Estouro de Pilha Durante a execução de qualquer programa, corremos o risco de ver a sua execução suspensa, e ver na tela a mensagem "Estouro de pilha". Quando o computador possui uma versão do MS-DOS em inglês, a mensagem é "Stack Overflow". Stack nada mais é que uma área de memória usada para manter endereços de retorno, parâmetros e variáveis locais de rotinas (esses termos não precisam ser conhecidos pela maioria dos usuários, exceto por aqueles que usam linguagens de programação). A mensagem "Stack Overflow", traduzida como "Estouro de pilha", significa que a área de Stack foi totalmente utilizada e faltou espaço para inserção de novos dados. A solução para este problema é aumentar o seu tamanho. Para fazer isto, basta colocar no arquivo CONFIG.SYS o seguinte comando: stacks=9,256 Se mesmo assim o problema persistir você pode aumentar o valor 256 para outro valor maior (no máximo 512). Você pode ainda aumentar o valor 9, podendo chegar a no máximo 64. Comando Files Algumas vezes podemos ser brindados com a incômoda mensagem de erro "Too many files" (muitos arquivos). Este pequeno problema pode ser resolvido com o uso correto do comando FILES no arquivo CONFIG.SYS. Por exemplo: filles=60 Ao usá-lo desta forma, praticamente todos os programas funcionarão bem, sem correr o risco de ultrapassar o número máximo de arquivos abertos ao mesmo tempo. Se este comando não for usado, o MS-DOS assume como default um máximo de 8 arquivos, o que certamente poderá causar problemas. O valor máximo permitido é 255 (FILES=255), mas normalmente o valor 40 apresenta bons resultados. Instalando Programas Você já deve ter passado por situações em que precisou instalar programas que ocupam muitos disquetes, e possivelmente perdeu quase uma hora na instalação. Teoricamente um disquete de 1.44 MB pode ser lido em pouco mais de um minuto, mas durante a instalação de certos programas, cada disquete leva quase 10 minutos para ser lido. Existem algumas formas de resolver este problema. Por exemplo, para instalar o Windows 3.11 podemos simplesmente criar um diretório no disco rígido e copiar para ele todos os seus arquivos. Fazemos então a instalação a partir deste diretório. A instalação será extraordinariamente mais rápida, já que o programa de instalação não pedirá a colocação de disquetes. Encontrará neste diretório todos os arquivos de que necessita. Isto só funciona porque nos discos de instalação não existem arquivos com nomes iguais. Certos programas não aceitam a instalação dessa forma, normalmente por possuirem, em cada um de seus disquetes, arquivos com nomes similares. Cada um desses arquivos contém informações sobre a identificação e sobre o conteúdo do disquete. Nesses casos, normalmente podemos tembém copiar todos os disquetes para o disco rígido, mas usando diretórios diferentes. Podemos usar, por exemplo, diretórios com nomes de C:\DISCO1, C:\DISCO2, etc. Quando o programa de instalação pedir que seja colocado um determinado disquete, alteramos o nome do drive (Ex: A:\) para C:\DISCO1, C:\DISCO2, conforme seja o número do disquete que estiver sendo pedido. Existe uma outra forma de acelerar a instalação. Quando você observa que a instalação é lenta e o drive faz diversos barulhos conforme os arquivos vão sendo lidos, isto significa que as cabeças de leitura e gravação do drive estão se movimentando. Estes movimentos, necessários para que sejam acessadas informações no diretório e na FAT (tabela de alocação de arquivos) sobre cada arquivo a ser lido, são os grandes responsáveis pela demora. Para resolver este problema, podemos usar um programa de cache de disco, como o SMARTDRV. Uma das principais técnicas que este programa usa para acelerar o desempenho é manter na memória uma cópia dos últimos dados lidos do disco. Quando o diretório e a FAT do disquete são lidos pela primeira vez, é mantida uma cópia na memória. Quando for necessário um novo acesso ao diretório e à FAT, não será mais preciso