.

"Scully?"

"Eles esto vindo atrs de mim de novo?" os olhos dela ficaram como vidros, enquanto
ela tentava controlar o proprio medo.

Mulder olhou para a multidao no tunel, mas eles nao pareciam estar avanando - e,
francamente, eles nao pareciam bravos. "Nao sei o que eles querem, mas eles nao vao
te pegar" ele insistiu, bancando o heroi, precisando ou nao.

"Mulder, eu quero ir pra casa" ela fitou o espao. "Por favor. Me leve pra casa."

Um caroo se instalou na garganta de Mulder. Ela estava fazendo aquilo de novo; a 
mente dela, que devia estar girando a mil, estava encobrindo a verdade para ela,
saindo da consciencia, sem desmaiar de fato. Ele se ajoelhou diante dela, 
correndo as maos sobre os joelhos de Scully. "Scully!" ela nao respondeu.
"Scully. Dana. Est tudo bem. Ninguem vai te machucar."

Uma gota vermelha correu da narina esquerda dela, agrupando na fenda sobre os
labios dela. A face assombrada de Scully nao registrou sua existencia.

//So as pessoas// ele tentou se falar // Ela s est de volta para quando eles 
a amarraram no poste//

"Kyle!" o grito de Mulder foi tingido com pnico. Quando o amigo dele apareceu na
entrada, Mulder subiu na cama, atrs de Scully. "Kyle, tire essas pessoas daqui!"

"Meu Pai do Cu..."

"Ela vai ficar bem" Mulder falou, mais para seu proprio beneficio do que para
despreocupar o outro homem. Ele se apoiou pesadamente na parede de pedra, e puxou
sua parceira completamente sobre o colo dele. Quando Kyle comeou a sair do 
quarto, Mulder o chamou de volta. "Kyle, ela precisa de mais mantas."

"Certo."

"E talvez algo quente para beber."

A preocupao nos olhos de Kyle refletiam os de Mulder. "Choque?"

Mulder acariciou o cabelo para cima do rosto dela, tentando se apertar
ao redor dela o mximo possivel. "Ela est tremendo."

Kyle acenou com a cabea, serio, e sumiu atrs da cortina fina. 

Com cuidado para nao perturba-la, Mulder puxou a manga da camisa de moletom de
usava, e secou o sangue debaixo do nariz dela. Ela nem mesmo piscou quando ele
tocou seu rosto. "Dana" ele murmurou contra o cabelo dela. "O que est acontecendo
com voc?"

Onde estava sua parceira que nunca ficava com medo? Onde estava a mulher que podia
olhar para assassinos, mutantes e monstros, olho no olho, sem nem mesmo pensar?
Como ela ficou reduzida para esta triste e assombrada expresso? Esses olhos
brancos? O que ia dentro da cabea dela, quando seu rosto nada mostrava?

O barulho do lado de fora diminuiu, e Mulder podia ouvir Kyle conduzindo as 
pessoas lentamente para longe do corredor. Megan, com duas mantas debaixo dos
braos, entrou lentamente, at que Mulder acenou com a cabea, mostrando que estava
tudo bem ela entrar. Ela olhou para Scully criticamente enquanto abria as mantas.
"Ela est exausta." A maneira como ela disse isso fez Mulder perceber que ela
estava falando isso por experiencia propria.

"O que eu posso fazer?" a voz pouco compreensivel dele encheu o silencio do quarto
do tamanho de um armario.

Com uma mao queita, ela alisou a manta sobre o ombro de Scully. Ento, olhou
para Mulder por cima dos culos. "Segure ela. At estar na hora de deixa-la ir."

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S depois de varias horas, quando a caverna toda foi tomada por uma escuridao
impenetrvel, que o ataque apopltico dela comeou.  Mulder nao estava preparado,
e quando o corpo dela comeou a ter espasmos violentos, levou quase um minuto
para ele conseguir mante-la deitada na cama, com o corpo dele apertado sobre
o dela, para impedi-la de se machucar.

"Socorro!" Mulder chamou, na escuridao. "Kyle! Me ajuda aqui!"

Os barulhos guturais de Scully o assustaram.  Ele no podia ver o corpo dela,
que tentava se erguer da cama, ou seu rosto, que se jogava contra o dele, que
estava segurando a cabea dela com a propria testa.

Cego pelo escuro, Kyle calculou mal e bateu a canela na cama de madeira,
clamando de dor.

"Kyle, ela est tendo um ataque! Coloca algo na boca dela antes que ela morda
a lingua!"

"O que est acontecendo?" a pergunta sonolenta de Megan se tornou um sbrio "Eu
vou pegar uns lampioes" assim que ela viu a situao.

Alguns segundos depois, Mulder sentiu a mao de Kyle, que estava procurando a boca
de Scully. Os gritos dela ficaram amortecidos. "Usei uma das meias de Megan... eu
acho."

"Ela ainda pode respirar?"

"Yeah" Kyle se abaixou ao longo do corpo dela. "Peguei este brao" ele
ofereceu, nao tendo muita certeza do que fazer. Mulder se mexeu e soltou uma
das maos, correndo-a ternamente pela linha do cabelo dela.

"Dana, eu sei que voc pode me ouvir," ele falou to calmamente quanto seu
nervosismo permitia. "Dana. Tente respirar. Tente relaxar e s respirar" mas
ela empurrou, resistiu e o ataque nao mostrou nenhum sinal de diminuir.
"Oh, Deus, nao."

"Que foi?" Kyle estava meio sem respirao.

"Ela est..." Mulder quebrou. "Sangrando pelo nariz. Forte." ele nao se incomodou
em tentar limpar o sangue do rosto dela. S virou a cabea de Scully, e segurou,
para ela nao sufocar ou se afogar no proprio sangue.

Isso era to errado... o corpo dela trai-la desse jeito. Alguem
to forte quanto Scully, com tanta integridade, merecia algo mais digno, e nao
ficar tendo um ataque, coberta com os proprios fluidos. Ele fechou os
olhos contra a certeza de que a umidade que saturava a cala jeans dele
era urina dela. "Oh, Dana..." ele beijou o rosto dela, por cima do sangue.
"Eu te amo. Eu te amo."

E ainda assim ela no parou.
     
Fim de 13/17

Nota da Edna: pessoal, no me matem... foi a autora que encerrou o capitulo
aqui - ehehehehehe - caramba...