ERLONA'S HEART 04
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Era quase fim de tarde quando Megan se juntou a ele, sentando ao
redor do jogo, sobre o deck. Mulder, de costas para o barco, lhe 
ofereceu um copo com dados quando ela se aproximou. Ela olhou para
ele,por debaixo do culos, e recusou.

Scully rolou os dados e contou, metodicamente, os pontos. Ela estava 
um pouco rgida desde que tinha saido do chuveiro, mas no estava
fazendo frases sbias ou secas, ento Mulder achou que ela s
estava protelando a situao deles. Ele com certeza estava.

Kyle olhou para o cu.  "Acho que est mais azul. Talvez a nvoa suma
depois do por do sol." ele estendeu uma mao para Megan, e a puxou
para baixo. Ela sorriu contra o beijo morno dele.

"Ei, camarada" ela esfregou o brao dele com afeto. "Eles esto
deixando voc ganhar?"

"Dificilmente" ele olhou os pontos dele e passou o brao sobre o
ombro de sua esposa. "Voc conferiu a quilha enquanto estava l fora?"

Com um aceno, Megan deu um sorriso rpido para Scully, que abaixou
a cabea antes que Mulder pudesse pegar a reao dela. "Eu no abaixei
muito. A gua est muito fria e escura."

"Est como noite l embaixo" Scully pegou os dados e se preparou
para joga-los de novo.

"Com certeza."

Mulder mordeu o lado de dentro da bochecha dele. "Quo fundo voc
foi, Scully?" ele tentou fazer o tom casual, mas o claro que ele recebeu
de volta mostrou que ele nao teve sucesso.

"Uau! Vocs pegaram isso?"Todos os olharam se viraram para Kyle. Ele
apontou para Scully e Mulder. "A temperatura a caiu uns vinte graus!"

Megan se virou no abrao dele. " assim que eles brigam?"

Ele encolheu os ombros.  "Talvez. Estou tendo dificuldade para 
entende-los."

Enquanto eles viam Mulder e Scully virando esttuas, Megan correu a
mo pelo cabelo. "Qual seria o motivo da briga deles? O que voc acha?"

Scully tremeu o copo e soltou os dados, enquanto ela contava os pontos
no bloco, ela perguntou casualmente para Mulder. "Voc acha que
eles sabem que ns podemos ouvi-los?" Mulder sorriu ao ver ver que Scully
estava com ele.

"Nao sei" ele viu delicia nos olhos de seus anfitrioes, enquanto ele
jogava os dados. "Voc acha que eles fazem idia de como eu estou morrendo
de fome?"

Ela pegou um dado e jogou. "Espero que sim. Eu tambm estou faminta"
Ento ela olhou para o papel dela, e seu rosto brilhou. Ela sorriu para
Mulder, um grande sorriso. "Yahtzee ".

"Finalmente!" Megan ficou de p de novo, e avisou que ia preparar
o jantar. "Mas enquanto eu estou fazendo isso, alguem deveria conferir os
cabos no ninho do corvo. Quando a nvoa for embora, espero que o vento
volte. Vamos querer colocar a vela reserva pra cima."

"Eu ofereo Scully e Mulder para fazer isso" Kyle declarou, firme.

"E eu apoio" Megan deu um sorriso cheio de malicia.

"Ento so eles" os dois saram depressa, deixando Scully com os 
braos cruzados, e de boca aberta.

"O que acabou de acontecer, Mulder?"

"Acho que fomos convocados a escalar cem ps pra cima"
Ele se apoiou para trs, e olhou para onde eles teriam que subir.
"Voc no tem medo de altura, no , Scully?"

Ela estava vendo a mesma coisa que ele. O ninho era muito l em cima.
"No que eu saiba. E voc?"

Ele tremeu a cabea. "Mas acho que parece uma tima hora para desenvolver
esta fobia."

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A subida em si era de tremer os nervos. Mulder podia sentir o corao
nas maos enquanto se forava a soltar um nvel da corda para pegar a
prxima. Mas assim que ele entrou no ninho, ele achou a sensao
bem diferente.