perder tempo movendo as cabeças do drive: o SMARTDRV encontrará na memória as informações necessárias. Esta técnica normalmente resolve o problema da lentidão, mas para que funcione, é preciso que, antes de usá-la, você indique, em ambiente DOS, que o SMARTDRV deve atuar sobre os disquetes. Basta executar o seguinte comando (caso você possua dois drives, A e B): smartdrv a+b+ Se você vai instalar um programa para Windows, use este comando antes de "entrar" no Windows. Problemas com Disquetes Já tive reclamações de usuários que tiveram problemas de "repetição de disquetes". Você coloca um disquete no drive e acessa os seus arquivos (por exemplo, durante um processo de instalação a partir de disquetes). Ao colocar um segundo disquete, curiosamente o computador pensa que é o primeiro disquete que está no drive, inclusive mostrando o diretório do disquete original em vez do diretório do segundo. Este problema não deveria acontecer, mas a sua solução é bem simples. Os drives de disquete não possuem memória para manter os dados lidos do disquete e enviá-los à sua placa controladora. Se os dados do primeiro disquete estão sendo "memorizados", com certeza não é o drive que realiza esta memorização. Quem o faz é o SMARTDRV. Aliás, o seu trabalho se resume em manter na memória uma cópia dos dados mais recentemente lidos do disco. Entretanto, o SMARTDRV tem como saber que houve uma troca de disquete. Ao detectar que o disquete foi trocado, os dados memorizados do primeiro disquete são descartados, e o segundo disquete é acessado corretamente. O problema é que, em certas circunstâncias, o SMARTDRV não é informado de que houve uma troca de disquete. Isto pode ser um defeito do drive (que não informou que o drive foi aberto), ou da sua controladora, que não repassou esta informação para o BIOS. Nesse caso, a única forma de resolver este problema é fazer com que o SMARTDRV não atue sobre os disquetes. Basta executar o SMARTDRV no seu arquivo autoexec.bat da seguinte forma: c:\dos\smartdrv a-b- Se você estiver usando o SMARTDRV com outros parâmetros, pode mantê-los, mas use os parâmetros "A-" e "B-" para que não atue sobre os disquetes. Compactação de Arquivos A compactação de arquivos é uma técnica que permite "empacotar" dados de tal forma que passem a ocupar menos espaço em disco. Quando maior é o grau de redundância (bytes ou conjuntos de bytes repetidos), maior será a taxa de compressão. Por exemplo, arquivos de texto normalmetne podem ser compactados em até 10 vezes. Isso significa que um arquivo com 100 kB passa a ocupar apenas 10 kB depois de compactado. Um grande arquivo gráfico no formato .tif ou .bmp possui normalmente grandes áreas com a mesma cor. Toda esta informação pode ser representada de uma forma compactada. Por outro lado, existem arquivos gráficos que já usam seus próprios métodos de compactação, reduzindo completamente o seu grau de redundância. Este é o caso dos arquivos gráficos nos formatos .gif e .jpg. De qualquer forma, sempre valerá a pena tentar compactar arquivos. Depois que um arquivo está compactado, você não pode mais acessá-lo Na verdade o arquivo original é inalterado e pode ser acessado normalmente, mas a sua versão compacta não pode mais ser manipulada diretamente. Para fazer qualquer tipo de processamento no arquivo compactado, é preciso antes realizar uma descompactação. O mais popular programa compactador de arquivos é o PKZIP. Suponha que você deseja compactar por exemplo o arquivo texto.doc. Usamos então o PKZIP na seguinte forma: pkzip textocom texto.doc O primeiro parâmetro é o nome do arquivo na forma compactada. O PKZIP usa a extensão .zip para esses arquivos, portanto será gerado o arquivo textocom.zip. O segundo parâmetro é o nome do arquivo original. Após a compactação, teremos o texto.doc inalterado, e ainda o textocom.zip, que é uma representação compacta do texto.doc. Para que possamos descompactar textocom.zip, usamos o programa PKUNZIP.EXE. Basta usá-lo na forma: pkunzip textocom Entre as várias aplicações dos compactadores, uma é o backup. Por exemplo, se quisermos fazer backup dos arquivos do diretório c:\trabalho, gravando o resultado em um disquete no drive A (que deve estar previamente formatado e com espaço livre suficiente para manter o arquivo compactado), podemos usar o PKZIP na forma: pkzip a:backup c:\trabalho\*.