Marco na hist�ria da Peugeot, o 404 criou fam�lia,
venceu duros ralis e fez sucesso em v�rios continentes
Texto: Francis Castaings - Fotos: divulga��o
A Segunda Guerra Mundial foi um per�odo muito dif�cil
para a popula��o da Europa. O per�odo de 1937, antes
do conflito, at� o final em 1945 alterou os costumes e a vida
com sede em Sochaux, fabricava modelos como o 203 e o
403, este desenhado por Pininfarina, que j� apresentavam
sinais de cansa�o. De linhas simples e equilibradas, em abril
de 1960 chegava ao mercado franc�s o Peugeot 404. O autom�vel
tinha quatro portas, tr�s volumes, cinco lugares e sua traseira exibia um discreto "rabo-de-peixe", como mandava a moda das carrocerias na �poca. Na frente uma bonita grade retangular, com o escudo do le�o ao centro, e dois far�is redondos.
Desenhado pelo italiano Pininfarina, o 404 tinha nos
discretos "rabos-de-peixe" nos p�ra-lamas traseiros uma
marca de distin��o
O desenho do 404 tamb�m era da famosa casa italiana. Media
4,45 metros e pesava 1.080 kg. Era um carro bonito mas tamb�m
muito robusto, tradi��o da marca. O motor de quatro cilindros e
1.618 cm3 desenvolvia 65 cv a 5.500 rpm, alimentado por um carburador
Solex em posi��o invertida. Levava o sed� a 145 km/h, razo�vel
para categoria na �poca. Tinha c�mbio de quatro marchas com alavanca
na coluna e tra��o traseira.
Em 1961 chegava a vers�o equipada com inje��o mec�nica Kugelfischer.
Sua pot�ncia passava para 80 cv e a velocidade m�xima para 160 km/h, o que o tornava bem mais atraente. Tamb�m ganhava mais luxo na vers�o SL, com a op��o de teto solar e bancos de couro. Os dianteiros se reclinavam e, com os encostos quase na horizontal, ficavam juntos com os assentos traseiros para servir como camas. Naqueles tempos, era comum e seguro dormir na beira de estradas ou nos estacionamentos de postos, quando a viagem era muito longa.
J� no ano seguinte ao sed� chegava o elegante convers�vel, com motor
1,6-litro de 72 cv e acabamento interno refinado
Aumentando a fam�lia, no mesmo ano chegava um bonito convers�vel.
Era 4 cm maior que o sed�, mas os passageiros do banco de tr�s n�o
iam muito confort�veis. O motor era o mesmo da vers�o b�sica, s� que
um pouco mais potente, 72 cv, o que lhe permitia chegar aos 148 km/h.
Por fora, novas calotas com raios para destacar a esportividade; por dentro,
o painel rico de instrumentos da marca Jaeger e os bancos em couro.
Um ano depois vinha o cup�, de linhas elegantes, inspiradas no convers�vel
e tamb�m oriundas do l�pis do famoso carrozziere. E em outubro, para fechar
o leque de op��es da gama, era lan�ada a perua de cinco portas, 19 cm maior que
o sed�. N�o era bonita, mas extremamente pr�tica, com possibilidade de levar
at� sete pessoas. Fez sucesso, inclusive na vers�o Super Taxi. Uma op��o de motor
que foi muito requisitada era a movida a diesel, com 1.816 cm3 e 55 cv.
O cup� tamb�m era obra de Pininfarina. Baseado no convers�vel, seu estilo era muito
elegante e exibia "rabos-de-peixe" mais discretos que no sed�
Em 1963 era lan�ado numa grande empreitada: enfrentar as marcas alem�s nos ralis
africanos. Estas estavam ganhando as provas severas do continente -- e aos poucos
o mercado tamb�m. Nas m�os de Nick Nowicki e Paddy Cliff o 404 chegava ao lugar mais
alto do p�dio no East African Safari, no Qu�nia. No ano seguinte repetia a proeza na
100 Milhas de Tanganica e no Rali de Uganda. A fama da Peugeot em competi��es nas terras
africanas estava apenas come�ando -- e duraria por anos, gra�as ao pioneirismo e � robustez
do quatre cents quatre.
Um ano depois o carro ganhava como opcional freios servoassistidos. Logo depois o motor com
carburador passava a ter 70 cv, e o KF a inje��o, 88 cv. Em 1965, o piloto Ernesto Santamarina
vencia o Rali da Argentina, em um percurso de 4.237 km, boa parte feito nas alturas da Cordilheira dos Andes. Em 1966 e 1967, Bert Shankland, que j� havia ganho em Tanganica em 1964, tornava a faturar o terr�vel rali do Qu�nia.
A perua da linha n�o era das mais bonitas, mas podia levar at� sete passageiros
Tamb�m neste ano, outro destaque: um prot�tipo Peugeot 404 Diesel batia 40 recordes
mundiais na categoria diesel. Percorreu 16.627 km em 103 horas a uma m�dia de 161,49 km/h, no
aut�dromo de Monthlery, que dista 21 km de Paris e tem pistas inclinadas como em Monza, na It�lia
. Para os carros de s�rie surgia a op��o do c�mbio autom�tico.
Em 1968 o cup� e o convers�vel deixavam de ser fabricados. Eram lan�ados os picapes de cabine
simples e dupla, esta �ltima s� para o mercado externo, principalmente africano. Foram muito
utilizados, durante anos, nas minas de ferro subterr�neas na Lap�nia, Su�cia. Quanto ao mo
O picape 404 em vers�o b�ch�e, com cobertura na ca�amba, e o sed� tendo ao fundo o le�o, sempre
associado � Peugeot
O 404 foi fabricado na Fran�a at� 1975, mas continuou na Argentina at� 1981. Foram produzidas
2,3 milh�es de unidades, algumas exportadas at� para os Estados Unidos. Foi homenageado com um
selo em Granada, ilha caribenha que pertence � Comunidade Brit�nica. Tamb�m fez sucesso por l�
em ralis. At� hoje � lembrado como um �cone da industria francesa e como o primeiro passo da
Peugeot rumo � moderniza��o. Um sucesso internacional
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