O barco abaixo deles estava reduzido a um modelo pequeno. A visibilidade
estava melhorando, mas com tudo da mesma cor cinza, era dificil contar
se estava muito distante. Ele se virou e viu sua parceira olhando por
sobre a cabea dele.

"Devem ser estes os cabos de que eles falavam". Presos ao mastro estavam
seis cabos de metal. Mulder puxou todos eles, testando sua fora. Pareciam
slidos como pedra.

" s isso que deveriamos fazer? Esses cabos no vo a lugar nenhum"
ele puxou os cabos de novo, com fora.

"Acho que sim. No parece ter muita coisa aqui em cima." ela se apoiou
contra a grade. "Sabe, Mulder, acho que posso ver alguma coisa ali." ela
estava numa posio perfeita para ele ver mais do que aguentaria.

"Onde?"

"L. Voc consegue ver?"

Mulder piscou e tentou entender o que ela estava vendo.  Podia ter sim
uma pequena rea na neblina, que estava mais escura. Mas estava
muito indefinido para saber sem dvida. "Nao sei. Talvez Meg tenha
algum binoculo ou algo assim" ele comeou a descer,  levando menos
tempo para fazer isso do que quando subiu. Parecia que era assim
que sua vida funcionava. Sempre pra baixo.

Eles ficaram ao longo da popa de estibordo, fitando a massa escura
que Mulder tinha decidido que estava l. A neblina deixava a sombra
borrada e torcida, mas tinha algo slido ali. E parecia que estava vindo na
direo deles.

Kyle olhou pelo binculo. "No parece que estamos nos movendo, mas isso
pode ser uma iluso. Parece que ele est sendo puxado para ns. Ou ns
para eles."

"Voc acha que  terra firme?" Megan pegou o binoculos do marido.
"Uma pedra ou algo?"

"No posso dizer" ele se apoiou na grande, e piscou, como se isso
o deixasse ver pela nevoa.

"Seria um bote salva-vidas?" Scully estava com os braos cruzados, e
os ps firmes no deck. "Talvez pudssemos remar at l, e ver o que
."

"Isso parece ser uma boa idia". Megan deu o que estava segurando
para o marido, e foi para a parte de trs do barco. Ela era uma mulher
numa misso.

"Ei," Kyle a chamou, indo atrs dela. Ele correu para alcana-la. 
"Poderia ser qualquer coisa. E eu no quero voc indo sozinha!" 
ela no parecia ter notado que ele disse alguma coisa, e ele bateu a 
mo contra uma coluna, frustrado. "Droga, Meggie! Voc est sempre
querendo fazer as coisas sozinhas! Ns estamos no OCEANO!"

Ela no ia parar enquanto puxava um colete debaixo do banco oco
na cabine do piloto. "Tudo bem. Eu vou levar Mulder comigo."

"O que?" a face de Scully mostrava sua preocupao.

"No, isso faz sentido" Mulder admitiu. "Algum precisa ficar aqui
atrs, e que possa cuidar do navio. E eu posso remar mais forte
que voc"

"Mas eu no vejo motivo para voc ir l pra fora!"

Mulder podia ver o ressentimento de sua parceiro  idia de que
ela poderia ser deixada pra trs, de novo. Ele reconheceu o queixo
apertado e o tom da voz. "Voc tem um rdio? Um walk-takie ou algo
assim?" Se Mulder iria vagar pelo oceano, com certeza ele queria umas
migalhas de po para poder voltar.

"Yeah". Megan quase pulou pelos degraus. "Acho que temos bateria
tambm."

Scully suspirou.  "Bem pelo menos ns poderemos nos comunicar ".

A frustrao dela era adorvel.  A pequena ruga entre as sobrancelhas
dela afundou ainda mais quando ela notou Mulder olhando pra ela.
"No se preocupe, Scully. Ns vamos salvar um pouco da ao para 
voc."

"Sem bateria" Megan falou de longe.

Os ombros de Scully caram.

Megan apareceu com um plstico enorme e pesado, indo para Mulder.
"Ei, colega!" ela sorriu, excitada. "Vamos colocar este beb para 
flutuar!"

Kyle colocou uma mo pesada no ombro dela.  "Meggie, por favor.  Eu no
quero que voc v l pra fora."