* Será então gerado no drive A um arquivo de nome backup.zip, que é a forma compactada de todos os arquivos do diretório c:\trabalho. aumentando a capacidade dos disquetes Você já deve ter visto disquetes de 1.44 MB anunciados como sendo de 2 MB. Na verdade os tais 2 MB são o que chamamos de "capacidade não formatada". Trata-se de uma espécie de capacidade bruta, é como pensar em comer uma fruta com casca e caroço. Nunca podemos utilizar 100% dos 2 MB, já que existem áreas reservadas para uso interno do drive. Por exemplo, áreas para a numeração das trilhas e setores, áreas para gravar o CRC (que serve para detectar erros de leitura), e finalmente áreas separadoras entre os setores. Todas essas áreas não podem ser utilizadas para o armazenamento normal de arquivos do usuário. Essas áreas são demarcadas pelo programa FORMAT.COM. A formatação em 1.44 MB ocupa pouco mais de 70% da capacidade bruta do disquete, e utiliza os seguintes parâmetros: 2 faces 80 trilhas por face 18 setores por trilha 512 bytes por setor Fazendo as contas, vemos que esses parâmetros resultam em um total de 1440 kB. Entretanto, esses parâmetros desperdiçam áreas que poderiam ser usadas para o armazenamento de dados. Esses parâmetros facilitam bem a vida de drives antigos, mas os drives atuais podem trabalhar em condições um pouco mais adversas. Por exemplo, podemos diminuir a distância que separa os setores de uma mesma trilha, fazendo com que cada trilha possa chegar a 21 setores. Da mesma forma, podemos usar 82 trilhas ao invés de 80 (algumas pessoas usam até 86, mas isto pode danificar o drive. Usar 84 trilhas é seguro e 82 é um limite ultra seguro). Existe um programa similar ao FORMAT (também shareware) chamado FDFORMAT. Deve ser usado na forma: fdformat a: /f172 Desta forma, será possível formatar o disquete com 1.72 MB, usando assim cerca de 86% da capacidade não formatada do disco. Esta técnica tem sido utilizada pelos usuários mais experientes há vários anos, e recentemente foi utilizada pela Microsoft na gravação dos disquetes do Windows95. Também é possível formatar disquetes de 1.2 MB com 1.44 MB. Use o programa FDFORMAT assim: fdformat a: /f144 Você só precisa saber de um pequeno detalhe. Para que um PC possa acessar esses disquetes com formatações especiais, é preciso ativar o programa FDREAD (que acompanha o FDFORMAT). O FDREAD deve ser executado no arquivo autoexec.bat, e ocupa apenas 200 bytes na memória convencional. Qualquer computador PC (exceto os do tipo XT) poderá ler e gravar esses disquetes com formatações especiais, desde que o programa FDREAD seja previamente executado. . . . hardware conflitos de hardware irq canais de dma cd-rom mais veloz instalação elétrica eletricidade estática esqueceu a senha? instalando programas instalação de placas fax/modem conflitos de hardware Certamente é grande o número de usuários que compra dispositivos para fazer expansões nos seus micros. Entre os dispositivos mais comuns podemos citar as placas fax/modem, kits multimídia e scanners. É possível que a instalação seja extremamente simples, bastando conectar a placa de interface em um slot livre, ligar os cabos necessários e instalar o software pertinente. Isso é o que acontece quando não ocorrem conflitos de hardware. Quando ocorrem esses conflitos, a instalação pode ser muitíssimo trabalhosa e resultar na perda de muitos cabelos. Dentro de poucos anos, todos os computadores e todas as placas serão do tipo Plug & Play, ou seja, bastará conectá-las, e serão configuradas automaticamente. Os três tipos de conflitos mais