Série: Arquivo-x. Título: Almas gêmeas. Categoria: Shipper, ponto de vista de terceiros. Resumo: A relação de Mulder e Scully vista pelos olhos de um estranho. Disclaimer: Arquivo-x e M&S pertencem a Fox, Ao CC, Ao DD e a GA. Só estou utilizando eles, mas, sem fins lucrativos, ok? Nota da autora: Eu estava com essa idéia há algum tempo em minha mente, e só agora consegui passar isto para o computador. Espero que vocês gostem e por isso mandem feed, ok? Feeds para: marushyamulder@yahoo.com.br xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Parque Woodsthree, Washington, capital. "Foi uma péssima idéia a minha... Sair para um programa sem nenhuma vontade... Péssima idéia, péssimo programa..." - Eu resmungo alto. Eu sempre tenho péssimas idéias, isso já etava comprovado. A essa hora da noite, eu sozinho atravessando esse parque, que parece ao mesmo tempo, assustador e misterioso. Quase caiu de susto, ao ver bem próximo de minha casa, encostados em uma árvore um casal. Achei aquilo muito estranho, principalmente num lugar tão frio, ou melhor numa época do ano tão fria... mas, a essa hora da noite, o que eu queria? Minha casa ficava quase ao lado do parque. Os dois nem mesmo percebem que eu estou passando, tão ensimesmados que estão. Bonito casal! Eu entro em casa, mas ao invés de ir direto para a cama, eu vou para a sacada... O casal me deixou impressionado. Puxo uma cadeira e paro para observá-los. Eu sou estudante de artes, e as vezes tenho uns ligeiros insights. Esse casal me deixou realmente impressionado, a forma como eles se olhavam... O mais impressionante é que eu consegui enxergar os olhos dela, de um azul brilhante, tão focado no homem alto, que senti fagulhas entre os dois. Os olhos dele... Não consegui distingui-los, estavam estreitados, pequenos, olhando-a com muita seriedade. Agora eles estavam mais unidos, o homem havia puxado o seu enorme sobretudo e estava cobrindo o corpo pequeno da mulher. Então eu me liguei em algo que estava na minha cara, os contrastes entre os dois... Ele bem alto, ela pequenina, ele com cabelos castanhos, ela com lustrosos cabelos vermelhos, ela com olhos azuis, ele... Bem, eu não consegui enxergar. E o mais engraçado era que mesmo com tantos contrastes, eles pareciam feitos um para o outro... Um para o outro... Almas gêmeas. Deus! Será que eu um dia conseguirei olhar para alguém desse jeito? E será que alguém me olhará desse jeito também? Eu suspiro tristemente, mas não consigo parar de olhar. O homem se aproxima mais e mais da mulher, e eu me sinto compelido a sair da janela, mas novamente não consigo. O homem geme algo, antes de encostar os lábios na mulher. O vento tras uma poucas palavras, que eu não consigo entender... Penso em sair novamente, mas, continuo olhando. O homem beija a mulher com carinho e suavidade. E eu assisto a forma como os braços dele envolvem a mulher, e por um instante, eles parecem... Um só. Novamente eu sinto vontade de parar de espioná-los, mas realmente eu não consigo... Eles me fascinam. O beijo parece durar uma eternidade, eles se tocam , mas não de uma maneira vulgar e exibicionista. Eles parecem estar se escondendo de alguém... Não era possível! Como um casal bonito e bem apessoado, estava se encontrando num parque a noite, de maneira tão oculta? Deus! Eu tenha que parar com isso... Essa mania de conspiração acabaria comigo. Talvez, eles fossem casados... Amantes se encontrando as escondidas. Não. Não parecia ser esse o caso deles... Eles pareciam ser amantes, mas suas caras não davam esse tipo de entendimento. Eles se pertenciam... Essa era uma constatação. Eu suspiro alto. O casal parece quase etéreo, quase surreal... Fantasmas... Deus! Ele precisava parar de ver filmes ruins... Cansado de invadir a privacidade deles, eu me levanto. Minha tela em branco, o carvão jogado ao lado... Minha mente indo para os dois, mesmo sem vê-los. Minhas mãos pegam o carvão e eu começo a fazer traços... Não acho que conseguirei repassar para o papel a cena que eu presenciei, mas, eu me surpreendo quando olho para o papel e vejo... O casal, escondido nas sombras, abraçado. Eu quase cai duro, era a primeira vez que eu desenhava algo num espaço tão curto de tempo. Eu fico tão eufórico que corro para a rua, desenho na mão. Quando percebo estou de frente para o casal. A mulher foi empurrada para o peito forte do homem, como se ele quisesse protegê-la de mim. Eu paro e presto, pela primeira vez, atenção nas minhas ações... Eu parecia um louco. O homem me olhou desconfiado. "Desculpe-me... Eu não queria incomodá-los... mas..." - Eu ergo minha mão e entrego o desenho para o casal. O homem continua me encarando desconfiado, mas estende a mão e pega o papel... Verdes! Seus olhos são verdes. Eu penso quase eufórico novamente. Então da mesma maneira que eu apareci. eu corri para casa. Ouindo antes de entrar a voz monótona, suave e rouca do homem alto. "Veja só isso, Scully..." - O homem fala, com a voz um pouco surpresa. "Mulder! É lindo!" - Ela exclama num fio de voz. Mulder e Scully... Nomes estranhos, mas a forma como eles se trataram... Amantes, com certeza! Eu sorriu feliz... Ao menos eles não vieram atrás de mim, para saberem o porque do desenho. Espero que eles tenham entendido que era mais do que um presente, era uma prova de que eu não pretendia entrar na intimidade deles. Suspirando eu me deito e me encolho na cama... Quando na minha vida eu encontrarei minha alma gêmea? Quando? Na sacada do outro lado da rua uma jovenzinha suspira emocionada. "Quando ele vai ver que eu estou aqui... Só esperando por ele..." - A jovem sussurra vendo o jovem entrar em sua casa. Georgetown, manhã seguinte, casa de Dana Scully. "Estou olhando para ele agora... Não. É lindo, Mulder..." - Scully falou, suspirando alto no telefone. "Eu sabia que você ia gostar... Nos veremos de novo hoje a noite?" - Mulder falou feliz. "Será que nós algum dia poderemos..." "Claro! Scully... Só de um mais um pouco de tempo... ao tempo." "Eu te amo, Mulder!" "Eu também te amo muito, Scully..." - Mulder falou antes de desligar. Scully deu um sorriso feliz, ao olhar para o bonito quadro em cima de sua cama... O quadro retratava um momento importante de sua vida... Ela esperava que algum dia ele pudesse estar na sala dela... não deles. Na casa deles... Um dia eles teriam uma vida comum, ou melhor, uma vida em comum... Viver com Mulder nunca seria comum, ou normal. Sorrindo ela saiu do quarto. Na parede o quadro, pendurado em cima da cama, descansava tomando conta de todo o ambiente xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx FIM xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx E aí? O que acharam? Preciso saber de sua opinião... 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