Ela hesitou por um momento, estudando os olhos castanhos dele. 
"Por que?" ela empurrou os culos mais sobre o nariz. "Tem alguma
coisa que voc queira me contar?" a pergunta dela fez ele fechar a cara.

"Claro que no!  Voc sabe que eu sempre te conto tudo que eu sei."

"Tudo? Sempre?"

Mulder teve a sensao de que eles estavam falando sobre algo importante,
algo mais srio sobre Kyle no querer que ela simplesmente deixasse
o navio, e os instintos naturais de Mulder como investigador queriam
saber o que era.

"Droga, Meg!" ele correu a mao pela nuca. "Eu s no quero que voc
v l."

Megan ergueu mais a cabea, tentando ler a expressao dele. O que ela
estava procurando?

"E nem eu" Scully falou, desafiante. Isso parecia inclinar a balana.

Megan esvaziou enquanto olhava para seu marido e para Scully.
"Oh, diabos."

Com isso decidido, Mulder voltou a olhar para a sombra na nvoa.
"Voc acha que  um navio. Aquelas pontas no parecem mastros 
pra vocs?"

Todos voltaram a se focalizar na sombra  frente deles. "Poderiam
ser mastros" Kyle ofereceu, mas no estava convencido.
"Voc acha que outro navio est preso aqui?"

"Faria sentido," Megan pensou em voz alta.  "Foi s um dia e meio
da terra. E estas guas no so desertas. Talvez eles precisem
de ajuda. Materiais ou..." a voz dela parou, e silencio tomou
conta deles enquanto o objeto velejava pela grossa nvoa e
entrava em foco.

Era um navio, e no havia dvidas sobre isso. Dois mastros grossos
que penduravam velas rasgadas e soltas. O casco estava danificado, com
buracos enormes e denteados, e a pintura outrora vibrante estava
cinza. No havia som enquanto ele navegava, com exceo de um som fraco
na gua que batia nos seus lados.

O navio parecia uma velha escuna, de madeira, como o barco deles.
Mas estava velho e caindo aos pedaos. Mulder tremeu, sentindo arrepios.

"O vento..." a voz de Megan veio como um estrondo. "Voc est sentindo
isso tambm?"

No segundo em que ela falou, Mulder sentiu a brisa no rosto. Estava
fraca, mas estava l.

"Kyle!" Megan gritou, "Suba as velas! Est vindo direto pra ns!"

/Jesus Cristo! Ela tinha razo!/ O velho barco estava numa rota de 
coliso!

"Suba a vela reserva!"

Kyle correu para a frente do navio, e abriu um pequeno painel,
gritando instrues pra todo mundo. "Scully, pegue o leme. Mulder,
me ajuda aqui!"

Com todo o peso dele, ele puxou uma corda que iou a vela reserva, 
colorida. Mulder estava do lado dele num segundo, puxando a corda com
esforo. Rapidamente eles fixaram um ritmo. Suor correu pelos rostos
dos dois, enquanto a vela ondulava na leve brisa, comeando a encher.

"Dana!" Megan ordenou de algum lugar atrs dele. "Estibordo! Agora!"

O barco inteiro balanou pra direita.  

A vela s estava a meio caminho quando Mulder deu uma olhada no outro
barco, para ver seu progresso. No estava mais l.

Ele girou ao redor, tentando encontrar o velho veleiro. Scully
tinha virado o barco tanto assim? O outro navio no estava mais l,
pura e simplesmente. 

"Me ajuda aqui!" Kyle falou entre dentes.

Mulder pegou a corda de novo, respirando forte e olhando ao redor
deles. "O barco foi embora!"

Kyle tambm tentou se orientar. "Meu Pai do Cu!"

Megan notou isso tambm. "Kyle! Pra onde foi o barco?" ela ficou de
p, na popa, a manivela suspensa nas mos.

Nenhum deles poderia dizer pra onde foi.

Finalmente, Kyle chamou a ateno de Mulder. "O vento est de volta.
Vamos acabar de erguer a vela."