comuns são: conflitos de endereços de entrada e saída (I/O), conflitos de interrupção (IRQ), e conflitos nos canais de acesso direto à memória (DMA). Ao instalar qualquer nova placa em um computador, precisamos antes atuar sobre os seus jumpers para definir certas opções de hardware, como por exemplo o seu endereço de I/O. Por exemplo, a placa Sound Blaster 16 oferece 4 opções: a.220 a 233 b.240 a 253 c.260 a 273 d.280 a 294 Devemos escolher preferencialmente a opção default, que é a configurada na fábrica. Entretanto, caso esses endereços de I/O já estejam ocupados, devemos escolher outra opção. Muitos usuários fazem a escolha na base das tentativas. Usam uma opção qualquer e, caso não funcionem, tentam outra. O problema é que com quatro opções de endereços de E/S, quatro opções para IRQ e três opções para DMA, temos um total de 48 combinações possíveis, e isso faz com que o método de tentativas e erros seja muito complicado. Existe uma forma muito simples de checar se os endereços de uma determinada faixa estão livres. Basta usar o programa Debug, um dos utilitários do MS-DOS. No Debug, devemos usar o comando I (Input from port) para checar todos os endereços de I/O da faixa que desejamos usar. Por exemplo, para testar se podemos deixar a placa Sound Blaster 16 usar a faixa 220-233, devemos usar o comando I do Debug um total de 20 vezes: I220 I221 I222 ... I229 I22A I22B I22C I22D I22E I22F I230 I231 I232 I233 Observe que os endereços de I/O são expressos em hexadecimal, ou seja, ao chegar no 9, temos ainda os dígitos A, B, C, D, E e F. Cada vez que usamos o comando I, o Debug nos apresenta como resultado um número hexadecimal de dois dígitos, que é o valor lido daquele endereço de I/O. O valor FF indica que o endereço está livre, valores diferentes de FF indicam que está ocupado. Para que possamos utilizar uma faixa de endereços, é preciso que todos os seus bytes estejam livres, ou seja, que todos os valores retornados sejam FF. Ao instalar placas fax/modem, temos que escolher entre as opções COM1, COM2, COM3 ou COM4. Os endereços que essas interfaces seriais ocupam são, respectivamente, 3F8-3FF, 2F8-2FF, 3E8-3EF e 2E8-2EF. Por exemplo, para saber se uma placa fax/modem pode ser configurada como COM3, basta verificar se todos os endereços de I/O na faixa 3E8-3EF estão livres. irq Outra opção que faz parte da configuração de hardware são as interrupções (IRQ). Normalmente as placas oferecem algumas opções, e devemos escolher alguma que esteja livre. Infelizmente isto nem sempre é fácil. Por exemplo, a placa Sound Blaster 16 oferece as opções IRQ5, IRQ7, IRQ9 e IRQ10. As placas fax/modem também necessitam usar interrupções, e tipicamente apresentam escolhas como IRQ3, IRQ4, IRQ5, IRQ7 e IRQ9. Muitas placas fax/modem usam como default a IRQ2 para a COM2 e para a COM4, e usam a IRQ4 para a COM1 e a COM3. Se você tem em seu computador um mouse conectado na COM1, significa que a IRQ4 já está ocupada. Se você deixar a sua placa fax/modem ocupar a COM3, usará como default a IRQ4, e desta forma entrará em conflito com o mouse. Uma das formas de evitar este conflito é usar para a placa fax/modem uma outra interrupção, como por exemplo a IRQ9. Normalmente um micro que ainda está com a sua configuração básica (placa VGA, disco rígido, drives, duas interfaces seriais e uma paralela) possui as seguintes interrupções livres: IRQ5, IRQ9, IRQ10, IRQ11, IRQ12 e IRQ15. Você pode, portanto, usar a IRQ5 para a placa Sound Blaster e a IRQ9 para a placa fax/modem, ficando ainda com mais quatro interrupções livres para placas adicionais. canais de dma Finalmente, existem muitas placas que requerem o uso de um ou dois canais de DMA. Os PCs possuem um total de 8 canais de DMA, sendo que nos casos em que ainda se tem uma configuração básica (placa VGA, disco rígido, drives, duas interfaces seriais e uma paralela), temos os seguintes canais de DMA livres: DMA0, DMA1, DMA3, DMA5, DMA6 e DMA7. Placas fax/modem não usam DMA. A placa Sound Blaster 16 necessita de dois canais, sendo que o primeiro pode ser escolhido entre DMA0, DMA1 e DMA3. O default é DMA1. O segundo canal pode ser DMA5, DMA6 e DMA7, sendo que o default é DMA5. Você pode usar esses dois canais, mas anote em um lugar seguro que você já os está utilizando, pois quando for feita a instalação de novas placas (Ex: interface de scanner), provalmente será preciso usar outros canais, e você precisará saber quais já estão em uso. Cd-rom Mais Veloz Sabemos que os drives de CD-ROM são tipicamente lentos em comparação com o disco rígido. Uma forma de resolver este problema é usar o SMARTDRV. Este programa é um cache de disco, capaz de acelerar consideravelmente o desempenho do disco rígido, drives de disquetes e drive de CD-ROM. A aceleração do desempenho do drive de CD-ROM pelo SMARTDRV está intimamente relacionada com o uso do MSCDEX (Microsoft CD-ROM Extensions). Este programa é necessário para que o MS-DOS e o Windows "enxerguem" nos CD-ROMs, o mesmo tipo de estrutura de diretórios usada nos discos rígidos e disquetes. Tanto o SMARTDRV como o MSCDEX são ativados no arquivo autoexec.bat. Para que o SMARTDRV atue sobre o drive de CD-ROM, a única coisa que precisa ser feita é a seguinte: A linha de ativação do SMARTDRV no autoexec.bat deve estar localizada DEPOIS da linha que ativa o MSCDEX. Se o seu drive de CD-ROM está lento, verifique se esta condição está sendo satisfeita. Esta pode ser a causa do problema. obs.: No Windows95, você não precisa (e nem deve) usar o SMARTDRV, pois ele já possui um sistema interno de cache de disco ainda mais eficiente. Instalação Elétrica Compre um estabilizador de voltagem para o seu computador. Esta é a melhor dica sobre instalação elétrica que alguém pode dar. É também a dica que lhe dará menos trabalho para implementar. Sem um estabilizador de voltagem, eventuais anomalias na rede elétrica (interferências, picos de tensão etc.) poderão causar mau funcionamento no seu computador. É muito comum a perda de dados e o aparecimento de setores defeituosos no disco rígido devido a problemas na rede elétrica. Um estabilizador de voltagem deixará o seu micro protegido da maioria desses problemas. Tome cuidado, pois os chamados "filtros de linha" proporcionam pouquíssima proteção ao computador. Normalmente um estabilizador de 0,8 ou 1,0 kVA é mais que suficiente para alimentar um micro (por mais equipado que seja), um monitor SVGA e uma impressora matricial ou a jato de tinta. Se você possui uma impressora a laser, então é melhor utilizar um estabilizador de 1,5 a 2.0 kVA. Eletricidade Estática A eletricidade estática realmente danifica os componentes eletrônicos. Trata-se de um acúmulo de cargas elétricas que ocorre quando dois materiais diferentes são friccionados. Por exemplo, o simples fato de sentarmos em uma cadeira ou andarmos sobre um tapete é suficiente para que o nosso corpo fique carregado com eletricidade estática. Se uma pessoa carregada com eletricidade estática tocar em algum componente eletrônico, corre o grande risco de danificá-lo de imediato. Quando o dano não é total, o componente eletrônico pode continuar funcionando por mais alguns meses, ou pode passar a apresentar problemas intermitentes de mau funcionamento. Para minimizar este problema, você deve fazer duas coisas: 1.Antes de tocar nas placas, toque com as suas duas mãos na parte metálica do interior do seu gabinete, por exemplo, na fonte de alimentação. De preferência, repita este procedimento periodicamente, por exemplo de 15 em 15 minutos, enquanto estiver fazendo a instalação. 