Mulder acenou com a cabea, e olhou para sua parceira no leme. 
Ele s podia ver o topo do rosto dela,mas os olhos dela estava
arregalados, e focalizados  esquerda dela. E ento, lentamente,
ela fechou os olhos.

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Na brisa leve, a nvoa foi embora logo, e num instante Scully estava
levando eles para o oceano aberto. Mulder ajudou Kyle com a vela
principal antes que eles dois cassem na cabine do piloto. Megan
tinha sado para verificar os equipamentos e a posio deles nos mapas.
Ela voltou com cervejas nas mos.

"Ns estamos fora da rota" ela falou, dando uma garrafa para Scully,
e reajustando algumas maanetas debaixo da roda. "Falei com a guarda
costeira, e informei nossa situao" ela tomou um gole, e colocou a
garrafa perto da roda. "Prepare-se para correr."

Scully se sentou perto de Mulder. "Se lembra do estrondo?" 

Ele acenou com a cabea, e olhou o pesado poste que prendia a vela
principal. Megan balanou a roda toda, e o estrondo varre o lado esquerdo 
do navio, para a direita, no parando at que estava pendurado sobre a
gua.  Mais uma vez o barco parecia se erguer e o lado em que Mulder
estava chegou a uns bons cinco ps. Era difcil lutar contra a sensao
de que o barco ia virar, mas, desta vez, ele s agarrou a parte de trs
do banco. E considerou isso uma vitria pessoal.

Kyle bebeu a cerveja. "Ento, quanto estamos fora da nossa rota?"

"Umas 30 milhas a norte e a leste do que onde deveramos estar."

"O que?" ele sufocou. "Como pudemos ir to longe num nico dia?"

Megan encolheu os ombros.  "As boas noticias  que no precisamos
voltar para ganhar tempo. Estamos a sete dias das costas das Ilhas
Bermudas."

Kyle examinou o oceano, pensativo, e puxou o suor da camisa
que usava. "Voc falou com o velho da escuna?"

Travando o leme, Megan pegou a cerveja e se apoiou no marido.
"sim" ela colocou uma mo no quadril. "E aquele homem teve a coragem
de sugerir que era apenas um truque da luz!"

Enojado, Mulder bateu a mo contra o banco debaixo dele. No s o
trabalho o seguia em todos os lugares, mas as mentiras e decepes
tambm. "Isso  conversa fiada. Todos ns vimos aquilo" ele olhou para 
Scully, que estava quieta desde que ele e Megan voltaram da balsa.
"O navio estava vindo direto para ns."

"Talvez eles tenham razo, Mulder," ela declarou, razovel. "Ora, navios
no desaparecem! Mas um truque de luz sim."

"No era s uma sombra. Scully, aquilo tinha massa e forma definida!"

"Mulder, aquilo parecia um navio fantasma sado diretamente de um
filme B dos anos 40!"

"E por que dizer que no  verdade? Algum pegou aquela imagem de
algum lugar. No desista de uma idia s porque lhe  conveniente."

Ela elevou as sobrancelhas, incrdula. "No  conveniente.  clich."

"Scully, voc no tem que acreditar como todos ns, mas no negue o
que seus prprios olhos te mostraram."

"Mulder, meu intelecto me diz que um navio, at um  clich como um
navio fantasma - no pode sumir de repente!"

"Mas seu intelecto no tem nenhum problema com a forma slida que todos
ns vimos refletindo contra a nvoa? E a questo de que a imagem ficava
mais clara quanto mais se aproximava. Na verdade, essa luz estava se
comportando de maneira contrria s leis da refrao."

Scully enrijeceu as costas e esticou os ombros. "Voc no pode me 
convencer de que aquilo era um navio fantasma, Mulder, pois no isso
no existe!"

"S porque voc escolhe no acreditar, no significava que no exista!"

"Significa que no existe para mim," ela se ops.

"E essa  a sua desculpa? Prova por negao?" Mulder no tinha percebido
que estava gritando, at que o silencio comeou a tocar na orelha dele.

Megan apareceu, numa bvia tentativa para quebrar a tenso.
"Acho que preciso de outra cerveja."