2.Ao segurar uma placa, ou um módulo de memória, nunca toque nos seus circuitos. Segure-a sempre pelas suas bordas laterais. Ao segurar um disco rígido, nunca toque nos seus circuitos, Segure-o pela sua carcaça metálica. Faça isso e você estará minimizando drasticamente os possíveis danos causados pela eletricidade estática. Esqueceu a Senha? Praticamente todos os micros modernos possuem no seu CMOS Setup um mecanismo de senhas. Podemos ativar uma senha, fazendo com que o boot só seja possível mediante o seu fornecimento. Podemos também fazer com que o CMOS Setup também só possa ser usado mediante a senha. Finalmente podemos ainda fazer com que tanto o Boot quanto o uso do CMOS Setup só sejam permitidos se o usuário fornecer a senha. O problema que ocorre é que muitos usuários ativam senhas (muitas vezes sem necessidade) e depois a esquecem. Para complicar mais ainda, existem muitas diferenças nos mecanismos de senha dos diversos computadores. Por exemplo, existem alguns que possuem um ítem para ativar a senha. Uma vez ativada, é automaticamente pedido que o usuário digite a senha que deseja usar. Em outros computadores, existem dois comandos individuais, sendo um para informar qual é a senha a ser usada (Change Password), e outro para ativar o seu funcionamento. Um usuário desavisado pode ativar o seu funcionamento e esquecer de cadastrá-la. E agora, qual é a senha atual se o usuário não cadastrou nenhuma? Nessa hora é importantíssimo possuir o manual da placa de CPU. Lá é explicado exatamente qual é o procedimento correto para alterar, habilitar ou desabilitar a senha. É informada também a senha default utilizada pelo fabricante. Normalmente o CMOS Setup produzido pela AMI (American Megatrends Inc., o mais comum) possui como senha default o nome do seu fabricante: AMI. Se você cadastrou uma senha e a esqueceu, existe uma forma de solucionar o problema. Desligue o computador, abra o gabinete e procure na sua placa de CPU onde está a bateria. Normalmente é uma peça cilíndrica, mais ou menos com a mesma largura e a metade da altura de uma pilha tamanho pequeno. Com o computador desligado, use um clips de papel para dar um curto entre os terminais da bateria. Explicando melhor, você deve abrir o clipse e fazer com que o mesmo toque simultaneamente nas duas extremidades metálicas da bateria. Mantenha o contato durante cerca de 5 segundos. Existem placas de CPU que possuem baterias de lítio, em forma de moeda. Nesse caso, você deve retirar a bateria e dar um curto entre os dois contatos do seu suporte. Com a retirada ou o curto na bateria, o chip CMOS fica durante alguns segundos sem tensão, com todos os seus dados apagados. Quando você ligar o computador, será preciso refazer a programação do Setup. Entre no programa Setup e use o comando "Auto Configuration with BIOS Defaults", ou então "Default-Optimal". A seguir use o comando Standard CMOS SETUP para indicar a data, a hora, as capacidades dos drives e os parâmetros do disco rígido. Muito cuidado, esta técnica é uma solução desesperada, e você só deve utilizá-la se souber usar o CMOS SETUP do seu micro. É comum o caso de pessoas que usam esta técnica mas não sabem quais são os parâmetros do seu disco rígido. Desta forma, estão trocando um problema por outro. A melhor coisa a fazer é pedir ajuda a um técnico ou a um colega mais experiente. Instalando Placas fax/modem A primeira coisa a fazer é escolher o endereço da porta serial que a placa irá ocupar. Provavelmente o seu computador já possui uma COM1 e uma COM2. Nesse caso, existem duas formas de proceder: a.Configuramos a placa fax/modem para operar como COM3 ou COM4. Precisamos também indicar uma interrupção (IRQ). Tipicamente a COM3 usa a IRQ4, que é a mesma usada pela COM1, enquanto a COM4 usa a IRQ3, a mesma usada pela COM1. Se deixarmos placa fax/modem usar a IRQ3 ou a IRQ4, ocorrerá um conflito de hardware. Devemos então escolher uma outra interrupção que esteja sem uso. Quase sempre podemos usar a IRQ9. b.Uma outra forma é desabilitar a COM2 já existente no computador e deixar a placa fax/modem operar como COM2. A vantagem deste método é que tendo desabilitado a COM2, automaticamente estaremos deixando livre a IRQ3 para ser usada pela placa fax/modem. A desvantagem é que muitos usuários não podem desabilitar a COM2 por não