Scully a seguiu, se afastando de Mulder. "Voc tem alguma coisa mais
forte?" elas sumiram por debaixo do deck. Kyle colocou um p sobre o
branco, e tomou outro gole da cerveja. "No sei no, Mulder" ele
tremeu a cabea. "Vocs dois brigam como um casal."

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Duas horas depois, pelo relgio de Mulder, o pr-do-sol tinha deslizado no
horizonte, deixando apenas uma fina tira de laranja para realar o cu
azul. Kyle estava sentado de frente pra ele, com as costas contra a 
cabine, desfrutando a noite e a msica instrumental que saam pelos
auto falantes escondidos.

De vez em quando, o homem se levantaria para conferir os dados, ou
trocar o CD. Entretanto, Kyle voltaria para o banco e relaxaria,
permitindo os olhos planar sobre as estrelas, aproveitando o humor e a beleza
das velas e do oceano. E Megan.

Ela se sentou no banco do outro lado do banco de Kyle,
enquanto Scully estava no quinto copo de scoth. Ou sexto.
Megan encheu o copo de Scully de novo, enquanto se apoiava
na parceira de Mulder. Scully parecia no notar. Qualquer que 
fosse o assunto, ela sorriria, e ria baixinho sempre que 
Megan assumia a conversa.

Parecia que as duas eram melhores amigas h anos; ombro 
no ombro, falando por horas, confortveis em suas pequenas
bolhas.

Kyle no parecia se importar em ser omitido. Ele ficou
olhando sua esposa com um sorriso, contente por ser
uma testemunha, ao invs de um participante.

Mulder estava entediado.  

Scully bebeu o resto do copo, e Mulder carranqueou 
quando Megan acabou dando para ela a garrafa. Aparentemente,
os constantes refis faziam parte do contrato. Para
surpresa de Mulder (e delicia secreta), Scully repeliu a
garrafa. Ela tremeu a cabea, e fez um movimento de que
ia se levantar. Nada aconteceu. Ela cutucou, curiosa,
as prprias pernas, e Megan riu.

Assim que elas decidiram que Scully ia precisar de ajuda
para ficar de p, as duas mulheres se abraaram e
contaram alto: "um... dois...trs!" e elas ficaram
de p como beb, balanando. Levou alguns minutos para
elas andarem. E s chegaram at os degraus da popa, e
tinham toda inteno, Mulder tinha certeza disso, de
subir os degraus.

O fato de que a entrada era larga o suficiente para
apenas uma pessoa parecia no importar.

"Scully..." Mulder agarrou o brao dela para impedi-la
de cair de cabea. "Deixe-me te ajudar."

Ela puxou o brao, usando Megan para se equilibrar.
"Voc acha que eu no vou conseguir fazer isso sozinha."

"Eu acho que voc est bbada, Scully."

"E eu estou zumbindo tambm."

"E voc est certa nisso" ele sorriu maliciosamente 
enquanto ela hesitava nos prprios ps. "Voc comeou
a zumbir h uma hora."

Megan soltou o brao de Scully, e caiu feliz sobre o marido
dela. "Ei, oi, estranho."

"Oi, voc" ele beijou o ombro dela.

"Oh". Ela beijou a testa dele.  "Faa isso de novo". Ele
comeou do ombro e subiu pelo pescoo, parando do lado
de baixo do queixo, antes dela choramingar em frustrao.
Com as duas mos, Megan segurou a cabea de seu marido,
e plantou um beijo faminto em sua boa. /Hora de uma
sada estratgica/ Mulder decidiu.

Por outro lado, Scully tinha outras idias. Ela estava
completamente focalizada no casal perto dela, a boca
um pouco aberta.

"Venha, Scully, hora de ir pra cama" ela se virou,
relutante, os olhos largos e vtreos.

Ele a ajudou a descer os degraus, e ela se sentou na 
cama, deixando-o ajuda-la sem uma palavra. "Mulder,
acho que no vou conseguir tirar meus sapatos."
ela chorou. gua estava se agrupando debaixo das plpebras
dela. /Talvez seja por isso que Scully raramente bebe/
Mulder pensou. /Ela  uma bbada deprimente/ E ainda 
assim, essa explicao no parecia completamente verdadeiro
para ele. Ele se agachou, no querendo fazer mais
nada a no ser faze-la sorrir.