possuirem os manuais das suas placas. Muitas placas fax/modem são acompanhadas de programas que ajudam nesta instalação, detectando qual é a COM e qual é a IRQ indicada para a placa. Uma vez estando a placa instalada no gabinete, o próximo passo é instalar e configurar o seu software de comunicação. Não importa qual seja o programa de comunicação que acompanha a sua placa, existem sempre alguns parâmetros que você precisará definir: a.Serial Port. Indique se a sua placa está configurada como COM1, COM2, COM3 ou COM4. b.IRQ. Indique qual é a interrupção que a sua placa está usando. Lembre-se que a IRQ3 é tipicamente usada pela COM2 e pela COM4, enquanto a IRQ4 é usada pela COM1 e pela COM3. Se você usar uma interrupção fora do padrão (Ex: COM3/IRQ9), será preciso informar isto no Painel de Controle do Windows, como mostraremos mais adiante. c.Baud Rate. Indique aqui a taxa de transmissão máxima suportada pela sua placa (Ex: 14.400 bps, 28.800 bps etc.). Se a sua placa for de 14.400 bps e esta opção não existir no setup do seu programa de comunicação, use então a opção 19.200 bps. Se a sua placa for de 28.800 bps e esta opção não existir, use a opção 38.400. d.Dial Type: Aqui normalmente existem duas opções: Tone e Pulse. Use o tipo suportado pela sua linha telefônica. A grande maioria ainda está ligada a centrais telefônicas antigas que operam apenas com pulsos (Pulse). É possível que a opção "Dial Type" do seu programa de comunicação esteja "camuflada" dentro de outra opção chamada Dial String. Se você encontrá-la, verá que trata-se de um pequeno conjunto de caracteres. Procure os caracteres DT (que singnifica Discagem por tons) e troque-os por DP (Discagem por pulsos). e.Dial prefix. Se a sua linha telefônica for do tipo direto (não está ligada a centrais de KS ou PABX), use o prefixo W, que significa Wait, ou seja, a placa irá esperar até detectar o sinal de discagem (ou como dizemos na linguagem popular, "deu linha"). Se a sua linha telefônica é na verdade um ramal de um sistema KS e PABX. normalmente você precisa discar um certo número (normalmente 0) para ganhar acesso a uma linha externa. Se o número para acessar a linha externa é 0, então use como Dial prefix, W0W. f.Flow Control. Como a linha telefônica é milhões de vezes mais lenta que o microprocessador, os programas de comunicação usam um controle de fluxo para evitar que o microprocessador envie dados mais rápido que a linha telefônica pode suportar. Existem dois tipos de controle de fluxo: por hardware e por software. É recomendável usar o controle por hardware, pois resulta em uma melhor taxa de aproveitamento do tempo, ou em outras palavras, não deixamos a linha ficar ociosa. Algumas vezes o controle de fluxo por hardware aparece com o nome RTS/CTS, e também como "16550 FIFO". Ative essas duas opções, caso existam no seu programa. Da mesma forma, o controle de fluxo por software algumas vezes aparece com o nome de XON/XOFF. g.Protocol. Entre os diversos protocolos de comunicação, o mais eficiente é o ZMODEM. Praticamente todos os programas de comunicação possuem este protocolo (entre outros). Caso o ZMODEM não exista no seu programa, use o YMODEM. h.Terminal emulation. Indica como os caracteres que você recebe pela linha telefônica devem ser representados na tela. Por exemplo, qual é o comando para representar caracteres amarelos sobre um fundo azul? Se você quer usar caracteres coloridos ao acessar BBS, escolha neste ítem a opção ANSI. Normalmente os programas de comunicação operam por default no padrão TTY, que não premite recursos de cor. Se você quiser usar cores, use a opção ANSI. Caso você esteja usando uma IRQ diferente do padrão, será preciso informar isto ao Windows antes de configurar o seu sofware de comunicação. Use o programa Painel de Controle e escolha o ícone Portas. Selecione a porte serial desejada e escolha a opção Configirar, depois Configuração Avançada. Indique então a IRQ que você deseja usar.