"No preocupe, Scully". Mulder tirou o tnis dela.
Quando ele olhou, os olhos dela estavam fechados, e a
cabea balanava adiante. "Calma, Scully" Mulder praticamente
a ergueu no colo e deitou-a na cama, colocando as cobertas
sobre ela. Scully abriu os olhos. A tristeza estava l,
mas tambm... algo nu e doloroso. Era to estranho da
Scully que ele conhecia, que isso o paralisou.

Entretanto ela fechou os olhos, e tudo que estava l,
foi junto com eles.

Kyle apareceu na entrada. "Ei, Mulder. Voc acha que
pode me ajudar a colocar o barco pra dormir? Megan apagou
esta noite."

"Claro. Eu j estou indo."

Assim que Kyle saiu, Mulder olhou para sua parceira
adormecida. O que ia dentro daquela cabecinha complicada?
Quantas outras Scully estavam escondidas ali? Fortes,
poderosas, inteligentes, compassivas... / e tristes/

Ele beijou a testa dela para afastar os demnios.

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A luz azul da lua estava fluindo pela escotilha, clareando
Scully, que dormia. Mulder tinha desistir de tentar dormir
devido  nusea que rolava sobre ele a cada movimento 
do barco. Ele no foi para a cabine do piloto, mesmo
sabendo que l, ontem  noite, ele se sentiu melhor, pois
parecia que ali, ao ar livre, o movimento do barco no
o incomodava tanto, mas Scully estava ali perto, dormindo
to pacificamente... que ele no queria ir embora.
O estomago dela subia e descia, e ela respirava
suavemente, e Mulder ficava contente s de ver isso.

Depois, em algum momento da noite, Mulder acordou sentindo
uma mo correndo ao longo de seu quadril. Ele olhou na
escurido, mas estava negro como breu. Ele no podia
ver nada, mas sentir...

Duas mos o empurravam com fora contra o travesseiro,
e um som macio "Shh...." silenciou qualquer protesto
que ele poderia ter feito. O colcho se mexeu, e o peso
de um corpo pequeno se resolveu por cima dele. Um corpo
pequeno e muito feminino.

Ela planou as mos sobre ele, enquanto as pernas
macias se separavam sobre os quadris de Mulder. Seu 
pnis reagiu imediatamente, se aquecendo debaixo do
peso dela. Ela balanou contra ele, contra a ereo que
crescia.

Mulder agarrou-a pela cintura, e a puxou contra ele.
A presso era deliciosa.

Ela gemeu.  Ele conhecia aquele gemido - era um gemido
de Scully. O  nome dela escapou de seus lbios, mas os
dedos dela encontraram sua boa no escuro e pararam
a palavra. O corao de Mulder batia loucamente. Ela tirou
os dedos, s para colocar os lbios, enfiando a lngua
dentro de sua boca. /Oh, Deus, Scully. Me diga que isso
no  um sonho./

Scully agarrou-o pelos cabelos. E Mulder s podia
ficar quieto, e beija-la. Estava difcil se mexer. Mas
ele no queria pensar. No queria se mexer. O corpo dele
estava to alto que ele no queria que isso terminasse.

Ela se balanou de novo contra ele. E de novo. A 
frico do pano estava comeando a deixar Mulder louco.
Ele choramingou contra os beijos dela, num esforo para
segurar o clmax que j estava comeando a construir.

Ento ela alcanou entre eles, deslizando uma mo dentro
da cala de moletom, e do short. Ela empurrou tudo
pra baixo e encontrou sua ereo. Mulder ofegou quando
uma nova onda de desejo o sacudiu. Scully o segurou com
firmeza e tirou suas roupas.

A sensao dela o apertando, colocando-o em posio
contra ela era incrvel. Mas a carne molhada que se
separou sobre a cabea de sua ereo estava alm da 
descrio. Ela estava quente e lisa, e enquanto ela
o montava, Mulder no podia parar de murmurar o nome
dela sem parar. Ela o guiou para dentro de seu corpo;
Quando ele finalmente entrou todo o caminho, eles
grunhiram, e ela caiu sobre ele, o beijando com fome.

Ele devolveu a paixo dela, enquanto eles continuaram o beijo, Mulder, os virou e conseguiu se empurrar um
pouco mais fundo dentro dela.

"Sim!" Ela clamou em delcia.  

E, como se a sensao de estar ereto e enterrado dentro
dela no era o suficiente, como se o conhecimento
de que ela tinha comeado isso, como se o som da respirao
ofegante dela e desejo no o satisfazia completamente - 
Mulder no podia parar de pensar que era verdade
as palavras que saram da boca dele - 

"Eu te amo, eu te amo, eu te amo..."

Naquele segundo, a luz azul da lua encheu o quarto
mais uma vez, e Mulder piscou. /Scully/ to linda
com o cabelo sobre o rosto, e os olhos fechados... 
/dormindo./

O estmago de Mulder jogou em pnico.  Sim, ele estava 
dolorosamente ereto, mas no dentro do dela ou at mesmo 
sobre ela. Camadas de roupa ainda existiam entre eles,
alm de um cobertor. Os braos dela no o estavam rodeando,
mas mancos ao lado do corpo dela, enquanto dormia 
profundamente.

Mulder pulou da cama, e ela no se mexeu. Ela ficou
deitada, a luz ao redor dela, inconsciente para o sonho
que Mulder acabou de ter.

/Isso tinha que ser um sonho/ Mulder se falou /No
importava o quanto parecia real... ela.../

A nusea voltou com mpeto.

O banheiro estava pronto quando ele entrou e esvaziou
o estomago. O que ele estava pensando? Que Scully viria
para ele, assim, to facilmente? Ele tossiu e estalou.
S em seus sonhos.

Ele tinha muitos desses sonhos. Mas nunca quando ela
estava dormindo ao lado dele, desmaiada.

Ele tinha dito que a amava. No sonho.

Olhando de volta para o quarto, ele viu sua parceira
adormecida. Quando o sonho enfraquece, e a realidade 
aparece, o que sobra? E o que era real?

As plulas de Dramamine estavam na pia, e ele pegou
dois comprimidos. No que ele achava que isso fosse
ajudar com o problema que estava dentro do short dele.

Mulder fechou a porta e colocou uma mo na parede atrs 
do banheiro, e puxou seu membro duro, agradecendo aos
cus pelo sonho perturbador no ter se transformando num
sonho molhado. Ele no tinha certeza se poderia lidar
com isso.

/Pare de pensar nela./

Mulder fechou os olhos e tentou pensar em outras coisas,
e quando isso no funcionou, ele tentou pensar nos 
incontveis enredos que ele viu nas fitas que no eram
deles. E ficou ainda mais excitado. Isso no o estava
ajudando a se liberar.

Ele olhou para baixo,vendo a primeira gota saindo.
Ele estava vermelho e inchado, pronto para estourar.
Por que ele no gozava logo? Nunca demorou tanto tempo.
/Isto est me matando! Vamos! Acabe logo com isso!/ ele
se deu permisso para pensar nela, e a imagem dela no
terno de trabalho dela, com os braos cruzados e uma
sobrancelha apareceu em sua mente. Os lbios dela se
abriram para conversar sobre uma teoria louca dele.

... e pronto. Isso era tudo que ele precisava.

Ele se apoiou adiante contra o brao, e gemeu enquanto 
a outra mo fazia o servio. Ele gemeu, aliviado, enquanto
se esvaziava, sentindo a liberao descendo pela barriga
dele.

Durante um minuto, Mulder respirou forte, ficando de 
p e pegando uma toalha.

Levou um minuto para ele se limpar, e sair
do banheiro. Ele apagou a luz, relutante, e espiou pela
porta, quase esperando encontra-la sentada pra cima
e o encarando, sabendo o que tinha acontecido.

Ela no tinha movido um msculo. 

Ele tirou o travesseiro da cama, agarrou a jaqueta
da cmoda e foi para a proteo da cabine do piloto,
para os incmodos bancos que estavam l.

E no outro dia, ele decidiu, ele teria que falar com
Kyle sobre outro lugar para dormir.

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